sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Night Flowers com concerto no Hard Club


É já no dia 8 de Fevereiro, pelas 21.30h, que a sala 2 do Hard Club irá receber os britânicos Night Flowers.

O quinteto está sediado em Londres mas é originário de Hull, no Yorkshire. Após o EP homónimo em 2014, lançaram diverso material até chegar o seu primeiro CD em Abril de 2018 com o título Wild Notion. Zeb Budworth, Chris Hardy, Sam Lenthall, Sophia Pettit e Greg Ullyart são, nas suas palavras, “um grupo de malandros à procura duma melodia cativante e um pouco de drama na onde pop indie com guitarra esperando estar a contribuir com algo para essa longa tradição”. As suas músicas lembram a banda sonora de todos os seus bons sonhos, liricamente são realistas e querem garantir que sua produção reflicta o realismo dos altos e baixos: “há também muita melancolia no álbum: é uma coisa ying / yang, você não pode ter um sem o de outros".

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Reportagem: In2TheSound [Hard Club, Porto]


No passado sábado, dia 19 de janeiro, dirigimo-nos ao Hard Club, no Porto para visualizar em primeira mão a projeção do documentário sobre a vida de Adrian Borland (o icónico vocalista e guitarrista dos The Sound), Walking In The Opposite Direction, que contou com a presença do produtor Jean-Paul Van Mierlo antes do início da sua exibição. No dia estavam planeadas duas sessões, uma às 19h00 e outra às 21h00 (esgotada) e ainda um concerto tributo aos The Sound com a banda do baterista da formação original, Mike Dudley, os In2theSound

Ao Hard Club chegámos um pouco antes da hora de exibição, que teve início pelas 19h12 com Jean-Paul Van Mierlo a subir ao palco e explicar a génese de toda a produção e direção envolvidas: "(…) When Adrian was still alive I guess only his family and his friends were aware that he was having this problem. In the film, the father of Adrian is telling you a lot about Adrian and about his illness. Bob passed away two years ago himself, and I want to thank him again for everything he made for us and the film". O produtor mostrou-se ainda disponível para responder a perguntas após a projeção do documentário, que teve término pelas 20h46. 


Por volta das 23h15, quando entramos novamente em sala já se faziam ouvir no palco os minutos finais de "Silent Air" para um espaço bastante povoado e acima de tudo, animado. Depois de um documentário que se mostrou bastante pesado, sobretudo para os espetadores que não tinham qualquer ideia sobre o passado trágico de Adrian Borland, era altura de celebrar e reviver as letras e os momentos únicos que os The Sound nos proporcionaram desde a sua origem. Claramente que foi esse o ambiente que se instalou em sala, com os espetadores a cantarem as letras em uníssono e a aplaudirem de forma entusiasta ao final de cada canção. Um dos grandes momentos da noite, como já era expectável, deu-se com os primeiros acordes de "I Can’t Escape Myself" que colocou a sala toda em folia, mesmo considerando que a banda era de tributo. 


Os In2theSound pareciam bastante contentes com a adesão e aproveitaram o momento para agradecer ao Jorge, a toda a equipa da At The Rollercoaster e ao público por tornarem um evento destes possível. O ambiente em sala ficou mesmo fofo quando começaram a tocar a "Total Recall", tema que após o seu término serviu também para que fossem apresentados os membros da banda tributo, com rasgados aplausos a fazerem-se ouvir assim que o nome Mike Dudley se fez ouvir em sala. Tempo ainda para ouvir grandes malhas como "Winning", "The Fire" e "New Dark Age". Por volta das 00h00 a banda despediu-se pela primeira vez do palco para uma ausência que não se prolongaria além dos dois minutos. 


Aquele que viria a ser um duplo encore iniciou-se com um "let’s gonna do this" e com "Skeletons" a fazer-se ouvir como pano de foco. Depois de mais uma música e uma despedida do palco a banda regressa para nos fazer ouvir ainda "Sense Of Purpose" e "Heartland". Um concerto muito amigável que viu o seu fim por volta das 00h20. Esta foi mais uma das excelentes noites proporcionadas pela comitiva At The Rollercoaster, a quem não podemos nunca deixar de agradecer. Um bem-haja.


Texto: Sónia Felizardo
Fotografias: Edu Silva

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Downtown Boys, Giant Swan e Black Bombaim juntam-se à programação da Galeria Zé dos Bois


A programação da Galeria Zé dos Bois encontra-se cada vez mais recheada. O espaço cultural lisboeta promete agitar o Bairro Alto com alguma da melhor oferta musical praticada de momento, e anunciou esta semana mais um apanhado de nomes a não perder. O primeiro grande destaque desta nova senda de confirmações vai para os norte-americanos Downtown Boys, a armada punk natural de Providence, Rhode Island, que se apresentará pela primeira vez em solo nacional no dia 8 de março. A banda de Victoria Ruiz, Joey La Neve DeFrancesco, Mary Regalado, Joe DeGeorge traz ao aquário da Zé dos Bois o mais recente disco Cost of Living, editado em 2017 sob a cinta da Sub Pop e que dá seguimento ao espírito livre e paritário de um dos projetos mais inspiradores do universo punk e hardcore moderno. Rodrigo Vaiapraia estará encarregue de aquecer a noite, aqui sem a companhia das suas Rainhas do Baile.



Os Black Bombaim são mais um dos nomes que marcam a programação vindoura da Zé dos Bois. O power-trio natural de Barcelos apresenta-se mais uma vez no aquário sob a premissa de demonstrar algum do material novo que têm vindo a explorar ao longo dos últimos meses, assim como os temas que marcaram o percurso de um dos mais entusiasmantes projetos da música de peso portuguesa.

O dia 16 de março ficará a cargo dos britânicos Giant Swan. A dupla composta por Robin Stewart e Harry Wright regressa a Portugal depois terem atuado pela última vez em Coimbra, aquando da primeira edição do festival Les Siestes Électroniques em Portugal. O afinco com que os naturais de Bristol se apresentam perante um género tão rígido como o techno faz destes um dos mais entusiasmantes projetos a surgir da esfera leftfield  do género. Os sets pujantes do duo são dotados de uma visceralidade inigualável e prometem fazer suar a sala lisboeta. Antes, o produtor português trash CAN apresenta-se para um set de eletrónica desconstruída e livre de rótulos. A produtora suíça Bonaventure, que conta no seu repertório afiliações a selos tão importantes como a NON, Discwoman e Planet Mu (por onde editou o excelente e mais recente EP Mentor), tratará de animar o espaço até horas mais tardias.


A programação da ZDB fica completa com  as apresentações de  B Fachada e Benjamim, Primeira Dama, Odete, e muitos outros na primeira Noite Xita do ano, dia 25 de janeiro, a estreia nacional de Coucou Chloe e Shygirl, bastiões da emergente editora NUXXE, no dia 1 de fevereiro (primeira parte de Menino da Mãe), o guitarrista português Norberto Lobo (que se encontrará em reseidência artística a partir do dia 31 de janeiro), dia 2 de fevereiro, Moor Mother e os seus Irreversible Entanglements, dia 5 de fevereiro, Jasmim em jeito de lançamento do disco Culto da Brisa, dia 8 de fevereiro, o regresso dos Wrekmeister Harmonies, dia 14 de fevereiro, João Pais Filipe para mais uma edição 'Bola de Cristal', dia 15 de fevereiro, Noite Príncipe com DJ Marfox, DJ Nervoso, DJ Maboku, Blacksea Não Maya e BLEID, dia 23 de fevereiro, Sallim em apresentação do mais recente disco A ver o que acontece, dia 28 de fevereiro, a estreia em nome próprio de Frankie Cosmos em Portugal, com Ian Sweet na primeira parte (dia 14 de abril), e ainda a apresentação do portentoso saxofonista Colin Stetson na Igreja St. George, dia 8 de abril.


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STREAM: Some Ember - Submerged


Some Ember, a dupla de electro new wave composta por Dylan Travis e Nina Chase estão de regresso às edições de estúdio com Submerged EP, o curta-duração que vem dar sucessão a Submerging The Sun (2018, Third Coming Records) e que funciona como uma peça complementar. O EP é composto por um total de quatro músicas que foram escritas juntamente com as do LP, mas que quebravam o encanto do ambiente de luto do longa-duração e por isso ficaram de fora. 

Em Submerged EP os quatro temas apresentados focam-se à volta de uma sensação de sofrimento que foi superada além de uma determinação renovada em manter o fio da existência. Deste curta-duração recomenda-se a audição de temas como "Revealed", "Entombed" e "Peace of Mind", podem ouvir o resultado ali abaixo.

Submerged EP foi editado esta quarta-feira (23 de janeiro) pelo selo Third Coming Records. Podem comprar o EP no formato cassete ou digital aqui.

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Lorelle Meets The Obsolete incendeiam o Texas Bar a 28 de janeiro


Os Lorelle Meets The Obsolete passam na próxima segunda-feira por Portugal, para apresentar o seu mais recente disco de estúdio De Facto (2019, Sonic Cathedral / Registos El Derrumbe) no Texas Bar, em Leiria. De Facto, chega dois anos depois de The Sound Of All Things (2017) e exibe uma nova exploração de Lorena Quintanilla e Alberto González pelas referências do krautrock, psych e shoegaze, no longa-duração mais consistente e singular de toda a discografia do grupo. O concerto está agendado para o próximo dia 28 de janeiro (segunda-feira) e conta com a produção da Ya Ya Yeah.

Acompanhados ao vivo por membros de bandas como New Candys ou Mamuthones, os Lorelle Meets The Obsolete aterram em Leiria para justificarem o motivo de serem apontados como uma das mais incendiárias e alucinantes forças rítmicas da mui-estimável nova vaga de música psicadélica da América Latina. 


Os bilhetes para este concerto têm um custo de 6€ e estarão disponíveis para compra à porta, no dia 28 de fevereiro. O concerto está agendado para as 21h30 e as informações adicionais encontram-se aqui. A Threshold tem três entradas para oferecer, às quais poderão concorrer através de um comentário indentificando dois amigos na respetiva publicação do Facebook sobre esta notícia.

Além deste concerto a banda também atua a 26 de janeiro, no Sabotage Club, em Lisboa. 

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Novo EP de QUAL chega às lojas em fevereiro


QUAL, o projeto a solo do enigmático William Maybelline (Lebanon Hanover) regressa este ano às edições com Cyber Care, um EP de quatro faixas que vem dar sucessão a The Ultimate Climax que chega às prateleiras já no próximo mês. Cyber Care explora a fase sempre sombria presente nos trabalhos antecessores, mas apresenta uma veia que vai beber influências a géneros como a EBM, música industrial, techno e dark electronics que têm sido o novo ponto de foco de William, como tão bem mostrou em The Ultimate Climax

Deste novo Cyber Care foi apresentada esta quarta-feira (23 de janeiro) a primeira faixa de avanço do disco, "Cyber Care", uma malha que chega mesmo no auge do novo movimento de ressurreição da música gótica e que explora as novas tendências da música eletrónica nas sonoridades de tonalidades monocromáticas. Ora oiçam: 


Cyber Care tem data de lançamento prevista para 15 de fevereiro pelo selo Avant! Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Cyber Care Tracklist:

01. Cyber Care 
02. Inject Your Mind 
03. I Have To Return Some Video Tapes 
04. Motherblood


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A tour dos Madrugada passa por Portugal em maio

© Knut Åserud
Madrugada, a banda de culto do rock norueguês, vai passar por Portugal em maio deste ano para dois concertos inseridos na Industrial Silence European Tour. Esta mesma tour, que conta com inúmeras datas esgotadas por toda a Europa, marca o regresso do agora trio aos palcos após um período de hiatus que perdurou durante 10 anos. Os concertos estão agendados para 10 de maio no LAV, Lisboa e no dia seguinte, 11 de maio, no Hard Club, Porto e contam com a produção da At The Rollercoaster. A banda deverá apresentar em solo nacional os grandes temas de carreira.

Os Madrugada formaram-se em 1993 inicialmente sob o nome de Abbeys Adoption. Apenas em 1998 - ano em que a banda assinou um contrato de seis álbuns com a Virgin Music Norway - e depois de um encontro casual com o poeta norueguês Øystein Wingaard Wolf, num bar em Oslo, os Abbeys Adoption passaram a ser conhecidos por Madrugada. O disco de estreia, Industrial Silence, foi lançado em 1999 e aclamado pela crítica, pela sua sonoridade acolhedora, profunda e acima de tudo melódica. Foi com The Nightly Disease (2001), o segundo disco de estúdio que, ao introduzir elementos do rock progressivo, obscuro e psicadélico na sonoridade, os Madrugada se tornaram uma das bandas de culto da Noruega, a receber comparações a nomes como Morphine. Até à data a banda editou um total de sete discos, sendo The Best Of Madrugada (2010), o mais recente.


Os bilhetes para ambos os concertos terão o preço único de 22€, estando disponíveis a partir de amanhã. Todas as informações adicionais podem ser encontradas na página de Facebook da At The Rollercoaster.


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A versatilidade sublime dos Yo La Tengo


Pouco depois de terem passado pelo NOS Alive, o trio norte-americano Yo La Tengo está de volta a Portugal para duas datas em 2019. Os concertos irão decorrer nos dias 6 e 7 de fevereiro no Capitólio (Lisboa) e no Hard Club (Porto), respectivamente. Datas essas que vão servir de apresentação a There's A Riot Going On, o mais recente disco da banda proveniente de Hoboken, New Jersey,

Os Yo La Tengo contam com uma longa e reconhecida carreira, que dura desde finais dos anos 80, produzindo algumas das obras-primas (nos primórdios) do indie rock. Painful foi editado em 1993 pela sempre fiel Matador Records, e é uma dessas obras em questão. Um disco que nos leva desde um shoegaze mais agressivo, com as músicas "Double Dare" e "From a Motel 6" a serem exemplo perfeito disto, até a umas melodias que nos fazem voar pelas estrelas num universo sem fim, como em "Superstar-Watcher".



I Can Hear The Heart Beating as One é o disco que o trio norte-americano editou em 1997, e é outra das suas obras mais reconhecidas. Um álbum mais calmo que Painful certamente, mais ainda assim com alguns picos de agressividade. "Sugarcube" é exemplo desta versatilidade enérgica dos Yo La Tengo, sendo um dos seus singles mais famosos e um dos pontos altos deste álbum. "Center of Gravity" marca outro destaque nesta edição, uma malha tão calma e com ritmos tão alegres que chega a ser bossa-nova, mostrando outra das várias faces que esta banda pode mostrar. 


And Then Nothing Turned Itself Inside-Out é a edição que vira o século para os Yo La Tengo, sendo uma das maiores obras com que eles nos presentearam em toda a sua carreira. Este é um álbum contemplativo, com melodias compostas como se estivéssemos a flutuar pelas nuvens num sonho sublime. "Tears Are In Your Eyes" e "Night Falls on Hoboken" são duas das malhas que marcam este álbum, onde podemos simplesmente fechar os olhos e deixar-nos levar pela guitarra de Ira Kaplan.


Os bilhetes para os concertos no Capitólio e no Hard Club têm o preço único de 27 euros, e estão disponíveis para venda nos lugares habituais. Não percam esta viagem.

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

STREAM: Lotus Feed - Songs From The Silent Age


Os alemães Lotus Feed estão de regresso aos discos de estúdio quatro anos após a edição de Secret Garden (2015, Manic Depression Records) com Songs From The Silent Age, uma coleção de onze canções que funcionam à base de linhas de baixo impulsivas, guitarras atmosféricas e explorativas, uma bateria direta e uma voz emocional com letras íntimas. Influenciados pelos movimentos musicais que surgiram no final dos anos 70 e início dos anos 80, Alex (voz), Marty (guitarra), Lars (baixo) e David (bateria) apresentam um disco que certamente irá ao encontro de fãs de bandas como The Sound, The Chameleons, Chameleons Vox, Sad Lovers and Giants, And Also The Trees, entre outros nomes de destaque na cena post-punk.

Deste novo Songs From The Silent, que começa por explorar uma veia mais goth-rock no início e, com o seu volver, se vai tornando progressivamente mais post-punk, recomenda-se essencialmente a audição de temas como "Read My Mind", "Dying Sun", "Shadows" e o tema de encerramento, "Resurrection". O álbum pode ouvir-se na íntegra, abaixo.

Songs From The Silent Age foi editado no passado dia 19 de janeiro pelo selo Icy Cold Records. Podem comprar o disco aqui.


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Esta semana: Preoccupations em Lisboa e no Porto

© Simon Sarin/Redferns
Nos próximos dias 25 e 26 de janeiro os Preoccupations (ex Viet Cong) vão marcar o seu regresso a Portugal para atuarem nas cidades de Lisboa e Porto, respetivamente, em apresentação do seu mais recente disco de estúdio, New Material, editado em março do ano passado. A banda de Matt Flegel tocará a 25 de janeiro no RCA Club, em Lisboa e, no dia seguinte, a 26 de janeiro no Hard Club, Porto.

Em New Material, o terceiro disco longa-duração de carreira, os Preoccupations apresentam uma coleção de oito músicas que ampliam e aprofundam o seu habitual trabalho para um domínio sonoro diferente. Das guitarras estridentes aos sons sintetizados, os Preoccupations prometem um concerto que promete colocar toda a gente em euforia, além de uma dança desenfreada.


Os bilhetes para ambos os concertos dos Preoccupations custam 15€ e já podem ser comprados através da bilheteira online ou na FNAC, CTT, Worten e El Corte Inglês. As informações adicionais para o concerto em Lisboa podem ser encontradas aqui e para o concerto no Porto, seguem aqui.


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Zanias estreia-se na Stereogun em junho

© GWMP Photography
Zanias, o projeto a solo de Alison Lewis (mais conhecida por dar voz a projetos como Keluar e Linea Aspera), vai fazer a sua estreia em território nacional no próximo dia 30 de junho para um concerto único no país e inserido em mais um dos episódios relâmpago do FADEINFESTIVAL 2019. A artista vem a Leiria apresentar o seu mais recente disco longa-duração de estreia Into The All (2018, Candela Rising), que sucede o bastante bem recebido EP To The Core (2016, Noiztank) e que mostra que Zanias é uma artista multidisciplinar e em constante inovação.

Into The All recorre a gravações de campo como os sons de pássaros, macacos e insetos da Malásia e Austrália, além de instrumentos da Indonésia, Arménia, antiga Noruega e Suméria, que se juntam aos tradicionais sintetizadores e baterias eletrónicas. 


A artista sediada na Alemanha junta-se ao australiano Buzz Kull para mais um evento inserido no FADEINFESTIVAL 2019. Os bilhetes para este evento já estão à venda e têm o preço de 15€ + consumo de uma bebida. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui

Além de Buzz Kull e Zanias, que tocam na Stereogun a 30 de junho, haverá ainda um primeiro episódio inserido neste ciclo de concertos com Daniel Knox, no próximo dia 16 de fevereiro.

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[Review] Malibu Ken - Malibu Ken

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Malibu Ken | Rhymesayers Entertainment | janeiro de 2019 
8.0/10

Este ano que findou recentemente não só esteve cheio de registos incríveis espalhados por todos os géneros e feitios, mas também deu para captar alguns sneak peeks de projetos promissores a tomar lugar no ano que viria para o substituir. 

Um desses projetos é precisamente a colaboração improvável entre o rapper neurótico e ecléctico por natureza Aesop Rock e o perito das electrónicas embutidas em ácidos Tobacco (que é também timoneiro do projeto musical igualmente alucinante Black Moth Super Rainbow), colaboração essa que começou após um feat do rapper na faixa “Dirt” do primeiro álbum a solo do produtor Fucked Up Friends e anos passados em conversações para um projeto conjunto durante e após uma tour, resultando assim em algo que dá pelo nome de Malibu Ken. Após terem lançado um par de singles nos últimos meses, lançam agora o resultado final em formato álbum, contando com o talento cruzado das suas metades espalhado pelas dez faixas no seu alinhamento geral. 



Ao primeiro contacto com este registo, o mood geral que se instala neste álbum é certamente interessante, cruzando a habilidade de storytelling inconvencional de Aesop Rock e a tendência para instrumentais minimais experimentais com uma essência composta de psych funk de Tobacco, e em teoria, tal cruzamento teria então tudo para resultar dada as naturezas sonoras bastante singulares de ambos os artistas. Em comparação com o espólio anterior do rapper de Nova Iorque, dá-se obviamente destaque às suas habilidades aprimoradas ao longo dos anos, sendo elas o seu wordplay exaustivo e o seu delivery intenso, mas também se aproveita para trazer ao de cima uma vertente composta por um humor mais deadpan que usualmente não leva tanto destaque em comparação com o skillset acima descrito. Mas acima de tudo, está também o ingrediente-chave que remata isto tudo, sendo esse o ponto de vista introspectivo e cínico tão próprio do homem, que serve assim como o fio condutor deste projeto peculiar. 

De resto, o conteúdo lírico de Aesop Rock faz referência a coisas tão díspares como o fascínio que o quotidiano lhe desperta e a situações de ansiedade e outras maleitas mentais com que ele tem lutado ao longo dos anos, além de mencionar alguma insatisfação com a cena hip-hop de hoje em dia... mas claro, não se limita a apenas isso. Por exemplo, no single “Corn Maze”, Aesop vai um bocado mais em detalhe acerca da sua situação, colocando até a hipótese de que Malibu Ken é apenas uma personalidade paralela que ele adota para lidar mais facilmente com o dia-a-dia. Só em “Acid King”, o outro single de avanço, contam-se várias referências ao ano de 1984 - jogos de vídeo e o fearmongering sobre doenças venéreas como a SIDA - incluindo o incidente real em que um jovem de 17 anos assassinou uma pessoa, originando deste modo mais discussão sobre a eterna ligação do heavy metal com o ocultismo. “Churro” menciona a situação surreal descrita pelo evento de uma criação de águias em Pittsburgh, Pensilvânia, a caçar e a comer um gato (yep, leram isso bem!), situação essa que foi presenciada por webcam na altura. 


Diga-se que as temáticas acima referidas, proferidas de forma versátil, casam bastante bem com a estética minimal que é o trademark de Tobacco, que tem tanto de electrificante como de alienado, fazendo com que esta colaboração entre ambas as partes satisfaça quem procura algo incomum dentro do panorama do hip-hop, ou até mesmo aqueles que já estão habituados a sonoridades left-field dentro do género. É um projeto de duas pessoas que se divertem a fazer o que fazem melhor e que durante o processo demonstram admiração pelo craft do seu parceiro, e assim se revela durante a rodagem do registo. Aqueles que procuram um disco catchy que agarra o ouvinte logo à primeira audição, não irá decerto ser este, portanto é proceder com cautela. Todos os outros que não se assustam com registos que levam o seu tempo a assentar, este álbum pode muito bem ser o que precisam para começar o ano com o pé direito.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

David Allred atua no Centro de Artes Visuais de Coimbra no próximo sábado


Nils Frahm, Ólafur Arnalds, Peter Broderick ou Douglas Dare são alguns dos nomes que, ao longo dos últimos anos, definiram o perfil da editora Erased Tapes. Tendo o piano como âncora, num constante diálogo com os diversos segmentos da electrónica, o trabalho destes e de outros compositores pertencentes aos quadros da label britânica confunde-se com a identidade desta, conferindo-lhe a consistência e coerência artística que raros projectos alcançaram. 

O californiano David Allred, engenheiro de som e músico de sessão, que tendo trabalhado, entre outros, com Chantal Acda e Heather Woods Broderick, foi desafiado por Peter Broderick a acompanhá-lo em algumas datas europeias e, posteriormente, a participar da colectânea 1+1=X, aquando da celebração do décimo aniversário da Erased TapesO passo seguinte, contando sempre com a curadoria de Broderick, acabaria por resultar na gravação de um primeiro disco, editado em Novembro de 2018 pela label britânica. Intitulado The Transition, tem como pano de fundo as experiências vividas pelo norte-americano quando trabalhava num lar de idosos, confrontado com a efemeridade da vida e o desconhecimento do que se encontra para além dela. 

No começo do ano de 2019, a Lugar Comum apresenta em estreia nacional e data única David Allred e o seu novo registo The Transition. O concerto será na sala do Centro de Artes Visuais, Coimbra, no dia 26 de janeiro, próximo sábado. Os bilhetes têm o custo de 8€ (7€ para sócios da Lugar Comum).

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"LA" é a nova malha de Boy Harsher


Os Boy Harsher lançam o seu novo disco de estúdio no próximo dia 1 de fevereiro e já podemos ouvir mais uma das faixas que farão parte do alinhamento de Careful, um disco selvagem que celebra sentimentos de abandono como resultado do luto apego e amor. O novo single, "LA" é apresentado em formato audiovisual e surge de uma colaboração entre a artista-diretora Kathleen Dycaico e os músicos Boy Harsher, com a co-diretora e produtora executiva Jill Ferraro.

"LA" foi apresentado esta terça-feira (22 de janeiro) e vem dar sucessão aos já apresentados temas "Face The Fire" e "Fate". O trabalho retrata o desejo, o inevitável fim do tempo que é precioso, e os desgostos de amor e das vistas. O vídeo pode ser visto ali abaixo.


Careful tem data de lançamento prevista para 1 de fevereiro de 2019 pelo próprio selo da dupla Nude Club Records. O disco pode ser comprado em vários formatos aqui

Careful Tracklist

01. Keep Driving 
02. Face the Fire 
03. Fate 
04. LA 
05. Come Closer 
06. The Look You Gave (Jerry) 
07. Tears 
08. Crush 
09. Lost 
10. Careful

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Esta semana: Hania Rani estreia-se em Portugal para duas datas

© Kinga Karpati

Na próxima sexta-feira e sábado, dia 25 e 26 de janeiro, a pianista, compositora, arranjadora e organizadora de atividades culturais Hania Rani passa pelo interior de Portugal, em estreia, para dois concertos que decorrem em Portalegre, no CAE e no Teatro de Vila Real. A polaca, que há mais de 6 anos cria a sua própria música e a insere em diversos contextos como o cinema, o teatro e algumas experiências em géneros diferentes do seu, apresentará em Portugal o seu disco de estreia que deverá chegar às prateleiras ainda este ano.

O concerto no CAE, em Portalegre, encontra-se inserido no novo ciclo de concertos in ti mis ta, que além de Hania Rani contarão ainda em fevereiro com o americanos Dakota Suite em colaboração com o francês Quentin Sirjacq, e finalmente, no mês de março, o projeto da belga Chantal Acda. Já no concerto em Vila Real, Hania Rani subirá a palco juntamente com a violoncelista Dobrawa Czocher. As informações adicionais seguem detalhadas abaixo.


25 de janeiro 2019 
CAE Portalegre | 21h30 
Bilhetes: 4€. Informação adicional aqui.

26 de janeiro 2019 
Teatro de Vila Real | 21h30
Bilhetes: 2,5€ - 5€. Informação adicional aqui.

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Buzz Kull estreia-se em Portugal em junho


Era um dos concertos mais aguardados por território nacional e está agora marcado para o próximo dia 30 de junho, na Stereogun em data única. Buzz Kull, agora o projeto a solo de Marc Dwyer, vem apresentar o muito aclamado segundo disco de estúdio, New Kind Of Cross (Avant! Records, 2018), numa estreia em território nacional inserida em mais um dos episódios relâmpago do FADEINFESTIVAL 2019. Além do concerto de Buzz Kull há ainda um nome que atuará no mesmo dia e palco que Marc Dwyer mas cuja identidade iremos conhecer mais tarde.

Buzz Kull não é um dos novos nomes do panorama underground. Anteriormente apresentado em formato duo e com uma discografia que começou a ser desenvolvida em 2010 foi, 7 anos mais tarde com o LP de estreia Chroma (2017), que o projeto de Marc Dwyer se tornou um nome regular nas playlists da música de toada dark e industrial, com o tema "Dreams" a tornar-se num dos hits de carreira e das pistas de dança. É um ano depois com New Kind Of Cross, o primeiro trabalho a sair pela super conceituada Avant! Records, que Buzz Kull se afirma como um dos grandes produtores do movimento da darkwave. No mesmo ano, o produtor lança ainda o tema "Bodies", em colaboração com Kill Shelter, mais um tema de sucesso que justifica agora a sua vinda ao país.


O concerto de Buzz Kull encontra-se inserido no FADEINFESTIVAL 2019 e está marcado para o próximo dia 30 de junho na Stereogun, em Leiria. Os bilhetes para este evento - que conta ainda com uma banda por revelar - terão um custo de 15€. As informações adicionais sobre este concerto pode ser encontradas aqui.



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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

STREAM: Isolated Youth - Warfare


Antes de carregarem no play atentem: os Isolated Youth vão ser um daqueles nomes que vocês vão ouvir falar muito nos próximos tempos dentro do panorama underground. O motivo? O excelente EP de estreia do quarteto sediado em Estocolmo, na Suécia, Warfare, que é editado no início do próximo mês pela conceituada Fabrika Records. Formados no primeiro dia do mês de março de 2017 pelos irmãos William e Axel Mårdberg, aos quais se juntaram mais tarde Egon Westberg Larsson e Andreas Geidemark, os Isolated Youth tornaram-se bastante aclamados entra a comunidade pelas suas prestações ao vivo e pela sua sonoridade tão contagiante inserida no movimento post-punk revival.

O disco de cinco temas, que pode estranhar-se às primeiras audições pela voz doce e frágil de Axel Mårdberg (algo que não é comum no panorama do post-punk), facilmente se torna numa obra de peso pela lírica rica e emotiva sob a qual comunica. De Warfare já tinha anteriormente sido apresentado o tema "Safety", mas as grandes promessas encontram-se em temas como "Oath", o tema homónimo "Warfare" e "Gold Lane". Podem ouvir e apaixonar-se por esta edição na íntegra ali abaixo.

Warfare EP tem data de lançamento prevista para 2 de fevereiro pelo selo Fabrika Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.


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SDH confirmados no MONITOR


O projeto de sintetizadores de Andrea P. Latorre e Sergi Algiz, SDH - sigla para Semiotics Department Of Heteronyms - vai estrear-se em Portugal no próximo dia 25 de maio para a quarta edição do festival MONITOR, para apresentar o seu disco de estreia Semiotics Department Of Heteronyms, editado o ano passado pela Avant! RecordsA dupla faz parte da gestão da editora Cønjuntø Vacíø e da banda de post-punk Wind Atlas, revelando em SDH um novo ato, mais orientado para a música pop e espacial, fortemente recomendada a fãs de artistas como Keluar, Zanias e Linea Aspera.

Com o disco de estreia na bagagem os SDH preparam assim o público português para um set musical que explorará essencialmente a synth-pop, polvilhada com os beats da EBM e do techno em tonalidades misteriosas, obtusas e sugestivas.


Os SDH são o quarto nome a ser divulgado para o festival MONITOR e juntam-se assim aos já confirmados Tango Mangalore, STRUCTURES e TALK TO HER. As bandas atuarão no próximo dia 25 de maio na Stereogun em Leiria. Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes mas poderão consultar toda a informação adicional aqui dentro.

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LOBBY lançam novo vídeo para "Collapse"

©  Carlos Rangel
Os franceses LOBBY continuam em promoção do muito aclamado disco de estreia, Fragrance, desta feita com novo trabalho audiovisual para o tema "Collapse", o primeiro tema de apresentação do novo disco, Fragrance. No novo trabalho, que conjuga diferentes colagens filmográficas, os LOBBY voltam a explorar as tonalidades cromáticas abordadas na artwork do novo disco (com aquele vermelho a ganhar amplo destaque e o preto a garantir uma atmosfera sinistra). O novo vídeo pode ver-se abaixo.

"Collapse" é um daqueles hits obrigatórios na playlist dos ouvintes mais arrojados, ao conjugar um ritmo marcado do baixo com a potência dos sintetizadores, a guitarra estridente e efusiva à qual se sobrepõem uma voz doce, carinhosa e reverberada. É impossível não ficar colado e surpreendentemente entusiasmado com o poder que os LOBBY emanam.


Fragrance foi editado no passado dia 17 de dezembro pelo selo Solange Endormie Records. Podem comprar o disco aqui.

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Brockhampton estreiam-se em Portugal no Sumol Summer Fest



Esta semana começa com uma confirmação de peso. Tratam-se dos Brockhampton, o segundo nome confirmado para o Sumol Summer Fest. É a estreia dos americanos em território e trazem na bagagem o seu último álbum, Iridescence.

Também já confirmado para o festival está Young Thug. O Sumol Summer Fest acontece na Ericeira, a 5 e 6 de julho. Os bilhetes já se encontram disponíveis nos locais habituais.


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Esta semana: Jessy Lanza em Portugal para duas datas


O Gig Club arranca oficialmente esta semana. Os primeiros grandes concertos da promotora que promete revolucionar a indústria dos concertos decorrem nos próximos dias 23 e 24 de janeiro, no Porto e em Lisboa.

Dia 23, Pérola Negra e Gig Club juntam-se para uma parceria que esperemos que seja frutífera, já que a música e produtora britânica Jessy Lanza se juntará à casa portuense para assinar a sua primeira passagem por Portugal em nome próprio. Coqueluche da britânica Hyperdub, a música e produtora canadiana cruza uma apurada sensibilidade pop com batimentos pautados pela cultura club, do bass ao footwork, presente em temas tão viciantes como "VV Violence" e "It Means I Love You", que integram o magnífco disco Oh No, editado em 2016 sob a chancela da editora britânica e que lhe valeu uma honrosa aclamação por parte da crítica especializada. No dia seguinte, Jessy Lanza ruma até Lisboa para uma performance no Lux Frágil.

O preço dos bilhetes para ambos os eventos possui o custo de 16 euros, para membros do clube, e 20 euros para o público não registado no serviço. As inscrições online iniciaram na semana passada, podendo ser efetuadas via thegig.club



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