sábado, 2 de março de 2019

Sarah Davachi, Black Bombaim e Josephine Foster na programação de março do Salão Brazil


Em março, o Salão Brazil oferece uma programação com 15 concertos. Black BombaimSarah DavachiJosephine Foster são alguns dos muitos destaques que irão passar pelo sala coimbrense, mas há mais.

O mês abre com João Só, músico e compositor prestes a comemorar 10 anos de carreira. No dia seguinte, dia 2, Wojtek Justyna TreeOh! trazem jazz-funk e ritmos da música africana ao Salão. O quarteto liderado por Wojtek Justyna traz consigo o baixista austríaco Daniel Lottesberger, o baterista alemão Alex Bernath e o baterista português Diogo Carvalho.

A 6 de março, os ¡GOLPE!, duo composto por Gonçalo Marques (trompete) e João Pereira (bateria), trazem consigo um convidado muito especial: o reconhecido pianista nova-iorquino Jacob Sacks. No dia seguinte, é a vez de Janeiro, que traz consigo JP Simões Golden Slumbers para o último na série de três concertos intimistas. Os Black Bombaim seguem-se a 8 de março para a estreia no Salão. O trio de Barcelos conta passagens por alguns dos festivais mais importantes do circuito europeu e colaborações com luminários como Peter Brotzmann ou SteveMackay, e prepara-se para lançar novo álbum em março, fruto de uma residência com Jonathan Saldanha, Pedro Augusto e Luís Fernandes. A semana termina com a quarta sessão da “Porta-Jazz no Salão Brazil”, dia 9 de março, com a apresentação de Lento, do guitarrista AP.

Na terça, dia 12 de março, o Salão acolhe um dos mais aguardados concertos deste mês. No palco estará a canadiana Sarah Davachi, figura abençoada da composição moderna que se se tem vindo a destacar nas linguagens eletrónicas de vanguarda. A canadiana desce até Lisboa, no dia seguinte, para uma performance na Galeria Zé dos Bois.


No dia 15 de março, é a vez de Luca Argel apresentar o seu novíssimo disco. Conversa de Fila é o sucessor de Bandeira, disco que notabilizou o brasileiro residente no Porto conhecido, sobretudo, pelas suas colaborações com a Orquestra Bamba Sociale Samba Sem Fronteiras. No dia seguinte o Salão enche-se com a Orquestra de Jazz de Espinho que, neste concerto, tem como convidado especial o trompetista Ricardo Formoso

No dia 21 de março, os Salto regressam ao Salão para apresentar o seu novo trabalho, intitulado Férias em Família. O projeto de Luís Montenegro, Gui Tomé Ribeiro, Tito Romão e Filipe Louro regressa aos discos depois do homónimo e Passeio das Virtudes, e mostra aqui um lado mais introspetivo, ricos em texturas orgânicase camadas detalhadas de percussão, sintetizador e arranjos de cordas. O dia seguinte é marcado por Shifting the Geography of Reason, uma conferência proferida por Lewis Gordon, filósofo afro-judeu, pensador político, educador e músico, que nasceu na Jamaica e cresceu no Bronx, em Nova Iorque. A conferência é finalizada por um concerto dos 3Gs, grupo composto Elijah Gordon, na voz, baixo e piano, Gregory Doukas na voz e guitarra e o próprio Lewis Gordon  também nas vozes, bateria e piano. Na noite de 22 de março, o Salão recebe um dos músicos que tem tocado repetidamente no Salão: o guitarrista Norberto Lobo. Numa fase em que prepara o seu próximo trabalho em residência artística na Galeria Zé dos Bois, Norberto deixará algumas pistas do trabalho vindouro.

A semana termina com o concerto de ThE SpiLL, grupo de Sara Badalo, André Fernandes, Óscar Graça, Nuno Lucas, Ruca Lacerda e Marcos Cavaleiro. Pretty Face é o novo trabalho da banda e conta com a produção de Alain Johannes (Queens of the Stone AgePJ Harvey). Dia 23 de março. No derradeiro fim de semana do mês, Frankie Chavez Peixe juntam-se para uma da sprimeiras apresentações de Miramar, o mais recente projeto colaborativo entre os dois guitarristas. Finalmente, a 31 de março, regresso de Josephine Foster para apresentar o seu Faithful Fairy Harmony, nono disco na carreira de uma artista carvou o seu lugar na história da folk contemporânea.


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sexta-feira, 1 de março de 2019

Terebentina partilham EP de estreia

©Ana Carvalho dos Santos

"Terebentina, tribenteina, ou tereb, é uma colectividade constituída por aristocratas e burgueses falidos, oriundos da cidade do Porto e do Reino Unido”, ou pelo menos é assim que o coletivo com base no Porto se descreve nas primeiras linhas do EP de estreia, disponível a partir de hoje via Bandcamp e, posteriormente, em formato CD.  

O disco, homónimo no título, é composto por cinco portentosas peças de pura exploração libertária, uma manifestação criativa que materializa a angústia e a frustração num organismo vivo e impetuoso de enorme abrasividade, cruzando fúria punk com sopros embriagados de saxofone, eletrónicas efervescentes e uma lírica aguçada regurgitada em gritos rasgados. O melhor mesmo, é ouvir, e podem-no fazer aqui e agora, via Edições Fauve/Baby Yoga Recordings.





 Terebentina

 01. Esqueço-me de tudo
 02. Lápide 
 03. O outro
 04. Vem 
 05. Eu 

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Puce Mary junta-se à programação do Maus Hábitos



Puce Mary é Frederikke Hoffmeier, música e compositora dinamarquesa que irá passar pelo Porto, dia 19 de março, para a segunda de duas datas pelo país. Depois de ter sido adicionada à programação da Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, Hoffmeier junta-se agora ao programa do mês de março do Maus Hábitos para uma performance de apresentação do mais recente disco The Drought, a estreia da dinamarquesa sob a cinta da conceituada editora germânica PAN (casa-mãe para artistas como Yves Tumor, Amnesia Scanner ou Pan Daijing). Este marca o regresso da artista à cidade do Porto, onde atuou pela última vez em 2016 no Understage do Teatro Municipal Rivoli.

O trabalho de Hoffmeier ramifica-se numa miríade de projetos de renome, desde as explorações artísticas de Elias Ronnefelt com os seus Marching Church às afiliações a selos como a Posh Isolation, onde edita grande parte do seu trabalho e por onde atingiu maior falatório a nível global, nomeadamente com o lançamento de The Spiral, em 2016, que a levou a integrar as listas de melhores do ano para a Wire e o The Quietus. Agora, com The Drought, assistimos a uma nova fase na carreira da produtora, mais matura e calculada, explorando teias densas de sintetizador e narrativas intrigantes em spoken word. Um universo singular a ser experienciado ao vivo nas próximas semanas.


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Reportagem: Capitão Fausto [Lustre, Braga]


Até que enfim! Os Capitão Fausto voltaram aos concertos na noite mais lamechas do ano, ou seja, na noite do dia dos namorados. Apesar disso, o amor que muitos não queriam perder era mesmo os Capitão Fausto, com um concerto esgotado em Braga, para se apresentarem na sala da discoteca Lustre, lotada ainda bem antes da hora do início do concerto. Um receção calorosa para o início da digressão por clubes que já não acontecia desde 2016. O nome dado a esta digressão foi de “Até que enfim!” e não podia ter sido melhor escolhido pois as saudades já eram evidentes.

Contudo, esta digressão não foi feita por um motivo aleatório, pois é já em março que a banda lança o novo álbum de originais que até tem o mesmo título de um livro de José de Almada Negreiros, denominado A Invenção de um Dia Claro. A banda mostra assim às más línguas que o título do seu último trabalho lançado em 2016, Capitão Fausto Têm os Dias Contados, não tinha um sentido literal e que não vão morrer já. É que antes disso vão aproveitar bem e nós também.



E no concerto do Lustre foi bem visível que realmente estão a aproveitar ao máximo, pois mesmo com o fim da mocidade não perderam a energia e jovialidade. O público também aproveitou, tanto através das músicas que já são clássicos da banda, como “Teresa”, “Amanhã Tou Melhor”, “Maneiras Más”, “Verdade”, “Santa Ana”, “Célebre Batalha de Formariz”, “Alvalade Chama por Mim”, "Morro na Praia", "Corazón", entre outros, mas também através dos singles deste novo trabalho, como “Sempre Bem”, “Faço as Vontades” e o último “Amor, a Nossa Vida”, os quais também funcionam na perfeição ao vivo. 



Aproveitaram ainda para tocar duas novas músicas ainda não lançadas, as quais tiveram imensa recetividade do público, prevendo assim um novo álbum de muita qualidade e que facilmente será do agrado dos fãs. Foi um intenso e longo concerto que deu para rever o respeitável passado e mostrar o futuro promissor que eles estão e construir. É que depois de ver um concerto assim (não ouvimos ninguém a queixar-se pelo concerto ter acabado à uma da manhã de uma sexta), só conseguimos prever que este novo álbum venha a rodar imenso por vários pontos deste país.

Agora é aguardar para que chegue março, e com a aproximação da primavera e dos dias de sol também sejamos iluminados com A Invenção do Dia Claro. Para quem não os viu nesta tour pelos clubes de cidades fora das grandes urbes, tem a oportunidade de os ver no dia 4 de abril na Casa da Música, Porto, e dia 6 de abril no Capitólio, Lisboa. 



Texto: Óscar Santos
Fotografia: Ana Carvalho dos Santos

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GINA ÉTÉ - "Mauern" (video) [Threshold Premiere]


Gina Été is a pop artist perfectly aligned with the degenerated no-flying-car future. As a multi-instrumentalist, she splits her talent across piano and viola, while singing in four different languages, making her the ideal artist to globalize her own politically influenced lyrics. 

Even though pop is the label she places herself under, Gina Été's pop is not immediately perceptible - it is hidden beneath interesting and complex compositions that transmite violence and fragility, keeping up with a voice that is equal parts melody and strictness - Été invites you in, but she also pushes you away, keeping all listeners on the edge of their seats to know what is coming next.

In Mauer, the first single of four musics recorded in San Francisco, this is no exception - electric guitar, double bass and drums combine to form an elaborate chaos microcosmos. Gine Été transmites a feeling of true peculiar familiarity, joining catchy melodies and a unique sense of revelry. 

With a sound that combines The Mars Volta and Radiohead, Mauern's videoclip portrays the travels of a man who has to abandon his country to embark on a journey he could not fathom. Both directores, Joel Olmedo (México) and Juan Jacobo del Castillo (Colombia) were responsible for Mauern's powerful visual aspect, using journalistic material from the Mexican border. It is no surprise that Mauern means walls - the same walls that Gina wants to shake with her powerful combination of song and videoclip.

Watch Gina Été's videoclip for Mauern below.

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Solange regressa com novo álbum, When I Got Home


O aguardado sucessor do magnífico A Seat The Table encontra-se agora disponível em todas as plataformas. When I Got Home dá título ao aguardado disco da cantora, compositora e produtora musical norte-americana natural de Houston, que escreve assim uma carta de amor à sua terra-natal. O disco, altamente colaborativo, sucede uma série de teasers disponíveis no site blackplanet.com. Entre imagens, vídeos e uma possível tracklist, que podemos agora confirmar, a possibilidade de um novo disco tornou-se cada vez mais iminente e hoje, dia 1 de março, podemos finalmente saboreá-lo.

When I Got Home faz-se composto por 19 canções em apenas 39 minutos e muitos, muitos convidados: Panda Bear, Earl Sweatshirt, Tyler, the Creator, Gucci Mane, Playboi Carti, Blood Orange, Sampha, Pharrell e Czarface são apenas alguns dos nomes que integram um elenco luxuoso de colaboradores.

Em baixo, fiquem com When I Got Home e encontrem a capa e respetiva tracklist do disco. Em junho, Solange visita-nos pela primeira vez para estreia absoluta no primeiro dia do festival NOS Primavera Sound, dia 6.




Tracklist: 

01. Things I Imagined
02. S McGregor (Interlude)
03. Down With The Clique
04. Way to the Show
05. Can I Hold The Mic (Interlude)
06. Stay Flo
07. Dreams
08. Nothing Without Intention (Interlude)
 09. Almeda
10. Time (Is)
11. My Skin My Logo
12. We Deal With The Freak’n (Intermission)
13. Jerrod
14. Binz
15. Beltway
16. Exit Scott (Interlude)
17. Sound of Rain
18. Not Screwed! (Interlude)
19. I’m a Witness

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Club Souto despede-se de 2019 com The Twist Connection, Sun Blossoms e muito mais



E já esta sexta, no primeiro dia de março, que dizemos adeus ao Club Souto (o último deste ano) através de uma noite recheada de concertos. O evento começa no Circulo Católico de Operários de Barcelos (CCOB), com uma entrada de 5€ que vos permite assistir a vários concertos.

O destaque da noite vai para o regresso do trio de Coimbra, os The Twist Connection, a um evento do Souto Rock. Com elementos que já fizeram parte dos The ParkinsonsWrayGunnBunnyranch ou Tédio Boys, esta banda promete um concerto de rock n' roll que não vai deixar ninguém indiferente. Quem os viu em Roriz no ano de 2017, no contexto do festival Souto Rock, assim o confirma e já só espera com expetativa este regresso.


De Madrid vêm os Swampig, com membros que pertencem a bandas como The Boo DevilsLizziesThe Panches Surfers Odeón, ou seja, são bem conhecidos da cena madrilena. Estreiam-se em Barcelos para apresentarem o EP que lançaram este mesmo ano, o 4x4. Não vai faltar punk rock.

Os Insdomena são uma nova banda local que vai ser apadrinhada neste evento pelo Club Souto. Do trio podemos contar com sonoridades de paraísos tropicais com várias influências distintas. Se só a descrição já prometia, a temperatura ainda vai aumentar mais graças à presença dos Sour Mago neste mesmo concerto.

A festa continua ainda fora do CCOB, com o after a ser realizado no bar Quina Duque, onde poderão ouvir os Sun Blossons, o projeto de Alex Fernandes. Podemos contar com um intenso concerto de exploração DIY em busca da vertente sónica da guitarra e do noise.  Mesmo no fim da noite, o DJ Marquito fará todos dançarem ao som de ritmos quentes do Brasil. Que mais é que precisam para uma noite incrível?


Texto: Óscar Santos

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Vivarium Festival revela programa completo


Serão cerca de 30 propostas e mais de 40 artistas que, entre 28 e 30 de março, ocuparão o Maus Hábitos, Cinema Passos Manuel, Ateneu Comercial e Reitoria da Universidade do Porto - Biblioteca do Fundo Antigo. Sob o título “Inteligência Natural, o que as Inteligências Artificiais (IA) ainda não podem fazer?”, a segunda edição do Vivarium Festival pretende questionar as convergências e divergências entre Inteligência Natural e Inteligência Artificial. Numa época em que se especula intensamente sobre as capacidades das IA criarem, Maus Hábitos e Saco Azul convidam artistas e pensadores a questionarem o que é realmente específico do vivo. Integrando eventos que vão da música à performance, do pensamento às artes visuais e new media, o festival assinala ainda uma programação especial de celebração dos 18 anos do Maus Hábitos.   

Na programação musical, aos já anunciados Tim Hecker, Elizabeth Brown e Proc Fiskal junta-se o brasileiro Ricardo Dias Gomes, membro da banda de Caetano Veloso que apresentará o seu mais recente disco, Aa; A cantora lírica Magna Ferreira, que apresentará uma nova obra coral a capella, de nome Tempus fugit, aqui habitada pelas palavras de Monteverdi e Álvaro de Campos; Yannick Hofmann, artista que opera nas áreas de intersecção entre sound art e codificação criativa e curador no ZKM, Center for Art and Media, em Karlsruhe (Alemanha) e, no contigente nacional, Stereoboy e BLEID.   


As artes visuais e new media ocuparão todo o espaço do Maus Hábitos, num conjunto de propostas que respondem a dois eixos programáticos. O primeiro eixo: a memória do Maus Hábitos com o projeto Picture Generation, que revela pela primeira vez o arquivo fotográfico de 18 anos do espaço, com as fotografias de Daniel Pires expostas na Galeria Portátil da editora Pierrot le Fou. Múltiplas reinterpretações inéditas em formato de vídeo-instalações serão também apresentadas com o projeto Arquivo Mau(s) que resulta de um workshop com os associados da Saco Azul e os artistas multimédia do grupo Openfield Creativelab. O escultor Isaque Pinheiro, apresenta Paisagem, uma nova obra site-specific em referência às composições de Mondrian que ressoam com a arquitetura do edifício Art-Déco da Garagem Passos Manuel. As memórias do espaço cultural irreverente e independente dialogam com imagens da exposição Mala Noche - Encontros da Imagens do fotógrafo Antoine d’Agata. O segundo eixo reúne propostas de diversos artistas sobre o tema geral do festival, numa vontade de ultrapassar uma oposição simplista entre natureza livre e criativa de um lado, e máquinas ou instituições alienantes do outro. Haverá obras de Justine Emard, Pedro Bandeira & 18:25, Catarina Rangel Pereira e Inês Castanheira. Integradas também nesta linha, TYRO, um Chatbot de IA desenvolvido pelo grupo new-media CADA conversará com o público e Thoughts on Artificial Intelligence, um vídeo da autoria do Canal 180 e Art & Tech Days será exibido.  

O programa de Performances intitula-se “Uma corda estendida entre o animal e o super-homem, uma corda sobre o abismo” em referência a Nietzsche para ilustrar a especificidade da inteligência da espécie humana, que se distingue das IA por ser uma consciência viva, entre a animalidade que a constitui e as representações que constrói. Em Velvet Carpet, de Pedro Prazeres, o performer tenta levantar-se num ambiente instável. Nun on the Moon, de Dasniya Sommer, explora a milenar arte do shibari (bondage japonês). Yuko Kominami apresenta Iwa-kagami, peça homenagem a seu pai. O título é o nome de uma flor rosa que floresce em certas montanhas japonesa, e que o seu pai queria ver antes de morrer. Poetic Corner(s), de Jung In Jung, é uma performance interdisciplinar que cruza o som, o corpo e o espaço com tecnologia interativa e que ilustra o poder dos constrangimentos.   

Da arte ao pensamento, o Vivarium integrará ainda duas conferências: E—X—S—I -  Encontro Expressões entre o Som e a Imagem, e a Conferência: Criar conceitos - Seguir regras: Um diálogo improvável entre Deleuze e Wittgenstein, com participações de Charles Travis (USA/PT); Jean-Claude Dumoncel (FR); Catarina Pombo (PT); João Ribas (PT); Francisco Santos (PT) e moderação de Sofia Miguens. A programação conta também com o workshop Enraizar para Virtualizar, de Isabel Valverde e Senses Places, uma oportunidade para os participantes dançarem com avatares e que culmina numa Performance Participativa em Realidade Mista.  No âmbito das celebrações do 18º aniversário do Maus Hábitos, reunir-se-ão os DJ’s das festas emblemáticas da casa, a encerrar a segunda edição do Vivarium.  

Mais informações sobre o preço de bilhetes para cada um dos blocos programáticos e os horários podem ser consultados no site do evento em www.vivariumfest.com.

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Killing Joke, Manic Street Preachers e Nitzer Ebb no EDP Vilar de Mouros



O festival EDP Vilar de Mouros confirmou, ontem, a presença dos Killing Joke na sua edição de 2019. A banda que influenciou o rock industrial e inúmeras bandas celebrou os seu 40 anos no passado ano 2018 e em Portugal é recordado com tristeza o cancelamento das anteriores duas vindas da banda (em 2005 e 2016). Apesar de os únicos membros permanentes serem Jaz Coleman e Geordie Walker, neste momento o alinhamento da banda conta com todos os seus membros originais.

Também os Manic Street Preachers se juntam ao cartaz festival minhoto para apresentar o seu 13º álbum, o lançado em 2018, Resistance Is Futile. Para além do novo disco serão certamente esperados temas dos famosos discos This Is My Truth Tell Me Yours(1998) e  Generation Terrorists(1992), por exemplo, a incontornável "Motorcycle Emptiness".

Para finalizar o leque de confirmações foram confirmados os Nitzer Ebb, considerados uma das bandas mais importantes do género Electronic Body Music(EBM).

Estas bandas juntam-se ao cartaz que já conta com Prophets of Rage, Skunk Anansie, Fischer-Z, Linda Martini, Gogol Bordello, The Wedding Present, Clan of Xymox e Anna Calvi

A edição de 2019 do EDP Vilar de Mouros irá decorrer de 22 a 24 de agosto e os passes gerais estão à venda ao preço de 70 euros.




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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Colin Stetson, Fennesz ou The Necks: eis o próximo trimestre do gnration



O gnration revelou hoje a programação musical do próximo trimestre do creative hub bracarense. Colin Stetson, Fennesz (na foto), The Necks, Falaises, Ricardo Dias Gomes, Black Bombaim e HHY & The Macumbas juntam-se ao já anunciado concerto da japonesa Eiko Ishibashi e ao programa do gnration open day para integrar o programa de música do trimestre abril-junho. Mas há mais.

Colin Stetson, saxofonista norte-americano cujo currículo conta colaborações com Tom Waits, Lou Reed, Laurie Anderson ou Bon Iver, passará pelo gnration na sua visita a Portugal, que conta ainda passagem por Lisboa e São Miguel (inserido no festival Tremor). All This I Do for Glory, quinto álbum de estúdio do multifacetado artista, editado em 2017, será apresentado em Braga a 7 de abril.



Em parceria com a BoCA – Biennial of Contemporary Arts, que na edição deste tem Braga como cidade convidada, o gnration receberá a exibição de The Congo Tribunal, filme do encenador suíço Milo Rau. O filme será exibido a 4 de abril. A 13 de abril, fruto também desta parceria, a coreógrafa e performer portuguesa Mariana Tengner Barros apresentará a performance intitulada Séance – mediação de mensagens. Ainda ao abrigo da bienal de arte contemporânea, a artista visual e compositora Diana Policarpo apresentará Total Eclipse, uma instalação sonora e performance audiovisual criada com base na partitura original e incompleta de Status Quo/Music of the Spheres, de Johanna Magdalena Beyer. A instalação estará patente para visita entre 13 abril e 15 de junho.

A 18 de abril, o gnration juntará na mesma noite dois expoentes máximos da música psicadélica produzida em Portugal. O power trio barcelence Black Bombaim e o ensemble portuenses HHY & The Macumbas, que editaram em 2018 o magnífico Beheaded Totem, encontram-se em Braga para uma noite de proporções titánicas.

A 27 de abril, o gnration volta a celebrar o seu aniversário com as portas abertas e um conjunto de atividades para todos os gostos. Com entrada livre, o gnration open day apresentará concertos de Ammar 808, Algobabez, Sensible Soccers, Graham Dunning, João Pais Filipe, Quadra, Escola do Rock  e ainda um dj-set com assinatura DJ K-Sets

A 8 de maio, o Binário, ciclo de performance audiovisual que mostra as mais entusiasmantes performances a que é possível assistir, receberá Falaises, projeto audiovisual que junta Alexis Langevin-Tétrault, Guillaume Côté e Dave Gagnon 8 de maio. 

O jazz lendário dos australianos The Necks dirige-se a Braga para uma imperdível atuação no gnration, dia 15 de maio. Formados em 1987, o trio composto por Chris Abrahams, Tony Buck e Lloyd Swanton dá a conhecer Body, o vigésimo disco de uma carreira dedicada aos campos mais libertários e vanguardistas da música jazz.   



Em concerto já anunciado, a compositora e multi-instrumentista japonesa Eiko Ishibashi, apadrinhada pelo mago Jim O'Rourke, levará a Braga um espetáculo focado nos trabalhos lançados ao longo dos últimos anos, dia 17 de maio. Na mesma noite, e agora como novidade, juntar-se-á o multi-instrumentista brasileiro Ricardo Dias Gomes, membro da banda de Caetano Veloso. O músico brasileiro apresentará o novo disco, Aa, que conta com a colaboração da lenda norte-americana Arto Lindsay

Em resposta ao aparecimento de um conjunto de jovens compositores nos últimos anos em Braga e como antecipação do seu futuro artístico, o gnration apresenta agora Radiografia, uma perspetiva sobre os novos compositores na cidade. Ancorados no vasto domínio da música contemporânea, os trabalhos dos diferentes autores apontam para diferentes coordenadas, da música operática à acusmática, e a diferentes tipologias de interpretação, de solos a ensembles de larga escala. João Carlos Pinto, Jorge Ramos, Pedro Lima e Sara Marita integram o primeiro volume de apresentações, dia 15 de junho.

O trimestre abril-junho encerrará com um concerto do compositor e guitarrista Fennesz. Em data única em Portugal, o austríaco apresentará o mais recente disco Agora, o primeiro longa-duração a solo e em nome próprio após cinco anos de ausência discográfica e o sétimo disco da sua carreira. O concerto acontece a 19 de junho. 



Já a pensar no trimestre seguinte, o gnration torna público alguns dos nomes que farão parte do programa de música. A juntar à já anunciada presença da saxofonista britânica Nubya Garcia, que estará em concerto no ciclo Julho é de Jazz a 12 de julho, surge agora o nome de Kevin Morby. Inserido no ciclo gnration@, o músico e compositor norte-americano apresenta-se a solo no no Museu D. Diogo de Sousa, dia 8 de julho, para apresentar os temas que integram Oh My God, o regresso de Morby às edições discográficas pela Dead Oceans.

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Kevin Morby regressa a Portugal para duas datas


Kevin Morby é o terceiro concerto anunciado a acontecer fora de portas, inserido nas comemorações do 25º aniversário da Galeria Zé dos Bois. O músico anunciou hoje o seu novo álbum, Oh My God, que apresentará em Lisboa, dia 7 de julho, em local por anunciar, e em Braga, no dia seguinte, no Museu D. Diogo de Sousa (inserido no ciclo gnration@). Kevin Morby junta-se assim aos concertos previamente anunciados pela ZDB fora de portas: Colin Stetson na Igreja de St. George (8 de Abril) e Julia Holter no Capitólio (27 de Maio). 

O músico natural de Kansas City tornou-se num dos compositores mais singulares do cancioneiro norte-americano contemporâneo, envolvendo-nos na poesia densa das suas canções repletas de vida. É nesta constante harmonia que a música de Kevin Morby nos leva por paletas de cores bucólicas. Desde o seu início — após saída dos Woods — com Harlem River (2013), que Morby se tem estabelecido neste equilíbrio interminável de cenários vagarosos e serenos a uma só guitarra. Still Life (2014) e Singing Saw (2016) consolidaram Morby como multi-instrumentalista indispensável do universo folk, um compositor habilidoso que paira sobre o espectro de Bob Dylan, Lou Reed ou Leonard Cohen, mas que assenta numa invariável singularidade. Embora City Music (2017) esteja ligado à corrente e tenha entrado por caminhos urbanos, Morby escuta-o como uma pintura monocromática tingida de azul, os tons da cidade dentro de texturas eléctricas. A religião está em todo o lado, Oh My God (2019) é um disco sentado ao piano e Morby surge maestro espiritual, como alguém de existência secular que vai conduzindo coros gospel e orquestrações imponentes. Um aguardado regresso ao país que tanto adora.

Em baixo, fiquem com novo single acabadinho de sair.

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Objekt, Pantha du Prince e muito mais na programação de março do Pérola Negra


O Pérola Negra promete um mês de março recheado. Desde a reabertura do renovado clube portuense em novembro do ano transacto que o espaço tem vindo a agitar a movida da cidade com alguma da melhor oferta cultural notívaga. Noites Príncipe, parcerias com o recém-criado Gig Club ou sets de The Field e Pional são algumas das propostas que passaram pelo espaço, que revela agora a programação para os próximos dias do mês de março.

E para entrar no mês com o pé direito, a primeira edição do VEGANALOG traz animação garantida com Orpheu The Wizard, Joe Delon, O/B Djs a assinar as primeiras performances do mês. No dia seguinte celebra-se o Carnaval em antecipação. Em parceria com o Círculo.porto, a noite festeja-se com os ritmos quentes e tropicais do outro lado do atlântico, com Ohxala, Kurup & Jaçira, BirdZZie  encarregues de agitar a pista do Pérola.

No dia 4 celebra-se a extravagância e a liberdade com Paris is Burning, uma noite onde a cave do Pérola Negra virará um autêntico ballroom em que a dança e o voguing ganham especial relevo. A noite continua até o sol se insurgir com DJ Marcelle nos pratos, território em que a holandesa se encontra mais confortável e capaz de correr o mundo com alegria ininterrupta e bpms polirrítmicos para todos os gostos.

No dia 8 há lançamento da Flanzine XIX — Obscenum, com performance "poeticobscénica" de Renato Filipe Cardoso e ainda um concerto de Gobi Bear, promovido pelo Gig Club que se volta a juntar ao clube depois de lá ter levado a produtora canadiana Jessy Lanza. Depois de a Flanzine passar o seu novo número pela cave do Pérola, entram para os pratos GPU Panic, Lewis M. e Joaquim Mota.

A Chinfrim, coligação de amantes da diversidade que se propõe a agitar o caldeirão da noite portuense, chega ao Pérola no dia 9.  A 'RádioBalanço' da Vodafone FM e o Pérola Negra na RUM - Rádio Universitária do Minho e na Radio Oxigenio arquitectam estes convívios na base do petisco, na música ao vivo e com dj sets até ao amanhecer.  Com especial destaque para a comunidade dos países d língua portuguesa, a noite faz-se composta por Julinho da Concertina, músico caboverdeano com mais de 50 anos de carreira, e ainda sets de CelesteMariposa, Ludovic, Mojo Hannah e Nuno Di Rosso.




A REIF15 vem de Berlim até ao Pérola Negra, ponto de encontro ideal para cruzar a música de dança mais vibrante da Europa com o poderio atazanante vindo do outro lado do Atlântico. Dia 15 de março, o calor carioca será encarnado por Cibelle, Berlim viverá através de Bill Kouligas, fundador da germânica PAN (casa-mãe para artistas como Yves Tumor, Amnesia Scanner ou Oren Ambarchi) e Onio será o embaixador local da noite.

No dia 16, a XXIII volta à cave do Pérola e leva consigo dois parisienses: Tommy Kid e AMOR SATYR, cuja palete sónica vai do UK Garage ao dancehall e funk brasileiro. Torres e NOIA completam a noite. Visuais com assinatura Studio Mecha.

Dia 22, a BorNautenthiC apresenta noite suada com performances de Objekt , Odete e Tauer na cabine. O primeiro nasceu no Japão mas estabeleceu-se em Berlim para cultivar uma carreira cheia de marcos da música eletrónica de agora. O corpo de trabalho consistente e progressista como produtor levou-o a assinar edições por selos tão respeitados como a Bleep ou a PAN, por onde editou dois aclamados registos de longa-duração, incluindo o mais recente Cocoon Crush, de 2018, que o elevou ao patamar dos melhores do ano para meios como o Resident Advisor ou o XLR8R.



Dia 22, Pérola Negra e  Lovers & Lollypops juntam-se pela primeira vez. A primeira sessão, de nome Em Bruto, acontece com Croww, DJ Lynce e Aurora Pinho a apresentar o seu novo Útero, e é extrapolada com a produtora britãnica Afrodeutsche, afiliada da NON  Worldwide cuja ascendência cosmopolita eêm revitalizado o electro com uma energia contagiante.  Jaloo, Venga Venga e Farofa descem as escadas do Pérola no dia seguinte.

Para terminar o mês em grande, dia 30, o Pérola Negra convida o aclamado produtor  Pantha du Prince para uma performance em formato live, limitado pelos pratos e a maquinaria e sob o compasso pulsante dos batimentos. O alemão será acompanhado pela melhor colheita nacional posicionada a Norte, via Rompante e Elite Athlete.

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Vodafone Paredes de Coura confirma Julia Jacklin


Natural de Sidney, Julia Jacklin cresceu nas idílicas Montanhas Azuis em Nova Gales do Sul e como qualquer adolescente ganhou o primeiro interesse pela música quando descobriu a cultura pop. Ao som de êxitos de Britney Spears e Avril Lavigne a compositora decidiu dedicar-se ao universo musical, mas foi com o amadurecer e um maior conhecimento por outros géneros musicais que chegou ao singular estilo pelo qual é conhecida: a mistura perfeita entre o sonhador indie pop e o sincero alt-country. O álbum de estreia Don’t Let the Kids Win surgiu em 2016 e automaticamente chegou ao top 50 na sua terra natal. Phantastic Ferniture (2018) foi o primeiro álbum homónimo de um projecto que Julia Jacklin partilha com Liz Hughes, Ryan k Brennan e Tom Stephens. 

O recém lançado Crushing é o segundo disco da compositora australiana, são dez temas em que Julia Jacklin se despe emocionalmente e partilha a esmagadora história de o fim de uma relação. De narrativas frágeis e de coração pesado a arranjos complexos que reafirmam a autonomia e força feminina, tudo isto para ouvir no primeiro dia da 27.ª edição do Vodafone Paredes de Coura14 de Agosto.

Vodafone Paredes de Coura está de regresso entre os dias 14 e 17 de Agosto e conta com os já confirmados The National, Boy Pablo, Acid ArabKamaal WilliamsFather John MistyNew Order, MitskiSpiritualized, ParcelsJulien BakerAlice Phoebe LouPatti SmithKrystal KlearRomare, FlohioCrumb,Yellow DaysConnan Mockasin, Balthazar, Boogarins, First Breath After Coma,Deerhunter, Jonathan Wilson, Alvvays, SuedePeaking LightsJayda GBlack MidiCave Story e Khruangbin. 
Os passes gerais para a 27.ª edição do Vodafone Paredes de Coura podem ser adquiridos em bol.pt, Ticketea, Seetickets, Festicket e locais habituais (FNAC, CTT, El Corte Inglés,...) pelo preço de 94€.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

USA Nails anunciam novo disco, Life Cinema


Os ingleses USA Nails regressam este ano às edições com novo disco de estúdio, Life Cinema, disco de doze temas que chega às prateleiras um ano após a edição de Work Work Work. O novo registo de estúdio, que será o quarto longa-duração do quarteto, foi anunciado pela banda esta semana e segue com "Smile" - tema abrasivo situado entre as margens do punk, do noise e do rock - como primeiro tema de avanço.

Life Cinema foi gravado no Bear Bites Horse em Londres entre outubro e novembro de 2018 e contou com a produção de Wayne Adams, na criação de um álbum que é cru e corajoso, mas ao mesmo tempo rico em arranjos melódicos e líricos. O primeiro resultado deste processo, "Smile" é agora apresentado em formato audiovisual, disponível para visualização abaixo.


Life Cinema tem data de lançamento prevista para 10 de maio pelo selo Hex Records (USA), Dipped In Gold (UK), Bigoût Records (França). Podem fazer pre-order do disco aqui.

Life Cinema Tracklist:

01. Smile 
02. Creative Industries 
03. Life Cinema 
04. Man Act 
05. You Wish 
06. Microphone 
07. It's Ordinary 
08. A Fair Nickel 
09. Work Drinks 
10. Little Does He Know 
11. A Sense Of Self Will Always Limit You 
12. Life Cinema Reprise

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