sábado, 20 de abril de 2019

O Bom, O Mau e O Azevedo já fizeram a sua estreia nos longa-duração


Foi editado na semana passada o disco de estreia, homónimo, de O Bom, O Mau e O Azevedo. O agora quarteto sediado no Porto - que nos últimos anos nos tem habituado às suas paisagens sonoras envoltas em tonalidades western e surf-rock com aqueles riffs melancólicos e derretidos por trás - coleciona agora essa experiência no seu primeiro longa-duração de carreira. O disco, de onze temas, chega neste início da Primavera para ajudar a desflorescer no ouvinte os sentimentos mais fofinhos e descontraídos. 

De O Bom, O Mau e O Azevedo recomendam-se essencialmente a audição de temas como "Grand Canária", o desafio oriental de "Gypsy Caravan", a profunda "Surfin'with a hammer" e a poderosa e multifacetada "Rodas on Wheels". Destaque ainda para a última faixa, "Porrada no Tendinha" (não só pelo nome, mas também) pelo seu conteúdo punk-rock alucinogénio e pelo power totalmente divergente face às restantes faixas do disco. 

A edição física de O Bom, O Mau e O Azevedo chegou às prateleiras no passado dia 11 de abril pelo selo Louie Louie. Podem ouvir o disco na íntegra abaixo.


+

STREAM: Anna Havoc - Anna Havoc


Os Anna Havoc são oriundos de São Petersburgo (Rússia) e nos cerca de dezassete minutos que compõem o seu EP de estreia demonstram o porquê de caracterizarem a sua música como unstable hardcore. Lançado no passado mês de dezembro, o EP homónimo conta com cinco temas que maioritariamente nos levam numa viagem por trilhos montanhosos a velocidades vertiginosas, na veia daquilo que os Converge tão bem têm feito nas últimas décadas.



Destacam-se o tema de abertura "Тишина" (que se poderá traduzir como "Silêncio") e "Птица" ("Ave"), mas de notar ainda o longo tema de fecho "Весна" ("Primavera") onde o conjunto russo demonstra saber injetar variedade nas suas composições através de passagens relativamente menos demolidoras (como os Converge em "Eve" ou "Coral Blue").

              

Anna Havoc deverá agradar a fãs de Nails, Botch ou The Dillinger Escape Plan, e poderão escutá-lo na íntegra em baixo, sendo também possível fazer download deste no Bandcamp do grupo:


+

NERATERRÆ anuncia disco de estreia, The Substance of Perception


NERATERRÆ, projeto do italiano Alessio Antoni, irá editar o seu álbum de estreia The Substance of Perception no final deste mês. Após o lançamento de The NHART Demo[n]s em 2017, o italiano manteve-se imensamente ativo com várias remisturas e participações em compilações onde figuravam também titãs do dark ambient/drone. O leque de colaboradores em The Substance of Perception não deixa ainda assim de ser surpreendente: Treha Sektori, Flowers For Bodysnatchers, Northaunt, Taphephobia, Ugasanie, Xerxes The Dark, Infinexhuma, New Risen Thrones, e ainda Alexey Tegin (Phurpa).

Em baixo poderão escutar o tema de abertura “Shadows of Regret” que conta com a participação de Northaunt:


The Substance of Perception terá artwork de Jean-Baptiste Mouton e será lançado a 26 de abril pelo selo Cyclic Law, com pre-order já disponível aqui.


The Substance of Perception tracklist:
1. Shadows of Regret
2. To Reveal the Unseen
3. Becoming the Nightmare
4. The Wicked Pulse of Conscience
5. That Which Shall Not Be Witnessed
6. Beyond
7. Echoing Scars

+

Guitarras ao Alto segue para a sua 5ª edição

guitarras-ao-alto-segue-sua-5-edicao

A quinta edição do Guitarras ao Alto, evento musical a tomar lugar na região de Alentejo, está agendada para maio e junho de 2019. A ter lugar em quatro locais diferentes representativos do património arquitectónico do Alentejo, entre 24 de maio e 1 de junho, o evento irá contar com os artistas convidados Bruno Pernadas e Mário Delgado.

O desafio mantém-se: um encontro inédito de duas gerações de músicos que se unem pelo seu amor à guitarra. Bruno Pernadas junta-se assim a Mário Delgado para criar nova música que será apresentada em exclusivo em palcos que pretendem valorizar o património alentejano, divididos por 4 terras da região: o Crato (24 maio), Estremoz (25 maio), Avis (31 maio) e Beirã-Marvão (1 junho).

Guitarras ao Alto é um evento inédito em Portugal e exclusivo do Alentejo, inspirado na música, no vinho, na gastronomia, na paisagem e no património. Um regressar às origens e uma valorização do interior do país, levando para além dos grandes centros urbanos música de qualidade acessível a todos. Um hino à guitarra e ao espírito interventivo alentejano.

Fiquem com o footage do ano passado em baixo, para uma previsão do evento. Os bilhetes custam 5€ e podem ser comprados no local ou através de reservas no site oficial: https://guitarrasaoalto.pt/


+

STREAM: Blankenberge - More



Os Blankenberge editaram na semana passada More, o seu segundo longa-duração. O quinteto russo, composto por Daniil Levshin (guitarra), Yana Guselnikova (vocais), Sergey Vorontsov (bateria), Dmitriy Marakov (baixo), e Daian Aiziatov (guitarra), regressa dois anos após Radiogaze com nove temas que seguem as pisadas já traçadas desde o EP homónimo de 2016: shoegaze/dream pop dinâmico e caloroso mas também contemplativo e etéreo, devendo agradar a fãs de Slowdive, Westkust ou Candy Claws.

O primeiro single do disco, “Right Now”, é um bom exemplo da sonoridade explorada pelo grupo russo, que volta a contar com Mikhail Kurochkin na gravação, mistura, e masterização. De notar ainda a participação de Vladimir Luchansky (saxofone) no tema “Until The Sun Shines”.

A primeira edição física de More (que podem escutar na íntegra em baixo) esgotou rapidamente mas a partir de hoje podem novamente adquirir este e Radiogaze no Bandcamp do grupo:


+

Melantant é o mais recente disco de Feverdreamt


Feveredreamt é mais um dos projetos do camaleónico Alexander Leonard Donat (Blackjack Illuminist Records, WHOLE, Vlimmer) onde mesmo nos seus momentos mais sombrios, se apresenta como um conto romântico. Quatro anos depois da edição de Terban Te Ban (2015), o artista regressa com um novo disco, Melantant, um trabalho de dez temas que intercala misteriosas melodias orientais, sintetizadores ora puxados e destemidos, loops, riffs e muito witch house pelo meio.

Melantant foi editado no passado dia 12 de abril pelo selo Blackjack Illuminist RecordsDo disco recomenda-se a audição de temas como "Saije Daije", toda a toada experimental de "Parsque" - o tema mais longo deste trabalho - e a exploração rítmica da faixa de encerramento, "Fon Teyn La". O disco pode ouvir-se na íntegra abaixo.


+

Os Pree Tone servem-vos um pouco de noise e neo psych


Sediados em Kiev, na Ucrânia, os Pree Tone editaram o ano passado o primeiro disco de carreira desde a mudança de line-up - Kiddy - um conjunto de seis canções a juntarem num mesmo tacho neopsychedelia, shoegaze, noise rock, stoner. A banda, que se formou em 2014 após a revolução ucraniana vivida em Kiev, para não enlouquecer começou a ensaiar como um trio, numa pequena garagem no centro da capital. Desse primeiro esforço é editado o primeiro disco de estúdio, Brights (2014), que antecede quase uma mão cheia de edições posteriores - os EP's Wild Highs (2014) e Slimmer (2014) e os álbuns D-A (2017) e L'Illustré (2017) - até chegarmos a Kiddy, o mais recente.

Kiddy contém um total de seis histórias, de audição fácil e descritas por forma a que até as crianças as consigam ver e imaginar. Através de uma veia maioritariamente instrumental, com vocalizações espontâneas e imersivas, os Pree Tone conseguem conduzir-nos e projetar-nos perante os ambientes de caos e confusão que os fizeram emergir como banda. Deste mais recente disco recomenda-se essencialmente a audição de temas como "Maze of 60 Ticks", o math-rock e os ritmos fuzzy de "Token" e a experimentação potente e sonora presente na faixa de encerramento, "Bricks".

Kiddy foi editado a 19 de agosto de 2018 em formato CD pela [addicted label]. Podem comprar o disco aqui.


+

O primeiro álbum dos Sômbre é para os saudosistas dos anos 80


Os Sômbre formaram-se em 2011 e são atualmente compostos pelo vocalista Cédric Manine e o produtor e multi-instrumentalista Axel Wursthorn. Influenciados pelo post-punk e pela coldwave dos anos 80 (Joy Division, Killing Joke, The Chameleons, Dead Can Dance) os Sômbre misturam uma vasta gama de sonoridades que se posicionam dentro do panorama da música gótica. Este ano e, depois de uma pausa de seis anos após a edição do EP Half Light (Str8line Records, 2012), os Sômbre apresentam o primeiro longa-duração de carreira: Linsay.

O novo trabalho inclui, entre outros, um dueto com Regina Sosinski (Mira) e uma cover muito pessoal de "Kids in America", originalmente interpretada por Kim WildeDe Linsay recomenda-se a audição de temas como "Black Skin Twins", os meio industrial-electro "New Creatures" e "ALF"; o dançável "False Illusions" e ainda "Outro". Um disco para os saudosistas dos anos 80, disponível para escuta integral abaixo.

Linsay foi editado no passado dia 1 de março em edição digital e CD pela Uproar For Veneration Records. Podem comprar o disco aqui.


+

STREAM: Elva - Winter Sun


Elizabeth Morris (Allo Darlin) e Ola Innset (Making Marks e Sunturns) juntaram-se em 2017 e formaram o projeto Elva, que significa "rio" em norueguês. Elva inspira-se no mundo natural, na beleza do verão escandinavo e na dureza do inverno. Desta união surgiu Winter Sun, álbum gravado no outono de 2018, numa escola antiga na floresta sueca, durante a época de caça aos alces. 

O palato sonoro deste disco é detalhado e delicado, com uma mistura de guitarras acústicas e distorcidas, teclados vintage, cordas e harmonias vocais intrincadas, recordando a gentileza e ruído de bandas indie americanas como Yo La Tengo, e o coração partido de Linda Ronstadt ou Laura Veirs.



Winter Sun conta com a colaboração de vários músicos que trabalharam em Allo Darlin - Dan Mayfield no violino, Ofelia Østrem Ossum no violoncelo. A produção deste disco ficou a cargo de Michael Collins, que tocou bateria em Allo Darlin. Diego Ivars no baixo e Jørgen Nordby na bateria completam a banda.

Winter Sun foi editado esta sexta-feira (19 de abril) pelo selo Tapete Records. Podem ouvir o disco na íntegra abaixo.

+

sexta-feira, 19 de abril de 2019

STREAM: Sólveig Matthildur - Constantly In Love


Sólveig Matthildur regressou este mês às edições longa-duração com o segundo disco de estúdio intitulado Constantly In Love, a sua mais recente criação poética e emocional com foco nos sintetizadores. A chegar às prateleiras três anos depois de Unexplained miseries & the acceptance of sorrow (Artoffact Records, 2016) e canaliza influências tão variadas como trip-hop, post-punk, darkwave e downtempo. Além de Deb Demure, dos Drab Majesty (no tema "Dystopian Boy"), Constantly in Love contou ainda com a participação de Some Ember ("I'm Ok") e a versão digital do álbum inclui uma faixa bónus,"Your Desperation", com remix assinado por Hante..

O novo esforço da teclista e voz secundária das Kælan Mikla é um conjunto de onze temas que funcionam como um convite a uma pista de dança soturna, vanguardista e numa outra prespetiva bastante filosófica. Poesia islandesa para consumir com precaução. Do disco, além dos já referidos temas, recomenda-se ainda a audição de "Tómas", "My Father Taught Me How to Cry" ou "Utopian Girl".

Constantly In Love foi editado esta sexta-feira (19 de abril) pelo selo Artoffact Records. Podem comprar o disco aqui.


+

A primeira mixtape da sentimental é um registo ao novo cenário musical belga


Queriam saber a vaga de novos artistas underground da Bélgica mas não sabiam onde procurar? A sentimental fez o trabalho por vocês e reuniu todo o trabalho de treze novos artistas numa mixtape com uma edição super limitada a 150 cópias. Nascida do desejo da editora em reunir a música que ama, esta compilação apresenta uma mescla de artistas que ousam examinar as fronteiras sem nunca se comprometer com um único género. E o mais incrível é que a maioria das canções são altamente cativantes.

Este registo de treze faixas, todas criadas em diferentes contextos, apresenta uma mistura de temas e artistas que podem ou não conhecer-se mas que partilham algo em comum: o amor pela música e a nacionalidade. Do disco recomenda-se a audição de nomes como Slumberland, Ohio Mark, Paper HatsPublic Psyche, El Yunque, Fornet ou Vaal.

A sentimental Mixtape #1 foi editado esta sexta-feira (19 de abril) em formato cassete e digital pelo selo belga sentimental.


+

A teoria musical dos dTHEd chega às prateleiras em maio


Os dTHEd - o trio que interliga Fabio Ricci (vonneumann, routine), Simone Lanari (Ask The White, Ant Lion, Walden Waltz, Sycamore Age) e Isobel Blank (Ask The White, Ant Lion, Isobi, Vestfalia) aos esquemas mecânicos das máquinas - vão estrear-se este ano nas edições longa-duração com hyperbeatz vol​.​1. O universo musical dos dTHEd é suportado pelo livro Hyperobjects de Timothy Morton, pelo processamento sensorial alternativo e pelo conceito da "neurodiversidade". O resultado é um conjunto de malhas que implementam uma ampla gama de técnicas eletrónicas para criar uma hiper-música de estética pós-humana. 

Composto por um total de oito temas este primeiro disco de carreira do trio italiano é agora apresentado através do tema "ⱴŁηə3", onde as batidas criadas e a ambiência sonora circundante pretendem ir além das possibilidades humanas. A esta estética pós-humana, baseada na atual era da assimetria e na diversidade de padrões os dTHEd definem como hyperbeatz. Aproveitem para ouvir o primeiro resultado deste processo teórico de composição musical ali dentro.


hyperbeatz vol​.​1 tem edição agendada para o próximo dia 10 de maio pelo selo italiano Boring Machines. Podem fazer pre-order do disco aqui.

hyperbeatz vol​.​1 Tracklist:

01. 1. ДnβĦ 
02. ⱴŁηə3 
03. ŞmpŁø-π 
04. ªcçr_mщ 
05. Đæⱶūň 
06. křpp.o|×į 
07. 5ẘrƓn^ 
08. Ƨiănƕηm]đʉ

+

O cinema e a música unem-se pela causa LGBT no Mercado Negro

cinema-musica-unem-se-causa-lgbt-mercado-negro

Este Sábado, a cidade dos canais recebe a data final da tournée de Maria Beraldo, mais recente fenómeno da MBP – Música Popular Brasileira – de passagem em Portugal com actuações no Festival Tremor (Ponta Delgada), Musicbox (Lisboa), Maus Hábitos (Porto) e Teatro Gil Vicente (Barcelos).






Conhecida como clarinetista de “monstros” da música brasileira – como Arrigo Barnabé ou Elza SoaresMaria Beraldo estreou-se a solo com Cavala no final de 2018 com um disco que tem dado cartas em 2019. Entre canções curtas mas atrevidas, o álbum da compositora renova os pergaminhos da musica popular com rasgos de pop e experimentalismo ‘sexy’, abusando do léxico emancipador que define a sua obra enquanto mulher homossexual.

Depois da estreia na Europa através do nosso país Maria Beraldo prepara o regresso ao Brasil, mas não sem antes encantar o auditório do Mercado Negro numa co-produção com o Porto Femme – Festival Internacional de Cinema que transforma o serão numa verdadeira ode LGBT.




Antes do concerto, desligam-se as luzes e ergue-se a tele com duas curtas-metragens com espaço para debate e reflexão, com Calamity (Maxime Feyers, 2017) e (Judith Westermann, 2018), LGBT. Em Calamity – obra que esteve presente no festival Queer Lisboa – France recebe a namorada trans do filho, num jantar que não teve o enredo esperado.



Também em Celebrate Eileen, o foco prende-se na discriminação vã a que os transexuais estão sujeitos, mesmo nos círculos mais próximos. Aqui, Judith Westermann conta-nos a história de Ailine, rapariga que nasceu num corpo masculino e que prepara uma festa de despedida para assumir a sua real sexualidade no dia seguinte.

As sessões de cinema começam pelas 22:00 (entrada livre), antecedendo o concerto de Maria Beraldo, cujo valor de entrada varia entre os 5€ (com reserva) e os 6€ (na bilheteira). Mais info no evento.

+

Nova-iorquinos Paris Monster estreiam-se em Portugal


O duo nova-iorquino paris_monster (Josh Dion - Bateria, teclas e voz; Geoff Kraly - Baixo e sintetizador modular) apresenta-se pela primeira vez em Portugal no dia 3 de Maio no Auditório CCOP no Porto, para dar a conhecer o seu primeiro álbum LamplightDe raiz funk e soul mas com um som contemporâneo e ambiente electrónico experimental, os paris_monster apresentam-nos um disco glitchy, ruidoso e orgânico. Os bilhetes já se encontram à venda em www.bol.pt.

No dia seguinte dão um workshop integrado no Festival de Percussão e Bateria de Lavra, onde Josh Dion, acompanhado pelo Geoff Kraly, vai demonstrar algumas das suas técnicas de percussão e voz.

+

Give Up To Failure sintetizam atmosferas sombrias no novo "Ties"

© Aleksandra Bogacz 

Give Up To Failure - o projeto que começou a ser desenhado a solo por Mark Magick (Aviaries) - regressou esta semana às edições com o single "Ties". Este é o primeiro tema que marca a história de Give Up To Failure como uma banda completa (agora coposta por Mark Magick, Krzysztof Mlynczak, Wojtek Witkowski, Rafal Wekiera e Michal Szczypek), e vem dar seguimento aos já anteriormente editados "Dog" (março, 2018) e "Turn Out The Light" (maio, 2018). Uma mescla de post-punk com post-rock, um q.b. de shoegaze e muita vontade de experimentar ambiências para definir um caminho a seguir.

É agora em "Ties" que os Give Up To Failure começam a seguir uma linha mais estável e bastante coerente como produto final. Os tecidos sonoros iniciais deste novo tema facilmente projetam o ouvinte para um ambiente situado entre o post-punk e as ambiências da revolta pessoal (a trazer aquela toada punk do primeiro disco dos Autobahn à memória, até pela própria voz de Mark Magick que tem um timbre vocal bastante próximo de Craig Johnson). É no entanto, no final da faixa, que os Give Up To Failure mostram onde o seu som se destaca: nas atmosferas altamente imersivas, dentro do campo do post-rock e algum darkgaze. A ouvir abaixo.


"Ties" foi editado no passado dia 17 de abril pelo selo polaco Sound Mine. Podem fazer o download da faixa através da modalidade "name your own price", ali em cima.

+

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Burnt Friedman em órbita até ao Gare



Orbits e Gare juntam-se novamente para mais uma noite dedicada ao melhor da música eletrónica de dança, desta feita para uma sessão encabeçada pelo músico e artista pluridisciplinar alemão Burnt Friedman.

Colaborador frequente de Jaki Liebezeit (Can), o currículo do alemão (invejável, diga-se) conta ainda parcerias com David Sylvian em Nine Horses, Uwe Schmidt enquanto Flanger, ou Mohammad Reza Mortazavi, com quem Friedman tocou na última atuação em Portugal, aquando da 15ª edição do Out.Fest. Peça fundamental da vanguarda sónica dos últimos 20 anos, o corpo de trabalho do músico extende-se ainda a diversas explorações a solo, com discos dos mais variados quadrantes da música eletrónica a serem editados por selos tão reputados como a francesa Latency ou a sua Nonplace Records. Musical Traditions in Central Europe: Explorer Series Vol. 4 é a mais recente aventura discográfica de Friedman, que nos chega já no próximo dia 4 de maio.

A acompanhá-lo estarão Jacopo, fundador da Midgar Records, e Amulador, residente do espaço portuense.

O evento acontece esta sexta, dia 19 de abril, no Gare e os bilhetes já se encontram disponíveis em pré-venda ao preço de 10 euros.




+

Já é conhecido o cartaz completo do Waking Life


Foi hoje divulgado o cartaz completo da edição de 2019 do Waking Life. Foram anunciados nomes como Adiel, Alpha Steppa, Amor Records takeover, Circle of Live, Deepchord, DeWalta, Francisco Oliveira, Hailu Mergia, Lakuti, Raresh, Rhadoo, Terrence Dixon ou Tommy Guerrero.

A terceira edição do Waking Life decorre de 14 a 19 de agosto de 2019 perto da aldeia de Crato. Um lugar mítico onde as fronteiras do tempo e do espaço são ilimitadas. Um lugar com realidades ocultas à espera de ser revelado, na água que entretém e cura, nos grandes espaços abertos no meio da natureza. O festival oferece uma alta qualidade e mistura diversificada de música, performances imersivas e instalações estimulantes, trazidas à vida por artistas e performers cuidadosamente selecionados. A ecologia também é um dos principais pilares do festival. Ao tomar várias medidas concretas, como utilizar a energia solar, sistemas de purificação de água e uma gestão completa de viagens e resíduos, o Waking Life tenta reduzir o impacto ambiental o máximo possível. 

Depois de esgotar a primeira, a segunda e a terceira ronda de bilhetes, a quarta ronda já se encontra disponível com o preço de 125€.





+

Homem em Catarse lança disco ao vivo na Porta 253


Homem em Catarse, o projeto a solo de Afonso Dorido, vai regressar este ano aos discos com uma edição especial gravada ao vivo na Porta 253, em Braga. Este novo trabalho - que chega à prateleiras na próxima semana - é lançado dois anos depois do bastante bem recebido, Viagem Interior (2017), onde o músico materializa musicalmente a beleza de um país despojado e esquecido, dando voz às suas gentes e aos seus lugares.

Dois anos depois desta viagem aos territórios interiores do país, a catarse de um homem volta a instaurar-se para se materializar em edição vinil num disco que começou por resultar como uma gravação ao vivo. Deste novo trabalho já é conhecido o primeiro tema de avanço "(não és) Açor", que pode agora ser ouvido na íntegra abaixo.


Ao vivo na Porta 253 tem data de lançamento agendada para o próximo dia 26 de abril pelo selo MEMO em claboração com a Porta 253. O disco é apresentado na Zet Gallery em Braga, às 22h00 no mesmo dia de lançamento. As informações relativas a este evento podem ser encontradas aqui.



Ao vivo na Porta 253 Tracklist:

Lado A 
1. Febre de Sábado à tarde 
2. (Não és) Açor 
3. Teremos sempre Paris 
4. Portas do Ródão 

Lado B 
1. Alqueva Beat 
2. Tomar 
3. Guarda-me







+

Sir Richard Bishop, Fred Lonberg-Holm e Gabriel Ferrandini no Barreiro até julho



A OUT.RA - Associação Cultural anunciou o programa de espectáculos que irão decorrer em vários espaços do Barreiro até julho. Sir Richard Bishop, Fred Lonberg-Holm, Ingebrigt Haker Flaten e uma noite dedicada à produção electrónica são algumas das propostas da associação para as próximas semanas. 

O mês de maio receberá duas noites focadas em nomes emergentes da música eletrónica: a 3ª Noite da Raposa, no dia 3, junta SimãoSimõesOdeteMériMimimicNada-Nada e Violeta Azevedo em dois palcos da ADAO - Associação Desenvolvimento Artes & Ofícios; depois, a 18, é a vez do espaço A4, na Baía do Tejo, acolher produtores barreirenses de vários quadrantes da música de dança: Shaka LionMinguitoKikko b2b George SilverLinha Amarela Off Lero 999 são os eleitos para o cardápio.

Em Junho, a 7, o quarteto polaco Lonker See traz o seu psicadelismo efusivo à Gasoline - Associação Cultural e Desportiva, com primeira parte a cargo dos locais Lunnar Lhamas. A 21, Luís LopesFred Lonberg-HolmIngebrigt Haker Flaten Gabriel Ferrandini juntam-se para uma noite de jazz libertário.

A programação agora anunciada termina no dia 4 de Julho, também na Biblioteca do município, com a estreia barreirense do norte-americano Sir Richard Bishop, guitarrista, compositor e co-fundador dos míticos Sun City Girls e da editora Sublime Frequencies.


+

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Brutus e Acid Cannibals entre as novas confirmações do Rodellus



São mais cinco os nomes que se juntam hoje ao cartaz do Rodellus. Entre os dias 18 e 20 de julho, Brutus, Acid Cannibals, GoBabyGo, QUADRA e Palmers passam por Ruílhe para a quinta edição do festival minhoto.

Os primeiros são naturais de Leuven, Bélgica, e trazem consigo Nest, o segundo disco do trio lançado em março último pela britânica Hassle Records. Combinando dinâmicas típicas da música post-rock com o músculo do metal e do post-hardcore mais melódico, os Brutus regressam a Portugal para mais um concerto que se adivinha memorável.  

Depois da visita de James T. McKay ao Rodellus na edição de 2018 com The Cosmic Dead,  o músico escocês regressa ao festival na companhia de Robert Marley, desta feita como Acid Cannibals. Apontado para o verão deste ano está também a estreia da banda nos longa-duração com Drink The Black Wine, o agauradado sucessor do EP Why Not Every Night, lançado em março do ano passado.

Formados em 2007, os GoBabyGo preparam-se agora para lançar o seu segundo álbum, Dizzizz. Depois do longa-duração de estreia Red Cocktail, a banda portuense lança agora 20 temas, contando, entre outros, com a participação de especial de Gon, vocalista dos Zen, Plus Ultra e Krypto. O primeiro avanço, lançado há coisa de dias, tem como título “Méme” e conta com um vídeo que faz jus à reputação cómica da banda.



Filhos da terra, os QUADRA são de Braga e corre-lhes no sangue a influência eletrónica com vertente disco. Vão beber dos ritmos quentes e exóticos, resultando numa convergência de sonoridades distintas. O seu primeiro álbum lançado, Cacau, foi listado na blogosfera como um dos melhores do ano de 2018 e preparam-se agora para lançar um novo longa duração, fruto de uma residência artística no gnration.

Os Palmers acabaram 2018 carregados de concertos e o novo ano apresenta-se já de agenda cheia. Mantendo-se fiéis às influências que marcaram o garage e o surf rock da década de 60, o trio formado nas Caldas da Rainha pratica uma combinação singular de riffs electrizantes onde o ritmo joga como peça fundamental. Lançaram Younger Days no final do ano passado  e vêm a Ruílhe mostrar o que de mais jovem e promissor se faz em Portugal.

Os cinco novos nomes somam-se aos já anunciados Paraguaii, Bee Bee Sea, Gator the Aliigator e Solar Corona. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais pelo valor promocional de 15€ até ao dia 30 de junho.

+

O BONS SONS está de volta numa edição comemorativa dos 13 anos e 10 edições


O BONS SONS está de volta, de 8 a 11 de agosto, em Cem Soldos, uma aldeia em manifesto. Quatro dias, dois novos palcos (10 palcos) e mais de cinquenta concertos, num recinto mais alargado. Há mais aldeia e menos pessoas, tendo a lotação diminuído de 40 mil para 35 mil pessoas, nesta edição comemorativa dos 13 anos e das 10 edições.

No concerto de abertura, a Orquestra Filarmónica Gafanhense irá compor e interpretar 10 temas, um por cada edição do BONS SONS, sendo escolhido um tema de um músico ou de uma banda de cada edição.

A comemoração é realizada também com a atuação de 13 bandas que já estiveram no BONS SONS e fazem parte da história do festival. Uma banda e seis duplas, que se juntam e realizam seis concertos especiais, divididos por três palcos. Especificamente para esta edição comemorativa do BONS SONS, 12 bandas juntaram-se em duplas, algumas pela primeira vez, e vão dar concertos em conjunto, incluindo a apresentação de algumas composições inéditas: Diabo na CruzFirst Breath After Coma + NoiservGlockenwise + JP SimõesJoana Espadinha + BenjamimLodo + PeixeSensible Soccers + Tiago Sami Pereira Sopa de Pedra + Joana GamaE como até ao último momento, o espírito é de comemoração, o festival encerra com uma festacheia de surpresas e convidados, com curadoria de Moullinex.



Para além destes 15 nomes, o BONS SONS 2019 apresenta Tiago Bettencourt, Júlio Pereira, Luísa Sobral, Helder Moutinho, Budda Power Blues & Maria João, Dino D'Santiago, Pop'Dell Arte, X-Wife, Três Tristes Tigres, Stereossauro, DJ Ride, Fogo Fogo, Scúru Fitchádu, Paraguaii, Baleia Baleia Baleia, Tape Junk, Miramar, Pedro Mafama, Senza, Afonso Cabral, Ricardo Toscano e João Paulo Esteves da Silva, Raquel Ralha & Pedro Renato, Jorge da Rocha, Mano a Mano, Sallim, Galo Cant'Às Duas, Tiago Francisquinho, Gator, The Alligator, Cosmic Mass, Francisco Sale, Rui Souza, Valente Maio, Ricardo Leitão Pedro, DJ Narciso, DJ João Melgueira, Carlos Batista, Vénus Matina, Mil Folhas, Telma, Cal, Adélia, Pequenas Espigas e Vozes Tradicionais Femininas.

No âmbito da parceria de programação entre o BONS SONS e o Festival Materiais Diversos e o Curtas em Flagrante, o Auditório Agostinho da Silva recebe os espetáculos Coexistimos, de Inês Campos, Danza Ricercata, de Tânia Carvalho, Nem a Própria Ruína, de Francisco Pinho, João Dinis Pinho e Dinis Santos e uma seleção de curtas-metragens a anunciar em breve. Ainda no âmbito da programação do auditório, foi estabelecida uma nova parceria entre o festival e o Fumaça, um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente, responsável pela organização de alguns debates e conversas durante o festival.

Os bilhetes estão à venda por 45€ até final de julho. É sempre importante ter em conta que os bilhetes de cada fase têm um número de unidades limitado e podem esgotar antes de terminar cada uma das fases. Esgotado o número de bilhetes da fase em curso, passam a vigorar os valores da fase seguinte (50€).


+