sábado, 22 de junho de 2019

STREAM: The Devil & The Universe - :ENDGAME 69:


Os The Devil & The Universe regressaram esta semana às edições longa-duração com o novo disco de estúdio :ENDGAME 69:, trabalho que chega às prateleiras dois anos após Folk Horror (2017). Num álbum que pretende combinar a iconografia de 1969 com vários géneros musicais para "recriar" a névoa febril atribuída à vibe do ano de 1969, os The Devil & The Universe apresentam-nos um disco altamente dinâmico e pronto para hipnotizar o ouvinte. 1969 faz este ano meio século, mas a turbulência daqueles tempos pode-se definitivamente refletir nos climas políticos e sociais contemporâneos. É, então com recurso a sons eletrónicos, guitarras fortes, tambores que evocam o transe e estilos vocais indianos, que neste :ENGAME 69: os The Devil & Universe nos submergem numa viagem aos "quatro cantos" do mundo, por volta de 1969, com direito a experiências alucinantes e caóticas pelo meio.

Ashley Dayour, David Pfister e Stefan Elsbacher viajaram pelos continentes para captar sons disponíveis além dos limites de um estúdio clássico e o resultado pode ouvir-se agora na íntegra abaixo. De :ENGAME 69: já tinham anteriormente sido divulgados os temas "Kali's Tongue" - single enriquecido pelas paisagens sonoras orientais que ganhou um novo trabalho audiovisual esta sexta-feira, disponível aqui - e ainda o industrial-inspired  e altamente aditivo "Satanic (Don't) Panic". Além destas faixas recomenda-se ainda a reprodução de "Turn Off, Tune Out, Drop Dead", "1969" e "Revelation 69".

:ENDGAME 69: foi editado na passada sexta-feira (21 de junho) pelo selo aufnahme + wiedergabe. Podem comprar o disco aqui.


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sexta-feira, 21 de junho de 2019

STREAM: Mechanimal - White Flag Single


Após um período de espera aproximado a três anos os Mechanimal - o projeto audiovisual de Giannis Papaioanou e Freddie Faulkenberry - estão de regresso às edições com o EP White Flag Single, que vem dar sucessão ao terceiro disco de estúdio Delta Pi Delta (2016). Numa edição vinil de 7'' - que antecipa o quarto álbum do grupo -, integram o alinhamento os temas "Easy Dead" e "Red Mirror". Ambos os singles de White Flag Single levantam a bandeira branca que põe fim a toda a guerra pessoal, social e secular do passado. O lugar onde uma voz teatral encontra a distorção das guitarras da dark electronics e o conforto da synthwave.

Em termos de conceito, se em "Easy Dead", a história inocente do mundo é escrita desde o início - como um aviso para o futuro - em "Red Mirror" a única força para a sobrevivência apresenta-se em iniciar tudo do princípio. Como primeiro avanço deste EP a dupla grega já tinha anteriormente apresentado o tema "Red Mirror" em formato audiovisual, cujo vídeo pode aceder-se aqui. Ambos os singles estão disponíveis para escuta integral, abaixo.

O EP White Flag Single foi editado esta sexta-feira (21 de junho) em formato vinil e digital pelo selo Inner Ear Records. Podem comprar o disco aqui.


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STREAM: Orphan Swords - Ascent


A Hedonic Reversal acrescentou neste último dia da semana ao seu crescente catálogo mais uma edição  que pretende desafiar os limites da música eletrónica, trata-se de Ascent o disco de estreia da dupla belga Orphan Swords, que chega três anos após a edição do seu último e bastante aclamado EP de estúdio, Weehawken (2016, Clan Destine Records). O disco traz um exercício sonoro inerente que é descrito pela press-release como "a história de um desaparecimento não resolvido numa montanha, em algum lugar indefinido", onde o ouvinte terá um longo caminho a percorrer até resolver esse mistério. Num conjunto de sete composições que desafiam o ruído como uma composição sonora Ascent é um álbum que sabe provocar o ouvinte nos momentos de desconforto.

Ascent retrata a história dessa procura, num disco cujo conceito se baseia principalmente sobre transitoriedade, o vácuo, a aceitação e a procura de uma unidade interior. Uma ascensão que se torna uma profunda introspeção e que pode ser agora escutada na íntegra, abaixo.

Ascent foi editado esta sexta-feira (21 de junho), em formato vinil, pelo selo espanhol Hedonic Reversal. Podem comprar o disco aqui.


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[Review] Millions of Dead Tourists - Helicoide


Helicoide 1000+1 Tilt | março de 2018
8.0/10

Os Millions of Dead Tourists – trio oriundo da Grécia - formaram-se em abril de 2016, ano no qual lançaram o seu primeiro disco de estúdio homónimo, um documento composto por cinco temas a explorar os limites da música experimental com os campos da dark electronics. Três anos depois a banda regressa aos holofotes da música underground com o seu mais recente trabalho Helicoide, um disco de quatro longas faixas que incorpora os mais hipnóticos sons e ritmos condutores e capta, de forma imersiva, a atenção do ouvinte. Num registo baseado nas mesmas estruturas musicais que o seu antecessor, mas na formulação de um trabalho ainda mais enriquecido, os Millions of Dead Tourists apresentam-nos a sua eletrónica escura submersa em camadas condutoras. 

Helicoide é ainda um trabalho que vai ainda além do seu resultado como produto sonoro. A banda afirma em press-release que este novo disco foi gravado nas cidades de Atenas e Salónica entre janeiro e março de 2018, enquanto ambos os lugares eram vendidos ao Airbnb. Avaliando o desígnio pelo o qual o projeto recorre para nomear o seu trabalho, encontra-se inerte, portanto, uma ténue crítica política e social, esta última inclusa na exploração dos temas que incorporam este novo registo. O disco abre com o tema homónimo "Helicoide" que nos apresenta a primeira interseção resultante entre os sons sintetizados em loop, os efeitos de pedais e uma dose de experimentação altamente narcótica. Através de um desenvolvimento moroso que abrange a introdução de cada vez mais elementos (incluindo os primeiros vocais), os Millions of Dead Tourists vão-nos mostrando uma interessante evolução relativamente às sonoridades que já nos tinham exposto no disco de estreia, com um som ainda mais aditivo. 



Além da tradicional abordagem eletrónica, em Helicoide os Millions of Dead Tourists destacam ainda a sua veia influenciada no movimento kraut-rock sempre com o característico ponto de foco no baixo e na emulação de ritmos potentes que abordam os mais divergentes ambientes da música eletrónica de traços essencialmente negros. Se em temas como "Nothing is Possible" somos introduzidos a um ambiente soturno - onde o baixo nos conduz a um ambiente sonoro que consegue soar a industrial, fantasmagórico, sinistro e altamente dinâmico -; em "Social media as a concentration camp" somos absorvidos por um techno mais colorido com um ritmo altamente demarcado, ao mesmo tempo que somos confrontados com algumas ténues questões do foro social, descritas na nominação do próprio tema. 



Antes de se despedir, o trio grego recorre ao tema final "The long and sufficiently agonizing death of a chicago boy", que chega para abarcar o ouvinte a um porto de abrigo completamente divergente dos padrões de conforto a que este está habituado. Um ensaio sonoro que aporta um terreno explorativo entre os elementos da "avant-electronics", dark ambient e o confronto existencialista de se ser humano. Difícil de consumir, mas altamente engenhoso do ponto de vista da produção e como produto final. 

Através de um conjunto de quatro temas produzidos com recurso a sintetizadores, baixo e efeitos eletrónicos, os Millions of Dead Tourists constroem em Helicoide um disco com uma duração aproximada a 38 minutos, onde as suas experimentações eletrónicas conduzem a um efeito altamente imersivo. É quase tão instantâneo quanto o café solúvel. Ora experimentem a clicar no play.


Helicode está disponível nos formatos vinil e CD - este último com recurso a um packaging esteticamente apelativo. Podem comprar aqui.

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James Ferraro, Dälek e Kali Malone entre as primeiras confirmações do OUT.FEST 2019



O OUT.FEST anunciou hoje as primeiras novidades para a sua 15ª edição. O Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro decorre de 3 a 5 de outubro e volta a contar com um programa que faz jus à matriz eclética e sempre desafiante do festival por onde já passaram nomes como Faust, The Fall, Fennesz, Dean Blunt ou, mais recentemente, Pere Ubu e This is Not This Heat.

Este ano, a música exploratória celebra-se com James Ferraro, artista crucial da viragem do século e um dos mais influentes da última década, que ao lado de Daniel Lopatin ou o comparsa Spencer Clark foram essenciais para o desenvolvimente da pop dita hipnagógica. O seu mais recente disco, Requiem for Recycled Earth, é a primeira de quatro obras sobre o declínio evidente dos nossos tempos, e deverá servir como mote para a estreia do americano no festival que todos os anos o tenta trazer ao Barreiro.

Dälek é outro destaque desta primeira vaga de confirmações. Essenciais para o hip-hop de cunho industrial, que veria nos Clipping e Death Grips o seu apogeu, o grupo nova-iorquino que tem em Will Brooks (MC Dälek) o seu cabecilha conta já mais de duas décadas a esquadrinhar os beats mais ruídosos, com rimas tão abstratas quanto antagónicas. Depois das parcerias com Faust, Techno Animal ou Zu e mais de uma mão cheia de discos, ei-los em casa, no Barreiro.


A compositora e improvisadora americana Kali Malone, a cantora e compositora egípcia Nadah El Shazly (em formato banda), o duo britânico Yeah You, composto pelo pai Gustav Thomas e a filha Elvin Brandhi (que passou em 2018 pelo Porto e Lisboa), o finlandês Ilpo Väisänen, metade indivisível dos Panasonic/Pan Sonic (que dividia com o malogrado Mika Vainio), o conceituado trompetista nova-iorquino Peter Evans, os dinamarqueses Brynje, que regressam depois de uma residência no Barreiro, Raw Forest (alter-ego da lisboeta Margarida Magalhães), a dupla lisboeta Candura e o projeto a solo de Rodolfo Brito, Luar Domatrix completam o cartaz.

Os bilhetes gerais da 15ª edição do OUT.FEST encontram-se disponíveis pelo preço de 25€ e podem ser adquiridos via bol.pt.



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STREAM: ranter's groove - 俳句


Ranter's groove tem novo disco, 俳句 (Haiku), um trabalho inspirado nos poemas de Masaoka Shiki. Através de uma mistura entre ritmo e matéria - utilizando o menor número possível de batidas - ranther's groove presta uma homenagem sonora que espelha o minimalismo do autor. Com recurso a uma série de micro-composições que subvertem a imagem tradicional de um haicai como estado estático e meditativo em 俳句 (Haiku) podemos ouvir um total de 16 temas que abordam uma dimensão sonora que é dinâmica e igualmente futurista.

Num conjunto de obsessões rítmicas pontuadas pela leitura vocal dos poemas, ranther's groove traz-nos uma visão dupla dos opostos polares do Japão: tradicional e futurista, meditativa e furiosa, num disco onde as gravações de campo ganham destaque: ruídos da música concreta gravados com microfones que se fundem com os ritmos analógico-digitais produzidos com loops de guitarra e fita, além de uma caixa de groove. O disco é editado no próximo mês, mas já se pode ouvir na íntegra abaixo.

俳句 (Haiku) é editado em formato CD no próximo dia 1 de julho (segunda-feira) pela editora italiana Kaczynski Editions. Podem fazer pre-order do disco aqui.


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AKE - "We'd have deserved a better future" (video) [Threshold Premiere]


AKE is one of those artists that can be described as a sonic artist - the different levels of dynamics that come into play in his music are almost dizzying, with plenty of seamlessly blended hard twists and turns scattered throughout his music. Manning a wealth of sequencers, synthesizers and effects, AKE creates his own soundscape, where ambient and glitch coexist in the same plane. 

Elia created AKE as his creative alter ego, something external from him but with deep connections to himself, considering that AKE acts as a graphic acronym of his own name. In his creations, the key aspect is the tone, leaving melody, harmony and rhythm to the background. Through granular synthesis, synthetic melodies, samples, drones and acoustic sounds, tracks are assembled from different sources. 

We'd have deserved a better future is in no way different and acts as a fine example of the creative process behind AKE. We'd have deserved a better future belongs to I remember the Trees, AKE's first EP, which was released on May 24th. The music is hard to trace - considering what has been mentioned before, AKE is hard to trace to a single genre, and the heavy idiosyncratic focus on tone makes him a rare sight on the modern music landscape. The videoclip is a strange recollection - distorted videos of trees and plants are heavily processed into a glitchy ensemble of tricks while maintaining their familiarity. The most fascinating aspect is how it blends so well with the music as if they had always existed as one single item.



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RIDE regressam a Portugal em 2020


Os RIDE, uma das seminais bandas do movimento shoegaze vai regressar a Portugal em 2020 onde tocará em dois concertos agenciados pela At The Rollercoaster. O primeiro acontece a 10 de fevereiro no Lisboa ao Vivo (LAV) e no dia seguinte, a 11 de fevereiro no Hard Club, Porto. O quarteto britânico regressa ao país cinco anos após a sua última passagem, em 2015, num concerto inserido no NOS Primavera Sound. Na bagagem trazem o seu novo disco de estúdio This Is Not A Safe Place, que tem data de lançamento agendada para 16 de agosto pela Wichita Recordings.

Os RIDE foram uma das bandas impulsionadores do movimento shoegaze nos anos 90. O quarteto, cuja data de formação remonta a 1988 alcançou um sucesso mundial com a edição do disco de estreia, Nowhere (1990) ao qual se sucederam Going Blank Again (1992)Carnival of Light (1994) e Tarantula (1996), antes da separação da banda em 1996. A banda voltou a reunir-se em 2014, perído a partir do qual lançou Weather Diaries (2017) e agora o novo This Is Not A Safe Place, disco cuja maioria dos temas deverá ser apresentada nos concertos em Lisboa e Porto.

Os bilhetes para estes concertos já se encontram à venda na bilheteira online e locais habituais, tendo um preço de 25€.


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STREAM: FUCTAPE - FUCTAPE


FUCTAPE é o nome do colectivo que reúne mais de 20 artistas oriundos de Toronto no Canadá. Com o objetivo focado em criar uma casa para os marginalizados da sociedade, um paraíso para os degenerados, um abrigo para os outliers ou um orfanato para os anarquistas, FUCTAPE apresenta um conjunto de 20 temas com uma duração que não se prolonga além dos dois minutos. 

O novo tema de avanço, "Ass Like Lowry" foi editado no início desta semana juntamente com um trabalho audiovisual que pode ver-se abaixo. 



FUCTAPE é editado esta sexta-feira (21 de junho) numa edição self-release. O disco pode ser reproduzido na íntegra abaixo.


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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Tanya Tagac, Elias Bender Rønnenfelt e Gabriel Ferrandini nos Concertos L, na Madeira



A organização da Estalagem da Ponta do Sol, situada na pequena vila madeirense, anunciou esta terça-feira o programa que irá compôr a presente edição dos Concertos L, iniciativa por onde já passaram nomes de referência do cenário musical atual como Anna Meredith, Weyes Blood, Thurston Moore, CTM, Juana Molina ou a cantora iraniana Sevdaliza, que marcou a sua estreia em terras lusas neste evento.

Este ano a matriz do programa volta a primar pelo ecletismo. A cantora e compositora canadiana Tanya Tagac, vencedora de prémios como o Juno Awards ou o conceituado Polaris Music Prize e que figura na capa de maio da revista The Wire, será responsável pelo concerto de abertura dos Concertos L, dia 6 de julho, para apresentar o seu mais recente EP, Toothsayer, onde volta a recorrer à tradição secular do Inuit Vocal Game (o canto tradicional dos esquimós).

A convite da Galeria Zé dos Bois, o cantor dinamarquês Elias Bender Rønnenfelt (Iceage, Marching Church) junta-se ao baterista lisboeta Gabriel Ferrandini para uma performance inédita a estrear na vila madeirense, dia 21 de agosto. O duo irá apresentará um novo espetáculo que irá percorrer depois uma série de festivais e palcos pela Europa. 

A cantora brasileira Luedji Luna (17 de julho), os Mão Morta de Adolfo Luxúria Canibal (24 de julho), Lobos de Barro, dupla composta por Valter Lobo e André Barros (31 de julho), Salvador Sobral, a convite de André Santos (14 de agosto), o multifacetado artista norte-americano Lonnie Holley (28 de agosto), a espanhola Silvia Pérez Cruz (4 de setembro),  o produtor e multinstrumentista holandês BINKBEATS (14 de setembro) e o português Legendary Tigerman (28 de setembro) completam o cartaz.


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Passatempo: Ganha bilhetes para Glassjaw no Hard Club


Os Glassjaw, uma das bandas que mais marcou e influenciou o género post-hardcore no início de 2000, farão a sua estreia em Portugal já neste mês de junho. Nesta primeira visita a Lisboa (LAV - Lisboa ao Vivo) e Porto (Hard Club), Daryl Palumbo e Justin Beck convidam quatro emergentes bandas nacionais para tratar da primeira parte dos concertos.

No Porto, os Pledge e os Redemptus são as bandas escolhidas para "aquecer" os fãs da banda nova-iorquina. Em Lisboa tocam Ash Is A Robot e Algumacena (o novo projecto de Alex D'Alva Teixeira e Ricardo Martins) antes da tão aguardada subida a palco dos autores de "Ape Dos Mil", "Cosmopolitan Blood Loss", "Siberian Kiss" e tantos outros temas que apaixonaram uma geração fanática por bandas como Tool e Deftones, no início do milénio.

Em parceria com o Amazing Events, estamos a oferecer cinco bilhetes duplos para o concerto de Glassjaw no Hard Club, que se realiza do próximo dia 22 de junho. Se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1. Seguir a Threshold Magazine no facebook.


2. Partilhar este passatempo no facebook em MODO PÚBLICO e identificar pelos menos 2 amigos.


3. Preencher o seguinte formulário:

O passatempo termina no dia 21 de junho às 20h00, e os bilhetes serão sorteados de forma aleatória através da plataforma www.random.orgBoa sorte!


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Os vencedores do passatempo são:
Rui Andrade
Luis Bastos
João Cláudio Fonseca Nunes
Gustavo Caetano
Ricardo Dias

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The Physics House Band em entrevista: "Estamos muito felizes e orgulhosos de Death Sequence"

the-physic-house-band-entrevista-portugal-a-porta


Os The Physics House Band vão passar por Portugal nas próximas duas semanas. O quarteto experimental de Brighton, tido como uma incontornável referência do rock instrumental da última década, editou em maio um novo EP, Death Sequence - registo este que conta com a participação do comediante Stewart Lee.

A banda vai fazer a sua estreia em Portugal numa extensa digressão, com o principal destaque a ir para a atuação na 5ª edição do Festival A Porta, Leiria, a 22 de junho. Fiquem a saber um pouco mais sobre os The Physics House Band nesta breve conversa.


Quem são os The Physics House Band?

The Physics House Band (TPHB) - Sam, Adam, Dave e Miles

Como é que se conheceram e como foi o processo até chegarem ao line-up atual?

TPHB -  O Dave, o Adam e eu (Sam) conhecemo-nos a estudar música em Brighton, no sul de Inglaterra, e tocámos como um trio nos últimos 7-8 anos. O Miles juntou-se à banda há 2 anos atrás no saxofone e nas teclas, e desde essa altura que escrevemos e fazemos digressões como um quarteto!

Quais são os artistas e as bandas que influenciaram o vosso som?

TPHB - Todos nós viemos de diferentes origens musicais e gostamos de diferentes tipos de música, mas há alguns géneros específicos com os quais compartilhamos um amor e que influenciam a nossa abordagem e o nosso som. Isso inclui Jazz, Eletrónica, Clássica, Rock, Metal, Noise ... e por aí além! Alguns dos nossos principais artistas favoritos incluem Jaga Jazzist, The Mars Volta e Mahavishnu Orchestra.

Foi difícil para vocês assinarem com alguma editora, venderem discos ou tornarem-se conhecidos?

PHB - Tivemos a sorte de sermos escolhidos desde cedo pela editora Blood & amp; A Biscuits no Reino Unido, e desde então trabalhámos com a Small Pond Recordings e até criamos a nossa prórpia editora, Unearthly Vision. Trabalhamos também com um ótimo agente que nos pôs a tocar muito cedo em frente de grandes multidões.


Como tem sido a recepção deste novo EP, Death Sequence?

TPHB - Estamos muito felizes e orgulhosos de Death Sequence, especialmente porque foi lançado pela nossa própria editora. Muitas pessoas estão a gostar da direção que estamos a tomar 

Qual foi o último concerto que viram e o último disco que ouviram?

TPHB - Último concerto: Wooden Shijps - uma antiga e incrível banda de psych dos EUA. 
Último disco: Niels Broos & amp; Jamie Peet EP - dois músicos incrivíeis de jazz holandês!

Gostariam de dizer alguma coisa aos vossos fãs em Portugal?

TPHB - Mal podemos esperar para ver os nossos fãs e tocar em Portugal! Para alguns de nós é a primeira vez que visitamos Portugal, por isso vamos tocar melhor do que nunca ;)



Os The Physics House Band vão também passar por Oeiras, Beja, Portimão, Bragança, Aveiro, Porto, Figueira da Foz e Monchique. As datas e locais dos concertos podem ser vistas de seguida.

19.06, Oeiras - Pátio do Sol
20.06, Beja - A Pracinha
21.06, Portimão - Marginália Bar
22.06, Leiria - Festival A Porta
23.06, Bragança - SpiritFest
24.06, Aveiro - Avenida Café-Concerto
27.06, Porto - Maus Hábitos
28.06, Figueira da Foz - D.R.A.C.
29.06, Monchique - Bar Al-Faris

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Reportagem: Benjamin Clementine [Coliseu do Porto]

"Uma noite com Benjamin Clementine e o seu quinteto de cordas parisiense" foi o mote para a digressão do músico pela Europa, tendo na sua passagem por Portugal dado sete concertos em várias cidades. A tour no nosso país terminou no Coliseu do Porto, no dia 10 de Junho. 

Neste regresso a Portugal, esperava-se de Benjamim uma performance arrebatadora, com sonoridades acústicas e intimistas, acompanhado por cinco instrumentistas franceses. Eram estas as expectativas de quem se deslocou ao Coliseu do Porto para o ouvir, expectativas que Benjamim não defraudou, bem pelo contrário, proporcionou momentos de êxtase a uma sala cheia que vibrou ao som da sua voz, do piano e das cordas.

A Beaven Waller, músico americano, do Texas (repetiu várias vezes “desculpem-me por isso”) conhecido pela sua formação decorrente de documentar as suas viagens através das músicas e que as apresenta numa mistura de storytelling, melodia e emoção, coube fazer as honras da casa. Sentado ao piano, com uma caixinha que nunca desvendou o que continha, mas que desde logo “aguçou” a curiosidade do público, foi-nos embalando com as suas melodias, intercaladas com algum humor e interação com quem o ouvia.

Estava assim “preparada” a entrada para o protagonista da noite, Benjamin Sainte-Clementine - nascido nos subúrbios de Londres, “renascido” em Paris – e, para muitos daqueles que o ouvem, um falso tímido, que, em palco, voa como uma águia-real. Ao aparecer em palco com uma veste branca e descalço, Benjamim, que na realidade mede 1,93m, cresceu ainda mais, levitou e contagiou o público com uma leveza, energia e intensidade que nos transportou para outra dimensão. 


Tal como tinha acontecido nos outros concertos, também no Coliseu Benjamin fez uma viagem pelo seu repertório, alternando entre músicas do álbum de estreia At Least For Now, que lhe valeu o Mercury Prize, e as músicas do seu segundo álbum I Tell A Fly, amplamente aclamado pela crítica, e que o levou a ser considerado pela americana National Public Radio (NPR) como "um George Orwell musical do nosso tempo".

O alinhamento inicia-se com "Winston Churchill's Boy" em que Benjamim percorre o palco rodopiando à volta do piano e do quinteto de cordas. Seguiu-se "God Save the Jungle", que está intimamente ligado à ‘selva’ de Calais (concentração de refugiados) e "One Awkward Fish".  "Condolence" seria a quarta música da setlist. Este foi talvez um dos momentos épicos da noite. O tempo parou, o Coliseu cantou em coro com Benjamim, repetidamente, a seu pedido: “I´m sending my condolance to fear; I’m sending my condolance to insecurity”. Inesperadamente, e algo raro também, o público levanta-se para o aplaudir, ovação que normalmente só acontece no final do concerto e quando se pede ou espera um encore.  

Benjamim continuou com "London", "Cornerstone", "Nemesis", "Gone", "Adios", músicas que o público ouviu num silêncio arrepiante, mas não menos emocionante. A voz de Benjamim, as teclas que ia dedilhando, a sonoridade dos violinos, do violoncelo e do contrabaixo encarregaram-se de lhes dar intensidade e uma envolvência enigmática.O concerto terminou com "Farewell Sonata", a pedido de um público que o chamava aos gritos e aplausos ininterruptos. As suas palavras, o seu piano e, acima de tudo e no centro de tudo, a sua voz… 

Até na despedida Benjamim Clementine soube diferenciar-se: em vez de um “Obrigado” ouviu-se ““Vou ter saudades”!

Nós também, Benjamim. 

Redação: Armandina Heleno
Fotografia: Sérgio Aires

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terça-feira, 18 de junho de 2019

Chelsea Wolfe anuncia novo disco, Birth of Violence


Chelsea Wolfe está de regresso aos discos longa-duração com Birth of Violence aquele que virá a ser o seu sétimo disco de carreira e que chega dois anos após Hiss Spun (2017, Sargent House). Juntamente com o anúncio deste novo trabalho a artista avançou também com o primeiro tema de avanço, "The Mother Road", um dos temas que inclui as  habituais atmosferas folk e a voz doce de Chelsea Wolfe, intercaladas com pequenas linhas de violinos e uma produção exímia circular.

Birth of Violence, o disco que chega às lojas em setembro, foi gravado no estúdio de Chelsea Wolfe, na Califórnia. Segundo a press-release este álbum retrata um processo de auto-conhecimento da artista, tendo em consideração os últimos anos movimentados e bastante ricos em concertos pelo mundo. O primeiro tema de avanço pode escutar-se ali abaixo.


Birth of Violence tem data de lançamento prevista para 13 de setembro pelo selo Sargent House. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Birth of Violence Tracklist:

01. The Mother Road 
02. American Darkness 
03. Birth of Violence 
04. Deranged for Rock & Roll 
05. Be All Things 
06. Erde 
07. When Anger Turns to Honey 
08. Dirt Universe 
09. Little Grave 
10. Preface to a Dream Play 
11. Highway 
12. The Storm

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STREAM: GINA ÉTÉ - Oak Tree


A suíça GINA ÉTÉ apresenta uma peculiaridade bastante singular como artista: não só toca viola, piano e canta em quatro idiomas, mas também ousa abordar os assuntos políticos atuais no palco, onde a sua música pop decadente deixa inerte uma tristeza solitária. Em fevereiro a artista deu-nos a primeira amostra deste novo trabalho curta-duração, Oak Tree, através do desafiante tema "Mauern", tendo regressado dois meses mais tarde com a balada nostálgica "Im Rhy".

Em Oak Tree EP, GINA ÉTÉ apresenta-nos seis músicas quentes, honestas e incomuns, cantadas em línguas diferentes, além de remix para o tema "Windmill" com assinatura de John Vanderslice. Um EP de post-pop onde cada faixa abre um novo mundo, desenhado nas suas próprias cores e tons. A voz íntima de Gina - que se torna altamente hipnotizante em temas como "Appart Vide" -, os arranjos ansiosos da banda que a acompanha e o som característico da gravação analógica criam uma música altamente cativante, harmónica e ritmicamente elaborada.

Oak Tree foi editado no passado dia 14 de junho pelo selo alemão Lauter Musik. Podem comprar o disco aqui e ouvi-lo ali abaixo.


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Damage de Kill Shelter é editado em vinil pela Manic Depression


Após o sucesso de vendas do CD na Unknown Pleasures Records, Damage, o disco de estreia de Kill Shelter vai finalmente receber uma edição adequada em vinil pelo selo francês Manic Depression Records. O álbum, que apresenta uma série de talentos underground especificamente escolhidos e convidados por Pete Burns - o mentor do projeto - já se encontra disponível para compra no site da Manic Depression ou aqui

Do certame de artistas convidados para esta edição incluem-se Hante. (FR), Buzz Kull (AUS), Delphine Coma (US), Antipole (NOR), undertheskin (PL), Killjoi (US), The Shyness of Strangers (CA), Pedro Code (Iamtheshadow - PT), Nate Jespersen (ultrviolence - CA), New Haunts (UK) e Bragolin (NL). O álbum foi masterizado por Eric Van Wonterghem nos estúdios Prodam-Berlin, na Alemanha.

Damage foi editado em vinil no passado dia 11 de junho pelo selo Manic Depression Records.Se ainda não ouviram o disco, podem fazê-lo ali abaixo.


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SKÁLD fecham o cartaz do EXTRAMURALHAS 2019


Os franceses SKÁLD são o último nome a juntar-se ao cartaz do Extramuralhas 2019, que este ano volta a acontecer fora das muralhas do Castelo de Leiria, numa versão encurtada a 14 nomes onde sete destes concertos terão acesso gratuito. Os SKÁLD estreiam-se assim em Portugal onde tocam no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, a 29 de agosto, num concerto onde a folk pagã se fará escutar bem alto. 

A Leiria o coletivo fundado pelo compositor e produtor Christophe Voisin-Boisvinet, traz na bagagem o único disco de carreira editado até à data, Vikings Chant (2019). Inspirados pelo universo da cultura escandinava antiga e da mitologia nórdica, os SKÁD prometem oferecer-nos em Leiria uma ambiência sonora que inclui cantos quase-xamânicos, narrativas épicas, ritmos tribais, melodias encantatórias, coros poderosos, e compassos que nos podem levar a estados de transe.



Os SKÁLD  juntam-se assim aos já confirmados ACTORSASHRAM, Henric de la CourLight AsylumSiglo XXTest Dept , The Lust Syndicate, Les Fragments de la NuitShe Wants RevengeTRAITRSBlack Nail CabaretMETA MEAT e WULFBAND. O cartaz do Extramuralhas encontra-se fechado e a programação completa pode consultar-se abaixo. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

29 AGOSTO: 

17h00 - ASHRAM - Mosteiro da Batalha [acesso grátis] 
21h30 - SKÁLD - Teatro José Lúcio da Silva 
00h00 - ACTORS - Stereogun 

30 AGOSTO: 

17h00 - LES FRAGMENTS DE LA NUIT - Museu de Leiria [acesso grátis] 
20h30 - TEST DEPT + SIGLO XX - Teatro José Lúcio da Silva 
23h30 - HENRIC DE LA COUR - Jardim Luís de Camões [acesso grátis] 
00h30 - LIGHT ASYLUM - Jardim Luís de Camões [acesso grátis] 
01h30 - THE LUST SYNDICATE - Stereogun 

31 AGOSTO: 

18h00 - META MEAT - Museu de Leiria [acesso grátis] 
21h00 - SHE WANTS REVENGE - Teatro José Lúcio da Silva 
23h00 - BLACK NAIL CABARET - Jardim Luís de Camões [acesso grátis] 
00h00 - WULFBAND - Jardim Luís de Camões [acesso grátis] 
01h30 - TRAITRS - Stereogun

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