quinta-feira, 11 de julho de 2019

Ciclo Julho é de Jazz arranca hoje no gnration

©Ana Carvalho dos Santos
   
O Ciclo Julho é de Jazz, que todos os anos leva nomes de referência do jazz moderno ao gnration, arranca já hoje com o primeiro de três dias de luxo. A quinta edição do ciclo decorre de 11 a 13 de julho e conta com nomes estabelecidos do jazz moderno como Jim Black ou Peter Evans, mas também novas promessas do género como a britânica Nubya Garcia e o português Mário Costa.

É precisamente com o último que a iniciativa arranca. Consagrado pela crítica internacional como uma das principais referências da bateria no jazz europeu, Mário Costa conta mais de 400 concertos realizados enquanto baterista de artistas portugueses como António Zambujo e Ana Moura, integrando em simultâneo diversas formações de jazz nacionais como o Ensemble Super Moderne, Hugo Carvalhais Nebulosa e Gileno Santana Metamorphosis. É ainda membro do supergrupo europeu Emile Parisien – Sfumato, com quem editou dois disco. Oxy Patina é o primeiro disco de Mário Csta em nome próprio enquanto compositor, e afirma-se como um dos mais admiráveis de 2018. Para o concerto no gnration o baterista estará acompanhadopor Benoît Delbecq, no piano, e Bruno Chevillon, que ocupará o lugar de Marc Ducret, músico original do disco.

O segundo dia é dedicado a Nubya Garcia, nome maior do novo jazz britânico que tem no radialista Gilles Peterson o seu maior embaixador. O disco de estreia, Nubya’s 5ive, lançado em 2017 pela Jazz re:freshed, tornou-se num objeto discográfico de culto, e o legado da saxofonista continua a crescer com um corpo de trabalho cada vez mais composto. When We Are é o mais recente trabalho de Nubya, um EP lançado em edição em nome próprio que apresenta duas composições inéditas e duas remisturas desses mesmos temas. Para além da sua carreira a solo, Nubya integra o premiado septeto Nérija e ainda o ensemble liderado pelo baterista Jake Long, Maisha. Antes, Nubya passa pelo Musicbox, em Lisboa, regressando à capital em setembro para mais uma edição do festival Nova Batida.

O trabalho de Jim Black concentrou-se ao longo de mais de uma década nos AlasNoAxis, mas o percurso altamente colaborativo do americano juntou-o a notáveis como Dave Douglas, Nels Cline ( guitarrista dos Wilco com quem integra o trio BB&C) ou o português Carlos Bica (no precioso trio Azul). Bunky Swirl é a mais recente colaboração entre o baterista e o austríaco Elias Stemeseder, que o acompanhará na última noite do ciclo. Para esta digressão, o duo convida o virtuoso trompetista e mestre do improviso Peter Evans, que marcou presença na última edição do ciclo Julho é de Jazz com o seu trio Pulverize The Sound. Jim Black dará também uma masterclass, onde se debruçará sobre a improvisação livre e composição na bateria.


Os concertos decorrem no pátio do gnration. Para além dos bilhetes individuais para cada concerto, que possuem o custo de 9 euros, o gnration disponibiliza ainda um passe geral que permite assistir a todos os concertos por apenas 25 euros. Ainda disponíveis estão os passes-gerais a preço de pré-venda (limitado a 50 passes gerais) por apenas 20 euros.





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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Jenny Hval anuncia novo álbum, The Practice of Love



Jenny Hval anunciou novo álbum. The Practice of Love é o nome da mais recente aventura da cantora e compositora norueguesa, que partilha o título do drama de 1985 da artista austríaca Valie Export. O sucessor do fabuloso Blood Bitch, de 2016, e do mais recente EP The Long Sleep, de 2018, chega dia 13 de setembro via Sacred Bones e aprofunda a relação da artista com a música pop. Vivian Wang, Laura Jean Englert e Félicia Atkinson compõem o elenco luxuoso de colaboradores que auxiliam Hval na procura pela alteridade, e na forma como esta pode expressar amor, intimidade, empatia e desejo.  

“Ashes to Ashes” é o primeiro avanço de The Practice of Love e podem encontrá-lo em baixo, juntamente com a capa e respetiva tracklist do disco.





The Practice of Love

01. Lions (feat. Vivian Wang) 
02. High Alice 
03. Accident (feat. Laura Jean) 
04. The Practice of Love (feat. Laura Jean & Vivian Wang) 
05. Ashes To Ashes 
06. Thumbsucker (feat. Félicia Atkinson & Laura Jean) 
07. Six Red Cannas (feat. Vivian Wang, Félicia Atkinson & Laura Jean) 
08. Ordinary (feat. Vivian Wang & Félicia Atkinson)

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Walking In The Opposite Direction, In2TheSound: Na direção certa rumo ao coração de Adrian Borland


Os The Sound foram para muitos uma referência da música indie post-punk que surgiu no Reino Unido na década de 80, o clássico disco From The Lions Mouth cimenta bem aquilo que foi (e, é) a música dos The Sound, e falar de The Sound é falar de Adrian Borland. Walking In The Opposite Direction é inteiramente dedicado a Adrian Borland, e falar de ascensão e queda não é de maneira nenhuma um resumo apropriado, mas é assim um pouco este o retrato a que assistimos no Estúdio Time Out, decorado com as sombras dos espectadores sentados em modo compenetrado assistindo ao documentário da curta mas prolífera vida do cantor dos The Sound

A seguir, assistimos a um concerto dos In2TheSound, que com graça e agilidade tomaram de assalto o espaçoso palco da sala, composta de um público venerador e suficiente para celebrar as quase vinte canções que Mike Dudley, o baterista original dos The Sound e restantes músicos liderados pela presença de Carlo Van Putten com a sua voz a planar pela mesma oitava de Adrian Borland, com magníficas interpretações de canções como "Barrea Alta”, “Winter", "Winning”, "New Dark Age”, e claro "I Can't Escape Myself” (de entre muitas outras), ainda assim, a perfilharem os diamantes desta performance, numa actuação entusiasmada e entusiasmante para um público adorador dos The Sound


E a audiência esteve à altura do que se esperava, participou a viva voz quando lhe era chegada a vez de entoar refrões dos sucessos mais conhecidos dos The Sound, e respondeu em coro com fortes aplausos e sorrisos transversais em toda a plateia face à escolha do alinhamento interpretado por estes músicos. O claro clima de amizade e cumplicidade entre eles que partilham outras aventuras de estúdio com os seus projectos em comum, estiveram unidos neste palco pelo amor e respeito pela música dos The Sound, transpareceram neste evento com os olhares cúmplices trocados entre JoJo Brandt (guitarra), Carsten Lienke (baixo), Stefan Bornhorst (teclados), a adornarem a voz capaz em certas canções épicas de emoção de Carlo Van Putten e a bateria fortemente marcada de Mike Dudley

E fizeram dois encores e terminaram quase tão depressa como pontualmente começaram (o tempo voa nos bons concertos), e despediram-se com o poderoso “Heartland”. E pouco mais há a dizer  nestas ocasiões, numa noite tão original e fora do vulgar e onde se fez uma viagem ao passado. Nostálgica, é certo, com uma clara vontade de trazer à vida em palco estas canções únicas e tão singulares -, um alinhamento perfeito. Foi assim uma noite inesquecível para os fans dos The Sound, e uma genuína celebração da vida de Adrian Borland que certamente estará a sorrir no céu reservado aos músicos com alma.



Texto: Lucinda Sebastião
Fotografia: Virgílio Santos

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Os bracarenses Mão Morta apresentam novo álbum no Porto e em Lisboa


No Fim Era o Frio é o novo álbum dos bracarenses Mão Morta, a ser lançado dia 27 de setembro de 2019 pela editora independente Rastilho Records. Para o comemorar, a banda apresenta-se dia 28 de Setembro no Hard Club (Porto) e dia 11 de Outubro no LAV (Lisboa).

O disco No Fim Era o Frio apresenta-se como uma narrativa distópica onde conceitos como aquecimento global ou subida das águas do mar servem de ponto de partida e cenário para um questionar e decompor de diferentes paradigmas do quotidiano. São paradigmas que nos rodeiam e com os quais nos relacionamos e que todos os dias replicamos – criando com eles uma familiaridade tal que nos impede, muitas vezes, de deles tomar verdadeira consciência –, desviados para um outro enquadramento onde a familiaridade ganha a estranheza que permite a sua percepção.

Mas esta é uma percepção demencial, num horizonte ficcional que nunca sabemos se é real ou delirante e onde as composições criadas com os padrões deslocalizados da sua primitiva função dão novas vidas e leituras ao frio cosmológico e à solidão humana, aqui ecos de uma mesma inadaptação existencial e vazio afectivo.

Ao vivo, na apresentação do disco, os Mão Morta recriam a distopia, dando espaço para o palco funcionar como terreiro dessa demanda de calor humano, um terreiro devastado pelo fim da civilização e pelo níveo alvor de um novo recomeço, sem outro programa para além do mantra hipnótico tecido pela música.

No Fim Era o Frio também será apresentado no Cineteatro Louletano (Loulé), a 31 de outubro e a 9 de novembro chega a terras internacionais com um concerto no Kulturfabrik na Cidade do Luxemburgo. Os bilhetes para os concertos já estão disponíveis, incluindo versões acompanhadas com digipack ou com vinyl.



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Marcos Valle e Orquestra de Jazz de Espinho juntos no penúltimo fim-de-semana do FIME



Está a chegar ao fim mais uma edição do FIME - Festival Internacional de Música de Espinho, que este ano se prolonga ao longo de quatro semanas onde a música erudita convive com os caminhos do jazz e da música popular brasileira. O violinista David Grimal, o pianista Andreas Staier e o lendário Krono Quartet são alguns dos nomes que agitaram a cidade de Espinho ao longo das últimas semanas, com concertos de Andreas Schaerer e Avishai Cohen marcados para os próximos dias.

Para o penúltimo fim-de-semana, o FIME reserva um dos grandes acontecimentos da programação. Marcos Valle, nome fundamental do cancioneiro brasileiro, junta-se à Orquestra de Jazz de Espinho para um concerto único onde serão recriados temas antigos com novos arranjos feitos à medida. Esta será também uma oportunidade para conhecer algum do novo material que o cantor, compositor, instrumentista e produtor natural do Rio de Janeiro tem vindo a produzir ao longo da presente década, com o mais recente disco Sempre - a sua mais recente aventura pelos discos de longa-duração - fresquinho na bagagem. 

Do disco de estreia de 1963 ao material essencial da década de 1970 - Garra (1971) e Previsão do Tempo (1973)  são hoje discos de culto - passando pelos mais conhecidos Vontade de Rever Você (1981) ou o homónimo de 1983, onde podemos encontrar o seu maior hit, “Estrela”, a carreira de Marcos Valle foi sempre pautada pelo seu espírito eclético e incansável, equilibrando tradição e vanguardismo em igual medida. Sempre, editado em junho último pela Far Out Recordings, junta alegria e intervencionismo num disco bem condimentado que explora o lado mais pop do artista, influenciado pelos ritmos do funk, da soul e da disco.

Depois de um concerto no B. Leza, em Lisboa, no ano transacto, onde foi acompanhado pelo cúmplice trio jazz Azymuth, e de uma atuação a solo nos Estúdios Time Out no passado dia 5 de julho, Marcos Valle toca agora em Espinho para um concerto que terá o mar como pano de fundo, realizado na Praça da histórica Piscina Solário Atlântico

A entrada é gratuita.




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terça-feira, 9 de julho de 2019

Já é conhecido o cartaz completo do ZigurFest 2019


De 21 a 24 de Agosto, a cidade de Lamego volta a pertencer ao ZigurFest. Durante quatro dias, Lamego parte à descobertade uma tradição que já pertence a esta cidade. 

Olhemos então para a cidade como um palco de grandes dimensões: onde a imersão se quer total, onde há tempo para os concertos serem vistos, onde todos são cabeças de cartaz, mas acima de tudo é um local onde nos sentimos em família para celebrar ininterruptamente. Com a cidade como um vasto centro nevrálgico, são abertos novos caminhos que se estendem ao Museu de Lamego, Rua da Olaria e ao Parque Isidoro Guedes. Também serão revisitados velhos conhecidos como o Auditório do Teatro Ribeiro Conceição, mas também haverá espaço a que outros lugares possam brilhar. Por isso, este ano também haverá concertos no interior do Castelo de Lamego, perpetuando as lógicas de preservação e redescoberta do património erigido e de abraçar as rotinas diárias da cidade.

É por aqui que vão passar alguns dos melhores representantes da música feita em 2019: Filipe Sambado & Os Acompanhantes De Luxo, Glockenwise, Chinaskee, Krake + Adolfo Luxúria Canibal, Odete, Jasmim, Violeta Azevedo, Minus & Mrdolly, Algumacena, Mynda Guevara, Luís Vicente + João Valinho, Terebentina, Dada Garbeck, Ivy, Djumbai Djazz, Stasya, Zentex, Afta 3000, Conferência Inferno, 3I30, Menino Da Mãe + Raphael Soares, Tiago E Os Tintos e Daniel Catarino Trio.

E, porque todos os anos aumenta a vontade de deixar uma marca capaz de extravasar a efemeridade física dos concertos, regressa também a ZONA – Residências Artísticas de Lamego. Uma semana de estudos que se desdobra em dois: nas artes plásticas e visuais, e na videoarte. Tudo isto se traduz numa exposição alinhada com os valores do festival: desafiante, urgente e que nos faça questionar. Por fim, a dica que toda a gente vai querer saber ao final da noite: este ano dança-se a sério. De 21 a 23 de Agosto, encontramos abrigo em afterparties para continuar o baile e pegar fogo à pista e ao corpo todas as noites até às 06h00.

Aos romeiros que nos procuram de longe, terão no Parque de Campismo do ZigurFest, fornecido mais uma vez pelo Município de Lamego, um espaço gratuito, soalheiro e instalado numa zona verde da cidade, pronto para receber quem viaja para descobrir a cidade e a música mais entusiasmante do ano. A capacidade do Parque é limitada e é necessária a inscrição em www.zigurfest.com. 

Até lá, ponham-se a caminho. O festival é grátis e nós já estamos a contar os dias.


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segunda-feira, 8 de julho de 2019

William Tyler em Portugal em novembro



William Tyler está de regresso a Portugal com 3 datas no início de novembro. Espinho, Portalegre e Lisboa são as cidades escolhidas para acolher o regresso do guitarrista ameriano a terras lusas. 

Nascido no Tennessee, William Tyler colaborou com notáveis do cancioneiro americano como Lambchop, Wooden Wand, Silver Jews ou Bonnie "Prince" Billy. A solo, o guitarrista conta com uma carreira sólida, com oito discos de originais e ainda uma parceria com Ben Chasny (Six Organs of Admittance). Na sua música podemos encontrar a história do country e da americana, mas também apontamentos de psicadelismo e pop sonhadora com ruído q.b.. 

Goes West é a mais recente aventura do americano. O disco, que volta receber o selo da Merge Records (por onde edita desde 2016), dá o mote para a mini-digressão de Tyler em Portugal, dias 8, 9 e 10 no Auditório de Espinho, Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre e Teatro Bocage (Lisboa), respetivamente.

Os bilhetes para os concertos já se encontram disponíveis e possuem o custo de 8€ em Espinho, 4€ em Portalegre e 12€ em Lisboa.







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domingo, 7 de julho de 2019

Jessica Pratt em Portugal em outubro



É um dos mais admiráveis nomes da nova folk americana e apresenta-se novamente em Portugal em outubro. Jessica Pratt, cantora-compositora californiana, regressa a Lisboa para apresentar o seu terceiro disco de originais, Quiet Signs, com um concerto no Musicbox, dia 29 de outubro. 

On Your Own Love, o segundo disco de Pratt e o primeiro pela essencial Drag City (casa-mãe para Bill Callahan, Bonnie "Prince" Billy ou Silver Jews), foi apresentado em Portugal no ano da sua edição, em 2015, com duas datas distribuídas entre Braga e Lisboa. 

Quiet Signs, editado em fevereiro último, recebeu novamente o selo da editora norte-americana e traz um conjunto conciso de nove canções tão simples quanto devastadoras. Aqui podemos encontar folk bucólica e tranquilizante, mas também fragmentos de bossanova, psicadelismo e arranjos da mais refinada qualidade. 

Os bilhetes para o concerto já se encontram disponíveis e possuem o custo único de 17€.


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