sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Disco de estreia dos WINGTIPS é editado este mês


Os WINGTIPS são a nova aposta da Artoffact Records nos campos da synthwave e gothpop. O projeto, que começou em versão solo em 2014, com Vincent Segretario a assumir a identidade criativa por trás das composições, tornou-se numa dupla com o lançamento do EP Greyarea (2016, Feeltrip Records) e Hannah Avalon a contribuir no processo criativo e não apenas como membro ao vivo. Com um som indubitavelmente ligado às estéticas exploradas nos anos 80 os WINGTIPS lançam este mês o primeiro disco de carreira, Exposure Thrapy - uma mistura refrescante de synthpop, darkwave e goth e ritmos para irradiar a pista de dança.

Prova disso foi o primeiro tema de avanço "Deaf Pursuit" - a englobar ainda uma estética nas tonalidades do EBM e industrial - onde se destacam fortemente os arranjos de guitarras a fazer lembrar The Cure no disco Desintegration. Ainda na promoção do novo Exposure Therapy, surge o mais recente tema "The Eye That Follows Suit", a englobar as ondas da dream pop com ritmos pegajosos e que pode escutar-se na íntegra, abaixo.


Exposure Therapy tem data de lançamento prevista para 23 de agosto pelo selo Artoffact Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Exposure Therapy Tracklist:

01. Eintrot 
02. Deaf Pursuit 
03. Accidental Effigies 
04. After The Storm 
05. The Eye That Follows Suit 
06. Sentinel 
07. Here And Now 
08. Ghosted 
09. Relativity 
10. Innocent Blood

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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Larissa Conforto exalta a resiliência feminina em "Mulher", primeira música de ÀIYÉ


Larissa Conforto é uma compositora brasileira que já trabalhou com Chico Buarque e Gilberto Gil, e fixou residência em Lisboa no mês de maio.

Depois de anos como baterista na banda Ventre, com a qual realizou o último concerto do grupo no palco do Lollapalooza no ano passado, a brasileira Larissa Conforto reinventou-se no seu novo projeto, ÀIYÉ, experimentando novos caminhos sonoros e artísticos. A artista lançou uma nova versão de "Mulher", música lançada pela Ventre no disco homónimo do trio, em 2015. O vídeo faz parte do projeto Tudo Que Se Pode Ouvir, da produtora carioca Umanoid. Um arranjo intimista, eletrónico, sensível e emotivo faz a letra soar ainda mais sincera - e as intervenções em spoken word celebram a resiliência e a pluralidade feminina.

Há dois anos atrás, Larissa herdou 47 baralhos de tarot da sua avó. Inspirada pelo 13º arcano, que representa a morte e o renascimento, criou o atual capítulo de ÀIYÉ como um veículo de experimentação com canções, melodias e ritmos. Em novembro do ano passado, ÀIYÉ veio ao mundo em forma de residência artística no Centro da Terra, em São Paulo, explorando as fases da lua sob o prisma do 18º arcano. Em iorubá, a palavra significa “terra”. Hoje, transforma-se ao mesmo tempo em pesquisa artística, instalação visual e experimentação sonora. Nas palavras da própria artista: “ÀIYÉ não é um produto final. É um processo”.

A setlist que será apresentado na tour europeia é formado por canções inéditas, compostas por Larissa entre as performances e experiências realizadas no processo criativo e espiritual vivido por ela, chamado ÀIYÉ. Essas faixas estão a ser finalizadas pela artista em parceria com Diego Poloni. Em dupla estão a construir o que será o primeiro trabalho em estúdio do projeto, com lançamento previsto ainda para esse ano através do selo Balaclava Records.

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EXTRAMURALHAS 2019: A menos de um mês para cobrir Leiria de negro


O ano passado foi assim: uma Leiria dividida entre o público que aderiu vestir-se a rigor para abraçar a primeira vez que o festival gótico se instaurava a 100% na cidade - deixando o Castelo - e o público mais curioso que veio principalmente para assistir aos concertos gratuitos espalhados entre o Museu de Leiria e Jardim Luís de Camões. Este ano vai ser diferente, embora claro, com espaços de atuação semelhantes e mais novidades. 29, 30 e 31 de agosto, os últimos três dias de um dos meses mais queridos do ano, são estas as datas que elevam em Leiria o festival mais underground e alternativo do verão.

A primeira edição "a sério" fora das muralhas foi diferente da última que nos fez subir até ao topo da cidade, em 2017, mas ainda assim soube sublinhar algo que todos já sabemos: que a Fade In é uma das promotoras mais rigorosas e profissionais que temos no nosso país. Há coisas que não dão para explicar e a ginástica que esta entidade sem fins lucrativos tem feito para enriquecer a cultura de Leiria e manter viva uma cena ainda tão desconhecida pelo grande público é de louvar. É por isso que, mesmo com o Castelo em obras, o festival gótico nunca deixou de ser bem planeado e executado. Até mesmo no ano passado quando assistimos à mudança drástica do ambiente acolhedor e ao ar livre propiciado pelo encargo de património histórico do Castelo, para palcos que concebiam experiências indoor e outdoor. Mesmo sem a beleza das muralhas o festival nunca perdeu a sua essência. E ainda bem.


SHORTPARIS - EXTRAMURALHAS 2018

Quase dez anos depois da estreia, em 2010, o EXTRAMURALHAS regressa para a 10ª edição com o cartaz que abraça uma mão cheia de nomes de culto e emergentes nas estéticas musicais que incorporam desde EBM, post-punk, darkwave, minimal-wave, industrial, neoclássico, synthpop e ainda uma performance viking! Num cartaz que contempla um total de 14 nomes internacionais - entre os quais se destacam She Wants Revenge, Siglo XX, Test Dept e SKÁLD - são nove os nomes que se estreiam em território nacional em Leiria, no último fim-de-semana de agosto.


Com a descida à baixa leiriense o festival gótico deixa de estar isolado num ponto e passa a integrar-se em sociedade. As novidades chegam para quem nunca teve acesso ao festival outrora: os concertos gratuitos (com destaque para os que estão agendados no palco Jardim Luís de Camões, disponíveis a todos os transeuntes). Assim, este ano, ao invés de seis passam a ser sete as performances cujo acesso é grátis, espalhadas entre os mesmos palcos que as albergaram o ano passado - Jardim Luís de Camões e Museu de Leiria - mas com um novo elemento na equipa: o Mosteiro da Batalha. Esta é sem dúvida a grande novidade na edição deste ano. Depois da descida à cidade, o festival gótico viaja agora até à Batalha pela primeira vez na sua vida, onde terá início. 

E se há regras que vale a pena transgredir a Fade In deixou-o bem claro e em dose dupla quando anunciou o concerto na Batalha: não só o festival se desloca em ato único para fora da cidade de Leiria como a bela e inspiradora música dos italianos ASHRAM voltará a tocar no festival gótico, nove anos depois da primeira edição onde marcaram presença, também na abertura de festival. Para quem acompanha este evento desde a primeira edição, como ENTREMURALHAS, uma regra que se tornou inerente com os anos foi o facto de não se repetirem bandas, mas, se pararmos para pensar, esta transgressão de regras justifica algo maior: o facto dos ASHRAM terem aberto a primeira edição da história do festival gótico português e regressarem para abrir a décima, mas no local mais gótico de Portugal: o Mosteiro da Batalha


Sempre a surpreender esta Fade In. E é por isso mesmo que depois de chorarmos um bocadinho no Mosteiro da Batalha, seguimos rumo até ao Teatro José Lúcio da Silva que alberga os nomes maiores do festival, para levar com espetáculos que são assim do outro mundo (pelo menos se tivermos em conta as experiências do ano passado). O Teatro José Lúcio da Silva é a reencarnação do palco Corpo mas com muito mais tecnologia e um nível de conforto acima daquele que o Castelo de Leiria poderia propiciar. Os lugares são sentados, mas toda a gente sabe que há concertos que proporcionam um certo clima e que mostram, mais uma vez, que há regras que vale a pena transgredir. Aconteceu o ano passado com Heilung, deverá repetir-se este ano com os vikings SKÁLD, muito provavelmente com Test Dept e Siglo XX e com certeza no concerto de She Wants Revenge


Os concertos gratuitos do EXTRAMURALHAS 2019 acolhem como principais atrações no segundo dia de festival Light Asylum e Henric de la Cour, que tocam no palco Jardim Luís de Camões - e cujos concertos, poderosos, prometem iluminar de negro até as almas mais puras - e ainda o coletivo Les Fragments de la Nuit, que tocam no Museu de Leiria, onde assegurarão um concerto que deixará em lágrimas as almas mais sensíveis à música clássica. Já no terceiro dia, o Jardim Luís de Camões recebe a EBM dos WULFBAND e a synthpop dos Black Nail Cabaret, em dois concertos que certamente captarão a atenção de quem não está habituado a desafios fora da zona de conforto. No terceiro dia e ainda em grande destaque está a performance dos META MEAT, no Museu de Leiria, que promete gravar uma boa experiência na memória do público.


Para fechar os ânimos da noite e esbater as últimas calorias do corpo, os últimos concertos de cada dia do EXTRAMURALHAS decorrem na Stereogun, uma excelente sala para conviver com as bandas mais emergentes que passam pelo festival, após os concertos terem fim e se ter instaurado a pista de dança. Os concertos na Stereogun não são grátis, mas há um pack que os torna assim bastante apelativos, que é o bilhete combinado, disponível por 25€ e que permite o acesso às after-parties e aos concertos de ACTORS, a 29 de agosto; The Lust Syndicate, a 30 de agosto; e TRAITRS, a 31 de agosto (Podem adquirir aqui).



Todas as informações adicionais relativas ao EXTRAMURALHAS 2019 podem encontrar-se no site da Fade In (aqui), a promotora responsável pelo festival. Se quiserem saber mais sobre a edição do ano passado podem aproveitar para ler a nossa reportagem, aqui.


Ambiente


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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Creation Is Perfect é o primeiro álbum dos Minimal Compact em 30 anos

© Philippe Levy

Os israelitas Minimal Compact formaram-se em 1980 e no período em que estiveram ativos (1980 - 1988) estabeleceram em grande escala o seu pelo panorama europeu, na altura da explosão do post-punk e essencialmente com a edição de Weapons (1984) e do álbum mais comercial, Raging Souls (1985). Em 1988 separar-se-iam para um período conturbado que contou com várias reuniões em 1991, 2003, 2008, 2012, 2016 e agora, em 2019, onde se preparam para lançar o primeiro álbum em cerca de trinta anos de carreira, Creation Is Perfect, um álbum com novas versões dos hits da banda, além de um single inédito.

O anúncio do novo trabalho foi dado esta segunda-feira (29 de junho) pela própria banda através de uma publicação no Facebook oficial. Na realização de Creation Is Perfect colaborou o produtor e amigo Colin Newman (Wire), para regravar as músicas exclusivas da banda. Além do anúncio do disco foi também divulgada a nova versão do tema "Statik Dancin'" que pode escutar-se abaixo.


Creation Is Perfect tem data de lançamento prevista para 25 de outubro em vinil e CD pelo próprio selo da banda Minimal Compact. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Creation Is Perfect Tracklist:

01 - Statik Dancin’ 
02 - Take Me Away 
03 - Nada 
04 - Raging Souls 
05 - Not Knowing 
06 - My Will 
07 - The Well 
08 - Holy Roar (new track)

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Começa amanhã o L'Agosto


L'Agosto, o festival de verão de Guimarães arranca amanhã (quinta-feira) no Museu Alberto Sampaio, com a entrada do mês de agosto ao ativo, e prolonga-se até sábado, dia 3 de agosto com três noites inseridas num cartaz que contempla não só os grandes nomes da música nacional, mas também nomes de renome internacional. No total, são nove os concertos, divididos pelos três primeiros dias do mês de agosto, que prometem agitar a cidade onde nasceu Portugal.

Nos principais destaques da edição de 2019 encontra-se a atuação dos britânicos TOY que regressam ao país na apresentação do mais recente disco de estúdio Happy in the Hollow (2019); o concerto dos também ingleses The KVB que têm conquistado os corações dos portugueses, e que a Guimarães farão ecoar Only Now Forever (2018) bem alto; a performance de The Field, músico e produtor sueco, e um dos nomes mais aclamados pela crítica e público dentro do espectro da música eletrónica alternativa e, ainda, a estreia em Portugal dos The Psychotic Monks, conjunto de rock pujante, a fazer lembrar o pós-grunge com toda a essência do punk.


A nível nacional os nomes foram bem escolhidos e destacam-se as performances de Allen Halloween, Scúru Fitchádu e Jibóia - a apresentar sonoridades frescas da world music e do hip-hip cru -, que acontecem no primeiro dia de festival e ainda Sensible Soccers - a apresentar Aurora (2019) - e B Fachada que dão início às festividades do último dia de festival.


Os bilhetes diários podem der adquiridos na bilheteira online e têm um custo de 15€. O passe geral do evento custa apenas 25€. Podem comprar aqui.

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Le Cabanon Records anuncia Albe series com LP de Horla


A editora francesa Le Cabanon Records anunciou esta semana o lançamento da Albe series, uma coleção de LP's a serem editados nos próximos tempos de história da label que apareceu no mercado em 2013. A Albe series tem início em agosto com o lançamento do disco de estreia de Horla, - o projeto a solo do compositor Clovis Lemée (codiretor da label) - Fantômes, que alberga um exercício experimental e explorativo nos campos da música eletrónica. Além do novo lançamento de Horla está também prevista a edição do novo disco de Nebulo, prevista para o final do ano.

Fantômes, a primeira edição da Albe series, chega cinco anos depois do EP de estreia de Horla, Orogenèse (2014, Le Cabanon Records) e dois depois do EP Two-Way Switch (2017), que lançou através do projeto paralelo de ambient-dub com influências de "cold" jazz, Isthmèr, onde colabora com Pierre Relaño. Com o lançamento de Fantômes, Horla pretende marcar um ponto de viragem composicional com a sua pesquisa que aborda tempo, ritmo, harmonia e cor, além de estabelecer a base para uma música que se expressa por si mesma. Deste disco de estreia já se podem ouvir "Jumbo score" e "Haschich jazz".


Fantômes tem data de lançamento previsto para 23 de agosto, em formato vinil e digital, pelo selo Le Cabanon Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Fantômes Tracklist:

01. Opium quartet 
02. Bois-Pierre 
03. Jumbo score 
04. Haschich jazz 
05. The coconut fall 
06. Qui sont ces fantômes 
07. Palissandre spleen 
08. Veillée pour les morts 
09. Frame-Océan

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Novos nomes anunciados para o WOS Festival x SON Estrella Galicia 2019


Foram hoje anunciados mais oito nomes a juntar-se ao alinhamento da sexta edição do festival galego WOS Festival x SON Estrella Galicia. Organizado pela promotora WORK ON SUNDAY o festival que explora as vertentes da música eletrónica e avant-garde contemporânea regressa este ano a Santiago Compostela entre os dias 11 e 15 de setembro. A edição de 2019 é focada no diálogo entre diferentes disciplinas, arte contemporânea e criatividade digital, além de programas paralelos de cinema e palestras que estão marcadas em diferentes espaços, num bairro histórico declarado Património da Humanidade.

Depois da primeira vaga de nomes a incluir a presença de atos como Gazelle TwinDrew McDowall (Coil) ou Mary Lattimore, a organização avançou esta quarta-feira (31 de julho) com mais oito nomes, onde se incluem a dupla norueguesa Deaf Center - que apresentará o terceiro disco de estúdio Low Distance (2019); o projeto a solo da espanhola Elektrógena a apresentar o lado mais legro da eletrónica; a música concreta e industrial de Helm & -Tatsuya Fujimoto; LAFAWNDAH que na Galiza apresentará o seu álbum de estreia, Ancestor Boy (2019); os ritmos dançantes dos Nihiloxica que começam a crescer a passos largos, os ingleses PLAID - que encabeçam esta segunda vaga de confirmações; a pesquisa sonora do músico, cientista da computação, programador e professor baseado em Tóquio, Renick Bell; e, para fechar o novo projeto do músico experimental de Xoán-Xil López - Xiselr.


O WOS Festival x SON Estrella Galicia foi considerado o ano passado o melhor festival Europeu em cenário Indoor no European Festival Awards. Para já encontram-se disponíveis o passe geral para os cinco dias (pelo preço de 50€) e o passe especial para o fim-de-semana (13-15 de setembro) pelo preço de 40€. As informações adicionais e os bilhetes podem ser adquiridos aqui.

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Falta uma semana para o Vagos Metal Fest


O Vagos Metal Fest está quase quase aí. O festival de metal (e seus derivados), produzido pela Amazing Events desde 2016 (vai para a sua 4ª edição) apresenta, este ano, uma mão cheia de boas razões para se dirigir à Quinta do Ega, de 8 a 11 de agosto.

Comecemos pelo mais importante - o cartaz: estão confirmadas mais de 30 bandas (25 internacionais, 13 nacionais), entre as quais são destaque os noruegueses Satyricon, os norte-americanos Six Feet Under (banda fundada em 1993 que finalmente se estreia em Portugal), os finlandeses Stratovarius e os suecos Candlemass. Mas estes não são os únicos concertos imperdíveis desta edição: Alestorm, Death Angel, Watain, Napalm Death e Jinjer também prometem convencer a comunidade metaleira a alinhar numa romaria de milhares à vila de Vagos. Podem consultar os horários por dias aqui.

O recinto também terá muitas novidades: um "beer garden" (promovido pela Cerveja Nortada) onde será possível provar as melhores cervejas artesanais produzidas em Portugal e o rio Bôco - que estará pela 1ª vez aberto para mergulhos e atividades náuticas, como Kayak e Paddel Surf gratuitamente - são as principais sugestões da organização. Para as centenas de campistas que ficarão alojados no recinto, será colocada uma tenda de apoio com mini-mercado para compras de última hora e pontos de electricidade para carregamento de telefones. No street market do festival será possível comprar merch e CDs, bem como fazer uma tatuagem. Todas estas novidades e mais algumas podem ser consultadas aqui.

Após os números alcançados em 2018 (17.000 espectadores no recinto) e mantendo o crescimento gradual do festival que se tem vindo a sentir, a organização conta superar a marca alcançada, contribuindo ainda para a dinamização económica do município - também em 2018, o Vagos Metal Fest trouxe um retorno económico próximo de 1.000.000,00€. Os bilhetes diários e passes de 4 dias para o Vagos Metal Fest 2019 já se encontram disponíveis em bol.pt e locais habituais.




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terça-feira, 30 de julho de 2019

Kelsey Lu e Bad Gyal entre as novas confirmações do Jameson Urban Routes



As sessões do Jameson Urban Routes estão de regresso ao Cais do Sodré. A organização do evento, que volta a ter o Musicbox como palco de eleição, anunciou hoje mais 3 sessões, com Kelsey Lu, Bad Gyal, Karol Conka e Chong Kwong entre os novos atos confirmados.

A protagonizar a segunda sessão do festival, dia 24 de outubro, estará a cantora-compositora e violoncelista norte-americana Kelsey Lu, que depois de uma poderosa mas discreta atuação no festival NOS Primavera Sound, em 2017, regressa ao país para apresentar o seu primeiro disco de longa-duração. Blood, editado pela Columbia Records em abril último, recebeu co-produção de SkrillexJamie xx e Adrian Younge, e destaca-se pelo arrojo e requinte com que a americana se atira aos terrenos híbridos da pop mais artística.


Alba Farelo é Bad Gyal, voz maior de uma nova onda trap que avassala as ruas da Catalunha. Depois de atingir mediatismo internacional com "Pai", uma adaptação em catalão de "Work", de Rihanna, Bad Gyal armou-se de um batalhão estelar de produtores para a construção de duas das mais incendiárias mixtapes dos últimos três anos. Slow Wine, de 2016, e o mais recente Worldwide Angel, de 2018, receberam produção de El Guincho, Jam City e Dubble Dutch, e afirmaram a catalã como embaixadora do neoperreo, uma nova vertente do reggaeton. A atuação no Jameson Urban Routes, dia 25 de outubro, marcará a sua estreia na capital portuguesa.

Karol Conka e Chong Kwong partilham a a sessão de dia 26. A primeira é Karoline dos Santos Oliveira, rapper, cantora e compositora brasileira que é também atriz, modelo e produtora. Ambulante é o mais recente álbum da natural de Curitiba, e sucede o excelente disco de estreia de 2013, Batuk Freak. Chong Kwong é o projecto a solo de Vanessa Pires, rapper que integrou a formação da La Dupla entre 2003 e 2011 e que deu término a um silêncio artístico de oito anos com o single homónimo de apresentação “Chong Kwong”.


Já anunciados para a 13ª edição do Jameson Urban Routes estavam  Bruno Pernadas e Moullinex, que a convite do festival irão interpretar Plantasia,  obra essencial do músico e compositor canadiano Mort Garson, os brasileiros Carne Doce, o coletivo sem-fronteiras Altin Gün e o cantor-compositor português Bruno de Seda.

O James Urban Routes realiza-se de 22 a 26 de outubro. O preço dos bilhetes varia entre os 12 e os 15 euros e já se encontram disponíveis em bol.pt e locais habituais. 

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Angel Olsen, Carne Doce e Karol Conka entre as novidades para a rentrée da Lovers & Lollypops


Já há data para o regresso de Angel Olsen a Portugal. Em janeiro de 2020, a norte-americana passa por Lisboa e Porto para dois concertos que servem para apresentar All Mirrors, o terceiro disco de originais. O sucessor de My Woman tem edição marcada para outubro deste ano e, de acordo com a autora, explora a capacidade de cada um para fazer as pazes com os seus pensamentos e lados mais obscuros. Os concertos em Portugal acontecem a 23 e 24 de Janeiro, no Capitólio (via ZDB) e no Hard Club, respectivamente. Os bilhetes estarão à venda a partir desta esta sexta-feira. 

São uma das mais importantes bandas a sair da safra de novos criadores de Goiana no Brasil. Fundados em 2013 pelo casal Salma Jô e Macloys, a quem se juntaram João Victor Santana e Aderson Maia, os Carne Doce têm construído em seu torno a reputação de serem uma das mais explosivas e sensuais bandas a tocar ao vivo, hoje, no Brasil. Com Tônus, o terceiro disco de originais, solidificaram o lugar de destaque na cena autoral do país, adensando ainda mais a sua viagem pela intimidade, a vulnerabilidade humana e os jogos de poder. Estreiam-se em solo nacional com uma tour de concertos que passa por Coimbra, a 22 de Outubro, Lisboa, a 23 de Outubro, e Porto, a 24 de Outubro.

É já inegável o contributo que a música brasileira tem dado ao questionamento das identidades nos últimos anos. De Letrux a Linn da Quebrada, de Liniker a Maria Beraldo, há um filão de novos artistas que, dentro e fora do seu país, questionam a negritude, a pobreza, a identidade sexual e a heteronormatividade, transformando a música que fazem em intervenção e luta. É neste universo de música revolução que encontramos Karol Conka, mulher, negra, mãe, rapper. A Portugal traz Ambulante, o terceiro disco de estúdio, onde voltamos a encontrar a militância, frontalidade, conforto e superação que fazem dela uma das mais interessante vozes a defender e exaltar o lugar da mulher na sociedade. Toca em Portugal em Outubro: Lisboa a 26 (Jameson Urban Routes no Musicbox) e Porto a 27 (Hard Club). 

A rentrée da Lovers & Lollypops traz ainda a segunda edição 2019 do Taina Fest, a ter lugar no CCOP no Porto a 15 de Setembro, e as novas edições de Sereias (País a Arder), Angélica Salvi (Phantone), Black Bombaim & João Pais Filipe (Dragonflies with Birds and Snake) e Krypto (EYE18).



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Há uma nova editora a tomar de assalto o underground português: a whitewater


Foi mais ou menos no final de 2018 que as primeiras cavalgadas da whitewater começaram a encontrar caminho no formato DIY. A editora, que é também um coletivo de artistas, focaliza-se entre as principais cidades do país (Porto e Lisboa) e define-se como "um projeto em desenvolvimento" que explora os mais diversos quadrantes da música eletrónica. Tudo começou em dezembro quando várias mentes criativas se uniram para partilhar músicas com uma vasta gama de abrangências sonoras, onde a intimidade passa a desempenhar um papel crucial. Assim, foram selecionados um total de seis novos projetos emergentes no panorama, numa compilação preenchida por oito temas e que assinala o nascimento da editora, White, Water, World, Wide.

White, Water, World, Wide é uma compilação altamente melancólica e com o trago intimista que foi pensado para lhe dar origem. Iniciada por "Driving Home I", tema original do projeto Valestine, facilmente entramos num mundo de meditação e num clima de uma pureza celestial. Em "Judith Holds Her Sword In a Manner that Denounces Her True Intentions", de Leisure Exports, começa a haver um crescendo mais intenso de emoções que culmina numa finalização noisy e extremamente experimental. SLF colabora com "untitled", tema breve com foco na vibração que é procedido por "Pruney Skin" de Safety Lacrosse, um dos nomes que certamente irão ouvir falar no futuro. A parafernália rítmica e barulhenta das maquinarias instrumentais é novamente abordada no tema colaborativo entre Valestine & Leisure Exports, "Shibari Resort, Rope Length, Aftercare", que é seguida por mais um breve e calmo tema, "Diamond & Portuguese Bowline Knots" de Lustier Exposer. Mais noise e reverberação em "As Teeth Collide", original de Esau e, já com o fim anunciado, Valestine volta a mostrar o seu trabalho no dreamy "Driving Home II".



Tudo isto lançado à socapa na página do Bandcamp da label, mas ainda sem uma comunicação de alcance ao grande público. Deprimidos com o resultado (quem sabe?), a 1 de março de 2019 a editora lança o primeiro EP de carreira de Valestine - Faces Of Depression. O disco, conceptual, apresenta um som desenhado com base na estética do filme educacional The Faces Of Depression: A Phenomenological Approach To The Depression Syndrome (1959), que, segundo a Universidade Simon Fraser, "recorre a entrevistas não ensaiadas com pacientes para obter uma amostra representativa de casos de depressão e ajudar o médico a reconhecer sintomas depressivos". Este é um trabalho que claramente leva o ouvinte a viajar no tempo, não só pelos samples utilizados, mas essencialmente pela construção sonora que os acompanha, que acarreta uma certa tonalidade retro-futurista.



Quatro meses depois, a 25 de julho de 2019, a whitewater lança a segunda compilação que conta não só com os artistas do roster inicial, mas também com novas caras. Voltamos a começar novamente com Valestine e o seu "WW Airlines" que convida o ouvinte a entrar num voo ao mundo sonoro dos dispositivos eletrónicos e analógicos. Leisure Exports regressa com um tema mais focado na música techno com "A Young Japanese Pilot Approaches His Own Death", que abre espaço para Safety Lacrosse brilhar com "Airplane Hallway Passerelle", uma malha embebida em distorção e com um ritmo altamente aditivo. As experimentações rítmicas mais noisy podem encontrar-se em "Mile High Club" de Caligula e "Only Angels Have Red Wings" de Horst Knab. Outros dois temas que se destacam nesta coletânea são "Notable Events" de Weather & Sports - a explorar os campos da synth e dreamwave - e ainda SLF com o seu "Airport Crash Tender", um experimento sonoro ao qual é impossível ficar indiferente. Ainda no campo do techno e subgéneros, Esau apresenta "In-Flight Entertainment (Our Friendship Is Meant to Last)" e Russian Standards sai-se com "Сталкер Небес (Sky Stalker)". A encerrar a compilação encontra-se o tema colaborativo entre Leisure Exports e Safety Lacrosse, "WW996 HK-SF 01:28 PDT, Business Class, Interaction with Air Hostess", a deixar as expectativas altas para trabalhos futuros.




Sem formalismos planeados, a whitewater está assim a começar a marcar terreno e os mais melómanos da música eletrónica têm aqui uma editora para manter a vista em cima. Além disso estão com uns preços muito simpáticos nas edições digitais que têm disponíveis no Bandcamp oficial, por isso, porque não comprar? 

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Fotogaleria: Rodellus 2019 - Dia 3


Nos passados dia 18, 19 e 20 de julho a freguesia de Ruílhe, em Braga recebeu a quinta edição do aclamado festival em pequena escala, o Rodellus Music Fest. Foram três dias de experiências incríveis e ilustres aos quais nós consguimos ainda marcar presença já a 20 de julho, o terceiro dia que marcava a despedida do festival.

Embora sem vos podermos contar como precederam os primeiros dias de folia bracarense, imprimimos agora o resultado dos cliques que foram dados por lá no dia do adeus. Por Ruílhe passaram a 20 de julho nomes como Brutus, Candy Diaz, Paraguaii, QUADRA, GoBabyGo, entre outros. A foto-reportagem do último dia do evento agora pode consultar-se abaixo.


Fotografias: Ana Carvalho dos Santos

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