sábado, 24 de agosto de 2019

Baldaya Vintage Fest: 13, 14 e 15 de setembro - concertos, exposições, carros e motas


Lisboa é a cidade que está actualmente no coração da Europa no que toca a eventos, não só de música, mas de tudo o que a Cultura tem asas para abraçar. No entanto, apesar desta cidade ter vivido nos finais dos anos 70 e anos 80 em volta de uma grande cultura do rock, é como se este tivesse desaparecido das headlines. Contudo, esta cidade vibra ao som do rock’n’roll em pequenos espaços ditos alternativos, mas bem movimentados, e nem sempre devidamente noticiados e divulgados nas agendas culturais e media.

A vontade de fazer com que o rock saia para a cidade e para o coração da mesma, ouvir o puro som dos blues, vibrar ao som de acordes de uma música rockabilly, corresponder aos desejos de músicos e amantes deste culto, e trazer esta cultura a todas as pessoas, dita a criação deste festival.

Surgiu assim o Baldaya Vintage Fest, da parceria entre o projecto The Voodoo Club e Twice Twice Baby, com o apoio da Junta de Freguesia de Benfica e do Palácio Baldaya. Esta co-produção parte de motivações comuns: o gosto pelo rock’n’roll, a paixão pelos carros e motas clássicos, e pela subcultura vintage.

O Baldaya Vintage Fest vai decorrer nos dias 13, 14 e 15 de setembro, no palácio Baldaya, Benfica e a entrada é livre.  Vão ser 3 dias cheios de rockabilly, surf rock, blues, pinups, DJs, carros e motos clássicos, exposição de fotografia, tattoos, vintage lifestyle, mercado vintage e muito mais. 

Podem contar com as atuações de Lucky Duckies, Little Orange, Os Cardosos, The Jagwires, T. Perry and the Bombers e A.J. The Rockin’ Trio, assim como um DJ set a cargo de The Voodoo Club. A exposição de fotografia de Carlos Morais Silva inaugura o Baldaya Vintage Fest a 13 de setembro. 

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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Ka Baird regressa a Portugal em Outubro



A música, compositora e performer norte-americana Ka Baird anunciou o seu regresso regresso a Portugal. Pela primeira vez em nome próprio, depois de uma última atuação no nosso país como opening act da tour de Josephine Foster, o projeto de Kathleen Baird atua no Musicbox, em Lisboa, para apresentar os temas que irão integrar o seu próximo álbum, Respires.  

Fundadora do atual duo de improvisação norte-americano Spires That In The Sunset Rise, Baird notabilizou-se rapidamente como uma das forças vitais da exploração sem formas da América do início da presente década, tendo vindo a atuar em salas como o Museum of Contemporary Art (Chicago), o MoMA PS1 ou o festival holandês Le Guess Who?.

A solo, a americana já editou três discos. Respires é a mais recente expressão de Baird pelos terrenos mais cacofónicos da música dita experimental, e apesar de ainda não ter data prevista de lançamento, sabe-se já contará com o selo da respeitada editora americana RVNG intl..

Ao vivo, Ka Baird distingue-se pela multiplicidade de instrumentos, ritmos e bases sonoras utilizadas, num misto entre o eletricónico e o acústico.

Os bilhetes para o concerto, que acontece dia 28 de outubro na sala lisboeta, possuem o custo único de 10 euros e podem ser adquiridos em bol.pt.


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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Vodafone Paredes de Coura - 14 de agosto: O recital dos The National após a festa disco dos Parcels


Com um dos cartazes mais impressionantes dos últimos anos, o Vodafone Paredes de Coura regressou para mais uma edição nos dias 14 a 17 de agosto. O recinto abriu após as habituais festividades na vila, onde artistas como NO!ON, Salto e The Parkinsons atuaram ao longo de quatro dias. Com a abertura do recinto chegou também uma grande enchente na zona de campismo e a as performances no palco Jazz na Relva, perto do rio, que contou com concertos e as sessões de leitura Vozes da Escrita. No primeiro dia do festival os concertos ocorreram maioritariamente no palco principal, com o palco secundário a abrir apenas para o After Hours.

Chegámos ao recinto a tempo de assistir ao concerto de Julia Jacklin, cantautora australiana que lançou este ano o seu segundo álbum, Crushing. Com uma sonoridade indie folk e uma setlist a incidir principalmente no seu novo disco, a autora de “Pressure to Party” e “Don't Know How to Keep Loving You” deu um típico concerto calmo de final de tarde. Entusiasmou alguns fãs acérrimos presentes nas filas mais próximas do palco e foi a primeira de muitos artistas que ficaram impressionados com o recinto e a quantidade de pessoas presentes, mas deu um concerto banal que não conseguiu captar toda a atenção de grande parte do público.


Os brasileiros Boogarins foram os próximos a subir ao palco. Após o concerto anterior, as variações de intensidade em cada música, as texturas sonoras, os riffs e as performances instrumentais mais apuradas foram refrescantes. A setlist passou por toda a carreira da banda e tanto se ouviram canções do novo álbum, Sombrou Dúvida, entre as quais “Passeio” e a faixa título, como também as mais icónicas de As Plantas que Curam, “Doce” e “Lucifernandis”. Disseram que foi o maior concerto que tocaram e a sua performance esteve à altura do desafio. Já mereciam um grande palco pelos concertos que deram no nosso país nos últimos anos e aproveitaram-no para conquistar novos fãs enquanto deliciavam quem já os conhecia.


Uma das maiores surpresas do festival foi o concerto dos Parcels. A sua sonoridade disco inspirada em bandas como Chic trouxe muita energia e boa disposição ao público, que dançou continuamente numa alegre viagem aos anos 70. Podem não ser originais e explorar apenas um tipo de som, mas os Parcels sabem o que fazem e fazem-no de forma perfeccionista. A mistura dos instrumentos estava especialmente boa, as luzes impecáveis, os músicos bem dispostos e com um grande à vontade ao longo de uma performance extremamente competente. Com guitarradas à Nile Rodgers (e solos muito bem incorporados), harmonias vocais à Bee Gees e melodias memoráveis, a banda passou por músicas como “Lightenup”, “Tieduprightnow” e “Bemyself”, esta com um arranjo diferente da versão em estúdio,  de forma fluída. O público retribuiu com muito entusiasmo e transformou o anfiteatro natural numa pista de dança. Num momento engraçado introduziram uma música com ruído de um rádio, sintonizando diferentes estações. Durante alguns segundos ouviu-se “Encosta-te a Mim” de Jorge Palma, o que levou a algumas gargalhadas e fez parte do público cantar a letra da canção.

A banda mais esperada do dia foi a que fechou o palco principal. Os The National já tocaram inúmeras vezes em Portugal, mas tanto a banda como os fãs se têm mostrado sempre recetivos a mais concertos. Com um novo álbum na bagagem, intitulado I Am Easy to Find, o grupo americano apresentou músicas novas e antigas no melhor e maior espetáculo da noite.


“Don’t Swallow the Cap”, “Bloodbuzz Ohio” (com um som de guitarra espetacular), "The System Only Dreams in Total Darkness" e "Fake Empire" foram alguns dos destaques numa setlist focada nos últimos álbuns da banda. As novas músicas não foram tão bem recebidas como os clássicos mais conhecidos e constituíram, no geral, os momentos menos cativantes do concerto. “Mr. November” também desiludiu, tendo faltado algum poder e agressividade na voz. Em contrapartida, “Rylan”, uma das melhores canções do novo disco, foi uma boa adição ao alinhamento. As versões das músicas que se ouviram contaram com mais distorção do que o habitual, sendo criadas verdadeiras paredes de som que piscavam o olho ao shoegaze. Os acordes e riffs foram mais difíceis de identificar e não deve ter sido um concerto muito acessível a quem não conhecia as canções tocadas.

Matt Berninger interagiu com o público, recebeu um cartaz com um desenho, assinou um vinil, foi às grades durante “Graceless” e referiu a primeira passagem da banda pelo festival, em 2005. A atuação foi finalizada, como tinha que ser, com "Vanderlyle Crybaby Geeks". Ouviram-se as guitarras acústicas e o público cantou a letra em coro num momento emocionante.

Entretanto, no palco secundário, começava a festa dos congoleses KOKOKO!, Com os seus instrumentos peculiares, feitos com lixo encontrado na rua, a banda apresentou uma estética muito própria que passa pelo dance-punk e o electro. Canções contagiantes e divertidas, como “Azo Toke” e “Buka Dansa”, fizeram o público dançar ritmos africanos impacientes e empolgantes. O concerto marcou o final da noite para alguns e o início do after party para outros. A festa continuou com Nuno Lopes, que fechou a noite com o seu DJ set anual.


Texto: Rui Santos
Fotografia: Hugo Lima

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Big Thief apresentam novo disco no Porto e em Lisboa



Os Big Thief estão de regresso a Portugal. Depois de uma última atuação no festival NOS Primavera Sound, em junho, a banda de Adrianne Lenker e Buck Meek volta ao nosso país para os primeiros concertos em nome próprio. 

O anúncio vem no seguimento do novo disco do quarteto americano, que se prepara para lançar o segundo disco do ano no próximo mês de outubro. Two Hands, assim se chama o quarto disco de originais dos Big Thief, sucede o aclamado U.FO.F, lançado no passado mês de maio e que viu a banda juntar-se, pela primeira vez, ao catálogo da conceituada editora britânica 4AD. Descrito como "o gémeo da Terra" de U.F.O.F, o disco foi gravado inteiramente ao vivo nos terrenos áridos de El Paso, Texas, e contém as músicas que Lenker, guitarrista e vocalista da banda, mais se orgulha de ter escrito. "Not" é o seu primeiro avanço e podem escutá-lo mais em baixo.

Os concertos em Portugal acontecem em fevereiro, dias 17 e 18 no LAV, em Lisboa, e no Hard Club, no Porto, respetivamente. O preço para ambos os concertos possui o custo único de 20 euros, e os bilhetes podem ser adquiridos em bol.pt.




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Cass McCombs regressa a Portugal em Novembro


Já há datas para a apresentação nacional de Tip of the Spheres, o mais recente disco de Cass McCombs, editado mundialmente em Fevereiro deste ano. O californiano passa pelo Porto a 7 de Novembro, no auditório do CCOP, pela mão da Lovers & Lollypops, e a 8 no gnration em Braga. Os bilhetes já podem ser adquiridos na bilheteira online e locais habituais.

Considerado um dos mais fascinantes cantautores da sua geração, Cass McCombs tem conquistado, disco após disco, um lugar especial na crítica da especialidade. Com Mangy Love, editado em 2016, foi nomeado como o maior cantautor do seu tempo pelo New York Times, trilhou a lista de melhores do ano da Pitchfork e a tabela de melhor música do Washington Post. Com Tip of The Spheres experimenta-se num novo formato de gravação, mais curto e conciso, adicionando um sentido de urgência e uma solidez às onze canções que o compõem. Aqui, o rock é mais fervoroso, as baladas ainda mais bonitas e as explorações mais confiantes, num desenho sónico que destaca as influências jazz e latinas na sua composição e que continua a rejeitar definições fáceis. Um disco que aprofunda o caminho que McCombs tem vindo a percorrer no cruzamento entre a palavra e a música e que apresenta um novo conjunto de histórias sobre a vida do homem comum. Produzido por Sam Owens (Sam Evian), Tip of the Sphere conta com a participação da banda de suporte que o acompanha: Dan Horne, Otto Hauser e Frank LoCrasto, entre diversas presenças especiais.

Os bilhetes já estão à venda e têm o preço de 15 € para ambas as datas, sendo que no CCOP o preço passa para 20 € no dia do concerto.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Em Setembro, o Estaleiro leva música a Esposende



Há um novo festival em Esposende. O Estaleiro, evento que promete levar música a Esposende, acontece nas instalações do Estaleiro Naval da cidade e conta com a presença de Eric Copeland,  músico americano que integrou, em tempos, a formação dos seminais Black Dice, grupo que, juntamente com os Wolf Eyes, Lightning Bolt ou Ponytail abalaram de forma indelével o circuito alternativo da América de início do século XXI. A solo, Copeland assina uma sólida carreira, explorando os limites da música eletrónica ao longo de mais de uma dezena de lançamentos. Trogg Modal Vol. 2 é o seu mais recente disco, editado em março último pela DFA Records, e sucede o primeiro volume do disco com o mesmo nome, também lançado pelo selo de James Murphy no ano transacto.

O cartaz do evento, que se realiza ao longo de uma única noite, conta ainda com um cardápio luxuoso de intérpretes portugueses, como é o caso do lendário Allen Halloween, ao qual se junta o humor atípico dos nortenhos Conjunto Corona, o impetuoso supergrupo portuense Sereias, os Iguanas de Lourenço Crespo e Leonardo Bindilatti e a dupla Ohxalá para as horas mais tardias.

Os bilhetes para a primeira edição do Estaleiro, dia 28 de setembro, encontram-se disponíveis em breve e em pré-venda ao preço de 10 euros.

O Estaleiro é uma co-produção do NICE - Núcleo de Intervenção Cultural de Esposende e d’A Macho Alfa - Associação Cultural, de Barcelos, com o apoio da Câmara Municipal de Esposende e da Associação Fórum Esposendense.


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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Common, Jay Electronica e Just Blaze na 4ª edição do Festival Iminente



O Festival Iminente está de regresso a Lisboa, e o alinhamento para quarta edição do evento curado por Vhils e pela plataforma Underdogs já é conhecido. Depois de ter passado pelo Rio de Janeiro, Xangai e Londres, o festival volta ao Panorâmico de Monsanto para quatro dias de música, arte e conversas, tudo com vista priveligiada. O evento acontece entre 19 e 22 de setembro.

A matriz urgente e refrescante que carateriza o Iminente mantém-se intacta, e o foco volta a centrar-se na música urbana e nas suas diversas variantes. A estreia nacional do rapper norte-americano Common é um dos grandes destaques desta edição, que este ano leva mais de 100 artistas a Lisboa. Ao autor de Be juntam-se os conterrâneos Jay Electronica e o  parceiro Just Blaze, conhecido pelas suas produções para Jay-Z na era The Blueprint. Para além dos americanos, o Iminente conta ainda com a presença das brasileiras Linn da Quebrada e Badsista, dos cabo-verdeanos Bulimundo e Mayra Andrade, do teclista sírio Rizan Said e dos portugueses Dealema, Pedro Mafama, David Bruno, Odete, Fado Bicha, Shaka Lion, DJ Marfox, entre tantos outros.

Os ingressos para o festival, que este ano disponibiliza apenas bilhetes diários, possuem o custo de 15 euros por dia, e estão disponíveis nos locais habituais a partir do dia 2 de setembro.



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La Zowi e Ms Nina no Theatro Circo em outubro



Em outubro, o Theatro Circo, em Braga, é palco para duas das mais importantes caras da nova música urbana. A cantora e MC catalã La Zowi e a artista multidiscplinar argentina Ms Nina juntam-se para uma noite partilhada na histórica sala bracarense no dia 31 de outubro.  

La Zowi é uma das porta-vozes da nova cena trap catalã, que vê na conterrânea Bad Gyal o seu maior impulsionador. Mas se a última se apoiou numa frota estelar de produtores (Jam City ou El Guincho são apenas alguns dos exemplos), La Zowie juntou esforços com um dos mais emergentes coletivos a sair da catalunha. Falamos da sua relação com a Fractal Fantasy, coletivo pluridiscplinar que serve como plataforma para a promoção de alguma da mais entusiasmante produção contemporânea, e que tem em Sinjin Hawke e Zora Jones os seus cabecilhas. É com a última, aliás, que a catalã ladeia uma cúmplice relação, tendo colaborado com a produtora austríaca em temas essenciais como “Obra de Arte” ou a portentosa “Money Hoe”.   

MS Nina é natural da Argentina, vive atualmente em Espanha e tem vindo a destacar-se como uma das novas faces do neoperreo, subgénero da música reggaeton. A sua carreira é curta, mas a cantora atingiu rapidamente falatório a nível global, escalando para os lugares cimeiros do Spotify a poucos dias do lançamento dos seus temas. Perreando por fuera, llorando por dentro é a mais recente mixtape da argentina, um compêndio curto mas intenso em eletrónicas lascivas, com um discurso contundente que fala sobre sexo e empoderamento feminino.  

Os bilhetes para o espetáculo já se encontram disponíveis e variam entre os 6€ (para detentores do Cartão Quadrilátero) e os 12€. 


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