sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

O Manipulador tem novo tema, "Coward"

Foto: Carina Martins

O Manipulador, projeto one-band man de Manuel Molarinho (Baleia Baleia Baleia), regressa no início do próximo ano aos discos com Doppler, o seu novo trabalho de estúdio longa-duração que vem dar sucessão a LOP (split com Daily Misconceptions) e que viu apresentado ontem o seu segundo tema de avanço "Coward". 

O álbum sai no próximo dia 7 de janeiro e marca também o nascimento de uma nova editora, de nome Saliva Diva. Este e outro tema já lançado, de nome "if you ruled the world", já podem ser ouvidos no seu bandcamp.

Também já existem datas de apresentação de Doppler: 15 de janeiro no Maus Hábitos (Porto), 17 de janeiro no Sabotage (Lisboa) e 18 de janeiro no Avenida Café-Concerto (Aveiro).

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STREAM: Twin Tribes - Ceremony


Os Twin Tribes estão de regresso aos longa-duração de estúdio com Ceremony, o segundo disco de carreira que chega dois anos depois do bastante aclamado disco de estreia Shadows (2017). Focado em temas como o amor, perda ou dor - que influenciaram eventos pessoais na história da dupla - Ceremony é um convite aberto a viajar no tempo e espaço entre as sonoridade em voga dos anos 80 e o revivalismo da darkwave, post-punk e coldwave sem nunca deixar de lado as máquina de ritmo e os sintetizadores fervorosos prontos para nos fazer dançar.

Ao longa de dez temas - dos quais já tinham anteriormente sido mostrados os temas "Heart & Feather", "The River" e "Fantasmas" - Luis Navarro (voz, guitarra, sintetizador, percussão) e Joel Niño, Jr. (baixo, sintetizador e voz) apresentam um disco coeso, intenso e extremamente pessoal onde as atmosferas obscuras vivem na decadência do existencialismo. Deste Ceremony, que pode ser reproduzido na íntegra abaixo, recomenda-se fortemente a audição da balada "Obsidian", a iminente "Upir" e o rítmico "Perdidos", além dos referidos temas de antecipação do disco.

Ceremony tem data de lançamento prevista para 13 de dezembro em formato CD pela francesa Manic Depression Records (podem comprar a vossa cópia aqui), vinil e CD pela Young & Cold Records (podem comprar aqui) e nos EUA pela Negative Grain.


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BÄRLIN lançam novo disco em março

© Florent Bibaut

Cinco anos depois de Emerald Sky (2015), o grupo criativo de improvisação/low-rock BÄRLIN está de volta com um novo disco, The Dust Of Our Dreams, que chega às prateleiras no próximo ano. O trio francês chegou ao nosso radar depois da sua performance tocante no festival gótico Entremuralhas 2017 e está de volta aos holofotes com novo tema, a balada homónima "The Dust of Our Dreams" que vem acompanhada por um trabalho audiovisual, disponível abaixo.

O universo musical dos BÄRLIN resulta em composições sonoras imersivas e fortemente emocionais. O entusiasmo poderoso e as vibrações melancólicas que Clément Barbier, Laurent Macaigne e Simon Thomy instilam ao lado das quebras de ritmo e o contraste entre a voz grave e aguda são absolutamente conquistadores. No novo vídeo para "The Dust of Our Dreams", podemos assistir a uma mistura entre cores quentes, estátuas, uma mulher e a sua viagem ao mundo característico dos BÄRLIN


The Dust Of Our Dreams tem data de lançamento prevista para 27 de março. O álbum será editado em CD e vinil e podem fazer pre-order aqui.

The Dust Of Our Dreams Tracklist:

01 - Pagan Rituals 
02 - The Dust Of Our Dreams 
03 - The Feast 
04 - Glasshouses
05 - Black Heart
06 - Emerald Sky
07 - Opium Fields

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

The Blank Tapes: A felicidade do rock descomprometido e eficaz, no Sabotage


Ouvi as melodias de Édith Piaf à saída do Cais do Sodré, de um corajoso a tocar acordeão em mais uma noite fria numa Lisboa de pouca gente. (Paris…!) - Sabotage.

Estava eu animada pela perspectiva de um concerto pontual, rápido, e em simultâneo, entusiasmante. Afinal, se estes músicos que acompanham Matt Adams, o cantor e multi-instrumentista que é na realidade esta banda, ou por outras palavras, os The Blank Tapes são então o seu bebé, o filho prodígio que já rendeu 13 álbuns, sendo que Look Into The Light  é o novo fruto de tanto trabalho na escrita das canções idealizadas numa guitarra acústica de uma Califórnia onde raramente chove e o sol brilha. 

Mas é o frio típico do Outono quase Inverno que nos recebe dentro da época nas ruas de Lisboa, e é já lá dentro no Sabotage, lentamente e sob as luzes vermelho-laranja, que vejo aos poucos a sala a compor-se (e bem) de espectadores, não em grande número é certo, mas assistimos ao espectáculo dentro e fora do palco de uma banda a desenrolar o seu historial, numa noite em que quem veio, aproveitou, dançou e ‘libertou-se' ao som destes californianos, com um anfitrião em palco, de  comunicativo que foi: Matt Adams, certamente ciente de que se este concerto fosse a um fim de semana teria pelo menos o dobro da assistência, ainda assim foi notável o número de pessoas que assistiu. 


A simpatia dos músicos que 'atacaram' as canções mais ligeiras no início, como “LA Baby” ou o mais sério “Pure Evil”, ou mesmo "Uh Oh”, cresceu ao verem a reação favorável da assistência, demonstrando naquele (pequeno) grande palco, ali (escondidos) do mainstream -, só para nós, umas poucas dezenas de pessoas que tinham escolhido comparecer - canções com refrões poderosos como “Magic Leaves”. Esqueci, esquecemos do compromisso com o despertador dali a algumas horas, imbuídos, levados pelo espirito da performance segura e descontraída deste grupo de músicos.

A intensidade do set apresentado foi crescendo e claro, o auge desta apresentação poderá ter ocorrido com “Look Into The Light”, com os solos de guitarra de Matt Adams, com a banda em completo estado de graça a imprimir ritmo ao final desenfreado numa explosão sónica, voltando depois à voz e acordes de Matt Adams para um final cheio de aplausos. Existe uma certa 'onda' Hippie quase flower power, um pouco característica de bandas como as de S. Francisco, por exemplo, a cidade que inspirou o flower power. Mas os The Blank Tapes não são um projecto do revivalismo do passado, é certo que não poderiam ser senão norte-americanos, e se é discutível que lá tenha sido o verdadeiro berço do rock n' roll, então certamente sabe-se que este som movido a guitarras, teclados e de uma secção rítmica minimal mas contundente, só certamente seria um produto 'americano' para soar genuíno como convém. Os The Blank Tapes deram um concerto que fez dançar e trouxeram de certo a felicidade que o rock descomprometido e eficaz pode trazer. 


Texto: Lucinda Sebastião

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O remix para "Böse Lügen" de Riki já se pode ouvir

©  Lovisa Drever

Esta é uma daquelas edições que já promete fazer mexer 2020 e não é para menos: Riki é o novo nome a incendiar as playlists da new-wave e synth-pop contemporâneas mundo fora. Depois do altamente aditivo "Napoleon", Riki apresentou esta quinta-feira (12 de dezembro) mais um dos temas integrados no disco de estreia homónimo, aguardado para fevereiro próximo, "Böse Lügen". O tema que já não é inédito, possui a versão original integrada no primeiro EP de carreira da artista Niff Nawor a solo, Hot City (2017). A nova versão é apresentada numa remistura com assinatura de Body e pode reproduzir-se abaixo.

O disco de estreia da artista que já fez parte do projeto Crimson Scarlet e esteve na vanguarda do deathrock / anarcho-punk da Califórnia marca uma nova pele face aos trabalhos passados. Dentro das linhas do que já pudemos ouvir em Hot City e, com o primeiro single de antecipação, "Napoleon", a ser repetido em loop por estes dias, espera-se uma edição vigorosa, abrasiva e absolutamente marcante. Fiquem então com o remix para "Böse Lügen" enquanto fevereiro não chega:


Riki tem data de lançamento previsto para 14 de fevereiro de 2020 em formato vinil pelo selo Dais Records. Podem fazer pre-order da vossa cópia aqui.

Riki Tracklist:

01. Strohmann 
02. Napoleon 
03. Böse Lügen (Body Mix) 
04. Know 
05. Earth Song 
06. Spirit Of Love 
07. Come Inside 
08. Monumental

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Ploho estreiam-se em Portugal na abertura para Motorama



Os russos Ploho vão fazer a sua estreia em Portugal na abertura dos concertos para Motorama a 16 de abril em Lisboa e 17 de abril no Porto. O trio fundado em 2013 que tem explorado uma sonoridade ao redor dos elementos monocromáticos da música post-punk e minimal-wave, ganhou maior destaque ao nível internacional em 2018 com a edição do longa-duração Куда птицы улетают умирать (Where the birds fly away to die) que os levou a serem reconhecidos nos Estados Unidos.

Tingidos pela nostalgia no corpo e voz, os Ploho produzem uma sonoridade contagiante que é enriquecida essencialmente pelos riffs sonhadores de guitarra, as camadas sintetizadas e uma aura geral altamente apelativa e imersiva. A Portugal os Ploho trazem na bagagem o mais recente disco de estúdio, Пыль (Pyl), editado em setembro deste ano e um concerto que promete fazer dançar até os Ploho pararem.


Os concertos dos Ploho + Motorama têm o carimbo da imparável promotora At The Rollercoaster e os bilhetes têm um custo de 15€ e podem ser adquiridos na BOL online, FNAC, CTT, Worten e El Corte Inglês. Todas as informações adicionais para o concerto em Lisboa encontram-se aqui e para o concerto no Porto, aqui.


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Isolated Youth têm nova malha, "Voodoo"


Dez meses após a edição do aclamado EP de estreia Warfare, os suecos Isolated Youth regressam aos holofotes da cena underground com novo tema, "Voodoo", que tem feito parte da setlist da banda nas últimas apresentações ao vivo. Já não é novidade para quem os acompanhou nas entusiasmantes performances que deram pelo nosso país em agosto passado, mas para os que não tiveram a sorte de a conhecer ao vivo podem aproveitar para o fazer através da versão em estúdio.

Os Isolated Youth estrearam-se este ano nas edições de estúdio e têm sido reconhecidos essencialmente pelo talento e maturidade que transparecem, apesar da sua tenra idade. A banda - que já se espera ser um dos grandes êxitos no cenário do post-punk da atualidade - apresenta um novo tema onde sobressai a voz doce de Axel e os ritmos existencialistas de Andreas, Egon e William. Aproveitem para ouvir o tema na íntegra abaixo.

"Voodoo" foi disponibilizado esta quinta-feira (12 de dezembro) nas plataformas digitais.



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Passatempo: Ganha bilhetes para o concerto especial de Gobi Bear no Hard Club


No próximo dia 22 de dezembro vai acontecer um concerto muito especial de Gobi Bear. Este concerto marca o final da tour que acompanhou o álbum Our Homes & Our Hearts, iniciada em finais de 2016 e espalhada por 4 países num total de 105 concertos e antecede o regresso ao estúdio de Diogo Alves Pinto, mentor do projecto, para se focar na edição do próximo trabalho discográfico. 

O concerto será no Hard Club vai contar com um conjunto de convidados muito especiais: Ana, André Júlio Turquesa, emmy Curl e Helena Silva (esta última responsável também pela primeira parte) estão já confirmados. Prevê-se, então, uma revisão de carreira, que abrangerá os vários discos do Urso.

Em parceria com a Planalto Records, estamos a oferecer 2 bilhetes para a este concerto. Se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo.

1. Seguir a Threshold Magazine no facebook.


2. Partilhar este passatempo no facebook em MODO PÚBLICO e identificar pelos menos 2 amigos.

Estamos a sortear dois bilhetes para o concerto de Gobi Bear, a decorrer no próximo dia 22 no Hard Club e que contará...
Publicado por Threshold Magazine em Quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

3. Preencher o seguinte formulário:



O passatempo termina no próximo dia 20 de dezembro às 20h00. Os bilhetes serão então sorteados de forma aleatória através da plataforma random.org. Boa sorte!

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Colectivo Casa Amarela e Combustão Lenta apresentam showcase coletivo em Coimbra

©Pedro Jafuno

A convite da Casa das Artes Bissaya Barreto, o Colectivo Casa Amarela e a editora Combustão Lenta Records, dois dos pilares da música exploratória nacional recente, apresentam-se pela primeira vez em Coimbra para uma noite conjunta. Aires, Sal Grosso e Peak Bleak compõem o certame desta matinée de fabrico nacional.

O primeiro é um dos fundadores do Coletivo Casa Amarela, projeto nascido na Madeira que se tem vindo a expandir cada vez mais para lá do arquipélago. Modernidade Líquida, o novo disco de Aires, recebe o nome da obra do sociólogo Bauman e debate a imprevisibilidade inerente a 2019.

Sal Grosso é o responsável pela Combustão Lenta Records e a sua atuação promete uma viagem dividida entre o seu registo anterior, Lets all just go wild and put our hands in the air a bit (2018), e o seu próximo lançamento, Love Is Fine

Da camaradagem entre os dois militantes nasceu Peak Bleak. Em novembro, a dupla estreou-se nas edições com o disco homónimo, composto por quatro composições de cerca de 10 minutos cada que cruzam as diferentes projeções do minimalismo e do drone.

Os concertos acontecem este sábado, dia 14 de dezembro pelas 18h00 e a entrada é livre.



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Moon Duo, Ziggy Alberts, Mão Morta, Sessa e muitos mais no arranque de 2020 no Theatro Circo


No ano em que o Theatro Circo comemora 105 anos de existência, a maior sala de espetáculos da cidade de Braga entra na segunda década de 2000 com um dos programas mais arrojados dos últimos anos. Para servir os primeiros aperitivos daquilo que se espera um dos anos mais fortes da sua programação, são hoje revelados os primeiros projetos que farão as delícias dos ouvidos do público. 

Comecemos pelo início. No dia 4 de janeiro, Manel Cruz apresentará o disco Vida Nova, depois de um hiato de sete anos. No dia 10 de janeiro, chega a Braga o projeto Distance, Light & Sky, formado por três nomes incontornáveis da música mundial, são eles: Chris Eckman. Chantal Acda e Eric Thielemans. O segundo álbum do projeto, Gold Coast, é editado pela Glitterhouse Records.

Patricia Barber, uma das pianistas e cantoras de jazz mais brilhantes de todos os tempos, atua no dia 1 fevereiro, pelas 21h30, para apresentar Higher, e no dia 8 de fevereiro, pelas 21h30, a banda do filme “Variações” junta Sérgio Praia (ator que interpreta o papel de António Variações no filme), aos músicos Duarte Cabaça, David Santos, Vasco Duarte e Armando Teixeira – produtor musical responsável pela banda sonora do filme. Capicua, mãe do hip-hop nacional apresenta Madrepérola, no dia 14 de fevereiro, pelas 21h30, e para fechar o mês há espetáculo único em estreia no país com os Grandfather’s House a revelar espetáculo rodeado de artistas como Selma Uamusse, Paulo Furtado, Cláudia Guerreiro, Emmy Curl e Pedro Oliveira, tudo isto, no dia 29 de fevereiro, pelas 21h30. 

Março é mês de embate sónico. No dia 12 de março, pelas 22h00, Moon Duo, o duo cósmico que junta Sanae Yamada e Ripley Johnson, trazem na mala psicadélica o recente Stars are the Light, enquanto que os Mão Morta, regressam ao Circo no dia 28 de março para apresentar o novo álbum No Fim era o Frio

No mês de abril Sessa, músico brasileiro fundador do mítico grupo Garotas Suecas e colaborador regular de Yonatan Gat, estreia-se a solo com o disco Grandeza, e chega a Braga no dia 9, pelas 22h30. 

Para arrancar o mês de maio, no dia 2 pelas 21h30, há noite dupla com Ziggy AlbertsChristopher Paul Stelling, o primeiro a mostrar Laps Around the Sun e o Segundo Best of Luck, album produzido por Ben HarperSalvador Sobral traz Paris, Lisboa a Braga no dia 23 de maio, pelas 21h30, com os músicos Júlio Resende, André Rosinha e Bruno Pedroso.

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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Chastity abre para os concertos de DIIV em Portugal



Os norte-americanos DIIV passam em março por Portugal para as duas primeiras datas em nome próprio no país. O Hard Club, no Porto, e o Lisboa ao Vivo são os locais escolhidos para acolher o regresso da banda de Zachary Cole Smith, que apresentará o terceiro e aguardado disco de estúdio, Deceiver, nos dias 19 e 20 de março. 

Brandon Williams, que atua sob o pseudónimo Chastity, é uma das novas apostas da editora americana Captured Tracks, e a banda escolhida para abrir os concertos dos DIIV na digressão europeia com passagem por Portugal. As contaminações da música emo e post-hardcore, assim como um profundo apreço pela música alternativa da década de 90 caraterizam o som do músico natural de Ontario, que traz ao palco o mais recente álbum Home Made Satan. Mais político e ponderado, o novo trabalho de Williams não descura a forte vertente melódica dos seus antecessores, equilibrando peso com uma notória e mais apurada sensibilidade pop.

Os bilhetes para os concertos, agenciados pela At the Rollercoaster, encontram-se disponíveis para compra ao custo único de 22€.


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A hora do lobo: Capitão Fantasma no Sabotage Club


Banda de referência nos anos 90, Capitão Fantasma passou pelo Sabotage Club, mostrando que continuam com grande vigor e energia, sob o “comando” do carismático Jorge Bruto.  

Capitão Fantasma apareceram no final dos anos 80, rompendo das “cinzas dos defundos” Emílio e a Tribo do Rum, foram sofrendo várias metamorfoses sem nunca se desviarem do estilo musical rockabilly. Para além de Jorge Bruto (voz), integram a banda Bráulio Alexandre (baixo), Oscar Gomes (guitarra) e Bruno Quintino (bateria). 

Era meia-noite quando “os fantasmas” fizeram a sua aparição em palco para “assombrarem” uma casa cheia de seguidores, tocando temas arrepiantes dos álbuns Hu uá uá (1992), Contos Do Imaginário E Do Bizarro (1998) e Viva Cadáver (2007).  

Jorge Bruto é um dos últimos ícones do rock português. Muito da sua vida está retratada no documentário da Antena 3 Fantasma Lusitano, realizado por David Francisco e Nuno Calado, disponível aqui.



Texto e fotografia: Virgílio Santos

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A D O R N S - "With What Sacrifice" (single) [Threshold Premiere]


A D O R N S is the new name you should memorize in the next times, especially if you are fans of the dark atmospheres present in the current electro post-punk scene. The project that began in the summer of 2018 - attempting to blend electronic music with waves of goth, darkwave, and dream ambiances - is now back with a new theme "With What Sacrifice", the first official material in nearly a year. In the new theme, that will make part of a new release expected for February 2020, the band affix into colder rhythms to their traditional dreamy and catchy guitars.

"With What Sacrifice" comes almost a year after A D O R N S first EP, Locked Box - that included some Cocteau Twins and Slowdive vibes - and is accompanied by another theme "Pale Shoulders". Both songs paint their subtle approach in developing music showing us that there is no concern about how things progress, no timelines to follow, no objectives to complete: it's all about music and what it makes us feel.



The band will be on tour to promote this new theme, among new others. If you are in the United States, near Los Angeles or Brooklyn make sure to catch them up:

DECEMBER 

12.18.19 LOS ANGELES, CA at Highland Park Bowl with Bite Marx, Blood Handsome and Glitch Bitch. 
12.19.19 RIVERSIDE, CA at Aurea Vista Club for Club Dominion. 
12.20.19 LOS ANGELES, CA at California Institute of Abnormal Arts with Purple Dynamine, Future Twin and Fear Eats the Soul. 
12.21.19 DOWNEY, CA at The Stardust Club for Klub Terminal’s Goth Night. 
12.22.19 LOS ANGELES, CA at The BLVD with Edo, Freedom Curse, Ill Humans, Diamonds, Caress and Doll Klaw. 

JANUARY 

01.16.20 BROOKLYN, NY at The Gutter with Captain Howdy, PUSH! and Jan the Actress. 

FEBRUARY 

02.28.20 BROOKLYN, NY at Talon Bar for RE:NU with Tuff Turf and Scary Black (7" Single Release Party). 

MARCH 

03.05.20 PAWTUCKET, RI at The News Cafe with Video Shoppe. 
03.06.20 WORCESTER, MA at Remedy Music with Gloss Goddess.

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Moon Duo regressam a Portugal em março



Os norte-americanos Moon Duo regressam a Portugal em 2020. A banda de Ripley Johnson e Sanae Yamada atua no B.Leza, em Lisboa, para um concerto com o carimbo da Galeriza Zé dos Bois.

Stars Are The Light é o seu mais recente disco e marca uma nova etapa na caminhada da banda californiana, que apresenta uma roupagem mais próxima da música disco sem esquecer a essência rock que os guiou ao longo da última década. Ao vivo, o grupo abandona o habitual formato em dueto, adoptando John Jeffrey para a bateria.

É sob este novo formato que o grupo apresenta uma nova experiência audiovisual inspirada pelos cenários psicadélicos rave-disco dos anos 80, onde os três atuam dentro de uma caixa de luz que altera e transforma a realidade. 

O concerto em Lisboa acontece no dia 16 de março e os bilhetes encontram-se à venda em zedosbois.bol.pt pelo custo único de 15€.


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Eastern Nurseries anuncia primeiro lote de lançamentos para 2020


A Eastern Nurseries anunciou o primeiro lote de lançamentos para o próximo ano. Depois de um ano promissor e com quatro lançamentos no currículo, o selo de Rui Andrade, que atua sob o pseudónimo Canadian Rifles, aponta agora os primeiros passos para 2020.

Andrade, que embarcou numa digressão pela Europa para promover o seu novo álbum, Atoll, edita agora o registo da sua atuação ao vivo no Mayhem, em Copenhaga. Live at Mayhem é o primeiro lançamento exclusivamente físico da editora e sai dia 10 de janeiro, o mesmo dia em que a editora lança a primeira compilação de longa-duração, In The Eyes Of Lovers A Weapon Is An Instrument Of Grace, composta por dez temas inéditos feitos para "os tempos violentamente rápidos em que respiramos". HRNS, FARWARMTH, False Moniker e Concrete Fantasies são alguns dos artistas que integram a compilação. 

A primeira faixa de In The Eyes Of Lovers A Weapon Is An Instrument Of Grace encontra-se disponível para audição nas páginas de Bandcamp e Soundcloud da Eastern Nurseries, e a pré-venda para os dois lançamentos já pode ser efetuada.






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Essa Entente tocam na 8ª edição do Sons na Aldeia


A 8ª edição do Sons na Aldeia irá realizar-se no dia 29 de fevereiro de 2020 no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal.

A encabeçar o evento estará a banda Essa Entente, banda que marcou o panorama da música portuguesa nos anos 80. Influenciados por géneros como o rock, pop, folk e new wave, editaram um disco homónimo em 1989. Regressaram aos concertos em 2013.

O projeto de música eletrónica Orquestra Popular de Paio Pires também irá atuar, prometendo transformar o auditório numa verdadeira pista de dança.

O evento começará com a projeção do documentário Do Martelo ao Berbequim: Viagem à Aldeia Industrial, produzido e realizado por Rui Geada.



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Juana Molina, Föllakzoid, Pelada nas primeiras confirmações do Tremor 2020



Foram hoje revelados os 18 primeiros nomes que marcarão presença na edição 2020 do Tremor. A ter lugar entre os dias 31 de Março e 4 de Abril, o festival açoriano volta a ter como ponto central a ilha de São Miguel, propondo uma experiência que, ao longo de 5 dias, integra concertos em salas e natureza, residências artísticas, performances surpresa e o diálogo entre artistas locais e convidados, música e outras formas de arte. 

O primeiro leque de confirmações integra a cantora e compositora argentina Juana Molina, que atuará dias antes em Braga, no gnration, a pianista escocesa Kathryn Joseph, os krautrockers chilenos Föllakzoid, os demolidores Gabber Modus Operandi, que regressam a Portugal depois de se estrearem com um concerto implacável na Galeria Zé dos Bois, a dupla canadiana Pelada, cujo álbum de estreia Movimiento para cambio, que recebeu edição pela germânica PAN, é um dos mais admiráveis de 2019, os ugandeses MC Yallah & Dabmaster, pilares da emergente editora Nyege Nyege Tapes, o cantor grego e uma das mais recentes adições ao catálogo da DFA RecordsLarry Gus, o projeto electro-house londrino MadMadMad, o cantor-compositor brasileiro Sessa, Romero Martín e os londrinos Vanishing Twin, cujo terceiro álbum de estúdio, The Age of Immunology, alcançou as dez primeiras posições na lista de melhores do ano da respeitada publicação online The Quietus

No campo nacional, Lena D'Água, Solar Corona, Angélica Salvi, Conferência Inferno e Dirty Coal Train, assim como os açorianos Lil Kyra e In Peccatvm encerram o primeiro anúncio de confirmações.

Os bilhetes para a sétima edição do Tremor já se encontram à venda na BOL, FNAC, Worten, CTT e La Bamba Bazar Store Ponta Delgada por 50 euros. 



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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Showroom e Festa de Beneficência para Revista Yuuts Ruoy na FLUL a 13 de dezembro


Vários performers, artistas plásticos, designers, DJs e artistas pluri-disciplinares irão participar num Showroom determinado a assumir a distopia para a qual caminhamos, soterrados por individualismo, píxeis e dor, nesse processo encontrando o espaço para mostrar o nosso lado mais humano, a espontaneidade, o vómito contra a estagnação venerada e preservada. 

Esta experiência única acontece já sexta-feira, dia 13 de Dezembro, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), com portas abertas da onze noite às seis da manhã. Organizado pela Plataforma Yuuts Ruoy - uma plataforma de apoio à arte emergente feita em Portugal - este Showroom funcionará também como evento de angariação de fundos para a Revista YR, uma revista anual e bilíngue a ser lançada já em Janeiro do próximo ano. 

O lineup musical do evento contará com: O live de Sann Gusmão, escultor de complexas e delicadas paisagens por vezes prensadas em paredes brutalistas de som. O live de Still Without Concept, duo composto pelos artistas multidisciplinares João Pedro Fonseca e Carincur, que através da samplagem e composição sonora chegam à catarse do improviso combinando os seus universos. O live de Oströl, que apesar de raízes na música clássica faz do som UK Industrial ferramenta para experiências entre o êxtase e o pavor, e Drvgzila, produtor que independentemente do género músical que decide fazer é capaz de criar hinos que já se ouvem cada vez mais recitados pelo Portugal subterrâneo. Por fim, o showroom conta com o Colectivo CIRCA A.D. em formato DJ set: Odete, Saint Caboclo e Fylha - artistas cada vez mais associad@s a um novo movimento de música europeu, frutos da energia criativa crua e  brutal que @s caracterizam, nomes cada vez com menos desculpa para não serem reconhecidos.



Yuuts Ruoy nasceu em 2012 enquanto Colectivo. Criou Put Yourself Together Woman, Freakshow, FOOL-FIL, La Vida es Sueño, OPERA, Follow for Follow, Future Always on my Mind, entre outros. Resulta agora numa plataforma dedicada ao desenvolvimento e divulgação de obras artísticas individuais e também em projetos colaborativos inter/transdisciplinares de arte emergente.  
O seu principal objectivo é reunir as condições básicas necessárias para o desenvolvimento do trabalho de artistas emergentes e sensibilizar novos públicos e promover a reflexão sobre a importância social da arte e da cultura.

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Juana Molina, Vladislav Delay, Lucrecia Dalt no arranque do gnration em 2020



Estão lançadas as primeiras apostas para o arranque do gnration em 2020. O músico finlandês Vladislav Delay, a artista sonora norueguesa Jana Winderen e a produtora colombiana Lucrecia Dalt são os destaque no programa de janeiro a março do espaço bracarense. A cantora argentina Juana Molina é a primeira confirmação para o trimestre de abril a junho.

O ano arrancará com um concerto dos bracarenses Mão Morta, que se apresentarão em formato reduzido para musicar A Casa na Praça Trubnaia, obra-prima do cineasta soviético Boris Barnet. O filme-concerto resulta de uma encomenda do festival de cinema famalicense Close Up e é apresentado no gnration a 17 de janeiro. 

A 25 de janeiro, o gnration receberá a reputada artista sonora norueguesa Jana Winderen para um concerto em quadrifonia. Spring Bloom in the Marginal Ice Zone, o mais recente capítulo de uma série de trabalhos onde revela os sons da vida debaixo de água, é o mote para a passagem de Winderen por Braga, que contará também com uma masterclass orientada pela própria.

20 anos depois da estreia a solo, o português The Legendary Tigerman regressa aos palcos novamente a solo. Acompanhado apenas da sua guitarra, um kit de bateria e um kazoo, One Man Band Tour levará Paulo Furtado ao gnration a 14 de fevereiro. 

O destaque maior do primeiro trimestre de 2020 é assinalado pela estreia mundial de Vladislav Delay Quintet. Depois da estreia em 2011 com Vladislav Delay Quartet, o finlandês regressa agora ao ensemble com mais um elemento. Sasu Ripatti (percussão e eletrónica), Lucio Capece (saxofone) e Derek Shirley (contrabaixo) juntam-se a Max Loderbauer (sintetizador Buchla) e Maria Bertel (trombone) para apresentar um espetáculo construído em residência artística. O concerto acontece a 21 de fevereiro.


No campo das artes digitais, o gnration apresentará uma série de sessões intituladas A Construção de um Index. Pensar a relação entre Arte, Ciência e Tecnologia e o papel do Erro no contexto de processos artísticos e tecnológicos é o mote para duas mesas redondas que vão contar com Marcel Weber (artista), Jana Nieder (cientista), João Ribas (curador), Fernando José Pereira (artista e professor), Elie Blanchard (artista), Salomé Lamas (cineasta), Karin Ohlenschläger (curadora) e Miguel Carvalhais (artista e professor). No mesmo dia, e integrado no evento, o ciclo de performance audiovisual Binário apresenta a performance Membrane, de Push 1 Stop & WikilowMarcel Weber, mais conhecido por MFO, dará a conhecer uma nova instalação audiovisual resultante de residência artística no âmbito do programa Scale Travels, projeto que alia arte e nanotecnologia, desenvolvido em colaboração com o INL – Laboratório Ibérico Internacional da Nanotecnologia, e que estará patente para visita até 6 de junho. 

Também no programa de instalações e exposições, o artista norte-americano Peter Burr apresenta a exposição Mode Confusion, onde explora o conceito de videojogo para apresentar um trabalho imersivo de um labirinto em constante mutação. Inaugura a 17 de janeiro e estará disponível para visita até 18 de abril. 

O mês de março arranca no dia 6 com o baterista português Gabriel Ferrandini. Volúpias, o seu primeiro álbum em nome próprio, será apresentado na companhia do pianista e compositor alemão Alexander von Schlippenbach. O encontro servirá também para uma residência artística e uma sessão de gravação em estúdio.

A 14, dois universos distintos da música eletrónica encontram-se em Braga. O produtor libanês Radwan Ghazi Moumneh, cérebro máximo dos Jerusalem in My Heart, apresenta o mais recente disco Daqa'iq Tudaiq. Lucrecia Dalt, produtora colombiana, fará a sua segunda passagem por Braga, desta vez para apresentar o admirável disco Anticlines, que recebeu o selo da respeitada editora americana RVNG Intl. em maio de 2018. 

A 27 de março, o Trabalho da Casa, ciclo que promove a criação e a apresentação de novos trabalhos por artistas locais, juntará em concerto conjunto duas bandas de diferentes gerações: La Resistance e The Nancy Spungen X

A cantora e compositora argentina Juana Molina é a primeira confirmação para o trimestre de abril a junho. Rara (1996), o seu álbum de estreia, foi um dos percussores da chamada “folktrónica", estilo que continuou a explorar até ao mais recente Halo, sétimo disco de um longo e respeitado percurso. Ainda este ano, Molina editou o EP Forfun, em que dá a conhecer um conjunto de versões punk para quatro das suas canções. Depois de uma última passagem pelo nosso país no festival NOS Alive, em 2018,  a cantora argentina regressa para um concerto em Braga a 9 de abril. Os bilhetes custam 9 euros. 

Os bilhetes para o trimestre jan-mar 2020 e para o espetáculo de Juana Molina já podem ser adquiridos em bol.pt, balcão gnration e locais habituais.




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