terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Uma ode ao isolamento: Niki Moss em entrevista

© Joana Esteves
Niki Moss é o alter-ego de Miguel Vilhena, músico multi-instrumentista, fundador da editora pontiaq, vocalista da banda Savanna e produtor de inúmeras bandas portuguesas (Pista, Marvel Lima, Ditch Days, Flying Cages, George Marvinson...). 

O ano de 2019 foi bastante gratificante para o artista lisboeta, com a edição do seu bem recebido álbum de estreia Gooey em maio, que lhe valeu bastante rotação nas rádios, menções em publicações como Clash Magazine, Billboard, Indie Shuffle ou Mondo Sonoro e inúmeros concertos em Portugal e Espanha. 

Ainda no ano passado, em novembro o artista trouxe ao mundo um EP de reinterpretações de “Standing In The Dark”, canção que integra o seu primeiro álbum Gooey. Em Standing In The Dark EP, Niki desconstrói o tema original em 5 capítulos, embarcando numa viagem que o levou a descobrir quão épico, psicadélico, eletrónico e sombrio este single se poderia tornar. 

Em entrevista por email, falámos com Niki Moss sobre a ideia por detrás do EP Standing In The Dark, a sua atuação no Super Bock em Stock e os seus planos para este novo ano de 2020. 


Como surgiu a ideia de pegar num single, “Standing In The Dark”, retirado do teu álbum de estreia lançado em maio deste ano, Gooey, e reinterpretá-lo várias vezes?

Eu queria usar a “Standing In The Dark” como single, mas precisava de uma desculpa, tendo em conta que a música já estava lançada com o álbum, então, decidi compor uma versão alternativa e um vídeo para acompanhar, diverti-me tanto no processo que acabei por gravar um EP de versões e fazer dois vídeos.

Podes contar-nos a temática por detrás de cada uma das cincos versões desse single?

A temática é sempre a mesma, é uma espécie de ode ao isolamento.

Como foi o processo de composição destas versões de “Standing In The Dark”? Já as tinhas pensadas na altura em que gravaste o single original para Gooey ou funcionaram como exercício posterior de desconstrução?

As versões foram todas concebidas e gravadas em duas semanas, um mês antes do lançamento. Foi um processo muito fácil e rápido, o que não é muito comum no meu trabalho.


O tema e single “Standing In The Dark II” teve direito a um belíssimo vídeo realizado por Diogo Vale onde reina a escuridão envolta em tranquilidade. O que vos inspirou a fazer este vídeo?

O objetivo foi ser literal na interpretação da música. Há escuridão, sombra, isolamento e desespero. Já o vídeo da versão III, é um pouco mais experimental, tal como a música.

Como foi a experiência de atuar no Cinema São Jorge no conceituado festival itinerante Super Bock em Stock?

Foi muito bom, é uma sala muito grande e fiquei muito espantado ao vê-la quase lotada de pessoas que se notava que queriam la estar e que sabiam as letras. Niki Moss é um projeto muito recente, álbum saiu há pouco mais de meio ano, é ótimo sentir que está a ser bem recebido tão cedo.

O ano de 2019 parece ter-te corrido especialmente bem com o lançamento do álbum de estreia, Gooey, e agora com este EP de versões de “Standing In The Dark”. O que podemos esperar de Niki Moss em 2020?

O meu objetivo é lançar um segundo álbum, que já comecei a preparar. Entretanto há algumas músicas acabadas que ficaram na gaveta na altura de decidir quais iriam entrar no Gooey. Talvez vejam a luz do dia para o ano.

Quais os artistas e/ou álbuns que tens ouvido nas últimas semanas?

Não tenho ouvido álbuns nas últimas semanas, tenho estado produzir/gravar uma banda em estúdio durante a semana e a dar concertos nos fins de semana o que infelizmente me deixa com pouco tempo para ouvir música.


0 comentários:

Enviar um comentário