domingo, 15 de março de 2020

7 ao mês com Amplificasom


A caminho do seu 14º aniversário, a Amplificasom já é considerada uma das maiores instituições musicais da cidade invicta. André Mendes é o fundador desta promotora, que ano após ano organiza alguns dos melhores concertos a nível nacional. Podemos agradecer-lhe por ter trazido nomes importantíssimos como Neurosis, Swans, Cult of Luna ou Amenra. Sendo a Amplificasom e o Amplifest nomes que já todos conhecem e respeitam na cena musical portuguesa, propômos ao André ficar encarregue desta edição do 7 ao mês.


Oranssi Pazuzu - Mestarin kynsi (Nuclear Blast Records, 2020) 

Como não começar esta rubrica com este novíssimo álbum? Está em loop desde que mo enviaram há algumas semanas e excede todas as minhas expectativas. Sai a 17 de Abril e os Oranssi Pazuzu são mesmo uma das bandas mais fascinantes da última década. O Värähtelijä já tinha sido um vício autêntico e, se algum fã dos finlandeses lê estas linhas, que fique claro: Mestarin kynsi é o céu e o inferno ao mesmo tempo, é um daqueles discos que um gajo se apaixona e ouve, ouve e ouve porque é mesmo assim tão bom. Nota: como ainda não há single, a malha é do anterior.



Isis - Panopticon (Ipecac, 2004)

Apesar de 2004, o Panopticon dos Isis é o disco que mais recorro. É aquele mergulho no mar depois do Inverno, é um disco lava-almas e recuperador de energias. Sim, um dos favoritos de sempre duma das bandas preferidas de sempre. Dificilmente algum dia voltarão aos estúdios ou aos palcos, fica no coração aquelas noites de Novembro de 2009 e discos que, como este, são intemporais.



Cult of Luna - A Dawn to Fear (Metal Blade Records, 2019) 

Um disco dos Cult of Luna é um acontecimento. A família do outro lado do Atlântico diz-me que em palco estão no topo da sua forma e anseio pelo regresso ao nosso cantinho. Até esse dia chegar (não passam cá desde o Amplifest 2014) este álbum roda em todo o lado, sobretudo no carro - um dos meus sítios preferidos para ouvir música. Adoro o disco, adoro a consistência da banda, adoro o que representam para mim. Sim, que voltem rápido!



Rival Consoles - Persona (Erased Tapes Records, 2018)

Para abrandar um pouco os riffs, um disco que se está a tornar um clássico lá por casa. Pego no LP com frequência, falta-me agora vê-lo ao vivo e esperar pelas próximas malhas – os rascunhos já andam aí. “Just like a fireaxe drifting through the abyss", li agora ao ir buscar o link da "Hidden". Faz sentido, faz sentido :)



Lina_Raül Refree - Lina_Raül Refree (Glitterbeat, 2020)

Porque música-também-é-trabalho-mas-trabalho-sem-paixão-não, eis um dos últimos projectos em que me encontro envolvido. O disco é lindo do início ao fim, está a ser elogiado por todo o mundo e acredito que se chegasse ao céu a Amália sorriria genuinamente. Vêm aí mais datas por cá.



Peter Broderick - Partners (Erased Tapes Records, 2016)

Porque música-também-é-trabalho-mas-trabalho-sem-paixão-não parte 2, a minha Amplivida muda muito após o convite deste génio em o representar em todo o mundo. É com este disco que tudo começa e "Sometimes I just want to collapse into you"... Mais palavras para quê? Ah, curiosidade: esta canção é da esposa Brigid Mae Power, mas a versão do Peter dá arrepios. Ouçam!



Peter Brötzmann - I Surrender Dear (Trost Records, 2019)

Para terminar, outro Peter. Este mais velho, bem mais velho. A única pessoa que me fez tremer quando o fui buscar ao aeroporto. Não, não pelo seu mau feitio ou o que quer que seja, mas porque a minha admiração é tanta que não consegui esconder o nervosismo. E depois fomos ao Cabo do Mundo comer polvo. E ele não bebia mas partilhou um copo de branco para brindar comigo. Em 2019, aos 79 anos, continua a fazer tours incansáveis, a ter n de colaborações, e a editar n de discos. Como este. Nunca te rendas, querido Brotz!



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