sexta-feira, 24 de abril de 2020

Tri Angle Records chega ao fim



A Tri Angle Records chegou ao fim esta sexta-feira, após 10 anos de atividade e mais de duas dezenas de discos editados. O anúncio foi avançado pelo seu fundador, Robin Carolan, na sua conta de Twitter. “No passado, tomei uma decisão sobre o futuro da editora e demorou um pouco para resolver os aspectos práticos, mas queria que todos soubessem que hoje marca o fim da Tri Angle”, escreveu.  

Criada em 2010, entre Londres e Nova Iorque, a Tri Angle Records foi um importante catalisador das tendências eletrónicas da década passada. Robin Carolan, que chegou a escrever para o blog independente 20jazzfunkgreats, abriu a década com um projeto curatorial no mínimo imprevisível – Tri Angle Records Presents: Let Me Shine For You, uma compilação de covers experimentais de Lindsay Lohan, reúniu versões de Autre Ne Veut, Oneohtrix Point NeverLaurel Halo OoOoO. Desde então, a editora lançou trabalhos de The Haxan Cloak, Vessel, Evian Christ, serpentwithfeet, Balam Acab, Forest Swords, Holy Other, Lotic, Clams Casino entre outros.   

Apesar do foco nos terrenos mais desalinhados da música eletrónica, nomeadamente os campos da witch house (Balam Acab, OoOoO e Holy Hother foram porta-vozes de um género nem sempre bem recebido), a música da editora assistiu a um curioso crescimento para lá do “nicho” em que se especializou – Evian Christ assina créditos na produção de Yeezus, de Kanye West, The Haxan Cloak co-produziu Vulnicura, de Björk, e Clams Casino colaborou com artistas como FKA twigs, A$AP Rocky, The Weeknd e Lil Peep.    

Para assinalar o fim da editora, Carolan compilou 28 temas dos vários artistas que fizeram parte da história da Tri Angle numa playlist que pode agora ser escutada no Spotify.



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