quarta-feira, 15 de julho de 2020

Semibreve apresenta edição alternativa para 2020



De 24 a 25 de outubro, o Semibreve regressa para a sua primeira edição digital, convidando os participantes a interagir virtualmente com obras e performances sonoras exclusivas especialmente encomendadas para o evento. Face ao novo contexto gerado pela covid-19, o festival dedicado ao melhor da música eletrónica e artes digitais foi obrigado a pensar numa "edição alternativa, que parte da ideia de reclusão para apresentar um programa diversificado para ser apreciado a uma distância segura".

A edição de 2020 do Semibreve, que este ano celebra dez edições, acontecerá online, através do site do festival, e localmente dentro dos limites do Mosteiro de São Martinho de Tibães, em Braga. O programa será composto por peças sonoras exclusivas, mesas redondas destinadas a discutir música e arte sonora nos dias de hoje, instalações audiovisuais, transmissão de concertos ao vivo, residências artísticas e oficinas.

Jim O'Rourke, Tyondai Braxton, Beatriz Ferreyra, Keith Fullerton Whitman, Jessica Ekomane, Ana da Silva e Kara-Lis Coverdale ocuparão as salas do mosteiros com novas peças especialmente gravadas para o efeito, disponíveis presencialmente para um número limitado de visitantes e online no site do festival entre os dias 24 e 25 de outubro.  


O programa de mesas redondas será filmado profissionalmente e transmitido na Sala do Capítulo, no mosteiro. Ao todo são quatro as conversas que juntarão David Toop, Jessica Ekomane e Nuno Crespo para discutir o Físico e o Virtual no âmbito da criação contemporânea; Chris Watson, Margarida Mendes e Raquel Castro sobre som e ecologia; José Moura , Mike Harding, Nkisi e Rui Miguel Abreu sobre a lógica editorial pós-pandemia; e Nik Void, Alain Mongeau, Pedro Santos e Gonçalo Frota para discutir as implicações performativas da pandemia, com ênfase na música eletrónica e na arte sonora. Um número muito limitado de visitantes poderá participar das sessões no local.

O festival continuará a explorar a noção de reclusão através das residências artísticas de Pedro Maia, Laurel Halo, Klara Lewis, Nik Void e Oliver Coates. Os últimos quatro apresentarão o material resultante da residência, sem audiência, dentro dos muros do mosteiro. Essas apresentações, filmadas em parceria com o Canal180, estarão disponíveis como conteúdo transmitido ao longo do festival.  

O mosteiro também apresentará instalações várias audiovisuais, acolhendo o vencedor do Prémio EDIGMA Semibreve e os vencedores do EDIGMA Semibreve Scholar. Esses trabalhos também serão documentados e apresentados virtualmente.  

Os titulares de passes para a edição 2020 do Semibreve poderão transferir os seus ingressos para a edição de 2021 ou solicitar um reembolso. O acesso ao Mosteiro terá um custo de 4 euros, que será revertido inteiramente para apoiar a renovação e manutenção deste edifício histórico. A inscrição será limitada à capacidade definida pelas autoridades de saúde no momento do festival.

0 comentários:

Publicar um comentário