sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

The Artist Is Irrelevant apresenta álbum de estreia e ainda não sabemos quem é


Quem é The Artist Is Irrelevant
Não sei, mas isso também pouco parece importar.

Sei que lançou hoje (24 de janeiro) o seu álbum de estreia homónimo com o apoio da GDA, o qual conta com 8 temas produzidos, misturados e masterizados por Noiserv no seu novo estúdio A Loja, que contribuiu também com a sua voz vocoderizada no tema “Gizmo”.

Este projeto "desconhecido" nasceu da ideia de que qualquer música - ou qualquer peça de arte, num sentido mais lato - é um recipiente vazio até ao momento em que chega aos ouvidos e ao coração de alguém. Só no momento em que alguém a ouve e projeta nela as suas alegrias e tristezas, sucessos e frustrações é que ganha verdadeiramente forma e sentido. A partir daí deixa de pertencer ao seu autor e passa a ser parte integrante da vida e das recordações daquela pessoa, naquele momento no tempo. É por isso que quando ouvimos uma música que nos tenha acompanhado numa fase importante da vida, somos imediatamente transportados para esse momento no tempo. Nesse sentido, o artista é irrelevante bem como qualquer explicação acerca da sua criação: em última análise, só interessa a relação emocional que o ouvinte criará - ou não - com as canções.



O álbum de estreia The artist is irrelevant explora este conceito e corta por completo as amarras ao seu autor, deixando inteiramente nas mãos dos ouvintes criarem as suas próprias interpretações. Ao mesmo tempo, é também um teste ao valor da música por si só e uma rejeição do culto do “eu” e da imagem, que tem dominado por completo o panorama cultural e social nas últimas décadas.

O tema "Play that Sulky Music, White Boy” é o mais recente single do artista "sem nome" e brinca com a ideia de que mesmo a música mais soturna também pode ser dançável e viciante, algo que espelha bem os diferentes ambientes ao longo deste tema que começa negro e misterioso e acaba numa poderosa explosão. O tributo aos sons que marcaram a década de 80 é claro e assumido, não só nesta faixa mas também ao longo de todo o álbum, onde foram utilizadas caixas de ritmo clássicas ao lado de samplers e hardware moderno baseado na linguagem de programação Pure Data.

O enigmático vídeo que apresenta o single dá forma às várias camadas do tema que aos poucos, e ao ritmo de um compasso crescente, revela o que sempre esteve na alma e no foco da música.


Concertos ao vivo não irão acontecer para preservar o anonimato do autor de The Artist is Irrelevant e manter fiel o conceito do projeto, que privilegia a relação que cada ouvinte quiser criar (ou não) com a música, sem que a identidade, história ou contextualizações do autor interfiram neste processo.

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Reportagem: O Manipulador [Maus Hábitos, Porto]


“We went downtown to make up for our boring lives” 

Na noite de 15 de janeiro rumámos downtown, até aos Maus Hábitos, para a primeira apresentação ao vivo de Doppler d’O Manipulador, um projeto one-man ou melhor, one-man-baixo de Manuel Molarinho (também frontman dos Baleia Baleia Baleia). Este é o 4º álbum (com label da Saliva Diva) deste projeto experimental, onde o baixo elétrico é usado como instrumento total. 

Influenciado por bandas de rock alternativo e a ética de DIY Manuel Molarinho inspira-se em paisagens industriais abandonadas, nos ritmos e melodias das conversas e na experimentação. Tudo isto se traduz na originalidade da criação de temas em que o baixo, acompanhado de pedais, loop station e voz, assume o protagonismo de percussão, textural e melódico. 

Pouco passava das 22h30 quando a sala começou a borbulhar ao ritmo do alinhamento “desalinhado” d’O Manipulador. O músico ao entrar em sala preencheu a tela de um palco desnudado, onde apenas se vislumbrava o microfone, pedais, o baixo e pouco mais, iluminando-se ou obscurecendo-se ao ritmo das músicas que iam sendo “violadas”. 


As músicas de Molarinho retratam o quotidiano de um viver citadino que nos transmite sentimentos, muitas vezes de tensão latente, como quando ouvimos “Bloody Tongue”, de melancolia ou até de lamento como “Baby I Don´t Feel So Well”, de dilemas interiores, de procura “Downtown” e mesmo de uma certa obscuridade. Ouvi-las, é o estimular de diversos sentidos em simultâneo, transmitindo-nos a sensação de sermos parte integrante da ação à medida que a “teia” sonora vai sendo construída e a armação de loops nos vai envolvendo e capturando. 

Num ambiente despretensioso, bem característico dos Maus Hábitos, o público não resistiu à dança, vibrando com temas como “If You Ruled The World”. Entre músicas, Manuel Molarinho foi fazendo alguns agradecimentos, nomeadamente aos anfitriões em sala, ao público que ali se tinha deslocado em noite tempestuosa ou até a André Catarino, autor da excelente artwork de Doppler.

A noite termina com eletrizantes minutos de improvisação d'O Manipulador, que entraram no ouvido como que o embrião de um novo tema. O intenso e belo efeito Doppler acertou-nos como poesia irrequieta e intensa.


Texto: Armandina Heleno 
Fotografia: David Madeira

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TAMARYN junta-se ao cartaz do Post-Punk Strikes Back Again 4


Tamaryn, cantora e compositora de origem neozelandesa, atualmente sediada nos Estados Unidos, vai finalmente fazer a sua estreia em território português em setembro naquela que virá a ser a quarta edição do festival Post-Punk Strikes Back Again, no Porto. A artista que a cada lançamento novo amplia a palete de sons, aterra em Portugal a 27 de setembro no último dia do festival que se foca nas vozes femininas. Criando um sonho gótico com discos que têm mantido uma qualidade elevada ao longo dos últimos dez anos, Tamaryn traz a Portugal a nostalgia que carrega na alma.

Com uma discografia que aporta quatro discos longa-duração (entre uma série de EP's) e que iniciou com The Waves (2010) foi, com o exuberante Cranekiss (2015), que Tamaryn mudou para uma nova direção apostando em força nos sintetizadores. A Portugal a artista traz o mais recente disco de carreira Dreaming the Dark (2019), o trabalho mais escuro e, de certa forma, o mais acessível, ao encontrar um equilíbrio sincero entre a pop e o post-punk. Uma evolução musical e estética que aporta um véu de Cocteau Twins e Kate Bush e pode ser experienciada em estreia nacional no Hard Club, Porto no primeiro fim-de-semana do outono.


Tamaryn (Nova Zelândia) junta-se assim aos já confirmados iLiKETRAiNS (Inglaterra), Bärlin (França), Tisiphone (França), Sofia Portanet (Alemanha), New Pagans (Irlanda), Then Comes Silence (Suécia), VLURE (Escócia) e Fabricators (Inglaterra), para atuarem no festival que tem tudo para se tornar um fenómeno em ascensão na celebração das novas ondas underground. A quarta edição do Post-Punk Strikes Back Again (PPSBA) acontece nos dias 26 e 27 de setembro no Hard Club. Os bilhetes serão postos à venda assim que o cartaz completo for divulgado, o que acontece já no próximo mês de fevereiro. Todas as informações adicionais podem ser consultadas aqui.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Velvet Kills anunciam novo disco, Bodhi Labyrinth


Os Velvet Kills regressam às edições este ano com Bodhi Labyrinth, disco que chega às prateleiras três anos após a edição de Mischievous Urges (2017, Unknown Pleasures Records). A dupla de synth-punk/electro-rock formada por Su Eko (voz/baixo) e Harris Iveson (guitarra/sintetizadores/voz) celebra agora nova edição em casa francesa - na alçada da Icy Cold Records e Manic Depression Records - explorando com mais detalhe as sonoridades envoltas à base de texturas cinematográficas, sintetizadores potentes e as guitarras arrojadas, que têm caracterizado o seu trabalho.

Segundo a nota de imprensa Bodhi Labyrnth pretende "despertar o labirinto das nossas mentes para sermos livres do ódio, ganância e ego. (...) As mensagens são codificadas em sarcasmo, eufemismo, hipérbole e ironia, onde a dupla investiga os arquivos de uma civilização solitária e questiona o propósito da vida versus as estruturas governamentais, onde "pagamos e levamos um produto" e onde o amor é esquecido".

Juntamente com os detalhes de Bodhi Labyrinth, os Velvet Kills apresentaram duas malhas novas: "In The Gold Mine" e "Noise" que podem ser escutadas abaixo. 


Bodhi Labyrinth tem data de lançamento prevista para 12 de março numa co-produção entre as francesas Icy Cold Records (pre-order aqui) e Manic Depression Records (pre-order aqui) e pela espanhola Unknown Pleasures Records (pre-order aqui). 

Bodhi Labyrinth Tracklist:

01. Bitch Face 
02. Cash And Move 
03. In The Gold Mine 
04. Noise 
05. The Key 
06. Hangover Calling


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Jackie Lynn anuncia novo álbum, Jacqueline


A cantora e compositora canadiana Haley Fohr, que atua sob o pseudónimo Circuit Des Yeux desde 2008, anunciou hoje o lançamento do segundo álbum enquanto Jackie Lynn, projeto paralelo que explora uma faceta mais minimal e eletrónica e que deu a conhecer o seu primeiro álbum em 2016. Jacqueline, o novo disco da canadiana, recebe o selo da editora americana Drag City e é lançado a 10 de abril.

O anúncio vem acompanhado de uma nova formação, que se expande para um quarteto formado por Fohr e os três membros que compõem o grupo americano Bitchin Bajas, eles que também contribuíram para a composição instrumental do último disco de Circuit Des Yeux, Reaching For Indigo, em 2017.

"Casino Queen" é o primeiro avanço de Jacqueline, e o vídeo que o acompanha, co-produzido pela canadiana em conjunto com o realizador Krzys Piotrowski, já pode ser visto em baixo. 






Tracklist

01. Casino Queen 
02. Shugar Water 
03. Dream St. 
04. Short Black Dress 
05. Lenexa 
06. Odessa 
07. Traveler’s Code of Conduct 
08. Diamond Glue 
09. Control

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Riki lança mais um tema incendiário, "Earth Song"


Está quase a chegar a data de lançamento daquele que é já um dos mais aguardados lançamentos do ano na cena synth-pop contemporânea: Riki, o incendiário álbum de estreia de Riki, o projeto a solo de Niff Nawor - artista visual, ex-membro da banda Crimson Scarlet e um nome ativo no panorama do deathrock/anarcho-punk da Califórnia. No projeto a solo e com grande foco nos sintetizadores e toda uma imagem sensual subliminar, Riki aposta em sintetizadores altamente aditivos, intensos e monocromáticos, ainda assim recheados em harmonia e uma vibe bastante colorida, por mais paradoxal que possa soar.

Depois de já ter apresentado os fervorosos "Napoleon" e "Böse Lügen (Body Mix)", Riki apresenta-nos agora o incendiário "Earth Song", uma malha de post-punk inflenciada pelos 80's e acrescida pelas ondas electrónicas da synth-pop. O novo tema é apresentado através de um trabalho audiovisual que, à semelhança dos anteriores trabalhos, mostra em grande foco o lado sensual de Riki. Se ainda não o conhecem, disfrutem:


Riki tem data de lançamento previsto para 1 de fevereiro de 2020 em formato vinil pelo selo Dais Records. Podem fazer pre-order da vossa cópia aqui.

Riki Tracklist: 

01. Strohmann 
02. Napoleon 
03. Böse Lügen 
04. Know 
05. Earth Song 
06. Spirit Of Love 
07. Come Inside 
08. Monumental

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Vila Martel apresentam-se ao mundo e não querem ir embora


Os Vila Martel são um quinteto lisboeta formado por Afonso Alves na bateria, Francisco Botelho na guitarra, Francisco Inácio na guitarra, Rodrigo Marques Mendes na voz e Tiago Cardoso no baixo. Dedicam-se ao indie rock cantado em português e o seu primeiro álbum está já ao virar da esquina.

Gravado entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019 nos estúdios Ás de Espadas e Tcha Tcha Tcha, o álbum homónimo conta com 8 temas novos, onde os teclados são colocados em plano de fundo e as guitarras em maior destaque, provando que o indie rock ainda pode ser feito de amplificadores barulhentos e vozes berradas.

"Não nos Deixem Ir Embora" é o single de apresentação da banda e fala sobre a falta de vontade de sair do país por necessidade, quando o sonho é ficar em Lisboa. É sobre não querer ver os aeroportos como locais de despedida. Há uma festa, uma última noite para aproveitar na cidade, e a banda sonora é Vila Martel.  



Esta faixa faz-se acompanhar de um vídeo, realizado pelo próprio vocalista/ guitarrista, Rodrigo Mendes, que serve como espelho da personalidade de cada um dos membros, e da sua relação individual com a banda e como banda. 

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STREAM: Stromboli - Ghosting [Threshold Premiere]


Stromboli is the solo project of Nico Pasquini, an Italian noise artist and producer from Bologna whose compositions are based at the intersection of drone and the weavings of industrial music. 

With Stromboli, the debut EP released in 2015 by Maple Death Records, the project received honorable mentions from publications such as The Quietus, Decoder, 20JazzFunkGreats, and British music critic Simon Reynolds, who compared its music to the more isolationist period of the post-90's rock. 

The producer's first long-lasting album, Volume Uno, arrived two years later and brought a more destructive sound from industrial ancestry, where the grain and texture of the ambient composition join to the chaos of the brutalist electronics. 

In 2020, Stromboli returns for its sophomore album, this time on Berlin-based label Oltrarno Recordings. Ghosting, the Italian's new album, represents both part of Nico Pasquini's daily life "and the struggle between earthly and unearthly forces". Produced between the summer of 2018 and the spring of 2019, Ghosting presents another collection of dashing and disconcerting compositions, full of aerial synthesizers and ominous atmospheres that cohabit with the strength and opulence of the rhythmic pulsars. 

The album is available both online and on tape next Friday, January 24th (pre-order it here) and can be now streamed in advance below.

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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Puce Mary regressa à ZDB em março


A Galeria Zé dos Bois anunciou hoje o regresso de Puce Mary a Portugal. Depois de lá ter atuado em 2019, a música dinamarquesa regressa à sala lisboeta para um concerto no dia 20 de março. O reencontro dá-se a propósito da primeira noite Borshch na ZDB, que convida a dinamarquesa para um serão que contará também com a presença do português Ivy' s Hands na primeira parte.

Puce Mary, que é uma das figuras proeminentes da música pós-industrial de hoje, assinou o seu primeiro álbum pela editora berlinense PAN em 2018, com o tenebroso The Drought.

O português Ricardo Bruce atua sob o pseudónimo Ivy's Hands e o seu primeiro disco pela Borshch, Leonor, é descrito pela editora como um "requiem para uma alma perdida que se afasta do desânimo da morte que ocorreu numa infeliz noite de Berlim".

Os bilhetes para o concerto já se encontram disponiveis e podem ser comprados a custos que variam entre 10 € (pré-venda) e 12 € (no dia).

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Bill Callahan regressa a Portugal para três concertos


Bill Callahan regressa a Portugal para uma tour de três datas que passará a 30 de maio no Porto (Hard Club), a 31 de maio, em Coimbra (Convento São Francisco) e a 1 de junho em Lisboa (Aula Magna).

No decorrer de uma carreira já longa, e que se divide entre os trabalhos que assina a solo e aqueles que assina com o nome Smog, Bill Callahan tornou-se num dos mais importantes intérpretes do cancioneiro independente americano, com um profundo reconhecimento também em Portugal. 

O músico traz ao palco o seu último álbum, Shepherd in a Sheepskin Vest, editado em 2019 após uma espera de seis anos desde o seu último lançamento, o aplaudido Dream RiverA forma como Bill Callahan expressa a música folk e blues é como a de nenhum outro artista; pedaços de retratos, melodias e instrumentos tropeçam e encaixam uns nos outros, criando momentos verdadeiramente humanos.

Os bilhetes para os espetáculos estarão à venda a partir de dia 25 de janeiro. Em Lisboa, os preços variam entre os 28 e os 40 euros; no Porto, o concerto tem o custo único de 28 euros e em Coimbra as entradas custam entre 25 e 30 euros.  


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Wim Mertens celebra 40 anos de carreira com passagem por Portugal


Wim Mertens deu início, no final de 2019, à digressão “Inescapable 40th Anniversary Tour” para celebrar 40 anos de carreira, sendo o nosso país agraciado com dois concertos. O primeiro é já no dia 29 de janeiro, na Casa da Música, no Porto e o segundo no dia 2 de fevereiro, no CCB, em Lisboa.

Iniciando-se como musicólogo e produtor de rádio, Mertens estreou-se em 1980 com For Amusement Only, um trabalho eletrónico que usava exclusivamente sons de máquinas de flippers. Seguiram-se obras que depressa entrariam no seu rol de clássicos célebres, como Struggle for Pleasure (1983) e Maximizing the Audience (1984). Nas décadas seguintes, Wim Mertens refinou a sua linguagem, compôs para diversos instrumentos e ensembles e firmou o seu nome no panorama internacional com recitais nas melhores salas do mundo, quer a solo, quer em pequenas formações ou até mesmo com orquestras.

40 anos de uma carreira repleta de sucessos não podiam deixar de ser devidamente assinalados. Assim, no final de 2019 lança Inescapable, um CD quádruplo, com 61 composições, com marcos do seu percurso, gravações ao vivo e peças inéditas. Este é então o mote para a digressão mundial que passa agora por Portugal, um dos países que acolheram o compositor belga desde, praticamente, o início da sua carreira. Neste reencontro com o público português Mertens (piano e voz) faz-se acompanhar, pela primeira vez em muitos anos, pelo seu ensemble: Tatiana Samoui e Liesbeth Baelus, violino; Liesbeth De Lombaert, viola de arco; Lode Vercampt, violoncelo e Ruben Appermont, contrabaixo. Eis mais um motivo de celebração e por isso mesmo, Inescapável!

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GrandFather's House passam pelo Theatro Circo no final do próximo mês para um concerto especial


Num revisitar de toda a discografia da banda e com novos arranjos, os GrandFather’s House sobem ao palco do Theatro Circo, em Braga, no dia 29 de fevereiro, às 21:30, para um concerto único com convidados especiais.

Quem já viu os GrandFather’s House em concerto não pode esperar algo semelhante ao que tem sido anteriormente apresentado pela banda. No espetáculo The Last Dive é proposta uma viagem por toda a obra discográfica do grupo e um revisitar de temas que não são incluídos nos concertos há vários anos, em jeito de celebração daquilo que tem sido o percurso da banda. Para a apresentação desta roupagem completamente diferente que darão aos seus temas, os GrandFather’s House não estarão sozinhos. Neste concerto único, a banda será acompanhada por cinco convidados: Paulo Furtado (The Legendary Tigerman), Catarina Miranda (Emmy Curl), Selma Uamusse, Cláudia Guerreiro (Linda Martini) e Pedro Oliveira (krake, peixe:avião). 

GrandFather’s House surgiu em 2012, em Braga, como um projeto a solo do atual guitarrista Tiago Sampaio ao qual se juntou, mais tarde, a irmã Rita Sampaio como vocalista. Em 2014, surge o primeiro registo Skeleton. Em março de 2016, com João Vítor Costeira na bateria a finalizar a formação da banda, e Rita Sampaio também nos sintetizadores, é editado Slow Move. Mais de 100 concertos depois, lançaram o terceiro registo Diving, em 2017, com a participação de Adolfo Luxúria Canibal (voz), Mário Afonso (saxofone) e Nuno Gonçalves (teclados) – que acompanha atualmente a banda. O disco foi considerado por inúmeras publicações como um dos melhores álbuns desse ano. Depois da passagem de Ana João Oliveira pela bateria, a substituir João Vítor Costeira, os GrandFather’s House apresentam-se, atualmente, como trio e é assim que vão subir ao palco do Theatro Circo.

Os bilhetes custam 12 euros (ou 6 euros com o cartão quadrilátero) e estão à venda no Theatro Circo e na rede da BOL.

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Lea Bertucci dá três concertos em Portugal



Já tinha sido anunciada para as comemorações da associação OUT.RA, que assinala 11 anos com vários concertos no Barreiro, e junta-se agora à agenda da Galeria Zé dos Bois para mais um concerto. 

Lea Bertucci apresenta-se assim em Portugal em fevereiro para duas datas distribuídas na sala lisboeta, dia 28, e no dia seguinte no Be Jazz Café, no Barreiro. 

Sonoscopia, no Porto, recebe a americana para uma residência artística com apresentação do resultado ao vivo no dia 12 de março.

Ao palco, Lea Bertucci traz consigo o mais recente álbum Resonant Field. Editado em 2019 pela NNA Tapes, o disco debruça-se uma vez mais sobre as relações entre os fenómenos de acústica e a ressonância biológica, articulando saxofone e clarinete com feedback electro-acústico, trabalho de colagem em fita, entre outros processos de experimentação sonora.

Em Lisboa, o concerto conta ainda com a primeira parte de Pedro Branco, figura proeminente da cena jazz da cidade que já já atuou com nomes como Rodrigo Amado, Wilbert de Joode ou Hêrnani Faustino. No Barreiro, onde Bertucci atuou pela última vez em 2018, o evento contará com a primeira parte da cantora e compositora americana Audry Chen.



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KhalilH2OP anunciam novo álbum, Seid


KhalilH2OP, o grupo de pop experimental formado pelos dinamarqueses Yen Towers, NikkiH2OP e Minais B, está de regresso às edições pela Posh Isolation com o segundo álbum de originais. 

Seid, cujo nome é retirado uma forma antiga de feitiçaria praticada durante a Idade do Ferro escandinava, sucede o anterior disco The Water We Drink, que marcou a estreia do trio pelo selo de Loke Rahbek e Christian Stadsgaard em 2017, e será apresentado pela primeira vez no festival CTM, em Berlim, como uma instalação audiovisual inserida no programa MONOM, onde gravações de vozes, sintetizadores, flautas e guitarras acústicas percorrerão 16 colunas de estúdio de som 4D, acompanhadas pelas imagens projetadas de Paolo Gile, Frederik Barfod e Veronika Vidø. 

O primeiro avanço do disco, "Wetnotes",  já foi revelado e pode ser escutado em baixo.

Seid chega dia 24 de janeiro, sexta-feira, e a instalação que o acompanha encontra-se disponível de 25 de janeiro a 2 de fevereiro. A capa e tracklist do respetivo álbum também podem ser conferidas abaixo.





Tracklist  
01. Carp23.5
02. Altered New  
03. Sky Silky  
04. Galdr 2100 I  
05. Jenna  
06. Thuggish  
07. Boy U  
08. Galdr 2100 II  
09. Stray  
10. Sectioned
11. Viscose New  
12. Galdr 2100 III  
13. Wetnotes  

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iLiKETRAiNS e Bärlin nas novas confirmações do PPSBA 4



Há mais dois nomes que se juntam ao cartaz da quarta edição do festival Post-Punk Strikes Back Again (PPSBA): os ingleses iLiKETRAiNS e os franceses Bärlin. Ambas as bandas atuam no dia 26 de setembro no Hard Club, Porto, no primeiro dia de festival que dá foco às vozes masculinas que se têm destacado no cenário da música underground mais melancólica.

Os iLiKETRAins formaram-se em 2004 e são, até à data, a banda com mais anos de experiência que subirá ao palco portuense no primeiro fim-de-semana de outono. O quinteto de Leeds atualmente formado por David Martin, Guy Bannister, Simon Fogal, Alistair Bowis e Ian Jarrold vem até ao Porto apresentar a sua instrumentação assombrosa embebida por uma voz tediosa que explora sensações como a tragédia, o passado e o presente. À Invicta os trazem o último disco A Divorce Before Marriage (2016) e, muito provavelmente temas novos a incorporarem um futuro lançamento.


Os Bärlin são o oitavo nome a juntar-se ao alinhamento do PPSBA. O trio francês que explora diversas sonoridades post-rock e as conjuga num som fortemente influenciado pelo jazz fusion, apresenta o seu universo musical de composições sonoras imersivas e fortemente emocionais. O entusiasmo poderoso e as vibrações melancólicas que Clément Barbier, Laurent Macaigne e Simon Thomy instilam ao lado das quebras de ritmo perspicazes e uma voz, por vezes, camaleónica será apresentado no Porto com foco no novo álbum The Dust Of Our Dreams, a chegar às prateleiras em março.


Os iLiKETRAiNS (Inglaterra) e Bärlin (França) juntam-se assim aos já confirmados Tisiphone (França), Sofia Portanet (Alemanha), New Pagans (Irlanda), Then Comes Silence (Suécia), VLURE (Escócia) e Fabricators (Inglaterra), para atuarem no festival que tem tudo para se tornar um fenómeno em ascensão na celebração das novas ondas underground. A quarta edição do Post-Punk Strikes Back Again aterra no Hard Club nos dias 26 e 27 de setembro. Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes mas todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

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Bad Pelicans lançam novo EP em fevereiro


Os gauleses Bad Pelicans têm revolucionado o panorama do rock underground parisiense não só pelo poder catártico que os seus concertos ao vivo emanam, mas também pela atitude punk, grunge e surf que tão bem os caracteriza. Dois anos após a edição do disco de estreia BEST OF - que já teve apresentação em várias cidades de Portugal - os Bad Pelicans preparam-se agora para lançar um novo EP no próximo mês de fevereiro, que incluirá quatro temas inéditos. 

O EP UNDERGROUND foi gravado inicialmente em março de 2018. Este primeiro rascunho do disco foi concluído, destruído, reconstruído, modificado e remodelado várias vezes até à versão final, gravada em outubro de 2019 e que será apresentada a público no próximo mês. Juntamente com o anúncio do novo trabalho, os Bad Pelicans avançam esta segunda-feira (20 de janeiro) com a primeira extração do disco, "Zero Talent", que pode ouvir-se na íntegra abaixo juntamente com um trabalho audiovisual.


UNDERGROUND tem data de lançamento prevista para 7 de fevereiro.

UNDERGROUND Tracklist:

01. Zero Talent
02. Black Local 
03. Existence 
04. Suffer

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domingo, 19 de janeiro de 2020

STREAM: Jochen Tiberius Koch - Astoria


O compositor alemão Jochen Tiberius Koch editou no passado dia 17 de janeiro o seu segundo disco de estúdio, Astoria, um trabalho de onze canções altamente emotivas e amplamente clássicas. Neste novo álbum o compositor foca-se em Astoria, um hotel construído em 1915 e localizado em Leipzig, na Alemanha. O edifício foi danificado durante a guerra e o ataque aéreo, mas foi reformado de maneira brilhante, tornando-se no edifício mais bonito do país. As músicas de Astoria contam a história de como o hotel foi afetado pelas questões políticas e sobreviveu durante o período de divisão e reunificação do país, até ter encerrado definitivamente. A história integral pode ser lida no livreto que acompanha o formato CD. 

Em comparação com o trabalho anterior, onde Jochen Tiberius Koch apostava numa veia mais clássica, neste novo álbum o artista insere um som mais eletrónico à música resultante e incorpora uma espécie de spoken-word sinistra em algumas faixas que o tornam ainda mais interessante do ponto de vista estético. Deste novo Astoria já tinham anteriormente sido apresentados os temas "BEHIND THE BACKDROP", "THE BALLARE" e "LOST PLACE", que teciam um disco tendencialmente clássico, mas mais abrangente e desafiador ao nível sonoro. O resultado é um disco altamente belo e conquistador que pode agora descobrir-se na íntegra abaixo.

Astoria foi editado esta sexta-feira (17 de janeiro) pelo selo Schole Records. Podem comprar o disco em versão física (CD) e digital aqui.


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sábado, 18 de janeiro de 2020

Igorrr lançam Spirituality and Distortion em março

© Svarta Photography

Três anos após o bastante aclamado disco de carreira Savage Sinusoid, os Igorrr regressam às edições com Spirituality and Distortion o sexto trabalho de originais na excêntrica discografia do quarteto. O projeto - que se tornou internacionalmente aclamado por combinar estilos musicais altamente díspares que vão do black metal ao breakcore, com passagens pela música barroca e clássica de forma não convencional, imprevisível e emotiva - regressa agora com um disco de catorze temas que proporcionará ao ouvinte toda uma viagem ampla no espectro auditivo e emotivo.

Depois de terem anunciado o sucessor de Savage Sinusoid em outubro, esta semana Gautier Serre, Laurent Lunoir, Laure Le Prunenec e Sylvain Bouvier apresentaram a primeira extração do novo trabalho "Very Noise", a nova miscelânea de sons desafiantes do quarteto gaulês que pode ser fazer escutar-se abaixo, juntamente com um trabalho audiovisual.

Sobre o novo disco Gautier Serre, o mentor do projeto afirma: 
"Life is not only one color. These 14 tracks are a journey through different states of mind I’ve been through. (...) As with the previous albums, I’m entirely focused on the sound itself and how the sonorities of the voice speaks to the heart, not the intellectual meaning of the words".
As datas da tour de apresentação dos novos temas de Spirituality and Distortion podem encontrar-se aqui.


Spirituality and Distortion tem data de lançamento prevista para 27 de março pelo selo Metal Blade Records. Podem fazer pre-order do disco aqui

Spirituality and Distortion Tracklist:

01. Downgrade Desert 
02. Nervous Waltz 
03. Very Noise 
04. Hollow Tree 
05. Camel Dancefloor 
06. Parpaing 
07. Musette Maximum 
08. Himalaya Massive Ritual 
09. Lost in Introspection 
10. Overweight Poesy 
11. Paranoid Bulldozer Italiano 
12. Barocco Satani 
13. Polyphonic Rust 
14. Kung-Fu Chèvre


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