sábado, 11 de janeiro de 2020

Then Comes Silence anunciam novo disco, Machine


Depois do final do ano passado terem anunciado que iriam deixar a casa Nuclear Blast para se juntarem ao roster de artistas da Metropolis Records e Oblivion/SPV no lançamento do próximo trabalho de estúdio, os suecos Then Comes Silence apresentam agora a primeira extração de Machine, o disco que vem dar sucessão a Blood (2017). Intitulada de "We Lose The Night" a nova faixa dos Then Comes Silence vem acompanhada de um trabalho audiovisual onde podemos ver algumas imagens da banda em performance juntamente com colagens imagéticas. O vídeo e o novo tema, "We Lose The Night", podem reproduzir-se abaixo.

Liderados pelo carismático vocalista/baixista Alex Svenson, os Then Comes Silence têm-se tornado, nos últimos tempos, um dos grandes nomes a atuar dentro do cenário do post-punk/rock gótico, pelas performances surpreendentes ao vivo. As notícias do novo álbum vêm também acompanhadas por uma mudança no lineup onde se mantêm Alex e Jonas e juntam-se Mattias Ruejas Jonson (ex Los Carniceiros del Morte) e Hugo Zombie (que já tocou com Fields Of The Nephilim como convidado).



Os Then Comes Silence passam por Portugal em setembro num concerto de estreia único no país agendado para 26 de setembro no Hard Club, Porto e inserido no festival Post-Punk Strikes Back Again 4. Todas as informações adicionais podem consultar-se aqui.

Machine tem data de lançamento prevista para 13 de março em formato vinil e digital pelos selos Metropolis Records e Oblivion/SPV

Machine Tracklist:

01. We Lose the Night 
02. Devil 
03. Dark End 
04. I Gave You Everything 
05. Ritual (feat. Karolina Engdahl) 
06. Apocalypse Flare 
07. W.O.O.O.U. 
08. In Your Name 
09. Glass
10. Kill It 
11. Cuts Inside

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STREAM: Krypto - Eye18



Já se encontra disponível o disco de estreia dos Krypto, grupo que condensa membros dos ZEN e dos Greengo e que promete reclamar o título da mais impiedosa banda a sair das ruas da Invicta. Com selo Lovers & Lollypops, Eye18 resulta de uma co-edição com a Chili com Carne e é acompanhado de uma banda desenhada original do ilustrador e designer Rui Moura, que se inspirou no som brutalista do trio. 

O disco, que se encontra disponível para audição em todas as plataformas online, terá edição física para os concertos de apresentação deste mês, a terem lugar no Porto, no Maus Hábitos (a abrir para Petbrick), e em Lisboa, no Musicbox, dias 16 e 17, respectivamente. 


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Micro Clima 2020 recebe Sensible Soccers, Bonga, Luís Severo e muitos mais


O Micro Clima, festival de música e arte, está de volta para a sua 3ª edição em 2020, nos dias 14 e 15 de feveiro, na Sociedade Musical União Paredense (SMUP), na Parede. Este ano o cartaz é composto por Alek Rein, Luís Severo, Sensible Soccers, Cave Story, Zanibar Aliens, dj sets de Pedro Tudela e Candy Diaz ft. Wize e com instalações artísticas de Berru, Plasticus Maritimus, Rappepa Bedjo Tempo e notfromthisbox. O artista angolano Bonga foi a última confirmação do evento, tendo a tarefa de substituir Allen Halloween, rapper que anunciou o fim da sua carreira musical no término de 2019.

Este festival nasceu de uma ambição por parte de um grupo de jovens voluntários, que procura dinamizar a zona da Parede (Cascais), com o objetivo de descentralizar a arte e a cultura, levando não só os artistas, como o público, a deslocar-se a outros polos artísticos nos arredores de Lisboa. Estes dois dias são uma celebração cultural em que diferentes artistas partilham palco, convidando o público a envolver-se e a fundir-se neste ambiente.

Um dos grandes objetivos do Micro Clima é promover artistas emergentes lado-a-lado com artistas de maior visibilidade, celebrando o conceito base da SMUP, a música, ligando-o diretamente com todos os seus visitantes, amigos, conhecidos e promovendo desde a primeira edição em 2017 uma ação de sensibilização para alguns problemas atuais, sejam eles ambientais ou de carácter social, partilhando assim a mesma visão que o espaço que o acolhe.



Os bilhetes têm o custo de 12€ (diários) e 20€ (passe de 2 dias), e estão à venda nos seguintes locais: SMUP, Tabacaria Martins (Largo Calhariz, Lisboa), POP Skate Shop (Parque das Gerações, São João do Estoril). Sócios SMUP tem desconto de 2€ (entradas apenas adquiridas na SMUP)

Consultem em baixo o alinhamento do Micro Clima 2020
14/02: Alek Rein, Luís Severo, Sensible Soccers, DJ set Pedro Tudela
15/02: Cave Story, Zanibar Aliens, Bonga, Candy Diaz FT. Wize

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STREAM: Public Memory - Illusion Of Choice


Dois anos após o lançamento do LP Demolition, Public Memory está de regresso às edições com o EP Illusion Of Choice, o trabalho que marca o fim da primeira era do projeto do produtor Rober Toher. O disco é composto por três músicas inéditas que datam desde as sessões de 2015 do disco de estreia até ao verão de 2019. De acordo com Toher este EP é a parte final de uma série de quatro lançamentos [(Illusion of Choice, 2020); (Demolition, 2018); (Veil of Counsel, 2017); (Wuthering Drum, 2016)] antes de mudar de rumo e explorar novos territórios.

Com o intuito de levar a sua marca de música eletrónica emotiva, para uma nova fase, Public Memory aproveita para se despedir dos ouvintes com um cocktail de três temas onde se destacam nos ingredientes os sintetizadores imprevisíveis e os vocais camuflados por uma suavidade aconchegante. De Illusion Of Choice já tinham anteriormente sido divulgados os temas "The Maze" e "Before I Forget". Além deste grande destaque para o tema de abertura "Ledge of Ash", que se pode escutar na íntegra abaixo.

Illusion Of Choice foi editado esta sexta-feira (10 de janeiro) pelo selo Felte Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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Este é o programa artístico do GRAUZONE Festival


A sétima edição do Grauzone Festival - o eclético e multidisciplinar festival dos Países Baixos - acontece já no próximo mês de fevereiro, mais precisamente nos dias 7 e 8 de fevereiro de 2020. Pela primeira vez na história, o festival estende-se a uma edição que contempla dois dias numa programação cultural que, além da música, incorpora um programa de filmes com estreias exclusivas, um simpósio e ainda uma extensa exposição intitulada GRAUKUNST - ARTNROLL.

A exposição GRAUKUNST - ARTNROLL mostra obras de artistas e músicos envolvidos no cruzamento entre música e arte e estará em exibição entre os dias 2 e 16 de fevereiro. Além desta exposição, trabalhos como desenhos, pinturas, gravações entre outras formas de expressão da arte visual são mostradas pelos músicos Lee Ranaldo, Marissa Nadler, Kristoffer J. Mondy, Colin H. Van Eeckhout e Gemma Thompson. Durante o festival, Lee Ranaldo e o grupo post-punk belga The Wild Classical Music Ensemble farão uma apresentação no espaço de exposições The Gray Space In The Middle.

No simpósio, destaque para a presença da cineasta Babeth Mondini-van Loo e Stephen Mallinder (Cabaret Voltaire) que trazem, numa estreia holandesa, uma discussão aberta, relativa ao filme Chance vs Casuality e a performance a solo de Stephen Mallinder. O momento é histórico uma vez que será a primeira vez em 40 anos que este filme voltará a ser exibido.

Para finalizar os últimos nomes do programa artístico, encontra-se ainda o programa de filmes. Além do já referido Chance vs Casuality - integrado nos simpósios - os espectadores do Grauzone Festival poderão ainda assistir ao documentário Swans: Where Does a Body End, dirigido por Marco Porsia. Neste trabalho Porsia segue o cantor Michael Gira e os Swans nos bastidores, exibindo um retrato pessoal da banda, através de material de arquivo que nunca foi mostrado antes. Após a exibição do documentário haverá a intervenção de nomes como Jehnny Beth (Savages), Thurston Moore (Sonic Youth) e Blixa Bargeld (Einsturzende Neubauten, Nick Cave & The Bad Seeds) nos comentários.



Relativamente ao programa musical, dos nomes anteriormente anunciados, destaque para Thurston Moore Group, Shame, The Murder Capital, Marissa Nadler, Linea Aspera, Jozef Van Wissem, Shortparis, Test Dept., Tamaryn ou QUAL. A programação completa do festival pode ser consultada aqui.

O Grauzone realiza-se em vários locais na cidade The Hague, como Paard, Het Koorenhuis, Het Magazijn, The Gray Space In The Middle e Paardcafé. Os passes gerais têm um custo de 67,50€ e os bilhetes diários podem ser adquiridos por 37,50€, clicando neste link. Todas as informações adicionais relativas a este evento podem ser encontradas aqui.

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Psideralica substituem Inkubus Sukkubus no Sin Festival


Os espanhóis Psideralica são a nova adição ao cartaz do português Sin Festival. Formados em 2002 pelo guitarrista Toni Kernel foi, em 2005, que a banda espanhola lançou o seu primeiro EP de carreira, Engel Der Nacht. Desde então o grupo tem trabalhado ao redor de uma sonoridade que contempla as paisagens industriais do rock gótico, com vocais ora sensuais e provocativos, ora agonizantes e rodeados pelos abrasivos riffs de guitarra. O resultado surge na forma de um rock industrial com influências metal, que é bastante peculiar e facilmente assimilável.

A Portugal a banda traz na bagagem o último disco de estúdio Trinitite (2016, Electric Chair Music), uma dose de humor negro que promete fazer vibrar os que marcarem presença e, possivelmente, novos temas na manga.



O Sin Festival decorre no primeiro fim-de-semana do quinto mês do ano nos dias 1 e 2 de maio no Lisboa ao Vivo. Os bilhetes para este evento já se encontram à venda pelo fantástico preço de 30€ e podem ser adquiridos aqui.

O anúncio do cancelamento do concerto dos Inkubus Succubus foi dado no início desta sexta-feira (10 de janeiro) pela organização do festival. O comunicado pode ler-se abaixo.



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Berlau 2019, em dois atos


Berlau tem sido um nome recorrente nas nossas publicações dos últimos anos. Fernando Ramalho dá vida a este projeto sonoro bastante prolífico com a sua guitarra eléctrica, move-se pelos territórios mais experimentais do drone, field recordings e improvisação livre. Lançou entre 2014 e 2019 inúmeros trabalhos, dos quais destacamos aqui Berlau (2014), Berlau III (2016), meta-sonorização. em diálogo com ana hatherly (2017) e Oito Madrigais e uma Natureza Morta (2018). Podem consultar a discografia completa de Berlau no Bandcamp do artista. Por vezes, Fernando Ramalho junta-se a António Ramos e daí surge Berlau & AM Ramos, dupla responsável por dois dos mais belos álbuns editados na década passada: Red Railbus Sessions (2016) e Monte da Lua (2017).

Voltando a Berlau, 2019 foi um ano preenchido, marcado pela edição de dois novos álbuns. Contrassexual Toccata (for two dildos and electric guitar) saiu em novembro, é uma peça que se divide em três partes e se inspira e dialoga com o Manifesto Contrassexual, de Paul B. Preciado. Seguindo a noção de contrassexualidade proposta por Preciado, esta obra visa desconstruir a conotação falocêntrica da guitarra elétrica, objeto muito utilizado na promoção da masculinidade no universo da música pop, questionando o binarismo entre sexo e género. O uso de dildos para tocar guitarra carrega consigo toda uma nova imprevisibilidade sónica, leva o instrumento a um campo de autonomia que rejeita simbolicamente essa sujeição e o aparato biopolítico do sexo e género.


Em dezembro foi a vez de Greatest Hits ver a luz do dia, conjunto de oito versões, gravadas ao longo do ano de 2019, de canções originais ou arranjadas por Shirley Collins e Davy Graham, Vashti Bunyan, José Mário Branco, Joni Mitchell, Scott Walker, Nico, Pierre de Geyter e The Stooges. Berlau prefere chamar-lhes traduções, no sentido em que alguém escreveu que «a tradução toca o original ao de leve, e apenas naquele ponto infinitamente pequeno do sentido, para seguir na sua órbita própria à luz de uma lei que é a da fidelidade na liberdade do movimento da linguagem».


Agora que vos deixo os últimos avanços na carreira de Berlau, é bom que fiquem atentos a 2020 e aos próximos anos, de certeza que iremos ter mais novidades deste experimentalista.

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

L'Impératrice confirmados para o Vodafone Paredes de Coura


O extravagante e estilizado grupo de dança alternativo francês nasceu da mente criativa do compositor Charles de Boisseguin. Formados em Paris, L’Impératrice lançaram ainda durante o ano de estreia o primeiro EP homónimo de forma independente, sucesso que os levou a um contrato com a editora francesa microqlima. O aclamado trabalho a solo de Boisseguin rapidamente cresceu e passou a incluir um segundo teclista, Hagni Gwon, a guitarra de Achille Trocellier, o baixo de David Gaugué e a bateria de Tom Daveau. Já a carismática voz de Flore Benguigui juntou-se ao quinteto no lançamento do terceiro EP, OdysséeA banda francesa lançou em 2018 o seu primeiro longa-duração, Matahari.

L'Impératrice juntam-se aos já confirmados PixiesParquet CourtsWoodsBlack Country, New RoadIDLESThe Comet Is Coming(Sandy) Alex GMac DeMarcoTommy CashSquid, Ty Segall & Freedom BandYellow DaysDaughterFloating Points (Live)BADBADNOTGOODBoy HarsherPinegrove e Viagra Boys para mais uma edição do Vodafone Paredes de Coura que está de regresso à Praia Fluvial do Taboão de 19 a 22 de Agosto.

Os passes gerais podem ser adquiridos na App oficial do festival, bol.pt, Eventbrite locais habituais (FNAC, CTT, El Corte Inglés,...) pelo preço de 110€.

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Dorian Electra estreia-se em Portugal com concerto no Musicbox



Dorian Electra anunciou hoje a primeira data em Portugal. Apadrinhado pelo vlogger e crítico musical americano Anthony Fantano, e com elogiosas resenhas por parte de publicações como a Pitchfork ou o The Guardian, a nova sensação pop americana embarca numa digressão europeia com passagem por Lisboa, onde atuará a 6 de maio no Musicbox.

Depois de colaborar com Charli XCX e de acompanhar a britânica numa digressão pela Europa em 2019, Dorian Electra passa pela capital para um concerto em nome próprio de apresentação do seu álbum de estreia, Flamboyant, uma viagem de recortes barrocos que explora género e amor nas suas expressões mais libertárias. O disco, que recebe a produção de umru e Dylan Brady (100 gecs), vai conhecer uma reedição de luxo em formato digital no próximo dia 17 de janeiro, e traz quatro canções inéditas.

Os bilhetes para o concerto já se encontram disponíveis em bol.pt e possuem o custo único de 10€.


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STREAM: Mannequin - From A Distance


Os californianos Mannequin estreiam-se hoje nas edições longa-duração com From A Distance, o primeiro trabalho que traz cores aconchegantes num Inverno que se faz sentir frio. A dupla formada por David San German e Taylor Allen tem tomado foco na produção de um som fortemente caracterizado pelos sintetizadores melódicos e dream-pop, que se faz acompanhar de ora suaves ora ritmadas linhas de baixo e uma voz tépida, ainda assim camuflada entre uma dualidade que é triste e contente. No novo disco, os Mannequin permanecem o que outrora mostraram ser, mas agora com uma elegância e maturidade adicionada.

Românticos na sua essência, ao longo das oito músicas que compõem o alinhamento do novo trabalho os Mannequin cruzam melodias meigas com baixos pulsantes e toda uma vibe coldwave que é facilmente assimilável à primeira audição. From A Distance vem dar sucessão ao EP Nocere (2019, sentimental) e dele já tinham anteriormente sido apresentados os temas "From A Distance", "Cities" e a faixa de encerramento "Late Night". Além destas destaque ainda para "Memories" ou "Can We Go" - um dos grandes temas do disco. 

From A Distance foi editado esta sexta-feira (10 de janeiro) pelo selo belga sentimental em formato cassete e digital. Podem comprar a vossa cópia física aqui.


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Camilla Sparksss - "Are You Ok? Fakear Remix" (single) [Threshold Premiere]

© Philippe Mazzoni

Camilla Sparksss - the alter ego of singer/songwriter Barbara Lehnhoff - released last year a very interesting album. Titled Brutal, the 9-track LP suddenly catch our attention by its creative mix of themes inspired by the fusion of different musical genres such as pop, experimental electronics, lo-fi, between others. Brutal was one of the editions that marked 2019 and Camilla Sparksss is making it shining again through a dedicated remix album.

Brutal Remix is a collection of 16 remixes that includes tracks by fifteen different artists from a vast variety of genres, ranging from experimental noise to dance music. This Friday (January, 10th) you can listen in an exclusive premiere the first extraction from the new record, "Are You Ok?" theme, which is remixed by the electronic French producer Fakear. In the new treatment, Fakear pushes the bass to high standards and add a catchy rhythm that will make you forget about sadness portrayed in our existence. A single to dance until it is finished.


Brutal Remix is out on February, 21st via On The Camper Records. You can pre-order the album here.

Brutal Remix Tracklist:

01. Are You Ok? — Fakear 
02. Womanized — Rebeka Warrior 
03. Messing With You — Bit Tuner 
04. PsychoLover — Vadim Vernay 
05. Messing With You — Mike Mare (Dalek) 
06. Sorry — Vadim Vernay 
07. So What — Xelius 
08. Womanized — Sonoplasta 
09. Walt Deathney — Kevin Shea 
10. Forget — Monte Mai 
11. So What — Isolated Lines 
12. She's A Dream — Tam Bor 
13. So What — Toh Imago 
14. So What — Bitter Moon 
15. Are You Ok? — Texture Droite 
16. She Is A Dream — IUEKE

UPCOMING TOUR DATES 

11.01.2020 – Rossli – Bern CH 
15.01.2020 – Eurosonic – Groningen NL 
16.01.2020 – Merleyn – Nijmegen NL 
17.01.2020 – Kaffe ’T Hof – Middelburg NL 
18.01.2020 – Trefpuntk – Ghent BE 
07.02.2020 – Neubad – Lucern CH 
08.02.2020 – One Of A Million Festival – Baden CH 
20.03.2020 – Ebullition – Bulle CH 
21.03.2020 – SAS – Delemont CH

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Os SDH lançaram uma bomba chamada "No Miracles"


Depois de na passada semana termos recebido a notícia que os SDH (Semiotics Department Of Heteronyms) iriam regressar às edições em fevereiro chegou esta quinta-feira (9 de janeiro) o primeiro tema do sucessor do LP de estreia homónimo, "No Miracles". O incendiário novo tema, traz uma energia ao duo que se apresenta bastante poderosa e é a primeira amostra de Against Strong Thinking, o EP de seis temas, que destaca os pontos fortes da estreia e se envolve com batidas mais profundas e atmosferas ainda mais obscuras. 

Em "No Miracles" os SDH fazem o EBM e o techno cruzarem uma conversa com a darkwave enquanto conduzem os ouvintes a uma dança quase automática. O vídeo para "No Miracles" coloca Andrea Latorre em plano de foco mostrando aquilo que tem mostrado nas suas performances ao vivo: musa da dança e da sensualidade. Por trás está o engenhoso e prodigioso produtor Sergi Algiz a colocar o seu ingrediente preferido na fórmula: o carácter aditivo da sua eletrónica.


Against Strong Thinking tem data de lançamento prevista para 14 de fevereiro pelo selo AVANT! Records. Podem fazer pre-order do disco aqui (digital) e aqui (vinil). 

Against Strong Thinking Tracklist: 

01. Suffer 
02. No Miracles 
03. Your Next Story 
04. Four Arms 
05. You Pt. 12 
06. Poem Against Strong Thinking

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Some Ember já tem novo tema a bombar


Some Ember ingressa esta sexta-feira (10 de janeiro) numa nova tour pela Europa com Tamaryn e, para chamar os fãs aos concertos lança agora "Rift", um tema que se foca na sensação de perder alguém. O fenómeno da perda é um conceito que tem acompanhado de perto a discografia de Some Ember mas, em "Rift", o artista explora-a através das diversas perspetivas sobre a emoção que evolve este acontecimento. Desde a esperança de que um ente querido pudesse voltar ao mundo, à beleza cortante da tristeza, e ao peso esmagador da permanência, Some Ember constrói um cenário apoteótico de purga face a todos estes conflitos emocionais.

O novo tema é o primeiro material inédito desde a edição do EP Submerged (2019, Third Coming Records) e foi produzido em Berlim, com letras escritas e gravadas na Califórnia. "Rift" pode ouvir-se abaixo, acompanhado por um trabalho audiovisual com produção de excelência.



"Rift" foi lançado esta sexta-feira (10 de janeiro) pelo selo Third Coming Records. Aproveitem para consultar as datas da tour juntamente com Tamaryn abaixo.



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Os melhores álbuns internacionais de 2019



A colheita de 2019 foi vasta e proporcionou uma dieta equilibrada de géneros e combinações que fizeram do último ano da década um deleite para qualquer amante de música. De regressos em plena forma a novidades emergentes, da pop mais efervescente até à eletrónica mais nebulosa e ao rock mais penetrante, este é a seleção dos registos internacionais que mais se destacaram para a redação da Threshold Magazine em 2019.




30- Hannah Diamond - Reflections


29- Julius Gabriel - ÆTHERHALLEN


28- Bill Orcutt - Odds Against Tomorrow


27- Lana Del Rey - Norman Fucking Rockwell


26- Jambinai - ONDA


25- Malibu Ken - Malibu Ken


24- Charli XCX - Charli


23- KOKOKO! - Fongola


22- Pile - Green and Grey


21- Holly Herndon - Proto


20- (Sandy) Alex G - House of Sugar


19- Kelsey Lu - Blood


18- Thom Yorke - ANIMA


17- Kai Whiston - No World as Good as Mine


16- King Gizzard and the Lizard Wizard - Infest The Rats’ Nest


15- Flying Lotus - Flamagra


14- Jenny Hval - The Practice of Love


13- Swans - leaving meaning.


12- The Comet is Coming - Trust in the Lifeforce of the Deep Mystery


11- Tyler, The Creator - Igor


10- Liturgy - H.A.Q.Q.


9- Freddie Gibbs and Madlib - Bandana


8- Solange - When I Get Home


7- Nick Cave & The Bad Seeds - Ghosteen


6- JPEGMAFIA - All My Heroes Are Cornballs


5- Lingua Ignota - CALIGULA


Lingua Ignota é o projeto artístico a que compositora Kristin Hayter dá voz. Depois do disco injustamente esquecido All Bitches Die, editado em 2017, surgiu em 2019 o seu sucessor, Caligula, registo extremamente pessoal e catártico, onde a artista volta a abordar da maneira crua e brutal os temas de violência e vingança, desta vez na perspetiva de sobrevivente ao abuso doméstico. O ouvinte, ao escutar Caligula, torna-se numa espécie de testemunha destes traumas, sendo “forçado” a confrontar os demónios da artista ao lado dela e deliciar-se com a sua vingança impiedosa. Caligula é dominado essencialmente por uma fusão de influências provenientes da música de ópera, black metal e noise, criando algo completamente diferente para os nossos ouvidos. Hayter contou neste trabalho com a colaboração de elementos dos The Body, Uniform, Full of Hell, entre outros. Por vezes, a confusão sonora dá lugar a momentos mais melódicos e baladeiros, como é exemplo a faixa "Fragrant Is My Many Flower'd Crown", com os seus arranjos de cordas e piano. Neste disco é de audição obrigatória os temas “Do You Doubt Me Traitor”, em que a artista canta de modo angustiante “How do I break you before you break me?”, e “Butcher Of The World”, onde os gritos de Hayter e a pesada distorção envolvem o sample de “Funeral Music For Queen Mary” de Henry Purcell, mais conhecido por ser parte integrante da banda sonora de Laranja Mecânica de Stanley Kubrick. Rui Gameiro


4- Waste of Space Orchestra - Syntheosis


Depois do bem sucedido casamento que ocorreu no festival Roadburn em 2018, a super banda que une os finlandeses Oranssi Pazuzu, banda de black metal psicadélico, com os conterrâneos Dark Buddha Rising, mestres na arte de um doom metal tão lento quanto contemplativo e meditativo com uma estética de ritual xamanístico, decidiu ir para estúdio e fazer aquele que é um dos mais interessantes álbuns de música pesada de 2019. A junção de dois mundos, que aparentemente pareciam incompatíveis, resultou em Syntheosis, uma ópera de stoner doom psicadélico sobre três personagens, “The Shaman”, “The Seeker” e “The Possessor”, que se encontram em confronto, mas no final encontram uma resolução e convergência para os seus problemas. Narrativas cósmicas à parte, Syntheosis é um dos álbuns mais impressionantes que podem ouvir este ano pela brilhante composição de temas que, pacientemente, desenvolvem e acumulam tensões até um satisfatório e pesadíssimo climax. Apesar do inegável e absurdo talento das entidades que formam este projeto, deixo aqui um apelo para que continuem a surpreender o mundo da musica com mais projetos e que não se esqueçam das terras portuguesas quando marcarem a sua próxima tour europeia. Hugo Geada



3- Black Midi - Schlagenheim


Os londrinos Black Midi foram autores de um estrondo cacofónico que teve bastante repercussão na comunidade indie ao longo de 2019, e isso deve-se à edição do álbum de estreia Schlagenheim. O registo da banda demonstrou uma propensão para uma sonoridade surpreendentemente abrangente e que segue apenas as suas próprias regras - quaisquer que elas sejam - mesmo até dentro da categoria onde se inserem, um turbilhão experimental de math/noise rock com melodias caóticas e trabalho rítmico imprevisível. Pode-se dizer que Schlagenheim serve não só de uma homenagem a bandas antigas do género (pensem Fugazi, ou até mesmo Big Black ou Tortoise ou algo ainda mais obscuro) mas também como um pilar representante do futuro risonho para as sonoridades mais devastadoras vindas das profundezas do post-hardcore. Ruben Leite



2- FKA twigs - MAGDALENE


MAGDALENE, o segundo álbum de twigs, é uma experiência interdimensional de efeitos terapêuticos que usa a música como antídoto para um período marcado por efemérides. A remoção urgente dos miomas do seu útero, um contratempo que a obrigou a fazer uma pausa de cinco anos entre álbuns, assim como o fim de um relacionamento publicamente escrutinado, que twigs reflete em temas como “Thousand Eyes” ou o desarmante single de avanço “Cellophane”, estão na base de MAGDALENE, um disco que coloca a voz da britânica no centro de uma obra que volta a desafiar as coordenadas da música pop.  Se LP1, o álbum de estreia de 2014, mostrou o lado mais elástico e mutante de twigs, MAGDALENE revela a sua faceta mais tenra, sôfrega e emocionalmente vulnerável, não descurando o carácter radical do seu antecessor. Aos laivos teatrais de twigs junta-se a eletrónica oblíqua de Nicolas Jaar, que divide os créditos de produção com a música britânica. Jack Antonoff, Skrillex e Daniel Lopatin figuram também na lista estelar de produtores que contribuem para a produção do disco, mas é na afinidade entre twigs e Jaar que se encontram os resultados mais recompensadores, com linhas de sintetizadores planantes e uma panóplia de ritmos e batidas quebradas a servirem como alicerces para a visão sónica de twigs, que encerra a década com a sua obra mais poética até à data. Filipe Costa



1- Weyes Blood – Titanic Rising


Depois de uma origem na música noise e lo-fi, o mais recente álbum de Weyes Blood, Titanic Rising, viu a cantautora natural da California a abraçar as orquestrações e alcançar um álbum que, apesar de ter menos de um ano, pode ser considerado um clássico moderno, com destaque suficiente para merecer um destaque nos melhores álbuns da década do nosso site. Com um conceito que parte da sequela falhada do filme do Titanic de James Cameron, Natalie Mering criou um álbum que reflecte as ansiedades de viver na década de 2010, abordando não só as relações pessoais e paixões, mas oferecendo também um contexto repleto da ansiedade que as consequências ambientais trazem para uma geração que ainda não sabe ao certo quais as consequências que este desastre pode implicar. Faixas desarmantes assentes na simplicidade de uma guitarra acústica, "Wild Time", ou firmadas em magnânimas orquestrações, "Movies", fazem com que este trabalho seja uma das mais agradáveis surpresas de 2019, e, com o passar do tempo, apenas irá crescer em importância e significado. Hugo Geada

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