sábado, 18 de janeiro de 2020

Igorrr lançam Spirituality and Distortion em março

© Svarta Photography

Três anos após o bastante aclamado disco de carreira Savage Sinusoid, os Igorrr regressam às edições com Spirituality and Distortion o sexto trabalho de originais na excêntrica discografia do quarteto. O projeto - que se tornou internacionalmente aclamado por combinar estilos musicais altamente díspares que vão do black metal ao breakcore, com passagens pela música barroca e clássica de forma não convencional, imprevisível e emotiva - regressa agora com um disco de catorze temas que proporcionará ao ouvinte toda uma viagem ampla no espectro auditivo e emotivo.

Depois de terem anunciado o sucessor de Savage Sinusoid em outubro, esta semana Gautier Serre, Laurent Lunoir, Laure Le Prunenec e Sylvain Bouvier apresentaram a primeira extração do novo trabalho "Very Noise", a nova miscelânea de sons desafiantes do quarteto gaulês que pode ser fazer escutar-se abaixo, juntamente com um trabalho audiovisual.

Sobre o novo disco Gautier Serre, o mentor do projeto afirma: 
"Life is not only one color. These 14 tracks are a journey through different states of mind I’ve been through. (...) As with the previous albums, I’m entirely focused on the sound itself and how the sonorities of the voice speaks to the heart, not the intellectual meaning of the words".
As datas da tour de apresentação dos novos temas de Spirituality and Distortion podem encontrar-se aqui.


Spirituality and Distortion tem data de lançamento prevista para 27 de março pelo selo Metal Blade Records. Podem fazer pre-order do disco aqui

Spirituality and Distortion Tracklist:

01. Downgrade Desert 
02. Nervous Waltz 
03. Very Noise 
04. Hollow Tree 
05. Camel Dancefloor 
06. Parpaing 
07. Musette Maximum 
08. Himalaya Massive Ritual 
09. Lost in Introspection 
10. Overweight Poesy 
11. Paranoid Bulldozer Italiano 
12. Barocco Satani 
13. Polyphonic Rust 
14. Kung-Fu Chèvre


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Os belgas KORINTHIANS controlam o caos no disco de estreia


Três anos após Olympus (2016) e dois depois de AWWW (2017) os belgas KORINTHIANS estão de regresso às edições com Chaos Control, o disco de estreia que junta na mesma fatia sintetizadores propulsivos à darkwave romântica. Sediados em Ghent o quarteto composto por Mattias De Backer, Ruben Masson, Kenny Voet e Jeroen Weckhuyzen junta a melancolia dos anos 80 à agressividade dos anos 90 sendo influenciado por nomes como New Order, Depeche Mode, Flavien Berger, Goose, Agent Side Grinder, Silent Runners ou Boy Harsher, para mencionar alguns.

Como resultado, o som vibra o redor de géneros como post-punk, new wave, rock independente, synthwave e uma faceta desafiadora que é facilmente audível para os fãs das sonoridades mais obscuras. Do disco ganham destaque temas como "Aura H671" - ritmado e poderoso tema de abertura -; "Beat" - a trazer à memória os limites sonoros de bandas como Interpol ou Editors -; "Wave" - pela introdução a aportar uma eletrónica suave acompanhada apenas por uma voz declamativa -; e ainda "Regrets" pelo seu power eletrónico e melodia envolvente. Além das referidas, podem ouvir as restantes composições do álbum abaixo.

Chaos Control chegou às prateleiras a 14 de dezembro de 2019. Podem comprar o disco aqui.



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Os Anum Preto revivem o post-punk no último disco, Inferno Interno


Andam a chegar ao nosso radar novos projetos sediados no Brasil com uma peculiaridade especial: esqueceram o clima solarengo que os rodeia e vincaram por uma vertente mais sombria, ainda que bastante estimulante. Os brasileiros Anum Preto são um desses casos: editaram o ano passado o seu disco de estreia Inferno Interno que chega a Portugal numa altura em que o Inverno se afirma e os recebe de braços abertos. Numa sonoridade altamente revival a trazer à memória as bandas que fizeram o post-punk um género dominante nos anos 80 (Bauhaus, Joy Division, Siouxsie and The Banshees para mencionar alguns), os Anum Preto cantam-nos em português os choros e lamentos da inevitabilidade da existência humana.

O projeto formado por Aerson Moreira (voz, guitarra, sintetizador) e Ricardo César (baixo) em 2019, incorpora em Inferno Interno as estéticas do post-punk revival com a decadência contemporânea e sintetizada de nomes como Lebanon Hanover ou Molchat Doma e cantam-nos sobre temas como a efemeridade da vida, a "aceleração" do tempo, as sensações advindas das mais díspares experiências e toda uma parafernália de emoções que circulam a humanidade. Do disco destaque para temas como "Сигарету" - o único tema cantado em russo -; "Inferno Interno" - tema que entra no ouvido quase de instantâneo -; e ainda a cover para "Tua Alma Há de Morrer Antes que a Carne" dos 1983 que aqui recebe um tratamento mais analógico. Retóricas dançantes, texturas monocromáticas e sonoridades altamente melancólicas que fazem deste Inferno Interno um disco absolutamente nostálgico.

Inferno Interno chegou às prateleiras no final de 2019, mais precisamente a 7 de dezembro pela Miado Rouco Records. Podem comprar a versão digital aqui.


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The Hills Mover inicia nova tour pela Europa

© Michael Mostenne

The Hills Mover, o projeto a solo de Grégoire Fray (THOT, Prairie), lançou no início deste ano o primeiro trabalho de estúdio em cinco anos que agora irá apresentar pela Europa numa tour que se prolonga até meados de fevereiro. Before The Wind - um curta duração que incorpora quatro faixas - apresenta uma nova fase na carreira do artista explorando em força os ambientes da música eletrónica entrelaçados com substâncias folk e riffs aconchegantes. Em quatro temas onde sintetizadores criam harmonias badaladas com uma voz desolada, grave e ainda assim esperançosa, The Hills Mover apresenta um disco essencialmente contemplativo, onde ritmos lentos vão sendo desenvolvidos ao redor de pormenores minimalistas.

De Before The Wind já tinha anteriormente sido apresentado o tema "Silver Sleep", em maio do ano passado que serviu de entrada à tour europeia que o levou a nove países para dar 15 concertos entre junho e julho. Agora de regresso ao continente para 17 novos concertos que arrancam já este sábado (18 de janeiro), The Hills Mover traz Before The Wind na bagagem e uma experiência resultante de 40 anos de existência como ser humano.



As datas da tour podem ser consultadas abaixo. Se estiverem numa cidade próxima é aproveitarem.




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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Carne Doce retratam colapso ambiental em "Temporal", primeiro single do novo disco

 © Rogério Watanabe
Os Carne Doce são uma banda brasileira bem conhecida do público português, depois de em outubro do ano passado terem apresentado o seu disco Tônus (2018, Natura Musical) por cidades como Lisboa, Porto, Aveiro, Coimbra e Torres Vedras. Ao que parece, este ano querem cá voltar para uma nova tour de apresentação do seu quarto disco, sendo que já se conhece o primeiro single, "Temporal", o qual aborda o apocalipse ambiental.

“A letra de ‘Temporal’ trata com sarcasmo a incapacidade humana de encarar o risco de destruição do seu habitat e de sua consequente extinção sem arrogância. O ser humano se recusa ou não consegue imaginar um futuro onde ele não reina mais, por isso mesmo parece acreditar que tudo o mais pode desaparecer, desde que ele permaneça”, diz Salma.

No vídeo de "Temporal", uma festa típica numa comunidade no interior do Estado de Goiás (origem da banda) é interrompida por uma falha da energia elétrica. Cenas de uma central hidroelétrica simbolizam um dilúvio e o vídeo finaliza com imagens de ruínas. O vídeo é uma reedição dos arquivos do documentário Paulistas (2018), filmado na comunidade rural Paulistas, município de Catalão, em Goiás, do diretor Daniel Nolasco. O roteiro do vídeo é assinado pelo casal fundador da banda, Salma Jô e Macloys Aquino, e Ricardo Alvez, que também assina a edição.

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METADEVICE lança o seu álbum de estreia no início do próximo mês


7 de fevereiro de 2020 é a data de lançamento do álbum de estreia de METADEVICE, intitulado Studies for a Vortex. O álbum sairá pela mão da seminal editora norte-americana Malignant Records e conta com diversas colaborações, nomeadamente Jonathan Uliel Saldanha (HHY & The Macumbas), Miguel Béco (Atila, Kara Konchar), entre outros, tendo a masterização ficado a cargo de John Stillings (Steel Hook Prostheses) e o grafismo de André Coelho.

METADEVICE é um novo projecto de electrónica industrial onde drones alienantes, musicalidade em colapso, distorção e estática coabitam com a poética do cut-up e apropriação expressa num amplo leque de vocalizações: resultado da fusão de inúmeras de influências desde o power electronics ao dub. O mentor do projecto é André Coelho, membro fundador dos defuntos Sektor 304, ex-colaborador em Mécanosphère e actualmente membro de Iurta.

De momento podem ser escutadas três faixas no bandcamp da editora, estando já abertas as pre-orders.

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STREAM: HATARI - Neyslutrans


Dois anos após o EP Neysluvara e um após a passagem pela Eurovisão - que os projetou para uma alargada audiência mundo fora - os islandeses HATARI editam hoje o tão aguardado disco de estreia, Neyslutrans. O álbum chega às prateleiras uma semana antes da tour que têm agendada em várias cidades da Europa e que, infelizmente, não contempla Portugal. Composto por treze faixas, nas quais se encontra incluído o grande hit de carreira, "Hatrið Mun Sigra", os HATARI lançam um produto de consumo que tem tudo para marcar a nova década: produção exímia, criatividade alargada a vários espectros musicais, uma mensagem fortemente vincada e uma estética de luxo.

Intitulado de Neyslutrans (Comsuption Trance) o álbum que marca a estreia dos islandeses nas edições longa-duração traz um conjunto diversificado de colaborações que incluem o artista pop palestino Bashar Murad - com quem lançaram o tema "KLEFI (صامد)" o ano passado -; o grupo de rap feminista CYBER - que irá abrir os concertos da tour pela Europa -; a sensação do rap underground islandês Svarti Laxness, o violinista internacionalmente aclamado Pétur Björnsson, o compositor de música clássica contemporânea Friðrik Margrétar e ainda a renomada estrela do R&B islandês GDRN. Um trabalho incrível, altamente multifacetado e absolutamente obrigatório.

Neyslutrans é editado esta sexta-feira (17 de janeiro) pela Svikmylla Ehf. O disco conta com edição digital, em CD e vinil. Podem comprar a vossa cópia aqui e consultar as datas da tour europeia aqui.



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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

7777の天使 partilham novo vídeo para "Ski Mask Angels"


Os 7777の天使 partilharam hoje o primeiro vídeo promocional de Ski Mask Angels. Editado em outubro de 2019, o EP marcou a estreia de Pedro Menezes (Swan Palace) e Drvgzila nas edições enquanto dupla.

O vídeo para a faixa-título, que poderão ver abaixo, apresenta uma estética semelhante à produção granulada do EP, cujas cinco faixas balançam entre as melodias ominosas da witch house e os vocais atmosféricos do trap mais vaporoso. 

A dupla atua amanhã, dia 17, no Crew Hassan, em Lisboa, para o primeiro concerto de apresentação do disco, numa noite composta ainda pelas atuações de Purga, Odete, Stasya e DJ Privilégio. O evento inicia pelas 22:00 e a entrada possui o custo de 3 euros.

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The Strokes, Tyler, The Creator e Massive Attack no Primavera Sound Barcelona


Foi ontem anunciado o certame completo da próxima edição do festival Primavera Sound em Barcelona, que regressa ao Parc del Fórum entre os dias 3 e 7 de Junho.

Aos já confirmados Pavement, que garantiram o regresso aos palcos para duas datas exclusivas nos festivais do Porto e Barcelona, juntam-se tantos outros destaques como Tyler, The Creator, Lana Del Rey, The Strokes, Massive Attack, Brockhampton e Bad Bunny.

O cartaz, que integra mais de 200 artistas de 35 nacionalidades, conta ainda com a presença de Earl Sweatshirt, DJ Shadow, King Krule, Freddie Gibbs & Madlib, Iggy Pop, Kim GordonBill Callahan, Kim PetrasHannah Diamond Caroline Polacheck, assim como o regresso aos palcos dos veteranos Bauhaus, Einstürzende Neubaten, Bikini Kill e Jawbox

Mais uma vez, o festival leva a melhor música a várias salas da cidade com os concertos de The Jesus & Mary Chain (a apresentar o álbum Darklands na íntegra), Metronomy, Boy Harsher ou Health.

A edição portuguesa do festival espanhol regressa ao Parque da Cidade do Porto entre os dias 11 e 13 de junho, e o cartaz ainda não é conhecido.

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Estação Mercado - "Há uma festa aqui ao lado"


João Morais, músico desde os finais dos anos 80, integrou, entre outras bandas, os Gazua, criando em 2016 o alter-ego O Gajo, por forma a explorar caminhos alternativos e criativos com a viola campaniça, instrumento igualmente conhecido como viola alentejana. Em 2017, lançou o álbum de estreia Longe do Chão (Rastilho Records), seguido de quatro EPs, quatro viagens com partida de quatro estações (Rossio, Santa Apolónia, Cais do Sodré, Alcântara – Terra), onde apresenta vinte músicas inéditas, editadas em quatro momentos de 2019, correspondendo a cada uma das quatro estações do ano: inverno, primavera, verão e outono, a fazer lembrar uma das mais importantes obras da música clássica - "Le Quattro Stagioni” de Antonio Vivaldi.

Iniciando-se no metal e no punk, com Corrosão Caótica, circulou no mundo do punk-rock, mas deixou-se seduzir pelas ambiências da world music, jazz e blues. Esta mescla de sonoridades confluiu numa procura de mistura com a viola campaniça, mas com influências mais rockeiras. O “casamento” das ideias com este instrumento foi “ouro sobre azul” como o próprio o afirma, encaixando-se na perfeição no que procurava: sons crus, sem loops ou layers.



Foi nas sombras vagas do final da tarde, de um sábado soalheiro, que nos recebeu na sua “sala de estar”, acolhedoramente adornada por uma telefonia antiga (coroada por um despertador), acompanhada por dois candeeiros de mesa e um bengaleiro, cenário ao qual se juntaram as teclas, as guitarras e o bombo. Ladeado por bancadas de “venda”, transformou o espaço compassado pela habitual azáfama de um mercado de bairro, onde os pregões das vendedeiras deram lugar ao universo d’O Gajo que nos tocou histórias citadinas como “Rua Da Felicidade”, “Miradouro Da Batucada”, alusivo ao Miradouro do Adamastor, onde há sempre alguém a marcar o ritmo.

Num espaço improvável, mas que se enquadrava perfeitamente no que o inspira (a cidade de Lisboa) João Morais encantou-nos, no Mercado de Sapadores, com os sons que "arranca” da campaniça, conduzindo-nos para um imaginário de paisagens campestres alternadas com paisagens mais urbanas, povoadas com personagens que dão nome a alguns dos temas como o “Varredor”, “A Carteirista” ou ainda referências ribeirinhas da cidade como o “Cacilheiro”.

 
A participação de Carlos Rosten (músico de Martinica, atualmente a viver em Portugal) em o “Homem do Saco”, “Doutor Bouro”, “Rio Das Pérolas”, “O Caminho É O Poema” (que inicia com voz off de José Anjos a declamar o poema) e "The Model" (dos alemães Kraftwerk) trouxe o calor da música do Caribe para os sons acústicos de João Morais.



O Gajo tem nome e pose de punk, mas do seu instrumento sai a tradição, não sendo música tradicional. É numa mistura hibrida de ambiências sonoras que se encontra “a voz” do músico que se situa num cenário já repleto de guitarristas a solo nacionais, mas que se distingue sem qualquer dúvida de todos os outros. João Morais toca música do mundo e para o mundo!


Texto, fotografia e vídeo: Armandina Heleno

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Emma Acs está desarmada e cheia de amor para dar


Emma Acs continua em promoção do bastante esperado novo EP de estúdio, While I Shoot from My Fortress of Delusions, desta feita com a terceira extração do disco, que chega às prateleiras esta semana sobre o desígnio de "Disarmed". O novo tema projeta Emma Acs para novas ambiências auditivas numa sonoridade que é fria e influenciada pela música eletrónica e hip-hop. No final ouve-se ainda um aconchegante som de cordas que, mais uma vez torna óbvio o facto de que Emma Acs não é uma mulher de ritmos constantes.

No novo vídeo para "Disarmed" além de imagens inéditas, Emma Acs apresenta ainda recortes de filmagens que seguem os mesmos padrões estéticos já apresentados anteriormente com o primeiro tema de avanço "My Beloved Lost To Begin With". Imagens VHS intercaladas com filmagens em Iphone num retrato audiovisual que pretende incorporar-se das vibes postadas nas medias sociais. Emma Acs lo-fi, num EP que se antecipa tornar-se uma grande atração nos próximos tempos.


While I Shoot from My Fortress of Delusions tem data de lançamento prevista para 31 de janeiro pelo selo Third Coming Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

The Garden anunciam novo álbum, Kiss My Super Bowl Ring



Os The Garden anunciaram hoje o lançamento do quarto álbum de estúdio. Kiss My Super Bowl Ring chega dia 13 de março pela editora americana Epitaph e conta com a participação vocal de Ariel Pink, Le1f e Carrot Top. Dylan Brady (100 gecs) e Wharfwit  (Kero Kero Bonito) assinam créditos de produção.

Kiss My Super Bowl Ring marca o regresso às edições dos irmãos Fletcher e Wyatt Shears, que também respondem a solo como Puzzle e Enjoy, respetivamente, dando sucessão ao anterior álbum Mirror Might Steal Your Charm (2018), um caldeirão de estilos e abordagens à música contemporânea tão insólito quanto irresistível.

Em 2019, a dupla americana juntou-se ao cantor-compositor Mac DeMarco para o single "Thy Mission".

O primeiro single, "Clench To Stay Awake", já pode ser escutado em baixo, onde poderão encontrar a capa e respetiva tracklist do disco.






Tracklist

1. Clench To Stay Awake
2. A Struggle
3. Sneaky Devil
4. Kiss My Super Bowl Ring
5. A Fool's Expedition
6. AMPM Truck
7. Hit Eject
8. The King Of Cutting Corners
9. Lurkin' (feat. Khalif Jones)
10. Lowrider Slug (feat. Ariel Pink) 
11. Please, Fuck Off





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7 ao mês com Icy Cold Records


Foi no final de 2018 que a francesa Icy Cold Records começou a dar os primeiros passos na indústria da música underground. Desde então até à data conta já com um catálogo composto por 32 edições onde ganaham destaque nomes como Blood Blush, Sydney Valette, Bring Her, Je T'Aime, DEAD, Les Tétines Noires, entre outros. Para 2020 antecipa-se mais um ano em grande, com foco nas novas edições dos franceses Tisiphone e dos italianos Talk To Her, entre outros anúncios que chegarão a seu tempo. 

Intrigados em saber mais sobre a prolífica editora francesa que se está a tornar num hub para as novas bandas da onda dark, convidámos um dos membros fundadores - Jean Louis Martel - a escolher sete nomes que influenciaram o trabalho que tem feito como label manager ao longo dos últimos anos e que, acima de tudo, o marcaram como pessoa. Aproveitem para conhecer mais de perto a Icy Cold Records através do novo 7 ao mês:


"É hora de enfrentar uma seleção muito complicada! Mesmo que o pedido seja sobre sete álbuns, vamos começar pela minha música favorita de sempre, eu acho. "Original Sin" dos INXS é a tal, porque se trata da minha primeira emoção musical ao ouvir rádio num camião de gado :-) ... sozinho numa fazenda da Normandia durante uma noite fria do inverno em 1983... fuga, sonhos, espera ... A minha escolha não está relacionada à qualidade da música em si, mas é uma seleção de "sentimentos" que me traz algumas lembranças, pessoas e escolhas de vida."


DEPECHE MODE - The Singles 81-85 (1985)

A primeira é a compilação The Singles 81-85 dos Depeche Mode. Foi a minha primeira cassete. Não tenho muitas coisas a dizer exceto as intermináveis tardes de verão (com cervejas, etc) no nosso pequeno estádio de futebol. Mais de 20 anos depois ainda é um prazer dançar ao som da música deles nos clubes de Paris.





FIELDS OF THE NEPHILIM - Earth Inferno (1991)

Depois veio o primeiro concerto que me marcou mesmo a sério, no dia 31 de janeiro na Salle Georges Brassens em Caen, por causa de uma rapariga estranha de preto que eu conheci alguns dias antes... Fields Of The Nephilim e The Oposition durante a sua tour "Rock En France". Então, a minha segunda escolha é o Earth Inferno dos Fields Of The Nephilim (e os 3 álbuns anteriores). Uma explosão para os meus ouvidos, uma revelação, T-Shirts, novo visual (sem chapéu :-)), um novo objetivo, uma mudança real para um rapaz de 18 anos de idade... os primeiros passos na cena gótica. E se eu falar de qualidade ao vivo, os gajos eram brilhantes nesse período. Eu nunca ouvi um concerto tão perfeito desde o Earth Inferno





NEW MODEL ARMY - Thunder And Consolation (1989) 

A minha verdadeira etapa de descoberta de música aconteceu em Caen durante os meus anos na faculdade. É difícil escolher um álbum, mas vou mencionar o Thunder And Consolation dos New Model Army. (Poderia também ter sido: o Rise dos Nosferatu pelas garrafas de Zubrowka que proporcionou à beira mar ao final do dia e em apartamentos, o Swamp Thing dos The Chameleons, o But What Ends dos Death In June pelos sentimentos, ou ainda o Sargonid Seals dos Garden Of Delight que acompanhou a minha primeira viagem a Paris até à sala La Locomotive). Passei tantas horas a ouvir a Radio 666 com os programas "Gray Light In Darkness" (David) e "Darkside" (Guillaume): uma real educação musical graças a estas duas grandes pessoas que conheci mais tarde em Paris. 





PINK TURNS BLUE - Ghost (2007)

Paris e uma "vida profissional" em 1998: um período de calma até os meus primeiros passos na Manic Depression Records, no final de 2005. A verdadeira explosão foi a fase da Strobelight Records: algo novo e fresco. Estes gajos fizeram muita coisa e quero mesmo agradecer-lhes. O lançamento deles, Ghost dos Pink Turns Blue está gravado no meu cérebro por razões pessoais. O último "Judgement Day festival" em Dornbirn deu início a uma viagem de carro (o PT Cruiser queimou alguns anos depois) com um passageiro de "alma perdida" ao meu lado. 





BLACKLIST - Midnight Of The Century (2009)

Esse foi o meu novo começo para os próximos 10 anos (para coisas boas e ruins) e o Midnight Of The Century dos Blacklist (que vi no Judgement Day) é o símbolo. Eles vão tocar novamente no WGT este ano. 





WINTER SEVERITY INDEX - Slanting Ray (2014) 

Depois disso entrei no meu período Post-Punk/Coldwave. Era a altura de fazer a Manic Depression Records crescer. O Slanting Ray dos Winter Severity Index (poderia ter sido o People Of Nothing dos People Of Nothing) e o lindo som de guitarra de Simona foi a chave para isso acontecer. Ainda passo o tema "A Sudden Cold" em quase todos os meus DJ Sets. Um novo álbum surpreendente está a vir a caminho. 





VISIONS IN CLOUDS - What If There Is No Way Out (2018) 

A última escolha é What If There Is No Way Out dos Visions In Clouds. Por causa desta banda suiça, a Icy Cold Records foi criada e agradeço muito a eles, mesmo que eu tenha menos tempo livre agora do que antes!!! Também adoro o som deles e a festa de lançamento deste disco em Luzern proporcionou aos membros da Icy Cold Records uma nova viagem iniciática de carro pela Suíça, com uma pausa no Museu Giger, em Gruyères. 

Definitivamente, estes sete álbuns são as minhas sete chaves ... como o conceito original dos Garden Of Delight :-)




Se quiserem saber mais sobre a Icy Cold Records aproveitem para a seguir através do Facebook, ou pela plataforma Bandcamp, onde podem comprar as suas edições.



--------------- ENGLISH VERSION ---------------


It was in late 2018 that French Icy Cold Records began to take its first steps in the underground music industry. Since then until the date, its catalog is already composed of 32 editions which include names such as Blood Blush, Sydney Valette, Bring Her, Je T'Aime, DEAD, Les Tétines Noires, among others. By 2020, another big year is anticipated, with a focus on new editions of the French Tisiphone and Italians Talk To Her, among other announcements that will arrive in the meantime. 

Intrigued to learn more about the prolific French label that is becoming a hub for new dark bands, we invited one of the founding members - Jean Louis Martel - to pick seven names that have influenced the work he has been doing as a label manager over the last few years and, above all, that have marked him as a person. Take a closer look at Icy Cold Records by reading the first 2020 edition of "7 ao mês" right below.


"It's time to face a very complicated selection! Even if the request of Sonia is 7 albums, let's start by my favorite song, forever I guess. INXS "Original Sin" is the one because it's my real first music emotion while listening to the radio in a cattle truck... :-) alone in a farm of Normandy during a cold winter evening in 1983... escape, dreams, hopes... My choice is not related to the quality of the music itself, but it is rather a "feeling" selection that brings me some memories, people and life choices."


DEPECHE MODE - The Singles 81-85 (1985)

The first one is Depeche Mode - The Singles 81-85. My first Tape... not a lot of things to say except endless summer evenings (with beers, etc) in our small football stadium :-) More than 20 years later it’s still a pleasure to dance on their music in Paris clubs.





FIELDS OF THE NEPHILIM - Earth Inferno (1991)

Then came my first significant gig on the 31st of January at the venue Salle Georges Brassens in Caen because of a strange girl in black met a few days before… Fields Of The Nephilim and The Opposition during their "Rock En France" tour. So my second choice is Fields Of The Nephilim - Earth Inferno (& the first 3 albums). A blast for my ears, a revelation, T-Shirts, new look (without a hat :-) ), a new goal, a real change for a young 18-year old boy… first steps in the Goth scene. And if I speak of a live quality, these guys were brilliant at this period. I’ve never heard such a perfect live since Earth Inferno.





NEW MODEL ARMY - Thunder And Consolation (1989)

So my real music discovery music step was launched in Caen during my graduate studies. It’s hard to pick one album, but let’s say New Model Army - Thunder And Consolation (it could have been: Nosferatu's Rise for Zubrowka bottles at the evening seashores and in flats, The Chameleons' Swamp Thing, Death In June's But What Ends... for feelings, and Garden Of Delight's Sargonid Seals for my first trip to Paris, to La Locomotive). I've spent so many hours listening to listen to Radio 666 with their "Grey Light In Darkness" (David) and "Darkside" (Guillaume) radio programs: a real music education by these two great guys that I've met later in Paris.





PINK TURNS BLUE - Ghost (2007)

Paris and a "job life" in 1998: a period of calm until my first small steps in Manic Depression Records in late 2005. The real blast was the Strobelight Records phase: something new and fresh. These guys have done so much and I want to thank them. Their release Pink Turns Blue - Ghost is written in my brain for personal reasons. Their last "Judgement Day festival" in Dornbirn has been an initiatory trip by car (PT Cruiser that burned a few years later) with a "lost soul" passenger at my side. 





BLACKLIST - Midnight Of the Century (2009)

That was my new start for the next 10 years (for good and bad things) and Blacklist's Midnight Of The Century (seen there at ) is the symbol. They gonna play again at WGT this year. 





WINTER SEVERITY INDEX - Slanting Ray (2014)

Then I entered my Post-Punk/Coldwave period. It was the time to make Manic Depression Records grow. Winter Severity Index's Slanting Ray (it could have been People Of Nothing - People Of Nothing) and the beautiful guitar sound of Simona has been the key to that. I still play "A Sudden Cold" at almost each of my DJ Sets. A new surprising album is coming very soon. 





VISIONS IN CLOUDS - What If There Is No Way Out (2018)


The last one is Visions in Clouds - What If There Is No Way Out. Because of these Swiss guys, Icy Cold Records has been created and I thank them for this even if I have less free time than before!!! I love their sound too of course. And their Release Party in Luzern has been a new initiatory "Icy Cold's members" trip by car around Switzerland with a step at Giger's Museum in Gruyeres. 

Definitely, these 7 albums are my 7 keys … like the original Garden Of Delight concept :-)




If you want to know more about Icy Cold Records make sure you follow them on Facebook or at the Bandcamp page where you can buy their releases.

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Mais 20 nomes no alinhamento de concertos do Tremor 2020


São mais vinte nomes aqueles que se juntam hoje ao alinhamento de concertos e clubbing do Tremor deste ano. Do funaná dos Ferro Gaita, até à linguagem audiovisual de Push 1 stop & Wiklow, passando pelos cruzamentos de géneros de Anna Meredith (na foto), 33EMYBW e Ko Shin Moon, as reflexões para violino de Samuel Martins Coelho e o regresso a Portugal de Warmduscher e do brasileiro GIO, começa a ganhar formato final a proposta de música para o festival açoriano. Nos nomes nacionais, adicionam-se ainda Gonzo e os açorianos Luís Gil Bettencourt e Mário Raposo (AV Cactus Sessões). No universo do clubbing, escolha a propor diversas viagens ao tropicalismo e psicadelia mundial com La Flama Blanca, Instituto Fonográfico Tropical, DJ Fitz, a dupla Milhafre e Gaivota e Goldfish, Good in Da’Hood e Huntz Huntz

Os novos nomes juntam-se aos já anunciados Lena D'Água, Solar Corona, Angélica Salvi, Conferência Inferno, The Dirty Coal Train, Juana Molina, Kathryn Joseph, Föllakzoid, Gabber Modus Operandi, Larry Gus, MadMadMad, MC Yallah & Debmaster, Pelada, RomeroMartín, Sessa, Vanishing Twin, Lil Kyra e In Peccatvm.

Os bilhetes para a sétima edição do Tremor já se encontram à venda na BOL, FNAC, Worten, CTT e La Bamba Bazar Store, em Ponta Delgada, por 50 euros. O festival anunciará nas próximas semanas a programação para as residências artísticas, exposições e criações especiais.


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