sábado, 25 de janeiro de 2020

O Manipulador e Conferência Inferno - Música de “salvação nacional”



Cais do Sodré 2020

“We're going downtown we don't want to be alone with ourselves 
We're going downtown to meet our other half 
We're going downtown cuz we're tired of masturbating 
We're going downtown to have a story to tell”

O roteiro escrito desta noite passa pelo Sabotage Club. O Manipulador veio ao Cais do Sodré apresentar Doppler. O cenário exterior parece uma recriação de Blade Runner: chuva miudinha néones publicitários, vendedores de substâncias ilícitas e colónias de turistas, a chamada globalização.

Esta noite atrai-nos o fetish pelas sonoridades obscuras e sombrias. As paisagens campestres já não nos movem. O estado de espírito está preso/congelado algures numa nave intergaláctica perdida num buraco negro. 



Manuel Molarinho é exímio em lançar-nos numa teia sem fuga possível. A subversão com que toca nas quatro cordas e o bate pé nos efeitos especiais são poesia sonora para o nosso sistema auditivo.

O que me prende naquilo que vejo é a alternativa que ainda nos vai surpreendendo com estes “astronautas”, que nos fazem ainda acreditar em Deus e nos extraterrestres. O paraíso ainda é possível!

O homem é músico sim, mas é também contador de estórias citadinas e noturnas, procurando encontrar, em cada esquina, uma satisfação para os seus desejos imediatos…. Afinal o presente/futuro estão mesmo aqui ao lado, o seu nome é Doppler.

A artwork do CD (editado pela Saliva Diva) de André Catarino é belíssimo; um mundo de fantasia sinistra em decadência, um ilustrador a acompanhar.



Setlist:

“The Sheep” | “Downtown” | “Baby I Don't Feel So Well” | “It's You” | “If You Ruled The World” | “Coward” | “Ground People” | “Voices In Your Head” | “Bloody Tongue” | “They Took It” |



Videodrome




Conferência Inferno, transmissão psíquica na televisão do eterno paraíso da estática, é o ID de apresentação na sua página do Facebook aos telespectadores...

O programa exibido em prime time é uma espécie de onirismo. Salvador Dali fazia uso da privação do sono para composição das suas obras. Raul Mendiratta e Francisco Lima no seu Bandcamp descrevem os seus delírios entre “pop náutico e militarizado que levou uma injeção de pica descontrolada e o kraut um supositório de tensão. Pastilhas coloridas de surrealismo foram dissolvidas na água da darkwave mais escura e o punk enfiado num colete de forças com fecho eletrónico”.

O que assistimos nesta noite no Sabotage faz-nos lembrar um pouco o canal memória da RTP. Traz-nos recordações disto e daquilo, a voz é o X, os synths são o P, o baixo é o T e tudo o resto é O de …. Onírico!

O meu desejo enquanto espectador é conhecer a nova temporada, que espero, acredito mesmo que seja, a saída de um álbum neste 2020, para além dos quatro temas que ouvi e que constam no EP de estreia Bazar Esotérico.



Setlist:

“Amanhã” | “Radiação” | “Não Quero Antes” | “Estática” | “Diabo” | “Sina” | “Ausente” | “Cetim” | “Apocalipse” | “Sol” |




Texto, fotografia e vídeo: Virgílio Santos

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Talk To Her apresentam finalmente a abrasiva "Ibisco"


É uma das mais incendiárias faixas que integra o alinhamento do disco de estreia dos italianos Talk To Her e apresentar-se sob o nome "Ibisco". A primeira faixa oficial de apresentação do LP Love Will come Again chega esta sexta-feira (24 de janeiro) às plataformas digitais e promete fazer ferver os termómetros. O tema é apresentado através de um trabalho audiovisual que abrange filmagens de manifestações e confrontos agressivos, a revolta social e o poder e determinação que cada pessoa, de forma individual, consegue adquirir. Podem ver o respetivo vídeo abaixo.

Love Will Come Again é um trabalho de dez faixas que se foca no coceito do amor e do poder avassalador que este acarreta. No disco, que chega  às prateleiras dois anos após a estreia com o EP HOME, a banda italiana faz questão de incorporar na versão estúdio um pouco mais do poder que emanam ao vivo, explorando uma mão cheia de emoções tanto ao nível do ritmo, pelos sitetizadores fervorosos que aporta, como pelas guitarras estridentes, o baixo propulsor e a sempre poderosa voz de Andrea Visaggio.


Love Will Come Again tem data de lançamento prevista para 14 de fevereiro numa co-produção entre a italiana Shyrec e a francesa Icy Cold Records (pre-order digital aqui). O disco contará com edição em CD, vinil e digital. 

Love Will Come Again Tracklist:

01. Innocence 
02. Truth 
03. Ibisco 
04. Hollow 
05. Set Me Free 
06. No Other View 
07. The Caller 
08. View (Reprise) 
09. Away/Afraid 
10. Confession

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Anytime Cowboy estreia-se em modo surf-rock decadente


Anytime Cowboy, a nova cara da Third Coming Records e também o novo empreendimento musical do artista visual Reuben Sawyer (The Column, Window ...), vai estrear-se nas edições de estúdio este ano com o longa-duraçao homónimo que chega às prateleiras já no próxio mês de fevereiro. Juntamente com o anúncio do novo trabalho - que contará com um total de 12 temas inéditos - o artista avançou também com o primeiro tema de avanço, "On the Narrow Streets".

Em "On The Narrow Streets", Anytime Cowboy mistura influências que vão desde Pavement a DIAT sem nunca descurar Syd Barrett. O tema pode escutar-se abaixo.



Anytime Cowboy tem data de lançamento prevista para 28 de fevereiro, em formato vinil e digital pelo selo Third Coming Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Anytime Cowboy Tracklist:

01. Story of Skin Island 
02. Zenith Man 
03. Chrome Angels 
04. Display Case 
05. The Strangler 
06. Cheering on the Innocent 
07. Crooked Nail 
08. Digging Around 
09. Judgement 
10. On the Narrow Streets 
11. Everything Is Useful 
12. Private Host

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CYBER lançam um "Caprisun" badalado

© Berglaug Petra
A dupla islandesa de rap/hip-hop feminista CYBER acaba de lançar um novo tema que se fará escutar bem alto pela tour europeia que têm agendada juntamente com a força anti-capitalista HATARI. O novo tema "Caprisun" foge um pouco àquilo que já tínhamos ouvido em temas como "HLAUPTU (RUN) Feat. HATARI" ou "Fiðringur", apostando numa sonoridade mais suave, mas sempre recheada pelas vibes descontraídas a que tão bem nos têm habituado desde 2014, data em que o projeto se tornou sério.

As CYBER começaram quando Salka e Jóhanna tinham 16 anos e decidiram formar uma dupla punk/thrash/disco chamada CYBER, batizada com o nome de um batom que ambas gostavam, mesmo que nenhuma delas se sentisse à vontade para cantar. Depois de algum tempo e até 2013 a banda acabou por se ligar às origens do hip-hop tendo começado a escrever novo material e abandonando o thrash metal para sempre. Agora numa tour conjunta com os HATARI - que as promete projetar para as bocas do mundo - as CYBER preparam o público com "Caprisun", novo tema badalado que se pode escutar abaixo.


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IVY (Rita Sampaio) junta-se à APAV na luta contra a violência para o lançamento do novo single


"8h17am" é o terceiro single de Over and Out, disco que marcou a estreia a solo de Rita Sampaio (GrandFather’s House) como IVY. Para o lançamento do videoclipe deste novo tema, a artista juntou-se à APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima para a sensibilização contra a violência. 

Realizado pela Ficus Films e produzido em colaboração com a Cosmic Burger, o vídeo de "8h17am" reúne uma série de relatos de violência que, apesar de fictícios e protagonizados por atores, pretendem sensibilizar para casos reais de todo o tipo de violência – emocional, física, contra mulheres, homens, crianças ou idosos – e apelar à denúncia. O videoclipe foi lançado esta quinta-feira em exclusivo nas redes sociais da APAV

Em "8h17am", a voz de Rita Sampaio junta-se à de Rui Gaspar (First Breath After Coma) num dueto despido de grandes produções, acompanhado apenas pelo piano. “O resultado dá voz à crueza, simplicidade e, ao mesmo tempo, complexidade que pode representar este sentimento que nos é tão comum a todos: o amor. Cantamos acerca do quanto pode trazer ao de cima o melhor de nós mas também o pior. A verdade é que uma das razões pelas quais muitos dos casos de violência não são denunciados, é exatamente, o amor. O amor não é isso. É importante não esquecermos que o amor por uma outra pessoa não nos deve diminuir, limitar ou magoar de forma contínua e abusiva. É importante não esquecermos o amor próprio”, explica Rita Sampaio. 

"8h17am" é a faixa que encerra Over and Out, trabalho que assinalou a estreia a solo de Rita Sampaio como IVY. Referido em listas dos melhores discos/temas de 2019, o álbum – produzido e gravado por Rita Sampaio, João Figueiredo e CASOTA Collective – assume-se como uma obra autobiográfica e extremamente íntima da artista. 

As próximas datas ao vivo incluem a passagem por Viseu (1 de fevereiro, Carmo 81), Vila Real (8 de fevereiro, Clube Vila Real), Beja (21 de fevereiro, A Casa - Oficina Os Infantes), Leiria (14 de março, Stereogun) e Braga (21 de março, Café Concerto RUM by Mavy).

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STREAM: Homem em Catarse - sem palavras | cem palavras


Saiu hoje o novo trabalho de Homem em Catarse, o alter ego musical do músico Afonso Dorido (indignu), intitulado sem palavras | cem palavras, que tem a chancela e apoio da Fundação GDA.

Afonso Dorido explora as cordas da guitarra e o corpo da mesma como ninguém. Depois de ter recebido vários louvores da crítica com o EP Guarda-Rios e o aclamado álbum Viagem Interior, Homem em Catarse inicia este ano de 2020 com o novíssimo e conceptual sem palavras | cem palavras, baseado num poema da sua autoria que dá mote e título ao disco onde ouvimos pela primeira vez um piano e laivos de eletrónica em sintonia com a sua inconfundível guitarra.

Aproveitem para passar no seu bandcamp para ouvir este novo álbum ou para explorar um pouco melhor toda a sua discografia.


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The Artist Is Irrelevant apresenta álbum de estreia e ainda não sabemos quem é


Quem é The Artist Is Irrelevant
Não sei, mas isso também pouco parece importar.

Sei que lançou hoje (24 de janeiro) o seu álbum de estreia homónimo com o apoio da GDA, o qual conta com 8 temas produzidos, misturados e masterizados por Noiserv no seu novo estúdio A Loja, que contribuiu também com a sua voz vocoderizada no tema “Gizmo”.

Este projeto "desconhecido" nasceu da ideia de que qualquer música - ou qualquer peça de arte, num sentido mais lato - é um recipiente vazio até ao momento em que chega aos ouvidos e ao coração de alguém. Só no momento em que alguém a ouve e projeta nela as suas alegrias e tristezas, sucessos e frustrações é que ganha verdadeiramente forma e sentido. A partir daí deixa de pertencer ao seu autor e passa a ser parte integrante da vida e das recordações daquela pessoa, naquele momento no tempo. É por isso que quando ouvimos uma música que nos tenha acompanhado numa fase importante da vida, somos imediatamente transportados para esse momento no tempo. Nesse sentido, o artista é irrelevante bem como qualquer explicação acerca da sua criação: em última análise, só interessa a relação emocional que o ouvinte criará - ou não - com as canções.



O álbum de estreia The artist is irrelevant explora este conceito e corta por completo as amarras ao seu autor, deixando inteiramente nas mãos dos ouvintes criarem as suas próprias interpretações. Ao mesmo tempo, é também um teste ao valor da música por si só e uma rejeição do culto do “eu” e da imagem, que tem dominado por completo o panorama cultural e social nas últimas décadas.

O tema "Play that Sulky Music, White Boy” é o mais recente single do artista "sem nome" e brinca com a ideia de que mesmo a música mais soturna também pode ser dançável e viciante, algo que espelha bem os diferentes ambientes ao longo deste tema que começa negro e misterioso e acaba numa poderosa explosão. O tributo aos sons que marcaram a década de 80 é claro e assumido, não só nesta faixa mas também ao longo de todo o álbum, onde foram utilizadas caixas de ritmo clássicas ao lado de samplers e hardware moderno baseado na linguagem de programação Pure Data.

O enigmático vídeo que apresenta o single dá forma às várias camadas do tema que aos poucos, e ao ritmo de um compasso crescente, revela o que sempre esteve na alma e no foco da música.


Concertos ao vivo não irão acontecer para preservar o anonimato do autor de The Artist is Irrelevant e manter fiel o conceito do projeto, que privilegia a relação que cada ouvinte quiser criar (ou não) com a música, sem que a identidade, história ou contextualizações do autor interfiram neste processo.

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Reportagem: O Manipulador [Maus Hábitos, Porto]


“We went downtown to make up for our boring lives” 

Na noite de 15 de janeiro rumámos downtown, até aos Maus Hábitos, para a primeira apresentação ao vivo de Doppler d’O Manipulador, um projeto one-man ou melhor, one-man-baixo de Manuel Molarinho (também frontman dos Baleia Baleia Baleia). Este é o 4º álbum (com label da Saliva Diva) deste projeto experimental, onde o baixo elétrico é usado como instrumento total. 

Influenciado por bandas de rock alternativo e a ética de DIY Manuel Molarinho inspira-se em paisagens industriais abandonadas, nos ritmos e melodias das conversas e na experimentação. Tudo isto se traduz na originalidade da criação de temas em que o baixo, acompanhado de pedais, loop station e voz, assume o protagonismo de percussão, textural e melódico. 

Pouco passava das 22h30 quando a sala começou a borbulhar ao ritmo do alinhamento “desalinhado” d’O Manipulador. O músico ao entrar em sala preencheu a tela de um palco desnudado, onde apenas se vislumbrava o microfone, pedais, o baixo e pouco mais, iluminando-se ou obscurecendo-se ao ritmo das músicas que iam sendo “violadas”. 


As músicas de Molarinho retratam o quotidiano de um viver citadino que nos transmite sentimentos, muitas vezes de tensão latente, como quando ouvimos “Bloody Tongue”, de melancolia ou até de lamento como “Baby I Don´t Feel So Well”, de dilemas interiores, de procura “Downtown” e mesmo de uma certa obscuridade. Ouvi-las, é o estimular de diversos sentidos em simultâneo, transmitindo-nos a sensação de sermos parte integrante da ação à medida que a “teia” sonora vai sendo construída e a armação de loops nos vai envolvendo e capturando. 

Num ambiente despretensioso, bem característico dos Maus Hábitos, o público não resistiu à dança, vibrando com temas como “If You Ruled The World”. Entre músicas, Manuel Molarinho foi fazendo alguns agradecimentos, nomeadamente aos anfitriões em sala, ao público que ali se tinha deslocado em noite tempestuosa ou até a André Catarino, autor da excelente artwork de Doppler.

A noite termina com eletrizantes minutos de improvisação d'O Manipulador, que entraram no ouvido como que o embrião de um novo tema. O intenso e belo efeito Doppler acertou-nos como poesia irrequieta e intensa.


Texto: Armandina Heleno 
Fotografia: David Madeira

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TAMARYN junta-se ao cartaz do Post-Punk Strikes Back Again 4


Tamaryn, cantora e compositora de origem neozelandesa, atualmente sediada nos Estados Unidos, vai finalmente fazer a sua estreia em território português em setembro naquela que virá a ser a quarta edição do festival Post-Punk Strikes Back Again, no Porto. A artista que a cada lançamento novo amplia a palete de sons, aterra em Portugal a 27 de setembro no último dia do festival que se foca nas vozes femininas. Criando um sonho gótico com discos que têm mantido uma qualidade elevada ao longo dos últimos dez anos, Tamaryn traz a Portugal a nostalgia que carrega na alma.

Com uma discografia que aporta quatro discos longa-duração (entre uma série de EP's) e que iniciou com The Waves (2010) foi, com o exuberante Cranekiss (2015), que Tamaryn mudou para uma nova direção apostando em força nos sintetizadores. A Portugal a artista traz o mais recente disco de carreira Dreaming the Dark (2019), o trabalho mais escuro e, de certa forma, o mais acessível, ao encontrar um equilíbrio sincero entre a pop e o post-punk. Uma evolução musical e estética que aporta um véu de Cocteau Twins e Kate Bush e pode ser experienciada em estreia nacional no Hard Club, Porto no primeiro fim-de-semana do outono.


Tamaryn (Nova Zelândia) junta-se assim aos já confirmados iLiKETRAiNS (Inglaterra), Bärlin (França), Tisiphone (França), Sofia Portanet (Alemanha), New Pagans (Irlanda), Then Comes Silence (Suécia), VLURE (Escócia) e Fabricators (Inglaterra), para atuarem no festival que tem tudo para se tornar um fenómeno em ascensão na celebração das novas ondas underground. A quarta edição do Post-Punk Strikes Back Again (PPSBA) acontece nos dias 26 e 27 de setembro no Hard Club. Os bilhetes serão postos à venda assim que o cartaz completo for divulgado, o que acontece já no próximo mês de fevereiro. Todas as informações adicionais podem ser consultadas aqui.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Velvet Kills anunciam novo disco, Bodhi Labyrinth


Os Velvet Kills regressam às edições este ano com Bodhi Labyrinth, disco que chega às prateleiras três anos após a edição de Mischievous Urges (2017, Unknown Pleasures Records). A dupla de synth-punk/electro-rock formada por Su Eko (voz/baixo) e Harris Iveson (guitarra/sintetizadores/voz) celebra agora nova edição em casa francesa - na alçada da Icy Cold Records e Manic Depression Records - explorando com mais detalhe as sonoridades envoltas à base de texturas cinematográficas, sintetizadores potentes e as guitarras arrojadas, que têm caracterizado o seu trabalho.

Segundo a nota de imprensa Bodhi Labyrnth pretende "despertar o labirinto das nossas mentes para sermos livres do ódio, ganância e ego. (...) As mensagens são codificadas em sarcasmo, eufemismo, hipérbole e ironia, onde a dupla investiga os arquivos de uma civilização solitária e questiona o propósito da vida versus as estruturas governamentais, onde "pagamos e levamos um produto" e onde o amor é esquecido".

Juntamente com os detalhes de Bodhi Labyrinth, os Velvet Kills apresentaram duas malhas novas: "In The Gold Mine" e "Noise" que podem ser escutadas abaixo. 


Bodhi Labyrinth tem data de lançamento prevista para 12 de março numa co-produção entre as francesas Icy Cold Records (pre-order aqui) e Manic Depression Records (pre-order aqui) e pela espanhola Unknown Pleasures Records (pre-order aqui). 

Bodhi Labyrinth Tracklist:

01. Bitch Face 
02. Cash And Move 
03. In The Gold Mine 
04. Noise 
05. The Key 
06. Hangover Calling


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Jackie Lynn anuncia novo álbum, Jacqueline


A cantora e compositora canadiana Haley Fohr, que atua sob o pseudónimo Circuit Des Yeux desde 2008, anunciou hoje o lançamento do segundo álbum enquanto Jackie Lynn, projeto paralelo que explora uma faceta mais minimal e eletrónica e que deu a conhecer o seu primeiro álbum em 2016. Jacqueline, o novo disco da canadiana, recebe o selo da editora americana Drag City e é lançado a 10 de abril.

O anúncio vem acompanhado de uma nova formação, que se expande para um quarteto formado por Fohr e os três membros que compõem o grupo americano Bitchin Bajas, eles que também contribuíram para a composição instrumental do último disco de Circuit Des Yeux, Reaching For Indigo, em 2017.

"Casino Queen" é o primeiro avanço de Jacqueline, e o vídeo que o acompanha, co-produzido pela canadiana em conjunto com o realizador Krzys Piotrowski, já pode ser visto em baixo. 






Tracklist

01. Casino Queen 
02. Shugar Water 
03. Dream St. 
04. Short Black Dress 
05. Lenexa 
06. Odessa 
07. Traveler’s Code of Conduct 
08. Diamond Glue 
09. Control

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Riki lança mais um tema incendiário, "Earth Song"


Está quase a chegar a data de lançamento daquele que é já um dos mais aguardados lançamentos do ano na cena synth-pop contemporânea: Riki, o incendiário álbum de estreia de Riki, o projeto a solo de Niff Nawor - artista visual, ex-membro da banda Crimson Scarlet e um nome ativo no panorama do deathrock/anarcho-punk da Califórnia. No projeto a solo e com grande foco nos sintetizadores e toda uma imagem sensual subliminar, Riki aposta em sintetizadores altamente aditivos, intensos e monocromáticos, ainda assim recheados em harmonia e uma vibe bastante colorida, por mais paradoxal que possa soar.

Depois de já ter apresentado os fervorosos "Napoleon" e "Böse Lügen (Body Mix)", Riki apresenta-nos agora o incendiário "Earth Song", uma malha de post-punk inflenciada pelos 80's e acrescida pelas ondas electrónicas da synth-pop. O novo tema é apresentado através de um trabalho audiovisual que, à semelhança dos anteriores trabalhos, mostra em grande foco o lado sensual de Riki. Se ainda não o conhecem, disfrutem:


Riki tem data de lançamento previsto para 1 de fevereiro de 2020 em formato vinil, CD e digital pelo selo Dais Records. Podem fazer pre-order da vossa cópia aqui.

Riki Tracklist: 

01. Strohmann 
02. Napoleon 
03. Böse Lügen 
04. Know 
05. Earth Song 
06. Spirit Of Love 
07. Come Inside 
08. Monumental

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Vila Martel apresentam-se ao mundo e não querem ir embora


Os Vila Martel são um quinteto lisboeta formado por Afonso Alves na bateria, Francisco Botelho na guitarra, Francisco Inácio na guitarra, Rodrigo Marques Mendes na voz e Tiago Cardoso no baixo. Dedicam-se ao indie rock cantado em português e o seu primeiro álbum está já ao virar da esquina.

Gravado entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019 nos estúdios Ás de Espadas e Tcha Tcha Tcha, o álbum homónimo conta com 8 temas novos, onde os teclados são colocados em plano de fundo e as guitarras em maior destaque, provando que o indie rock ainda pode ser feito de amplificadores barulhentos e vozes berradas.

"Não nos Deixem Ir Embora" é o single de apresentação da banda e fala sobre a falta de vontade de sair do país por necessidade, quando o sonho é ficar em Lisboa. É sobre não querer ver os aeroportos como locais de despedida. Há uma festa, uma última noite para aproveitar na cidade, e a banda sonora é Vila Martel.  



Esta faixa faz-se acompanhar de um vídeo, realizado pelo próprio vocalista/ guitarrista, Rodrigo Mendes, que serve como espelho da personalidade de cada um dos membros, e da sua relação individual com a banda e como banda. 

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STREAM: Stromboli - Ghosting [Threshold Premiere]


Stromboli is the solo project of Nico Pasquini, an Italian noise artist and producer from Bologna whose compositions are based at the intersection of drone and the weavings of industrial music. 

With Stromboli, the debut EP released in 2015 by Maple Death Records, the project received honorable mentions from publications such as The Quietus, Decoder, 20JazzFunkGreats, and British music critic Simon Reynolds, who compared its music to the more isolationist period of the post-90's rock. 

The producer's first long-lasting album, Volume Uno, arrived two years later and brought a more destructive sound from industrial ancestry, where the grain and texture of the ambient composition join to the chaos of the brutalist electronics. 

In 2020, Stromboli returns for its sophomore album, this time on Berlin-based label Oltrarno Recordings. Ghosting, the Italian's new album, represents both part of Nico Pasquini's daily life "and the struggle between earthly and unearthly forces". Produced between the summer of 2018 and the spring of 2019, Ghosting presents another collection of dashing and disconcerting compositions, full of aerial synthesizers and ominous atmospheres that cohabit with the strength and opulence of the rhythmic pulsars. 

The album is available both online and on tape next Friday, January 24th (pre-order it here) and can be now streamed in advance below.

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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Puce Mary regressa à ZDB em março


A Galeria Zé dos Bois anunciou hoje o regresso de Puce Mary a Portugal. Depois de lá ter atuado em 2019, a música dinamarquesa regressa à sala lisboeta para um concerto no dia 20 de março. O reencontro dá-se a propósito da primeira noite Borshch na ZDB, que convida a dinamarquesa para um serão que contará também com a presença do português Ivy' s Hands na primeira parte.

Puce Mary, que é uma das figuras proeminentes da música pós-industrial de hoje, assinou o seu primeiro álbum pela editora berlinense PAN em 2018, com o tenebroso The Drought.

O português Ricardo Bruce atua sob o pseudónimo Ivy's Hands e o seu primeiro disco pela Borshch, Leonor, é descrito pela editora como um "requiem para uma alma perdida que se afasta do desânimo da morte que ocorreu numa infeliz noite de Berlim".

Os bilhetes para o concerto já se encontram disponiveis e podem ser comprados a custos que variam entre 10 € (pré-venda) e 12 € (no dia).

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Bill Callahan regressa a Portugal para três concertos


Bill Callahan regressa a Portugal para uma tour de três datas que passará a 30 de maio no Porto (Hard Club), a 31 de maio, em Coimbra (Convento São Francisco) e a 1 de junho em Lisboa (Aula Magna).

No decorrer de uma carreira já longa, e que se divide entre os trabalhos que assina a solo e aqueles que assina com o nome Smog, Bill Callahan tornou-se num dos mais importantes intérpretes do cancioneiro independente americano, com um profundo reconhecimento também em Portugal. 

O músico traz ao palco o seu último álbum, Shepherd in a Sheepskin Vest, editado em 2019 após uma espera de seis anos desde o seu último lançamento, o aplaudido Dream RiverA forma como Bill Callahan expressa a música folk e blues é como a de nenhum outro artista; pedaços de retratos, melodias e instrumentos tropeçam e encaixam uns nos outros, criando momentos verdadeiramente humanos.

Os bilhetes para os espetáculos estarão à venda a partir de dia 25 de janeiro. Em Lisboa, os preços variam entre os 28 e os 40 euros; no Porto, o concerto tem o custo único de 28 euros e em Coimbra as entradas custam entre 25 e 30 euros.  


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Wim Mertens celebra 40 anos de carreira com passagem por Portugal


Wim Mertens deu início, no final de 2019, à digressão “Inescapable 40th Anniversary Tour” para celebrar 40 anos de carreira, sendo o nosso país agraciado com dois concertos. O primeiro é já no dia 29 de janeiro, na Casa da Música, no Porto e o segundo no dia 2 de fevereiro, no CCB, em Lisboa.

Iniciando-se como musicólogo e produtor de rádio, Mertens estreou-se em 1980 com For Amusement Only, um trabalho eletrónico que usava exclusivamente sons de máquinas de flippers. Seguiram-se obras que depressa entrariam no seu rol de clássicos célebres, como Struggle for Pleasure (1983) e Maximizing the Audience (1984). Nas décadas seguintes, Wim Mertens refinou a sua linguagem, compôs para diversos instrumentos e ensembles e firmou o seu nome no panorama internacional com recitais nas melhores salas do mundo, quer a solo, quer em pequenas formações ou até mesmo com orquestras.

40 anos de uma carreira repleta de sucessos não podiam deixar de ser devidamente assinalados. Assim, no final de 2019 lança Inescapable, um CD quádruplo, com 61 composições, com marcos do seu percurso, gravações ao vivo e peças inéditas. Este é então o mote para a digressão mundial que passa agora por Portugal, um dos países que acolheram o compositor belga desde, praticamente, o início da sua carreira. Neste reencontro com o público português Mertens (piano e voz) faz-se acompanhar, pela primeira vez em muitos anos, pelo seu ensemble: Tatiana Samoui e Liesbeth Baelus, violino; Liesbeth De Lombaert, viola de arco; Lode Vercampt, violoncelo e Ruben Appermont, contrabaixo. Eis mais um motivo de celebração e por isso mesmo, Inescapável!

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