sábado, 21 de março de 2020

The Proper Ornaments in interview: "I was imagining what Iggy Pop would do if he had to do 'Downtown' "

© Jeremy Jay
The London group formed by James Hoare (Ultimate Painting/Veronica Falls), Bobby Syme and Max Oscarnold released on February 28th their fifth studio album, Mission Bells, via Tapete Records, ten months after publishing Six Lenins (2019). Mission Bells presents us with a dark but uplifting mood that originated from last year's tour, in which new ideas appeared in different soundchecks across Europe.

During the last tour, Nathalie Bruno joined The Proper Ornaments as a bass player, and then the four band members started recording the new album in the summer at Hoare's home studio in Finsbury Park, London, incorporating a Moog sequencer and other electronic instruments into the usual psychedelic sound. But it's the lyrical maturity that’s the real achievement on this record.

We talked to the band to understand what was their motivation behind Mission Bells, how did they approach the lyrical composition, the introduction of a new member and more. Read below the complete interview with The Proper Ornaments.

Mission Bells is your fifth album. How do you approach the recording process at this point of your career? Did you try anything different this time?

The Proper Ornaments (TPO) - We went about it in a similar way to which we normally do. We get a few tracks together and then formed a rough idea of what we wanted the record to sound like. It normally changes by the time we've finished it but at least you have a way of starting, a point of reference. Some direction in which to proceed. Perhaps a certain song by a band or a guitar sound.

What was your motivation before you started making this record, given that the release of Six Lenins was only ten months ago? What is the background of Mission Bells?

TPO - The initial idea to make a new record came about when we were on tour promoting Six Lenins. We decided to use the soundchecks productively and built up a few rough ideas based around simple guitar riffs and recorded them on a phone so we wouldn't forget them. This gave us something to start with that was more riff based than our previous material. Also it made the normally laborious soundchecks more fun so it was a win win situation.



In this album you have a song called “Downtown”, what is the story behind this track?

TPO - We came up with the music at a soundcheck in Berlin last year. Back at home, I was imagining what Iggy Pop would do if he had to do ‘Downtown’, the famous 60’s Petula Clark song, and came up with the chorus chords. By slowing it down and adding some darker tones the words took another meaning, the opposite of what the original song was about.


When it comes to lyrics, you compare them to an experience by William Burroughs about what it is like to live in these dystopian times. How does your writing process work?

TPO - It's a collage of little notes we write throughout a period of time, and with musical elements we might be playing with, stick them together and see what happens, sometimes the meaning appears at the end, when the song is recorded.

On the Six Lenins’ Tour, Nathalie Bruno joined you on bass, later participating in the recording of the new album. Do you think adding a new member influenced your sound?

TPO - Yes, it did add a different edge to it, as expected when you have a new personality to the mix. Her addition was a revitalising energy in the band.

James has a home studio in Finsbury Park. How do you feel having complete freedom to record? Do you think that if you had to record in another studio, the result would be the same?

TPO - The way we record is based around having a studio at home to work in at our own pace. If we had to go to normal studios, paying by the day, we would be pushed into making music when we weren't in the right frame of mind. The way we work suits our personalities and work ethic. Somedays we'd meet up and do 15 minutes of work and call it a day, other times we suddenly become productive and work quite hard (for us at least).

Have any of you ever been to Portugal? Do you know any bands/musicians from here?

TPO - We have been to Portugal, and always enjoy being there. Unfortunately, we aren't familiar to its music, but know that is home to interesting people like Pete Kember, who has relocated there.

Will we be lucky to have you in Portugal presenting Mission Bells?

TPO - We’re hoping to get there, and are working on it.

Can you tell us which albums have you enjoyed the most this year?

TPO - Been going through the Cleaners From Venus’ records, and been enjoying them a lot.

+

STREAM: The Column - Sparrow's Tongue


Ainda nem um mês se passou desde que o prolífico ilustrador e músico Reuben Sawyer se estreou com o seu novo projeto Anytime Cowboy, mas o artista já está de regresso aos holofotes com o EP Sparrow's Tongue sob o seu alter-ego The Column. O novo EP chega às prateleiras dois anos após a edição do disco Oracle (2018, Funeral Party) e centra-se na exploração das paisagens da dream-pop sonhadora com traços lo-fi e uma decadência inerte que se esconde entre sonoridades almofadadas. Sparrow's Tongue apresenta-nos um artista que se questiona sobre o significado da vida moderna e do consumismo ao longo de quatro faixas tingidas pela essência "made in bedroom".

Neste novo Sparrow's Tongue - do qual tinha anteriormente sido divulgado "Tastes the Same", tema que vai beber influências à doçura da bedroom-pop e aos ritmos monocromáticos do post-punk contemporâneo - The Column aposta numa sonoridade pegajosa que facilmente apelará fãs de nomes como Black Marble, M!R!M, Mannequin ou Motorama. Além do referido tema destaque ainda para "Laughing Bells" - canção que abre o disco e projeta o ouvinte para cenários envolventes de ambiências serenas - e ainda "Modern Hysteria" - responsável pelo encerramento do EP e a prostar-se diante ténues caixas de ritmos e uma guitarra cintilante em pano de foco. Aproveitem para descobrir o trabalho na íntegra abaixo.

Sparrow's Tongue foi editado esta sexta-feira (20 de março) em formato digital e vinil pelo selo Funeral Party. Podem comprar a vossa cópia aqui.


+

The Mission & Gene Loves Jezebel no LAV, as duas últimas noites de uma digressão que chegou ao fim antes do tempo


Temperatura amena no ar, afinal o dia foi quente e de sol, a noite esteve mais fresca mas... nem por isso deixou de se fazer sentir a ameaça pandémica que paira(va) numa Lisboa de atmosfera a adivinhar-se poucos dias depois, diferente. Apenas a paisagem urbana me fez sentir que tudo, que afinal tudo estava igual: a brisa, a arquitectura urbana, o lusco-fusco da cidade…

Dia 11, a noite ímpar

E vamos lá. Chegada a altura de assistir aos espectáculos dos britânicos The Mission e Gene Loves Jezebel no Lisboa Ao Vivo (LAV), envoltos num clima de incerteza quanto à sua realização… e se iam ou não iam acontecer perante o alarme por toda a parte generalizado… E foi com muito gosto que entrei na sala, de mãos lavadas de preocupações, assisti à actuação dos Gene Loves Jezebel nesta primeira noite, reduzidos ao formato power trio devido à ausência do guitarrista de sempre James Stevenson, que por compromissos anteriormente assumidos com a banda Holy Holy, um projecto seu que fui depois descobrir, onde toca também Tony Visconti, o lendário produtor de Heroes de Bowie e o baterista Woody Woodmansey dos The Spiders From Mars. Percebe-se mesmo neste formato electrónico despido, somente com as guitarras de Jay Aston e Peter Rizzo e do baterista Smiley dos The Alarm, que a música dos Gene Loves Jezebel é isso mesmo: glam rock efusiva e descontraída. Jay Aston comandou com a sua voz que ecoava pela sala todo um recital onde, mesmo em trio, não desiludiram e apresentaram um outro lado da banda, mais intimista e com bases electrónicas new wave: “Love keeps Dragging Me Down”, “Flying”, “ Motion Of Love”, “Any Anxious Colour”, “Desire”, foram algumas das canções apresentadas e nesta primeira noite só ficou a faltar “Break The Chain” que ficaria para a noite seguinte (mais “rockeira”), com o guitarrista James Stevenson já presente para completar a formação em palco.


Já os The Mission nesta noite, não desiludiram. Nunca desiludem porque sabe-se sempre ao que se vai, ao que fomos. Foi um concerto onde vimos o lado mais folk de Hussey bem demonstrado na sua ainda recente passagem a solo por Lisboa há uns meses atrás, onde deu um extenso concerto de quase três horas sozinho com as suas guitarras, lado folk aqui mascarado pela música dos The Mission que eleva com a sua magnitude sinfónica nas guitarras a coesa secção rítmica. São rápidos a conquistar a audiência, e nesta noite sem grandes cerimónias entregaram o repertório dos discos: God’s Own Medicine, Carved In Sand, Masque, Blue, God Is A Bullet, Another Fall From Grace, ou seja, os lançamentos ímpares da carreira, na noite seguinte sabia-se que iriam buscar o repertório par a: First Chapter, Children, Grains Of Sand, Neverland, Aura, The Brightest Light, para já a impressão foi muito positiva. Wayne Hussey mais comunicativo para o final depois de bebericar a sua (habitual) garrafa de vinho tinto e a oferecer a uma fã, esperemos que vazia dadas as circunstâncias. Entregaram as músicas clássicas desses discos, tais como “Wasteland”, “Butterfly On The Wheel”, e “Like a Child Again”, passearam por “Marian” dos Sisters of Mercy e tiveram o seu melhor momento nesta noite com “Deliverance”.



Dia 12, a noite par

Já na segunda noite, receei que nada houvesse de condigno em termos de público para fazer (continuar) a festa, mas apesar de (algum) menor número de presentes devido ao crescente alarme social, foi tudo, no geral, melhor: o som, os Gene Loves Jezebel em formato completo a fazerem a prometida festa a quatro, saindo em auge após “Break The Chain”, encaixando canções do recente disco Dance Underwater com os clássicos “Desire”, “Jealous“ ou “Motion Of Love”, de entre outros e sem grandes pressas e com tempo para interagirem com o público fazendo do palco do LAV a sua casa.

Na noite que por força das circunstâncias seria a última da anunciada tour europeia, os The Mission deram uma performance séria com tempo para os agradecimentos a todos os envolvidos e é claro, o público, que nas palavras de Hussey é a razão da existência da banda. Tocaram melhor ainda do que na primeira noite, penso, as canções soaram mais atmosféricas, com as guitarras características do período de ouro da banda. Logo ao início sentimos em “Beyond The Pale” que o som estava perfeito e do principio até ao fim assim se manteve, com o público presente ainda mais efusivo do que na noite anterior. Nota ainda para os Eskimos (fans ingleses, ruidosos e acérrimos da banda) que muito bem dispostos contagiaram ainda mais o resto do público. Foi com “Crystal Ocean”, e depois com um ainda mais potente “Tower Of Strenght” que se despediram, tivemos “Wasteland”, tal como na noite anterior mas ainda a soar melhor e enfim, são pormenores que antecipam que o culto dado a estes músicos por cá, nunca há-de morrer. Uma salva de palmas a todos em especial à promotora House Of Fun pelo modo responsável com que cuidou de nós, do gel desinfectante de mãos disponibilizado a todos, o comunicado da Direção-Geral da Saúde afixado à entrada do LAV para quem quis ler, músicos, público, e a toda a equipa que nos garantiu dois bons serões passados à beira rio no LAV. Nunca esqueceremos estes dois dias certamente numa ocasião tão inesperada de pré-pandemia. Para lembrar daqui a muito tempo, estejamos todos vivos e a festejar de novo, juntos.


Texto: Lucinda Sebastião

+

sexta-feira, 20 de março de 2020

STREAM: Blind Delon - People Of God


Os Blind Delon estão de regresso às edições de estúdio um ano após terem lançado o EP The Sheep (2019) e o longa-duração Discipline (2019, Unknown Pleasures Records), com o novo People Of God. O projeto liderado por Mathis Kolkoz, ao qual se juntam Théo Fantuz (Memento Maurice) e Coco Thiburs apresenta um novo curta-duração que traz dois temas inéditos "I Have No Fear" (anteriormente apresentado em fevereiro) e "The New Prayer", além de dois remixes dedicados com assinatura de Maelstrom e Umwelt. Numa nova vertente explorativa na carreira, os Blind Delon abordam um cenário musical dominado pela eletrónica psicologicamente densa que vai buscar influências ao dark techno e aos ambientes sinistros construídos por entre sintetizadores desafiantes.

Em People Of God os Blind Delon apresentam um trabalho que se divide em duas partes. A primeira, apresentada no tema "I Have No Fear", que ilustra o sentimento de coragem que é necessário para agir perante um cenário desafiador - onde os Blind Delon apresentam uma mescla de ritmos mais mexidos e Maelstrom garante uma vibe mais minimal. A segunda parte, iniciada com "The New Prayer", conduz-nos para ambiências sonoras místicas com forte aposta nos sintetizadores experimentais e de cariz retro, num tema que vai progressivamente ganhando ritmo. Já Umwelt pega no resultado e acrescenta-lhe toda uma aura macabra. Aproveitem para ouvir o resultado na íntegra abaixo.

People Of God é editado esta sexta-feira (20 de março) pelo selo francês Intervision. Lembrem-se que hoje o Bandcamp está a abdicar das comissões pelo que, por cada edição que comprarem na plataforma estão a apoiar a 100% os artistas. Comprem o novo EP dos Blind Delon aqui.


+

STREAM: SURE - 20 Years


Os franceses SURE estreiam-se hoje nas edições longa-duração com 20 Years, disco que os emancipa entre o cenário da synthpop camuflada e da eletrónica negra inspirada nas correntes industriais. A banda formada por Michael, Nicolas & Gregory em 2016 passou cerca de quatro anos a refinar a sua sonoridade e o resultado é um disco que apresenta uma imersão quase instantânea numa sonoridade contagiante e que funciona como um convite inegável à pista de dança. 20 Years vai buscar o seu nome duma observação da ONU, que afirma que "20 anos é o tempo que resta para a humanidade desacelerar a sua queda inexorável". A banda tenta retratar este desafio não só através da estética musical que aborda, mas também em todo o trabalho visual que os acompanha - desde os vídeos à capa do disco: uma tragédia global em câmara lenta.

Este novo 20 Years chega três anos depois da banda se ter estreado com "Tasting Revenge" (2017), single que também integra o alinhamento do disco. Desta estreia, além da referida música, já tinham anteriormente sido apresentados os temas "Twenty Years", "Precious Words" e "Morrows", todos presentes no lado A do LP e caracterizados pela sua estrutura vigorosa, emergente e de apelo à ação. No lado B, que se inicia com "Another Girl", os SURE mostram ainda um contraste entre a exploração de camadas melancólicas e experimentais (ouvir "Relief" ou "Sinking Story") e a subordinada atmosfera poderosa dos sintetizadores negros presente em "Lying Dead" uma das pérolas do álbum até então por revelar. Aproveitem para consumir todo este mundo de experiências fortes na íntegra, abaixo.

20 Years é editado esta sexta-feira (20 de março) pelo selo belga Weyrd Son Records. Lembrem-se que hoje o Bandcamp está a abdicar das comissões pelo que, por cada edição que comprarem na plataforma estão a apoiar a 100% os artistas. Comprem o novo EP dos SURE aqui.


+

STREAM: Odete - Water Bender



O novo trabalho de Odete vem sob a forma de um EP, que podem desde já ouvir em baixo. Water Bender é o sucessor do excelente Amarração, álbum de estreia da artista lisboeta e um dos mais admiráveis lançamentos de 2019, e recebe o selo da londrina New Scenery.

Baseado na história de uma water bender, um manipuladora de água (pensem na Katara do Avatar) cujo dom a leva à sua inevitável morte, o EP contém algum do material mais substancial da produtora e membro do colectivo transgressivo Circa A.D. Apoiando-se de uma samplagem tátil e visceral, com gravações feitas na sua terra natal, Water Bender apresenta um total de 9 faixas de uma eletrónica arrítmica e acutilante que não olha géneros. O disco conta ainda com a participação de BLEID e DRVGジラ em dois temas – "O RO" e "DESPEDIDA", respetivamente – e duas remisturas assinadas por Herlander e Jasper Jarvis

O disco encontra-se disponível para audição e compra no Bandcamp que, esta sexta-feira, e devido aos efeitos da pandemia, renuncia a totalidade das receitas aos artistas e editoras.


+

STREAM: Isolated Youth - Iris


Cerca de um ano e dois meses após a edição de Warfare - o EP que fez os Isolated Youth tornarem-se uma das maiores atrações do post-punk contemporâneo mundo fora - o quarteto sueco mais acarinhado no panorama da música gótica, está de volta com novo trabalho curta-duração. Intitulado Iris, o novo disco apresenta-se como um conjunto de cinco canções que conquista instantaneamente pela sua atitude inocente e aura amorosa, características que têm pautado a personalidade do quarteto como banda. Enquanto vão ganhando espaço e reconhecimento entre a crítica internacional, os Isolated Youth apostam num álbum tingido em esperança, com canções que são recebidas de coração aberto num mundo que se vai fechando a cada dia nas suas casas.

Mais sentimentais que em Warfare, em Iris os Isolated Youth apresentam um trabalho que se distancia tenuemente das raízes do post-punk e é construído entre acordes minimalistas, atmosferas sonhadoras, uma bateria mutável, uma voz carente e as emoções mais independentes da música rock. Deste Iris já tinham sido anteriormente apresentados os temas "Iris" - uma das melhores criações do disco - e ainda "ICT" (Instalment Credit Transaction), a apostar em ritmos mais dinâmicos e a repescar alguma da essência já mostrada em Warfare. Além dos referidos temas, destaque para o grande "Ferris Wheel" - que tivemos oportunidade de ouvir em primeira mão em agosto - e que aporta tão bem a essência de uma juventude isolada: existencialismo decadentista, a esperança de tempos melhores e a revolta relativa à sensação de impotência. Aproveitem para se envolver de amor, reproduzindo o disco na íntegra abaixo.

Iris é editado esta sexta-feira (20 de março) em formato vinil e digital pela Fabrika Records. Lembrem-se que hoje o Bandcamp está a abdicar das comissões pelo que, por cada edição que comprarem na plataforma estão a apoiar a 100% os artistas e as editoras. Comprem o novo EP dos Isolated Youth aqui.


+

Canadian Rifles lança novo EP, A Blue Wing



A propagação do novo coronavírus (COVID-19) está a afetar todos os setores e os mundos das artes e da cultura não passam incólumes. Na música, as consequências são evidentes: teatros, salas e clubes encerraram por tempo indeterminado. Muitos dos concertos e festivais dos próximos tempos ficaram sem efeito, outros estão a ser adiados. Mas no meio calamidade, há um conjunto de músicos e produtores que, tendo mais facilidade em trabalhar a partir de casa, se estão a servir do paradigma atual para desenvolver novos projetos. Um dos primeiros casos a aproveitar-se deste clima é Rui Andrade, isto é, Canadian Rifles.  

O fundador da Eastern Nurseries, uma das editoras mais interessantes do panorama da música eletrónica em Portugal, lançou hoje A Blue Wing, um EP de três faixas inéditas produzidas durante este período de isolamento. O trabalho assinala o nono lançamento da editora, que assina assim a sua primeira edição exclusivamente digital.  

Para além disso, e aproveitando a iniciativa do Bandcamp, que esta sexta-feira renuncia a sua parte das receitas aos artistas e editoras, a Eastern Nurseries está a disponibilizar um bundle com todo o catálogo digital por metade do preço.  

A Blue Wing pode ser ouvido desde já em baixo, onde encontrarão também a capa e respetiva tracklist do disco.








Tracklist

1. Two Women
2. A Blue Wing 
3. She Proceeded To Blindly Tell The Fragrances Apart At The Airport Duty Free 

+

Giek_1 releases "Both Ways" and announces new EP "ESCAPE"


Giek_1 has released Both Ways, the first single from their new album ESCAPE, which will be released on the 1st of May. ESCAPE is a storytelling experience centred on Giek_1's spiritual awakening and how it can be aligned with the different stages of a romantic relationship. In Both Ways, the Amsterdam-based artist focuses on a turbulent phase of this relationship, where a reflexive relationship between attraction and rejection ultimately leads to its very end. 

The videoclip for Both Ways was conceptualised by Giek_1 and Maurice Cartigny and resorts to a tasteful never-ending palette of colours, sequentially overlaid and exposed on top of intimate shots of a seemingly indecisive Giek_1 - without compromising between attraction and rejection, the blend of tones draws us ever closer to the visual counterpart of Both Ways. The song itself is easily reminiscent of a bastard child of FKA Twigs, Eartheater and Tricky. The overlaid and reverberated voices that dominate much of the sound create a logical and consistent connection with the videoclip - everything is changing but, ultimately, everything also stays the same. While we wait for ESCAPE, Both Ways creates an enticing and addictive appetite for more of Giek_1's seamless blend of good, compelling music and hypnotic visuals.

ESCAPE is Giek_1's new EPs to be released on the 1st of May, with production by Frenquency. It is the second of a series of 6 EPs about awakening, and its duality, struggle and ascension. Both Ways is one of the 15 videoclips incorporated in that series and you can watch it below.

+

STREAM: PAAR - Die Notwendigkeit der Notwendigkeit


Um ano após a edição do EP HONE (2019) os alemães PAAR estão de regresso aos holofotes com o trabalho que marca a estreia do trio nos longa-duração. O disco que foi anunciado no passado mês de fevereiro - com o incrível e hipnótico "Rework" a fazer escutar-se como primeiro single de avanço - chega agora às prateleiras numa altura em que o caos e a catarse existencial se sentem bem acesos. Em Die Notwendigkeit der Notwendigkeit a banda aposta com força nos sintetizadores melódicos, nas paisagens abrasivas das guitarras em angústia e numa voz ora doce, ora imperativa, construindo um disco amplamente acarinhado para este tão incerto 2020.

Além de "Rework", deste Die Notwendigkeit der Notwendigkeit Ly Nguyen, Rico Sperl, e Matthias Zimmermann já tinham mostrado anteriormente os temas "Beauty Needs Witness" - uma malha construída em torno do feedback e das camadas exóticas do shoegaze popularizadas por nomes como My Bloody Valentine - e ainda "Modern" - um suave cocktail de post-punk e ambiências escuras a fazer escutar-se imersivo. Além das referidas faixas destaque ainda para temas como a celestial abertura com "Common Crimes", o energético "Eis" e ainda o confrontante "Metal". Die Notwendigkeit der Notwendigkeit pode ser explorada em pormenor abaixo.

Die Notwendigkeit der Notwendigkeit é editado esta sexta-feira (20 de março) em formato vinil e digital pelo selo Grzegorzki Records. Lembrem-se que hoje o Bandcamp está a abdicar das comissões pelo que, por cada edição que comprarem na plataforma estão a apoiar a 100% os artistas e as editoras. Comprem o novo disco dos PAAR aqui.


+

Carne Doce lançam novo single "Passarin"


Os brasileiros Carne Doce lançaram hoje, 20 de março, o novo single “Passarin”, sobre a espera por um amor ideal, a fantasia de uma alma gémea. A música é parte do disco que será lançado em junho; até lá, a banda lançará um novo single por mês.

O grupo anunciou recentemente a capa do novo disco: uma fotografia macro do interior de um pequi, fruto nativo do Cerrado, bioma predominante em Goiás, estado de origem do grupo no Brasil. A capa do single “Passarin” é um outro corte do pequi e o nome do disco ainda não foi divulgado.

A banda irá anunciar um novo single por mês até junho, quando sai o novo disco. Em janeiro a banda lançou “Temporal”, primeiro single após o elogiado Tônus (Natura Musical), eleito o terceiro melhor disco do Brasil em 2018 pela revista Rolling Stone.

+

quarta-feira, 18 de março de 2020

Gig Club e Omnichord Records juntam-se para levar música a nossa casa


Devido à pandemia de Covid-19 que está a afetar o mundo todo por igual, eventos sociais e grandes concentrações de pessoas, no geral, são cada vez menos aconselhados pelas autoridades, tendo grande parte dos eventos culturais sido cancelados por toda a Europa.

Esta crise afeta todos, e em particular as indústrias culturais sendo que os músicos, artistas e editoras têm sentido um impacto imediato. À luz destes factos, o serviço de música ao vivo por subscrição Gig Club decidiu passar a sua atividade para uma plataforma online, a Gig Club Radio, na qual assegurará uma seleção de música nova de todos os géneros e com curadoria, para todo o mundo.

A Gig Club Radio terá uma playlist curada pela equipa Gig Club, assim como programas autorais, e fará a transmissão de uma série de concertos por live stream numa plataforma específica chamada Play it Safe, stay home. Fornecendo a músicos, produtores e artistas um software simples para transmissão das suas atuações, o Gig Club continuará a levar música aos seus membros e fãs distribuídos por todo o mundo, garantindo um apoio emocional mínimo em época de quarentena geral.

Play it Safe, stay home nasce em parceria com a Omnichord Records, arrancado as atuações no próximo sábado dia 21 de março, dia mundial da poesia, e tendo um fim previsto para 19 de abril sendo que este prazo inicialmente previsto poderá ser alargado.

O propósito da iniciativa é, ainda, o de trazer para a esfera pública a situação de precariedade que os artistas vivem nos dias de hoje sendo que este cenário se agravou bastante no contexto atual que se vive por todo o Mundo. Também por esse motivo, durante as transmissões será incentivado o donativo para cada um dos artistas envolvidos assim como outras formas de apoio aos músicos envolvidos como a compra de discos, merchandise, entre outras opções, assegurando que as receitas revertem na sua totalidade para os artistas.

Como funciona? Através de um software simples, músicos, produtores e artistas poderão difundir a sua música a todo o mundo, garantindo, assim, não só um apoio emocional mínimo em época de quarentena geral, mas também o acesso à cultura musical.

De momento, já existem mais de 30 artistas parceiros de quatro países diferentes que se juntam à plataforma, destacando-se nomes como Alex D’Alva, Best Youth, Cassete Pirata, Filipe Sambado, First Breath After Coma, Joana Espadinha, Luis Severo, Noiserv, Nuno Rancho, Samuel Uria, Surma, The Legendary Tigerman, The Twist Connection, Valter Lobo, Whales e muitos outros.

O Gig Club está ainda a aceitar candidaturas de artistas que se queiram juntar ao Play it Safe, stay home, assim como de DJs, curadores, ou autores de programas de rádio que queiram participar da programação da Gig Club Radio.


+

Kate NV anuncia novo álbum, Room for the Moon



Foi hoje anunciado o regresso de Kate Shilonosova, isto é Kate NV, às edições pela editora nova-iorquina RVNG Intl.. Room for the Moon é o nome do novo álbum da cantora e compositora russa, que se estreou no nosso país aquando da primeira edição do festival Les Siestes Électroniques em Portugal, e sucede o anterior для FOR, de 2018 (podem ler a nossa crítica ao mesmo aqui).  

Room for the Moon nasce da insatisfação de Shilonosova perante o carácter sintético do seu antecessor, que a levaram a explorar métodos mais físicos de fazer música. “Passei quase um ano e meio sentado, na melhor das hipóteses, ou debruçado sobre a mesa”, explica. "No final, o meu corpo revoltou-se em algum tipo de nível físico."  

Gravado durante “o período mais solitário da [sua] vida”, o novo disco, tal como os dois antecessores, é inspirado pela música pop russa e japonesa das décadas de 70 e 80, e vê a antiga vocalista dos Glintshake cantar em russo, francês e inglês. “Sayonara” é o seu primeiro avanço, e o vídeo, realizado por Shilonosova, já pode ser conferido em baixo. 

O Room for the Moon chega dia 12 de junho e a pré-encomenda já se encontra disponível. A capa e respetiva tracklist do disco podem também podem ser encontradas abaixo.







Tracklist: 

01.Not Not Not
02. Du Na  
03. Sayonara  
04. Ça Commence Par  
05. Marafon 15  
06. Tea  
07. Lu Na  
08. Plans  
09. If Anyone’s Sleepy  
10. Telefon 

+

terça-feira, 17 de março de 2020

STREAM: Sessa - Grandeza


Já está disponível para escuta Grandeza, o disco de estreia de Sessa. Com edição para o mercado português, em formato vinil, via Lovers & Lollypops, o registo pode ser ouvido também no bandcamp da editora. Dado à situação de saúde pública que, neste momento, afecta o país, a estreia do músico brasileiro em Portugal será adiada para o final do ano. A devolução dos bilhetes para os concertos agendados em abril já se encontra disponível. 

Fundador do duo psych-funk Garotas Suecas e colaborador regular de Yonatan Gat, o nome de Sessa não será novo para os mais atentos à cena musical brasileira e americana. Em Grandeza, o seu disco de estreia a solo, descobriu o espaço para explorar a sua própria visão sobre aquele que é o imenso território sonoro do Brasil. Daí que não seja de estranhar que neste disco, que o mesmo classifica como uma homenagem ao seu país, se encontre a visceralidade e sensualidade da palavra (a lembrar o caminho criado por Caetano Veloso) e os arranjos melódicos de quem cresceu a ouvir Tom Jobim. Mas Grandeza não se fica por aqui. Num esforço de condensar a riqueza de ritmos e texturas da música cantautoral brasileira, descobre-se aqui um novo caminho, a apontar o futuro: o da complexa simplicidade como ponto primeiro do que é belo.

+

@FestivalEuFicoEmCasa reune dezenas de artistas portugueses à distância de uma conta de instagram


@FestivalEuFicoEmCasa é uma iniciativa que une artistas, editoras e agências, num movimento cultural inédito em Portugal, apoiado pelos meios de comunicação, influencers e toda a comunidade digital. Um evento no Instagram onde perto de uma centena de intérpretes, músicos e autores nacionais irão dar ‘concertos’ individuais, com a duração máxima de 30 minutos a partir das suas próprias casas e desta forma levar a música até todos os que ficaram privados dela com o cancelamento de todos os concertos no País.

O objetivo desta iniciativa é sensibilizar a população para a necessidade de ficar em casa. Numa altura crítica para Portugal e para o Mundo, é urgente que todos entendamos que só cumprindo as orientações da OMS e DGS poderemos sair deste cenário com a maior rapidez possível, protegendo também, desta forma, todos os inúmeros profissionais que são imprescindíveis para o combate ao Covid-19 e continuidade do funcionamento do País, como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, trabalhadores de supermercados, polícias, bombeiros e tantos outros. 

Numa altura também ela crítica para todo o sector cultural, em que o cancelamento e adiamento de inúmeros concertos e espetáculos em todo o País resultou numa quebra de 100% na faturação de grande parte dos intervenientes do sector, deixando artistas, músicos, técnicos, agências e várias empresas numa situação económica muito delicada, os artistas estão cientes de que, só com a responsabilidade de toda a população o sector poderá voltar à normalidade o mais breve possível, reduzindo dessa forma o impacto económico na sua atividade.

Por estas razões, esta iniciativa tem também o objetivo de tornar visível a problemática com que o sector se depara, chamando a atenção da população, dos media e consequentemente dos decisores políticos para a necessidade de olharem para as especificidades próprias desta área. 

O festival decorrerá esta semana, diariamente entre as 17h00 e as 23h30, com início já esta terça-feira, 17 de março, até ao próximo domingo, 22 de março. A transmissão de cada concerto será feita na conta de Instagram de cada um dos artistas que participam na iniciativa ou através da conta de Instagram criada propositadamente para o festival, @FestivalEuFicoEmCasa.

17 de março

17h00 – Bárbara Tinoco @tinoco.barbara
17h30 – André Henriques @_andrehenriques_
18h00 – Elisa Rodrigues @elisarodrigues.music
18h30 – Buba Espinho @buba_espinho
19h00 – Filipe Gonçalves @filipegoncalves_oficial
19h30 – João Pedro Pais @jpedropais
20h00 – DOMI @domi_8500
20h30 – Cristina Branco @cristinabrancoficial
21h00 – Boss AC @bossacoficial
21h30 – Diogo Piçarra @diogopicarra
22h00 – David Fonseca @davidfonseca
22h30 – Samuel Úria @samueluria
23h00 – BRANKO @brankoofficial

18 de março

17h00 – Tiago Nacarato @tiago_nacarato
17h30 – Lince @lince.music
18h00 – Irma @irma_______________
18h30 – Filho da Mãe @umfilhodamae
19h00 – André Sardet @andresardetoficial
19h30 – Tomás Adrião @tomas__adriao
20h00 – Chico da Tina @chicodatina_almostofficial
20h30 – April Ivy @aprilivymusic
21h00 – Murta @bymurta
21h30 – Fernando Daniel @ofernandodaniel
22h00 – Márcia @marciaoficial_insta
22h30 – Noiserv @noiserv
23h00 – Supa Squad @supasquadmusic

19 de março

17h00 – Paulo Sousa @paulonsousa
17h30 – Afonso Cabral @afonsoc
18h00 – Joana Espadinha & Cassete Pirata @joanaespadinha & @cassetepirataoficial
18h30 – Tainá @tainamusic
19h00 – Fábia Rebordão @fabiarebordao
19h30 – Bispo @bispo2725
20h00 – Mirai @eversenpai
20h30 – Marta Carvalho @martacarvalhomusic
21h00 – António Zambujo @antonio.zambujo
21h30 – Mafalda Veiga @mafalda_v
22h00 – Matias Damásio @matias_damasio_oficial
22h30 – Prodígio @pro2da
23h00 – DJ RIDE @djride_beatbombers

20 de março

17h00 – Tomás Wallenstein @tomaswallenstein
17h30 – Sean Riley @seanrileyandtheslowriders
18h00 – Frankie Chavez @frankie_chavez
18h30 – Catarina Munhá @catarinamunha
19h00 – Kalú @kaluferreira58
19h30 – Cláudia Pascoal @claudiapascoal_
20h00 – Nelson Freitas @iamnelsonfreitas
20h30 – Marco Rodrigues @marcorodrigues_oficial
21h00 – AGIR @agirofficial
21h30 – Pedro Abrunhosa @pedro.abrunhosa
22h00 – Capicua @a_capicua
22h30 – Pedro Mafama @pedromafama
23h00 – Stereossauro @stereossauro_beatbombers

21 de março

17h00 – Valas @johnnyvalas
17h30 – O Gajo @_ogajo_
18h00 – Joana Almeida @joanaalmeidafado
18h30 – Luís Severo @luissevero_
19h00 – Benjamim @eusouobenjamim
19h30 – Jorge Benvinda @jorgembenvinda
20h00 – Cálculo @ocalculo
20h30 – Rui Massena @ruimassenamaestro
21h00 – Héber Marques @heber_marques
21h30 – Carolina Deslandes @carolinadeslandes
22h00 – The Legendary Tigerman @thelegendarytigerman
22h30 – Ana Bacalhau @anabacalhau
23h00 – Moullinex @moullinex 

22 de março

17h00 – Fausto Bordalo Dias @festivaleuficoemcasa
17h30 – João Só @joao.so.insta
18h00 – Sara Correia @saracorreiafado
18h30 – Júlio Resende @julioresende.piano
19h00 – Selma Uamusse @selma_uamusse
19h30 – Ricardo Ribeiro @ricardoribeiromusic
20h00 – Best Youth @wearebestyouth
20h30 – Nuno Ribeiro @nunoribeiro_oficial
21h00 – Ana Moura @anamourafado
21h30 – David Carreira @davidcarreiraoficial
22h00 – Luísa Sobral @luisasobral
22h30 – Tiago Bettencourt @tiagobettencourt
23h00 – Xinobi @xinobi


+