sábado, 23 de maio de 2020

City Rose juntam-se ao catálogo Third Coming Records

© Joshua Ross

A parafernália sonora dos City Rose é mais uma das grandes apostas a emergir no catálogo da eclética Third Coming Records. O quarteto australiano, que se tem apresentado ao mundo desde 2017 com a edição do primeiro tema de carreira "Contortionist", consagra-se agora em terras europeias com o EP de estreia homónimo que chega às prateleiras já no próximo mês de junho. Como aperitivo de apresentação a banda mostra "777", tema que fez emergir inicialmente em janeiro do passado ano e que agora a projeta aos holofotes do mundo numa conjugação entre rock decadente e o experimentalismo noisy. O tema - que inclui uma vibe Nick Cave com a atitude punk que os Iceage fizeram vibrar na década passada - mostra uns City Rose cheios de potencial para fazer fervilhar a cena independente. O lançamento é inédito uma vez que chega às prateleiras já numa fase em que a banda se econtra inativa.

Formados em 2016 como dupla composta pelos membros Pat McCarthy (baixo) e Andrew Exten (voz), com o objetivo de criar um projeto expressivo de interesses comuns, rapidamente a banda consolidou o seu núcleo com a junção de Lucy Howroyd (bateria) e Hunter Auzins (guitarra). Iminentes na cena underground australiana foi, na abertura dos concertos de IDLES que os City Rose começaram a esculpir o seu nome como um dos atos de relevo a considerar nos próximos anos. Apesar do sonho ainda estar longe, com City Rose EP - disco que foi gravado juntamente com Tim Powles dos The Church - uma coisa é certa: Os City Rose podiam muito bem ser o novo grito da cena underground com a sua música crua de energia vigorosa, mas altamente dinâmica.

O novo tema "777" é prova disso e pode agora ouvir-se abaixo, enquanto se espera pelo derradeiro EP.


City Rose tem data de lançamento prevista para 19 de junho em formato digital e cassete pelo selo Third Coming Records. Aproveitem para fazer a pre-order da vossa cópia aqui.




City Rose Tracklist:



01. Crackling Amber

02. Sextons Call
03. Mourn 
04. 777


ENGLISH VERSION

City Rose's sound paraphernalia is another big bet to emerge in the catalog of the eclectic Third Coming Records. The Australian quartet, which has been introducing itself to the world since 2017 with the release of the first-ever theme "Contortionist", consecrates now in European lands with the homonymous debut EP scheduled to hit the shelves as early as next June. As a presentation appetizer, the band shows "777", a theme that initially emerged in January of last year, and which now projects it into the world spotlight in a combination of decadent rock and noisy experimentalism. The theme - which includes a Nick Cave vibe with the punk attitude that Iceage has thrilled in the past decade - shows a City Rose full of potential to make the independent scene simmer. The launch is unprecedented since it hits the shelves already at a stage when the band is inactive. 

Formed in 2016 as a duo composed by members Pat McCarthy (bass) and Andrew Exten (voice), to create an expressive project of common interests, the band quickly consolidated its core with the joining of Lucy Howroyd (drums) and Hunter Auzins (guitar). Imminent in the Australian underground scene, it was with the opening of the IDLES concerts that City Rose began to carve its name as one of the major acts to consider in the upcoming years. Although the dream is still far away, with City Rose EP - a record that was recorded together with Tim Powles of The Church - one thing is certain: City Rose could very well be the new cry of the underground scene with their raw and vigorous music energy, highly dynamic in spirit. 

The new theme "777" is proof of that and can now be heard below while we wait for the final EP. 


City Rose is scheduled to be released on June 19 in digital format and cassette via Third Coming Records. Pre-order your copy here.


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STREAM: Christine Plays Viola - Fading


Ao quarto disco de estúdio, Fading, os italianos Christine Plays Viola apostam em força em ritmos de personalidade nostálgica e foco experimental. Com recurso a sons menos angulares e tenuemente mais acústicos do que os utilizados nos anteriores trabalhos os Christine Plays Viola esculpem um produto sonoro progressista que não se prende a uma única conceção. Entre as tendências nostálgicas que têm caracterizado a sua persona os italianos conjugam elementos dinâmicos e instrumentos sonoros multifacetados, num disco que consegue soar tão divertido num pólo como tão macambúzio noutro. 

Deste novo Fading já tinham anteriormente sido apresentados o 80's inspired "Still" e o goth-rock influenced "You're No One". Além dos referidos destaque para temas como "Through The Nite" - tema marcado pela eletrónica Kraftwerkiana em sobreposição a uma voz q.b. distorcida e o instrumental de "I Belong" a apresentar toda uma nova onda synth bastante arrojada no trabalho de Christine Plays ViolaFading chega dois anos depois da edição The bonds should be only silver threads (2018) - o EP que marcou o aniversário de celebração de 10 anos como banda - e pode ouvir-se na íntegra abaixo. 

Fading foi editado no passado dia 18 de maio em formato CD e digital numa co-edição entre os selos Icy Cold Records e Manic Depression Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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sexta-feira, 22 de maio de 2020

SHANGE divulga o seu novo single HEADSPACE

shange-divulga-novo-single-headspace

Uma das promessas da nova label Chilli Pepper Fields, SHANGE é o nome artístico de Gonçalo Lemos e marca o início do seu percurso no mundo da música eletrónica, após um percurso enriquecedor por vários projetos e sonoridades diferentes que vão do rock alternativo ao heavy metal. Mais especificamente, SHANGE encontra agora refúgio sonoro nas sonoridades de IDM, techno e glitch, refletindo o panorama sonoro atual da música eletrónica e montando a partir daí a sua identidade a passos largos. 

Hoje marca o lançamento do novo single do projeto, "HEADSPACE", que é um tema que representa o equilíbrio entre repouso e movimento, uma viagem que simboliza uma visão artística sustentada pelo beat, ambientes dreamy e uma procura constante de mudança. 

Podem ouvir “HEADSPACE” no vídeo em baixo


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"Space Migrant" é a primeira amostra do novo álbum dos Fugly


Dois anos após o lançamento do álbum de estreia, Millennial Shit, os Fugly regressam aos novos lançamentos com o single "Space Migrant". Este abre a porta para um novo álbum que será editado no final deste ano pelo O Cão da Garagem e produzido pela própria banda nos Adega Studios.

Com uma série de concertos na bagagem, incluindo uma tour europeia e passagens por festivais como Vodafone Paredes de Coura e Super Bock Super Rock, a banda portuense, à qual se juntou o novo membro Ricardo Brito, apresenta uma música que fala sobre a inclusão de todos numa sociedade que tem problemas em unir-se.

Substituem no novo álbum os problemas adolescentes pelos de adulto, agora que têm uma visão (um bocadinho) mais amadurecida do mundo que os rodeia. Prometem, no entanto, não largar o lado enérgico, satírico e festivo.

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Perdurar no isolamento ao som de Island, o novo disco de Owen Pallet


O novo disco de Owen Pallett chegou numa altura em que todos estamos forçadamente isolados. Como se fossemos uma illha, em pleno confinamento/desconfinamento. Island é o terceiro registo do compositor em nome próprio, sucedendo a Conflict (2014). O músico canadiano ao longo da sua carreira tem desenvolvido uma relação carinhosa com os conterrâneos Arcade Fire, tendo colaborado nos arranjos de cordas dos aclamados Funeral (2004) e Neon Bible (2007) , sendo ainda coautor da banda sonora de Her (Spike Jonze, 2013), a qual lhe valeu uma nomeação para os Óscares. Além disso também já contribuiu para discos de uma enorme variedade de artistas, como são exemplo os The National, Grizzly Bear, Frank Ocean, the Pet Shop Boys, Frank Ocean, Taylor Swift.

O ano de 2020 até está a ser bem preenchido para o músico que agora vive em Toronto. Participou em feveiro na reunião da sua antiga banda Les Mouches, compôs uma banda sonora para o documentário Spaceship Earth, estreado em Sundance, e ainda reeditou os discos produzidos sob o pseudónimo Final Fantasy, Has a Good Home (2005) e He Poos Clouds (2006), disco vencedor do Polaris Prize nesse mesmo ano. 

Apesar de Owen Pallett ter anunciado que estava a preparar para breve o lançamento de um novo trabalho, Island apanhou-nos completamente de surpresa e surgiu à meia noite de hoje (22 de maio) nas várias plataformas digitais com o selo da Domino / Secret City Records (para já ainda não há novidades quanto ao formato físico). Island reúne 13 temas originais e 2 versões alternativas de temas incluídos no disco, uma hora predominantemente dedicada à música de câmara e orquestral, produzida com o primor habitual, visitada pela guitarra acústica a puxar ao lado American Primitivism, sem nunca descurar a típica atmosfera sombria e etérea promovida pelos arranjos de cordas tão típicos nas músicas de Owen.



O lançamento do álbum vem acompanhado de um novo vídeo para o tema “A Bloody Morning”, o qual foi concebido e gravado inteiramente durante o confinamento, pelo realizador Vincent René-Lortie e pela coreógrafa Brittney Canda.

Island foi gravado nos Abbey Road Studios com a London Contemporary Orchestrapode ser escutado na íntegra no Spotify do artista e aqui em baixo. Caso não tenham tempo para escutar o álbum todo, recomenda-se vivamente a audição de “Paragon of Order”, “A Bloody Morning”, “Fire-Mare” e “Lewis Gets Fucked Into Space”. 

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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Weathervane Records edita compilação de música de dança


A editora portuguesa Weathervane Records editou uma segunda compilação de músicos em quarentena no espaço de um mês, desta vez dedicada exclusivamente à música de dança, passando pelo techno, EDM e gabber. É um regresso em espírito ao subterrâneo urbano que motiva muitos artistas a continuar a fazer música e ao qual não se prevê retorno em breve. A Weathervane pretende promover a criação de elos entre músicos nestes tempos em que isso se torna mais complicado. 

Esta compilação conta com os artistas portugueses Lieben, Diogo, Assafrão, HIFA, OTSOA, Kara Konchar e Oströlcom o londrino OREN e o finlandês Zentex, que, com Carincur, forma ESSAA masterização e a curadoria estiveram a cargo de T. Frazer (Oströl), enquanto que a capa é da autoria de Joana Torgal Marques.

O álbum pode ser descarregado em formato digital pelo custo de 5 euros, enquanto que o streaming é gratuito. O dinheiro feito em vendas reverte a favor da Cantina da Cooperativa Mula do Barreiro, que distribui comida de forma gratuita através de voluntariado.

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Eletrónica experimental em peso no novo tema de Sebastien Brun

©Toine

Não é bem em peso, mas é certamente uma injeção de adrenalina à francesa.


O multi-instrumentista, produtor e ativista musical Sebastien Brun (Seb Brun) está de regresso ao ativo com novo disco na calha previsto para chegar às prateleiras já no próximo mês de junho. Em antecipação do novo trabalho, o francês avança esta quarta-feira (20 de maio) com o primeiro tema de avanço "Ar Ker (Empty)", um ensaio sobre percussão e ruído. Sempre com um toque absolutamente experimental - resultado da experiência adquirida nos campos da música de improviso de aura contemporânea - Seb Brun combina texturas acústicas com uma bateria rústica envolta nas correntes electro-noise

Com base nas diferentes camadas da exploração do som, a música de Seb Brun transcreve-se num exercício sonoro absoluto que recorre a repetições, sobreposição de camadas, distorção temporal e diferentes escalas de perceção sonoras. Entre isto há ainda um espaço de análise relativo ao lugar do corpo e a noção de espaço na música. Todos estes elementos se consolidam em Ar Ker, o disco que Sebastien Brun agora nos esculpe. Num disco que proporciona uma espécie de viagem entre xamanismo e a eletrónica pesada, Seb Brun avança agora com a primeira amostra desse percurso, "Ar Ker (Empty)". 

Em cerca de dois minutos e 40 segundos Seb Brun começa por nos ambientar numa eletrónica sinistra ainda sem teorias aplicadas. Entretanto soam os primeiros traços de percussão que, rapidamente se aliciam à eletrónica pujante em progressão. Num contraste vigoroso entre sons acústicos e eletrónicos Seb Brun traz um single que definitivamente nos faz querer ouvir mais. Ora atentem:


Ar Ker tem data de lançamento prevista para 12 de junho em formato CD, vinil e digital numa co-edição entre os selos Carton Records, Coax Records e Maison Tempête. Podem fazer a pre-order do disco aqui.



Ar Ker Tracklist:

01. Intro
02. Bob Zarkansyel (Zanmari Baré) 
03. Ker 
04. Interlude I 
05. Koroll 
06. Empty 
07. Interlude II 
08. Frozen


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Mancines ganham uma vida mais luminosa com II

© Bruno Pires

A malta de Coimbra continua a dar cartas e a prova disso é Mancines, projeto que une Raquel Ralha (Wraygunn, Belle Chase Hotel, Azembla’s Quartet, The Twist Connection) e Toni Fortuna (d3ö, Tédio Boys, M’as Foice), Pedro Renato (Belle Chase Hotel, Azembla’s Quartet) e Gonçalo Rui (produtor musical e guitarrista). 

Depois de em 2015 os Mancines se estrearem com Eden’s Inferno, disco em que nos conduziam às profundezas de um inferno idílico, pessoal, pleno de sombras e tentações, o quarteto surge agora num caminho mais luminoso e desafiador. II chegou às plataformas digitais no final abril, com o selo da Lux Records, e conta com 11 temas novos onde a banda se mostra sem medo de explorar novas sonoridades - principalmente aquelas que se distanciam das dos outros projectos da banda - mas nunca como antes tão seguros das suas referências. 

No single de apresentação de II, "Is This a Go?", os Mancines além de quererem uma resposta, esperam uma reacção, uma acção, uma relação.


Em suma, uma banda que vive finalmente em pleno o facto de ser muito maior que apenas a soma dos talentos e percursos de cada um dos seus elementos. Uma banda com uma identidade renovada que eleva ainda mais os adjectivos que a caracterizaram desde o início: experiente, elegante, luxuosa.

Os 11 temas de II contam com músicas de Pedro Renato e letras de Raquel Ralha e Toni Fortuna, a que se juntam as dos amigos JP Simões ou Samuel Úria (este último no tema “O Poço” que marca também a estreia da banda a arriscar a língua portuguesa). Mas há ainda o revisitar do compositor Nino Rota e até aos Heróis do Mar, com uma versão surpreendente de "Fado".

II está disponível no Spotify e pode ser escutado integralmente em baixo.

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terça-feira, 19 de maio de 2020

IDLES regressam com novo tema e o anúncio de um novo álbum



Estão definidas as primeiras coordenadas daquele que será o terceiro álbum de originais do portento post-punk IDLES. "Mr. Motivator" é o ponto de partida para uma nova aventura discográfica dos naturais de Bristol, um tema de aproximadamente 3 minutos com direito a videoclip motivacional (realização dos próprios) gravado em quarentena.

Joe Talbot, vocalista da banda, diz sobre a música: “Queremos começar esta jornada como meio de não apenas encapsular o sentimento do álbum, mas também incentivar o nosso público a dançar como se ninguém estivesse a assistir e atravessar estes tempos sombrios com uma machete de duas toneladas de uma música e a mais bela comunidade de idiotas já reunidas", rematando a nova com uma inpiradora mensagem – "Vamos lá. Tudo é amor.".

Ainda sem título e data de lançamento anunciada, o terceiro álbum dos IDLES deverá dar entrada este ano e sucede o anterior Joy As An Act of Resistance, obra revigorante de punk com nervo e espírito libertário que atingiu justificada aclamação aquando do seu lançamento, em 2018, e que motivou várias atuações em território nacional, todas elas próximas da apoteose.

"Mr. Motivator" encontra-se disponível nas várias plataformas digitais e o seu vídeo já pode ser conferido em baixo.






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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Os PAAR estão modernos


Os alemães PAAR editaram este ano o seu LP de estreia Die Notwendigkeit der Notwendigkeit, uma das edições de destaque deste estranho 2020. Cerca de dois meses após a data de lançamento da obra a banda de Ly Nguyen, Rico Sperl e Matthias Zimmermann regressa ao ativo com um lyric video para o tema "Modern", que pode assistir-se abaixo.

Desde que lançaram o EP HONE, em abril do ano passado, os PAAR começaram por chamar as atenções da cena underground pela sua música texturizada entre um certo niilismo existencial e o contraste fervoroso proporcionado pelas toadas sorumbáticas da darkwave em comunhão com sintetizadores brilhantes e dinâmicos. Com uma produção de afinco, na estreia em longa-duração o trio trouxe ao radar oito faixas absolutamente aditivas que pintavam, assim, o retrato de uma banda de atmosferas escuras, recheada numa elasticidade pegajosa e violentamente bela.

Em "Modern" - um dos três temas que serviram de antecipação à estreia - os PAAR apresentam-nos agora um vídeo embriagado em monocromatismo, onde a cor violeta faz sobressair a poesia decadentista declamada por Ly Nguyen. O vídeo, que acompanha a aura profunda e negra do trio alemão, foi dirigido por Sebastian Dominic Auer e pode ver-se ali dentro.


Die Notwendigkeit der Notwendigkeit foi editado a 20 de março em formato vinil e digital pelo selo Grzegorzki Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.

Se tiverem interesse em saber mais sobre os PAAR podem ler a crítica completa a Die Notwendigkeit der Notwendigkeit aqui.

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Nyege Nyege Tapes lança novo álbum de HHY & The Macumbas, Camouflage Vector: Edits From Live Action 2017-2019



A Nyege Nyege Tapes, um dos pilares da nova música da diáspora africana, é responsável pelo próximo lançamento dos portuenses HHY & The Macumbas. O auto-descrito ensemble de “voodoo dub cibernético” sucede o portento ritualístico de Beheaded Totem, editado em 2018 pela britânica House of Mythology, com um novo compêndio que reúne gravações ao vivo do grupo entre 2017 e 2019.

Camouflage Vector: Edits From Live Action 2017-2019 foi gravado entre Barcelos, Porto e Tenerife e conta com o mítico produtor britânico Adrian Sherwood (atuaram na última edição do Serralves em Festa) na mistura. As peças foram mescladas no laboratório rítmico de Jonathan Uliel Saldanha, cérebro cibernético dos Macumbas, que conferiu o tratamento final do álbum em Kampala, Uganda durante o confinamento.

Os HHY & The Macumbas surgiram em 2008 a partir do CERN, estúdio onde operam os vários membros do colectivo Soopa e que estiveram na génese do ensemble. O grupo, que reúne a nata da música exploratória do Porto, estreou-se nas edições com Permission Cut, lançado em 2014 pela Silo Rumor, e desde então levou a cabo uma das mais fascinantes investigações pelos mundos do dub, do jazz e da matéria oculta, atraindo a atenção de festivais tão aclamados como o inglês Supersonic, o polaco Unsound ou o nosso Primavera Sound.

As primeiras amostras de Camouflage Vector, disponível a partir de 3 de junho, já se encontram disponíveis e podem ser escutadas no Soundcloud da Nyege Nyege Tapes. 


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domingo, 17 de maio de 2020

Nídia anuncia novo álbum, Não Fales Nela Que A Mentes



Nídia anunciou novo álbum pela Príncipe. Depois de se estrear pela editora lisboeta em 2015 e de lançar o definitivo Nídia É Má, Nídia É Fudida, que lhe valeu justos aplausos de publicações como a Pitchfork e a Resident Advisor, a produtora sediada em Lisboa/Bordéus está de regresso com um segundo e muito aguardado álbum, Não Fales Nela Que A Mentes.  

Composto por dez faixas ricas e emotivas, Não Fales Nela Que A Mentes explora os vários estilos da diáspora africana, do zouk ao kuduro até à tarraxinha, acrescentando ainda as sonoridades mais promíscuas do R&B americano. O álbum está disponível a 22 de maio, dia em que edita também o single de 7 polegadas Badjuda Sukulbembe, que contará com duas faixas exclusivas de maior experimentação.  

"Capacidades”, o primeiro avanço do álbum, tem direito a vídeo dirigido por Afonso Matos e já pode ser conferido em baixo, onde encontrarão também a capa (com carimbo de Márcio Matos, como tem vindo a ser hábito nas edições da Príncipe) e a respetiva tracklist de Não Fales Nela Que A Mentes, assim como do single que o complementa.







Não Fales Nela Que A Mentes

01. Intro 
02. Popo 
03. RAP Complet  
04. Nik Com 
05. Raps 
06. Tarraxo Do Guetto ft Gamboa  
07. Rap Tentativa 
08. Capacidades 
09. Royal 
10. Emotions








Badjuda Sukulbembe   

01. Tarraxoz Academy  
02. Cheirinho

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Intercepção: a nova compilação da Zabra Records é uma galeria virtual



Para assinalar dois anos de atividade, a Zabra Records lançou uma compilação baseada na ideia de um espaço expositivo imaginário. Intercepção, o título do projeto, passa por uma necessidade de redefinir o formato expositivo em tempos de crise pandémica, ao mesmo tempo que introduz uma nova forma de pensar e construir um disco.   

Videoarte, pintura, imagens roubadas e encontradas, instalação e performance são alguns dos materiais encontrados no projeto desenhado pelo artista audiovisual João Pedro Fonseca com a ajuda de Manuel Bogalheiro e Filipa Henriques, desafiando 10 artistas – são eles Cucina PoveraBliss CurrencyEvitceles, Galtier, Herbert Quain, i-n-e-s, KuTHi JiN, Lachrin, Aires e VVTNSS – a compôr uma peça sonora para uma peça artística que lhes foi atribuída.  

Durante 15 dias, e apenas no site da editora, as faixas que compõem a compilação podem ser escutadas nas diferentes salas da galeria, acompanhados pelos esboços das peças que lhes correspondem. Em junho, os temas encontram-se disponíveis nas várias plataformas digitais.  






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