sábado, 20 de junho de 2020

Egoprisme abraça a onda etérea em 'No Words'


Dois anos após a edição do disco de estreia Among Noise (2018, Manic Depression Records), Egoprisme - o projeto a solo do francês Jean-Marc Le Droff - volta aos lançamentos em formato curta-duração com um disco que suaviza os ritmos. Mais etéreo que o arrojo estético mostrado em Among Noise, em No Words Egoprisme aposta em força nos sintetizadores contemplativos oferecendo três temas puramente instrumentais de ambiências pacíficas e texturas orgânicas. O artista, que sempre defendeu produzir música com base nas mudanças temporais que ocorrem, apresenta agora um trabalho que, sem descurar das raízes iniciais formuladas, não deixa nunca de investigar novas camadas harmoniosas.

A viagem começa em "Rain Over Rain", tema arrastado no desenvolvimento que incorpora desde os sintetizadores mais old-school aos ritmos da escola moderna da synthwave. Psicologicamente denso, sem recorrer a grandes artimanhas na produção, "Rain Over Rain" reflete um pouco do abrandamento de ritmo sentido com as políticas de confinamento aplicadas em tempo de crise. Já "Timeline" - tema que aporta os compassos sonoros que Egoprisme tornou evidentes em Among Noise - mostra o estado de ansiedade que advém de uma restrição das liberdades tomadas por garantidas. Para a despedida e, em novas vestes delongadas, vem "Cease Fire" um tema mais retrowave na essência a deixar em aberto a incerteza permanente com o volver do tempo. Sem recurso a quaisquer palavras, Egoprisme consegue tecer um bom retrato dos tempos que correm num álbum profundo e bastante tocante.

No Words EP foi lançado oficialmente a 15 de maio em formato digital pelo selo Music From The Masses. Podem comprar a vossa cópia aqui e reproduzir o álbum na íntegra abaixo.


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STREAM: Wladyslaw Trejo - Es una Bestia


O produtor espanhol Wladyslaw Trejo (metade da mente criativa do projeto de experimental synth, Slovenska Televizaestá de regresso ao radar com novo EP na calha. Intitulado Es una Bestia o novo curta-duração consolida no formato vinil e digital quatro novas faixas e chega às prateleiras cinco anos após a edição do disco de estreia Wladyslaw (2015). Inspirado pelas correntes estéticas da música synth-punk e da minimal wave - onde as caixas de ritmos e os sintetizadores fazem emergir camadas fervorosas de poder - Wladyslaw Trejo volta a posicionar-se como um dos atos mais arrojados da veia "dark underground" Europeia.

O disco que começou por ser antecipado em novembro de 2019 com a injeção de adrenalina "Movida", tornou-se mais próximo dos ouvidos há cerca de um mês atrás quando o produtor colocou "Tu Intimidad" no posto de escuta. Agora e num lançamento quase surpresa chega-nos aos ouvidos Es una Besta trabalho que inclui um total de cinco temas, onde se incluem quatro temas originais e um prelúdio composto juntamente com Aleksandra Waliszewska, para o tema que dá título ao EP. Além dos mencionados temas destaque para "Verbena Subterránea" - um tema rodeado de experimentalismos com um q.b. de kautrock à mistura - e "Es una Bestia" onde a voz de revolta de Wladyslaw Trejo fica a ecoar na cabeça do ouvinte uns bons tempos. O disco pode reproduzir-se na íntegra abaixo.

Es una Bestia EP foi editado esta sexta-feira (19 de junho) em formato digital e vinil pelo selo inglês Polytechnic Youth. Podem comprar o disco aqui.


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A synthwave vigora em força no novo tema de David From Scotland


A synthwave e a ethereal-pop dão as mãos em "futurewillbebetter", o primeiro tema de antecipação do novo disco de David From Scotland. Dois anos depois de Baywatch Drive EP (2018) - um disco focado nas paisagens da minimal wave quase ausente de cordas vocais - a dupla formada por David Félix e Diogo Barbosa aposta agora num tema luxuoso e efervescente que conta com um trabalho vocal sublime assinado por EVAYA.

David From Scotland surge em 2016, como o projeto a solo de David Félix, com a edição do single "Neon Nymph". Em 2018, David convida Diogo Barbosa para tornar-se parte integrante da banda e surgem os primeiros EPs: Winter Wise (2018) - ainda num formato jovial e com as reminiscências do disco de estreia - e Baywatch Drive (2018) a sondar uma estética minimal com a synthwave bem subjacente. Agora mais etéreos que nunca pretendem subir a fasquia para Hooligan's Heart aquele que será o seu disco de estreia. O primeiro tema de avanço, "futurewillbebetter" pode escutar-se na íntegra abaixo.


Hooligan’s Heart, o disco de estreia, tem lançamento previsto para 2021 e segue ainda sem pormenores adicionais revelados.

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Swiss Dark Nights reedita disco de estreia dos Hammershøi


Os Hammershøi são uma dupla francesa que nasceu da comunicação homem-máquina para responder às questões existenciais frívolas do momento, proporcionando uma onda eletrónica de som que conjura ondas frias, mecânicas mas altamente animadas. O grupo, constituído por Anne Dig e Ben Montes estreou-se este ano nos discos longa-duração com o homónimo Hammershøi, trabalho que aos primeiros instantes consegue cativar a atenção do ouvinte e, ainda, proporcionar uma vontade descomunal de movimentar o corpo nas intermitências do som.

Clicar no play de Hammershøi é garantir uma inauguração oficial da pista de dança com estruturas sonoras a serem circundadas por um poder iminente, num cenário sonoro ótimo para encerrar uma daquelas noites underground. Não alheia a tal facto, a editora suíça Swiss Dark Nights considerou pertinente integrá-los no seu catálogo para projetar o seu som entre os melómanos mais curiosos no panorama da música noir. A verdade é que arriscou e bem e o resultado é um som que se automatiza aos primeiros segundos, mostrando-se fortemente consolidado e altamente aditivo. Se os Crystal Castles na altura de Alice Glass fossem muito góticos e tivessem um filho com Petra Flurr iriam soar mais ou menos como as músicas que compões este Hammershøi.

Desde o tema de abertura "Asphyxie" - a apostar em força nas paisagens da synth-pop iluminada pelas tendências da techno-noir, passando pelo itinerário "26 avril 2019" e as ondas industriais de "Cathédrales" ou "Bir Hakeim" os Hammershøi apresentam-nos oito temas obscuros com uma estética de entretenimento a vigorar em força e uma qualidade de som bastante apelativa.

Hammershøi foi editado oficialmente a 15 de abril de 2020 em formato digital. A versão física em CD está prevista para 18 de julho pelo selo Swiss Dark Nights. Podem fazer a pre-order do disco aqui.


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sexta-feira, 19 de junho de 2020

STREAM: City Rose - City Rose


Depois de acabarem como banda os australianos City Rose acharam que era uma excelente ideia lançarem o EP de estreia. Como não poderia deixar de ser? Estávamos em outubro de 2019 quando o quarteto ainda nem tinham incendiado a cena underground com cunho de banda apelativa, mas já estava a dar por encerrada a carreira. Uma atitude punk como o som que os City Rose compõem. Na amargura da decadência e período de hibernação dos sons lo-fi apetrechados em ruído, os City Rose decidiram sair da cave para reviver o punk deprimido numa energia brutal, ao longo de quatro temas envoltos num poder excêntrico e recheados de camadas cruas e sujas, como bem se quer.

Ali situados entre uns Birthday Party com uma revolta adocicada pelo meio, os City Rose deixam o território australiano para conquistar o mundo num período de desconforto iminente, ao lado de uma das editoras que vai dar que falar nos próximos tempos, a Third Coming Records. Na calha trazem o EP que nunca chegaram a lançar mas que todos nós (sem saber) muito queríamos ouvir. Desde o relançamento inesperado de "777" ao som apoteótico "Sextons Call", começava a tornar-se evidente que os City Rose são um achado no novo underground de estética noir. Agora com a obra disponível para audição na íntegra o grupo consolida-se como uma das novas atrações no panorama deixando um sentimento bastante preponderante na calha: que o seu adeus aos palcos e ao estúdio não seja permanente.

City Rose EP foi editado esta sexta-feira, dia 19 de junho pelo selo Third Coming Records. Podem comprar a vossa edição física aqui.


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"Desanimado" é o novo single de Chinaskee


Em julho do ano passado saiu "Mobília". Em junho deste ano sai "Desanimado". Mesmo a quase um ano de distância, ambos são singles do disco novo de Chinaskee - Bochechas que sai a 19 de fevereiro de 2021, via Revolve.

A "Desanimado" é a procura de uma linguagem e de uma roupagem nova para Chinaskee. Uma faceta mais rock, mais energética e mais divertida. Esta canção é gravada e produzida pelo Filipe Sambado e co-produzida pela Primeira Dama na Interpress, misturada por Manuel Palha em Alvalade e masterizada a energia solar pelo Eduardo Vinhas no Novo Golden Pony.

Este teledisco da Diana Matias, João Tavares, João Figueiras e David Matoso tentou retratar um pouco a depressão de estar sozinho em casa. E sem saber dos tempos que se aproximavam, mostra também a saudade de ver um concerto das nossas bandas preferidas. Um bom cartão de visita para o novo disco e uma boa canção para se dançar sozinho ou acompanhado.

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quinta-feira, 18 de junho de 2020

"Ausência" é o segundo single de FOQUE, que conta com a colaboração de EVAYA


Na passada segunda-feira, 15 de junho, foi lançado "Ausência", o segundo single de FOQUE, que conta com a colaboração de EVAYA, e que nos remete para tempos que nunca foram tão atuais.

FOQUE é o projecto de Luís Leitão (cantor, compositor, produtor e sonoplasta). Já conta com dois EP's e com presenças no Festival Bons Sons, no Indie Music Fest, no Ginga Beat (Vodafone FM), no FECIBogotá, como músico/sonoplasta, e no Festival Internacional de Teatro de Setúbal.

EVAYA é o novo projecto da produtora, compositora e cantora Beatriz Bronze onde a sua forte componente lírica se funde com múltiplas camadas de elementos electrónicos numa ilustração pop da constante busca pela compreensão consciente do que é ser humano. Com dois singles já lançados “Echoes” e “Breaking”, que estiveram em destaque nas principais plataformas, e com a abertura do concerto do Filipe Sambado nos Maus Hábitos, a artista está a preparar o seu primeiro disco.

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Rod Krieger - "Despertar" (video) [Threshold Premiere]


Rod Krieger, artista e compositor brasileiro que já integrou bandas como Os Efervescentes e Cachorro Grande e que atualmente se encontra a viver em Lisboa, editou no passado mês de março o seu álbum de estreia a solo, A Elasticidade do Tempo. Deste novo trabalho resultaram inúmeros singles, dos quais se destacam "Todos Gostamos de Você" e "Louvado Seja Deus", com participação de Arnaldo Batista, um dos seus maiores ídolos.

A pandemia de Covid-19 impossibilitou que Rod Krieger pudesse apresentar ao vivo as suas composições assumidamente psicadélicas e efusivas. Só depois do fim do Estado de Emergência em Portugal, no início de Maio, em que já era permitido à população circular nas ruas de Lisboa sem qualquer restrição, é que o artista brasileiro pôde finalmente respirar os ares da cidade, depois de mais de 50 dias confinado em casa, e gravou o vídeo para o novo single "Despertar", a terceira faixa de A Elasticidade do Tempo.

"Despertar" faz parte do projeto The Quarantine Experience, criado durante a pandemia pelo cineasta Raul Machado, que já dirigiu vídeos de artistas como Planet Hemp e Nação Zumbi. Semanalmente dois videoclipes de artistas de diferentes géneros, regiões e países estão a ser lançados no canal do YouTube do projeto. Riviera Gaz, Orquestra Jabaquara, Luvbites, Autoramas, Sam Spiegel, Tropkillaz, Cigarras, Under the Knife, Romero Ferro, Rod Krieger, Cloé du Trefle, Marília Calderón e quem mais vier. A ideia é os artistas captarem as imagens e Raul edita e finaliza. 


Em "Despertar", Krieger fala da sua rotina e do momento de despertar que está a viver, desde que mergulhou em questões sobre a sua relação com a espiritualidade. O artista crê que subconscientemente a palavra lhe tenha ficado na cabeça, muito por culpa do livro de Eckhart Tolle, Um Novo Mundo: O Despertar de uma nova consciência, surgindo não só o nome da música, e talvez também toda a letra. 

Com o ressurgimento de algumas liberdades pré-pandémicas, Rod realizou no início de junho, na VALSA, em Lisboa, um pequeno concerto intimista onde apostou nas facetas mais psicadélicas do folk, seguindo todas as indicações de distanciamento, higiene e segurança propostos pela DGS.

A Elasticidade do Tempo foi editado em nome próprio e a sua versão digital pode ser adquirida no Bandcamp do artista. 

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Swan Palace lança álbum de estreia, No Miracles



No Miracles é o álbum de estreia de Swan Palace, projeto a solo do produtor Pedro Menezes que, ao lado de  DRVGジラ, forma os 7777 の天使. O longa-duração de nove faixas saiu esta quarta-feira, dia 17 de junho, e conta com contribuições de FARWARMTH  e DRVGジラ e remisturas de Odete, UNITEDSTATESOF e Concrete Fantasies.

Depois de anos a aprimorar um corpo de trabalho tão celestial quanto cibernético, com várias composições esporádicas lançadas de forma independente, o músico sediado em Lisboa  prossegue a sua missão com um tratado alquémico de eletrónicas rarefeitas onde reina o sincretismo, alternando entre a deriva ambiental e a força bruta do noise, do metal e das power eletronics.

No Miracles recebe o carimbo da editora portuguesa Rotten \ Fresh e é merecedor de prensagem em CD (altamente trabalhado por Sara Abrantes). A capa é de Laura Costa e a masterização fica a cargo de Danielle Antezza, do estúdio Dadub Mastering.

Podem encontrar o álbum nas várias plataformas digitais.


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quarta-feira, 17 de junho de 2020

2020 vai trazer novo disco dos Linea Aspera


Até podia estar a ser um mau ano, mas os Linea Aspera decidiram terminar a aura de incertezas e depressão existencial com novo disco na calha. 

Estávamos ainda em 2019 quando a dupla formada por Alison Lewis e Ryan Ambridge anunciou que iria regressar aos palcos, com alguns concertos em expansão pela Europa a acontecerem entre novembro e janeiro. Cerca de um ano após o aguardado anúncio chegará então às prateleiras o novo esforço colaborativo de um dos grupos que agitou o revivalismo da música gótica, corria o ano de 2012, com o disco de estreia Linea Aspera LP. Parece algo iminente mas o facto é que já se contam oito anos desde que esse clássico álbum emancipou as pistas de dança mais underground mundo fora.

Agora, mais maturos e experientes os Linea Aspera consolidam a sua posição de renome com oito novos temas inéditos que exploram o lado mais aditivo das máquinas de ritmo e das camadas de estética minimalista. Enquanto setembro não chega podemos para já ouvir o primeiro tema extraído do novo trabalho, o doce e nostálgico "Solar Flare".


Linea Aspera LP II tem data de lançamento previsto para 7 de setembro em formato vinil e digital. Podem fazer a pre-order do disco aqui.

Linea Aspera LP II Tracklist:

01. Solar Flare 
02. Redshift 
03. Equilibrium 
04. Entanglement
05. Entropy 
06. Decoherence 
07. Event Horizon 
08. Wave Function Collapse

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Phil Elverum reanima Microphones para primeiro álbum em 17 anos



Antes de se tornar num dos mais sorumbáticos autores da música independente americana, Mount Eerie, isto é Phil Elverum, escrevia preciosas canções (igualmente sorumbáticas) sob o pseudónimo The Microphones. Depois de ter reanimado o projeto no What The Heck Fest, em 2019, o músico norte-americano anunciou, esta terça-feira, que irá lançar um novo álbum de Microphones, o primeiro em 17 anos depois do álbum transição Mount Eerie, de 2003.

Microphones in 2020, assim se chama o novo álbum, foi "gravado em lugar nenhum" entre maio de 2019 e maio de 2020 e consiste inteiramente de uma composição de 44 minutos. Uma curta-metragem complementar ao álbum, descrita em comunicado como “uma espécie de apresentação de slides de vídeos das letras”, será lançada no dia anterior ao seu lançamento.

O disco será lançado no dia 8 de agosto pela editora de Elverum, P.W. Elverum & Sun, na sua prensagem física em vinil duplo. Um pequeno teaser da curta-metragem correspondente já se encontra disponível e pode ser conferido em baixo.


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"Festa da Espuma" é o primeiro avanço do novo disco de David Bruno


“Festa da Espuma” é o primeiro (e um pequeno) avanço do novo vídeo álbum de David Bruno, de nome Raiashopping. O resto é esperar pelo próximo dia 1 de agosto.

Raiashopping é o próximo álbum do multifacetado artista de Vila Nova de Gaia. O anúncio do disco foi avançado pelo próprio através da sua página de Instagram, onde o produtor revelou alguns dos detalhes do sucessor de Miramar Confidencial, lançado em setembro de 2019.

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terça-feira, 16 de junho de 2020

Kumpania Algazarra celebram 15 anos de vida com novo disco Live

© Cátia Barbosa
Os Kumpania Algazarra nasceram nas ruas de Sintra em 2004 e estar frente a frente com o público faz parte da sua identidade desde o início. Mestres na arte de transformar cada espectáculo na mais louca e inesquecível festa, é ao vivo que a banda mostra a sua potência máxima. Saltimbancos por natureza, filhos da rua por destino, estes músicos apaixonados em permanente folia, trazem na bagagem quase duas décadas de estrada, palcos, romarias, festivais e festas, pondo sempre toda a gente a dançar.

Trazem tatuadas na pele influências musicais de todas as cores, formas, geografias e latitudes, do ska ao folk, dos ritmos latinos ao funk e ao afro, do reggae às inebriantes melodias dos Balcãs. Enérgicos e vibrantes, já levaram a sua música aos quatro cantos do mundo, actuando em diversos países como a Bélgica, Itália, Suíça, Brasil, França, Espanha, Macau, Reino Unido, Sérvia, entre tantos outros.

Capa de Live, novo disco dos Kumpania Algazarra
Em 2019 comemoraram 15 anos de vida e para assinalar e celebrar a data, a banda gravou Live, álbum ao vivo onde reúnem temas de todos os discos editados até ao momento, interpretados ao longo do ano passado em diversos concertos muito especiais de celebração destes 15 anos, e cristalizam para sempre os momentos únicos vividos no palco na Festa do Avante, na Feira da Luz em Montemor-o-Novo, no MusicBox, nas Festas de São Lourenço nas Azenhas do Mar, no Festival do Caracol em Castro Marim e na Festa da Liberdade no Porto.

Live é o 7º álbum dos Kumpania Algazarra e sai no próximo dia 19 de junho, contando com a participação especial de Ikonoklasta (Luaty Beirão) no tema “Actuality”, o primeiro single do disco com um vídeoclip gravado nas Azenhas do Mar.


Festa rija dura mais do que um dia e, ao longo do ano, a banda tem vindo a organizar várias iniciativas e passatempos nas redes sociais numa constante celebração deste aniversário. Para o final de 2020 avizinham-se ainda mais novidades. Uma delas é o lançamento de um álbum de remisturas produzidas por diversos artistas nacionais e internacionais durante o período de reclusão da pandemia.

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Nick Mason recorda o repertório inicial dos Pink Floyd em Portugal


Nick Mason, baterista dos Pink Floyd, irá trazer a sua banda Saucerful of Secrets a Portugal em 2021. O grupo irá apresentar o repertório inicial dos Pink Floyd nos dias 3 e 4 de julho.

O primeiro concerto será no Porto, na Super Bock Arena, e o segundo em Lisboa, no Campo Pequeno. Os bilhetes ainda não estão à venda e o seu custo não foi revelado.

Os Nick Mason's Saucerful of Secrets costumam tocar músicas dos primeiros álbuns dos Pink Floyd e singles lançados anteriormente, como "Arnold Layne" e "See Emily Play". As suas setlists mais recentes incluiram clássicos como "Interstellar Overdrive", "Fearless", "Atom Heart Mother" e "One of These Days". A banda irá lançar este ano um álbum ao vivo intitulado Live at the Roundhouse, que já pode ser reservado em duplo vinil, duplo CD/DVD e Blu-Ray.


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As cores e os pacotinhos de explosões das Spicy Noodles


Spicy Noodles foi o nome escolhido para o projecto que nasceu no solarengo verão alentejano de 2016, numa residência artística. Érika Machado e Filipa Bastos partiram numa viagem de sons e imagens para escrever um diário a quatro mão, sendo as responsáveis por toda a parte criativa, das composições e execução das músicas, dos vídeos, às ilustrações, fotografias, e o que mais for preciso. Já circularam de norte a sul em Portugal, passando pela Casa da Música, Maus Hábitos, Festival Fnac Live, entre outros.

Depois de terem mostrado ao mundo em 2017 o seu primeiro single “Leve Leve” no álbum dos Novos Talentos Fnac 2017, as Spicy Noodles lançaram no final de janeiro o disco de estreia, Sensacional!, temperado com samplers, guitarras, teclados, brinquedos e bits eletrónicos que misturados dão uma explosão de barulhinhos em cada uma das canções.

Numa conversa de café no passado dia 14 de feveiro, falámos com o duo sobre as suas origens, o lançamento do disco de estreia, as suas motivações para criarem música alegre, entre muitas outras coisas. Fiquem com a entrevista completa em baixo.


Threshold Magazine - De onde surgiu o nome Spicy Noodles? Qual é a história por trás do projeto? Sei que começou no Alentejo.

Filipa Bastos - Exatamente. Temos que ir a 2016, recuar no tempo. Nós nessa altura inscrevemo-nos numa residência artística e tivemos a felicidade deste projeto ser aprovado. E então fomos para o Alentejo durante três meses. A nossa proposta inicial era fazer um vídeo e uma música ao longo destes três meses, a partir do nosso olhar passageiro pelo verão alentejano, no entanto acabou por se tornar um verão tão produtivo que conseguimos apresentar nove músicas e nove vídeos. Acho que fizemos ainda mais que nove músicas. Tudo isto acabou por culminar num concerto, que à partida não seria para acontecer, mas nós pensámos "Já temos tanto material, acho que seria interessante nós irmos para o palco e apresentar isto". Então começamos a tentar imaginar como seria viável construir este concerto, porque existem muitos barulhinhos e somos só duas pessoas. Apesar de ter sido um bocadinho difícil, conseguimos encontrar vários instrumentos que nos ajudaram a pôr este projeto em pé, no palco.

Érika Machado - De uma forma orgânica, poderíamos pôr tudo no computador e carregar no play. Isso a gente não queria. Não queríamos usar o computador para soltar nada, a não ser para fornecer os timbres para os teclados da Filipa.

Filipa - No fim deste três meses houve um festival da residência artística, o Atalaia Artes Performativas, e eles convidaram-nos para apresentar este concerto. Entretanto, surgiu um outro convite a partir da Gerador, em Lisboa, para um novo concerto. Depois nós começámos a pensar "Bom, já temos este projeto em cima da mesa, seria interessante agora começar a espalhá-lo um bocadinho mais por Portugal". Foi nessa altura que surgiu a necessidade de procurar um nome, inicialmente tentamos procurar um nome que evidenciasse esta questão de sermos duas pessoas a construir o projeto, mas nunca encontrámos um nome muito bom com esta ideia. Nesta residência artística havia uma artista coreana que se chamava Ji Sung e ela era professora universitária. A meio da residência ela teve de ir à Coreia do Sul e quando voltou trouxe um saco gigante de spicy noodles. Houve uma noite em que eu e a Érika estavamos no computador à procura do nome para a banda, estavamos a comer spicy noodles e entretanto alguém disse "E se fosse Spicy Noodles?", e começamos a rir, na brincadeira. Entretanto, começámos a olhar para a caixinha, que tem sempre muitas cores e alguns bonecos. A nossa estética visual também tem sempre muita cor.

Érika - Como a gente dispara muitos samples na NPC e vai brincando e variando os beats a partir da loop station, a gente pensou que era mesmo isso, porque vêm um monte de pacotinhos dentro para você pôr os tempêros e fazer aquela comida, que também é bastante sintética. Isso tem muito a ver com o nosso som, acho que esse nome é perfeito.

Filipa - Temos os pacotinhos de explosões de sons e o aspeto colorido da coisa.

TM - Já deu para perceber que vocês usam bastantes instrumentos no vosso som. Que instrumentos usaram em Sensacional!?

Filipa - Nós temos esta loop station, temos a NPC, guitarra elétrica e a acústica, temos um guitalele, um Casio, aqueles pianinhos dos anos 80, temos um Yamaha todo desdentado, também dos anos 80, um Volka, um baixo, xilofone de brinquedo e um controlador.

Érika - Tudo o que a gente tem, nós levamos para o palco. E tudo o que usamos no palco é tudo o que usámos para fazer o disco em nossa casa. A gente leva o estúdio todo.

Filipa - O nosso estúdio Quebra Galho vai mesmo para o palco também. Somos só duas e então temos de arranjar maneira de conseguir pôr o som no palco. Às vezes deve faltar um ou outro barulhinho, mas nós tentamos levar tudo para o palco.


Capa de Sensacional, disco de estreia das Spicy Noodles
TM - Podem-nos dizer como funciona o vosso processo de composição e gravação? 

Érika - Nós somos um bocado estrambelhadas, não temos assim uma metodologia de trabalho. Às vezes a música surge de uma ideia, de uma palavra. Por exemplo a "Converseta", uma das canções mais antigas feitas nessa residência, surgiu porque eu vi uma criança dizendo na porta de um museu "Estavamos ali na converseta". Eu achei a palavra muito fixe, nunca tinha ouvido antes e sugeri fazer uma música usando essa palavra. "José Francisco" surgiu de uma experiência". Todas as pessoas são um pouco "José Francisco". A gente estava-se sentido muito "José Francisco" e sentamos uma manhã para escrever a letra. Às vezes compomos na guitarra, às vezes fazemos os beats no computador e vamos por cima. O "Para Chegar" foi um duelo de tecladinhos. Ela com um tecladinho e eu com outro. "Ficou fixe e parece música de videogame. Vamos fazer uma letra".

Filipa - Nunca existe uma fórmula muito concreta mas existem tentativas e erros que vão acontecendo, às vezes a partir de uma imagem, de uma palavra, outras vezes a partir dos tecladinhos que nós desencantámos aí em algum sítio.

TM - É de forma livre.

Filipa - Exato. A nossa formação também não é em música, nós acabamos por experimentar muito. Acaba por dar mais liberdade.

Érika - Na verdade a gente faz a música que a gente consegue. A gente não tenta fazer igual ao que já tem aí. Se tentarmos fazer igual, a gente vai fazer muito pior, nós somos musicistas. É mesmo tentativa/erro. Dá certo, aí isso fica. A gente primeiro constrói a música e depois aprende a tocar.

TM - O que vos motiva a compor música tão alegre e divertida?

Érika - Acho que a gente e todas as pessoas estão sempre em busca de um mundo melhor. Mesmo que a gente fale de coisas que são estranhas, como por exemplo um "José Francisco", a gente tenta colocar isso de uma forma leve e ri dessas desgraças e de nós mesmos. Eu particularmente gosto muito de música alegre. Acho que quando escuto uma música que é alegre, eu fico alegre. Muda o meu dia.

TM - Eu reconheço que ouço muito mais músicas tristes, acho que calha. Às vezes quero ouvir músicas alegres e pareço que não as encontro. Parece que não há tantas músicas alegres como músicas tristes. 

Filipa - Eu também não sei se tem a ver um pouco com este nosso lado de cá da Europa, porque se pensarmos no Brasil, nós temos o Tom Jobim que canta "Tristeza não tem fim / Felicidade sim", uma música que é super alegre e super bonita, começa logo com essa frase referente à tristeza mas consegue construir todo um mundo bonito e encantado ali à volta desta ideia. Acho que talvez a Érika consiga trazer esta felicidade brasileira para dentro destes conteúdos, que às vezes não são tão alegres mas podem ser tratados de uma forma leve e alegre.

Érika - A "Por aí" eu acho que é uma música menos alegre, embora diga "Por aí, entre a sorte e o azar, procurando um lugar no mundo, só para ver a alegria chegar e tudo ficar melhor, um pouco". Eu acho que é a música mais triste do disco. É um triste buscando uma alegria também.

TM - É bom ter essa perspectiva das coisas. Ver a parte boa da parte má. É mais ou menos isso.
Vi que lançaram o vosso primeiro single “Leve Leve” na compilação Novos Talentos Fnac em 2017 e li também, na press release, que o vosso disco Sensacional! estava previsto ser lançado mais cedo, mas que houve um roubo. Eu queria saber mais sobre isto.

Filipa - Na realidade aconteceram dois roubos aqui em Coimbra. O do disco foi o segundo. Quando nós chegámos a casa, ela tinha sido invadida e o ladrão decidiu roubar não só o computador mas também os discos externos. Nós tínhamos tudo lá dentro, não tínhamos nada salvo na Cloud. Não tivemos de recomeçar propriamente do zero mas foi ir um bocadinho lá atrás para voltar a fazer tudo de novo. Acho que no fim das contas acabou por ser positivo.

Érika - A gente quando faz alguma coisa pela segunda vez acho que faz sempre um bocadinho melhor. As coisas que a gente gostava muito da primeira edição, a gente conseguiu lembrar e reproduzir. As coisas que não tínhamos tanta certeza, a gente teve a chance de poder tentar fazer de novo.

TM - É impressionante como conseguiram chegar a este resultado a partir da memória.
Falando agora do single “Juntas na Fita”, como é que surgiu a ideia do vídeo caseiro, gravado em stop motion com duas bailarinas de plasticina?

Érika - Já não me lembro muito bem de onde surgiu a ideia. A gente achava que a “Juntas na Fita” talvez fosse a música mais dançante do disco. Como a gente não sabe dançar, alguém tinha de dançar por nós. Foi uma primeira experiência que nem sabíamos se ia dar certo. Fomos ao chinês e comprámos aqueles bonequinhos de madeira articulados para fazer desenhos, reproduzimos nós as duas e começámos a colocar as bonecas para dançar e tirar fotografias. E elas realmente dançaram!
A primeira versão foram só as bonequinhas dançando. Depois a gente achou muito cansativo um videoclip inteiro com duas bonecas de plasticina dançando num fundo branco. Então a gente começou a tentar criar outras histórias editadas em digital, buscar recortes e imagens da Internet. A única ideia que a gente tinha predefinida era de que as bonecas deveriam dançar. As outras ideias foram surgindo enquanto a gente ia desenvolvendo. Cada movimento, cada cena foram pequenas conquistas. Ao todo foram 3800 fotos, tivemos que tirar o fundo de todas para poder redesenhar atrás, montávamos no Photoshop para depois passar para o Premiere. Foi muito divertido.

TM - Resultou bem, ficou bonito

Érika - Fixe, obrigada!


TM - Têm alguma música favorita em Sensacional!?

Érika - Eu vario de dia para dia. Quando a gente tinha acabado de gravar o disco, a última que ficou pronta foi o "Juntas na Fita", que até é uma música super nova. Acho que nesse momento era a minha música favorita. Talvez por ter feito durante tanto tempo o videoclip e ficar ouvindo aquela música tantas vezes já mudei um bocadinho a minha música favorita. E acho que sei qual é a da Filipa também.

Filipa - Eu não consigo dizer uma. Eu acho que existem três que são muito especiais para mim. A primeira de todas é a "Leve Leve", porque também foi o primeira "filha". Foi a música que nos apresentou e através da qual o Henrique Amaro nos chamou para os Novos Talentos da FNAC. É especial por isso, porque foi a primeira música de todas a ser feita e nos abriu algumas portas para entrarmos noutros espaços. Depois existe esta "Juntas na Fita", que é muito especial para mim, a letra diz tudo. Existe outra que eu gosto muito, eu venho aqui da Europa e também gosto dessas músicas tristes como estávamos a falar há bocadinho, que é a "Por aí". É a música talvez mais diferente e tem um andamento um bocadinho mais lento, mas eu gosto muito da letra, dos instrumentos que foram usados, como o Volka, que é instrumento que não é assim tão usado, gosto da sonoridade que ele traz para a música. E também gosto muito da letra e tudo o que ela diz. Mas a Érika acabou por não dizer qual é a sua preferida.

Érika - Eu acho que não tenho nenhuma preferida. Realmente a "Leve Leve" é muito especial por tudo o que ela nos trouxe. Gosto de muito de fazer ao vivo a "Sensacional!", é bem divertida, é uma música um bocado de inocência, o refrão fala de dois super fails, o Mr. Bean e o Charlie Brown, dois fails completos. Mr. Bean super trapalhão e o Charlie Brown sofre bullying dos melhores amigos e depois fala "Fico tão contente por me achar sensacional". Eu acho a música leve, engraçada e inocente. Gosto também da "José Francisco", acho que tem uma letra engraçada.

TM - Se vos fizesse esta pergunta daqui a um ano, se calhar a resposta já será diferente.

Érika - Ou talvez na próxima semana (risos).

TM - Ou então logo à noite depois do concerto.

Érika - Acho que a gente gosta de todas. Tínhamos um reportório bem maior quando escolhemos gravar estas 9 canções. Tínhamos coisas idiotas que eu adorava mas a Filipa não gostavam muito, ficou de fora. A Filipa gostava muito de uma que era "Prefiro a ruga ao botox", e eu não estava certa sobre esta música. Essas músicas a gente não estava completamente convencidas e ficaram no baú.

Filipa - Ou então são para levar para os concertos.

TM - Sim, para testar as reações do público.

Érika - "Prefiro a ruga ao botox" a gente até tocava em concertos antigos, para abrir. Eu curtia fazê-la ao vivo mas na hora de fazer o disco, achei que tínhamos músicas mais fortes.


TM - Vocês têm uma ligação muito grande à cidade de Coimbra, gravaram cá o disco no estúdio caseiro Quebra Galho e o vosso disco saiu pela Lux Records, mas nenhuma de vocês nasceu aqui. Tenho aqui apontado que a Érika vive em Lisboa e a Filipa no Porto.

Filipa - Eu vivo por aí (risos). A Érika tem uma grande ligação a Coimbra porque ela veio para cá em 2010 fazer um mestrado.

Érika - Nos ultimos 10 anos eu andei por aí, já vivi em Belo Horizonte, São Paulo, Lisboa, Porto, Alentejo. Coimbra nos últimos 10 anos foi a cidade que eu vivi por mais tempo. Nos últimos 3 anos estive aqui sempre em Coimbra. Ainda venho a Coimbra todas as semanas por causa do doutoramento que ando a fazer. Saio de Coimbra mas Coimbra não sai de mim (risos).

Filipa - Eu nasci em Trás-os-Montes mas com 10 anos de idade vim aqui para Coimbra, fiz aqui a escola. Acho que foi a partir do momento em que eu conheci a Érika que passei também a andar aí pelo mundo. Desde Porto, Lisboa, também fui para o Brasil, morei lá um tempo em Belo Horizonte e em São Paulo. Depois voltámos para cá, começámos este projeto no Alentejo. Nos últimos 6 meses eu vivi no Porto, agora estou a fazer um curso aqui em Coimbra, Design, Multimédia e Comunicação na ESEC. Vou ficar os próximos 3 meses e meio em Coimbra, mas depois já tenho projetos para no fim desse tempo ir para outro lado. Ninguém é daqui mas estamos sempre por aqui.

TM - Para terminar esta entrevista, uma pergunta que costumo fazer em todas as entrevistas. Quais os artistas ou álbuns que tens ouvido nas últimas semanas?

Érika - Nas últimas semanas a gente não tem ouvido nada, temos tido tanto trabalho. Eu passei o Natal no Brasil com a minha família e acabei chegando dia 27 de janeiro, mesmo em cima do lançamento do Sensacional!. Tem sido uma correria tão grande que não temos de ouvir quase nada.

Filipa - É verdade, estas últimas semanas têm sido caóticas, em termos de disponibilidade. Temos ensaiado muito e pouco tempo temos para fazer mais coisas.

Érika - O novo single dos Clã, "Tudo no Amor", é incrível. Saiu no mesmo dia que o nosso single "Juntas na Fita".

Filipa - "Tudo no Amor" foi mesmo a única música que consegui ouvir neste últimos tempos, e ouvi mesmo em modo repeat, realmente é uma música lindíssima. Falando nos Clã, podemos também falar aqui do Sérgio Godinho, que foi o compositor dessa música, também é uma pessoa inspiradora. Já que falamos nos Clã, aproveito também para falar sobre os Pato Fu, particularmente sobre o John Ulhoa que foi o produtor do nosso disco, e que também é um grande parceiro dos Clã, compõe para eles, tanto em nome próprio como também a banda Pato Fu. São os irmãos brasileiros dos Clã.

Érika - Ouvi também "Duodeno", o single novo do Arthur de Faria, um EP com duas músicas que o John também produziu. Desde que a gente parou para fazer o disco, tivemos que nos concentrar tanto nas nossas coisas que quase que não foi possível prestar atenção em mais nada. Somos só as duas para fazer o site, o videoclip, o encarte do disco, o disco todo.
Quando a gente passa o dia todo escutando a nossa música, o silêncio torna-se algo muito precioso.

TM - Chegaram a ouvir o disco depois de o terem terminado?

Érika - Sim, nós somos obrigadas a ouvir o disco. Nós gravamos as músicas e depois temos que aprender a tocá-las (risos). A gente vai experimentando coisas e editando até achar que está fixe.

TM - Há alguma coisa que tenha ficado diferente na versão de estúdio, que vocês agora não gostem muito e depois ao vivo tentem transformar isso?

Filipa - Eu acho que não.

Érika - Também acho que não. Num concerto quando a gente erra não tem como voltar atrás, no disco ele fica pronto quando a gente fica satisfeita.


Sensacional! foi composto entre Julho e Agosto de 2019 e foi todo gravado e pré produzido no estúdio caseiro Quebra Galho em Coimbra, e depois seguiu para o Estúdio 128 Japs em Belo Horizonte no Brasil, onde o John Ulhoa (Pato Fu) cuidou da produção, mistura e masterização. O disco saiu em formato físico e digital no passado dia 31 de janeiro com o selo da Lux Records e pode ser escutado na íntegra em baixo.

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Tame Impala, Gorillaz e Doja Cat no NOS Primavera Sound 2021

Os Gorillaz, de Damon Albarn e Jimmy Hewlett, são um dos destaques da 9ª edição do NOS Primavera Sound.

O NOS Primavera Sound vai adiar a sua edição deste ano, marcada originalmente para os dias 11, 12 e 13 de junho de 2020, para o próximo ano. A nona edição do festival, que costuma decorrer anualmente no Parque da Cidade do Porto, passa assim a acontecer nos dias 10, 11 e 12 de junho de 2021 e o cartaz já é conhecido. 

Mantendo grande parte dos artistas previstos para este ano – Tyler, The Creator, Beck, FKA twigs, Pavement, Bad Bunny e King Krule já integravam o alinhamento original para a edição de 2020 –, juntam-se agora novos reforços como Tame Impala, Gorillaz, Doja Cat, Helado Negro100 Gecs e a portuguesa Nídia. Lana Del Rey, que encabeçava a edição deste ano, não faz parte das contas para 2021. Weyes Blood, Sampa The Great, Park Hye Jin e Richard Dawson são outras baixas significativas do festival.

Os passes gerais encontram-se disponíveis a partir de quinta-feira, dia 18 de Junho, às 12:00, e os portadores de bilhetes para o NOS Primavera Sound 2020 continuam a poder aceder à edição de 2021. Para isso, devem efetuar a troca do bilhete por um bilhete válido no ponto de venda onde foi adquirido, a partir do dia da abertura da venda para 2021 e até ao dia 31 de Dezembro de 2020, sem qualquer custo.




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