sexta-feira, 31 de julho de 2020

STREAM: Crush of Souls - Bad Trip


Depois de Nova Iorque foi Paris a cidade que serviu de mote a mais uma aventura musical com a assinatura de Charles Rowell (Crocodiles, Flowers of Evil, Issue...) que agora lança cá para fora o primeiro filho de Crush of Souls, Bad Trip. Num álbum composto por seis temas fortemente dinâmicos é na categoria do rock artístico, experimental e decadente que Crush of Souls pretende deixar a sua marca eminente. O efeito feedback torna-se evasivo e as grandes apostas de foco encontram-se no saxofone - que, esporadicamente vem dar o ar de sua graça em temas que se deixam envolver por uma intensidade tamanha -.e nos exercícios de som com forte componente na exploração do ruído, que se apresentam com vigor ao longo de todo o volver da obra.

Num nome que descreve o disco em plena sintonia com a imagem que apresenta, Crush of Souls começa por construir tendências sonoras de vanguarda numa forma bastante característica e ainda pouco explorada nos tempos em que a produção de excelência vigora em força. Bad Trip tem abertura com "Time Worm" um esforço perspicaz imune de voz, a abranger já um espectro bastante artístico relativamente ao que esperar da obra. Segue-se "Kick" - o segundo tema do disco e também o segundo tema de antevisão de Bad Trip - a colocar o noise em evidência com aquele jeito rude popularizado por nomes maiores como Alien Sex Fied. A mesma abordagem volta a ser explorada em "Pain & Ecstasy" - o tema que acompanhou o anúncio da referida edição - e adquire uma profundidade maior em "Dog Bitten Cross", um exercício de ruído fugaz, mas psicologicamente denso. Já o tema que dá nome ao EP "Bad Trip" agarra-se às fórmulas que predominaram o death-rock nos 80's, obtendo uma vibe mais cadavérica com o arrojo vocal de Charles Rowell. Para encerrar a festa surge "Confusion" um tema tão aditivo quanto conturbado e que encerra este Bad Trip de forma "monumental". 

Bad Trip é editado esta sexta-feira (31 de julho) em formato cassete e vinil pelo selo Third Coming Records. Podem comprar a vossa cópia aqui e reproduzir o disco na íntegra abaixo.


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Tagua Tagua - "Inteiro Metade" (Quarentena Session) [Threshold Premiere]

© Rafael Rocha
Foi no final de 2017 que Tagua Tagua ganhou vida, projeto a solo de Felipe Puperi, compositor e produtor musical gaúcho radicado em São Paulo, que evoca sonoridades mais tradicionais da música popular brasileira e samba tradicional, com pitadas de sons atuais e universais. Antes de se apresentar como Tagua Tagua, Felipe foi o vocalista e compositor dos Wannabe Jalva durante 7 anos, banda que esteve no Lollapalooza 2013, abriu concertos de Pearl Jam, Jack White e foi destaque na KCRW, NY Times, Stereogum, Brooklyn Vegan e WFUV. 

Já com algumas edições na sua mochila – os EPs Tombamento Inevitável (2017) e Pedaço Vivo (2018) – Tagua Tagua prepara-se para editar neste atribulado ano o primeiro disco, Inteiro Metade, que será lançado no Brasil pela Natura Musical e na Europa pelo selo espanhol Costa Futuro.

Enquanto a pandemia de Covid-19 se espalha pelo mundo, o projeto do produtor Felipe Puperi continua a remar contra a maré e dá passos largos no planeamento do seu novo trabalho. Mesmo em casa, enquanto o Brasil se mantém como um dos países mais atingidos pela pandemia, Felipe decidiu gravar à distância com os membros da banda que o acompanha versões dos dois singles que já revelou até agora: "Mesmo Lugar" e "Inteiro Metade". Enquanto a primeira versão foi lançada, no Brasil, em Junho - assistam aqui -, a segunda, é lançada hoje (31 de julho), com exclusividade na Europa, e conta com a participação de Felipe na voz e guitarra, Leo Mattos na bateria, Jojo na guitarra e piano elétrico e Rafael Findans no baixo. 

Vejam em baixo o vídeo para a sessão ao vivo de “Inteiro Metade”, canção que representa bem o sentimento do álbum todo sobre o processo de ressignificação que as pessoas vivenciam durante a vida.



Questionado sobre como foi produzir essas versões das músicas, Felipe comentou:
“Esse processo de gravar à distância tem se mostrado bem interessante pra mim, pois são takes em direto, gravados separadamente. Não dá pra ser considerado nem um material no qual todos tocam juntos ao mesmo tempo e, também, nem uma gravação convencional, na qual é possível editar takes e ajustar algumas coisas com overdubs. Isso tudo foi interessante, exigiu uma concentração pra que todos estivessem na mesma onda e sentindo a música da mesma maneira, do contrário não funcionaria. No fim, ficou bem próximo da gravação original, mesmo captando os instrumentos em salas e plataformas totalmente diferentes do disco”.

Em 2019, Tagua Tagua passou por Portugal para dois concertos, na cidade de Lisboa (Valsa) e Porto (Maus Hábitos) e realizou também a sua primeira tour nos Estados Unidos, onde se apresentou no Brasil Summerfest NYC, abriu dois concertos para The Growlers e tocou no Baby’s All Right, famosa sala de Brooklyn. Além disso, o single "Peixe Voador" fez parte na banda sonora do FIFA 2020. 

Para já, além do lançamento de Inteiro Metade, Tagua Tagua prevê regressar a Lisboa em 2021 e passar uma temporada em terras portuguesas.

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Bad Pritt - "The Ghost In My Bed" Radu RMX (video) [Threshold Premiere]


Almost two years after releasing its debut homonymous album, Bad Pritt strikes again to give "The Ghost In My Bed" a new life. Invited to feature the remix compilation HURRY UP! VOL​.​1 - a collection of 19 singles made of names from the Italian music scene in which profits will revert to an ONG -  Bad Pritt summoned Radu Kakarath to give the original piece of sound a new mood and vision. The result is a remix song that clearly gains prominence in the compilation due to its aesthetic approach widely divergent from the other included themes, which is now having its videoclip premiered below.

Within an album that was born to create powerful sounds portraying a denoted human essence based on a composition built around technological arrangements, Luca Marchetto (The White Mega Giant) - the man behind Bad Pritt's mask - selected the opening theme "The Ghost In My Bed"  in order to contribute to this project through a more psychologically dense approach.  Radu makes up the whole thing however he has chosen to input layers not so cushions, which in the ends does not disguise the virtuosity already present in the original track. The video for "The Ghost In My Bad" (Radu RMX) is now evading the platforms with a music video that promises to keep you in a good shape for the lasting days of summer. Watch it first-hand below.

"The Ghost In My Bad" (Radu RMX) is taken from the compilation HURRY UP! VOL​.​1 released at the beginning of the month. The remix single is officially released this Friday (31st of July) via The Orchad. You can listen to and support the project here.



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DARK lança novo tema fúnebre, "In The Dark You Die"


DARK - o projeto que se esconde por trás de uma identidade a revelar - continua em promoção do seu disco de estreia que segue ainda sem pormenores revelados. Apesar disso vão sendo, aos poucos, conhecidos os temas que deverão integrar a mencionada obra. Caso disso é "In The Dark You Die", o segundo tema do projeto que chega agora ao radar através de um novo vídeo. O tema vem dar sucessão ao já lançado "Forever Suffer" e volta a colocar em voga os sintetizadores mais obscuros e camuflados em atmosferas góticas, numa malha vigorosa e pronta para incendiar as pistas de dança mais underground.

O novo vídeo segue as linhas estéticas anteriormente exploradas em "Forever Suffer" voltando a contar com a modelo alternativa britânica Lilith Vampyre no elenco principal.  Embora o tema não apresente características propriamente inventivas face àquilo que se tem produzido nos últimos anos no território da darkwave, DARK ganha distinção pela sua voz do negrume pronta para emergir nas trevas quem se atrever a clicar no play. Podem assistir ao trabalho audiovisual de "In The Dark You Die" abaixo.

"In The Dark You Die" é lançado oficialmente esta sexta-feira (31 de julho) em formato digital e self-released.



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Martin Newell, líder dos Cleaners From Venus, é o tema de um novo documentário



Martin Newell, líder da banda de culto The Cleaners From Venus, é o tema de um novo documentário que pretende levar o legado do britânico ao grande ecrã. The Jangling Man é uma co-produção entre a editora americana Captured Tracks, o produtor Jim Larson e o realizador James Sharp e contém entrevistas a vários agentes criativos e admiradores do músico de Essex, dos americanos Mac DeMarco e Zachary Cole Smith (DIIV) aos conterrâneos Dave Gregory (XTC) e Ian Mcnay (Cherry Records).  

Nascido a 4 de março de 1953, Martin Newell é cantor, compositor, poeta e autor de várias obras literárias. Em 1980, juntamente com o baterista Lawrence ‘Lol’ Elliot, fundou os incontornáveis The Cleaners From Venus, grupo que esteve no cruzamento entre o post-punk e as tendências pop da época. As gravações de baixa fidelidade e o elevado número de edições (são mais de 100 trabalhos ao todo) fizeram do grupo uma referência do movimento DIY e da cultura cassete. R. Stevie Moore, também ele uma lenda da música lo-fi, explica em entrevista que “Martin Newell é um Deus”.   

Na década de 90, Newell foca-se primariamente na sua carreira a solo, que já incluía vários trabalhos em nome próprio, e em 1993 edita o seu maior sucesso comercial até à data, The Greatest Living Englishman, produzido por Andy Partridge dos iconoclastas pop XTC. As suas músicas foram interpretadas por grupos como MGMT, The Damned e Alphavillhe e do extenso leque de colaborações de Newell contam-se nomes como Captain Sensible, Miki Huber ou a russa Kedr Livanskiy.  

The Jangling Man encontra-se neste momento a ser financiando através de uma campanha na plataforma Kickstarter, e os benefícios vão de cópias e merchandising dos Cleaners From Venus a uma versão estendida do filme. Para além disso, a Captured Tracks anunciou que irá reeditar o álbum The Off-White Album, de 1995, em vinil.  

O primeiro trailer de The Jangling Man já pode ser conferido em baixo. 


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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Touché Amoré anunciam novo álbum, Lament



A banda post-hardcore de Los Angeles Touché Amoré anunciou novo álbum. Lament chega no dia 9 de outubro pela americana Epitaph, cerca de quatro anos depois do antecessor Stage Four, de 2016. A nova é acompanhada de um novo single, "Limelight", que junta a banda ao conterrâneo Andy Hull, do grupo folk-emo Manchester Orchestra.

Produzido por Ross Robinson (At the Drive In, Glassjaw), Lament inclui o já conhecido tema "Deflector" e é descrito, segundo comunicado oficial, como "a luz ao fim do túnel" após uma década de "trabalho na escuridão".

Desde o lançamento do seu último álbum de estúdio os Touché Amoré lançaram um álbum ao vivo, uma regravação do álbum de estreia e a faixa "Green", lançada de forma independente em 2018. Em 2019, a banda ingressou numa digressão com os Deafheaven que contemplou uma emotiva atuação na última edição do festival Amplifest.






Tracklist

01. Come Heroine 
02. Lament 
03. Feign 
04. Reminders 
05. Limelight [ft. Andy Hull] 
06. Exit Row 
07. Savoring 
08. A Broadcast 
09. I’ll Be Your Host 
10. Deflector 11 A Forecast

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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Melorman faz-nos abrandar o ritmo em 'For The Sun'


O produtor grego de música eletrónica Antonis Chaniotakis está de regresso ao radar musical com o pseudónimo Melorman através do qual lançou no passado mês de junho o seu mais recente esforço longa duração, For The Sun. Com uma carreira fervorosa nas paisagens do ambient, eletrónica experimental e uma forte componente emocional, Antonis Chaniotakis tem explorado - ao longo dos últimos 20 anos - uma composição base que procura um forte sentido nas intermitências do som. For The Sun não é exceção e, ao longo de seis temas bastante díspares entre si, Melorman captura o sentimento e a personificação finais que a melodia tem no estado emocional humano. 

O resultado são temas tão etéreos quanto dinâmicos que resultam numa viagem sónica através da exploração de novos caminhos ambientais, sintetizadores luminosos e atmosferas sonhadoras. Desde a canção de abertura densa e de desenvolvimento moroso "Etiquis" até à força branda presente em "Salty Air", Merloman cria um disco bastante assimilável, sem recurso a voz e que funciona perfeitamente como som de fundo para acompanhar os dias mais solitários. Malhas mais potentes, como é o caso de "Love Is Growing" - que se descreve em pleno pelo nome que lhe dá mote -, a after-party "8 a.m.", ou o techno sonhador e melodioso de "Travelling" colocam-lhe ainda texturas estimulantes que se podem absorver na íntegra abaixo.

For The Sun foi lançado oficialmente a 8 de junho em formato vinil e digital pelo selo Same Difference Music. Podem comprar o disco aqui.


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Arca anuncia reedição em vinil de '&&&&&'



A cantora-produtora venezuelana Arca anunciou uma reedição em vinil da sua mixtape de estreia, &&&&&. Originalmente lançada em 2013 pela extinta Hippos and Tanks (James ferraro, Grimes, Autre Ne Veut) como uma faixa única de 25 minutos, a mixtape será dividida, pela primeira vez, em 14 faixas e terá direito a nova masterização. A reedição assinala o 100º lançamento da germânica PAN.

“Queria fazer algo que fosse o meu melhor trabalho. Hoje ouço-o com muito carinho ”, disse Alejandra Ghersi num comunicado à imprensa. “Uma sensação de possibilidade, uma sensação do desconhecido; atitude punk, respeito pela música clássica e formalidade; cyberpunk, anime, tensão sexual; trauma, inocência, medo da morte; torção, muita erva, e querer conectar-me com as pessoas, mas não nos termos de um status quo. Isso meio que resume &&&&& para mim. ”

Lançado sem aviso prévio, &&&&& aterrou um mês depois de Arca, então uma perfeita desconhecida produtora a residir em NY, assinar créditos na produção de Yeezus, a maníaca obra-prima do rapper Kanye West lançada em 2013. A sua abordagem experimental à pop, que une os ritmos quentes do dembow a um minucioso trabalho de corte e colagem, definiu novas e inventivas coordenadas para a produção contemporânea, chegando aos ouvidos (e aos estúdios) de Fka twigs, KelelaBjörk.

Para além da sua prensagem em vinil, disponível para compra no sítio da PAN, &&&&& estará disponível nas várias plataformas digitais a partir do 18 de setembro. O seu primeiro avanço, "Knot", pode ser escutado em baixo.


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Slowburner tranquiliza-nos ao som de "Nebula"


Élvio Rodrigues existe no mundo da música sob o nome de Slowburner, projeto a solo instrumental do compositor e produtor oriundo da Madeira, agora residente em Lisboa. As suas primeiras composições datam de 2016, sendo maioritariamente orientadas para o piano, Slowburner é mesmo um verdadeiro aficionado do Piano Day, tendo composto especialmente para este dia alguns temas originais nos últimos quatro anos. À sonoridade do piano, juntam-se as texturas atmosféricas, cinemáticas e as gravações de campo, presentes em Before I Return To Dust, o primeiro trabalho editado por Slowburner em 2017, onde o artista retrata a efemeridade da vida “It’s a reminder of how fragile things are, and how we should always follow our hearts and keep on doing those things we believe in without ever compromising”.

Seguiu-se um novo EP em junho de 2019, Sunday mornings are for piano, onde Slowburner reuniu 10 canções gravadas no início de 2018, durante um período de 10 semanas em que o artista se desafiou a compor uma música em piano por semana e tocá-la ao vivo no Instagram todos os domingos de manhã.

Este verão Slowburner deu a conhecer a sua veia visual produtiva, criando a banda sonora e os efeitos sonoros para a um vídeo gravado em 2018. Assim surgiu “Nebula”, novo single que se afasta das típicas sonoridades de piano e abre espaço ao seu lado mais sintético e ousado, o qual já lhe valeu uma presença no programa Portugália, de Henrique Amaro, na Antena 3. Editado a 3 de julho, o vídeo de “Nebula” pode ser escutado e visto em baixo.


Podem consultar a obra completa de Slowburner e ainda adquirir algumas das suas edições em formato físico e digital no Bandcamp do artista. 

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terça-feira, 28 de julho de 2020

Eyehategod atuam em Portugal em Novembro



Os norte-americanos Eyehategod regressam a Portugal em novembro para um concerto único no Porto. A banda de Mike IX Williams atua no Hard Club em novembro, no dia 27, depois de uma demolidora atuação na última edição do Sonic Blast Moledo, em 2019.

A organização do festival minhoto é novamente responsável pela passagem da instituição sludge por Portugal, e adianta que “de acordo com as actuais circunstâncias do COVID 19, e respeitando as novas legislações em vigor, a lotação da sala é muito limitada".

Formados em 1988, os EHG são um dos mais importantes atos a emergir da celebrada cena sludge metal de Nova Orleães (comummente abreviada pela sigla NOLA), a mesma que pariu bandas como os Down, Acid Bath e os Crowbar, e que contribuiu para o desenvolvimento de um novo interesse na máquina sabathiana, equilibrando os riffs lamacentos da banda de Ozzy Osbourne com a energia do punk e o blues saído do bayou. In the Name of Suffering (1992), Take As Needed for Pain (1993) e Dopesick (1996) são algumas das obras essenciais da discografia dos norte-americanos, que estão em gravações para um novo disco, com data de lançamento apontada algures para 2020.

Os bilhetes para o espectáculo já se encontram disponíveis na bol.pt e custam 25€.


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turva, a editora que alia o áudio ao visual


Eis uma nova compilação que nos chega às mãos, desta feita da autoria da turva, editora audiovisual fundada por Alexandre Alagôa e Luís Neto que se foca na produção e publicação de arte experimental nacional, "um ponto de cruzamento entre as abordagens" de cinema experimental trabalhadas por Alagôa e a composição musical e arte sonora criada por Neto.

A turva procura incorporar "a ideia de algo indefinido, em agitação e em constante mutação", promovendo não só edições de música de cariz experimental em formato físico (CDs, vinis, cassetes) e digital, como também um trabalho de produção e edição de filme, instalações sonoras e outras publicações/projectos audiovisuais.


TRV001 foi a primeira edição da turva no início deste mês de julho, em formato físico e digital, e compreende oito temas onde reinam as texturas eletrónicas ambiente e acústicas, pontuados pelo experimentalismo que define esta nova editora e criados exclusivamente para esta compilação por diversos artistas - Neto, ciplinarian, funcionário, Z, Lorr No, Alagoa, AG.R97, Martiska. O design & artwork é de AALTAR SYSTEM e a fotografia de Elisa Azevedo.

TRV001 está disponível no Bandcamp da editora e pode ser escutada em baixo:


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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Entre setembro e novembro, as músicas do mundo voltam a ouvir-se no CIAJG


Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), em Guimarães, volta a ser palco para a melhor música do mundo. Depois de um adiamento motivado pelo novo coronavírus, o ciclo 'Terra', promovido pela Capivara Azul – Associação Cultural, arranca em setembro e vai prolongar-se até novembro. No seu segundo ano, a programação reúne artistas de Cabo-Verde, Galiza e Níger.

O primeiro espetáculo acontece no dia 18 de setembro com o caboverdeano Julinho da Concertina, um dos últimos mitos vivos do Funaná que participou na revolucionária obra de Alexandre Monteiro, Trapiche, e que já trabalhou com os nomes de Cesária Évora e General D. Diabo tocador, o seu segundo álbum, quebrou o silêncio discográfico de 18 anos e recebeu o selo da CelesteMariposa Discos


Duas semanas depois, a 2 de outubro, o CIAJG recebe Baiuca, projeto do músico e produtor Alejandro Guillán que se constrói no cruzamento entre o cancioneiro tradicional da Galiza, onde nasceu, e a música eletrónica. O músico apresenta-se em Guimarães na companhia de Xosé Luís Romero, na percussão, e Andrea e Alejandra Montero, nas vozes adicionais, para um espetáculo que terá projeções realizadas em direto pelo videoartista Adrián Canoura.  


O ciclo encerra no dia 28 de novembro com a atuação da banda Kel Assouf, do nigeriano Anana Harouna. O guitarrista, que chegou a tocar com os tuaregues Tinariwen, irá apresentar o seu mais recente álbum, Black Tenere, na companhia do teclista Sofyann Ben Youssef (Ammar 808) e do baterista Olivier Penu.


Os bilhetes para cada um dos concertos têm preços entre os 5 euros (para portadores do Cartão Quadrilátero Cultural), 7,5 euros (menores de 30 anos e outros descontos A Oficina) e 10 euros(público geral). O passe para os três concertos tem o custo de 25 euros.



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