sexta-feira, 7 de agosto de 2020

STREAM: O Triunfo dos Acéfalos - CAI DA CADEIRA



Para as possíveis sedes por electro-punk português anti-fascista, O Triunfo dos Acéfalos editou um novo single, CAI DA CADEIRA, no dia 25 de julho. Oriundos de Santo Tirso, o duo composto por Luís Barreto e Joana Ferreira não filtra as palavras dilacerantes que projecta nesta produção lo-fi - a mensagem é clara e a raiva d'O Triunfo dos Acéfalos tem direção específica: "O que importa nesta vida é ter mais empatia". 

De um autêntico banquete de glitch à la Fuck Buttons surge uma paisagem pós-punk de baixo e bateria carregados, com o ocasional sintetizador hiperativo a marcar presença, ora de fundo, ora em primeiro plano. Pegando numa frase que ganhou força em Moçambique durante a guerra colonial, "A luta continua!" e O Triunfo dos Acéfalos certifica-se de que ela chega à pista de dança.

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STREAM: Mateus Verde - Feiticeira


Mateus Verde regressa ao seu estilo contemplativo e intimista com o seu primeiro longa-duração, de nome Feiticeira. O novo disco vem no seguimento do seu EP, Esteva, de 2017. Com uma temática mais misteriosa e esotérica, viaja entre ambientes atmosféricos e paisagens mais ao jeito do folk com canções inspiradas pela natureza, fábulas e pelo espírito que habita todas as coisas.

Tentando sempre manter a sua música o mais intimista e pessoal possível o artista escreveu, gravou e misturou todos os temas deste álbum no seu estúdio caseiro. Mesmo as percussões foram criadas com objetos comuns, desde talheres a cascas de caracóis.

O álbum já se encontra disponível no Spotify, Itunes e todas as plataformas de streaming comuns. Também pode ser escutado no Bandcamp do artista.

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STREAM: METADEVICE - Ubiquitarchia


Foi lançado no dia de hoje um novo trabalho de METADEVICE, intitulado Ubiquitarchia.  Depois de Studies For a Vortex, de 2019, sai agora este novo trabalho, composto durante os meses de quarentena em Portugal. Longe vão muitos dos elementos "mais quentes" e o toque humano óbvio que compôs a sua estreia. No seu lugar, somos confrontados com 8 faixas de pulsação sintetizada e correntes eletrónicas mórbidas, encadeadas com ruído crepitante, detritos baralhados e interferências sinistras. É uma gravação despojada e desanimada, sobre a perda do que temos como seres humanos, a nossa capacidade de sentir, experimentar e criar, ainda mais apropriada e condizente com os tempos atuais.

Este álbum está disponível em formato digital via bandcamp da banda e também da Malignant Records. Haverá ainda uma edição em cassete com data de lançamento apontada para dia 18 de setembro. A masterização ficou a cargo de John Stillings e o grafismo foi elaborado pelo próprio André Coelho.

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Os Evil House Party vão ser a próxima grande cena


Sai hoje o primeiro tema de carreira dos Evil House Party, o projeto dinamarquês que junta a nova musa dos anos 20, Emma AcsJacob Formann, o guitarrista dos Communions e a mente de Mini Esco, uma das cartas da vanguarda eletrónica da Posh Isolation. Agora, bastante afastados dos ambientes sonoros que têm explorado em projetos paralelos, em Evil House Party os músicos apostam na pop depressiva da qual nos chega agora a primeira amostra, "Wicked". Badalados no ritmo de entrada, a sonoridade da dupla dinamarquesa prende-se a tudo menos conceções estáticas. Entre criações confusas, sombrias e vibrantes, com alguma essência do verão a personalidade dos Evil House Party é rica em atitudes, viajando entre vastas planícies e montanhas sonoras.

Numa entrevista à Knife Magazine, Jacob Formann fala um pouco sobre a ideia por trás do conceito de Evil House Party. Segundo o músico "Na Rua Psicopata - que é uma espécie de rua principal fictícia - há uma casa assustadora e assombrada. A Emma (Acs) é uma vampira que se muda para aquela casa. Então ela convida todos para uma festa de inauguração, que é a Evil House Party". O resultado da festa pode assimilar-se na íntegra no EP da banda que segue ainda sem data anunciada. Até lá é curar a depressão de verão com este incrível "Wicked".

O EP de estreia dos Evil House Party é esperado para chegar às prateleiras no final deste ano na alçada Third Coming Records.


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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Primeira edição do Estação Minhoca acontece em Lisboa entre setembro e novembro


Com o apoio do Fundo de Emergência Social - Cultura da Câmara Municipal de Lisboa e numa altura em que todo o sector musical viu os espetáculos cancelados devido à pandemia do Covid-19, nasceu o projeto Estação Minhoca - nome dado às rádios locais em Portugal no início do Século XX. A proposta é oferecer uma oportunidade a músicos independentes de, em tão difíceis tempos, poder apresentar os seus trabalhos ao vivo. A iniciativa vai realizar dez micro-concertos privados no centro de Lisboa, entre Setembro e Novembro, semanalmente, sempre às segundas-feiras, 19h.

Sem nunca revelar o local da actuação - de modo a evitar uma desproporcional aglomeração de pessoas, de acordo com as regras da DGS - cada concerto terá um núcleo extremamente reduzido de espectadores presenciais a juntar à transmissão online pelo Rimas e Batidas.

O pontapé inicial será com o Te Voy a Matar, dia 07 de setembro, em local que será conhecido somente para o público selecionado via passatempos nas redes sociais do Estação Minhoca  (Instagram e Facebook). Batida DJ, Octa Push, Scúru Fitchádu, NERVE, Aurora Pinho, Maria do Mar, Cancro, Cigarra e Miguel Torga são os demais confirmados.


Com o carimbo da UNHA - Auxiliar Musical, e comunicação da Café8, os eventos vão acontecer em locais inabituais da cidade, como lojas de discos ou galerias. “É importante e necessário que um ‘pocket projeto’ como este tenha sido aprovado por uma entidade como a CM Lisboa, o que nos fez crer que um sector musical independente da cidade e alguns dos seus espaços culturais mais autónomos não foram totalmente ignorados numa época tão particularmente instável. As medidas de segurança vão ditar as regras de cada um destes concertos privados, e serviremos a música sem nos servirmos dela”, conta Eduardo Morais, da UNHA.

Podem consultar o alinhamento completo do Estação Minhoca em baixo:

07 set | Te Voy a Matar
14 set | Batida DJ
21 set | Octa Push
28 set | Scúru Fitchádu
05 out | Nerve
12 out | Aurora Pinho
19 out | Maria do Mar
26 out | Cancro
02 nov | Cigarra
09 nov | Miguel Torga

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Cut Copy apresentam novo álbum em Portugal



Os Cut Copy vão regressar a Portugal para dois concertos no Porto e em Lisboa. Freeze Melt, o sexto álbum de originais dos australianos, chega no próximo mês de agosto e será apresentado ao vivo no Hard Club (Porto) e no Coliseu de Lisboa nos dias 23 e 24 de março, respectivamente.

Formados na viragem do século em Melbourne, em 2001, a banda de Dan Whitford, Tim Hoey, Ben Browning e Mitchell Scott foi um dos mais bem sucedidos atos na interseção do indie com as contaminações eletro da música de dança. In Ghost Colours, a sua obra mais famosa, valeu-lhes o consenso da crítica internacional e várias entradas nas listas de melhores do ano. Freeze Melt, o sexto LP dos australianos, chega três anos depois do seu último trabalho, Haiku From Zero, e para já conhecem-se três dos seus temas – “Love Is All We Share”, “Cold Water” e o mais recente “Like Breaking Glass”.

Os bilhetes para ambos os concertos encontram-se disponíveis esta sexta-feira, dia 7 de agosto, nos locais habituais ao preço de 28€.





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Time For T antecipa edição de novo EP com "Qualquer Coisa"


“Qualquer Coisa” é o tema que antecipa Simple Songs for Complicated Times, o novo EP de Time for TO tema surgiu em plena pandemia e é a segunda canção cantada em Português do EP. Trata-se de uma lista de observações da vida em Portugal, mais concretamente em Lisboa, na altura dos Santos "Aquele cheiro a sardinhas e haxixe, os santos devem estar felizes". Há uma certa nostalgia dos tempos antes da pandemia num tom satírico ao longo da música. Na verdade, esperamos que tudo voltará ao seu lugar após este ciclo "Amanhã é mais um dia que vai tornar-se ontem".

O novo EP Simple Songs for Complicated Times foi um projecto espontâneo que começou numa caravana na floresta (perto de Lagos) durante a quarentena, devido ao COVID-19. Inicialmente, Time For T tinha pensado gravar um EP muito simples apenas com voz e guitarra mas acabou por pedir aos outros membros da banda e a alguns amigos que se encontravam em quarentena (entre Geneva, Lisboa, Madrid e Porto) para adicionarem as suas partes, porque cada um tinha a possibilidade de gravar em casa.

Este projecto, inicialmente solitário, rapidamente se transformou num trabalho colectivo à distância. Com a tecnologia à disposição, conseguiram criar este EP e aprender uma nova forma de fazer música.

“Engraçado como algo que começou de forma tão solitária e intimista, se transformou num trabalho colectivo e agora acessível para todo o mundo. O EP conta com as participações de Club del Rio (vozes em “Fire on the Mountain”), Juan Espiga e Cavalo 55 (coros e banjo em “Manteiga”), Monday, Junno e Margarida Falcão (coros em “Captivity”), Naima Lili e Mattia Corda (coros e tompete em “Best Behaviour”) e finalmente Andrew Stuart-Buttle (violino e baixo em “Qualquer Coisa”). A mistura ficou encarregue do nosso colaborador e amigo de longa data, Hugo Valverde, sempre disposto a entrar e a melhorar as nossas aventuras musicais.

O EP Simple Songs for Complicated Times sai dia 14 de Agosto de 2020 pela Street Mission Records. Uma mistura de canções em Português, Inglês e Espanhol, gravado um pouco por todo o lado.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

8ª edição do Festival Que Jazz é Este? em Viseu nos dias 12 e 26 de agosto, 9 e 30 de setembro


O festival Que Jazz é Este? assinala este ano a sua oitava edição, desta vez em cinco dias não consecutivos, sempre à quarta-feira. Com o primeiro dia do festival já realizado a 22 de julho, seguem-se agora 12 e 26 de agosto, 9 e 30 de setembro. Em resposta aos tempos de pandemia que atravessamos, o festival vê assim redesenhada a sua programação para a eficácia do cumprimento das normas de segurança, mas mantendo a matriz e principais pilares do festival.

Os concertos de palco, a formação musical profissional, assim como a sensibilização de novos públicos constituem os ingredientes que garantem a ligação à comunidade e ao público em tempo de vidas e rotinas suspensas em que é necessário insistir na continuidade e em mantermo-nos ativos e criativos.

Cada um dos cinco dias do festival terá uma programação estruturada de forma similar. O dia começa com a Rádio Rossio, que emite este ano na sua confortável e aromática plateia sob as tílias do Rossio de Viseu onde a caravana da rádio se encontra estacionada. São seis horas diárias em blocos de três programas por dia alavancados em parcerias com várias rádios locais, rádios nacionais e organizações de outros festivais de jazz da zona Centro e Norte. Vozes que habitualmente escutamos na Antena 3, Vodafone FM, Estação Diária, Rádio Jornal do Centro, RCI e outras, irão estar em Viseu com programas únicos, dedicados ao jazz e às histórias que o rodeiam.


Para públicos menos próximos aos palcos tradicionais, haverá Jazz na Rua a percorrer a cidade de Viseu, sem esquecer o incontornável centro histórico da cidade de Viseu. A ideia Jazz ao Domicílio já vem de edições anteriores e tem algo de saudavelmente subversivo: em vez de levar as pessoas aos concertos, levam-se os concertos às pessoas. Hospitais, lares e outras instituições, recebem concertos ao domicílio e desta forma alarga-se o acesso a este bem precioso que é a cultura.


Durante as manhãs há ainda tempo para famílias - e não só - usufruirem de oficinas na área da música com desafios como percussão dixieland, produção áudio, circle singing ou até fazer parte de uma orquestra de brinquedos.

Quanto aos concertos, destaque para os fins de tarde, no bloco das 19h, no jardim da Casa do Miradouro, com concertos de ampla variedade estilística. Neste palco figurou no passado dia 22 de julho o viseense Miguel Rodrigues com o seu álbum de estreia EMPA. Completam este bloco o também viseense Gustavo Dinis a solo com UHAI, o coletivo jazz/eletrónica/rock dos lisboetas Whosputo com o álbum de estreia Art of Decay, e ainda Pedro Oliveira, sob o alter-ego de Krake, que nos fará viajar pela mitologia nórdica num crescente de imagética sonora.

No horário das 21h30, o primeiro dia do festival foi assegurado pelo trio fantástico Carlos Bica + André Santos + João Mortágua e seguem-se depois os Troll's Toy com a sua fusão de estilos e explosões rock – atenção metaleiros de mente aberta! Marcam também presença o cósmico João Guimarães Grupo e o grupo da casa Coletivo Gira Sol Azul com Pedro Abrunhosa como convidado especial. O festival fecha em alta com o aclamado trio de Mário Laginha.

Sendo a formação uma das componentes incontornáveis do evento, acontecem três importantes formações na área da música e da profissionalização musical. São estas uma oficina de música dixieland orientada por Leonardo Outeiro dirigida à geração mais jovem de estudantes de música, o já estrutural Workshop de Jazz de Viseu que na sua 12.ª edição faz este ano uma chamada aberta aos músicos profissionais da região de Viseu e ainda uma residência artística com o coletivo de músicos da Gira Sol Azul e um convidado especial.


Todas as atividades estão sujeitas a reserva de lugar. Os concertos são gratuitos e as oficinas têm um custo simbólico de 2€. O festival Que Jazz É Este? é organizado pela associação Gira Sol Azul e financiado pelo programa Viseu Cultura do Município de Viseu.

Consultem em baixo o cronograma de atividades para os restantes dias da 8ª edição do Festival Que Jazz é Este?.

12 DE AGOSTO

10h00 - 12h00 > Rossio > RÁDIO ROSSIO Música A Seu Gosto/ Especial Que Jazz É Este? Maria Helena [Emissora das Beiras]
10h00 - 11h00 > Casa do Miradouro > OFICINA Que Ritmo É Este? António Serginho
10h00 - 10h30 > Confraria Lar de St. António > JAZZ AO DOMICÍLIO Combo Gira Sol Azul
11h00 - 12h00 > Rossio [percurso 2] > JAZZ NA RUA
13h00 - 15h00 > Rossio> RÁDIO ROSSIO Indiegente Nuno Calado [Antena 3] convida Thomas Attar Belier [Al-Qasar]
16h00 - 18h00 > Rossio > RÁDIO ROSSIO Kiss my jazz Pedro Oliveira [Jazz ao Largo]
19h00 - 20h00 > Casa do Miradouro > WHOSPUTO
21h30 - 22h30 > Parque Aquilino Ribeiro > TROLLS TOY


26 DE AGOSTO

10h00 - 12h00 > Rossio > RÁDIO ROSSIO O Grito e o Cochicho Catarina Machado [Estação Diária]
10h00 - 11h00 > Casa do Miradouro >  OFICINA Produção Áudio Gustavo Dinis
10h00 - 12h00 > Internato Víctor Fontes > JAZZ AO DOMICÍLIO Combo Gira Sol Azul
11h00 - 12h00 > Rossio [percurso 3] > JAZZ NA RUA
13h00 - 15h00 > Rossio > RÁDIO ROSSIO a anunciar
16h00 - 18h00 > Rossio > RÁDIO ROSSIO Changing Places Tozé Novais [Festival Jazz e Blues de Seia]
19h00 - 20h00 > Carmo’81 > KRAKE
21h30 - 22h30 > Parque Aquilino Ribeiro > JOÃO GUIMARÃES GRUPO

09 DE SETEMBRO

10h00 - 12h00 > Rossio > RÁDIO ROSSIO Banda Sonora Cristóvão Cunha [Rádio Jornal do Centro]
10h00 - 11h00 > Casa do Miradouro > OFICINA Circle Singing Luísa Vieira
10h00 - 10h30 > Internato St. Teresinha > JAZZ AO DOMICÍLIO Combo Gira Sol Azul
11h00 - 12h00 > Rossio [percurso 1] > JAZZ NA RUA
13h00 - 15h00 > Rossio> RÁDIO ROSSIO Notas Azuladas Rui Miguel Abreu [Antena 3]
16h00 - 18h00 > Rossio > RÁDIO ROSSIO A Jazzar Disruptivamente Victor Afonso [Festival de Jazz da Guarda]
19h00 - 20h00 > Casa do Miradouro > UHAI
21h30 - 22h30 > Parque Aquilino Ribeiro > COLECTIVO GIRA SOL AZUL FEAT. PEDRO ABRUNHOSA

30 DE SETEMBRO

10h00 - 12h00 > Rossio > RÁDIO ROSSIO Até Jazz Amadeu Araújo [RCI]
10h00 - 11h00 > Casa do Miradouro > OFICINA Orquestra de Brinquedos Ana Bento e Bruno Pinto
10h00 - 10h30 > Lar do Viso Norte > JAZZ AO DOMICÍLIO Combo Gira Sol Azul
11h00 - 12h00 > Rossio [percurso 2] > JAZZ NA RUA
13h00 - 15h00 > Rossio > RÁDIO ROSSIO Swing À Sombra no Rossio José Navarro de Andrade [Antena 1]
16h00 - 18h00 > Rossio > RÁDIO ROSSIO Porta Jazz Fm Rui Teixeira [Portajazz]
19h00 - 20h00 > Casa do Miradouro > Concerto de apresentação do 12.º Workshop de Jazz de Viseu
21h30 - 22h30 > Teatro Viriato > MÁRIO LAGINHA TRIO

OUTRAS OFICINAS /FORMAÇÕES:

17 DE AGOSTO A 9 DE SETEMBRO > Residência Artística Colectivo Gira Sol Azul
10, 16, 23, 24 e 30 DE SETEMBRO. 18h00 - 22h00 > 12º. Workshop de Jazz de Viseu

PERCURSOS JAZZ NA RUA:

Percurso 1: Rossio, Mercado Municipal, Av. António José Almeida, R. M. Leopoldo da Silva, R. 21 de Agosto, R. Alberto Sampaio.
Percurso 2: Rossio, R. Formosa, R. do Comércio, Praça D. Duarte, Adro da Sé, L. Pintor Gata, Jardim das Mães.
Percurso 3: Rossio, R. Formosa, R. Direita, L. do Soldado Desconhecido, R. Capitão Silva Pereira, R. Alexandre Lobo, R. da Vitória

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

A doçura das canções de amor de Madeline Kenney


Madeline Kenney é uma artista norte-americana oriunda de Oakland que nos presenteou este ano com o seu terceiro longa-duração. Sucker’s Lunch chegou às lojas na passada sexta-feira (31 de julho) com o selo da conceituada Carpark Records, e afirma-se como o sucessor do aclamado disco Perfect Shapes, editado em 2018.

Em Sucker’s Lunch a artista explora as formas que uma canção de amor pode assumir, numa postura um pouco mais cautelosa e subtil que exuberante, algo mais fundamentado na autoconsciência e na filosofia do que na devoção cega. As dez canções que compõem o disco surgiram muitas vezes em momentos em que Kenney estava sozinha na sua antiga casa em Durham, NC, a perder graciosamente a cabeça:
“My experience writing these songs wasn’t easy, it was painful and difficult. I was terrified of falling in love, and as much as I’d like to write a sticky sweet song for someone, it doesn’t come naturally to me. Instead I wanted to explore the tiny moments; sitting alone in my room guessing what the other person was thinking, spiraling into a maze of logical reasons to bail and finding my way out again”.
Gravado entre tours com Soccer Mommy, Wye Oak, Jay Som e Lord Huron, Kenney contou com a colaboração dos amigos Jenn Wasner e Andy Stack, duo que forma os Wye Oak e com quem a artista trabalhou anteriormente em Perfect Shapes.  Em conjunto, o trio compôs cuidadosamente as canções em algumas sessões em Oakland, San Francisco, e Durham.

A secção rítmica de Stack e Wasner juntou-se à guitarra peculiar de Kennney e às harmonias complexas promovidas pelos sintetizadores e saxofone. Quem também colaborou com a artista em Sucker’s Lunch foi Kurt Wagner, vocalista dos Lambchop, conferindo o seu tenor distinto ao single "Sucker".


A sensibilidade visual da cantora para contar histórias resultaram na artwork de Sucker's Lunch e nos vídeos que acompanham os singles "Picture of You", "Sucker" e "Double Hearted".

Podem comprar a vossa cópia aqui e reproduzir o disco na íntegra abaixo.

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STREAM: Sreya - Cãezinha Gatinha


Sreya faz canções de forma leve mas comprometida, numa mistura franca da realidade com uma muito própria fantasia. "Cãezinha Gatinha" é um LP marcado pela diversidade e consistência, pela tradicionalidade e modernidade - características da pop comuns à Sreya - com uma constante melancolia-alegre de uma história com um twist, partindo da incerteza e terminando num final quase feliz.

Depois de "Emocional" (2017), que nos trouxe canções em formato worldbeat, produzidas por Conan Osíris, com melodias e linguagem tanto estranhas como familiares à música portuguesa, - chega "Cãezinha-Gatinha", um oceano pop desaguado por vários afluentes. Desta feita a produção ficou encarregue de Primeira Dama e Bejaflor).

O título "Cãezinha Gatinha" nasce de uma aglutinação de termos que Sreya usa para descrever a sua dualidade, um principio bastante presente na linguagem, sons, ambientes, cores e humores das suas criações artísticas: numa narrativa dividida em duas partes, "Cãezinha Gatinha" terá, respectivamente, canções escritas enquanto uma temporada República Checa e outra metade composta já em Lisboa. “Do Frio” é feito de uma aura densa e melancólica, na composição, na lírica ou até nos instrumentos escolhidos. Em “No Calor” encontram-se músicas com energia mais alta, tempos mais acelerados e auras mais leves. 

Num disco marcado pela diversidade e consistência e pela tradicionalidade e modernidade, características tanto da Sreya como da pop, há um constante sentimento melancólico-alegre de uma história com um twist, partindo da incerteza e terminando num final quase feliz.

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Disco de estreia dos Give Up To Failure chega em setembro


Os polacos Give Up To Failure vão finalmente mostrar o trabalho que têm forjado ao longo dos últimos anos no aguardado disco de estreia, Burden. O projeto que começou inicialmente a ser desenhado a solo por Mark Magick (Aviaries) estende-se agora a um grupo completo que integra na formação Krzysztof Młyńczak, Dominik Półtorak, Michal Szczypek e Rafał Wekiera. A sonoridade resultante viaja entre as paisagens negras e elegantes do post-rock, a doçura inerte do shoegaze e o post-punk deprimido que os habitantes dos países nórdicos tão bem dominam. Com guitarras cintilantes em ponto de foco, os Give Up To Failure aproximam-se dos territórios explorados por nomes como Bleib Modern, apresentando uma componente sonora bastante abrasiva e dominante.

Deste anunciado Burden - que recebeu esta semana os pormenores adicionais - já tinham sido anteriormente revelados os temas "All I Wanted" - darkgaze fresquinho e sentimentalista pronto para se ouvir em loop - e "After The Fall" - um tema das cavernas com uma progressão amplamente imersiva e eclética, a contrastar a beleza inerte e frágil do piano com a autoridade das guitarras e bateria. Atmosferas sombrias, ritmos arrastados e toda uma fusão de densidade sonora são alguns dos elementos que os Give Up To Failure nos preparam para ouvir em Burden. Até o álbum chegar às prateleiras é sintonizar os temas de avanço.


Burden tem data de lançamento prevista para 14 de setembro em formato digital e CD via Requiem Records. Podem fazer a pre-order do disco aqui.

Burden Tracklist:

01. Sedation 
02. All I Wanted 
03. After The Fall 
04. Within 
05. Sleepless Hole 
06. Holy Drug 
07. Million Words 
08. Burial Ground

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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Offermose lança novo disco em outubro. Vídeo de "Sjælens Ruin" já disponível


O rei do dungeon synth, Offermose regressa este ano ao formato longa-duração para apresentar o sucessor do muito aclamado Mørkt Forår (2018, Third Coming Records, Pomperipossa). O anúncio do novo álbum é antecedido pelo trabalho audiovisual para o já lançado tema "Sjælens Ruin" e será composto por um total de seis temas que projetam a eletrónica vanguardista para os territórios da amargura sinistra, mas envolta numa beleza contemplativa. Criar emoções divergentes no sentido é uma das características peculiares que Offermose tem colocado em voga desde que se estreou a solo com o EP Bag De Hvide Tinder (2016). O produtor dinamarquês apresenta uma mestria singular no controlo dos sintetizadores e pretende cada vez mais afirmar-se na cena underground através dos seus retratos decadentes, puros e estéticos com uma certa influência na escola alemã.

Resultado disso pode visualizar-se no vídeo desenhado para "Sjælens Ruin" que aposta forte nas novas tendências multimédia, deixando embeber-se por uma amálgama de efeitos desenhados em "tempo real" num quadro essencialmente monocromático. Desde corpos em fogo, desenhos 2D com uma dinâmica 3D a elementos característicos da natureza, "Sjælens Ruin" apresenta-nos um mundo em caos, ainda assim repleto de idealizações do imaginário humano. O vídeo, bem como as informações oficiais do lançamento podem consultar-se abaixo.

Stilhedens Tårn chega às prateleiras a 16 de outubro pelos selos Third Coming Records e Pomperipossa. Podem fazer a pre-order do disco aqui.



Stilhedens Tårn Tracklist:

01. Seklernes Nat 
02. Stilhedens Tårn 
03. Sjælens Ruin 
04. Korrupt Tradition 
05. Langs Skæbnens Kyst 
06. Tvillingeflamme 

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Daisy Mortem lançam novo tema/cover, "Prohibition 2050"


Os Daisy Mortem tornam-se cada vez mais um dos grupos mais atrativos do novo panorama eletrónico. Com Faits Divers a marcar uma evolução tamanha na sua sonoridade - mostrando-se um álbum completamente aditivo e fervorosamente eclético - a dupla constituída por Vampiro Macaras e Cindy Bluray continua a surpreender o radar internacional com a sua música camaleónica de letras insanas numa crítica social mordaz embora bastante atenuada pela estética envolvente que capta quaisquer atenções. Depois de uma forte componente promocional - com as séries de vídeos que culminaram em trabalhos de requinte para os temas "Arêtes", "L'accident est inévitable" e "La Nuit Sexuelle" - desta vez a dupla francesa pega no tema "Prohibition 2050" original de Brigitte Fontaine - famosa cantora francesa do movimento avant-garde - e transforma-o numa malha de eletrónica poderosamente estimulante.

O cover para "Prohibition 2050" é acompanhado por um trabalho audiovisual em 3D com realização assinada por Daisy Mortem e Félix Stéger e avatar criado por Valeria Segna. O vídeo, algures perturbante extremamente contemporâneo, coloca uma interpretação de Brigitte Fontaine a andar sem rumo num cenário de pura destruição. O vídeo, bem como a nova roupagem oferecida pelos Daisy Mortem pode consumir-se abaixo.

Faits Divers foi editado oficialmente a 9 de janeiro pelo selo NAPP Records em formato cassete e digital. Podem comprar a vossa cópia física com t-shirt e poster incluídos aqui.


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