sexta-feira, 25 de setembro de 2020

STREAM: Anna von Hausswolff - All Thoughts Fly

STREAM: Anna von Hausswolff - All Thoughts Fly

All Thoughts Fly é o novo álbum de Anna von Hausswolff, lançado ontem pela Southern Lord Recordings. Este novo disco consiste em apenas um instrumento, o órgão de tubos, que representa a "libertação absoluta da imaginação". All Thoughts Fly irradia uma beleza melancólica e distingue-se por transições fluidas de elementos contrastantes; tranquilidade e drama, harmonia e dissonância, muito similar com o lugar que inspira este trabalho.

Sobre este álbum, a própria Anna von Hausswolff explica: “há uma tristeza e uma natureza selvagem que me inspiraram a escrever este álbum, além de uma certaatemporalidade. Acredito que este parque (Sacro Bosco, que dá nome a uma das músicas deste novo trabalho) sobreviveu não só pela beleza mas também pela iconografia, e libertado de ideias e ideais previsíveis. As pessoas que construíram este parque realmente libertaram as suas mentes e imaginação. All Thoughts Fly é uma homenagem a esta criação, e um esforço para articular a atmosfera e os sentimentos que este lugar invoca dentro de mim. É uma interpretação muito pessoal de um lugar que não tenho palavras para descrever. Eu gostava de acreditar que Orsini construiu este parque monumental por causa da tristeza da morte da sua mulher, e em "Sacro Bosco" usei essa história como um núcleo para minha própria inspiração: o amor como base para a criação”.

O vídeo que acompanha o primeiro single "Sacro Bosco" é, assim como a música, uma interpretação do parque com um toque imaginário. 


Em última análise, All Thoughts Fly incorpora a exploração de todas e quaisquer possibilidades, e o público é convidado a ouvir, libertar a mente e deixá-la divagar.

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A magia de Oneohtrix Point Never está de volta


Chama-se Magic Oneohtrix Point Never e é o próximo trabalho do músico e produtor americano Daniel Lopatin. O décimo longa-duração de Oneohtrix Point Never aterra no próximo dia 30 de outubro pela Warp e os seus primeiros avanços – “Cross Talk I”, “Auto & Allo” e “Long Road Home”, com participação de Caroline Polachek – já se encontram disponíveis.  

O anúncio vem no seguimento de um teaser partilhado horas antes no perfil de Instagram de Lopatin, cujo áudio e grafismos remetem para a fase embrionária do produtor (o título deste lançamento é uma referência direta ao pseudónimo usado por Lopatin em 2007, ano em que lançou o seminal Betrayed in the Octagon). Composto por 17 temas inéditos, Magic Oneohtrix Point Never inspira-se nos formatos de rádio clássicos da América e sucede o par de EPs lançados em 2018, The Station e Love in the Time of Lexapro.   

No ano passado, Lopatin juntou-se aos irmãos Safdie – com quem já havia colaborado em Good Time, em 2017 – para a produção da banda-sonora do último e aclamado filme dos americanos, Uncut Gems. O seu último álbum de estúdio como OPN, Age Of, saiu em junho de 2018.  

Podem escutar os três temas de Magic Oneohtrix Point Never, reúnidos no single “Drive Time Suite”, em baixo.  



Tracklist
 
01. Cross Talk I 
02. Auto & Allo  
03. Long Road Home 
04. Cross Talk II 
05. I Don’t Love Me Anymore 
06. Bow Ecco 
07. The Whether Channel  
08. No Nightmares  
09. Cross Talk III 
10. Tales From The Trash Stratum 11. Answering Machine 
12. Imago
13. Cross Talk IV / Radio Lonelys  
14. Lost But Never Alone
15. Shifting
16. Wave Idea
17. Nothing’s Special

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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

STREAM: Bríi - Entre Tudo o que é Visto e Oculto


Já se encontra disponível online e em formato k7 Entre Tudo o que é Visto e Oculto, o disco de estreia de Bríi. Na senda daquela que é a rica tradição de experimentação no campo do black metal e envolto na aura de mistério e anonimato que, desde os seus primórdios, caracterizam o género, Bríi eleva a música de contornos extremos a todo um novo patamar. Uma mistura de texturas - atmosféricas, electrónicas e sons tradicionais brasileiros - transforma a sua estreia em Entre Tudo o que é Visto e Oculto numa espécie de magnum opus de um homem só.

A frieza e a crueza do som desolador contrasta, aqui, com o balanço e a naturalidade do tropicalismo, num ténue mas preciso equilíbrio entre a sonoridade cortante e dogmática do metal, a riqueza e tradição da percussão brasileira e os sons estilhaçados e perdidos de uma qualquer pista de dança. 

Entre Tudo o que é Visto e Oculto, agora editado em k7 pela Lovers & Lollypops, é um disco de ideologia refractária, uma estreia multifacetada e liminal que equilibra o austero e o solene, o apaixonado e o frio, percorrendo longas paisagens atmosféricas, progressões de inclinação folk e caminhos de contornos tonitruantes. Quatro temas onde o som intenso, pesado e opaco se coloca, confortável, à entrada de um território quase de sonho, numa espécie de jogo de espera pela entrada, eminente, dos reforços mais extremos da composição.

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Os Landowner lançam o seu novo LP "Consultant" esta semana

Os Landowner lançam o seu novo LP "Consultant" esta semana

Os Landowner são Dan Shaw, Josh Owsley, Elliot Hughes, Jeff Gilmartin, e Josh Daniel. Este quinteto é oriundo de Holyoke, uma pequena cidade localizada nos EUA, e vão lançar no dia 25 deste mês Consultant, o seu mais recente LP e o segundo com a chancela da Born Yesterday Records, uma editora baseada em Chicago. O sucessor de Blatant promete mais post-punk sobre angústia suburbana, fake-news e paranóia. Fãs dos Protomartyr, dos Minutemen, dos Dead Kennedys e de todas as restantes formas de punk e post-punk rápido: têm aqui um disco para o vosso outono. Enquanto esperam por Consultant, podem ouvir os singles "Phantom Vibration" e "Being Told You're Wrong", entretanto libertados pelos Landowner na sua página oficial do bandcamp.

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HHY & The Kampala Unit anunciam álbum de estreia, Lithium Blast, pela Nyege Nyege Tapes


A Nyege Nyege Tapes é responsável pelo lançamento de Lithium Blast, álbum  de estreia de HHY & The Kampala Unit. O projeto conduzido pelo português Jonathan Saldanha aterra a 22 de outubro na editora de Kampala, Uganda, e o primeiro single, homónimo, já é conhecido.  

“Misturando dub, techno, percussão tradicional e elementos de trance sob passagens cinematográficas fantasmagóricas e inquietantes”, lê-se nas notas de lançamento, Lithium Blast reúne os talentos de Saldanha nas eletrónicas e produção, Florence Lugemwa no trompete e Omutaba na percussão e bateria híbrida, com arranjos adicionais de Don Zilla (voz), Diogo Tudela (sons sintéticos) e da Kampala Prison Brass Band (metais).  

Em junho deste ano, Jonathan Saldanha estreou-se nas edições pela Nyege Nyege Tapes com Camouflage Vector: Edits From Live Actions 2017-2019, o mais recente álbum do ensemble portuense HHY & The Macumbas que reúne gravações ao vivo do grupo entre 2017 e 2019.  

Lithium Blast foi gravado no Boutiq Studio, em Kampala, e masterizado no Angstrom Studio, em Bruxelas, por Frederic Alstadt. A capa, que podem encontrar em baixo juntamente com a tracklist do disco, recebe a assinatura de Joana Pestana e Daniel Martins.  

O vídeo para "Lithium Blast", dirigido por Saldanha, também já pode ser conferido em baixo.


 


Tracklist 

1. Bursting Thru The Gates 
2. Hunter 
3. Mesh Intensifier 
4. Queendom 
5. Curse Go Back 
6. Fission Core Fluid 
7. Catastrophism 
8. Science of Dust 
9. Gun 
10. Lithium Blast 
11. Shining Scar  

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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Délage sofre de amores em Twist And Doubt

Délage
 © Carlijn Fransen
Délage é o alter-ego de Till Hormann, artista alemão que vive em Amesterdão há vários anos e que canta sobre o amor em diversas línguas - alemão, inglês e francês - à sua maneira soturna e tenebrosa. 

Depois de lançar o seu disco de estreia em 2018, Loverboy Beatface, Délage surge em dois anos mais tarde com Twist And Doubt, uma conjugação de temas altamente sintéticos com guitarras distantes, linhas de baixo assertivas e batidas regulares e eletrónicas, a trazer à memória a pop hipnagógica de John Maus e Ariel Pink, as melodias sombrias de Nick Cave, as influências da Neue Deutsche Welle dos Grauzone e da Cold Wave dos Trisomie 21 e dos Joy Division.

Twist And Doubt serve de banda sonora para um filme imaginativo em que as letras anunciam a agonia do amor, o compromisso absurdo, a impaciência do coração e a necessidade do outro. Temas como "Shopping Mall", que nos transporta facilmente para atmosferas de algumas décadas transatas, e "There Is No God", assumem-se como momentos de registo deste trabalho, especialmente o último com a inclusão bastante oportuna do saxofone e o coro de vozes cativante.

Além de Till Hormann, vocalista, guitarrista, teclicaste e saxofonista, Délage conta também na sua formação com Lukas Varady Szabo, nas teclas e coro baixo, e Marius Schwarz no baixo e coro alto. 

Twist And Doubt foi editado a 18 de setembro e recebeu o carimbo do selo parisiense Field Mates Records. Podem escutá-lo no Bandcamp do projeto e aqui em baixo. 

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terça-feira, 22 de setembro de 2020

O outono traz consigo um novo disco dos Fleet Foxes

 Fleet Foxes Shore

Às 14h31 do dia de hoje, 22 de setembro, celebrou-se o equinócio de outono, ocasião enaltecida pelos Fleet Foxes com o lançamento de um novo trabalho de originais.

Shore é o quarto álbum de estúdio do grupo responsável pelo melhor da indie e chamber folk que pudemos escutar nas últimas décadas e chega-nos de surpresa aos ouvidos com 14 novos temas, que se estendem ao longo de quase uma hora. Com algumas pistas deixadas pelo vocalista Robin Pecknold num concerto em formato streaming no mês passado, onde apresentou pela primeira vez o tema "Featherweight", e com um aviso prévio de apenas 24 horas de que o novo álbum estava a caminho, o sucessor de Crack-up (2017) foi gravado durante os últimos dois anos, em cidades como Manhattan, Long Island City, Paris, Los Angeles, e ainda no the National’s Long Pond Studio em Hudson, tendo sido finalizado no início deste mês. 


Artwork de Shore

Robin Pecknold contou com uma vasto leque de colaboradores em Shore, entre eles Hamilton Leithauser, Kevin Morby, Daniel Rossen e Chris Bear dos Grizzly Bear, Uwade Akhere, Tim Bernardes, entre muitos outros artistas. Em comunicado oficial, Peckold explicou que Shore foi fortemente influenciado por Arthur Russell, Nina Simone, João Gilberto, Sam Cooke, e muitos mais. O artista afirmou ainda que:

“I wanted to make an album that celebrated life in the face of death, honoring our lost musical heroes explicitly in the lyrics and carrying them with me musically, committing to living fully and vibrantly in a way they no longer can, in a way they maybe couldn’t even when they were with us, despite the joy they brought to so many […] I see “shore” as a place of safety on the edge of something uncertain, staring at Whitman’s waves reciting “death,” tempted by the adventure of the unknown at the same time you are relishing the comfort of the stable ground beneath you. This was the mindset I found, the fuel I found, for making this album.”

Shore será editado em edição física apenas a 5 de fevereiro de 2021, com o selo da ANTI-, e pode ser escutado na sua versão digital em baixo:



O lançamento de Shore faz-se acompanhar por um filme de 55 minutos realizado por Kersti Jan Werdal onde estão compiladas um conjunto de paisagens naturais, que vão desde as florestas e rios aos mares, dos pequenos montes floridos às montanhas. Vejam vocês mesmos:

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Fotogaleria: Ondness + Folclore Impressionista [MAAT, Lisboa]

Ondness e Folclore Impressionista MAAT

O MAAT recebeu no passado dia 11 de setembro as atuações de Ondness e Folclore Impressionista, na segunda noite com a curadoria da Discrepant, esta dedicada ao conceito de hauntologia e à exploração de dimensões alternativas de um antigo futuro, com base nas noções de desfasamento temporal, retrofuturismo, memória cultural e persistência do passado. 

Ondness, alter-ego de Bruno Silva, que também responde sob o alias de Serpente, trouxe consigo as suas mais recentes edições lançadas em 2019, o EP Not Really Now Not Any More pela Holuzam e Meio Que Sumiu pela Souk, uma sub-label da Discrepant dedicada aos chamados "global beats". Por sua vez, Folclore Impressionista, coletivo artístico sonoro e visual formado em 2016 por João Paulo Daniel (áudio), Sérgio Silva (áudio) e António Caramelo (vídeo), apresentou o mais recente trabalho A NEW SENSATION: Music For Television, editado a 1 de setembro com o selo da Russian Library, o qual reflete sobre o impacto da televisão no quotidiano, aparelho que “simultaneamente se transfigurou num espelho e emissor de uma sociedade cada vez mais complexa, multipolar e de modelos dificilmente padronizáveis”.

As fotografias do evento podem ser revisitadas através da fotogaleria em baixo ou aqui.


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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

“Atira-me Água Benta” - GNR no Lisboa ao Palco

GNR Lisboa ao Palco

Os GNR encerraram o primeiro fim de semana da programação do Lisboa ao Palco, evento que decorre na Quinta da Alfarrobeira, em São Domingos de Benfica até 4 de outubro.

A abrir a noite estiveram os Cordel, um projeto dos cantautores Edu Mundo (vocal, guitarra) e João Pires (guitarra), cujas criações assumem como “um mergulho profundo nas raízes da música portuguesa e nas suas ramificações lusófonas”. Em palco estiveram acompanhados por Francesco Valente (baixo) e Joel Silva (bateria). 


Ao longo de 45 minutos foram entrelaçando melodias tradicionais, abrindo com “Outono”, tema do seu primeiro trabalho, Cordel Volume I, 2019. Deste álbum foram também escutadas “São João”, “Papel”, Coturnos”, “Digo que Devo Continuar”, “Vira Feliz” e “Se Vieres Amanhã”. Esta última já no encore, assim como um tema tocado pela primeira vez ao vivo e que muito provavelmente integrará Cordel Volume II, do qual já se encontra disponível nas plataformas digitais o single "Camélias E Camafeus". 

Terminaram o concerto com um agradecimento à organização e ao público, referindo o quão emocionante era ter tocado ao vivo, pela primeira vez desde há meses, e que sem este tipo de apoio à música portuguesa tal não teria sido possível. 

Após uma pausa, o palco é tomado pelos GNR, banda do pop-rock nacional formada no Porto, em 1980 e que soma dezenas de sucessos que marcam várias gerações. Atualmente constituída por Rui Reininho (vocal), Tóli César Machado (guitarra, teclas e acordeão) e Jorge Romão (baixo), nesta noite contaram também com a participação de Rui Maia (teclas) membro de projetos como Mirror People e White Haus e de Samuel Palitos (bateria) igualmente conhecido de bandas como os Censurados e A Naifa

O concerto foi um best off de uma carreira que completa esta ano quatro décadas. O alinhamento abriu com “O Arranca-Coração”, com passagem por vários hits como “Vídeo Maria”, “Pronúncia do Norte” “Bellevue”, “Efectivamente”, “Dunas”, “Sangue Oculto” entre outras.


Rui Reininho esteve ao seu nível, sempre com a pose elegante que lhe é conhecida, intervalando os temas com o seu refinado humor, salpicado com toques de algum sarcasmo. 

Depois de um espectáculo de grandes memórias, fica o nosso desejo de vermos uma apresentação pública em 2022, em jeito de celebração, para marcar os 40 anos de Independença, o primeiro álbum da banda.

De referir ainda que o ciclo de Lisboa ao Palco, para além de assinalar o regresso aos palcos e celebrar a diversidade da música portuguesa, pretende, com a parceria da União Audiovisual, ajudar músicos e técnicos (através da recolha de bens alimentares não perecíveis e donativos) que depois de vários meses sem espetáculos, atravessam um momento difícil no atual contexto. Nesta fase, convinha também não esquecer outros profissionais como os fotógrafos, permitindo-lhe uma cobertura total do evento sem limitação do registo fotográfico. 

Uma nota final de louvor e agradecimento à Organização desta iniciativa (C.M. Lisboa e EGEAC, com o apoio da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, produzida pela Sons em Trânsito e Tejo Music Lab) pelo seu profissionalismo e zelo no cumprimento das normas de distanciamento social e higienização/desinfeção do espaço de forma a garantir a segurança de todos os que se desloquem aos concertos. 

"Atira-me Água Benta" é um verso do tema “Vídeo Maria” (1988), que provocou polémica social e alguma celeuma nos media por alegadas heresias constantes na letra. 


Texto: Armandina Heleno
Fotografia: Virgílio Santos

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Minuit Machine regressam às edições no próximo mês

Minuit Machine regressam no próximo mês às edições

Cerca de um ano e meio após a edição do esgotadíssimo Infrarouge (2019, Synth Religion) Minuit Machine - o projeto de sintetizadores e caixas de ritmo de Hélène de Thoury (instrumentais) e Amandine Stioui (voz) - regressa às edições no formato curta-duração com o EP Don't Run From The Fire. Sem descurar dos sintetizadores disruptivos e emocionais que têm caracterizado o trabalho da dupla em Don't Run From The Fire, as Minuit Machine conduzem os sistemas de som para uma gama brutal onde o electro-industrial e o EBM começam a ganhar vida. De acordo com a nota de imprensa Don't Run From The Fire aborda temas como o medo e o desejo, que afetam profundamente a estabilidade emocional de qualquer ser humano. Refletindo o cenário de fuga ou de congelamento, Don't Run From The Fire é um disco projetado para dar um certo controlo ao ouvinte quando o mundo parece caótico e perigoso.

O quinto trabalho da dupla contará com quatro temas inéditos e chega já no próximo mês de outubro. Composto com o objetivo de nos fazer lutar por quem nós somos e quem nos queremos tornar, em Don't Run From The Fire a eletrónica negra e densa pretende fazer-nos entender o que queremos e aceitar isso sem remorsos. O primeiro tema de avanço chega às prateleiras no próximo dia 2 de outubro. Até lá, é sintonizar.


Don't Run From The Fire tem data de lançamento prevista para 16 de outubro em formato vinil, digital e CD pelo selo francês Synth Religion. As pre-orders para o disco são disponibilizadas a partir do próximo dia 2 de outubro.


Don't Run From The Fire
Tracklist:

01. Don't Run From The Fire
02. Danger
03. Lovers Of The Night
04. To Control


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Misfit Trauma Queen - "EnterNoise" (video) [Threshold Premiere]

Misfit Trauma Queen - EnterNoise (video) [Threshold Premiere]

Cerca de dez meses após ter colocado cá para fora o primeiro vídeo de promoção de Violent Blue para o tema "GlassJaw", Misfit Trauma Queen regressa à produção audiovisual com "EnterNoise", uma das mais poderosas faixas a incorporar o seu disco de estreia a solo. O produtor e baterista que, desde 2019, tem mostrado o seu engenho em construir uma máquina de som poderosa entre a nova escola da EBM europeia e uma corrente vanguardista dentro do cenário português, apresentou em Violent Blue a sua sonoridade densa, rica em poder e imersão que ganha agora um novo capítulo audiovisual com "EnterNoise". Assumido fã de David Lynch, Misfit Trauma Queen nunca escondeu as influências que o trabalho do diretor americano reflete na sua obra. Essa abordagem é agora pormenorizada no clipe de "EnterNoise", onde se absorvem outras ténues linhas do cinema surrealista e experimental que proporcionam um dinamismo singular ao resultado final.

Numa das mais abrasivas faixas do disco, a remeter o ouvinte para horizontes que cruzam desde a synthwave estimulante ao techno neu deutschMisfit Trauma Queen cria uma nova história fervorosa num cenário profundamente bizzaro e alucinogénio. "EnterNoise" inicia num poema visual em escala monocromática, dentro de um edifício aparentemente abandonado. Com o ritmo a fazer escutar-se começam os primeiros strobes a detalhar os pormenores de uma rave para a qual não fomos convidados. A eletrónica puxada de Misfit Trauma Queen urge ao cenário de destruição do ato de conformismo perante um mundo que inevitavelmente tomará um fim, num som visceral que pretende tornar-se um estímulo aos agentes da mudança. Se querem ser um deles, a injeção de adrenalina pode tomar-se abaixo. 

Violent Blue foi editado a 7 de fevereiro de 2020 em formato CD e digital pelo selo Regulator Records. Caso ainda não o tenham feito podem comprar a vossa cópia física aqui.

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domingo, 20 de setembro de 2020

Anytime Cowboy regressa em outubro com novo EP

Anytime Cowboy regressa em outubro com novo EP

O artista e designer gráfico Reuben Sawyer (The Column, Window...) regressa ao ataque com o seu projeto a solo Anytime Cowboy já no próximo mês de outubro. O fruto é Damaged Brain, o novo EP de quatro temas que volta a apostar nas tendências estéticas do surf-rock deprimido e lo-fi que estiveram em primazia no LP de estreia homónimo. Agora, em formato curta-duração é, através de quatro novos temas a refletir uma paisagem cómica e perturbada da cultura americana que Anytime Cowboy promete trazer em pleno um novo prato de entretenimento caseiro.

Com a divulgação do novo lançamento e pormenores de Damaged Brain Anytime Cowboy avançou também com o primeiro tema de avanço, "Shit Stays On The Moon", um cocktail acústico de rock psicadélico com a personalidade lo-fi e solarenga made in California, para escutar abaixo. 

Damaged Brain tem data de lançamento prevista para 2 de outubro em formato cassete e digital pelo selo Third Coming Records. Podem fazer a pre-order do disco aqui.

Damaged Brain Tracklist: 

01. Shit Stains on the Moon 
02. Hoarders Den
03. Damaged Brain
04. Why Are You So Porous?


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Dame Area têm novo vídeo para o electro-industrial "La Notte é Oscura"

 

Dame Area têm novo vídeo para o electro-insutrial "La Notte é Oscura"

A dupla espanhola Dame Area chamou a atenção ainda no início do ano pela sua abordagem industrial em ambiente eletrónico com a edição de La Soluzione é Una, disco arrojado na abordagem sonora com tendência estilísticas a roçarem entre um movimento de vanguarda e um período de excentricidade minimal. Depois de terem trabalhado com maior afinco ao redor de uma exploração de elementos tribais, no novo disco, a banda aposta em força em ambientes conduzidos por uma percussão metálica, sintetizadores vibrantes e harpejos translúcidos por forma a criar uma experiência sonora densa entre ritmo, melodia e decadência instrumental. Cerca de seis meses após terem colocado cá para fora este La Soluzione é Una, Silvia Konstance e Viktor Lux Crux regressam ao posto de escuta graças ao novo trabalho audiovisual em promoção do tema "La Notte É Oscura".

Sem margem de dúvidas um dos mais aclamados temas de La Soluzione É Una, este "La Notte É Oscura" mostra como os Dame Area têm um caminho altamente promissor pela frente. Influenciados pela velha escola de sintetizadores e caixas de ritmo com as experimentações modernas, no vídeo que desenharam para acompanhar o ritmo os Dame Area distorcem as imagens num jogo de cores absolutamente alucinogénio. Fãs de nomes como DAF, Cabaret Voltaire ou Essaie Pas vão encontrar em Dame Area um grande cocktail de industrial sudorífero para consumir com astúcia ao clicar no play.

La Soluzione é Una foi editado a 31 de março em formato vinil e digital pelo próprio selo da banda Màgia Roja. Podem comprar a vossa edição aqui.

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Griffit Vigo antecipa o futuro do gqom em 'I Am Gqom'



I Am Gqom é o aguardado álbum de estreia do jovem produtor sul-africano Griffit Vigo. Composto por oito temas inéditos e uma remasterização do hino global "Rees Vibe", o álbum promete trazer a autoproclamda "lenda do Gqom" – expressão frenética vinda dos subúrbios de Durban – de volta à vanguarda da música club contemporânea.

Descrito pela sul-africana Gqom Oh! – que carimba este lançamento – como "uma viagem pela herança ancestral de Griffit Vigo e sua visão para o futuro da música Gqom", o álbum sucede o EP Gqom Will Never Die, lançado em maio deste ano, e o anterior single "DJ", de 2018. Em 2019, o produtor integrou o alinhamento da cantora-produtora americana Laurel Halo no seu mix para a série DJ-Kicks.

O conceito visual e a jornada auditiva de I Am Gqom inspiram-se na cultura Zulu antiga e nos compostos conhecidos como kraals, utilizados como locais de adoração ritualística. Assim, Vigo visa criar um kraal metafórico através da sua música – para si, para o ouvinte e a para a nova geração de artistas gqom.

O álbum encontra-se disponível em todas as plataformas digitais a partir do dia 20 de outubro, sendo que podem escutar já um pequeno preview no Soundcloud da Gqom Oh!.


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