sábado, 3 de outubro de 2020

Ailbhe Reddy conta-nos um pouco sobre si em Personal History

Ailbhe Reddy Personal History
© Ciaran O'Brien

Ailbhe Reddy é uma cantautora irlandesa que vive em Dubin e que nos últimos anos tem recebido elogios de publicações conceituadas como Consequence of Sound e The Line Of Best Fit. Além disso, a artista que se dedica de alma e coração à folk menos convencional, tem atuado em festivais emblemáticos como Glastonbury, Primavera e Latitude, e sido destaque frequente na rádio BBC 6 Music. 

O disco de estreia de Ailbhe Reddy é uma colecção íntima e introspetiva de canções que ruminam os ritos de passagem de uma artista jovem, emergente e queer, fortemente influenciadas pelo trabalho de artistas como Julia Jacklin e Big Thief. Em Personal History, a capacidade de Ailbhe de escrever canções de auto-avaliação sincera e honesta vê-a navegar autobiograficamente por finais de relacionamentos na era das redes sociais (“Looking Happy”), fazer reflexões sobre a dualidade entre solidão e independência durante as suas tours (“Time Difference”), e a revelar a sua orientação sexual (“Between Your Teeth” e “Loyal”).

Tendo feito uma pausa na música para estudar psicoterapia por um ano durante a gravação do seu álbum, há uma sensação de que Ailbhe aplica uma nova compreensão e empatia às perspectivas e problemas das pessoas que a rodeiam, além de analisar indirectamente os problemas da sua vida. O estimulante “Self Improvement” dá lugar a um diálogo sobre as dificuldades em lidar com a saúde mental, enquanto outras músicas dissecam com maior precisão questões como aprender a conviver com o fracasso ("Late Bloomer") e enfrentar os medos de compromisso ("Failing" e "Walk Away").

Personal History, com capa também da autoria de Ailbhe, é um álbum que não só é fiel ao seu título como também é fiel à própria artista. Chegou ontem (2 de outubro) às lojas, com o selo da Stress Mission Records. Está disponível para escuta no Bandcamp da artista e em baixo.

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Clã apresentam novo álbum ao vivo

 Clã apresentam novo álbum ao vivo

Formados em 1992, os Clã continuam a ser uma das bandas mais marcantes de Portugal. Dia 22 de maio lançaram o seu 9º álbum de estúdio, Véspera, e este manteve toda a qualidade a que nos habituaram.

Apesar das dificuldades em organizar uma digressão nos tempos que correm, os Clã anunciaram recentemente uma série de concertos para apresentar o novo disco. Próximas datas:

1 OUT - FNAC Live, Coliseu dos Recreios (Lisboa)
10 OUT - Teatro Virgínia (Torres Vedras)
17 OUT - Cine-Teatro Avenida (Castelo Branco)
24 OUT - Teatro Sá da Bandeira (Porto)
4 DEZ - Cultura em Expansão, Ass. Moradores da Pasteleira (Porto)
12 DEZ - Cine-Teatro (Estarreja)

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STREAM: Optic Sink - Optic Sink


Optic Sink é o projeto que junta Natalie Hoffman, vocalista e guitarrista do Nots, ao percussionista Ben Bauermeister (Magic Kids, Toxie, A55 Conducta). O duo explora o lado mais minimal da eletrónica e do post-punk, descartando na sua sonoridade os computadores, ao mesmo tempo que abordam composições de paisagens marcadamente humanas. 

Entre as influências de Optic Sink podem encontrar-se o Dadaísmo e o movimento Bauhaus, a filosofia existencialista de Simone de Beauvoir e os jump-cuts de Maya Deren. O poder e a tensão criados por Hoffman entre o humano e a máquina evoca personagens míticas do mundo cinematográfico, como Maria, a professora rebelde que se transforma em Maschinenmensch no filme Metropolis de Fritz Lang, e Ripley, a heroína destemida e arrogante que marca a saga Alien, criada por Riddley Scott.

O álbum de estreia de Optic Sink conta oito temas novos, de roupagens assumidamente atmosféricas e experimentais, compostos parcialmente numa residência musical no Memphis creative complex Crosstown Arts. Num disco de estreia declaradamente pessoal, Hoffman confessa que este funcionou como “uma procura evasiva pelo conforto” e que “os humanos têm necessidade de se libertar da dor”. A artista perdeu nos últimos dois anos pessoas que lhe eram muito queridas e após um período de desorientação e luto, voltou a focar-se na composição de canções, revelando-se como uma forma de terapia para a própria e uma maneira de superar a dor e o choque dessas perdas. 

Optic Sink é também um disco de fortes convições políticas, refletindo sobre o clima que se vive na América neste ano de 2020.

O primeiro avanço deste disco ficou a cargo de "Personified”, uma reflexão caótica sobre as sombras de longo alcance da distopia em que vivemos. O vídeo está disponível em cima.

O álbum de estreia homónimo sai a 2 de outubro com o carimbo da Goner e pode ser escutado na íntegra no Bandcamp do grupo e aqui em baixo.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Pop Dell'Arte | "Transgressive Days" | CCB


Os Pop Dell’Arte, uma das bandas marcantes da música independente portuguesa desde o meio de 80s, regressaram em 2020 com um disco novo, Transgressio Global (Sony Music) e com um novo espetáculo, Transgressive Days, que será apresentado pela primeira vez ao vivo no grande auditório do CCB, no dia 8 de outubro pelas 21:00h. 

Uma viagem no tempo sob a égide da transgressão que une referências várias que vão desde a Grécia e Roma antigas às sociedades panóticas de controlo do mundo global contemporâneo, passando pela Europa do Renascimento e até Lisboa em 2084. 

Aos temas novos, alguns em estreia absoluta, juntar-se-ão clássicos dos mais de 30 anos da banda como "Sonhos Pop", "Querelle", "My Funny Ana Lana" ou "La Nostra Feroce Volontá d’Amore". Para além da formação atual dos Pop dell’Arte, que inclui João Peste (voz), Paulo Monteiro (guitarra), Zé Pedro Moura (baixo) e Ricardo Martins (bateria), o espetáculo contará ainda com a presença de alguns convidados especiais que participaram na gravação do álbum Transgressio Global.

Os bilhetes para este espetáculo (entre 5 e 23 euros) podem ser adquiridos na ticketline.







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FARWARMTH apresenta “Momentary Glow” em mini-digressão

FARWARMTH apresenta “Momentary Glow” em mini-digressão



Afonso Arrepia Ferreira consta no cartão de cidadão de FARWARMTH, alter ego do músico e produtor portuense que já nos tinha presenteado com os álbuns Beneath the Pulse (2016) e Immeasurable Heaven (2018), voltou aos discos com uma obra construída ao longo dos últimos quatro anos e cujo lançamento se viu acompanhado pelo início da pandemia. 

Num ano atípico mas também ele especial pela estreia na Planet Mu - editora reconhecida por albergar a nata da electrónica mais desalinhada – Momentary Glow é o mais recente disco de FARWARMTH e uma obra imersiva que marca o regresso de Ferreira aos palcos com concertos em Leiria, Porto, Aveiro e Braga.



Construído ao longo dos últimos quatro anos numa compilação de momentos, Momentary Glow é descrito pelo próprio como uma ressonância emocional, composta por ligações entre o tempo, o som, e o ser humano, através de permutações sem as quais a imaginação deste disco não seria sequer possível. 

Através de gravações de amigos, da sua própria família, e de improvisos vários de violoncelo, flauta e outros instrumentos acústicos, o mais recente disco de FARWARMTH é um disco expansivo que nunca deixa de pisar o chão, mas que há muito preciso de pisar o palco. 

Próximas datas: 
QUA, 21 OUT – Atlas Hostel (Leiria) 
QUI, 22 OUT – Maus Hábitos (Porto) 
SEX, 23 OUT – GrETUA (Aveiro) 
SAB, 24 OUT – Café-Concerto RUM by Mavy (Braga) 

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Mary Ocher regressa a Portugal com concerto no Cultura em Expansão











A artista pluridisciplinar Mary Ocher regressa a Portugal este fim de semana para um concerto inserido na sétima edição do Cultura em Expansão. O concerto acontece no dia 3 de outubro, na Associação de Moradores do Bairro da Bouça, no Porto, e conta com o selo da Associação Cultural Sonoscopia, que este ano se associa ao Cultura em Expansão no acompanhamento artístico da programação musical. 

Sediada em Berlim, nascida em Moscovo e criada em Tel Aviv, Mary Ocher tem vindo a desenvolver um admirável corpo de trabalho nas áreas do cinema, da poesia, das artes visuais e da música. É no último campo que o seu trabalho se tem vindo a destacar: Hans Joachim Irmler, do seminal grupo krautrock Faust, editou grande parte da sua obra pela sua Klangbad, e do vasto leque de colaborações da artista contam-se notáveis como Mogwai, King Khan ou Julia Kent. A sua música, tão familiar quanto insurgente e provocadora, percorre os terrenos da folk tradicional e o garage dos anos 1960 com uma apurada sensibilidade pop, que não resiste em apimentar através de deliciosas doses de abstração eletrónica. 

O espetáculo acontece pelas 21:30 e terá lotação limitada, pelo que é obrigatório o levantamento de bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) no local, a partir de 2 horas antes do seu início. Esta sexta-feira, Mary Ocher passa pelo Ferro Bar, no Porto, para uma atuação em formato dj set.

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João de Nóbrega Pupo – Sonified Notations [Threshold Premiere]



Sonified Notations é a estreia em longa-duração de João de Nóbrega Pupo. O LP de oito faixas aterrou esta sexta-feira, dia 2 de outubro, sob a tutela do Colectivo Casa Amarela e explora as inúmeras possibilidades da música clássica-moderna através de uma abordagem livre e não-determinística à composição.

Uma das suas peças, “Music of Changes”, é uma sonificação da página do livro Notations, de John Cage, e retira o seu título à obra que o autor de 4'33" compôs para o norte-americano David Tudor, em 1951. É a partir da partitura de Cage que o músico madeirense procura refletir sobre a perspectiva e os limites que a definem, distorcendo os conceitos de códigos, linguagens e registos – modus operandis que, aliás, utiliza para a construção dos alicerces que formam os restantes temas de Sonified Notations.

João de Nóbrega Pupo é licenciado em Arte e Multimédia pela Universidade da Madeira e estudou Arte Sonora na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona, onde apresentou a sua tese de Mestrado. Integrou vários grupos musicais, tais como PinPointing Madness, Impulse Paradox, Godwin- Austen e BREU, e participou em diversas exposições coletivas. Em 2017, lançou um conjunto de peças intitulado Perdu dans le Consonance Chromatique, gravado e interpretado em Marselha no âmbito da residência artística Sketchem’Up. Em 2018 participou na homenagem a John Cage, “I have nothing to say  and I’m saying it”, no Colégio dos Jesuítas, no Funchal, na perpectiva de compositor convidado e, no ano seguinte, foi convidado a participar no festival de música experimental MadeiraDig como formador.

Sonified Notations encontra-se disponível para escuta nas várias plataformas digitais. A sua versão física, em CD, também se encontra disponível e pode ser comprada no Bandcamp do Colectivo Casa Amarela. 

Em agosto deste ano, a editora sediada em Lisboa lançou o EP de estreia de Fashion Eternal, projeto que junta Vítor Bruno Pereira (Aires, Shikabala) e João Valinho para um confronto saudável entre eletrónicas abstratas e percussão concreta. 




 

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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Guilherme Lucas edita Livro-CD para poemas recitados por Charles Bukowski



Chama-se Radio Bukowski e reúne mais de uma dezena de “cenários sonoros”, com guitarra elétrica, para poemas recitados pelo falecido escritor Charles Bukowski. O livro-CD do músico português Guilherme Lucas chega em outubro pela Tradisom e apresenta 14 composições inéditas pensadas em torno da obra do famoso autor norte-americano.  

“The genius of the crowd” (1966), “Grammar of life” (1971), “Consummation of grief” (1962) e “Friendly advice to young men” (1957) são alguns dos poemas incluídos em Radio Bukowski, que contém ainda desenhos inéditos do ilustrador Pedro Sousa Pereira e uma introdução assinada pelo tatuador e escritor norte-americano Jonathan Shaw, considerado pela revista Rolling Stone como “o novo Bukowski”.  

Guilherme Lucas nasceu em 1964, é músico, ávido frequentador de concertos e guitarrista de várias bandas rock da década de 1980, como Martinis, Cães Vadios e Dead Singer & GG Ramone. O seu mais recente projeto, “dedicado à construção de cenários sonoros”, surge numa altura em que se assinala o centenário do nascimento de Charles Bukowski e já pode ser encomendado no sítio oficial da Tradisom.   



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"Virando costas ao mundo" - Moonspell e MURAIS no Lisboa ao Palco


O segundo fim de semana do Lisboa ao Palco foi preenchido com os concertos de MOONSPELL e MURAIS.

A noite lisboeta de 20 de setembro em São Domingos de Benfica começou com MURAIS, o novo projeto de Hélio Morais (Linda Martini, PAUS), contando com a participação de João Vairinhos na bateria (LÖBO, Wildenorthe), Miguel Ferrador nos teclados e João Cabrita no saxofone. Num registo sonoro mais "português suave" do que lhe é conhecido, apresentou vários temas do que se espera vir a ser o seu primeiro trabalho.


Virando costas aos tempos estranhos que vivemos, a alcateia acatou mais uma vez o chamamento dos MOONSPELL e marcou presença na Quinta da Alfarrobeira. Exímios na atuação, brindaram o público com o melhor que sabem fazer. Neste regresso ao palco trouxeram como convidado especial o "Dr. Medo", Rui Sidónio, que mais uma vez não se fez rogado e se misturou com a plateia "Em Nome Do Medo". De referir ainda a integração de Hugo Ribeiro "nas peles", o benjamim da banda.

"Virando costas ao Mundo
Orgulhosamente sós
Glória Antiga, volta a nós!" in Alma Mater


Fiquem também com fotos do público e do espaço onde decorreram estes concertos.


Fotografia e Texto: Virgílio Santos

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Festival Guimarães noc noc decorre no próximo fim de semana

 

Festival Guimarães noc noc decorre no próximo fim de semana

A décima edição do festival Guimarães noc noc irá levar uma série de projetos artísticos e musicais à cidade durante o próximo fim de semana, nos dias 3 e 4 de outubro. Esta edição irá decorrer num único espaço, o parque de estacionamento de Camões. A entrada é gratuita, mas é necessária a reserva de bilhetes para a quantidade de pessoas presentes no espaço ser controlada.

O festival é muito abrangente, incluindo projetos de música, fotografia, vídeo, pintura, desenho,  arte digital, performances e instalações. Entre os nomes do cartaz estão a nossa fotógrafa Ana Carvalho dos Santos, com o projeto Memórias do Futuro, o duo ATA OWWO + GUILLIO, cujo álbum Songs for Green Tea and Peppermint Pope foi um dos nossos favoritos do 1º semestre de 2020, a banda de rock Zebra Libra e o grupo musical Pataca do Norte, da Guiné-Bissau.

Ainda não estão disponíveis horários ou detalhes sobre a reserva de bilhetes. O cartaz completo é o seguinte:




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Joana Gama estreia em Portugal concerto dedicado de Hans Otte


Joana Gama apresenta-se, a solo, no dia 9 de outubro, no Grande Auditório da Culturgest para uma estreia: um concerto dedicado a O Livro do Sons, do compositor alemão Hans Otte.

Escrita entre 1979 e 1982, O Livro dos Sons (Das Buch der Klänge) é a obra-prima de Hans Otte (1926-2007) e um momento de rara luminosidade da criação artística do século XX. Quase quatro décadas desde a sua estreia, esta composição para piano solo continua escondida do grande público, e terá agora sua estreia em Portugal.

No caso de Joana Gama, a pianista descobriu a obra de Hans Otte, em 2010, através de um e-mail que recebeu de um amigo e ficou, desde logo, fascinada e com vontade de saber mais sobre o homem por detrás da música e de trabalhar sobre a sua obra.

Com esta obra, inicia-se um programa ambicioso dedicado a Hans Otte que se prolongará no tempo. A Culturgest associa-se a este arranque para, num futuro próximo, outras músicas, objetos artísticos e conversas colocarem o nome e as ideias deste compositor alemão nas páginas dos nossos diários. O concerto tem hora marcada para as 21h e o preço do bilhete é de 14 €.

No dia anterior, 8 de outubro, às 19:00, o Goethe-Institut apresenta uma Palestra ao Piano sobre Hans Otte, onde Joana Gama falará sobre a vida e obra do compositor alemão, interpretando igualmente alguns excertos ao piano.

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STREAM: Sarnadas - The Hum



The Hum é o primeiro disco de Sarnadas, também Coelho Radioactivo e parte efectiva da Favela Discos. Consequência directa do seu trabalho com o disruptivo colectivo portuense, ao longo das quatro horas que se dividem em dois álbuns, dissipa-se o conceito de tempo em nebulosas camadas melódicas díspares, ora por via da sua sucessão ad infinitum, ora pelo ajuste circunspecto de elementos. 

Durante 15 peças de música esparsa, de tonalidades brilhantes, Sarnadas abdica de estruturas rígidas para criar trauteados de sintetizador que se relacionam num ambiente controlado, mas mutável. Em The Hum, o músico usa o encontro e desencontro das várias camadas para criar possibilidades melódicas, de forma a permitir que os detalhes surjam e induzam estados letárgicos, mas conscientes, entre o despertar e o sonho. Estas relações certas e incertas desdobram-se num granulado vapor sonoro que despoleta uma pareidolia auditiva incessante. 

Sarnadas é uma das entoações inquisitivas de João Sarnadas, músico e artista transdisciplinar (Well, José Pinhal Post-Mortem Experience, Vive Les Cônes) e membro do colectivo Favela Discos. Sob este epíteto, polariza a sua expressão relativamente ao seu projecto solo Coelho Radioactivo, despindo o som de artifícios e focando-se na manipulação clínica de momentos pelo estender das melodias em longas camadas. O seu novo tento, The Hum, sintetiza o método de construção musical na busca de miragens e paisagens constantes, mas mutantes. 

O duplo álbum foi gravado ao longo de dois dias, reflectindo a necessidade de Sarnadas de suspender o tempo e procurar um novo método, onde a dependência de emissor ficou reduzida a um único sintetizador de três osciladores, montado pela sua colaboradora de longa-data Inês Castanheira. Este instrumento, aliado a uma mesa de mistura e a uma parafernália de pedais, libertou o músico para trabalhar momentos, modulá-los e adorná-los numa sucessão de imagens orgânicas catalisadas tanto pelo acaso, quanto pela intenção. 

O segundo capítulo do The Hum será lançado na primavera de 2021.

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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Quinta edição do Peles – International Drum Fest decorre de 1 a 4 de outubro

O Peles – International Drum Fest é neste momento um dos festivais temáticos mais emblemáticos do país e considerado ao nível europeu um dos mais promissores do género. Foca-se em projetos que se distinguem essencialmente pelo cruzamento de linguagens musicais percutivas.

Nesta quinta edição foram convidados projetos nacionais de relevo, da área da percussão, sempre com o intuito de incluir novos projetos com expressões artísticas diferentes que garantam uma maior diversidade e dinâmica, contando assim com bandas experientes e de qualidade reconhecida. Para tal, a sua programação foi desenhada para trazer ao público um conjunto de quatro concertos, que se realizam de 1 a 4 de outubro em Vila Nova de Famalicão e Guimarães. Concertos estes que se caraterizam pela capacidade de aglutinar nesta edição o que de melhor se tem feito em Portugal na área da percussão.

A situação pandémica que assola o país não foi esquecida e, com um objetivo social, o festival cria este ano um concerto que vai permitir que uma grande parte dos solistas portugueses possam passar pelo Festival. Ronda dos Mafarricos é um concerto com a duração de oito horas, que será transmitido em streaming e vai acolher 16 dos mais conceituados percussionistas portugueses, em que cada um irá dispor de cerca de 30 minutos de performance a solo.

Considerando a evolução da pandemia por COVID-19, a direção artística do Peles e a direção da CAISA, optaram pela realização desta edição totalmente em streaming, na página do facebook do Peles e do Comunidade Cultura e Arte, o que permite a realização do Festival, mantendo todas as regras de segurança e cumprindo as normas estabelecidas pela DGS.



A programação completa e a informação sobre os projetos convidados pode ser consultada em baixo.

1 de Outubro -  Atlantic Percussion Group

Atlantic Percussion Group é um projecto interativo, onde o cruzamento das várias linguagens percutivas é uma constante, fazendo com que as suas produções nos transportem em viagens sonoras pelo imaginário humano. Exibem assim, um novo mundo que respira e está repleto de cores, sons e sensações que ecoam por toda a matéria.
José Afonso Sousa e Tomás Rosa convidam Ricardo Coelho e Zé Stark e apresentam-se como quarteto. O seu elo unificador transparece num enriquecedor diálogo musical que engloba a tentativa de reprodução do arquétipo dos mundos do clássico, do jazz e da música do mundo.  
Será um concerto desafiador, tanto para o público como para os intérpretes, que apresentam uma narrativa enfasada por um notável dialeto musical inerente aos seus instrumentos e individualidades, realçando o estupendo e inovador universo sonoro de notáveis mundos e paisagens sonoras. 

Local: CLAV - Centro e Laboratório de Vermil
Horas: 21h30


2 de Outubro  - Ronda dos Mafarricos

É um concerto com oito horas de duração, que será transmitido em streaming. Este mega concerto irá acolher 16 dos mais conceituados percussionistas portugueses (Tomás Rosa, Ricardo Coelho, Vítor Castro, Paulo Pontes, Jorge Lima, André Dias, André Nadais, Alexandre Silva, Tiago Ferreira, João Pedro Lourenço, Fábio Mota, Daniel Araújo, Zé Stark, Jonathan Silva, Beatriz Martinho, Riques Ramos) e cada um irá dispor de cerca de 30 minutos de performance a solo.

Local: CLAV - Centro e Laboratório Artístico de Vermil


3 de Outubro - RePercussion Trio

RePercussion Trio é um grupo de percussão, que surgiu em 2016, composto por Alexandre Silva, Daniel Araújo e Jorge PereiraO grupo tem vindo a demonstrar versatilidade a nível artístico e performativo, abordando diversos tipos de repertório, desde o mais emblemático e tradicional ao cénico. Os seus objetivos passam por alargar o repertório para esta formação e colaborar com outros tipos de artes performativas, tais como, teatro, dança, desenho de luz e som e sonoplastia.
Durante o seu percurso artístico participou em festivais como o Cistermúsica, Harmos Festival e Festival SET. Além disso, esteve presente no 5.º Encontro Internacional sobre Educação Artística e na International Chamber Music Conference 2018.

Local: Espaço Fauna – V.N. de Famalicão
Hora: 21h30
 

4 de Outubro - Pulsat Percussion Group

Pulsat Percussion Group, fundado em março de 2012, procura promover a música contemporânea para percussão, com recurso a novas abordagens da experimentação. Foi desde logo premiado com o 2.º lugar no Prémio Jovens Músicos, na categoria de Música de Câmara, nível superior, seguindo-se o 2.º prémio no III Concurso Internacional de Música de Câmara Cidade de Alcobaça (CIMCA), em 2013. O grupo já participou em diversos eventos dos quais se podem destacar o International Percussion Competition Luxembourg (2015) onde alcançaram a semifinal, as atuações no Harmos Festival na Casa da Música, no Teatro Helena Sá e Costa, no âmbito do Euroclassical, no Auditório de Espinho, num concerto de apresentação de várias obras originais para percussão, de autores portugueses, entre muitos outros. 
Entre os diversos compositores do reportório do Pulsat Percussion Group elegem-se obras de Aurél Holló, John Cage, Christopher Deane, Lukas Ligeti, Michael Laurello, Steve Reich, João Pacheco, Jorge Prendas, Igor Silva, Daniel Bernardes, Paulo Perfeito e Daniel Martinho. A qualidade musical da sua performance surpreende todos os presentes, elevando a música contemporânea nacional e internacional ao mais alto nível.

Local: Espaço Fauna – V.N. de Famalicão
Hora: 18h00

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terça-feira, 29 de setembro de 2020

O disco de estreia dos topographies chega em dezembro

 

O disco de estreia dos topographies chega em dezembro

Os topographies são um nome em ascensão na cena alternativa californiana ao reviverem algum do experimentalismo shoegaze fortemente associado às camadas texturais da dream-pop. O grupo que começou por chamar a atenção com o primeiro lançamento da carreira, o EP topographies (2018), tem construído desde então a sua sonoridade ao redor de guitarras profundamente sentimentalistas, desequilibradas e envoltas entre o reverb e os loops infindáveis. Depois de uma série de lançamentos no formato curta-duração o trio prepara-se agora para consolidar a experiência adquirida nos últimos dois anos num longa-duração que sintetiza e esclarece a estética da banda ao longo de oito faixas profundamente intensas.

Desde o trabalho de guitarra etéreo assinado por Jérémie Rüest, às linhas de baixo ágeis de Justin Oronos e às letras poéticas de Gray Tolhurst, os topographies criam um ambiente de imersão desfocado que se arrasta no tempo em composições de essência doce. O novo disco, segundo nota de imprensa, "diz respeito às projeções que os seres humanos colocam relativamente à experiência e à impossibilidade de uma existência perfeitamente realizada". Em antecipação do novo disco a banda avançou recentemente com a balada "Rose of Sharon" que pode assimilar-se na íntegra abaixo.

Ideal Form tem data de lançamento prevista para o dia 4 de dezembro em formato vinil e digital pelos selos Funeral Party Records (US) e Medication Time Records (FR). Podem fazer a pre-order do disco aqui.


Ideal Form Tracklist:

01. Mirror 
02. False Desire
03. This Evening Also
04. Image
05. See You As You Fall
06. Lonely Figure
07. Rose of Sharon
08. A Wine Dark Sea

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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

STREAM: Panther Modern - READY

 

STREAM: Panther Modern - READY

Alguns meses após ter abraçado uma vertente puramente instrumental no tema "The Ups, The Downs" - o seu registo mais ambient de sempre - Panther Modern regressa às edições com novo tema efervescente. Intitulada "READY" a nova malha volta a colocar no posto de escuta os sintetizadores abrasivos e a voz militar de Brady Keen junto com um trabalho de produção altamente estimulante e inspirado pelas vertentes da música techno. O novo tema encontra-se integrado no lançamento do 7'' single READY que inclui também o já referido "The Ups, The Downs" - faixa composta em forma de homenagem e, ao mesmo tempo, reflexão face aos acontecimentos que revoltaram o mundo na luta contra o racismo.

Em "READY" Panther Modern volta a conduzir-nos aos ambientes de ritmos epiléticos que têm pautado a sua (ainda curta) discografia, aprofundando cada vez mais a sua abordagem digital da música, com um forte cunho na introdução das tecnologias de inteligência artificial nos vídeos que a acompanham. Com uma duração mais encurtada que o single que o acompanha na tracklist do novo lançamento, "READY" é um tema desenhado para fazer vibrar as pistas de dança e consolidar cada vez mais Panther Modern como um dos nomes a considerar nos próximos tempos.

READY foi editado esta segunda-feira (28 de setembro) em formato digital e self-released. Podem comprar a vossa cópia aqui e escutar a edição na íntegra abaixo.

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Há mais um tema na berra com rótulo Shortparis

Há mais um tema na berra com rótulo Shortparis 

O quinteto russo mais célebre e desafiador dos últimos anos voltou recentemente ao ataque com mais um tema de tirar o fôlego: criativo, iminente, artístico e de sonoridade extremamente pegajosa. Intitulado "КоКоКо / Cтруктуры не выходят на улицы" este é o primeiro single inédito dos Shortparis desde o lançamento que os consagrou o ano passado como um dos atos mais interessantes dos últimos anos, Так закалялась сталь. À semelhança do que já têm consolidado nos últimos trabalhos, a banda liderada por Nikolay Komyagin volta a apostar nas suas tendências avant-garde em prostração a uma abordagem eletrónica extremamente moderna.

Em "КоКоКо / Cтруктуры не выходят на улицы" os Shortparis voltam a mostrar-nos a sua excelência na produção de trabalhos de harmonias altamente atraentes e sedutoras, enquanto reafirmam o profissionalismo inerte numa imagem que é tão controversa quanto estimulante. Num trabalho visual influenciado pelo absurdo, com a sua crítica política sempre tão mordaz e subjacente os Shortparis continuam a manter sempre alta a sua fasquia de produção. Impossível não ficar rendido.


O novo single segue como promoção da tour da banda que arranca já no próximo dia 9 de outubro e que contará com um total de 17 performances ao vivo por territórios russos. Para quem estiver pela Rússia com saudades de concertos ao vivo pode consultar as datas dos respetivos eventos aqui.

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Lina e Raül Refree | Há Fado no Cais | CCB

Lina e Raül Refree | Há Fado no Cais | CCB

 "Quando uma fadista se junta a um produtor e músico catalão isso pode resultar numa das mais belas estranhezas a que o fado foi sujeito nos últimos anos."

Gonçalo Frota, in Público


É já quinta-feira, 1 de outubro, pelas 21:00, que o projeto Lina_Raül Refree sobe ao palco do grande auditório do Centro Cultural de Belém, para um espetáculo promovido pelo CCB, EGEAC, Museu do Fado e a UGURU.

Lina, artista multidisciplinar, cantora e estudante atenta da obra de Amália Rodrigues, fez uma seleção do seu repertório mais emblemático, que interpreta de forma admirável. Raül Refree, músico catalão e um dos produtores mais inovadores da atualidade, que deu ao flamenco uma nova roupagem, produzindo artistas como Sílvia Perez Cruz ou Rosalía, com a mais recente colaboração no rock experimental com Lee Renaldo (Sonic Youth), assina todos os arranjos e produção deste projeto. Nesta noite o público poderá deleitar-se com o som de «catedral» que criou e onde a voz de Lina, envolta de névoa analógica, soa arrepiante, verdadeira e profundamente emocionante.

Mudaram de pele. Um novo começo. Foi isso que a cantora e o produtor/multi-instrumentista deram ao fado português no Lina_Raül Refree, o primeiro disco desta dupla de músicos extraordinários que desenvolveram uma empatia musical intensa, comprovada neste trabalho editado pela premiada editora alemã Glitterbeat Records e na intensa digressão internacional, iniciada em julho de 2019 (em Cartagena). Lina e Refree têm passado por várias cidades europeias, arrebatando aplausos do público e da critica, com um espetáculo pensado ao pormenor, encenado por António Pires, com luz desenhada para sublinhar todo o drama nele contido. Depois das várias apresentações no estrangeiro,  foi apresentado em novembro passado no Misty Fest em quatro cidades do nosso país. 

Mas música não é geografia, mas emoção! Os bilhetes para este espectáculo podem ainda ser adquiridos através da Ticketline e oscilam entre os 10 e os 23 euros.

*Lina_Raül Refree recebeu o prémio da crítica alemã Preis der deutschen Schallplattenkritik, que o considerou o melhor disco do primeiro quarto de 2020. Está também nomeado para os prémios franceses Victoires du Jazz, na categoria de World Music, e é finalista do Music Moves Europe Awards, um prémio com a chancela da Comissão Europeia. 




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Primeiro disco a solo de Cabrita aterra no Dia Internacional da Música

Cabrita primeiro disco a solo
 ©Vera Marmelo 

Após aventurar-se por grupos como Dead Combo, Cais Sodré Funk Connection ou Sitiados, o saxofonista João Cabrita dá início a uma jornada a solo.

O lançamento do seu primeiro álbum em nome próprio está previsto para a próxima quinta-feira, 1 de outubro, em pleno Dia Internacional da Música, sob o selo da Omnichord Records. É também esperada a vinda de um vinil duplo gatefold no mês seguinte, recheado de temas inéditos gravados por João Cabrita em casa, durante as suas Quarantine Sessions.

Artwork de Cabrita

Segundo o saxofonista lisboeta, em declarações à Lusa, o LP “gira à volta do saxofone e das colaborações todas” que teve ao longo dos seus 30 anos de carreira. Considera-o também “uma espécie de festa sintetizada num disco”, tendo convidado artistas como The Legendary Tigerman, Sam the Kid, Tó Trips e muitos outros para deixarem a sua impressão digital na obra. Todas as faixas serão instrumentais, excepto uma, visto que João Cabrita “tinha demasiados amigos de cantores para não aproveitar”.

Em 30 anos de carreira, João Cabrita trabalhou com imensos artistas e bandas e gravou dezenas de discos dos mais variados géneros. Colaborou com artistas como Sérgio Godinho, Orelha Negra, Caetano Veloso, Virgem Suta ou Despe e Siga. Foi também co.-compositor da canção “YouTuber”, que representou Portugal na edição de 2017 do Junior Eurovision Song Contest, interpretado por Mariana Venâncio.

O videoclip do single “Afronaut’s Lament”, com Hélio Morais, João Gomes e David Pessoa, já está disponível no YouTube:


Artigo escrito por João Pedro Antunes.

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domingo, 27 de setembro de 2020

Os Structures voltam a roubar as atenções em "Robbery"


Os Structures voltam a roubar as atenções em "Robbery"

Cinco meses após terem colocado cá para fora o som que tornou a quarentena menos aborrecida a.k.a. "Sorry, I Know It's Too Late But...", os efervescentes Structures estão de regresso ao radar com mais um tema que serve de cartão de visita ao seu aguardado disco de estreia, How Does It Feel?. Agora num formato ainda mais incendiário, a banda de rough wave que está a assaltar o panorama da cena independente volta a consolidar numerosos elogios do público numa injeção de adrenalina intitulada "Robbery". Sem nunca perderem a sua essência de "estrelas do rock deprimidas" os Structures sobem os bpm's em mais um tema aditivo e confrontante que volta a provar o motivo de serem já intitulados do "fenómeno da nova cena francesa".

Oriundos do coração da Europa e prontos para se colocarem na boca do mundo, os Structures voltam a fazer subir a fasquia no novo "Robbery". Em tom de desafio na mensagem que nos trazem - "I've got my hands tied, Behind my back. I’ve got a nice rope, Around my neck. I’ve been swimming with sharks, For way too long. But I will survive that wreck, If you give me your help. (...) This is a robbery. Give me your money." - a banda volta a deixar bem subliminar o seu toque de crítica social enquanto desfaz frustrações na criação sonora. O novo tema chegou às plataformas esta sexta-feira (25 de setembro) com direito a um vídeo assinado por Julien Peultier (guitarrista dos Last Train) e disponível abaixo.

How Does It Feel? deverá contar com a edição física em vinil com edição da Deaf Rock Records

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Offermose apazigua o caos no novo tema "Stilhedens Tårn"


Offermose apazigua o caos no novo tema Stilhedens Tårn

Fã assumido de soundtracks futuristas (como pudemos verificar na última edição do 7 ao mês), o produtor Offermose prepara-se para mais um lançamento de carácter imersivo e profundamente inspirador no novo Stilhedens Tårn. O álbum, que foi anunciado oficialmente em agosto está a tornar-se uma das edições mais aguardadas do ano muito à custa do seu packaging altamente inovador (numa edição em vinil azul limitada a 100 unidades e já esgotada que inclui um jogo de tabuleiro desenhado exclusivamente para o lançamento da obra). Ainda disponível noutros formatos como o vinil preto e o CD é não só pela edição em si, mas, claro está, pela abordagem eletrónica e minimal nos campos da dungeon synth que o produtor dinamarquês tem feito o seu nome difundir-se no panorama underground nos últimos anos e pretende levá-lo ainda mais longe com esta edição.

Depois de nos ter mostrado as dimensões profundas da música ambient difundidas por entre um cenário experimental em maio passado - no primeiro tema de avanço "Sjælens Ruin" -, Offermose retomou ação com "Korrupt Tradition", uns dias após o anúncio do novo lançamento. Mais nostálgico e emocionalmente contagiante, num toque de suspense iminente, "Korrupt Tradition" fez-nos viajar aos limites invisíveis entre diferentes estados de emoção. Agora de regresso com o tema homónimo "Stilhedens Tårn" Offermose oferece-nos um cocktail de ficção científica rodeado por sintetizadores em lento desenvolvimento.

Stilhedens Tårn tem data de lançamento previsto para 16 de outubro em formato vinil, CD e digital pelos selos Third Coming Records e Pomperipossa. Podem fazer a pre-order do disco aqui.


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Kill Your Boyfriend anunciam novo álbum, 'Killadelica'


Kill Your Boyfriend anunciam novo álbum, 'Killadelica'

Quatro anos após a edição do psicologicamente denso EP Ghosts (2016) e três após o emergente Ulrich (2017), os italianos Kill Your Boyfriend estão de volta ao ativo. A dupla composta por Matteo Scarpa e Antonio Angeli regressa este ano às edições com o novo longa-duração Killadelica que sucede assim o último lançamento datado de 2015, The King Is Dead. A boa nova foi dada esta sexta-feira (25 de setembro) e - além dos detalhes do lançamento - veio acompanhada pelo primeiro tema de avanço do disco "Elizabeth". A faixa (que foi originalmente lançado o ano passado pela Depths Records) vem solidificar o trabalho da banda nos campos da eletrónica industrial, mostrando um ponto de equilíbrio entre o experimentalismo de Ghosts e o proto-punk industrial de Ulrich, o que se prevê ser uma excelente aposta para o resultado final de Killadelica.

Enquanto o disco não chega às prateleiras, em formato injeção de adrenalina resta-nos passar os ouvidos por "Elizabeth", mais uma malha embutida entre o ruído, distorção e a reverberação negra a que os Kill Your Boyfriend tão bem nos têm habituado ao longo dos últimos anos. O tema pode escutar-se abaixo e o teaser do novo álbum pode visualizar-se aqui.

Killadelica tem data de lançamento prevista para 6 de novembro em formato digital, CD e vinil pelos selos Shyrec (IT), Sister 9 Recordings (UK) e Little Cloud Records (US). Podem fazer a pre-order do disco aqui.


Kiladellica Tracklist
:

01. Anula 
02. Jean
03. Natasha
04. Nancy
05. Agave
06. Belle 
07. Marie
08. Elizabeth
09. Eve
10. Aileen
11. Kathy


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STREAM: Fall Shock - Interior

STREAM: Fall Shock - Interior 


Dois anos após ter iniciado a conceção do que viria a ser Fall Shock o italiano Francesco Kay estreia-se agora nos disco a solo com um trabalho de ambiências negras influenciado pelas correntes da new-wave tão em voga nos anos 80. Num som bastante dinâmico que conduz tão depressa a um sentido de urgência como de moderação, Fall Shock aposta com força nos sintetizadores característicos da darkwave, maleando o som para que este se deixe envolver por atmosferas ora poderosas, ora envolvidas por uma personalidade celestial. Há espaço de manobra para uma viagem à evolução da darkwave que marcou os últimos 10 anos, bem como tempo para abraçar um percurso singular. 

Num trabalho que é enriquecido por vozes angustiadas, sintetizadores oscilantes, guitarras de cariz hipnótico, Interior apresenta-se como um disco de carácter nostálgico e sensações distantes. Mesmo que não tenha passado essa ideia com o primeiro tema de avanço "Feels Eternal" - uma malha de certo modo incendiária nas pistas de dança -, ao longo de Interior Fall Shock apresenta essa característica bem vívida. Do novo disco, que com as audições consequentes se vai tornando cada vez mais querido, recomenda-se fortemente a audição de temas como os badalados "Illusion" ou "The Holly Rage" (a apelar a fãs de Drab Majesty) e as poderosas "Synthetica" e "Retouch".

Interior foi editado esta sexta-feira (25 de setembro) em formato CD e digital pelo selo Manic Depression Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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