sábado, 17 de outubro de 2020

Kite e Blanck Mass juntam-se em "Hand Out the Drugs"

 

Kite e Blanck Mass co-produzem "Hand Out the Drugs"

Os suecos Kite juntaram-se ao produtor Black Mass para criar mais um novo tema recheado pelas dimensões aditivas da synthpop e intitulado "Hand Out the Drugs". Esta não é a primeira vez que os projetos se unem para lançar um tema co-produzido. Com a chegada da pandemia ao mundo Kite e Blanck Mass decidiram criar um percurso colaborativo que conta até à data com três singles inéditos. Numa entrevista à Northern Transmissions, os Kite explicaram os motivos que levaram à criação do projeto afirmando que quando começaram os Kite "os F *** Buttons eram uma grande fonte de inspiração (...). Desde então, seguimos a música brilhante de Benjamin John Powers como Blanck Mass". 

O resultado desta colaboração trouxe ao radar há cerca de cinco meses atrás o primeiro fruto, o sonhador "Teenage Bliss", ao qual se seguiu mais tarde, em agosto, a faixa de estética disco com uma abordagem poderosa, "Bowie '95". Agora com outubro posto e "Hand Out the Drugs" no posto de escuta, os Kite mostram cada vez mais que, apesar do período de hiatus experienciado, estão em forma e prontos para voltar a fazer irradiar as pistas de dança. De Blanck Mass os elogios são sempre tecidos e a sua abordagem eletrónica não poderia espelhar-se em melhor sintonia que aqui.


"Hand Out the Drugs" chegou às plataformas na passada quarta-feira (14 de outubro).

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O novo álbum de Rïcïnn aproxima-se com o lançamento de "Psamatäe"

 

O novo álbum de Rïcïnn aproxima-se com o lançamento de "Psamatäe"

A musa dos vocais negros mais conquistadores da Europa - Rïcïnn - está de volta com novo single, "Psamatäe" que antecipa o aguardado segundo disco de estúdio Nereïd a chegar às prateleiras já na próxima semana. Conhecida pelo seu trabalho como vocalista feminina dos Igorrr, dos Öxxö Xööx e dos geniais Corpo-Mente, Rïcïnn desde cedo destacou no reino da ópera fúnebre, num mundo com uma imensidão tamanha onde quase toda a composição, instrumentação e imagens são criadas por si - para não mencionar a linguagem através da qual comunica que é tão única e assinada pela própria. Em Nereïd, trabalho que chega às prateleiras quatro anos após Lïann (2016, Blood Music), a artista francesa mistura uma grande vastidão de culturas retratando a experiência de uma encarnação no mundo material, à medida que as ninfas de Poseidon movem o oceano, fazem escolhas, e harmonizam os ritmos da natureza.

Depois de nos ter voltado a reconquistar com o abismal "Doris" - que chegou às plataformas de música no início do mês de setembro - foi, no início deste mês que Rïcïnn nos avançou com a nova distopia sonora "Psamatäe". Através de uma eletrónica mais experimental que nos trabalhos antecessores, Rïcïnn volta a tornar apoteótico o resultado final de mais uma faixa assina. A sua voz envolta em emoções e uma profundidade tamanha é altamente vigorosa, sentimental e contagiante. "Psamatäe" volta a mostrar a sua veia de vanguarda no canto como mais nenhuma compositora tem conseguido manusear nos últimos tempos e a prova encontra-se abaixo.


Nereïd tem data de lançamento agendada para 23 de outubro em formato vinil, CD e digital pelo selo finlandês Blood Music. Podem comprar a vossa edição aqui.

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STREAM: Offermose - Stilhedens Tårn

 

STREAM Offermose - Stilhedens Tårn

Desde que em maio ouvimos "Sjælens Ruin" - o primeiro tema inédito que Offermose colocou cá para fora após se ter destacado na estreia Mørkt Forår (2018, Third Coming Records, Pomperipossa) - que percebemos que tínhamos em escuta um projeto cheio de potencial para voltar a colocar na ribalta as apoteoses eletrónicas das soundtracks sci-fi tão em voga nos anos 70/80. Offermose tem uma abordagem extremamente peculiar, criando uma cave inundada pelas estéticas dungeon synth, com a escola alemã a incutir-lhe fortes reverberações. O tema que chegou ainda sem previsão de um novo trabalho tocou forte ao apresentar-se como um exercício sonoro quase em slow motion, perfeito para desacelerar as angústias existenciais. A grande notícia chegaria mais tarde, no início de agosto, com o anúncio de um novo disco, Stilhedens Tårn, a ser oficializado.

Uns dias após a notícia, o produtor dinamarquês retomaria ação com "Korrupt Tradition" faixa a incluir a dimensão endeusada dos órgãos de tubos em consistência com a eletrónica explorativa e algures espiritual que tão forte têm pautado nos seus últimos trabalhos. Apaixonado pelas soundtracks de grandes obras clássicas do cinema (como nos admitiu nesta edição do 7 ao mês) Offermose consegue quase criar um retrato escultural ao longo do tempo. "Stilhedens Tårn", numa dimensão mais retro, voltaria a mostrar as luzes insípidas no trabalho do produtor, mas é agora com a obra disponibilizada no formato integral que podemos efetivamente garantir que este disco consegue criar uma estonteante viagem ao imaginário humano. Stilhedens Tårn é sem dúvida um disco denso, envolto em emoções quase catárticas e abismalmente conquistadoras pronto para se fazer consumir abaixo.

Stilhedens Tårn foi editado esta sexta-feira (16 de outubro) em formato vinil, CD e digital numa co-edição entre os selos Third Coming Records e Pomperipossa Records. Podem adquiri a vossa cópia aqui.


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STREAM: Minuit Machine - Don't Run From The Fire

 

STREAM: Minuit Machine - Don't Run From The Fire

Minuit Machine - o projeto de eletrónica negra que junta Hélène de Thoury (Hante.) a Amandine Stioui - regressou às edições esta sexta-feira no formato curta-duração com Don't Run From The Fire, EP que vem dar sucessão ao sucesso de vendas Infrarouge (2019, Synth Religion). As Minuit Machine sempre nos fizeram dançar com a sua abordagem eletrónica envolta em camadas de som altamente poderosas. Embora mais viradas para uma vertente da darkwave até então, neste novo Don't Run From The Fire, as artistas manuseiam os limites até então criados, para paredes de som ainda mais fervorosas e altamente influenciadas pelas estéticas dos movimentos industrial e EBM. Para uma exploração mais profunda do conceito, as Minuit Machine explicam que este trabalho aborda temas como o medo e o desejo, sentimentos que afetam profundamente a estabilidade emocional de qualquer ser humano. 

Ao longo de quatro novos temas inéditos - de onde já tinha sido apresentado numa primeira instância o abrasivo tema homónimo "Don't Run From The Fire" - as artistas refletem o cenário de fuga ou congelamento que tomamos quando, como humanos, nos encontramos sob exposição ao medo ou desejo. Neste panorama Don't Run From The Fire é certamente o disco mais negro da dupla, apresentando sonoridades caóticas e com uma certa iminência de perigo envolto. Além do mencionado tema, a audição constante deste novo EP leva à distinção de faixas como "Lovers of The Night" - onde a voz de Amandine Stioui se reveste de elemento hipnótico juntamente com aquela eletrónica aditiva - e ainda a despedida psicologicamente densa presente em "To Control". 

Don't Run From The Fire foi editado esta sexta-feira (16 de outubro) em formato vinil, CD e digital pela francesa Synth Religion. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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STREAM: Jackson VanHorn - After The Rehearsal

 

STREAM: Jackson VanHorn - After The Rehearsal

Jackson VanHorn (ex-TV Ghost, Crossed Eyes) regressou esta sexta-feira às edições longa-duração com o segundo LP de estúdio, After The Rehearsal. O disco, que começou por ver o primeiro single oficial "Saturnine" lançado em maio, seria anunciado em agosto através de uma nova faixa a exibir a escultura sonora melancólica tão em forma neste novo trabalho. Fortemente recomendado numa altura em que o isolamento e a solidão se apresentam afincadas na sociedade contemporânea, o produtor Jackson VanHorn consegue criar com mestria um universo silencioso e caótico onde a nostalgia assiste a incerteza relativamente a um futuro melhor. Entre uma viagem camuflada a diversos mundos sonoros, After The Rehearsal engloba os traços suaves da folk, com forte aposta nas ondas minimais e uma mensagem existencialista, política e vagamente poética.

Deste novo trabalho já tinham chegado ao radar a melancólica "Saturnine", a suavidade decadente de "Pierrot" e a dinâmica "Sunday". Tudo faixas desenhadas dentro de um mundo de profunda harmonia onde a simplicidade da orquestração se agarra em profunda sintonia a um estado de solidão inerte, ainda assim amplamente belo. Além dos referidos temas a audição de After The Rehearsal traz-nos ao ouvido construções bastante interessantes como é o caso de "Mantra" - a incorporar etéreos vocais femininos numa produção de carácter criativo; o obituário "Precarious Line" - com toda uma nova abordagem à dark electronics; e ainda o doce "White Flowers", numa reverberação mais folk. O disco completo pode reproduzir-se abaixo.

After the Rehearsal foi editado esta sexta-feira (16 de outubro) em formato vinil, cassete e digital pelos selos Icy Cold Records e Manic Depression Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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Tropa Macaca submergem sentidos no oceano em nova composição, Colónia



Os Tropa Macaca, de André Abel e Joana da Conceição, estão de volta com novo trabalho. Colónia é uma composição encomendada para a edição "9.5" do Festival Walk&Talk, que decorreu no passado mês de julho na Ilha de São Miguel, nos Açores, onde a dupla apresentou a instalação "Entre um organismo e um sistema: uma colónia". 

Incessantes na procura por uma arte livre e sem forma, a dupla natural de Santo Tirso optou por submergir os seus sentidos "no oceano que rodeia as fascinantes ilhas dos Açores", explicam nas notas oficiais de lançamento, criando um ecossistema complexo que sustenta todos os “divididos” que integraram esta edição do Walk&Talk. Ainda sobre Colónia, os Tropa Macaca acrescentam:

"O oceano apresenta-se como um terreno inspirador para nos libertarmos dos constrangimentos formais e inteletuais que o antropocentrismo coloca à imaginação. Os sifonóforos que são animais-colónia questionam a nossa compreensão do que é um indivíduo, a endossimbiose entre os corais e as zooxantelas, a própria plasticidade dos corais, em que indivíduos da mesma espécie podem ter formas muito diferentes entre si dependendo das condições do seu ambiente, ou ainda o parasitismo sexual (não é um bom nome, falta-lhe imaginação) como um peixe-diabo macho, que chega a ser 10 vezes mais pequeno que a fêmea, depois de a morder na barriga afim de procriarem, passa a partilhar com esta o mesmo sistema circulatório. A leveza transparente e beleza contorcionista das medusas, que se transformam numa amorfa matéria transparente quando fora de água, ou a qualidade mágica que é a bioluminescência. À medida que os dias vão avançando e o sistema se vai complexificando, novos seres ou paisagens vão aparecendo, e algumas são tão avassaladoras que captam a nossa atenção por inteiro, por vezes os organismos são extremamente pequenos e temos que nos aproximar para perceber da sua dimensão, outros são gigantes, e no último dia temos um panorâmica do ecossistema que fomos construindo, a colónia."

Colónia é o primeiro lançamento da dupla desde Guia Interior, de 2019, que por sua vez se sucedeu ao muito aclamado álbum Caçador do Futuro, lançado em 2018 pela polaca DUNNO.

Ativos desde 2005, a discografia de André Abel e Joana da Conceição tem sido publicada em vários selos de referência como a Qbico, a Siltbreeze, a The Trilogy Tapes ou a Software, do americano Daniel Lopatin (Oneohtrix Point Never). Para além do vasto trabalho produzido em estúdio, a dupla conta ainda vários registos gravados ao vivo como Praga de Urubu Só Pega em Cavalo Magro, a partir de um concerto no Lux Frágil em 2012, ou Caçador do Futuro, registado ao vivo na edição de 2016 dos Jardins Efémeros, em Viseu. Realizaram duas tours europeias – onde se aprentaram em salas tão emblemáticas como o Café OTO, em Londres, e o Roter Salon do Teatro Volksbühne, em Berlim – e atuaram em várias cidades do Brasil como Rio de Janeiro – onde gravaram parte do disco Ectoplasma”–, São Paulo e Cabo Frio. 

Com gravação e mistura de Leonardo Bindilatti, Colónia encontra-se disponível para escuta e download gratuito no Bandcamp dos Tropa Macaca.



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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

7 ao mês com Kill Your Boyfriend

7 ao mês com Kill Your Boyfriend

Estávamos em 2016 quando a eletrónica crua dos italianos Kill Your Boyfriend nos chamou a atenção, aquando o lançamento do seu último EP de estúdio Ghosts. Este trabalho, ruidoso na essência - mas com traços fervorosos e arrojados da era do proto-punk cruzados com o dinamismo da eletrónica industrial - bastou-nos para o considerar uma das melhores edições curta-duração que esse ano deu à costa. Essa certeza leva-nos a crer que, quatro anos após esse feito, Killadelica voltará a chamar chamar a atenção pela sua abordagem sonora. 

No período que antecipa o novo registo longa-duração decidimos investigar mais sobre as influências que levaram à criação dos Kill Your Boyfriend como projeto. Desta forma, para a edição de outubro do novo 7 ao mês convidamos Matteo Scarpa e Antonio Angeli a escolher sete referências fundamentais não só no seu trabalho enquanto artistas, mas também na estruturação da sua personalidade. 

Enquanto Killadelica não chega às prateleiras os Kill Your Boyfriend convidam-nos então a ingressar numa viagem fascinante à (re)descoberta dos nomes de vanguarda ativos entre as décadas de 1970 a 1990. A experiência chega abaixo.

 

Suicide - "Ghostrider" (1977)

Escolhemos esta música desta banda incrível, os pais da no wave, mas provavelmente todo o álbum Suicide teve um profundo impacto em nós. A atmosfera neurótica desta música sempre nos deixou loucos. A forma de cantar rock'n'roll do Alan Vega combina perfeitamente com o enredo repetitivo/obsessivo da música criada juntamente com Martin Rev


The Velvet Underground - The Velvet Underground and Nico (1967)

Não confiamos em ninguém que não ame este álbum. Nós fazemos certamente parte do grupo de músicos que começaram a tocar muito por causa deste álbum e não negamos isso. Quando começámos a tocar ao vivo, usávamos óculos de sol em homenagem a eles. A poesia que este álbum lança engloba tudo. De alguma forma este álbum é melancólico e os membros da banda colocam nele as suas próprias experiências na procura do equilíbrio perfeito entre os sons barulhentos e as partes melódicas das músicas. 


The Fall - "Sleep Debt Snatches" (1987) 

Sempre fomos fascinados por esta música que começa de uma forma e vai se transformando numa outra, juntamente com uma paisagem rítmica rica e desestruturada. Eles têm um ótimo gosto no refinamento sonoro e, acima de tudo, gostamos da natureza levemente punk que os The Fall transmitem nesta música. 


Kraftwerk - Radio-Activity (1975)

Não podemos deixar de citar este álbum entre as nossas principais fontes de inspiração. As suas texturas sonoras frias e rarefeitas cativaram-nos desde a primeira audição. Os Kraftwerk conseguem transportar-nos para o imaginário nuclear que nos propõem através do seu conceito. A forma como eles refinam os sons analógicos forneceu-nos inúmeras ideias para a abordagem eletrónica em algumas das nossas canções. 


The Jesus and Mary Chain- Psycho Candy (1985) 

O que é podemos dizer? Este álbum contaminou profundamente o nosso interior: em termos de ruído branco e reverberações é a síntese perfeita daquilo que amamos. Às vezes, o álbum é realmente cru, mas ao mesmo tempo muito pop e sonhador. É impossível resistir a esta viagem incrível. O Pyscho Candy é um álbum obrigatório na coleção! 



PIL - Metal Box (1979)

Está entre os discos que consideramos fundamentais à nossa formação artística. O Johnny "Rotten" Lyndon, sem dúvida, moldou uma obra-prima básica para o futuro da música post-punk. Temas como "Poptones", "Socialist", "Albatross" ou o "Careering" marcaram a nossa adolescência. A voz carismática e o seu génio musical conferem às canções uma singularidade que sem dúvida fez dos PIL uma das bandas mais importantes na cena post-punk à escala global. 


07. The Normal - "Warm Leatherette" (1988) 

Caso ainda não tenham percebido, nós gostamos muito de músicas punk eletrónicas com ritmos repetitivos e compulsivos. Além disso, esta música em particular é inspirada em "Crash", um dos nossos livros preferidos de Ballard. A eletrónica, embora minimal e fria, consegue criar uma parede de som que combina perfeitamente com o canto de Miller. Uma música desenhada para as pistas de dança. 


Se quiserem saber mais sobre o trabalho dos Kill Your Boyfriend aproveitem para os seguirem através do Facebook ou pela página do Bandcamp, onde podem ficar a par da sua discografia. 


------------ ENGLISH VERSION ------------ 


It was in 2016 when the raw electronics from the Italian darlings Kill Your Boyfriend caught our attention, through their latest EP, Ghosts. This work, noisy in essence - but with fervent and bold features of the proto-punk era crossed with the dynamism of industrial electronics - was enough for us to consider it one of the best short releases that year stranded. This certainty leads us to believe that, four years after, the new Killadelica album will, once again, draw attention to Kill Your Boyfriend's sound approach. 

In the anticipation period of the new Kill Your Boyfriend's full-length, we decided to investigate more about the influences that led to the creation of this project. Thus, for the October edition of "7 ao mês" we invited Matteo Scarpa and Antonio Angeli to choose seven fundamental references not only in their work as artists but also in the structuring of their personality. 

While Killadelica does not reach the shelves, Kill Your Boyfriend invites us to embark on a fascinating journey to the (re) discovery of the vanguard names active between the 1970s and 1990s. The experience follows below. 


01. Suicide - "Ghostrider" (1977)

We chose this song of this incredible band, fathers of No Wave, but probably the whole album Suicide has influenced us deeply. The neurotic atmosphere of this song has always made us go crazy. Then Alan Vega's rock'n'roll singing combines perfectly with the repetitive/obsessive plot of the song created with Martin Rev



The Velvet Underground - The Velvet Underground and Nico (1967)

We don't trust anyone who doesn't love this album. We are certainly part of that group of musicians who have started playing also because of this album and we do not deny that. When we started playing live, we wore sunglasses in homage to them. The poetry that this album release encompasses everything. In some way this record is melancholic and the band members put on it their own experiences searching for the perfect balance between the noisy sounds and the melodic parts of the songs. 


The Fall - "Sleep Debt Snatches" (1987)

We were always fascinated by this song that starts in one mood and turns into another, with a rich and unstructured rhythmic landscape. A great taste in sound refinement and above all we like the slightly punk nature that The Fall transmits in the song. 


Kraftwerk - Radio-Activity (1975)

We cannot fail to mention that this album is among our main sources of inspiration. Its cold and rarefied atmospheres' sonic textures have captivated us from the first listening. The Kraftwerk manages to transport you into the nuclear imaginary that they propose to us with their concept. Their refinement of analog sounds has provided us with numerous ideas for the approach to electronics in some of our songs. 



The Jesus and Mary Chain - Psycho Candy (1985) 

What can we say? This album contaminated ours deeply inside: in terms of white noise and reverberations, it is the perfect synthesis of what we love. Sometimes the record is really rough but at the same time very pop and dreamy. It is impossible to resist this incredible trip. Pyscho Candy is a must-have in your own collection! 


PIL - Metal Box (1979)

Among the albums that we consider the fundamental in our artistic formation. Johnny "Rotten" Lyndon undoubtedly shaped a staple masterpiece for the post-punk future. Songs like "Poptones", "Socialist", "Albatross" or "Careering" have marked our adolescence. The charismatic voice and musical genius give the songs a uniqueness that undoubtedly made PIL one of the most important bands in the global post-punk scene. 


The Normal - "Warm Leatherette" (1988)

In case you didn't get it yet, we really like electronic punk songs with repetitive and compulsive rhythms. Besides this song is based on "Crash", one of our favorite Ballard's books. The electronics, albeit minimal and cold, succeed to create a wall of sound that perfectly combines with Miller's singing. A song designed for the dance-floor. 

If you want to know more about Kill Your Boyfriend's work you can follow them on Facebook or through their Bandcamp page, where all the discography is listed.

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STREAM: Tagua Tagua - Inteiro Metade


Tagua Tagua é o pseudónimo de Felipe Puperi, compositor e produtor musical gaúcho radicado em São Paulo. No final de 2017 Felipe decidiu aventurar-se sozinho num projeto que evoca as sonoridades mais tradicionais da música popular brasileira e samba tradicional, com pitadas de sons atuais e universais. Antes de se apresentar como Tagua Tagua, Felipe foi o vocalista e compositor dos Wannabe Jalva durante 7 anos, banda que esteve no Lollapalooza 2013, abriu concertos para Pearl Jam, Jack White e foi destaque na KCRW, NY Times, Stereogum, Brooklyn Vegan e WFUV. 

Em 2019, Tagua Tagua esteve no nosso país para duas atuações, na cidade de Lisboa (Valsa) e Porto (Maus Hábitos) e realizou também a sua primeira tour nos Estados Unidos, onde se apresentou no Brasil Summerfest NYC, abriu dois concertos para The Growlers e tocou no Baby’s All Right, famosa sala de Brooklyn. Além disso, também fez parte da banda sonora do FIFA 20 com o single "Peixe Voador".

Já com algumas edições na sua mochila – os EPs Tombamento Inevitável (2017) e Pedaço Vivo (2018) – Tagua Tagua edita hoje o seu disco de estreia, Inteiro Metade, o qual será lançado no Brasil pela Natura Musical e na Europa pelo selo espanhol Costa Futuro. De Inteiro Metade fazem parte o single que dá nome ao disco e "Mesmo Lugar", temas que foram mais tarde gravados numa sessão ao vivo e à distância, a Quarentena Session, com os membros da banda que acompanham Tagua Tagua. Deste disco foram também retirados os cativantes e bem-dispostos singles "4 AM" e "Só Pra Ver", os quais demonstram o lado mais pop e psicadélico de Inteiro Metade.

Inteiro Metade pode ser escutado na íntegra no Spotify e aqui em baixo.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

IAN apresenta RaiVera em Lisboa

 

Depois de uma passagem por Guimarães, onde integra a programação do Westway LAB 2020, IAN apresenta RaiVera, no Lux Frágil, em Lisboa, no próximo dia 24 de outubro, às 21:00h.

Editado a 21 de agosto pela Vespertine Records, RaiVera é o disco de estreia de IAN, projeto a solo de Ianina Khmelik (violinista da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música). 

“RaiVera" é um neologismo composto que em russo significa “paraíso” (rai) e “fé” (vera). Nesta aglutinação dos dois termos, nasce o nome do disco que, tal como IAN, é a conjugação das várias influências musicais, pessoais e profissionais.

Este trabalho assume-se como um exercício de liberdade, algo que IAN muito preza e pratica, quer na forma magnífica como funde a eletrónica com melodias cativantes, quer na atitude que transmite, procurando distanciar-se do seu trabalho como violinista clássica. 

Os bilhetes para este espectáculo podem ser adquiridos na Ticketline.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Três a Solo a 16 e 17 de outubro Cine-Teatro Garrett, Póvoa de Varzim


O Três a Solo é um festival de músicos a solo que acontece anualmente no Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim.

A 5ª edição apresenta S. Pedro, Clara Buser e Dada Garbeck, no dia 16 de Outubro, e Noiserv, MOMO e Pedro Viana, no dia 17 de Outubro, num festival por onde já passaram nomes como Tó Trips, Lula Pena, Peixe, emmy Curl, Luca Argel e Norberto Lobo.

Apostando num conceito que favorece a cumplicidade entre os músicos e os espectadores, todos os anos é desenhada uma cenografia pela Isabel Batista, para que seja reconstruído o ambiente intimista e acolhedor de uma casa. Concertos de 30-45 minutos em que os artistas e a plateia comunicam constantemente, num ambiente de proximidade e tão familiar quanto possível.

O Três a Solo é feito por pessoas da cidade que têm como objectivo dinamizar e contribuir para a diversidade da oferta artística e cultural na região. A estreia foi em 2016, com uma noite só, com a participação de Peixe, Homem em Catarse e Turquoise (actualmente, André Júlio Turquesa). Em 2019, a relação de 3 músicos por noite manteve-se mas o festival ganhou mais um dia. Perfazendo, dessa forma, 6 músicos por edição.


Os bilhetes têm o custo de 10€ diários ou 15€ no caso de um passe de 2 dias. As portas abrem às 21h e os concertos iniciam-se às 21h30.

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Young Marble Giants celebram 40 anos de 'Colossal Youth' com reedição de luxo


Colossal Youth, o único e seminal álbum dos galeses Young Marble Giants, celebrou o seu 40º aniversário em fevereiro deste ano. Para marcar a ocasião, o trio de Cardiff, juntamente com a Domino Records, anunciou uma reedição de luxo para o dia 27 de novembro.   

Young Marble Giants - Colossal Youth 40th Anniversary Edition inclui, para além do álbum original, os temas que compõem o EP Testcard, de 1981, a coleção de demos Salad Days, de 2000, o single “Final Day” e dois temas inseridos no VA Is The War Over?, compilado em 1979 pela Z Block Records. A reedição vem também com um DVD do último espetáculo do grupo no mítico Hurrah, em Nova Iorque, em 1980. Ao todo são 29 faixas que representam tudo o que os Young Marble Giants editaram nos seus curtos mas essenciais dois anos de carreira.  

Citado como um dos registos definitivos da música pós-punk (Kurt Cobain canonizou o disco na famosa lista dos seus álbuns favoritos), Colossal Youth foi gravado em apenas cinco dias, com Stuart Moxham na guitarra, Philip Moxham no baixo e Alison Statton na voz. O seu som minimalista – quase austero na dinâmica entre instrumentação e voz – teve um impacto profundo nos círculos mais independentes, influenciando legiões inteiras de músicos das mais variadas estéticas e geografias: de Sheffield a Seattle, da pop açucarada dos Belle & Sebastian à experimentação incessante dos Sonic Youth e Talking Heads.  

Young Marble Giants - Colossal Youth 40th Anniversary Edition está disponível para pré-encomenda em vinil de luxo (vinil duplo transparente, DVD, livreto de 4 páginas e livreto exclusivo de 28 páginas), vinil padrão (vinil duplo preto, DVD, livreto de 4 páginas) e CD (CD duplo, DVD, livreto de 16 páginas).  


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"Sonhos Epidémicos" - Pop Dell'Arte no CCB

Pop Dell'Arte no CCB

Longa foi a espera para assistirmos ao regresso dos Pop Dell' Arte.  Dez anos depois de Contra Mundum, o novo trabalho Transgressio Global, da Sony Music, chega-nos numa época de um "Admirável Mundo Novo” onde o público busca a catarse para esta estranha forma de vida.

Foi este público, ávido de música ao vivo e fiel a uma das bandas mais originais da música moderna portuguesa que, no dia 8 de outubro, marcou presença no grande auditório do CCB para assistir ao Transgressive Days, espetáculo onde para além dos temas do novo álbum, tocado na íntegra, foram também ouvidos clássicos dos mais de 30 anos da banda como "Sonhos Pop", "Querelle", "My Funny Ana Lana" ou "La Nostra Feroce Volontá d’Amore".

Para nos fazerem viajar "sob a égide da transgressão", com referências clássicas marcantes (Grécia e Roma), com passagem pela Europa renascentista até à Lisboa em 2084, João Peste, Paulo Monteiro, Zé Pedro Moura e Ricardo Martins fizeram-se acompanhar pelo duo de sopros Rodrigo Amado (saxofone) e Simon White (clarinete).

Ao longo de aproximadamente 1h45m o entusiamo do público foi visível ainda que um pouco tímido e com alguma perplexidade induzida pelos tempos modernos. Quanto aos Pop Dell' Arte tentaram, e conseguiram, com a sua irreverência mostrar-nos que a "transgressão" é mais do que nunca a luz que nos ilumina a escuridão.


Fotografias e texto: Virgílio Santos

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A noise-feita-pop dos Yeah You passa pelo MAAT



Na próxima sexta-feira, dia 16 de outubro, o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa, acolhe o duo pai-filha Yeah You. O projeto de Gustav Thomas e Elvin Brandhi, que atuou na última edição do Out.Fest, regressa a Portugal para um concerto programado pelos artistas Maria Reis, Gabriel Ferrandini e André Cepeda no contexto da exposição "Ballad of Today”, que estará patente até 25 de janeiro de 2021.  

Oriundo do Norte de Inglaterra, este “projecto artístico surrealista vivo”, como descreve a organização nas notas do evento, é conhecido pela atitude provocadora com que aborda o noise como meio para a produção de incendiárias canções pop. Junção improvável entre um professor universitário e um jovem talento da música experimental (do currículo da filha Elvin Brandhi consta uma colaboração com o lendário Tony Allen, baterista de sempre de Fela Kuti), os Yeah You são um caso sério de cumplicidade, amor e respeito e um dos mais admiráveis monstros de palco a atuar nos dias de hoje.  

Em março deste ano, com a globalização da pandemia e os primeiros planos de quarentena em curso, a dupla foi convidada pelo histórico Café OTO a participar numa série de performances ao vivo. O resultado foi tudo menos previsível: um festim de ruído, eletrónicas e bradares efervescentes executados em plena estrada, no interior de um carro conduzido pelos próprios.  

O espetáculo no MAAT acontece pelas 18h, com lotação de apenas 38 pessoas, e os bilhetes já se encontram disponíveis ao custo único de 5€.


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terça-feira, 13 de outubro de 2020

Dent May in interview: "Late Checkout is a metaphor for going through life"

Dent May in interview

You may have heard on some underground radio stations songs like "Across the Universe" and "Face Down in the Gutter of Your Love". These songs, both from Across the Universe (2017) and played by Dent May, multi-instrumentalist living in LA, really get stuck in your head for weeks. Late Checkout is another round of sophisticated and sunny and pop songs, and Dent's fifth and most complex record so far.

The Mississippi-born artist describes himself as a hotel bar lounge singer and aspiring daytime talk show host, smoothly building a career that has spanned more than a decade. His first record, The Good Feeling Music of Dent May & His Magnificent Ukulele, was released in 2009 by Paw Tracks, a label created by Animal Collective. The debut album was followed by records like Do Things (2012), Warm Blanket (2013) and Across the Multiverse (2017), as well as a hundred concerts between Chicago and Shanghai.

We spoke with Dent May about is new recording studio Honeymoon Suite, the themes and inspiration behind Late Checkout, his dream collaboration partner, being part of Carpark family, and much more. Read the full interview below.


You recorded Late Checkout in your built from scratch studio, Honeymoon Suite, and invited several other musicians to help you - string players, a horn section, background vocalists, and a pair of auxiliary drummers to play on the album – instead of producing in the comfort of your home. How would you say Late Checkout has evolved from your previous records? 

Dent May (DM) - One thing that’s been evolving is my love for and knowledge of music production and having access to more of the gear I share with my studiomates. I used to record with just one very cheap microphone on everything, and now I have access to different ones, like my 1970 Neumann U87 which I love very much. I also tried to simplify the arrangements a bit. There’s still a lot of horns, strings, harmonies and more, but in the past it was more like “check out this wild and crazy arrangement” and now it’s just there to serve the song.

Since you made a conscious decision to slow down and pay attention to your songwriting on this album, enjoying the little things that life in LA has to offer, do you consider Late Checkout as your most personal record?

DM - I think they’re all very personal. Slowing down the songwriting process is more about the craft and making sure every word and note feels right. In the past I might take one pass at the lyrics, usually at the very last minute and record them. Now I keep notebooks and google docs of lyrics and go back and tweak them sometimes for months before recording a song. That said, sometimes a song gets written very quickly and doesn’t change at all. I’m not trying to force anything.

The album title, where does it come from? You talk a lot about a hotel-related world, even describe yourself as a hotel bar lounge singer.

DM - I’ve always loved hotels, especially the run-down motel variety you find on every highway exit across America. I collect the stationery from different hotels I stay in, which inspired the first song on the album. Late Checkout is when you call down to the lobby and ask to stay an extra hour or so. It’s a specific hotel reference but also a metaphor for going through life, when you know something good can’t last forever but you want to hold on to just one more moment of it.

Late Checkout is an album that left us very optimistic, with songs like “Full Speed Ahead”, “Sea Salt & Caramel”, and gloomy at the same time, listening to “Didn’t Get the Invite”, “Pour Another Round” and so on. How does it make you feel?

DM - Life is bittersweet. I think all of my songs sit somewhere in between happy and sad, which is sort of how I’m feeling all the time. I don’t think happiness is possible without sadness, so it’s about embracing the melancholy as a necessary aspect of being human.

The artwork of this album is quite colorful, with a vintage aesthetic, as your promotional photos and the funny odd videos of your singles. Why this attraction for such a vibrant and dynamic world?

DM - In addition to being a songwriter, I think of myself as an old school entertainer. I’ve always admired artists who build their own aesthetic world that the audience gets to live in for a bit, and I want people to have fun when they check out what I do. I think the tone of the videos matches the songs. The “I Could Use A Miracle” video is funny but also sad. It’s about being a loser.

Late Checkout's artwork

When it comes to sitting down and writing a song, where do you tend to start?

DM - I usually start with a title. I have long lists of potential titles and lyrical phrases in my notebooks and on my phone. To me, a song is more than just words set to music. It’s an idea, so it’s important I have a reason to write the song, to tell the story. Then I’ll come up with chord progressions and rhythms and try out the potential titles and lyrics I have saved and I’ll try to sing the words in a really twisty, interesting melody. That might become the refrain or the hook, and I’ll go from there. On the other hand, sometimes songs just happen really fast and I don’t have time to think about it. “Sea Salt & Caramel,” for example, happened in a flash.

Late Checkout seems to be your most classic pop influenced album, sometimes reminiscent of Pet Sounds. Where did the inspiration to write it come from?

DM - I’d say the inspiration just comes from many years of listening to music. I do love classic songwriting, but I also wanted to strip away some of the idiosyncratic style and let the songs speak for themselves. Sometimes I listen back to my old music and think, “wow, you tried to stuff way too many ideas into that one track.”

If you had to name a song that you found most difficult to record on Late Checkout, what would it be?

DM - "I Could Use A Miracle” and “Bless Your Heart” were both difficult to write. I had the choruses and couldn’t get the verses to work, so my friend Jimmy Whispers helped me finish writing them. I had spent many months trying to write different verses to those songs. but once I asked Jimmy to help, we finished both of them in like 30 minutes.

How has Late Checkout been received by the press and by your fans?

DM - I’m not sure! I think there are some people who enjoy listening to it.

You collaborated in the last couple years with artists like Frankie Cosmos, Okey Dokey and BOYO. If you could work with anyone either alive or dead, who would it be?

DM - I’d like to go back in time to 1970s France and hire Jean-Claude Vannier to arrange my album.

What is your favorite song you have ever written?

DM - I’m not sure. Deep down I sort of hate all of them, which is the only reason I keep going trying to write more of them.

Do you feel that this year you had the opportunity to listen to more music? Was there a particular album that you really enjoyed?

DM - I wouldn’t say I listened to more or less music this year. I’ve been listening to a lot of music without words to get my head out of songwriting and more into soundscapes. Stuff like film soundtracks and library music from Tangerine Dream and Alessandro Alessandroni, new age music like Steve Roach and Constance Demby. I’m actually heavily getting back into synthesizers, so we’ll see if that goes anywhere.

We read in a past interview that you rarely read a whole book, although the idea for Across the Multiverse came from a book. Did you use the confinement time to read some books and come up with new song ideas?

DM - That’s funny, I don’t remember saying that. I studied literature in college and worked at two independent bookstores, so I read whole books all the time, but it’s true I’ll often give up and not finish something if I’m not feeling it. I think I went through a period when I was smoking too much weed and didn’t read that much. I’ve been reading a good bit lately— Heads: A Biography of Psychedelic America by Jesse Jernow, The Library Book by Susan Orlean, The Parable of the Sower by Octavia E. Butler, Inherent Vice by Thomas Pynchon and I just picked up Unassigned Territory by Kem Nunn which I’m excited to dive into.

Your last couple albums were launched by Carpark. Which label artists do you most identify with?

DM - I’ve enjoyed getting to be buds wit Fat Tony. As a southerner, I appreciate that he’s from Houston, TX, and reps it hard. People think of him as a rapper but he’s really into country, punk and everything else which is reflected in his music, and I relate to that a lot. Of course Chaz from Toro y Moi is great, and it was really fun getting to know early Carpark artists like Dan Deacon and Beach House back in the day. I love Carpark!


Late Checkout was released in late August via Carpark Records and can be purchased at the artist's Bandcamp. You can listen to the full album below.

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Os First estão inquietos em "Restless". Novo EP chega em novembro

 

Os FIRST estão inquietos no novo "Restless"
©SkrewStudio

Os queridinhos belgas First estão de regresso ao radar com novidades em estúdio. Depois de em abril passado nos terem feito dançar pelas ondas obscuras da minimal wave iluminadas por atmosferas celestiais, chega agora a vez de nos contagiarem com uma eletrónica mais negra e poderosa no seu sucessor, também cunhado First. A prova chega-nos através do novo tema "Restless" que desafia os limites impostos pelos First no primeiro trabalho, aqui trabalhados numa expansão sonora que contrasta harmonicamente o lado negro dos instrumentos com o etéreo dinamismo da voz. Inquietos na eletrónica orgânica e tribal que apresentam em "Restless" é, mais uma vez, pelo trabalho vocal de Jasmin Smolders que os First adquirem uma luz vanguardista, profundamente sedutora e desafiante. 

Num equilíbrio constante entre elementos ásperos e frágeis aos quais incorporam batidas industriais, sintetizadores ecléticos e sons doces, os First capturam uma atmosfera sombria à qual é difícil ficar indiferente. Agora num EP com o dobro do tamanho (onde se incluem os quatro temas integrados em First I) espera-se vivamente que consolidem o seu nome entre o panorama do dark underground europeu. Enquanto as restantes três faixas não chegam às plataformas é ir escutando "Restless" abaixo e/ou o EP de estreia por aqui.

First I/II tem data de lançamento agendado para 13 de novembro na alçada belga sentimental records em formato cassete e digital. Podem fazer a pre-order do novo disco aqui.


First I/II Tracklist:

01. Restless 
02. Desire
03. Control
04. Slowly
05. Just Now
06. Losing
07. You Lie
08. To Long

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∩ (intersectiō) tem novo vídeo para "Anastilose I"

 

∩ (intersectiō) tem novo vídeo para "Anastilose I"

Esta podia ser uma curta-metragem sobre a beleza do movimento do corpo humano, e é-o sem o ser. 

O novo vídeo para o tema "Anastilose I" retirado do último trabalho curta duração de ∩ (intersectiō) é uma autêntica obra prima num diálogo constante entre a eletrónica, a dança contemporânea e a arquitetura. A música original do EP Purga (o primeiro lançamento do produtor) que aqui se apresenta reeditada num formato encurtado a 5 minutos imune de voz, serve de forma sublime para acompanhar uma performance exorbitante executada pelas dançarinas Carminda Soares e Maria R. Soares

Do primeiro ao último minuto, a inércia e profissionalismo vanguardista advindo da estrutura corpórea das nossas personagens principais capta toda a atenção do espectro visual, seguindo-se acompanhada pela eletrónica experimental e psicologicamente imersiva de ∩ (intersectiō) que nos hipnotiza o espetro auditivo. O resultado - assinado pela diretora Fátima Pinheiro - é tão suave quanto resplandecente e pode visualizar-se na íntegra abaixo.

Recorde-se que ∩ (intersectiō) lançou Purga corria o mês de setembro de 2019. O EP pode ser revisitado juntamente com uma crónica detalhada ao trabalho aqui.

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Colaboração inédita traz Chano Dominguez e Hamilton de Holanda a Espinho

Colaboração inédita traz Chano Dominguez e Hamilton de Holanda a Espinho

Depois de verem os seus espectáculos adiados, Chano Dominguez e Hamilton de Holanda voltaram recentemente à estrada. Primeiro Suíça, depois Luxemburgo e esta sexta-feira, dia 16 de outubro, Portugal. Os dois artistas trazem ao palco do Auditório de Espinho | Academia um projecto inédito e em estreia nacional absoluta. 

Neste primeira colaboração entre Chano e Hamilton, espera-se a simbiose perfeita entre o flamenco e a música brasileira, num momento que vai misturar a tradição e a modernidade com melodias frenéticas e ritmos brasileiros. No meio de tudo isto, o piano e o bandolim serão as estrelas da noite.

Chano Dominguez e Hamilton de Holanda são dois ícones da improvisação e juntos contam não só com dois Grammys Latinos e 16 nomeações, como também com colaborações com músicos como Paco de Lucia, Wynton Marsalis, Herbie Hancock, Chick Correa, Chucho Valdes, Dave Matthews, entre muitos outros. 

Os bilhetes estão à venda em www.musica-esp.pt ou na bilheteira do Auditório de Espinho | Academia.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Fotogaleria: ATA OWWO + GUILLIO [Guimarães noc noc]

 Fotogaleria: ATA OWWO + GUILLIO [Guimarães noc noc]

O festival Guimarães noc noc ocorreu no fim-de-semana de 3 e 4 de outubro, durante o qual a cidade recebeu uma série de artistas de diferentes áreas, passando pela música, o vídeo e a pintura. Estivemos lá no primeiro dia, onde assistimos ao concerto do duo eletrónico e experimental ATA OWWO + GUILLIO, autores de um dos nossos álbuns preferidos do primeiro semestre deste anoSongs for Green Tea and Peppermint Pope

A banda apresentou o álbum de forma muito interessante, utilizando uma grande diversidade de instrumentos e dispositivos, incluindo sintetizadores, mesas de mistura, guitarra, baixo e vários instrumentos de percussão. Superando os problemas técnicos que surgiram, os ATA OWWO + GUILLIO brilharam ao trazer Songs for Green Tea and Peppermint Pope, fruto de um processo de improvisação, para um contexto de performance ao vivo.

Texto: Rui Santos
Fotografia: Francisca Dores

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STREAM: EVAYA - Intenção

STREAM: EVAYA - Intenção

Foi hoje lançado o EP de estreia da produtora, compositora e cantora portuguesa EVAYA, intitulado Intenção.

A artista usa elementos pop combinados com música eletrónica, composta por sons que a rodeiam no dia-a-dia. EVAYA tenta dar a mão ao ouvinte, para que este a acompanhe numa viagem onde aborda temas como a natureza, a guerra, a paz e a esperança. Enquanto procura despertar neste o interesse de se tornar íntimo com a dinâmica das suas emoções.
 
EVAYA apresenta-se ao público com um trabalho conceptual, em que o registo vocal terno se envolve amiúde com uma melodia eletrónica, formada pela heterogeneidade de sons do quotidiano da artista. Os conceitos de intenção guiada pelas emoções, progresso pessoal e a atual dinâmica de grupo vivida mundialmente, são temas que se encontram intrinsecamente presentes nas músicas de EVAYA.


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