sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Banda sul-africana PXLS lança novo vídeo "I Spy"

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A banda PXLS, oriunda de um sótão algures em Somerset West na África do Sul e com uma sonoridade que engloba as sonoridades do rock psicadélico e do post-punk, lança o seu mais recente videoclip para a sua faixa “I Spy” originária do seu EP 1/3

A música “I Spy” assume-se desde cedo como uma música obscura e inconformista, como designado pelo vocalista, guitarrista e liricista Neil Buchner, que descreve um episódio traumático resultante de um episódio menos feliz da sua vida, no mínimo. O videoclip da faixa vai mais além para ilustrar esse mesmo estado de espírito, com uma narrativa envolvendo uma personagem (representada pelo guitarrista principal da banda) que passa por uma espiral descendente que culmina num confronto final com os seus demónios internos, e que aborda temas como isolação social, auto-rejeição e o que é fundamentalmente uma crítica da hegemonia masculina disfuncional, e com o aspeto visual da mesma trazendo à memória filmes mais surreais e que não destoariam de um filme mais Lynchiano. 


Além deste seu novo vídeo, a banda tem planos para lançar o seu novo EP no início do próximo ano. Até lá, fiquem com os dois EPs lançados até agora - entre o ano passado e este que está prestes a findar.


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Rádio SBSR.FM Em Sintonia | Altice Arena | 17 e 18 de dezembro

Apesar de todos os constrangimentos do contexto atual, a música não pode continuar parada e é importante manter viva a tradição da realização de um festival de outono/inverno, sobretudo numa altura em que é urgente devolver o trabalho aos músicos e restantes profissionais das áreas do entretenimento e do espetáculo. Assim, na impossibilidade de realização, este ano, do Super Bock em Stock, o Rádio SBSR.FM Em Sintonia surge como uma alternativa. Este evento terá lugar nos dias 17 e 18 de dezembro, no Altice Arena, em Lisboa, com uma programação inteiramente dedicada à música nacional, com concertos a decorrer em três palcos diferentes, podendo o público circular entre os vários espaços, com plateias com lugares sentados, cumprindo todas as normas e orientações da DGS.

O Rádio SBSR.FM Em Sintonia abre ainda um espaço de debate, reflexão e partilha de ideias e experiências, com o ciclo de conferências “A Indústria da Música no Contexto Atual”. Neste cenário de pandemia provocada pelo COVID-19, com fortíssimos impactos na Cultura e, em particular, na indústria da Música, urge encontrar respostas e soluções para o futuro próximo. 

O bilhete para este festival é um passe único, que deverá, obrigatoriamente ser trocado por pulseira, nos postos localizados no interior do Altice Arena, a partir do dia 16 de dezembro. A pulseira dará acesso a todos os concertos em todas as salas, sempre de acordo com a respetiva lotação. 

Em todos os espaços, os lugares serão sentados, devidamente espaçados e higienizados, em consonância com as normas de segurança atualmente em vigor. Assim, no Palco Super Bock (palco principal do evento), o espectador deverá ocupar o lugar que lhe é destinado, selecionado no momento da compra, e que está inscrito no bilhete. As restantes salas são de acesso limitado à respetiva lotação, com plateia sentada, sem lugares marcados. 

Os bilhetes (30 euros até 16 de dezembro e 35 euros nos dias do evento) encontram-se à venda na meoblueticket.pt, ABEP, Bilheteiras da Altice Arena, rede Pagaqui, FNAC e em bilheteira.fnac.pt, Worten, Phone House, ACP, El Corte Inglês, Turismo de Lisboa.

Mais informação sobre horários e programação aqui

Fonte: Rádio SBSR.FM

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Salomé Lamas, Casper Clausen e Ricardo Toscano no arranque de 2021 do gnration


A nova instalação de Salomé Lamas e o concerto de apresentação do disco de estreia a solo de Casper Clausen são alguns dos destaques do arranque de 2021 no gnration. A programação do bimestre janeiro-fevereiro do centro cultural de Braga foi anunciada esta quinta-feira e conta ainda com espetáculos de Ricardo Toscano, Chão Maior e Surdina

Para o segundo bimestre de 2021, o gnration tem já a presença confirmada de Kali Malone. A compositora norte-americana regressa a Braga depois de duas datas adiadas, tendo agora espetáculo agendado para 6 de março. No dia anterior, 5 de março, Malone passará pela Igreja St. George, em Lisboa, a convite da Galeria Zé dos Bois.

O programa arrancará com um dos temas fortes de 2020: racismo e discriminação racial. Depois de Selma Uamusse, Cristina Roldão e Lúcia Gomes, o artista multidisciplinar angolano Januário Jano é o próximo convidado do ciclo de conversas e cinema De que falamos quando falamos de racismo. A conversa, que decorrerá online, a partir do canal YouTube do gnration, acontecerá a 9 de janeiro. Um dia antes, a 8, o ciclo exibirá o filme “Tabu”, do cineasta português Miguel Gomes

Na música, o programa para os meses de janeiro e fevereiro dará a conhecer Better Way, disco de estreia a solo de Casper Clausen, a voz dos dinamarqueses Efterklang e parte dos Liima. Casper Clausen estará em residência artística no gnration, onde desenvolverá o espetáculo centrado no álbum que apresentará ao vivo a 16 de janeiro.

A 30 de janeiro, o saxofonista português Ricardo Toscano apresentar-se-á em quarteto, formado por João Pedro Coelho, Romeu Tristão e João Pereira, para interpretar A Love Supreme, do americano John Coltrane. Chão Maior, ou a super formação composta por Yaw Tembe, Norberto Lobo, Ricardo Martins, Leonor Arnaut, João Almeida e Yuri Antunes, vão a Braga integrar uma residência artística que culminará numa apresentação ao vivo a 13 de fevereiro. 

O ciclo que promove a criação artística local, Trabalho da Casa, receberá em fevereiro Homem em Catarse, projeto a solo de Afonso Dorido, do coletivo post-rock Indignu. A apresentação do trabalho desenvolvido em residência acontecerá no dia 20 de fevereiro. O programa de música encerra a 26 de fevereiro com a apresentação de “Surdina”, cine-concerto com música original de Tó Trips e filme do cineasta Rodrigo Areias

No programa expositivo, Salomé Lamas é a nova convidada do Scale Travels, programa que alia arte e nanotecnologia, cruzando arte, ciência e tecnologia, e desenvolvido em parceria com o INL – Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia. De 30 de janeiro a 15 de maio, a cineasta e artista portuguesa apresentará Gaia, trabalho resultante de residência artística e onde dará a conhecer uma obra do seu último projeto multidisciplinar Extraction: The Raft of the Medusa (2019/2020), em simultâneo com duas novas produções de Gaia

Já no outro espaço expositivo do gnration, a artista portuguesa Joana Chicau e o artista norte-americano Renick Bell apresentam The stage is (a)live, instalação baseada na web e que trabalha as interações entre dançarinos algorítmicos que colocam em movimento uma infinidade de peças de áudio e de elementos visuais. A instalação poderá ser vista de 16 janeiro a 3 de abril e tem acesso gratuito.  

Na dança, o coreógrafo e bailarino português Francisco Camacho desenvolverá, em contexto de residência artística, Viagem Sentimental. Desenvolvido no âmbito do Guelra, laboratório de dança realizado em parceria entre o gnration e a Arte Total, o resultado final será apresentado a 27 de fevereiro. 

Os bilhetes para o programa de jan-fev podem ser adquiridos em bol.pt, balcão gnration e locais habituais.

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ATŌMI procura responder aos mistérios do universo com ARMØNIA


ATŌMI é um projeto da autoria de Lorenzo Setti, compositor italiano que só mais recentemente se apresentou sob este pseudónimo. Setti é um baterista com um currículo bem vasto e a sua experiência, tanto ao vivo como em estúdio, fala por si, tenho tocado na Europa e nos EUA em concertos de abertura de Richie Ramone, Tre Allegri Ragazzi Morti, Man Lifting Banner e Ricky Rat. Foi apenas no ano de 2016 que Lorenzo Setti deu os primeiros passos no mundo da produção eletrónica, recorrendo ao nome artístico 7he Alien, com o qual lançou a banda sonora The Dionysus’ Hill. ATŌMI surgiu um pouco mais tarde, um modo do produtor procurar responder ao fascínio humano pela interconexão entre o universo e a vida humana.

Sob o signo de ATŌMI o artista desenvolveu instalações, banda sonoras e performances audiovisuais em tempo real, em colaboração com equipas de engenheiros, artistas visuais, arquitetos e programadores. O seu trabalho colaborativo chegou mesmo a ser exibido em festivais como Creative Code Festival at Lightbox NYC, Graphic Days Torino, SeeYouSound, Algoritmi e La Capsula Milano.

Em setembro foi editado com o selo da editora japonesa Jikken RecordsARMØNIA, o primeiro de três EPs conceptuais que o produtor está a preparar. Constituídos por cinco temas, este EP destaca-se também por oferecer um trabalho audiovisual a cada um desses temas. Os vídeos foram compostos por cinco artistas diferentes - Alessandra LeoneCarlo FanchiniChiara De MariaMatteo Gatti e Stefano Benatti – maximizando a sensibilidade sensorial de ARMØNIA. A capa enigmática do EP é da autoria de Serjan Burlak.

A ciência, as escrituras antigas e as frequências ressonantes retiradas das órbitas do sistema solar são o núcleo e principais influências de ARMØNIA. Nesta viagem a Filosofia e os simbolismos aliam o consciente ao subconsciente, promovendo a criação de atmosferas ora oníricas, ora sombrias.

ARMØNIA está disponível no Bandcamp da Jikken Records e pode ser escutado na íntegra em baixo.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Compositor Harold Budd morre aos 84 anos


Morreu Harold Budd, compositor americano e um dos pioneiros da música ambiente. A notícia foi confirmada esta quinta-feira por Robin Guthrie, dos Cocteau Twins, no seu perfil de Facebook. As causas da morte ainda não são conhecidas. Tinha 84 anos.  

Nasceu em 1936, em Los Angeles, e demonstrou desde cedo um amor pelo jazz e pela “cultura negra que [o] libertou do estigma de não ir a lugar nenhum numa cultura sem esperança", tendo atuado como baterista numa banda regimental ao lado do saxofonista Albert Ayler

Estudou educação musical na Universidade do Sul da California, onde começou a compôr peças minimalistas influenciadas pelos trabalhos de John Cage, Morton Feldman e Mark Rothko. A sua técnica de tocar piano, altamente atmosférica, ficou conhecido por “pedal suave” (soft pedal em inglês) e rejeitou qualquer noção de rótulos para catalogar a sua música.

Em 1978 edita The Pavilion of Dreams, o seu “nascimento como um artista sério”, contava em 2014 ao The Guardian, assinalando o início de uma proveitosa relação com o britânico Brian Eno, produtor do álbum. O par compôs Ambient 2: The Plateaux of Mirror, em 1980, continuando a série ambiental que Eno começara com o anterior Music for Airports, em 1978. O seminal The Pearl chegou quatro anos depois, em 1984, e uniu a dupla ao produtor canadiano Daniel Lanois.  

Em 1986 colabora com os históricos Cocteau Twins em The Moon and the Melodies, dando início a mais uma longa e proveitosa parceria com o músico e compositor escocês Robin Guthrie (o seu mais recente álbum em conjunto, Another Flower, saiu no passado dia 4 de dezembro). Os dois compuseram também a banda sonora para dois filmes de Gregg ArakiMysterious Skin, de 2005, e White Bird in a Blizzard, de 2014.  

Harold Budd colaborou também com Andy Partridge (XTC), John Foxx (Ultravox) e Jah Wobble (P.I.L.). Uma retrospectiva do seu trabalho, Wind in Lonely Fences 1970-2011, foi lançada em 2013.   


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Gary, Indiana metem psicotrópicos e noise em "Nike of Samothrace"

Gary, Indiana metem psicotrópicos e noise em Nike of Samothrace
© Will Shields


Depois de se terem estreado em janeiro com o poderoso "Berlin" e, posteriormente, lançado o ritmado "Pashto" em março, os Gary, Indiana regressam este mês com "Nike of Samothrace", o terceiro tema de carreira que coloca o trio sediado no Reino Unido no ponto de foco das novas atrações do cenário underground a colocar em vista no próximo ano. O mérito vem da energia contagiante e brutal que extasia quem a sente.

Scott Fair e Valentine Caulfield - os membros fundadores - conheceram-se no Aatma, um local no coração da próspera cena musical DIY de Manchester, quando as bandas de ambos dividiram palco. O estilo poético e visceral da voz de Caulfield - cantado em francês, a sua língua materna - ficou na mente de Fair e quando ambos os projetos terminaram, alguns meses depois, os dois começaram a discutir ideias. Com o objetivo de capturar e distorcer um pouco da emoção que os rodeava a dupla encontrou uma terceira peça que faltava, a percussão de Liam Stewart (Lonelady). O resultado entrega músicas de mixagem mínima, gravadas deliberadamente em espaços industriais de intensidade crua e a refletir as idiossincrasias dos membros.

Ainda nos estágios iniciais da carreira, no novo "Nike of Samothrace" os Gary, Indiana apostam em atmosferas sonoras em constante evolução situadas entre a amálgama perturbante da música noise, o fardo existencial do post-punk e os efeitos psicotrópicos do movimento psych. O resultado certamente será do agrado de bandas como Girl Band, Housewives ou Giant Swan e pode escutar-se abaixo.


"Nike of Samothrace" foi editado no passado dia 1 de dezembro pelo selo Fire Talk. Podem comprar a versão digital aqui. O disco de estreia da banda deverá dar à costa no outono de 2021.

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Mercúrio Vermelho: Jonathan Uliel Saldanha apresenta nova instalação no Teatro Rivoli


Mercúrio Vermelho, o mais recente projeto de Jonathan Uliel Saldanha, será apresentado no Teatro Rivoli nos próximos dias 10, 11, 12 e 13 de dezembro. Este será o primeiro momento  que o criador — também conhecido como um dos fundadores dos coletivos SOOPA, HHY & The Macumbas e Fujako — propõe enquanto artista associado do Teatro Municipal do Porto (TMP), iniciando assim um novo processo de colaboração ao longo de duas temporadas. 

Mercúrio Vermelho é uma performance/instalação que convida o espectador a percorrer uma “paisagem sintética, um percurso acústico e plástico que segue o delírio pela extração de metais preciosos e evoca múltiplas histórias, mitos e teorias da conspiração", revela-se em comunicado. O projeto começou a ser filmado em Kampala, no Uganda, e intensificou-se quando o artista se viu impossibilitado de regressar a Portugal devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19. 

Jonathan Uliel Saldanha sucede assim o coreógrafo Marco da Silva Ferreira e o encenador Jorge Andrade (mala voadora), que foram os primeiros artistas associados do TMP, nas temporadas 2017/2018 e 2018/2019, respetivamente. 

Mercúrio Vermelho pode ser visto na próxima quinta-feira, dia 10 de dezembro, entre as 17h00 e as 21h40, e na sexta-feira, dia 11 de dezembro, entre as 17h00 e as 20h40. Ao sábado e domingo, dias 12 e 13 de dezembro, o espetáculo realiza-se entre as 10h00 e as 12h00. As sessões decorrem de 40 em 40 minutos e têm uma lotação máxima de 5 pessoas. Haverá ainda uma extensão virtual de Mercúrio Vermelho, que estará disponível online através do site do TMP. 

Os bilhetes encontram-se disponíveis para compra no balcão do TMP e possuem o custo de 7 euros.


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A pop melancólica dos Time For Dreams recebe novo capítulo em 2021

A pop melancólica dos time for dreams recebe novo capítulo em 2021

A dupla australiana Time For Dreams lança no próximo ano o seu segundo registo longa-duração, Life of Inhabitant, um disco que retrata as atmosferas frígidas, de isolamento e dramatismo presentes no espaço circundante às encostas baixas de Geboor/Mt Macedon, onde gravaram o álbum, no inverno de 2019. Numa proposta bem mais sombria e desidratada que no disco de estreia In Time (2017, it records), o novo registo é um produto do desejo de Amanda Roff e Tom Carlyon em criar uma sonoridade romântica enaltecida por linhas melancólicas que contextualizasse as ruínas do apocalipse cada vez mais próximo.

Depois de terem lançado o tema "New Conflit Dream", em outubro passado, os Time For Dreams revelam agora os detalhes do novo longa-duração com "A World Of Your Own", uma balada cristalina em câmara lenta. Sobre o novo tema Amanda Roff afirma que: "Esta música é sobre solidão e miséria, gelo e geada sobre (...) os sons desconhecidos de uma floresta de pinheiros à noite. Originalmente intitulado "The Watchmaker" pela sua estrutura de carrossel, a composição perdurou por anos, não na caixa de entrada, mas também não exatamente na caixa de saída, até que uma noite sozinha na floresta a letra apareceu na minha cabeça completa. O Tom fez um overdub do seu piano (...) preparado com toalhas de linho para a textura, e usou um harmonizador e eco de fita para fazer a outra voz, uma versão de mim, a minha amiga imaginária".

O novo tema que ganha corpo na beleza inerte da pop melancólica foi apresentado na passada quinta-feira (3 de dezembro) através de um trabalho audiovisual dirigido pela diretora criativa australiana, Mariana Jocic, que filmou a peça nos ambientes sonhadores presentes na Grécia e em Berlim, onde se encontra a morar. O resultado pode visualizar-se abaixo.


Life of the Inhabitant tem data de lançamento prevista para 26 de fevereiro em formato vinil, CD e digital pelo selo australiano it Records. Podem fazer a pre-order do disco aqui.


Life of the Inhabitant Tracklist:

01. New Conflict Dream 
02. Designing The New World 
03. Life of the Inhabitant 
04. A World of Your Own 
05. A Million Miles 
06. Death to All Actors 
07. Sento 
08. Outside The Citadel

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Jeff Clark's - "Welcome To The Night" (video) [Threshold Premiere]

Jeff Clark's - Welcome To The Night (video) [Threshold Premiere]


Eight months after releasing the Miserable Star EP Jeff Clark's is back with a new music video for "Welcome To The Night", a vigorous mix of extensive darkwave and bombastic rhythms ready to conquer the gothic dancefloors. Since 2017 Charly Loyer (compositions, arrangements, vocals, and live guitar) and Guillaume Jean (live bass, arrangements) have been developing dark, cold, and hypnotic atmospheres through luminous sound energy that offers us a new vision of the modern world. Influenced by the 80's soundscapes explored by names such as The Soft Moon, She Past Away or Skeleton Hands, Jeff Clark's manages to create their distinct vibe through an additive electronic approach.

The new video for "Welcome To The Night" comes as an aperitif to promote the launch of Jeff Clark's EP Collection, a release that incorporates the two previously released EP's and that will be available to be consumed this Friday. Directed by Yann Ledos, the audiovisual work reflects the hypnotic and haunting textures designed in the single, in a painting scene dominated by nocturnal and mystical atmospheres. The spectator is, therefore, immersed in an atmosphere where love is like a trap, a pact that the narrator finds hard to break, a judgment of your story by others that no one can escape. You can watch the full thing first-hand below.


Jeff Clark's started exploring these dark, cold, and hypnotic atmospheres with the debut EP Confused (2017) but it was with Miserable Star, their first effort, that their name gained some emphasis in the underground European scene. Now the duo is compressing the two EP's in a single edition that hits the shelves at the end of this week. The edition can be previewed in the teaser below.


Jeff Clark's EP Collection is out this Friday, December 11th through Manic Depression Records in digipack format. You can pre-order the release here.


Jeff Clark's EP Collection Tracklist:

01. Coming war 
02. K2000 
03. Romeo and Juliet 
04. Confused 
05. Blank 
06. From Earth to Mars 
07. Welcome to the night 
08. Miserable star 
09. Man watching

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Os Future Faces estão a preparar um futuro promissor na cena dark

Os Future Faces estão a preparar um futuro promissor na cena dark


Três anos após a edição do EP Revolt (2017) os suíços Future Faces regressam à ação com Euphoria, o seu primeiro esforço longa-duração que culmina o período de dois anos investidos na composição, gravação e produção do trabalho. O trio composto por Alexandre Muller (HEX, Equus), Matthieu Baumann (Elizabeth, Capital Youth) e Eduardo Garcia (Equus) traz agora à calha a sua força vigorosa na criação de sons escuros, recheados por guitarras pontilhadas, uma percussão crua e uma atitude confiante que se posiciona nos campos da coldwave, post-punk e dark synth

Se em Revolt já era notório um traço promissor na sonoridade esculpida pelo grupo, neste Euphoria essa constatação evidencia-se essencialmente no single que serve de apresentação ao disco, "Enter Life". O novo tema, que conta com o trabalho vocal de Marc Dwyer (Buzz Kull), foi apresentado esta sexta-feira (4 de dezembro) juntamente com um trabalho audiovisual que revive alguns cortes das gravações de arquivo do filme The Other Side Of The Wind, original de Orson Welles. Segundo a banda, a escolha deste material resultou por integrar a intensidade que bem representa o ambiente de "Enter Life" - um tipo de energia sexual sem quaisquer imagens de sexo.


Mais maduros que em Revolt, no novo Euphoria os Future Faces registam oito canções de personalidade muito própria, que integram em sintonia guitarras exuberantes, camadas de sintetizadores etéreas, um baixo propulsor e enublado, numa produção polida. Euphoria começa logo a surpreender no tema de avanço "Radiant", onde a delicadeza da produção mostra um contraste com a abordagem mais crua de outrora e é enaltecida pela voz suave de Alexandre Muller. No mesmo campo sonoro continuam com a balada imersiva "Billion Years", onde colocam em evidência uma aura sofisticada no som que produzem. De volta aos temas mais estimulantes podemos encontrar "Halcyon" - uma injeção de adrenalina das trevas -; e "Shallow" - a colocar em ponto de foco sintetizadores emotivos e guitarras desbravadas. Já nos minutos finais Euphoria adquire uma tonalidade mais sombrias com "Old Desires", mais uma dais faixas de destaque do disco a surpreender pelo seu dinamismo e riqueza de composição.

A edição digital de Euphoria já se encontra disponível para audição na íntegra abaixo. O novo disco contará ainda com uma edição em vinil e CD com data de lançamento previsto para 17 de fevereiro e co-edição assinada pela Throatruiner Records (pre-order aqui), Fer De Lance (pre-order aqui) e Roosevelt Records (pre-order aqui). 


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domingo, 6 de dezembro de 2020

STREAM: Selfishadows - Again

STREAM: Selfishadows - Again


Os sintetizadores sonhadores e os sons badalados tomam primazia em Again, o mais recente disco de Selfishadows. Através de uma sonoridade bastante assimilável e acolhedora o produtor e compositor italiano aposta numa sintaxe de improviso onde distila riffs de guitarras num mundo profundamente cintilante. O novo disco chega às prateleiras três anos após Recalling (2017) e camufla onze temas profundamente dinâmicos no mesmo produto de consumo. Em Again o projeto a solo de Daniele Giustra cria uma mistura hábil de sintetizadores badalados, batidas eletrónicas e uma atmosfera krautpop que vai beber influências à coldwave francesa. O resultado é um álbum profundamente suave, facilmente assimilável e com umas pérolas mais ritmadas, prontas para se fazerem dançar.

Com uma paixão vincada pelos instrumentos analógicos Selfishadows abraça no novo disco a quietude como expressão do movimento. Desde os primeiros segundos de "A Way to Cry", às últimas instâncias estimulantes de "Waiting in Trouble", é sempre constante aquela sensação de nostalgia contemplativa que conduz a uma vontade itinerante de ação. Além do trabalho instrumental este novo Again também adquire uma marca distintiva pela voz "terapêutica", seca e minimalista que Giustra tão bem emana nas canções que compõe. Do disco forte destaque para temas como o apaixonante "Away", o post-punk revival de temas como "Illusions" ou "Tried in Fire", a onda sonhadora de "Sometimes" - a trazer à memória nomes como Black Marble ou Motorama - e a desafiante "Untitled" (cujo trabalho audiovisual pode consultar-se aqui). O disco pode consumir-se na íntegra abaixo.

Again foi editado este sábado (5 de dezembro) em formato vinil e digital pelo selo Manic Depression Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.



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STREAM: Scenius - Enough Fears

STREAM: Scenius - Enough Fears


Os Scenius - dupla cross-channel composta pelo produtor britânico Steve Whitfield (The Cure, The Mission, Yann Tiersen) e o cantor francês Fab Nau - estreiam-se este mês nas edições longa-duração de estúdio com Enough Fears, disco com foco na exploração das camadas eletrónicas da synthpop e perpetuação dos sintetizadores vintage e máquinas de ritmo como parafernália instrumental. Por trás está um currículo bastante experienciado e com fortes vínculos à comunicação de nomes clássicos como Kraftwerk, Brian Eno, New Order, Depeche Mode, bem como os mais contemporâneos LCD Sound System ou Boards Of Canada. Em Enough Fears os Scenius apresentam-nos uma eletrónica angular que coloca o ouvinte em suspensão ao longo das 11 faixas que o desenvolvem. O disco caracteriza-se ainda por possuir letras em inglês e francês que enquadram muito bem a atraente combinação de dark-pop com linhas de baixo pulsantes, batidas eletrónicas vibrantes e vocais delicados.

Enough Fears começou por ver o seu primeiro esboço corporal em "Wild & Wooly", tema lançado em abril passado onde a dupla tecia o seu primeiro esforço na dimensão espacial da eletrónica moderna. Numa abordagem minimal, ainda assim de desenvolvimento rico, os Scenius mostravam já uma certa atitude de interesse. Um mês depois, em maio, ouvia-se a balada "Held" posicionada bem longe do estimulante "Darkest Lines", que lhe viria a dar sucessão em junho. Sem se deixarem prender a uma abordagem estática os Scenius apostam num material sonoro que ganha corpo e robustez pelo dinamismo que o caracteriza. Além dos já mencionados temas em Enough Fears destacam-se faixas como "Some of Your Nights", ou o provocante "Like Our Bones", mas podem sempre encontrar outras evidências ouvindo o disco na íntegra abaixo.

Enough Fears foi editado esta sexta-feira (4 de dezembro) em formato CD e digital pelo selo MMXX Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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O novo disco de Nero Kane retrata o lado mais doce e negro da folk

O novo disco de Nero Kane retrata o lado mais doce da folk


O compositor italiano de dark-folk Nero Kane regressou em outubro passado às edições e estúdio com Tales of Faith and Lunacy, o seu segundo disco de estúdio a chegar às prateleiras dois anos após a edição de Love In A Dying World (2018). No novo trabalho, composto por sete temas inéditos, o compositor aposta em foça nas sonoridades intimistas, minimalistas e decadentes, onde voz e guitarra combinam as suas raízes europeias juntamente com o som do deserto americano num disco repleto por visões emocionais. Numa música fortemente suspensa e crepuscular, Nero Kane aposta vigorosamente na exploração de uma folk psicológica distante, perdida e congelada, embora sempre bela e rica em poesia instrumental. O álbum foi lançado juntamente com um filme experimental rodado na Califórnia pela artista visual, performer e cineasta italiana Samantha Stella - que se junta a Nero Kane no set ao vivo, na voz secundária e sintetizadores - mostrando-se um absoluto deleite para quem procura sonoridades de dimensões mais calmas.

Desde que "Lord Won't Come" entra no posto de escuta até às linhas finais de "Angelene's Desert", Tales of Faith and Lunacy apresenta-nos uma história visionária com um toque cinematográfico, numa viagem atemporal entre espiritualidade e paixão repleta em paisagens desérticas e influências místicas europeias e medievais. O disco, que se pode consumir na íntegra abaixo, aporta uma personalidade feita para apelar a fãs de nomes como A Dead Forest IndexNick Cave ou Johnny Cash e ainda os apreciadores do trabalho cinematográfico de artistas como Béla Tarr, Wim Wenders, Jim Jarmusch ou Cormac McCarthy.

Tales of Faith and Lunacy foi editado oficialmente a 30 de outubro em formato vinil, cassete, CD e digital pelos selos Nasoni Records (vinil), BloodRock Records (CD) e Anacortes Records (cassete). Podem comprar a vossa cópia aqui.


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Ramos Dual & Yul Navarro lançam novo disco no próximo ano

Ramos Dual & Yul Navarro lançam novo disco no próximo ano


Ramos Dual (bateria, samples e vozes) e Yul Navarro (theremin, delay, sintetizadores e vozes) regressam às edições de estúdio no próximo ano com Arrastramos Sombras, disco do qual já são conhecidos dois temas de antemão, embora ainda não tenham sido revelados pormenores adicionais. Depois de em julho passado terem colocado cá para fora "Igual mi corazón puede volverse oscuro", a dupla espanhola regressou à ação em outubro com "Estamos llenos de gracia", tema que volta a vincar a fidelidade do grupo aos sons industriais e à darkwave ritmada embora num terreno mais próprio, influenciado por algumas correntes estéticas da música noise e techno

No novo tema Ramos Dual e Yul Navarro combinam perfeitamente a eletrónica mais potente com a sensação de estar enraizado na arte e cultura andaluz, com o objetivo de enfatizar a dualidade do ser humano. De acordo com a nota de imprensa "Estamos llenos de gracia" conta a história de Gabriel - um aluno de seis anos -, que trouxe a Ramos Dual uma mensagem desenhada e que imediatamente marcou uma mudança no rumo da sua vida. O novo tema foi apresentado juntamente com um trabalho audiovisual assinado por David Donnier (donniergraphik), Lämpara e Paco Polo, que pode assistir-se na íntegra abaixo.

"Estamos llenos de gracia" foi lançado oficialmente a 30 de outubro, após a estreia de Ramos Dual e Yul Navarro no Red Bull Music. O novo disco, Arrastramos Sombras, tem lançamento previsto para 2021 e contará com a produção e masterização de David Kano (Cycle / Estudio Silence).


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