terça-feira, 26 de janeiro de 2021

David Bruno e Mike El Nite são David & Miguel em Palavras Cruzadas


David Bruno
e Mike El Nite são David & Miguel em Palavras Cruzadas, o primeiro álbum da dupla que deverá dar entrada no primeiro semestre de 2021, em data ainda a divulgar.

O anúncio foi feito através de um post nas redes sociais de David Bruno, que descreve o duo como "uma ode aos Anjos, a Miguel & André, a Leandro & Leonardo, a Lucas & Matheus (D.E.P.)”. Produzido inteiramente por dB, Palavras Cruzadas contém “temas de amor intensos, com sabor a palhete e cheiro a bar húmido na manhã a seguir à festa”. O álbum conta com Mike El Nite e David Bruno na voz e Marco Duarte na guitarra.

Esta não é a primeira vez que David Bruno e Mike El Nite colaboram. Os dois uniram esforços pela primeira vez em 2014, com o Conjunto Corona, em "Volta no Meu Chapéu", e dois anos depois em "Meio Crocodilo". Em 2019, a dupla juntou-se novamente em "Interveniente Acidental", tema de Miramar Confidencial que deu o primeiro mote para esta promissora sinergia.



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"Ausente" antecipa álbum de estreia de Conferência Inferno


É o primeiro avanço de Ata Saturna, a aguardada estreia dos Conferência Inferno em longa-duração, e assinala o primeiro lançamento do grupo, atualmente formado por Francisco Lima, Raúl Mendiratta e José Miguel Silva, pela portuense Lovers & Lollypops. Chama-se "Ausente", é um dos oito temas que formam o LP e já pode ser escutado nas várias plataformas digitais.

Depois da receção calorosa de Bazar Esotérico, EP de estreia que o então duo editou em 2019 (e um dos melhores lançamentos desse ano para a nossa redação), o novo trabalho dos Conferência Inferno, hoje um trio, promete uma viagem arqueológica pelo tecido alternativo da contra-cultura portuense. Ata Saturna está agendado para sair no dia 5 de fevereiro e o seu primeiro avanço, "Ausente", é um comprimido punk feito de sintetizadores onde o pulso motorik da kosmische alemã se cruza com os ensinamentos das melhores escolas da Nova Iorque da década de 70.

Ata Saturna encontra-se disponível para compra antecipada no Bandcamp da Lovers & Lollypops, que garante, até à data de publicação, a sua edição em formato exclusivamente digital.


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

A MERA celebra o arranque do ano com o lançamento do segundo volume de Mind Disorder

A MERA lança segundo volume de Mind Disorder

A label MERA celebra o arranque deste ano com o lançamento do segundo volume de Mind Disorder. Uma compilação que, à semelhança do seu precedente, reúne uma série de artistas relevantes no panorama da música eletrónica nacional, e sublinha a autenticidade e honestidade do trabalho de cada um.

Mind Disorder: Vol. II leva-nos de volta para o ambiente dancefloor naquilo que é um conjunto ambicioso de faixas. Distinguindo-se pela multiplicidade e complexidade de linguagens apresentadas, este disco demonstra bem a riqueza da música eletrónica a ser produzida atualmente no nosso território. Esta compilação celebra, na verdade, não só mais um virar de ano - e que ano foi! -, como também a força que mantém vivo o espírito dos músicos que continuam um projecto artístico em tempos difíceis e incertos. Querem, por isso, comemorar com uma renovada alegria, a participação de cada um deles.

Mind Disorder: Vol. II conta com faixas de £¥€$, мій хлопчик, Acidic Male, André Miranda, Assafrão, Cowshiftz, Dust Devices, Foresight, Hangloser, Ian Evo, Kara Konchar, Liquid feat Ghetthoven, Lrrnnn, Luar Domatrix, Otsoa, Rita Maomenos x Acidic Male, Silvestre, Simulated Systems, Valody, Vitor Saguanza, VSO e Wushta.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Bored at My Grandma’s House anuncia lançamento de segundo EP


Sometimes I Forget You’re Human Too é o segundo EP de Bored at My Grandma’s House, com lançamento previsto para 5 de fevereiro a partir da Clue Records

Conduzido pela jovem britância Amber Strawbridge, de 19 anos, este projeto começou como um mero método por parte da artista de passar o tempo enquanto estava, literalmente, aborrecida em casa da sua avó. Todavia, acabou por crescer de forma gradual ao longo do ano passado, tendo lançado o seu primeiro EP – Isolation Tapes – e assinado com a Clue Records, sendo este segundo EP o primeiro grande sinal de vida desta parceria.

A gravação desta obra é esmagadoramente caseira e feita pela própria artista. Os retoques em estúdio são cortesia de Alex Greaves. Esta mistura de caseiro-estúdio intenciona criar uma sonoridade bastante lo-fi mas clara e limpa, fundindo géneros como shoegaze e o indie pop e lembrando nomes como Alvvays, Clairo, Slowdive e Wolf Alice. Todo este processo acaba por remeter àquilo que a própria artista vê como “o teor terapêutico” dos aguaceiros de um chuveiro, que “dão tempo para refletires sem a influência do exterior”. 

"Showers" é um dos singles já disponíveis em todas as plataformas streaming. Partilhamos, abaixo, essa faixa, junto do seu vídeo oficial.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

"Night Shifts" é o primeiro single dos The Vaults


Foto: Joana Rita

Com uma estética low-fi e premente de influências que nos levam ao início do novo milénio, The Vaults são a mais recente colheita a brotar da bucólica paisagem minhota e trazem consigo a maior confusão das suas vidas. Sim. Leram bem. A maior confusão das suas vidas.

Vidas entrelaçadas por trabalhos, desgostos amorosos e saltos temporais ganham dimensão de compêndio pessoal acabando por contar histórias que são mais nossas do que deles. O resultado? Um rock em constante ebulição que promete derreter corações e pistas de dança à sua passagem. 

"Night Shifts" é o primeiro single, enquanto o mundo gira e (re)adapta-se às novas realidades. É também o cartão de visita para o cancioneiro-mundo de Gil Silva, Eduardo Silva, João Araújo e Renato Costa que, abrindo os seus cofres de canções de bolso, romantizam toda esta grande obra a que chamamos vida.

Com lançamento agendado para setembro de 2021, o primeiro álbum de originais dos The Vaults promete ser o melhor motivo para sabermos olhar para trás quando queremos seguir em frente.

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É com “liberdade emocional” que se pinta o videoclipe do último single de MIDRA

É com “liberdade emocional” que se pinta o videoclip do último single de MIDRA

É com a certeza de que o tempo cura tudo que MIDRA abre o capítulo de 2021 na Supernova. O seu último single “Ser Feliz” recebe agora um videoclipe dirigido por Lucas Ferreira e com atuação de Mariana Cardoso. Já disponível no Youtube, apoia-se no “bordão utilizado com tanta força e presença por pessoas abusadas em qualquer nível: não é não”. 

Em nota enviada às redações, sabemos que a paisagem se pinta com as cores da “liberdade emocional” em São Paulo. Nesta nova dimensão “audiovisual, o tema da canção, que é sobre relacionamentos abusivos e superação, ganha um guião impactante e sensível”. 

Redigida em colaboração com Lucas Ferreira, a história acompanha “uma garota que resolve colocar um basta à sua relação tóxica” para se “libertar do companheiro manipulador”. A tingir as filmagens com “planos de câmera ousados”, o vídeo acolhe Mariana Cardoso que se coloca na pele de uma das tantas vítimas de abusadores. 

A banda declara ainda que “as cenas interpretadas por Mariana poderiam ser protagonizadas por muitas outras mulheres e, claro, homens, que se perderam nas vontades dos seus companheiros”. Contudo, “muito além disso, mostram que existe saída”. 

Por trás de MIDRA está Fernando Lima, músico, produtor e compositor nascido em Palmares. Mora em São Paulo desde a infância. A pairar pelo rock alternativo e pela música brasileira, já gravou e participou na banda indie The Cleaners, em Brasília. 

A estreia de MIDRA fez-se em 2018 com o single “Retrato”, homónimo do EP que veio mais tarde a reunir também “Where You Go” e “Um Pouco de Ti”, de 2019. A “subtileza da composição de MIDRA reflete a calma que chega após as tempestades”, tendo sido gravada no Atelier Studio Hataka Studios

Quanto às sonoridades, lê-se que “a subtileza da composição de MIDRA reflete a calma que chega após as tempestades”. Além de combinar “com a liberdade conquistada depois do fim de ligações sufocantes”, a “união de instrumentos orgânicos e eletrónicos” presentes evoca “um ar etéreo, sonhador de um porvir com mais alegrias e menos dores”. 

Ficou prometida uma extended version do vídeo, “na qual é possível acompanhar o desdobramento do guião e da superação da personagem principal”. Até lá, estão quase quatro minutos de viagem à espera nas habituais plataformas de streaming.


Texto: Carina Fernandes

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STREAM: dOISsEMIcARDÍACOSiNVERTIDOS - Cávea

STREAM: dOISsEMIcARDÍACOSiNVERTIDOS - Cávea

Foi por obra de A Besta e Rui Eduardo Pires que o “ciclo (ou círculo) de concertos” Concêntrico pisou o palco da Estudantina de São Domingos de Rana no dia 13 de janeiro de 2018. O último lançamento de dOISsEMIcARDÍACOSiNVERTIDOS traz precisamente o retorno a esse momento. 

Entre “um dueto inesperado” e uma “junção de bandas numa superbanda igualmente inesperada”, nasce Cávea. Aqui, culminam os universos dos elementos do coletivo A Besta, que se juntam “com o único objetivo de tocar anti-rock” ao de dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, ativa banda e coletivo DIY “que tanta terapia ruidosa tem gerado e multiplicado na última década”. 

Cávea tem muitas formas. Além de “espaço reservado à população para assistir a espetáculos”, trata-se também de “um covil, uma jaula onde os nossos monstros aguardam, sedentos, vir cá fora unir esforços e gritar alto”. 

Dos cOLCHEIAS, surgem Boris Nunes no baixo, Desmarques na guitarra e Diogo Vouga na bateria, que fazem esta travessia ao lado de DV na voz e ruído, Pedro Arelo no saxofone barítono e os sintetizadores de Tiago Eira, dos cARDÍACOS. “Continuando as experiências que as duas bandas timidamente buscavam em concertos anteriores”, vieram prever o que “culminou no concerto que uniu as bandas por completo” na SMUP, dia 13 de abril de 2018. 

As sonoridades de cOLCHEIAS e cARDÍACOS residem “entre a imprevisibilidade de música aleatória e a convivência de dois coletivos que muitas vezes falam a mesma língua, em diversos e espelhados dialectos”. E é nesta morada aberta ao público no último 13 de janeiro que os grupos celebram “os dias 13 e o aniversário de três anos desse concerto”. 

O bilhete para esta viagem vem em edição digital d’A Besta em conjunto com a Associação Terapêutica do Ruído, e já está disponível no Bandcamp.


Texto: Carina Fernandes

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Acid Acid e Luís Pestana no Núcleo A70: “O que não fazemos por amor”


2020 foi para todos nós, um ano atípico e bastante penalizador, altamente impactante, pela negativa, para a maioria dos setores da sociedade, em particular para a cultura e para a música ao vivo. 

Neste contexto pandémico e restritivo, regressámos, no início de dezembro, ao Núcleo A70 (Anjos) para um binómio musical, com curadoria da Nariz Entupido. “Desconfinando” com o distanciamento social recomendado e todas as normas de segurança respeitadas, assistimos a dois projetos emergentes: Acid Acid (já conhecido) e à apresentação do primeiro trabalho a solo de Luís Pestana, Rosa Pano, álbum lançado em finais de novembro, com a chancela da norte-americana Orange Milk Records

O final de tarde chuvoso pouco convidava à saída, mas a “fome” de espetáculos ao vivo e a excelência destes projetos prevaleceriam sobre as condições atmosféricas adversas. Acresce o facto do Núcleo A70 ser um espaço acolhedor, alternativo, onde nos sentimos sempre em casa. 


O visual sonoro inicia-se com Luís Pestana (ex-guitarrista dos LÖBO) que nos convida ao passeio “por um imaginário secreto, assobiado de madrugada” com o seu Rosa Pano, álbum considerado por muitos como um dos melhores trabalhos nacionais de 2020. Ouvimo-lo sem pausas, oito temas “que balançam entre a insustentável beleza do drone e as qualidades renovadoras da música tradicional portuguesa” numa “comunhão perfeita entre instrumentação acústica e as técnicas digitais, equilibrando coros e sinos de igreja, instrumentos de sopro e sanfona com a utilização de loops, feedback e samples de ordem vária”

"Ao Romper da Bela Aurora" tem como pano de fundo as vozes de cantares alentejanos fundindo a eletrónica com elementos do folclore português. Durante 45 minutos, Luís Pestana fez-nos viajar na sua atmosfera sonora, oscilando entre a realidade e as nuvens, simbolicamente projetadas em tela, e que se iam formando e esfumando ao longo de cada tema. 




De seguida, Acid Acid (o alter-ego de Tiago Castro) acompanhado, em palco, por Helena Fagundes na bateria, trouxe-nos um universo onde o abstrato anda de mãos dadas com o cosmos, em devaneios surreais, carregado do simbolismo (em forma de projeção) de cenas de filmes do cineasta chileno Alejandro Jodorowsky, que se assumem como verdadeiros “devaneios performativos”. Com Acid Acid, a eletrónica funde-se “com ritmos tribais em que as guitarras psicadélicas dialogam com os sintetizadores”, numa simbiose entre cosmos e xamãs. Neste alinhamento não há interrupções nem há letras. A sensação é de um deleite visual e auditivo, numa celebração que nos remete para cenários alucinogénios e estados de transe. Tiago Castro convoca-nos com a sua música para “um espiritualismo de entendimentos não racionais, de equilíbrios finos”, autênticos mantras psicadélicos progressivos. 


Num momento em que as nossas vidas e a nossa liberdade de movimentos são colocadas novamente em stand by, não quisemos deixar de fazer o registo deste evento que foi, para todos os presentes, uma lufada de oxigénio. 

Um agradecimento especial ao anfitrião, João Castro e ao Núcleo A70 que fizeram acontecer mais uma noite de música de excelência!


Texto: Armandina Heleno
Fotografia e vídeo: Virgílio Santos

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Kai Tak estreia-se com o single "Jalen Rose"

Foi no primeiro dia do ano que Kai Tak, projeto a solo colaborativo do músico e produtor Chris King (Cold Showers) de Los Angeles, apresentou o seu primeiro single "Jalen Rose". Dotado de uma ambiência shoegaze acompanhada por uma batida sincopada, "Jalen Rose" foi escrito através da comunicação eletrónica, via e-mail e mensagens de texto, com o contributo de Adrian Acosta e Jessica Huang, membros dos também californianos Draag.  

Inspirado por passeios noturnos sem rumo pelo bairro de Wan Chai em Hong Kong, bem como pelas memórias da infância do campo de refugiados onde os pais de King eram assistentes sociais, "Jalen Rose" explora temas de ambição e saudade e pode ser escutado em baixo.

Kai Tak, projeto nomeado em honra do antigo aeroporto de Hong Kong, está atualmente a trabalhar no seu disco de estreia, escrito como uma carta de amor sónica à era britânica dos anos 80 e 90 de Hong Kong, o qual contará com colaborações de diversos artistas.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

The Besnard Lakes lançam novo disco no final de Janeiro

The Besnard Lakes Are The Last of the Great Thunderstorm Warnings. É este o título do novíssimo trabalho dos The Besnard Lakes, banda canadiana de Montréal que está preparar o lançamento do seu sexto longa-duração, cinco anos após A Coliseum Complex Museum, a 29 de janeiro, com a chancela colaborativa da canadiana Flemish Eye e da americana Fat Cat Records.

A menos de duas semanas da edição do novo disco, a banda que tem na sua matriz o rock independente pincelado por tendências neo-psicadélicas e oníricas, carregadas de distorção, disponibilizou um novo vídeo místico para o single "Our Heads, Our Hearts on Fire Again", animado por Dr. CoolInicialmente, o single teria sido pensado para a banda sonora do filme de animação Oggy and the Cockroaches e, depois de rejeitada essa ideia, a versão despida de ornamentos que esteve no cofre por vários anos, ganhou uma nova forma. "Our Heads, Our Hearts on Fire Again" é uma ode à lógica, intuição e à capacidade de aprender com o passado.

Além deste single, são também já conhecidos mais dois temas que irão integrar The Besnard Lakes Are The Last of the Great Thunderstorm Warnings, "Raindrop" e "Feuds With Guns", assim como a capa e o alinhamento do disco, disponíveis em baixo.

The Besnard Lakes anunciaram também três performances ao vivo de apresentação do próximo álbum. Os concertos em formato streaming serão transmitidos a 5 de fevereiro, 6 de março e 6 de abril, tendo como hora de ínicio as 7pm EST. Os bilhetes estão disponíveis aqui.


The Besnard Lakes Are The Last of the Great Thunderstorm Warnings

1. Blackstrap
2. Raindrops
3. Christmas Can Wait
4. Our Heads, Our Hearts On Fire Again
5. Feuds With Guns
6. The Dark Side of Paradise
7. New Revolution
8. The Father of Time Wakes Up
9. The Last of the Great Thunderstorm Warnings

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7777 の天使 anunciam álbum de estreia para fevereiro


7777 の天使 anunciaram o lançamento do seu primeiro álbum. Seven Angels assinala a estreia de Swan Palace e DRVGジラ em formato longa-duração e está agendado para sair no próximo dia 15 de fevereiro pela plataforma digital Soul Feeder.

Composto por 10 faixas expansivas, que alternam entre o trap, a deriva ambiental e os vários quadrantes que compõem a mais moderna bass musicSeven Angels dá seguimento ao anterior Bruised Grills Eternal Tears, EP editado em abril de 2020 e que assinalou a estreia da dupla pela Soul Feeder. 

"Um chamamento do coração", explica a editora nas notas de lançamento, podemos encontrar neste trabalho tão poético quanto explosivo uma delicada comunhão entre vozes e coros angelicais e torrentes penetrantes de graves, tudo embrulhado numa produção pristina e altamente contagiante. O seu primeiro avanço, "Holo Chrome Tears", estreia na próxima sexta-feira.

Com masterização de Michele Sinatti e mistura, produção e artwork a cargo de Swan Palace e DRVGジラ, Seven Angels encontra-se disponível para compra antecipada no Bandcamp da Soul Feeder, em edição física – limitada a 100 cassetes – e digital. A dupla disponibiliza ainda um número reduzido de 20 t-shirts para compra.






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Sturle Dagsland antecipa disco de estreia com "Dreaming"


Da Noruega chega-nos hoje o novo single de Sturle Dagsland, artista que está a preparar o lançamento do seu álbum de estreia, agendado para o início de fevereiro. "Dreaming" segue-se aos singles conhecidos nos últimos meses, "Kusanagi", "Harajuku" e "Waif", e explora as influências vocais de Björk, a deriva ambiental de Sigur Rós e a intensidade indomável dos WU LYF.

Em conjunto com o seu irmão Sjur, Sturle invoca na sua música mundo sonoros bem expressivos, numa constante mutação entre o etéreo, o selvagem e o abrasivo. Todas estas realidadesm que figuram no novo álbum, são proporcionadas pela diversa gama de instrumentos utilizados e pelas diferentes técnicas vocais e gritos primitivos do artista, revestidas de sensibilidades pop angelicais.

Merecedor de reconhecimento por parte da crítica (The Needle Drop, Drowned in Sound, The Quietus, entre outros), Sturle Dagsland anda frequentemente em digressão por festivais de todo o mundo - Iceland Airwaves, Sim São Paulo, Asia World Music, Fusion e SXSW -, cativando o público numa autêntica jornada de aventura, surreal e bela. 

Escutem em baixo aquele que é o último avanço do disco de estreia de Sturle Dagsland.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

7 ao mês com Future Faces




Com novo ano na calha tempo para focar em novas edições, desta feita no disco de estreia dos suíços Future Faces, E U P H O R I A. O longa-duração - que chegou no passado mês de dezembro às plataformas digitais - vê o lançamento em formato físico acontecer no próximo mês de fevereiro e, antes do marco acontecer quisemos conhecer as influências predominantes que se enraizam na sonoridade sedutora dos Future Faces. Depois do incendiário tema de apresentação "Enter Life" com Buzz Kull, a banda tem feito o seu nome crescer entre o underground de vestes negras e sonhadoras, consolidando agora a atenção com uma edição que prima pelo dinamismo e riqueza da composição.

Antes de rumarem aos palcos europeus para exportar a sua sonoridade contagiosa, convidámos Alexandre Muller (HEX, Equus) e Matthieu Baumann (Elizabeth, Capital Youth) a iniciarem a rubrica 7 ao mês de 2021, mostrando nomes, discos e/ou artistas que marcaram impacto não só no lado profissional, mas igualmente pessoal. Se, por um lado, o baterista Matt apostou em mencionar apenas álbuns, por sua vez Alex colocou na mesa, nomes de culto no panorama alternativo da música e um q.b. do cinema. Podem ler as escolhas e respetivas explicações abaixo. Antes disso, o baterista Matt apresenta-nos, um pouco do background de formação da banda para sintonizarem mais profundamente.

Para vos ser honesto, eu cresci ao som do punk-hardcore e, a partir daí, fui lentamente mudando para sonoridades mais sombrios. Foi mesmo especial para mim conhecer o Alex para tocarmos juntos, sendo que todas as influências musicais dele eram como pedras preciosas para mim e, a maneira como ele faz arranjos sonoros, lindamente ornamentados, no meio dos nossos improvisos encantou-me como poucos músicos fizeram antes. Os Future Faces foram inicialmente fundados por músicos apaixonados por mundos musicais muito distintos e apresentam um som único e singular por esse mesm motivo. - Matt


A Place to Bury Strangers - Exploding Head (2009)

Descobri este álbum há oito anos e foi a transição perfeita entre a cena punk-hardcore de onde eu nasci e o que se viria a tornar uma verdadeira paixão por sons hipnóticos e industriais. A bateria pesada e repetitiva é a base perfeita para guitarras estridentes e belas melodias pop. Mesmo que isso revele um mundo tenebroso, foi aqui que encontrei um espaço seguro para olhar para trás e reunir inspirações para o nosso projeto. - Matt



Buzz Kull - Chroma (2017)

Buzz Kull foi a nossa introdução à cena darkwave minimalista moderna, cada peça da sua produção soa perfeita para nós e vê-lo ao vivo várias vezes foi sempre um prazer. O Marc pisa o palco sozinho e transforma-se numa orquestra impressionante, com uma energia pura e singular que nos conduz diretamente ao seu universo. A sua participação em "Enter Life" é uma honra e, mais do que uma influência nossa, foi com ele que fizemos uma das melhores colaboração desde o início da banda. - Matt



Eagulls - Eagulls (2013)

Este álbum foi lançado em 2013 e continuo a ouvi-lo todos os meses. A discografia completa deles é uma viagem incrível com muitas das nossas inspirações. Aqui, tanto ouves The Clash como The Human League ou The Cure. Eu tive a oportunidade de os ver ao vivo há alguns anos atrás e partiram tudo! A união e a energia eram alucinantes e isso deu-nos uma boa representação de como as bandas devem soar em palco. - Matt



New Order 

É óbvio que ter uma banda de coldwave torna complicado evitar mencionar os ícones do género: Joy Division, The Cure e Bauhaus estão entre nossas (minhas) bandas favoritas. Mas a ideia aqui é tentar falar de outros artistas, talvez menos mencionados e que nos trouxeram a este percurso, como The Sound, Modern English ou New Order. Além do facto de me ter feito acompanhar, durante boa parte da minha vida, por Movement e Power, Corruption & Lies, a própria história do grupo vale o desvio: uma banda privada do seu vocalista e do seu carisma consegue contrariar todas as más expectativas e criar uma obra essencial. "The Him", "Doubts Even Here", "Age of Consent" ou "Leave Me Alone" são algumas pérolas inestimáveis ​​da sua incrível e inspiradora coleção. - Alex



 John Carpenter - "Christine" (1983)

O cinema foi provavelmente um catalisador importante do meu amor pela música. Descobrir The Good, The Bad & The Ugly num teatro, com Ennio Morricone num volume consideravelmente alto é uma experiência quase mística… Assim como "Christine", que é provavelmente uma das músicas melhor integradas no filme e nas imagens que acompanha (juntamente com Back To The Future). A propósito, trouxe também uma boa dose de sons sintéticos ao meu subconsciente. Sem esquecer Wendy Carlos e Stanley Kubrick, é claro. Devo ter ouvido "Moochie’s Death" um milhão de vezes, a ponto de ter riscado o meu vinil. Não esquecer "First Chase" e "Chariot of Pumpkins" entre os temas mais impressionantes de John Carpenter, que me fez adorar ter medo. - Alex



Talk Talk 

Como Bowie ou Kate Bush, ou, até certo ponto, Peter Gabriel, oa Talk Talk abriram realmente um caminho para um pop pessoal, elegante e exigente. Ouvi inúmeras vezes faixas como "Today", "Hate" ou "Renee" enquanto trabalhava no E U P H O R I A. Um ano depois de Hounds of Love de Kate Bush e Songs From the Big Chair de Tears for Fears foram lançados, outros maravilhosos monumentos da escrita pop. O final de "The Working Hour" é um apelo ao solo de saxofone dos anos 80. Em "Mother Stands For Comfort", "Running Up That Hill" ou "Cloudbusting", também Kate Bush usa todos os meios à sua disposição para ir o mais longe possível no seu trabalho, empregando tecnologia e virtuosismo ao serviço de uma escrita rica e subtil. - Alex



David Bowie - Low (1977)

À priori, é uma escolha bastante convencional, mas, novamente, o álbum e o contexto em que se insere são fascinantes. Colocar canções como "Warszawa" ou "Subterraneans" num álbum pop mainstream é uma boa mudança e os métodos de trabalho usados ​​por Bowie e Eno mudaram radicalmente a forma como se abordava a composição num contexto de rock. De certa forma, Bowie vulgarizou o que na altura se fazia de forma mais confidencial por músicos como Neu!, Can ou Steve Reich. E deve ter sido por um bom motivo que os Joy Division escolheram Warsaw como o seu primeiro nome de banda, em referência à música de Bowie.



Se quiserem saber mais sobre o trabalho dos Future Faces aproveitem para os seguirem através do Facebook, Instagram ou pela página do Bandcamp, onde podem ficar a par da sua discografia.



------------ ENGLISH VERSION ------------


The coming of the new year brings with it time to focus on new things. One of these things could be the brand new E U P H O R I A by Future Faces. This long-play album, which launched last December, on digital platforms, now comes to the retail market in February, in its physical format. Before February comes along, we wanted to know what predominant references rooted themselves within the seductive sounds of Future Faces. After the blazingly good introductory theme "Enter Life" alongside Buzz Kull, the band has been expanding its influence within the underground black wearing scene. Now in the debut, they have been focusing on a more dynamic editing style that focuses on the richness of their compositions. 

Before venturing towards the European stages to bless us with their contagious sounds, we've invited Alexandre Muller (HEX, Equus) and Matthieu Baumann (Elizabeth, Capital Youth) to open the first edition of 7 ao mês in 2021, showing us albums and other artists which influenced them both personally and professionally. On one hand, the drummer Matt mentioned albums, and on the other, Alex gave us niche alternative music and even some cinema references. You may read their selections and the reasoning behind their choices below. But before you do, Matt introduced us to a bit of the background of how the band began, so you can get to know them better:

To be honest i was raised by hardcore/punk music since my young age and from that point i’ve slowly moved to darker sounds, it was something really special to me when I’ve met Alex to play music together as all of his influences was mostly incredible gems to me and his way to make beautiful ornamentation on our own improvisation charmed me like few musicians done it before. Future Faces is raised by passionate musicians from different initial musical worlds, and make a singular sound because of this. - Matt

A Place to Bury Strangers - Exploding Head (2009)

I've discovered this album eight years ago, and it was the perfect transition between the noisy hardcore-punk scene where I was from and what will become a true passion for industrial & hypnotic sounds. Drums sound heavy and repetitive a perfect base for noisy guitar pads and beautiful pop melodies, even if this reveals a tenebrous world, I've easily found a safe space to get enough hindsight to get influenced for our project. - Matt



Buzz Kull - Chroma (2017)

Buzz Kull was an introduction for us into the modern minimalist darkwave scene, every single of his production sounds perfect to us and seeing him live several times was always a pleasure. Marc is alone on stage and fits it like he is a completely impressive orchestra, a singular and pure energy that bring us directly to his universe. Having him featuring on "Enter Life" it's an honor, and more than only an influence to the band he's one of the best meetings we’ve had since the beginning of our band. - Matt



Eagulls - Eagulls (2013)

This album was released in 2013 and I keep listening to it every month, their full discography is an incredible trip on many of our influences, you can hear The Clash as much as The Human League or The Cure. I had the chance to see them live some years ago and it was a total banger, the tightness and the energy were mind-blowing. It gave us a good representation of what bands on stage should sound like. - Matt



New Order 

Having a coldwave band makes it obviously complicated to avoid mentioning the pitfalls of the genre: of course, Joy Division, The Cure and Bauhaus are among our (my) favorite bands. But the idea here is to try to talk about other artists maybe less frequently mentioned that put us on this path, like The Sound, Modern English, or New Order. Beyond the fact that I have been accompanied a good part of my life by Movement and Power, Corruption & Lies, the story of the band itself is worth the detour; a band deprived of its singer, of its charisma, manages to overcome all predictions and succeeds in creating an essential work. "The Him", "Doubs Even Here", "Age of Consent", or "Leave Me Alone" are as many priceless pearls of beautiful and inspiring music. - Alex



John Carpenter - Christine (1983)

Cinema may have been an important catalyst for my love of music. Discovering The Good, The Bad & The Ugly in a theater, with Ennio Morricone at a considerable volume is an almost mystical experience... Just like Christine. Probably one of the pieces of music most perfectly integrated into its film and the images it accompanies (with Back To The Future), and incidentally one that brought synthetic sounds into my subconscious. Not to forget Wendy Carlos and Stanley Kubrick, of course. I must have listened to "Moochie's Death" a million times, to the point of having dug the grooves in my vinyl... With "First Chase" and "Chariot of Pumpkins", among John Carpenter's most stunning themes, which made me love being scared. - Alex



Talk Talk 

Like Bowie or Kate Bush, or Peter Gabriel to a certain extent, Talk Talk has really paved the way for a personal, elegant, and demanding pop. I listened countless times to tracks like "Today", "Hate" or "Renee" while I was working on E U P H O R I A. A year after Hounds of Love by Kate Bush and Songs From the Big Chair by Tears for Fears were released, other wonderful monuments of pop writing. The finale of "Working Hour" is a plea for the 80's saxophone solo. And "Mother Stands For Comfort, Running Up That Hill or "Cloudbusting". Here too, Kate Bush uses all the means at her disposal to go as far as possible in her work, technology, and virtuosity in the service of rich and subtle writing. - Alex



David Bowie - Low (1977)

A priori a rather conventional choice, but here again the album and its context are fascinating. Placing songs like "Warszawa" or "Subterraneans" in a mainstream pop album is a good changeover, and the working methods used by Bowie and Eno radically changed the way of approaching the composition in a rock context. In a way, he vulgarized what was being done at the same time in a more confidential way by musicians such as Neu!, Can, or Steve Reich. And it should be for a pretty good reason if Joy Division chose Warsaw as their first band name in reference to Bowie's song "Warszawa". - Alex



If you want to know more about Future Face's work you can follow them on Facebook, Instagram, or through their Bandcamp page, where all the discography is listed.


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Dream People anunciam novo disco com single e videoclipe

Dream People anunciam novo disco com single e videoclip

O próximo lançamento de Dream People chama-se Almost Young e tem data marcada para dia 12 de março. A primeira miragem do álbum chega até nós com o single "People Think", já disponível no Youtube, com uma interpretação coreográfica de João Reis Moreira.

Em nota enviada às redações, Dream People descrevem-na como a "música mais alegre" do novo álbum, mas "também aquela que tem a mensagem mais dura", e é João Reis Moreira quem ilustra esta canção "aparentemente otimista e até eufórica" através da dança. "Em certas alturas das nossas vidas, acabamos por nos esquecer daquilo que éramos na juventude", explicam. "People Think" reflete exatamente esse "medo de nos perdermos a nós mesmos". Mais do que uma reflexão, batizam o tema como um confronto, no qual "se aponta o dedo a quem, com o decorrer da vida, se deixa tornar obsoleto", caíndo numa "rotina entorpecente" e perdendo a "sua própria essência".

Conhecido pelas coreografias ao lado de Conan Osíris, João Reis Moreira dança esta "contradição entre um passado ideal" e o presente em confronto com a "vida desperdiçada", numa curta-metragem realizada por Andreia Pereira da Silva, com produção da Maus da Fita. Após terminar um "ano improvável a interpretar uma música imprevista", o dançarino confessa-nos ter dado o corpo a esta música. "Dancei o empate da vontade com a apatia, corri atrás do tempo que não se agarra, até perceber que a canção falava diretamente comigo", refere, deixando claras as saudades daquele "miúdo que dançava a noite inteira" mas que veio a perder de vista.

Sabemos ainda que "esta ideia de abandono e perda da juventude é transversal a todo o álbum". Sobre a essência da nova viagem, revelam-nos que é "acima de tudo um disco dialético", assente na coexistência de forças que se contrapõem. Neste "exercício assumido de chiaroscuro musical", sabemos de antemão que "a leveza e o amor coabitam com a dor, a perda e a solidão", muitas vezes num só tema. Do medo e de todas as suas vertentes, nasce Almost Young, (a sair em março) que espelha o "receio de sair do ninho e aterrar no mundo real" ou ainda "a enorme angústia de se ser quase jovem mas não se poder voltar a sê-lo". Naquele que é o "fim de uma era", encontramos "um grupo mais maduro e confortável consigo mesmo". 


A estreia fez-se em 2020, com Soft Violence e várias apresentações em festivais como o Vodafone Paredes Coura (Sobe à Vila). Neste grupo entregue ao onírico, ouve-se a voz de Francisco Taveira acompanhada pelas guitarras e synths da ordem de Bernardo Sampaio e Nuno Ribeiro. Também o baixo sob a mão de João Garcia e a bateria de Diogo Teixeira de Abreu dão cor à vida de, como dizem, "cinco jovens em crescimento num país belo mas pobre, onde ser músico tanto pode ser considerado um ato de coragem como de loucura". 

Quanto à profundidade do seu trabalho, Dream People referem ser um conjunto de "sonhadores em busca da realidade que não renuncia pintá-la como ela é", cantando-a "sem adornos, complexa e intricada". Mesmo nos momentos mais altos, está patente "uma camada negra de melancolia e dor, só acessíveis ao ouvido mais atento".

Podes começar já a investigar todos os segredos escondidos na obra da banda. O videoclipe está à tua espera no Youtube.


Texto: Carina Fernandes

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Duas décadas depois, os Insides estão de volta e mais unidos que nunca


Quase três décadas depois de Euphoria e mais de vinte anos após o seu último lançamento, os britânicos Insides estão de volta com Soft Bonds, quarto longa-duração de carreira editado esta sexta-feira pela inglesa Further Distractions.

Anteriormente conhecidos como Earwig, entre 1989 e 1993, os Insides são fruto de uma preciosa relação entre Kirsty Yates, baixista e vocalista, e o guitarrista Julian Serge Tardo, que também desempenha funções nas eletrónicas e programação. Euphoria, a estreia da dupla em longa-duração, chegou em 1993 e recebeu o selo da Guernica, sub-label da histórica 4AD. A sua produção minimalista, que se situa entre as cadências lentas da trip-hop e os primórdios do post-rock (o termo foi batizado por Simon Reynolds numa peça sobre a dupla inglesa), mereceu um interesse modesto por parte da crítica – a inglesa Melody Maker chegou mesmo a incluir Euphoria na sua lista de melhores do ano – e tem vindo a receber um interesse crescente por parte de uma nova geração de músicos e colecionadores. 

Desde então, a banda editou mais dois discos: o sucessor Clear Skin, de 1994, e o menos aventurado Sweet Tip, de 2000, que pôs termo à sua carreira. O regresso à atividade deu-se com "Ghost Music", tema que surgiu pela primeira vez em 2016 e que integra hoje o primeiro álbum dos Insides em 21 anos. Chama-se Soft Bonds, tem nove faixas e é mais um tratado de pop elusiva e ambiental, feita de eletrónicas cintilinates e vozes lânguidas e aveludadas que evocam o espírito de Elizabeth Fraser ou Bark Psychosis

Soft Bonds encontra-se disponível para escuta nas principais plataformas de streaming e pode ser adquirido no Bandcamp da banda em edições limitadas em CD e vinil.


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sábado, 16 de janeiro de 2021

Rabu Mazda estreia-se pela Discos Extendes em março



Rabu Mazda está de regresso com novo trabalho. Tá Sempre Pegando Fogo assinala a estreia de Leonardo Bindilatti pela lisboeta Discos Extendes e está agendado para sair no próximo dia 5 de março.

O EP, composto por quatro originais e uma remistura do produtor Silvestre, sucede o anterior Todo Mundo Sabe, editado em abril de 2020 pela brasileira 40% Foda/Maneiríssimo, e continua a missão de Bindilatti – que desempenha funções na Cafetra Records e integra projectos como Putas Bêbadas e Iguanas – na procura por agitar o tecido eletrónico da música de dança em Portugal ao descontruir palpitações rítmicas familiares como o funk, o kuduro, a house e o footwork. 

“Mago Mazda” é o primeiro avanço de Tá Sempre Pegando Fogo e encontra-se disponível para escuta no Bandcamp da Discos Extendes.


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Indigo Sparke estreia-se pela Sacred Bones em fevereiro


Indigo Sparke prepara-se para editar o seu primeiro álbum de longa-duração. Echo assinala a estreia da cantora-compositora australiana no catálogo da americana Sacred Bones e está agendado para sair no próximo dia 19 de fevereiro, em edição limitada em vinil vermelho e digital.

O LP de nove faixas, produzido por Adrianne Lenker, dos Big Thief, foi anunciado nos metros finais de 2020 com o lançamento do seu primeiro avanço, “Baby”, e retrata, segundo notas oficiais de lançamento, os pólos distantes entre a suavidade e a coragem. “Partindo das suas experiências de vício, de cura, de queerness, de desgosto, de alegria, de conexão, de suavidade e de coragem”, sublinha-se ainda, Sparke transforma modestos esboços folk em verdadeiros tratados de alquimia pop inegavelmente emotiva. O álbum inclui ainda vozes adicionais de Lenker e arranjos para eletrónica e glockenspiel de James Krivchenia e Nick Hakim.

“Everthing Everything” é o seu mais recente avanço e pode ser escutado nas principais plataformas digitais.   


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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Bleib Modern - "Bitter Smile" (single) [Threshold Premiere]

Bleib Modern - "Bitter Smile" (video) [Threshold Premiere]


Bleib Modern has conquered its acclaimed audience in the goth scene since the very beginning. Its characteristic sound personality - full of glimmering and dragged guitars surrounded by a very depressive and reverberated voice - made them touch the hearts of the most inconsolable music lovers. Contagious in the studio it was with the intense live performances that the darkest light of Bleib Modern could found a loyal audience across Europe and above. Among the topics covered in the lyrics, there was a big emphasis on themes such as self-loathing, self-hate, loneliness, and fear, hidden beside a kind of music poetry. This trait, alongside the release of All Is Fair In Love And War (2015), Vale Of Tears (2016) or Antagonism (2017), three albums released in a period of three years, made a good marketing strategy to put their name on the radar. 

Almost four years after showing a more crystalized side with Antagonism, the German force frees itself from the chains of the past and polishes its reverberated side in Afraid To Leave, their fourth studio album, coming out in March. Having seen the first preview with "Loony Voices" as a Christmas gift, Bleib Modern is now under attention with the second extract, "Bitter Smile", a dynamic mesh that keeps the dark aesthetic alive in the lyrics but bets in a new way of singing: less morbid and more carefree. The new single is premiering this Friday and you can give it a try by clicking on the play below.


Afraid To Leave is set to release on March 5th in vinyl, CD and cassette through the labels Icy Cold Records and Black Verb Records. You can pre-order your copy here.

Afraid To Leave Tracklist:

01. Glow 
02. Loony Voices 
03. Bitter Smile 
04. Your Skin 
05. Sleep 
06. Portrait 
07. Soaked 
08. Around Your Arms 
09. Walls 
10. Into The Night 

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Oranssi Pazuzu, Amenra, Envy e Wolves In The Throne Room confirmados na próxima edição do Amplifest

Oranssi Pazuzu, Amenra, Envy e Wolves In The Throne Room confirmados na próxima edição do Amplifest

Depois de confirmar Cult of Luna, Caspian e Holy Fawn, o Amplifest acaba de confirmar a presença de Oranssi PazuzuAmenra, Envy, Wolves In The Throne Room, Telepathy e Jo Quail na sua próxima edição. 

Este ano marca o regresso do festival organizado pela Amplificasom, dois anos depois da sua útima edição, e voltará a fazer do Hard Club no Porto o ponto de encontro para melómanos de todo o mundo. O festival que desde 2011 se assume como uma experiência de descoberta dos espaços mais negros e transgressores da música de peso contemporânea realiza-se entre 8 e 10 de outubro.
  
Depois de um ano marcado pelos adiamentos, cancelamentos e a luta pela sobrevivência da cultura, a organização pretende construir “a melhor edição de sempre do Amplifest na bela e melancólica cidade do Porto”. Uma oitava edição que sucede a um ano deserto de emoções em palco e que terá sempre como ponto essencial a música e o espaço que a mesma cria para a partilha de experiências e memórias irrepetíveis.

Depois da primeira fornalha de bilhetes terem esgotado em pouco tempo, encontram-se de novo bilhetes à venda a um preço de 115 €. Os mesmos poderão ser adquiridos unicamente online em seetickets.com

Mais informações sobre a próxima edição do festival encontram-se disponíveis no site da Amplificasom.

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