sábado, 9 de janeiro de 2021

Aires edita novo EP pela ZABRA


O músico e produtor madeirense Aires está de regresso às edições a solo com um novo trabalho em nome próprio. Daylight Fireworks é o primeiro lançamento do co-fundador do Colectivo Casa Amarela desde Modernidade Líquida, de 2019, e assinala a sua estreia pela lisboeta ZABRA, que sela este EP de quatro faixas.

Daylight Fireworks é "um trabalho sobre a aceitação inevitável da efemeridade, sobre o anseio por algo fugaz que nunca vivemos plenamente”, sublinha-se nas notas de edição, que destacam ainda a "surpresa" e "fragilidade de algo tão improvável e etéreo como fogo de artifício diurno" como insipiração para a elaboração deste EP.

"Entre mares de estática, dilúvios de bleeps, arpegios perdidos, samples de voz assombrados ou percussões latentes que só estão na nossa cabeça", lê-se ainda, é possível escutar nestas quatro faixas traços que vão da house granular e sinistra de Holy Other às colagens hauntológicas de Basinski, Chuck Person ou Leyland Kirby.

Daylight Fireworks foi masterizado por Rui Andrade (Canadian Rifles) e encontra-se disponível para escuta e compra no Bandcamp da ZABRA, que assegura a sua edição física em cassete. A capa é de João Pedro Fonseca.

Antes, em dezembro, Aires apresentou o EP num espetáculo gravado e publicado pela ZABRA no seu canal de Youtube.


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Os Dear Deer lançaram um disco colaborativo com os :embers:

Os Dear Deer lançaram um disco colaborativo com os Embers


Já se passaram mais de dois anos desde que os franceses Dear Deer colocaram cá para fora o divertido Chew-chew (2018). Agora, a dupla constituída por Federico Iovino e Claudine Sabatel está de regresso à ação com novo trabalho, um vinil colaborativo com a banda belga :embers: onde apresentam uma roupagem fulminante fazendo-se acompanhar pelo dinamismo estético de um dos projetos belgas a atentar nos tempos vindouros. O novo lançamento foi anunciado em dezembro passado e, desde então, tem visto serem reveladas algumas faixas pontualmente até ao lançamento oficial, no passado sábado, que agora nos traz a obra para consumo na íntegra.

Depois de terem feito suar as pistas de dança europeias com o último lançamento longa-duração, os Dear Deer regressam agora para iluminar as pistas de dança caseiras com uma edição onde apresentam quatro faixas inéditas de personalidade contagiante. A apostar em força numa eletrónica crua que é dominada pelas guitarras fervorosas e aquele baixo propulsor tão característico, os Dear Deer deixam grandes marcas com este novo lançamento. Desde o início o início impulsivo com "JJR", passando pelo minimalismo de "Luminaries" até ao energético e brutalmente estimulante "Life in rewind", a dupla francesa consegue envolver o ouvinte de forma imersiva e bem marcada. O álbum colaborativo - apesar de fortemente distante no som abordado - apresenta um dinamismo envolvente entre o convite amigável dos Dear Deer e a abordagem cacofónica dos belgas :embers - a apostar num som de influências dark-ambient e post-industrial.

Split Dear Deer / Embers foi editado oficialmente no passado dia 2 de dezembro, numa edição em vinil limitada a 200 unidades. As últimas unidades disponíveis podem comprar-se aqui.



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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Father John Misery faz mais músicas sobre a quarentena e lança álbum

Father John Misery faz mais músicas sobre a quarentena e lança álbum
© Laura Calado
Depois do EP de estreia em abril de 2020, Father John Misery está de volta com mais músicas sobre a quarentena. Estas faixas foram escritas entre 1 a 24 de dezembro de 2020 (sendo que algumas canções já existiam previamente) durante o surto pandémico da COVID-19 e foram gravadas na casa do artista usando métodos DIY.

Em Mais Música Rock Sobre a Quarentena Mas Desta Vez Com Uma Carga Mais Ou Menos Política (Edição Especial de Natal) (Sim, este é o título completo), está mais uma vez presente o teor satírico que caracterizou o EP de abril. Músicas como "O 5G" e "Tentin Quarentino (O Chamamento do Softboi)" e "Feliz Natal, Tio (Mas Cala a P*ta da Boca)" são perfeitos exemplos deste comedy rock com influencias em garage punk, power pop ou bubblegum pop. Podem ouvir este disco em baixo, desfrutem.


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Os dez melhores álbuns de 2020 para cada elemento da redação

De modo a finalizar a série de listas que elegem os melhores registos e que caraterizam o término do ano civil, os diversos elementos da redação da Threshold Magazine reuniram os dez álbuns que melhor sonorizaram este último ano, tornando-o em algo mais suportável quanto possível, tanto para os seus ouvidos como para os seus espíritos. Consultem em baixo as escolhas de cada redator para os melhores álbuns editados em 2020.


David Madeira




1. Phoebe BridgersPunisher
2. HHY & The Kampala Unit Lithium Blast
3. Bright EyesDown In The Weeds, Where The World Once Was
4. clipping.Visions Of Bodies Being Burned
5. The MicrophonesMicrophones in 2020
6. Emma Ruth Rundle & ThouMay Our Chambers Be Full
7. Oranssi PazuzuMestarin kynsi
8. Yves Tumor Heaven To A Tortured Mind
9. Julianna Barwick – Healing Is A Miracle
10. HEALTHDISCO4 :: PART I




Filipe Costa



1. Lyra PramukFountain
2. Yves Tumor Heaven to a Tortured Mind
3. SalemFires In Heaven
4. Adrianne Lenkersongs
5. Soho Rezanejad Honesty Without Compassion is Brutality
6. Luís PestanaRosa Pano
7. Cindy Lee – What's Tonight to Eternity 
8. Eartheater – Phoenix: Flames Are Dew Upon My Skin 
9. 
Arca – KiCk i
10. The Microphones – The Microphones in 2020





Hugo Geada



1. Caleb Landry Jones – The Mother Stone
2. Phoebe Bridgers – Punisher
3. Freddie Gibbs Alfredo
4. Flaming Lips – American Head
5. Sault – Untitled (Black is)
6. Yves Tumor – Heaven To A Tortured Mind
7. The Cool Greenhouse – The Cool Greenhouse
8. Protomartyr – Ultimate Success Today
9. Porridge Radio – Every Bad
10. Sonic Boom – All Things Being





João Pedro Antunes



1. Phoebe Bridgers – Punisher
2. clipping. – Visions of Bodies Being Burned
3. Hayley Williams – Petals for Armor
4. Ichiko Aoba – Adan no Kaze
5. Charli XCX – how i'm feeling now
6. The Micophones – Microphones in 2020
7. The Strokes – The New Abnormal
8. Decoy & Joe McPhee – AC/DC
9. Fiona Apple – Fetch the Bolt Cutters
10. Fluisteraas – Bloem




Ruben Leite



1. Yves Tumor – Heaven To a Tortured Mind
2. The Microphones  Microphones in 2020
3. clipping. – Visions of Bodies Being Burned
4. Tigran Hamasyan – The Call Within
5. Armand Hammer – Shrines
6. Fly Anakin and Pink Siifu – FlySiifu's
7. Eartheater – Phoenix: Flames Are Dew Upon My Skin
8. Sufjan Stevens – The Ascension
9. Oranssi Pazuzu – Mestadin kynsi
10. Moor Mother & Billy Woods – Brass




Rui Gameiro



1. Alva Noto – Xerrox, Vol. 4
2. Dan Deacon – Mystic Familiar
3. Sunwatchers – Oh Yeah?
4. Owen Pallett – Island
5. Luis Pestana – Rosa Pano
6. Material Girl – Tangram
7. Actress – Karma & Desire
8. Protomartyr – Ultimate Sucess Today
9. Open Mike Eagle – Anime, Trauma and Divorce
10. Babe, Terror – Horizogon




Rui Santos



1. The Microphones – Microphones in 2020
2. Charli XCX – how i'm feeling now
3. Yves Tumor – Heaven to a Tortured Mind
4. Tkay Maidza – Last Year Was Weird, Vol. 2
5. clipping. – Visions of Bodies Being Burned
6. Sufjan Stevens – The Ascension
7. Mamaleek – Come & See
8. Uboa – The Flesh of the World
9. A. G. Cook – 7G
10. Michał Olczak – zgubiłem się




Sónia Felizardo



1. Hatari – Neyslutrans
2. Emma Acs – While I Shoot from My Fortress of Delusions
3. City Rose – City Rose
4. Sofia PortanetFreier Geist
5. Riki Riki
6. PAAR – Die Notwendigkeit der Notwendigkeit
7. Isolated Youth – Iris
8. Banish – Control Yourself
9. Méi Jùn Bìng – Méi Jùn Bìng
10. Talk To Her – Love Will Come Again


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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

CLAV Live Session anuncia programação de Janeiro e Fevereiro

Valter Lobo

As CLAV Live Session estão de regresso para a 1ª temporada de 2021 que irá decorrer entre Janeiro a Junho.

A novidade para esta temporada passa pelo aumento da sua agenda, passando de uma para duas sessões mensais, e a sua descentralização entre dois territórios. As sessões serão agora realizadas entre Guimarães (no Centro e Laboratório Artístico de Vermil) e V. N. de Famalicão (na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco - vários pólos).

Também será alterada a forma de visualização online das CLAV Live Session. Estas passarão em direto nas páginas de facebook associadas ao evento e só ficarão disponíveis durante dois dias. Para quem quiser rever a sessão terá ainda oportunidade de o fazer em formato televisivo no Canal de TV por cabo Alma Lusa na posição 139 da Meo. Depois dessa retransmissão, as mesmas serão disponibilizadas numa plataforma de streaming criada pela CAISA, onde estarão todas as CLAV Live Session, e o seu acesso será através de uma subscrição dessa plataforma.

Nesta 1ª temporada estão programadas 12 CLAV Live Session, que estão divididas por 6 sessões no CLAV - Centro e Laboratório Artístico de Vermil (Guimarães) e 6 sessões descentralizadas pelos pólos da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco (V. N. de Famalicão).

Para esta temporada a direção artística do CLAV quer trazer também ao público projetos de cantautor e ao mesmo tempo incentivar quem vê e ouve as CLAV Live Session à pratica da leitura, por isso mesmo, as mesmas terão como cenário os livros, sendo o mote “Traz um livro também". O público para ter acesso ao concerto no espaço do CLAV - Centro e Laboratório Artístico de Vermil terá que doar um livro para a criação de uma biblioteca neste espaço. Para aceder aos concertos descentralizados pelos vários pólos da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, terá que requisitar um livro para leitura em casa. Assim desta forma, a organização das Clav Live Sessions pretende incentivar à prática da leitura.

O público regressa às sessões com um máximo de 10 espetadores por sessão, em que os mesmos terão a oportunidade de ouvir os artistas como se estivessem numa sessão de gravação, num estúdio de música. Concertos muito intimistas em que a relação do público presencial se funde com a alma do próprio artista. As mesmas serão realizadas no formato misto (online e com público), cumprindo as normas da Direção Geral da Saúde.


A programação para os meses de Janeiro e Feveiro das CLAV Live Sessions encontra-se disponível em baixo:

8 JAN | 21h30 | Don Pie Pie

V.N. de Famalicão I Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco Pólo de Joane

22 JAN | 21h30 | Valter Lobo

Guimarães I Centro e Laboratório Artístico de Vermil

5 FEV | 21h30 | Luca Argel

Guimarães I Centro e Laboratório Artístico de Vermil

19 FEV | 21h30 | Mister Roland

V.N. de Famalicão I Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco Pólo de Riba de Ave

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Paul Leary, guitarrista dos Butthole Surfers, anuncia primeiro álbum a solo em 30 anos



Paul Leary, dos iconoclastas punk Butthole Surfers, anunciou que irá lançar novo álbum. Born Stupid é o segundo álbum a solo do cantor norte-americano, e o seu primeiro em três décadas, sucedendo o anterior The History of Dogs, de 1991. O LP de dez faixas está agendado para sair no dia 12 de fevereiro pela recém retornada Shimmy-Disc, influente editora independente fundada pelo músico-produtor e empresário underground Kramer, que reviveu o selo após uma jornada enquanto artista residente da americana Joyful Noise Recordings.

Conhecido por desempenhar as funções de guitarrista e ocasional vocalista nos infames Butthole Surfers, que fundou em 1981 com o parceiro de crime Gibby Haynes, Paul Leary inscreveu o seu nome nos anais do rock alternativo através de gravações e espetáculos tão inventivos quanto subversivos, conquistando um notável leque de admiradores que inclui nomes como Kurt Cobain, John Paul Jones ou Eric Andre.

Segundo Leary, não havia grande visão por trás da concepção de Born Stupid. “Eu não estava planear gravar outro álbum, mas ao longo dos anos as músicas continuavam a surgir na minha cabeça. Então, achei melhor gravá-las”. Assim, o músico natural do Texas distanciou-se da energia atómica e dos riffs lamacentos que definiram o som do seu grupo para abraçar as propriedades terapeuticas da canção tradicional americana. "Born Stupid" é o seu primeiro avanço e o seu vídeo, realizado pelo próprio, já pode ser conferido em baixo.


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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

IAN revela "What The Eyes Cannot See", o novo single do seu álbum de estreia

IAN revela "What The Eyes Cannot See", o novo single do seu álbum de estreia

Depois de revelar o disco de estreia RaiVera, no passado mês de agosto, cuja apresentação se fez acompanhar pelo videoclipe do tema “Good Girl”, IAN, projecto a solo da violinista Ianina Khmelik, avança agora com o single oficial “What The Eyes Cannot See”. A segunda faixa do álbum traz consigo um vídeo gravado no centro de Moscovo, cidade natal da artista.

"A canção "What The Eyes Cannot See" tem uma carga emocional muito grande, por isso eu quis que o vídeo fosse feito num lugar especial para mim. Foi filmado ao pé da casa onde nasci, onde aprendi a caminhar e onde iniciei os meus estudos musicais. Enquanto criança, passei muitas manhãs e tardes neste bosque, a falar com as árvores e a contar-lhes os meus medos e as minhas vitórias. Hoje, a viver em Portugal há mais de duas décadas ainda sonho com este lugar", explica Ianina. Este tema "aborda o retrato de um artista antes de subir para o palco... a vontade de transmitir as sensações através da música e da palavra, tudo aquilo que os olhos não podem ver", reforça a artista.

Conhecida pelo seu trabalho na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, como primeiro violino, Ianina Khmelik traz no seu projeto a solo um verdadeiro desafio de liberdade. Apesar da virtuosidade como violinista, IAN é muito mais do que isso. É um desafio à originalidade, quer na forma magnífica como funde a eletrónica com melodias cativantes, quer na atitude que em palco transmite, acompanhada por uma dimensão performativa que irá surpreender quem a vir.

O álbum que marca o arranque da artista a solo foi editado no mais difícil ano para a classe artística. Apesar da pandemia que assolou o mundo as peças fizeram sentido e IAN não quis adiar este lançamento. “RaiVera”, um neologismo composto que em russo significa “paraíso” (rai) e “fé” (vera) encaixa na perfeição com o sentimento atual. “O título esperançoso pode enganar pelo seu aparente otimismo quando comparado com o que dizem as nove canções do disco. Mas ao mesmo tempo não o desmentem”.

Apesar de 2020 ter sido um ano controverso, houve muitas vitórias para Ianina. Para além de ter lançando o seu primeiro-longa duração RaiVera, com a apresentação do mesmo com alguns espetáculos ao vivo, a artista foi ainda responsável pelo tema genérico da recém-estreada série da SIC, “O Clube”, e recebeu o convite para autora do Festival da Canção 2021, onde participará em fevereiro com um tema original.

Ianina iniciou os seus estudos musicais com apenas cinco anos em Moscovo e mais tarde ingressou na Escola Profissional de Música Gnessin, na classe de L. Shevrekuko, onde aos oito anos fez a sua primeira tournée com a Gnessin Virtuosos Orchestra. Em 1995 venceu o 2.º prémio no Concurso para Jovens Músicos de Moscovo e no ano seguinte foi estudar para a Holdstadt Schulle em Schlewig-Holstein, na Alemanha. Aos 15 Ianina instala-se finalmente em Portugal.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Taïs Reganelli junta-se a Nuria Mallena no tema "Como Um Último Beijo"

© Juliano Lucas

Foi durante o curso "Como escrever canções", na Universidade de Coimbra, que Taïs Reganelli teve uma canção batizada por Adriana Calcanhotto. Numa das suas orientações a respeito dos títulos das composições, a artista brasileira sugeriu o nome "Como Um Último Beijo" para a música composta por Taïs em parceria com a pernambucana Nuria Mallena

"A canção nasceu da ideia de desconstrução dos términos, começos e até recomeços das relações. O fim pode ser bom e o início ruim, ou vice-versa. As coisas não precisam durar para sempre para serem maravilhosas", explica Taïs Reganelli, que destaca que praticamente todas as frases da canção podem ser interpretadas de maneira positiva ou negativa. 

Quatro vezes indicada ao Prémio da Música Brasileira, Taïs Reganelli é filha de pais brasileiros, mas nasceu na Suíça, onde passou parte da infância, e vive em Portugal desde 2017. A cantora e compositora é dona de uma voz aveludada e possui um trabalho autoral consistente, com quatro álbuns e dois singles lançados. 

"Como Um Último Beijo" foi produzida por Pablo Lapidusas, sendo também responsável pelos arranjos da canção e pelas secções de piano. Gilles Cardoni colaborou com a programação e tocou guitarra e a mistura ficou a cargo de Marcelo Cecchi, do Estúdio Síncopa, de Campinas.

Com distribuição do selo Loop Discos, o single chega ao mercado fonográfico no passado mês de dezembro, fazendo-se acompanhar pelo vídeo realizado por Juliano Luccas.

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