sábado, 16 de janeiro de 2021

Rabu Mazda estreia-se pela Discos Extendes em março



Rabu Mazda está de regresso com novo trabalho. Tá Sempre Pegando Fogo assinala a estreia de Leonardo Bindilatti pela lisboeta Discos Extendes e está agendado para sair no próximo dia 5 de março.

O EP, composto por quatro originais e uma remistura do produtor Silvestre, sucede o anterior Todo Mundo Sabe, editado em abril de 2020 pela brasileira 40% Foda/Maneiríssimo, e continua a missão de Bindilatti – que desempenha funções na Cafetra Records e integra projectos como Putas Bêbadas e Iguanas – na procura por agitar o tecido eletrónico da música de dança em Portugal ao descontruir palpitações rítmicas familiares como o funk, o kuduro, a house e o footwork. 

“Mago Mazda” é o primeiro avanço de Tá Sempre Pegando Fogo e encontra-se disponível para escuta no Bandcamp da Discos Extendes.


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Indigo Sparke estreia-se pela Sacred Bones em fevereiro


Indigo Sparke prepara-se para editar o seu primeiro álbum de longa-duração. Echo assinala a estreia da cantora-compositora australiana no catálogo da americana Sacred Bones e está agendado para sair no próximo dia 19 de fevereiro, em edição limitada em vinil vermelho e digital.

O LP de nove faixas, produzido por Adrianne Lenker, dos Big Thief, foi anunciado nos metros finais de 2020 com o lançamento do seu primeiro avanço, “Baby”, e retrata, segundo notas oficiais de lançamento, os pólos distantes entre a suavidade e a coragem. “Partindo das suas experiências de vício, de cura, de queerness, de desgosto, de alegria, de conexão, de suavidade e de coragem”, sublinha-se ainda, Sparke transforma modestos esboços folk em verdadeiros tratados de alquimia pop inegavelmente emotiva. O álbum inclui ainda vozes adicionais de Lenker e arranjos para eletrónica e glockenspiel de James Krivchenia e Nick Hakim.

“Everthing Everything” é o seu mais recente avanço e pode ser escutado nas principais plataformas digitais.   


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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Bleib Modern - "Bitter Smile" (single) [Threshold Premiere]

Bleib Modern - "Bitter Smile" (video) [Threshold Premiere]


Bleib Modern has conquered its acclaimed audience in the goth scene since the very beginning. Its characteristic sound personality - full of glimmering and dragged guitars surrounded by a very depressive and reverberated voice - made them touch the hearts of the most inconsolable music lovers. Contagious in the studio it was with the intense live performances that the darkest light of Bleib Modern could found a loyal audience across Europe and above. Among the topics covered in the lyrics, there was a big emphasis on themes such as self-loathing, self-hate, loneliness, and fear, hidden beside a kind of music poetry. This trait, alongside the release of All Is Fair In Love And War (2015), Vale Of Tears (2016) or Antagonism (2017), three albums released in a period of three years, made a good marketing strategy to put their name on the radar. 

Almost four years after showing a more crystalized side with Antagonism, the German force frees itself from the chains of the past and polishes its reverberated side in Afraid To Leave, their fourth studio album, coming out in March. Having seen the first preview with "Loony Voices" as a Christmas gift, Bleib Modern is now under attention with the second extract, "Bitter Smile", a dynamic mesh that keeps the dark aesthetic alive in the lyrics but bets in a new way of singing: less morbid and more carefree. The new single is premiering this Friday and you can give it a try by clicking on the play below.


Afraid To Leave is set to release on March 5th in vinyl, CD and cassette through the labels Icy Cold Records and Black Verb Records. You can pre-order your copy here.

Afraid To Leave Tracklist:

01. Glow 
02. Loony Voices 
03. Bitter Smile 
04. Your Skin 
05. Sleep 
06. Portrait 
07. Soaked 
08. Around Your Arms 
09. Walls 
10. Into The Night 

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Oranssi Pazuzu, Amenra, Envy e Wolves In The Throne Room confirmados na próxima edição do Amplifest

Oranssi Pazuzu, Amenra, Envy e Wolves In The Throne Room confirmados na próxima edição do Amplifest

Depois de confirmar Cult of Luna, Caspian e Holy Fawn, o Amplifest acaba de confirmar a presença de Oranssi PazuzuAmenra, Envy, Wolves In The Throne Room, Telepathy e Jo Quail na sua próxima edição. 

Este ano marca o regresso do festival organizado pela Amplificasom, dois anos depois da sua útima edição, e voltará a fazer do Hard Club no Porto o ponto de encontro para melómanos de todo o mundo. O festival que desde 2011 se assume como uma experiência de descoberta dos espaços mais negros e transgressores da música de peso contemporânea realiza-se entre 8 e 10 de outubro.
  
Depois de um ano marcado pelos adiamentos, cancelamentos e a luta pela sobrevivência da cultura, a organização pretende construir “a melhor edição de sempre do Amplifest na bela e melancólica cidade do Porto”. Uma oitava edição que sucede a um ano deserto de emoções em palco e que terá sempre como ponto essencial a música e o espaço que a mesma cria para a partilha de experiências e memórias irrepetíveis.

Depois da primeira fornalha de bilhetes terem esgotado em pouco tempo, encontram-se de novo bilhetes à venda a um preço de 115 €. Os mesmos poderão ser adquiridos unicamente online em seetickets.com

Mais informações sobre a próxima edição do festival encontram-se disponíveis no site da Amplificasom.

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STREAM: Beautify Junkyards - COSMORAMA

STREAM: Beautify Junkyards - COSMORAMA

Os Beautify Junkyards apresentam hoje COSMORAMA, o quarto disco de longa duração do sexteto, que sai com o selo da Ghost Box - editora de culto britânica que já editou discos de nomes como Broadcast, John Foxx e, mais recentemente, Paul Weller, entre muitos outros – e que está disponível para encomenda, em vinil e CD, através do site da editora, e em todas as plataformas digitais.

O disco de 11 canções, amplamente elogiado em publicações internacionais como a Uncut Magazine, a Shindig e a Electronic Sound, marca a estreia da cantora Martinez, recentemente integrada na banda, e conta com participações especiais de Nina Miranda (Smoke City) e Alison Bryce (dos nova-iorquinos Lake Ruth), bem como do harpista Eduardo Raon (Hipnótica, Bypass, Power Trio).

O disco foi gravado e misturado por Artur David, engenheiro de som que já trabalhou com nomes como Mão Morta, Cool Hipnoise, Buraka Som Sistema e Dino D'Santiago.

O vídeo de "Reverie", segundo single e um dos três temas do disco que contam com Nina Miranda nas vozes, acompanha o lançamento de COSMORAMA, é o 2º capítulo da parceria com a dupla Season of the Witch Art e a produtora Maus da Fita. Depois do caleidoscópico vídeo para "Dupla Exposição", este novo vídeo realizado por João Afonso Vaz traz-nos, de acordo com a banda, “uma narrativa sci-fi que envolve rituais mágicos que abrem portais de espaço e tempo que vão sendo cruzados por uma viajante vinda do futuro”.


A relação dos Beautify Junkyards com a Ghost Box começou com o lançamento do single "Other Voices 08" em 2016 e consolidou-se com o lançamento do LP The Invisible World of Beautify Junkyards em 2018, um disco que teve repercussões muito positivas na imprensa nacional e internacional. A banda participou ainda na compilação INTERMISSION, lançada pela Ghost Box em 2020, com o tema “A Garden By The Sea”, também ele incluído em COSMORAMA.

A discografia da banda conta ainda com mais dois discos de longa duração: o disco de estreia, homónimo, lançado em 2013 e composto por recriações de canções de acid-folk britânico, tropicália e uma versão da “Radioactivity”, dos Kraftwerk (incluída na compilação Kover Kollection do DJ Food); e um segundo disco, The Beast Shouted Love, composto por temas originais e lançado em 2015.

Os Beautify Junkyards são João Branco Kyron (vozes, sintetizadores), Helena Espvall (ex-Espers) (violoncelo, flauta e guitarra acústica), João Moreira (guitarra acústica e sintetizadores), Sergue Ra (baixo), António Watts (bateria e percussão) e Martinez (vozes).

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

STREAM: Coldest Winter - a̴͠ ̶ś̶e̡n͟͠sę͏͜ ͟ơf ̨͡unb̵e̷̕inģ́

STREAM: coldest winter - a̴͠ ̶ś̶e̡n͟͠sę͏͜ ͟ơf ̨͡unb̵e̷̕inģ́

No passado mês de dezembro foi disponibilizado através do Bandcamp o novo EP de Coldest Wintera̴͠ ̶ś̶e̡n͟͠sę͏͜ ͟ơf ̨͡unb̵e̷̕inģ́. Este lançamento, inspirado pelo inverno e o frio, é composto por 6 faixas de música eletrónica ambiente e tape loops. O disco sucede Allodynia, EP lançado em 2019. 

Coldest Winter é um projeto de Rúben Silva, um dos dois integrantes do projeto Satha Lovek, que foi elegido como uma das nossas 16 revelações nacionais de 2020

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

RAIVERA TOUR | IAN com concertos agendados para Março em Lisboa e Porto


IAN acaba de confirmar dois concertos de apresentação do seu álbum de estreia RaiVera. O disco editado no mais difícil ano para a classe artística será finalmente apresentado ao público com dois espetáculos em nome próprio, em Lisboa e no Porto. Dia 8 de março a artista atua no Teatro Maria Matos e dia 14 do mesmo mês é a vez de subir ao palco da Casa Da Música.

Conhecida pelo seu trabalho na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, como primeiro violino, Ianina Khmelik traz no seu projeto a solo um verdadeiro desafio de liberdade. Apesar da virtuosidade como violinista, IAN é muito mais do que isso. É um desafio à originalidade, quer na forma magnífica como funde a eletrónica com melodias cativantes, quer na atitude que em palco transmite, acompanhada por uma dimensão performativa que irá surpreender quem a vir.

O disco reúne nove temas de originais, conta com a voz de Pedro Oliveira no tema “Again” e teve a produção a cargo de Nuno Gonçalves. RaiVera, um neologismo composto que em russo significa “paraíso” (rai) e “fé” (vera) encaixa na perfeição com o sentimento atual. “O título esperançoso pode enganar pelo seu aparente otimismo quando comparado com o que dizem as nove canções do disco. Mas ao mesmo tempo não o desmentem”.

Apesar de 2020 ter sido um ano controverso, houve muitas vitórias para Ianina. Para além de ter lançando o seu primeiro longa-duração, a artista foi ainda responsável pelo tema genérico da recém-estreada série da SIC, “O CLUBE”, e recebeu o convite para autora do Festival da Canção 2021, onde participará em fevereiro com um tema original.

Em março será possível assistir ao vivo à energia explosiva de IAN em palco. Bilhetes à venda na Ticketline e Casa da Música

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Black Country, New Road dão concerto em Lisboa em novembro


São um dos mais mais entusiasmantes grupos da nova e promissora vaga rock britânica e atuam na Galeria Zé dos Bois em novembro. Chamam-se Black Country, New Road, são um septeto de jovens londrinos e vêm apresentar For the First Time, a estreia do grupo em longa-duração, no aquário da sala lisboeta.

Oriundos da cena alternativa do sul de Londres, que tem no Windmill, em Brixton, o seu epicentro (o famoso pub é conhecido por acolher as primeiras performances de black midi, Squid e HMLTD), os Black Country, New Road são "um caso sério de rock descomprometido, da liberdade de estúdio à electrizante actuação em palco, da ferocidade punk à imposição jazz", explica a organização, que aponta o grupo como uma das revelações de 2020. 

For the First Time, o primeiro álbum do grupo, está agendado para sair no dia 5 de fevereiro pela inglesa Ninja Tune, editora de referência na produção eletrónica que assinala uma rotura curatorial ao acolher, pela primeira vez no catálogo, um grupo com fundações nas guitarras, no baixo e na bateria. O álbum é composto por seis temas, quatro já conhecidos, que cruzam rock combativo com experimentalismos jazz e referências à cultura pop. "Track X" é o seu mais recente avanço e o vídeo que o acompanha, dirigido por Bart Price, pode ser conferido em baixo.

O concerto de Black Country, New Road na ZDB acontece no dia 1 de novembro e a entrada possui o custo único de 8€ (bilhetes disponíveis em bol.pt).


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STREAM: FOQUE - Ato Isolado

STREAM: FOQUE - Ato Isolado

Na passada sexta-feira, dia 8, saiu Ato Isolado, novo disco de FOQUE. Este trabalho surge como uma catarse, retratando o estado da cultura nacional, e o ano atípico que vivemos. 

Se a felicidade chega no "pós-laboral" e se muitas vezes FOQUE a procrastina, talvez seja altura de "bater o pé" e dizer em voz alta que está "farto" de ser "precário". Se "não tenho tempo nem dinheiro" e se "a vida não é uma festa", o que sobra? Como a mais melancólica tarde de Inverno, há sempre espaço para um raio de sol. Apesar de sair de uma frieza e vazio interior, não tem como objetivo gelar ou esvaziar quem o escuta. Há um grande sentimento empático que percorre todas as faixas.

FOQUE pretende não só cumprir moldes musicais mas vergá-los ao máximo e subjugá-los às suas vontades. Ato Isolado é biográfico, visceral, intimista e explosivo, e ao mesmo tempo é relacionável e humano, e identificamo-nos com ele, da primeira à última faixa.

Luís Leitão, o artista por trás de FOQUE, nasceu em Gondomar em 1994. Foi aí que cresceu e que saltitou de curso em curso até acabar na Academia Contemporânea do Espectáculo. Acabou o curso de Interpretação em 2014 e desenvolveu trabalho na área durante um ano levando teatro de marionetas às escolas da cidade do Porto. Frequentou ainda a Escola Superior de Teatro e Cinema. Em paralelo manteve o projeto Baixo Soldado com o qual tocou em 2015 na Festa do Avante e Queima das Fitas. Em 2017, criou o projeto FOQUE e lançou o primeiro EP.

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domingo, 10 de janeiro de 2021

Louis Philippe juntou-se aos The Night Mail no disco '"Thunderclouds"

© Josh Holland
Louis Philipe é um artista francês que se assume como um dos nomes mais importantes do pop barroco e de câmara. A viver em londres há 34 anos, Louis Philipe passou boa parte da vida a fazer o que queria - produzir, escrever, arranjar, tocar e cantar em incontáveis discos de outros músicos, seja como produtor e compositor da lendária editora él Records de Mike Alway, ou como colaborador de The High Llamas, Towa Tei, Martin Newell, Big Big Train, entre outros. Além da sua atividade ligada à cultura, Louis Philipe é também um dos escritores e jornalistas de futebol mais famosos e eruditos da Europa (sob o seu nome de nascimento, Philippe Auclair). 

Desde 2007 que Louis Philippe não presenteava os fãs com registos em nome próprio e, como recompensa destes anos de ausência, o artista lançou dois discos em 2020. The Devil Laughs foi o primeiro a sair e contou com a colaboração de Stuart Moxham (Young Marble Giant), com quem Philippe já havia trabalhado anteriormente no disco The Huddle House (2007). A este registo seguiu-se Thunderclouds, disco em que Louis Philippe se juntou a The Night Mail, trio formado pelo músico e jornalista Robert Rotifer na guitarra (ex-Acid Jazz e Weller), o DJ, produtor e enciclopédia ambulante de pop Andy Lewis no baixo e Ian Button na bateria (Papernut Cambridge, ex-membro de Thrashing Doves e Death in Vegas). 


A ideia de gravar um disco com os The Night Mail surgiu em 2017, na festa de do aniversário dos 15 anos da Tapete Records no Lexington, Londres, quando ambos tocaram juntos: “Quando toquei com The Night Mail (…) soube imediatamente que poderia gravar um disco com eles (…) porque eram bons e rápidos”. Ironicamente, passaram-se três anos até que o álbum finalmente ganhasse vida. Philippe e Rotifer são amigos íntimos há muitos anos e, mais recentemente, a sua experiência compartilhada como espectadores democraticamente marginalizados da agitação em torno da saída do Reino Unido da UE aproximou-os ainda mais. Foi a confluência dessa crise crescente com a pandemia atual que finalmente mostrou que se esse disco fosse acontecer, tinha que acontecer agora.  

No início de setembro de 2020, a banda finalmente reuniu-se para dois ensaios antes de ir para o Rimshot Studios, na zona rural de Kent, gravar as faixas de base para todas as treze músicas do álbum, bem como as cordas (tocadas pela violinista Rachel Hall de Big Big Train) e partes do trompete (Shanti Jayasinha).

O resultado é um álbum que evoca a marca lendária daquela cidade, tanto quanto as raízes profundas de Philippe na arte da música francesa e um amor compartilhado pelo lado outonal do pop ensolarado. Thunderclouds foi editado com o selo da Tapete Records a 11 de dezembro e pode ser ouvido na íntegra abaixo. 

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STREAM: Ductape - LABIRENT

STREAM: Ductape - LABIRENT


Os Ductape são uma nova dupla turca que promete estimular as pistas de dança mais góticas mundo fora. Caracterizando a sua sonoridade entre as correntes estéticas do post-punk e darkwave, os Ductape criam um eletro-punk deveras provocante que vai buscar influências não só à escola dos anos 80, mas também às arquiteturas sonoras mais modernas. Depois de se terem estreado em junho passado com o EP Little Monsters, Furkan e Cagla ganharam forças num tempo de profundas mudanças na indústria musical para levarem a produção e composição a um ritmo mais acelerado e fazem-nos agora chegar o primeiro linga-duração de carreira intitulado LABIRENT.

Composto entre escalas rítmicas de entretenimento contante, os Ductape falam nas canções deste LABIRENT sobre as contradições, o caos interno e a raiva enfrentados em ambientes de confronto. Essa realidade é pintada nos acordes e elementos que primam no som com um trânsito flutuante de melodias presas em loop que mantém uma certa harmonia de fácil assimilação e marca uma certa estrutura de pensamento clássico. Do disco ganham destaque temas como os estimulantes "Wooden Girl", "Empty" e "Mirror", o badalado "Hata"  e a abrasiva faixa de encerramento "King" que caracterizam em pleno a nova sonoridade da dupla. LABIRENT, o disco que procura uma saída deste mundo de pensamentos e caos iminentes - pode reproduzir-se na íntegra abaixo.

LABIRENT foi editado na passada quinta-feira (7 de janeiro) em formato digital. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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“Suffer and Swallow” antecipa álbum de estreia de Alice Glass


Saiu na última quinta-feira e assinala o primeiro lançamento de Alice Glass em 2021. “Suffer and Swallow” é o comprimido libertário que antecipa o aguardado álbum de estreia a solo da artista canadiana, que deve ser editado no final de 2021.   

Depois da tumultuosa saída dos Crystal Castles, em 2014, a ex-frontwomen da banda electro-punk enveredou por uma carreira a solo que teve em “STILLBIRTH” o seu primeiro momento. Without Love seguiu-se dois anos depois, em 2017, reúnindo o seu primeiro conjunto de canções num EP de pop industrial e apaixonante. Glass tem vindo a editar uma miríade de singles esporádicos desde então, sendo “Suffer and Swallow” o mais recente. O tema vem acompanhado de um vídeo, em stop-motion, da autoria de Lucas David, e marca, segundo notas oficiais, o primeiro avanço do álbum de estreia a solo de Alice Glass.  

No ano passado, Glass lançou "NIGHTMARES", faixa produzida por Jupiter Keyes que integrou a compilação de aniversário da editora americana Sermon 3 Recordings. No mesmo ano, a canadiana remisturou "Rajadão”, de Pabllo Vittar. Antes, em 2018, Alice Glass partilhou “I Trusted You” como parte da compilação Adult Swim Fever Dreams.


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Lázaro estreia-se nas edições com 'Introdução à Ressurreição'

Lázaro estreia-se nas edições com 'Introdução à Ressurreição'


Pedro Geraldes é já um nome corriqueiro no panorama da música nacional. Depois de criar ascensão maior com Linda Martini, nos Mão Verde ou Água & Sal - dois projetos a que se dedica conjuntamente com Capicua no certame - e, ainda, marcado território na guitarra e lapsteel ao lado de Carminho, o produtor estreia-se agora nas edições a solo sob o cognome Lázaro, onde nos apresenta a primeira edição oficial - Introdução à Ressurreição - um curta-duração de cinco temas com a eletrónica em foco no fio condutor. O disco dá corpo físico aos três temas disponibilizados inicialmente por Pedro Geraldes em 2020 - "Darque (No chão da Califórnia)", "Almada" e "Hosoi" - e inclui duas reinterpretações: a faixa que dá nome ao EP de estreia de João Vairinhos, "Vénia", aqui rescrita por Lázaro; e "Darque (No chão da Califórnia)" reinterpretada por João Vairinhos - e com personalidade ainda por revelar.

Em Introdução à Ressureição Lázaro mostra-nos três temas que consolidam o seu dinamismo como produtor e que se deixam envolver por sonoridades eletrónicas, guitarras etéreas de influência rock experimental e toda uma componente spoken word poética, que inclui excertos de um poema de Eugénio de Andrade dedicado a Jorge de Sena e "A cena do ódio", de Almada Negreiros, interpretado pela voz visceral de Mário Viegas. Desde a arquitetura brutalista de "Almada", à poesia tocante de "Darque (No chão da Califórnia)" ou mesmo ao amplamente descontraído e maleado em guitarras derretidas, "Hosoi", Lázaro cria uma viagem sem rótulos ou estruturas definidas que nos apresenta dimensões marcantes e pouco convencionais. 

Introdução à Ressurreição é editado em formato cassete no próximo dia 15 de janeiro pelo selo Regulator Records. As versões física e digital podem ser adquiridas através deste link.


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