sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Novo álbum de Johanna Samuels chega em maio

Exclesior: é este o nome do próximo álbum da californiana Johanna Samuels, com data de lançamento anunciada para dia 14 de maio sob a alça da editora Basin Rock

Esta obra explora instrumentais bastante vintage, inspirados em compositores da velha escola como Bob Dylan, Elliott Smith e Jon Brion, contando sempre com a presença de melodias cativantes e poderosas que são complementadas pela doce e elegante voz de Johanna. Liricamente, explora o conceito de camaradagem e amizade, um tema especialmente relevante aquando o contexto pandémico que se vive de momento. 

Exclesior foi gravado durante o inverno numa pequena cabine pertencente à Flying Cloud Studios, no Estado de Nova Iorque, e produzido pelo responsável do estúdio: Sam Elvian. Conta também com os vocais de Courtney Marie Andrews, Hannah Cohen, Hannah Read (Lomelda), A. O. Gerber, Louise Florence e Olivia Kaplan

O segundo single desta obra, “Nature’s Way”, já está disponível em todas as plataformas streaming, estando acessível no vídeo abaixo: 

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7 ao mês com Vera Marmelo



O nome Vera Marmelo rima com concertos. Um concerto ou festival acontecer, especialmente em Lisboa, sem ela e a sua câmara fotográfica por perto para o registar é algo muito raro. Acumula a fotografia com o seu trabalho como engenheira civil e, apesar de não ter formação de raíz em fotografia, é um nome bastante conhecido a nível nacional e até internacional.

A Vera cresceu no Barreiro e fotografa músicos/concertos desde o longínquo ano de 2004. A sua ligação com a música inicia-se exatamente nas suas origens, no Barreiro, onde, de uma forma autodidata, começa a fotografar os seus amigos músicos e os festivais locais, onde se destacam o OUT.FEST e o Barreiro Rocks

Passados mais de dez anos desde o início desta aventura os amigos, os músicos, os concertos, as salas, os festivais e as ocasiões mais ou menos especiais vão-se multiplicando e o seu arquivo pessoal crescendo. Alimenta de forma muito regular o seu blogue há quase 15 anos. Em 2013 e 2014, editou dois livros de autor – o primeiro de retratos em nome próprio e o segundo a duas mãos a propósito do 20º aniversário da Galeria Zé dos Bois. Os dez anos de vida online serviram de mote para o lançamento de um novo site e a revisão do seu trabalho em publicações de autor, num formato poster.

As escolhas da Vera Marmelo para esta edição do 7 ao mês encontram-se de seguida.

"Sou terrível a fazer esta coisa de escolhas. Nunca me lembro do que ouvi, do que gostei, do que mais me marca ou marcou. Então optei por deixar aqui sete coisas em que tropecei nestes dias em que estou mais em casa. Coisas que me surpreenderam e me prenderam."

ENNY - Peng Black Girls (feat. Amia Brave)

Primeiro! Vi a primeira versão desta música com a Jorja Smith no A COLORS SHOW. Mas deixo aqui o vídeo que me prendeu:


Devonté Hynes - Evil Nigger

O Sérgio Hydalgo (ZDB) mostrou-me este bocado maravilhoso de música no outro dia, o Dev Hynes a tocar o "Evil Nigger” do Julius EastmanHá uns dias assisti ao primeiro episódio de Small Axe e estou a terminar o primeiro livro da autobiografia da Maya Angelou, "I Know Why The Caged Bird Sings". Faz tudo muito sentido! E fecha-se o ciclo com o discurso da Amanda Gorman.


Lil Nas X - Old Town Road ft. Billy Ray Cyrus

Houve aí um mini-fenómeno no The Voice Kids que me meteu a ouvir com atenção a música mais conhecida do Lil Nas X.


Khruangbin & Leon Bridges - Texas Sun

As listas dos melhores do ano da Antena 3, que vou sempre espreitar, trouxeram-me os Khruangbin. Ando muito perdida nestas novidades, desculpem.


ROSALÍA & Travis Scott - TKN

A Rosalía merece estar aqui duas vezes, primeiro com o Travis Scott.


Billie Eilish, ROSALÍA - Lo Vas A Olvida

E depois com a Billie.


Chelsea Wolfe, Emma Ruth Rundle - Anhedonia

E antes do fim de janeiro, para salvar um bocadinho esta quarentena, aparece esta canção. E com ela a união de duas das minhas favoritas de sempre, a Chelsea Wolfe e a Emma Ruth Rundle, a cantar sobre um estado que eu conheço bem demais e ao qual nunca tinha dado um nome.


Aproveitem para seguir a Vera Marmelo (Instagram, blogue ou site), para ficarem a par do seu trabalho e aguçar o apetite pelos concertos vindouros.

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Conferência Inferno em entrevista: "Inspiramo-nos numa realidade ilusória, em sonhos, memórias"


Francisco Lima e Raul Mendiratta juntaram-se em finais de 2018, no Porto, para esboçar as primeiras músicas dos Conferência Inferno. Após a gravação de uma demo no Postlab, em Aveiro e de várias apresentações ao vivo, encontraram-se com Ricardo Cabral para darem inicio à gravação e produção do primeiro EP, Bazar Esotéricoque saiu em formato digital pelo Coletivo Farra, em junho de 2019, e em formato físico pela Saliva Diva, em fevereiro de 2020.

Dos escombros encontrados no Bazar Esotérico que revelavam o esboço de um ritual anarco-religioso, inspirado nos ensinamentos da dark wave e post-punk, os Conferência Inferno, passam de duo a trio, integrando José Miguel Silva, e estreiam-se na longa duração com a saída, no passado dia 5 de fevereiro, de Ata Saturna. 

Este trabalho, que revela "novos achados arqueológicos sobre a misteriosa Conferência Inferno" foi o mote para a entrevista que se segue com os "3 cientistas encarregues de sintetizar uma figura robótica, mais consciente e senciente que os humanos seus contemporâneos".

Para quem não vos conhece, quem são os Conferência Inferno? 

Conferência Inferno (CI) - Somos 3 amigos que nos juntamos para fazer música e beber uns copos. 

Em janeiro de 2020, aquando do concerto em Lisboa no Sabotage Club (um dos espaços icónicos que sucumbiu à crise), apelidamos-vos de “Música de Salvação Nacional” - recriam uma atmosfera muita ligada aos anos 80, ao nível da sonoridade, o que não deixa de ser surpreendente, tendo em conta a vossa geração. Qual a conceção que está na vossa origem? 

CIEstá em fazer música, divertirmo-nos, ver se as máquinas funcionam. Quando não temos nada para fazer no final da tarde, compomos. 

Em 2019, editaram o EP Bazar Esotérico com a chancela do Colectivo Farra/Saliva Diva. Já este ano, juntaram-se à família da Lovers & Lollypops para o lançamento de Ata Saturna. O que mudou nos vossos objetivos? Qual a razão desta mudança? 

CIOs nossos objetivos são os mesmos. A única coisa que mudou foi a casa, mas jogamos da mesma maneira. 

De que modo é que Ata Saturna se diferencia de Bazar Esotérico? Encaram-no como um prolongamento e uma evolução natural do vosso EP ou traz-nos algo de novo? 

CI Não diríamos que há propriamente uma evolução, pois acabamos por seguir a linha do que fazíamos. O som acaba por ir mudando, porque temos máquinas diferentes e porque introduzimos um novo elemento. 

Capa de Ata Saturna

O título deste trabalho não deixa de nos suscitar alguma curiosidade. Como é que surgiu? Existe alguma mensagem subliminar ou algum tipo de simbolismo? 

CI O nome Ata Saturna conjuga a ideia de ata enquanto registo e Saturna, como palavra inspirada pelo festival Saturnália, evento durante o qual os romanos “deitavam abaixo” todas as convenções sociais e entravam num deboche globalizado. Como procurávamos inspirar-nos numa forma de representação do deboche, chegamos a este nome. 

Dos vários temas, há algum que elegeriam como o “porta estandarte” do álbum? 

CI Não conseguimos fazer isso. De alguma forma todos eles são importantes para aquilo que o álbum representa. 

Ao ouvirmos Ata Saturna sentimos uma ansiedade constante. Não há a certeza de amanhã, é como se o “futuro fosse hoje”. Esta ansiedade que as letras nos provocam é de alguma forma anulada pela música que se assume como o ansiolítico. Como é que sentem ou definem Ata Saturna

CI Isso tem a ver com a forma como cada um interpreta a música. É muito pessoal. Uma pessoa pode interpretar dessa maneira, mas outra poderá achar que os temas são só irritantes, outra pode achar calmo. É algo que está mais do lado do ouvinte definir do que do nosso. 

Este novo trabalho, que se apresenta como a vossa estreia na longa duração, é composto por 8 faixas (7 das quais tivemos a oportunidade de ouvir, ao vivo, no início de 2020). Querem falar-nos um pouco dos temas? 

CI No geral as faixas falam muito sobre o tentar desvendar problemas e situações da vida, assimilar o que está a nossa volta. Também falam sobre mudança e arrependimentos, angústia e ansiedades num cenário urbano, cinzento e que nos faz sentir minúsculos e motivados ao mesmo tempo.


Ao longo da história da música foram produzidas bandas sonoras, musicadas ao vivo, que serviram de pano de fundo a filmes intemporais. Se vos colocassem perante um desafio destes, que filme ou realizador escolheriam? 

Raul Mendiratta Os Abismos da Meia Noite, António Macedo. 

Francisco Lima Alta Fidelidade, de Tiago Guedes e Frederico Serra.

José Silva - 1ª Vez 16 mm, Rui Goulart.

Como têm vivido a vossa “normalidade” nestes tempos pandémicos? 

CI Ficar em casa, ver mais filmes, ler mais. Temos também tocado mais e feito mais música que não apenas para os Conferência Inferno

O que vos move ou vos inspira nas vossas criações, a ficção ou a realidade? E a nível musical, que bandas e projetos nacionais e internacionais vos inspiram? 

CI Inspiramo-nos numa realidade ilusória, em sonhos, memórias turvas e degradadas ou alteradas. 

A nível nacional a editora Ama Romanta, os Pop Dell'Arte e a nível internacional, inspiram-nos movimentos distintos, como o kraut alemão, a música belga, os anos 80 de Manchester e Nova Iorque. 


As audiências dos media não estão viradas para as pequenas editoras e projetos que na realidade vão proliferando, muitas delas assentes numa filosofia DIY. Como tencionam contornar estes “privilégios” só para alguns? 

CI - Não é algo com que nos preocupemos numa base regular, pois na realidade nós só queremos fazer que gostamos. No entanto, achamos que é muito importante que, ao mesmo tempo, surjam meios mais ligados a circuitos independentes, para que as coisas se mantenham frescas. 

Colocando-nos num cenário pessimista despoletado por esta nova realidade que nos atormenta a todos, nomeadamente com a Cultura que se encontra num estado moribundo, quais as alternativas que têm pensadas para promoção deste novo trabalho? Espera-se alguma apresentação em streaming de Ata Saturna para breve? 

CI Vai ter de acontecer por streaming. É claro que não substitui a forma como se faziam as coisas antes da pandemia, mas estamos a tentar trabalhar com aquilo que se pode fazer atualmente e fazer o melhor possível com as alternativas que agora se criaram. Por isso esta primeira apresentação vai ser online, através das plataformas digitais do Teatro Municipal do Porto, Rivoli. 

Se criássemos uma rubrica denominada em “Em busca do tempo perdido”, o que é que gostariam de fazer para recuperar estes longos meses, que de alguma forma sentimos que nos foram “roubados” e em que o futuro está envolto em tanta incerteza? 

CI Não foi assim tão perdido, porque aproveitamos para gravar o álbum, mas se pudéssemos íamos numa rave com cinco dias, pelos menos! 

Para terminar, têm alguma recomendação para os nossos leitores de artistas que tenham escutado nos últimos tempos? 

CI - Colectivo Vandalismo, Love is Fine dos Sal Grosso, 3i30



Citando Manuel Molarinho, "quem já se cruzou com Ata Saturna descreve um novo messias, que traz novas niilistas em melodias simples e cativantes, gritando constantemente que o apocalipse já aconteceu, a sina cumpriu-se, a anarquia conteve-se, o amanhã não é promessa, a ansiedade é perpétua, o Sol nunca nasce aqui. O engenhoso invento, encomendado com o objetivo de viciar os humanos nas suas contradições mais básicas, foi testado confidencialmente e os resultados, agora disponíveis para o mundo, mostram que o planeta pode ter construções mais empáticas que os seus criadores e semelhantes."

Deixem-se viciar por este "engenhoso invento", assistindo à apresentação de Ata Saturna na plataforma online do Teatro Municipal do Porto - Rivoli, num contínuo, entre os dias 19 e 21 de fevereiro através da aquisição de bilhete na Bilheteira Online.

Entrevista por: Armandina Heleno 

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Novo disco de Sourdure anunciado para abril


“De Mòrt Viva” é o quarto álbum de Sourdure, pseudónimo do artista francês Ernest Bergez que integra bandas como Kaumwald, Orgues Agnès e Tanz Mein Herz. Este LP, lançado 4 anos após “L’Esprõva”, tem lançamento previsto para dia 2 de abril, sob o selo de Pagan e Les Disques du Festival Permanent.

Nesta obra, Sourdure promete uma poesia sónica e invulgar, criado com a religiosidade pagã em mente e contendo fortes odes espirituais tão cuidadosamente compostas quanto um baralho de cartas Tarot. Apesar de fazer lembrar alguns nomes da música tradicional norte-africana, como Nayim Alal ou Tinariwen, sustenta-se sempre por uma veia poética e sempre curiosa em explorar novos horizontes musicais dentro da música do mundo. 

O álbum irá contar com dez faixas, sendo “La Rupture” o nome do primeiro single, que já está disponível em todas as plataformas digitiais. Ora ouçam lá:


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'The Falling', dos The Underground Youth chega em março

'The Falling', dos The Underground Youth chega em março


Ao décimo trabalho de estúdio os The Underground Youth conduzem a sua melancolia post-punk ácida para um som mais refinado e despojado que entra no mundo da folk-noir romântica e sombria. The Falling - o novo trabalho - apresenta uma paisagem musical mais suave e cinematográfica moldada por guitarras, piano, acordeão e uma presença pesada de violino e arranjos de cordas. A nova atitude na abordagem sonora é um reflexo do trabalho mais sincero e introspetivo da banda até hoje e será do agrado dos fãs de nomes como Leonard Cohen, Bob Dylan, Nick Cave e especialmente Dune Messiah. Relativamente ao novo percurso sonoro abordado em The Falling, Craig Dwyer - mentor do projeto - explica:

"Liricamente, este álbum encontra-me na minha forma mais honesta e autobiográfica. Eu ainda envolvo a realidade do que escrevi dentro de um cenário meio fictício, mas a honestidade e o romance que brilham em todo o álbum são mais sinceros do que nos meus trabalhos anteriores. A ideia era retirar a banda para permitir um espaço lírico para respirar (...) Nascido da tristeza pela forma como a pandemia mundial mudou a indústria que estava a prosperando, este álbum também funciona como uma carta de amor ao passado". 

O novo disco chega às prateleiras dois anos após Montage Images Of Lust & Fear (2019, Fuzz Clube traz ao posto de escuta oito temas inéditos. Destes são já conhecidos o assombroso em desenvolvimento lento "A Sorrowful Race" e o exercício vívido de introspeção solene "You Are The One" que marcam, conjuntamente, uma boa impressão no novo rumo atmosférico e sonoro do projeto. Enquanto o lançamento se aguarda é sintonizar:



The Falling tem data de lançamento prevista para 12 de março nos formatos digital, vinil, CD e cassete pelo selo Fuzz Club Records. Podem fazer a pre-order do disco aqui.



The Falling
Tracklist:
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01. The Falling 
02. Vergiss Mich Nicht 
03. Egyptian Queen 
04. And I... 
05. A Sorrowful Race 
06. For You Are The One 
07. Cabinet Of Curiosities 
08. Letter From A Young Lover

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Odete na lista de artistas de 2021 da plataforma SHAPE

@Filipa Machado

A plataforma de apoio à cultura e artes audiovisuais SHAPE anunciou a lista de artistas para 2021. Entre os 48 artistas selecionados encontra-se Odete, produtora, DJ e artista multidisciplinar cujo álbum de estreia, Amarração, integrou a lista de melhores lançamentos de 2019 para a nossa redação.

Odete é assim a terceira artista portuguesa a integrar o cobiçado galardão, que incluiu IVVVO e Violet em edições anteriores. Entre as restantes nomeações destacam-se caras conhecidas do público português como Nazar, Kali Malone e Shapednoise, que já atuaram em Portugal em várias ocasiões. A italiana Valentina Magaletti, que integra projetos como Tomaga, Vanishing Twin ou CZN, que divide com o português João Pais Filipe, também foi selecionada.

Co-financiada pelo programa Europa Criativa da União Europeia, a plataforma SHAPE (Som, Arte Heterogenea e Performance na Europa) reúne 16 organizações europeias sem fins lucrativos ativas na rede ICAS - International Cities of Advanced Sound que visam apoiar, promover e intercambiar músicos emergentes e artistas interdisciplinares com interesse na área do som. Existente há sete anos, esta plataforma seleciona anualmente 48 músicos e artistas de diferentes quadrantes para participar em programas de residências, workshops e palestras em festivais e eventos especializados como o polaco Unsound ou o berlinense CTM.

No ano passado, Odete venceu a primeira edição do prémio RExFORM - Projeto Internacional de Performance, criado em parceria pelo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) e a BoCA - Bienal de Arte Contemporânea.



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Kill Shelter e Antipole juntam-se em álbum colaborativo

Kill Shelter e Antipole juntam-se em álbum colaborativo

Tanto Kill Shelter como Antipole não são nomes estranhos para os fãs das andanças darkwave e coldwave. Tendo já trabalhado juntos em vários projetos paralelos desde 2018 os dois nomes juntam-se agora para dar vida ao primeiro álbum colaborativo. Intitulado A Haunted Place, o novo registo oferece um cardápio de oito temas inéditos que chegarão às prateleiras em março na chancela francesa Manic Depression Records. Até lá há um aperitivo de entrada, "Raise The Skies" - mais uma amálgama eletrónica profundamente estimulante à dança - disponível para consumo imediato. O novo tema apresenta-se como uma dicotomia entre a celebração da vida e a certeza da morte, lidando ainda com a perspetiva de viver/ser e vem acompanhado por um trabalho audiovisual, disponível abaixo.


O novo trabalho é envolvido pela melancolia estimulante e sombria que caracteriza o trabalho dos dois nos seus percursos a solo e, segundo a nota de imprensa é um álbum altamente emotivo que lida com sentimentos pessoais como a  perda, o vício, o isolamento e os remorsos. Como o próprio nome indica, A Haunted Place é um disco repleto de agudos angustiantes e graves introspetivos. Segundo Pete Burns, mentor do projeto Kill Shelter

"O conceito deste álbum nasceu de algumas das conversas que o Karl (Antipole) e eu tivemos na altura. O sentimento lírico em A Haunted Place é uma reminiscência de Keats e dos românticos sombrios e reflete fortemente a fragilidade da vida humana. (...) Musicalmente, eu queria ter certeza de que encontraríamos um equilíbrio entre as influências e as assinaturas sonoras e, ao mesmo tempo, entregar algo inesperado no processo."

A Haunted Place tem data de lançamento prevista para 26 de março, nos formatos digital, vinil e CD pelo selo Manic Depression. Podem fazer a pre-order do álbum aqui.



A Haunted Place
Tracklist:

01. Raise The Skies 
02. Burn Bright 
03. A Kiss in the Rain 
04. Into the Fire 
05. All for Nothing 
06. The Edge of Reason 
07. Of Roses and Thorns 
08. Every Waking Hour

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@c estreiam-se pela Holuzam com Liminal Movements





Liminal Movements assinala a estreia dos portugueses @c pela Holuzam. O mais recente álbum da dupla composta por Miguel Carvalhais e Pedro Tudela é o primeiro lançamento do ano por parte da editora lisboeta, e traz cinco momentos/movimentos resultantes de um espétaculo, intitulado Lâminas, que o grupo apresentou em duas performances no Teatro Maria Matos (Lisboa) e no gnration (Braga) em 2017. 

O disco, que tem prensagem agendada para o próximo dia 25 de fevereiro, em edição limitada a 150 cópias em digipack, conta com a particpação de Angélica Salvi, na harpa, João Pais Filipe, na bateria e percussão, e Ricardo Jacinto no violoncelo e programação. André Gonçalves e João Coutada são responsáveis pela captação das performances.

Para assinalar o lançamento de Liminal Movements, a Flur Discos, que gere o acervo da Holuzam desde 2018, convidou os dois músicos a criarem quatro mixtapes para a série Confinamix, inciada durante o segundo confinamento a 15 de janeiro. A primeira, assinada por Miguel Carvalhais, já pode ser conferida aqui.

Liminal Movements encontra-se disponível para escuta e compra antecipada no Bandcamp da Holuzam. O artwork é de Márcio Matos.




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"A Dobra" é o novo single de Saloio



Depois de "Páscoa", Saloio chega com novo single chamado "A Dobra". Numa editora que se preza mais usualmente pelas batidas, pela instrumentação — mas não só —, Leonardo Rocha está na linha da frente na vertente de cantautor na Monster JinxAlém de se ocupar das seis cordas em Don Pie Pie (na fusão eclética entre o jazz, o math rock e tantos outros), a solo o seu foco passa pela criação de canções sonhadoras e contemplativas.

"A Dobra" chega ilustrada com videoclipe e segundo o artista "é uma canção de autorreflexão onde procuro respostas em silêncio comigo mesmo, como se fosse a retrospetiva de um caminho onde coleto as próprias pegadas e vislumbro as dobras criadas por mim com o intuito de as desdobrar". Defende a introspeção como "uma ferramenta que promove em parte o próprio esclarecimento, que por sua vez me ajuda a relativizar o que me rodeia e a calçar o chão sem receio". 

Assim, "A Dobra" é a nova banda-sonora para viagens de carro, editada pela Monster Jinx. Se procuram dream pop etéreo ou rock alternativo, se quiserem viajar mesmo em quarentena, atentem a este novo trabalho do músico do Porto.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Iceage estreiam-se pela Mexican Summer em maio


Seek Shelter vai levar os dinamarqueses Iceage ao catálogo da Mexican Summer pela primeira vez. O quinto álbum de estúdio da banda de Elias Rønnenfelt está agendado para sair no dia 7 de maio e já conta com dois singles de avanço. O mais recente, "Vendetta", sucede o anterior "The Holding Hand", publicado nos primeiros metros de fevereiro, e encontra-se disponível nas principais plataformas de streaming.

O LP foi gravado no estúdio Namouche, em Lisboa, com o apoio do ex-Spacemen 3 Peter Kember e Nis Bysted, e conta com arranjos do Gospel Collective de Lisboa. A mistura ficou a cargo de Shawn Everett.

Seek Shelter assinala um ponto final com a Matador Records, que editou os os três álbuns que antecederam Seek ShelterYou're Nothing (2013), Plowing Into the Field of Love (2014) e Beyondless (2018). O último, juntou os dinamarqueses grupo à cantora e modelo luso-descendente Sky Ferreira para um tema, e recebeu justos aplausos por parte da crítica internacional, com várias entradas nas listas de melhores do ano. Desde então, o grupo publicou alguns singles esporádicos, como o tema "Balm of Gilead", editado a meias com os Black Lips, ou a mais recente "Lockdown Blues".

O vídeo que acompanha "Vendetta", realizado por Jonas Bang, estreia esta quarta-feira às 17h. Confiram-no em baixo:


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Lost Girls (Jenny Hval e Håvard Volden) anunciam álbum de estreia


Lost Girls, o projeto de Jenny Hval e Håvard Volden, anunciou o lançamento do seu álbum de estreia, Menneskekollektivet. Agendado para sair no próximo dia 26 de março pela norueguesa Smalltown Supersound (Supersilent, Kelly Lee Owens), o LP assinala a primeira vez que Hval e Volden, cuja relação profícua dura já mais de uma década, gravaram juntos em estúdio. 

Menneskekollektivet (norueguês para "coletivo humano") sucede o anterior EP Feeling, que marcou a estreia do projeto nas edições em 2018. O seu primeiro avanço, homónimo, é uma caleidiscópica faixa de 12 minutos que cruza as narrativas táteis de Hval com electrónicas sofisticadas e ritmos circulares de cariz tribal. Confiram-na em baixo.

Antes, a dupla já havia editado enquanto Nude on Sand, que lançou o primeiro e único disco, homónimo, em 2012. Em 2019, Jenny Hval, que conduziu também o projeto Rockettothesky, editou o seu mais recente álbum a solo, The Practice of Love (um dos melhores lançamentos desse ano para a nossa redação).

O lançamento físico de Menneskekollektivet, em vinil, está agendado para sair no dia 23 de abril.



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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Favela Discos publica terceiro volume de IN TRUX WE PUX



Saiu hoje IN TRUX WE PUX 03, o terceiro de quatro volumes que a Favela Discos desenvolveu no âmbito do programa de apoio à criação artística Criatório 2019

Com o objetivo de registar um conjunto de correntes sonoras e de práticas colaborativas que se têm desenvolvido no cenário da música experimental feita no Porto, este terceiro disco é dedicado a uma peça de improvisação colectiva da orquestra experimental informal Milteto, grupo que surgiu do seio da Favela Discos, em 2014, e que tem servido como plataforma de colaboração entre músicos do coletivo e artistas tangentes à cena experimental do Porto. Gustavo Costa, Inês Castanheira, João Ricardo, Pedro Augusto e Rafael Silva são os convidados responsáveis por este terceiro volume, pensado e dividido em duas partes consoante as características e instrumentos de cada um: na primeira, explorou-se um espaço mais electrónico através de sintetizadores; na segunda, sem instrumentos electrónicos, exploraram-se processos de improvisação mais físicos e orgânicos.

IN TRUX WE PUX 03 está disponível a partir de hoje, em vinil e digital, no Bandcamp e Matéria Prima. A capa é da autoria de Tomé Duarte.


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Hause Plants apresentam single do EP de estreia

Hause Plants apresentam single do EP de estreia

"Visual Diaries" é a primeira amostra de Film For Color Photos, o EP de estreia dos Hause Plants, com edição prevista para maio de 2021, via BIRTHDIY / Spirit Goth, editora de Los Angeles.

Em "Visual Diaries", Guilherme Correia, líder do projeto, aventura-se pelo formato canção usando estruturas mais clássicas. A voz assume-se como o elemento principal, mas as ambiências e rodopios de guitarra que caracterizam os singles "City Vocabulary" e "Hazy", lançados em 2020, não são descartados. Nota-se a influência de bandas como The Drums, Alvvays e Wild Nothing, e um contraste entre indie pop dançável e distorção que pisca o olho ao universo shoegaze.


Produzida por Hause Plants, gravada, misturada e masterizada por Miguel Vilhena (Niki Moss, Savanna, Castilho), "Visual Diaries" conta ainda com um videoclip realizado por Manuel Casanova.


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Elder, Pallbearer e Irist no Amplifest 2021


O Amplifest revelou hoje mais três confirmações para a edição de 2021. Elder, Pallbearer e Irist juntam-se aos já confirmados Amenra, Caspian, Cult of Luna, Envy, Holy Fawn, Jo Quail, Oranssi Pazuzu, Telepathy e Wolves in the Throne Room, que atuam no Hard Club, no Porto, entre os dias 8 e 10 de outubro.

Naturais de Massachusetts, os Elder são o quarteto de Nicholas DiSalvo, Jack Donovan, Michael Risberg e Georg Edert. O seu mais recente álbum, Omens, revela uma colorida tapeçaria que cruza o músculo do stoner com cerebralismos prog e o pulso motorik da kosmische alemã, e serve de mote para o regresso dos americanos a Portugal.

Os Pallbearer, que também gozam de um estatuto confortável em Portugal, regressam ao Amplifest, onde atuaram pela última vez em 2014, para apresentar o seu último álbum Forgotten Days, que assinalou a estreia do quarteto pela Nuclear Blast.

Os Irist, quinteto sediado no estado norte-americano da Georgia, e no qual militam elementos oriundos do Chile, Argentina e Brasil, apresentaram-se ao mundo com Order of the Mind, a estreia em longa-duração do grupo que será cartão de visita na estreia em palcos portugueses.

Os bilhetes para o evento podem ser adquiridos online em amplificasom.com. O preço para o fim-de-semana de concertos, experiências, conversas e muito mais é de 115 euros.  


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domingo, 14 de fevereiro de 2021

Chico da Tina e tripsyhell celebram São Valentim com lançamento de 'love tape'



Love Tape é o nome do novo EP dos portugueses Chico da Tina e Tripsyhell, lançado como forma de celebração do Dia de São Valentim. Consiste em sete faixas lançadas no YouTube, contando também com a presença de nomes convidados como Puto JouleSkrt Cobain e os trappers brasileiros Lil Zé e VirginGod

Esta colaboração diverge um pouco da personagem híbrida de trapper e tradicionalista minhota que Chico da Tina abordou até agora para se aproximar mais do território musical de Tripsyhell, que se versa mais num trap de tom mais agudo e internacionalizado com uma certa estética de lo-fi trap pelo meio. Liricamente, o EP conta com letras ora apaixonadas, ora mulherengas, ora de coração partido. 

Esta obra está disponível na sua íntegra no canal de YouTube da Rensascença Portuguesa. Relembramos também que o segundo álbum de Chico da Tina, E Agora Como É Que É, tem lançamento previsto para este ano. 


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