sábado, 6 de março de 2021

John Lennon / Plastic Ono Band recebe box set definitiva


O icónico álbum de estreia de John Lennon, John Lennon / Plastic Ono Band, vai receber o tratamento definitivo. O compreensivo box set está agendado para sair no próximo dia 16 de abril e inclui outtakes, demos, sessões improvisadas e a sessão completa da gravação ao vivo de Yoko Ono / Plastic Ono Band, de Yoko Ono, ao longo de oito discos. A coleção inclui seis CDs, dois discos de áudio Blu-ray, um livro de 132 páginas, um poster e mais de 80 gravações inéditas.

Lançado em dezembro de 1970, John Lennon / Plastic Ono Band assinalou a estreia de John Lennon a solo após a separação dos Beatles. Produzido por Phil Spector, e descrito por Lennon como "a melhor coisa que alguma vez fiz", o disco conta com a participação de Ringo Starr na bateria e Klaus Voormann no baixo e inclui canções emblemáticas como "Mother", "“Working Class Hero" ou "God".

Yoko Ono, que se encarregou da produção e direção criativa da reedição, explica que a parelha de álbuns Plastic Ono Band expressava uma ideia da "realidade realmente crua, básica e verdadeira" que a dupla estava a transmitir ao mundo na altura. "Estávamos a influenciar outros artistas, a dar-lhes coragem, a dar dignidade a um certo estilo de vulnerabilidade e força que não foi aceite na sociedade daquela época". Foi uma revolução para um beatle dizer: 'Escute: eu sou humano, sou real'. Levou muita coragem para [o John] fazer isso."

A nova e definitiva mistura de "Mother", o tema de abertura de John Lennon / Plastic Ono Band, já pode ser conferida em baixo.




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Laure Briard lança EP cantado em português


Laure Briard
lançou o EP Eu Voo, inteiramente cantado em português, no passado dia 19. É o segundo lançamento nesta língua lançada pela artista de origem francesa, dois anos após Coração Louco. Foi gravado no estúdio Dissenso, em São Paulo, em colaboração com os mexicanos psicadélicos Boogarins e sob o selo da editora francesa Midnight Special Records

Nesta obra, a artista abraçou o tropicalismo de Gal Costa e os grooves dos Novos Baianos sem abandonar as suas raízes de indie e pop franceses, presentes em outras das suas obras, como Sur la piste de dance ou Un peu plus d’amour s’il vous plaît, tornando-a numa autêntica colisão de culturas. Tal fusão franco-brasileira deve-se também à mixagem de Marius Duflot e à masterização de Chab

Para os curiosos, Eu Voo já se encontra disponível em todas as redes sociais, sendo possível espreitar abaixo.

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sexta-feira, 5 de março de 2021

Monster Jinx junta toda a turma roxa e edita álbum criado por coletivo de cinco produtores


Monster Jinx Type Beat nasce a convite do Musicbox, que apoiado pelo Fundo de Emergência Social de Cultura, da Câmara Municipal de Lisboa, desafiou seis editoras independentes portuguesas para criar projectos originais para Coletivo. Essa foi a semente necessária para fazer nascer um projecto que tanto sentido faz no coletivo Monster Jinx, quando convidados ao lado de editoras como Omnichord Records, Cuca Monga, CelesteMariposa, Discotexas e Lovers & Lollypops.

Monster Jinx Type Beat é a banda móvel e mutável que inclui toda a turma roxa num único processo criativo. A formação atual conta com Maria, MAF, DarkSunn, SlimCutz e Vasco Completo. Um processo criativo de banda à distância não é ideal, mas entre chamadas zoom e muito bom espírito, a criação solitária de cada produtor em sua casa deu a sensação de estarmos perante uma jam virtual – o que se reflectiu largamente no produto final. Monster Jinx Type Beat é a uma junção coesa e criativa da sonoridade de todos os intervenientes. Não há aqui elementos que lideram e outros que tocam o que lhes é pedido. Há uma banda que ambiciona criar um grande disco.

“IDK”, single lançado a 27 de dezembro do ano passado foi o primeiro vislumbre de um trabalho maior que pretende criar raízes para uma Monster Jinx que colabora mais musicalmente entre si. Monster Jinx Type Beat será posteriormente – em data a anunciar – apresentado na iniciativa do Musicbox Coletivo.

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Revolve participa na experiência COMMON MULTIVERSE INITIATIVE

A Revolve, editora e promotora independente oriunda de Guimarães, é a única programadora portuguesa entre os 55 responsáveis pela curadoria do festival nesta edição do COMMON MULTIVERSE INITIATIVE.

O COMMON MULTIVERSE INITIATIVE é um festival digital que promove a exploração de música e performance durante 10 dias onde, através de diferentes salas, os participantes podem ter acesso a performances multidisciplinares com o objetivo de promover o trabalho de emergentes e consolidados artistas. Face à situação do último ano, e com a necessidade de mostrar e juntar artistas ao público, a COMMON, assente na plataforma currents.fm, convidou coletivos, promotoras e programadores a fazerem a curadoria de salas digitais com conteúdos exclusivos. A Revolve foi convidada e respondeu a este desafio com um alinhamento que conta com artistas nacionais e internacionais - Alex Zhang Hungtai, Débora Silva, Dust Devices, Farwarmth, Jonathan Uliel Saldanha, Mette Rasmussen, Ricardo Martins, Tó Trips, DJ Lynce, e DJ Otsoa.

O acesso aos conteúdos digitais entre 12 a 21 de março é gratuito, sendo que a participação é também voluntária, pelo que se apela ao donativo consciente e à subscrição dos canais dos artistas, de forma a providenciar a única fonte de rendimento nesta experiência coletiva.

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"Youth and Grandeur" é o novo single de Old Jesusalem


Os aziagos caminhos da pandemia e do confinamento impossibilitam-nos de ter hoje disponível nas lojas, como seria previsto, o novo álbum de Old Jerusalem. Fica adiado por algumas semanas o seu lançamento. Certain Rivers verá finalmente a luz do dia no próximo dia 14 de maio.

Para entreter o tempo até lá, foi lançado hoje "Youth and Grandeur", uma das canções constantes do álbum, evocativa de tempos mais luminosos, de juventude e glória e vida ao sabor da estrada, sob o auspício inescapável do "agora" que nos toca viver - e viver bem - entre a sombra de ontem e a luz de amanhã. O vídeo que a acompanha é da autoria da Mariana Vasconcelos.

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Os SUIR camuflam as saudades dos concertos em 'Studio Session'

Os SUIR camuflam as saudades dos concertos em 'Studio Session'
© Caroline Bonarde


Três anos depois de se terem afirmado como uma das novas grandes bandas no cenário alternativo europeu, com o muito aclamado SOMA, os alemães SUIR regressam aos holofotes para matar as saudades dos concertos ao vivo enquanto nos preparam para aquele que virá a ser o terceiro disco da dupla. Na calha trazem Studio Session, um disco gravado em estúdio na ausência dos concertos ao vivo durante o presente período pandémico em 2020. No seu home studio Denis Wanic e Lucia Seiss regravaram uma seleção de faixas dos álbuns anteriores numa versão ao vivo que captura a sensação crua e intensa dos seus concertos. A edição que recebe o formato físico inclui ainda uma faixa inédita, intitulada "Not Accustomed To Be Hurt", a chegar às plataformas de streaming em abril.

Donos de uma sonoridade atmosférica, densa e profunda, os SUIR constroem o seu universo muito próprio através de uma interação constante de guitarras e sintetizadores, apoiada por ritmos de bateria minimalistas e letras melancólicas. Afastados dos palcos, o duo consolidou o seu charme através dos concertos ao vivo de aura cinematográfica definida por paredes de som complexas e a visualização hipnótica. Enquanto o sucessor de SOMA (2018, Manic Depression Records, Black Verb Records) não chega os SUIR revelam-nos agora as tonalidades reais de "Warsaw" no seu habitat com o público. Aproveitem para assistir ao resultado abaixo.


Studio Session tem data de lançamento prevista para 1 de abril em formato vinil e digital pela editora holandesa Wave Tension Records e em CD e cassete numa edição de autor. Podem fazer a pre-order do vinil a partir deste link.


Studio Session Tracklist:

01. Intro 
02. Calamity 
03. Warsaw 
04. White Spheres 
05. Gewalt 
06. Den Of Thieves 
07. Not Accustomed To Be Hurt (previously unreleased)

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THOT celebram 10 anos de 'Obscured by the Wind' no formato vinil

THOT celebram 10 anos de 'Obscured by the Wind' no formato vinil
© Van's Ography


Dez anos depois de terem colocado cá para fora Obscured by the Wind (2011) os belgas THOT reeditam agora a obra no formato físico com uma edição em vinil dedicada. De volta a março de 2011 (sem nunca abandonar 2021) é notória a evolução sonora que os volvidos anos lhes colocaram no corpo. Em Obscured by the Wind é forte a veia industrial e punk e o profundo ecletismo na abordagem musical. Mais enérgicos e efusivos que nos últimos trabalhos lançados é curioso voltar a entrar na viagem alucinante Obscured by the Wind, rica em ambientes tão pesados e densos, como purgativos. Os anos tornaram o projeto mais experiente e focado noutros contextos, mas não deixaram para trás todo o universo rítmico que ganha primazia nas composições do grupo.

O projeto liderado por Grégoire Fray tem, desde 2005, trabalhado com afinco numa linguagem audiovisual singular que junta uma grande escala de géneros musicais (que vão do rock industrial, post-rock, eletrónica experimental ao post-metal) por forma a dar vida a um apetrecho sonoro a que chamam de vegetable noise music. Uma década depois de um álbum a reviver o auge da eletrónica industrial a nostalgia instala-se e dá lugar a duas versões limitadas no formato físico. Um vinil de cor salpicada e limitado a 200 cópias e disponível em duas versões: "GREEN SUN" (100 cópias) e "WHITE SUN" (100 cópias). Todas as informações relativas a esta edição podem encontrar-se aqui.


Obscured by the Wind chega às prateleiras no próximo dia 1 de junho. Podem fazer a pre-order do disco aqui


Obscured by the Wind Tracklist:

01. Eolien 
02. Take a Bow and Run 
03. Dancing in the Corn 
04. Moved Hills 
05. Spellbound Fields 
06. Blue and Green (Are melting down in a seed) 
07. Solid Insecure Flower 
08. The Hour Speller 
09. Obscured by The Wind


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"100 sonhos" é o novo EP de moisés


Foi hoje lançado 100 Sonhos, o segundo EP do português moisés. Consiste em seis faixas integralmente compostas e produzidas pelo próprio, podendo ser classificadas como um hip hop situado num limbo entre o abstrato e o R&B contemporâneo, sempre com uma veia de rap californiano presente. 

Esta obra mostra-se como uma sucessora natural do EP de estreia, sobre viver, lançado no ano passado. A partir desta linha de sucessão, é possível verificar uma vontade por parte do artista das Caldas da Rainha em mostrar a sua evolução artística ao público, tentando passar a imagem de uma metamorfose gradual. 

100 sonhos já está disponível em todas as plataformas streaming. Abaixo está disponível o videoclip do single “não sei”, realizado pelo artista e por Alexandra Duque.

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Berga Malhas edita segunda compilação

A segunda compilação da Berga Malhas, braço-editorial do Colectivo Bergado, já aterrou no Bandcamp. Berga Malhas Vol.II foi criada e produzida durante o segundo confinamento, "no desconforto das suas respectivas habitações", e reúne nove canções compostas e gravadas por cada um dos elementos do coletivo.

Neste lançamento, que sucede a compilação inaugural da editora, os seus intervenientes estiveram "em completo estado de obscuridade, em isolamento criativo e sanitário", explicam em comunicado. "As trocas e partilhas de sonoridades, faixas ou trechos, durante o processo, eram proibidas, sendo a moldura penal enquadrada entre 20 e os 27 anos de prisão sem condicional". Francisco OliveiraFidelCastroCompanhiadeSamba e Al Perere são alguns artistas incluídos neste trabalho.

Fundado em 2016, o Colectivo Bergado desenvolve, no contexto da cidade do Porto, uma intensa atividade em articulação com a música e as artes plásticas. Os seus elementos preocupam-se com a "transversalidade multidisciplinar, desmantelando barreiras que, tantas vezes, condicionam a liberdade da criação e prática artística e limitam possibilidades ao discurso e à capacidade interpelativa das ideias". Nesse sentido, o grupo criou a Berga Malhas, editora online "que congrega o reportório dos membros do colectivo num espólio ecléctico, como consequência da sua visão idiossincrática". 

Berga Malhas Vol.II estreou esta madrugada e encontra-se disponível no Bandcamp para escuta e compra consciente. A capa é de Marta da Silva.


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Old Jerusalem e :papercutz na programação de março e abril das CLAV Live Session

As CLAV Live Session retomam hoje os concertos da 1ª temporada, num ciclo que se estende até Junho. Nos próximos meses de março e abril, os artistas convidados são o escritor de canções Old Jerusalem, a lufada de ar fresco do jazz nacional Indigo Quintet, a banda de pop-electrónica :papercutz e Tyroliro e a nova aventura musical de Giliano Boucinha.

Esta 1ª temporada trouxe consigo algumas alterações à forma como as CLAV estavam estruturadas e mesmo à sua dinâmica de trabalho. A primeira alteração é que agora as CLAV LIVE SESSION terão dois palcos físicos, a conhecida sala do CLAV - Centro e Laboratório Artístico de Vermil e o novo palco que será nos pólos da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco. Também será alterada a forma de visualização online das CLAV LIVE SESSION. Estas passarão em direto nas páginas de facebook associadas ao evento e só ficarão disponíveis durante dois dias. Para quem quiser rever a sessão terá ainda oportunidade de o fazer em formato televisivo no Canal de TV por cabo Alma Lusa na posição 139 da Meo. Depois dessa retransmissão, as mesmas serão disponibilizadas numa plataforma de streaming criada pela CAISA, onde estarão todas as CLAV LIVE SESSION, e o seu acesso será através de uma subscrição dessa plataforma.

CLAV LIVE SESSION foram o único projeto de programação regular no País que não encerrou, sendo que a única alteração foi a não existência de público no espaço físico.

A programação para os meses de março e abril das CLAV Live Sessions encontra-se disponível em baixo:

5 MAR | 21h30 | Old Jerusalem

19 MAR | 21h30 | Indigo Quintet

2 ABR | 21h30 | :papercutz

16 ABR | 21h30 | Tyroliro

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quinta-feira, 4 de março de 2021

A improvisação livre de João Almeida em dois capítulos

Depois de um ano de 2020 bastante criativo para João Almeida, com os lançamentos de quatro registos - Solo Sessions, Static I, Static II e Live at Zaratan: Almeida | Lonberg-Holm |Pereira, o artista lisboeta editou a 1 de março mais dois novos trabalho em nome próprio com o selo da JA Records

Miniatures e Ground Unit foram gravados em formato duo, o primeiro com a colaboração de Pedro Massarrão no violoncelo, sendo o segundo composto com a ajuda de Tiago Paiva na guitarra e electrónica, ambos amigos de longa data de João Almeida. A estética sonora destes registos assenta na improvisação livre, aliada aos diferentes backgrounds de Pedro (música erudita) e Tiago (jazz e do rock).

Ambos os álbuns estão disponíveis em formato físico (CD-R) e digital (plataforma Bandcamp), sendo o artwork da autoria de João Almeida. Confiram-nos na íntegra em baixo:

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"disclaimer" é o novo single de latenightcalls

Ao longo de quase um ano, latenightcalls lançaram três singles e "disclaimer" é o mais recente. Com direito a visualizer já disponível no Youtube, esta peça de indie rock trata-se de "uma música sobre amor" e baseia-se na história de um dos membros, segundo declarações à Threshold Magazine.

"Tentamos fugir a explicar letras ou conceitos a amigos ou a outras pessoas, para evitar soar como se nos levássemos demasiado a sério", confessa Bernardo. Levam as coisas na desportiva, não tivesse a banda começado em 2019 quando uma amiga, Isa, encontrou alguém que "andava a tocar jams com o Valente e estava à procura de um baterista para formar uma banda". 

"Eu encontrei-me com eles e a minha relação com o Valente cresceu muito naturalmente, tanto a nível de música como em termos de amizade", explica o baterista. "Eventualmente, fomos trocando de membros mas mantivemo-nos sempre os dois, até que o Nano, um amigo com quem partilhei uma banda no passado, se juntou a nós".

De momento, são três pessoas a dar vida a estas chamadas tardias que nos chegam do Porto. Na voz, está Valente, um aficionado do rock clássico, acompanhado na bateria por Bernardo, que é mais do punk e do grunge. Já nas teclas, por ordem de Valente, as correntes prediletas são o jazz e o funk, mas todos eles são "muito abertos a novos artistas".

"Apaixonados por música desde criança", começaram a tocar vários instrumentos muito cedo. "Agora que estamos entre os 22 e os 25 anos, temos uma boa noção do que queremos fazer e tentamos abordar a banda como algo sério", avança Bernardo, buscando a distinção entre outras bandas pequenas e independentes.

Batizam-se latenightcalls por causa dos desabafos que tinham lugar sempre de noite. "Quando estamos acordados às duas da manhã, entramos num mood de melancolia e instropeção; se aliarmos isso à música, temos a vibe que queremos passar a quem nos ouça", remata.

A versão acústica de "disclaimer" está para breve e esperam-se também vários outros singles. Para já, fica com este visualizer.

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quarta-feira, 3 de março de 2021

STREAM: NO!ON - 7 2 6

STREAM: NO!ON - 7 2 6


Após terem começado a expandir o seu nome pelo circuito alternativo português, há cerca de quatro anos atrás, os bracarenses NO!ON culminam agora as demos expostas anteriormente conjuntamente com novas abordagens sonoras, no duplo disco de estreia 7 2 6. Bastante ecléticos nas camadas de som exploradas, a dupla composta por Márcio Alfama (Dead​ ​Men​ ​Talking;​ ​Vanished​ ​Into​ ​Nowhere) e Marco Pereira (TatsuMaki;​ ​NyX​ ​Kaos) percorre paisagens que combinam o trip-hop, a eletrónica, o downtempo e o industrial noise sem nunca descurar de tonalidades mais escuras. Do novo disco são-nos familiares os temas que fizeram parte do EP de estreia que aqui se encontram num formato masterizado. Falamos dos primeiros sete temas que integram o alinhamento do disco e que ganham contexto neste álbum pelas influências que vão buscar à A Divina Comédia de Dante Alighieri

As novidades de 7 2 6 ganham início em "Trapped Inside" - malha efervescente a apostar com vigor numa eletrónica de veias industriais -; continuam em "Parallel Curves" - tema imersivo pronto para se fazer ouvir bem alto num club -; com os bpm's a subirem de nível podemos viajar em "Shutdown" e, nas grandes atrações da estreia, encontrar o incrível "Shaman Swan" - uma mistura de noise pungente com uma percussão sónica e feedbacks agradavelmente viciantes. Do disco destaque ainda para a versão cover que os NO!ON fizeram a  "Warm Leatherette", original dos The Normal e que dá por encerrado o primeiro longa-duração da banda. 

7 2 6 foi editado na passada sexta-feira (26 de fevereiro) em formato CD e digital pelo selo francês North Shadows Records. A edição está disponível para compra através deste link e pode escutar-se na íntegra abaixo.


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STREAM: Affet Robot - Fiyasko

STREAM: Affet Robot - Fiyasko


Numa onda de nostalgia aos anos 80 Affet Robot aposta em força nos sintetizadores luminosos no novo Fiyasko, o seu segundo longa-duração de estúdio a chegar às prateleiras quatro anos após Röntgen (2017) e dois depois de Huzursuz Seyirler (2019, Audioban Records). Tendo consolidado o seu nome em cenário europeu nos últimos anos, o regresso do turco Eren Günsan marca uma evolução bastante positiva na sua sonoridade que explora agora uma vertente bem mais synthpop. Depois de, ainda em novembro, nos ter antecipado o disco com "Budala" - hit melancólico e profundamente estimulante - o produtor mostrou ainda o seu lado mais vívido em "Saplantıların Kölesiyim" e regressou no final do mês de janeiro com o terceiro aperitivo de entrada, "Kargaşa" a apostar numa sonoridade híbrida entre as atmosferas negras de "Budala" e a descontração de "Saplantıların Kölesiyim".

Composto em período de quarentena, Fiyasko nasce de um mundo repleto em sintetizadores analógicos, baterias eletrónicas e vocais reverberados em refrões melancólicos, que procuram criar uma perspetiva musical descontraída e incentivadora. O produto final é composto por oito faixas inéditas, que serão do agrado dos fãs de nomes como She Past Away, Cold Cave ou Drab Majesty. Além dos supracitados temas ganham destaque na audição consecutiva do trabalho malhas como a etérea "Eskisi Gibi Olmayacak", a vigorosa "Tutsak" e a sedutora "Çelişki". 

Fiyasko foi editado na passada sexta-feira (26 de fevereiro) em formato self-released e exclusivamente digital. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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Rabu Mazda edita Tá Sempre Pegando Fogo esta semana

 Rabu Mazda edita Tá Sempre Pegando Fogo esta semana

Tá Sempre Pegando Fogo é o novo lançamento de Rabu Mazda, projeto de longa data de Leonardo Bindilatti. Integrante da Cafetra Records e de projetos como Iguanas e Putas Bêbadas, Leonardo estreia-se na Discos Extendes com este segundo disco a solo.

"Mago Mazda", a primeira amostra de Tá Sempre Pegando Fogo, já disponível no Bandcamp, promete um disco dançável e energético, com ritmos contagiantes e uma grande variedade de samples criativos e imprevisíveis. Com referências a funk brasileiro, kuduro, footwork e house, as faixas do disco vão desconstruir registos musicais que nos são familiares, misturando todas estas influências de forma dinâmica.

Tá Sempre Pegando Fogo sai no próximo dia 5 de março em formato digital em vinil. Saibam mais no Bandcamp da Discos Extendes:

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Godspeed You! Black Emperor anunciam novo álbum


Os canadianos Godspeed You! Black Emperor anunciaram o lançamento de um novo álbum. Intitulado G_d’s Pee AT STATE’S END!, o LP de quatro faixas foi produzido por Jace Lasek e está agendado para sair no próximo dia 2 de abril pela habitual Constellation Records.

Num longo comunicado enviado à imprensa, o coletivo de Montreal clamou pela abolição das prisões, da polícia, do imperialismo e dos ricos. A banda encorajou também os fãs a comprar o álbum, disponível em CD e vinil de luxo, em lojas independentes, algumas das quais receberam um disco promocional de 10 polegadas. 

G_d’s Pee AT STATE’S END! assinala o sétimo disco de originais dos canadianos e o primeiro desde Luciferian Towers, de 2017. Um excerto de um minuto do tema de abertura "A Military Alphabet (five eyes all blind) (4521.0kHz 6730.0kHz 4109.09kHz) / Job's Lament / First of the Last Glaciers / where we break how we shining (ROCKETS FOR MARY)" já se encontra disponível e pode ser conferido em baixo.


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"Disvorce" é o segundo avanço para o disco de estreia de Septeto Interregional



Música para dar uma pausa ao confinamento, "Disvorce" é o segundo avanço para o disco de estreia do Septeto Interregional, a nova banda com selo Lovers & Lollypops. O lançamento deste disco acontece já no próximo dia 26 de março, em formato digital e em k7. 

Corria março e o país estava fechado. Com ele, as pessoas isolavam-se, os clubes trancavam portas, as bandas recolhiam os instrumentos ainda sem saber quando poderiam voltar a trazê-los para um palco, fronte a uma plateia. Um cenário pós-apocalíptico parco em encontros, onde emergem novas formas de contacto e de criação, revestidas da urgência de registar, como sempre foi caro à cultura, o momento que a rodeia. 

É neste universo que surge este Septeto Interregional, uma espécie de super banda composta por sete artistas de diferentes localizações geográficas e linguagens, a quem a Lovers & Lollypops e o Musicbox lançaram um desafio: criarem um disco colaborativo que, saindo deste tempo, pudesse viver numa realidade paralela qualquer. Esta "dream team" é constituida por Ariana Casellas (Sereias), Mr. Gallini (Stone Dead), Rafael Ferreira (Glockenwise), Rodrigo Carvalho (Solar Corona), Violeta Azevedo (Savage Ohms), Zézé Cordeiro (Equations) e ainda o artista visual Serafim Mendes, o sétimo elo deste projeto. 

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terça-feira, 2 de março de 2021

VHS regressa à Hayes com Utopia


Utopia é o mais recente trabalho de VHS  pela portuguesa Hayes Collective. O EP de cinco faixas assinala o segundo lançamento do produtor Vítor Hugo Silva pela editora dedicada à música de dança e encontra-se disponível desde o dia 26 de fevereiro em formato digital.

Segundo notas de lançamento, Utopia é "um ensaio ousado sobre a diversidade, tanto na estrutura quanto na textura". "É uma peça rica em cor, jazz e enigma" cuja "aparente leveza" dos arpejos "oculta a precisão exata" das batidas que compõem este EP, que sucede os anteriores Da Selva (2019) e Verde Prado (2020).

Utopia é o terceiro lançamento da Hayes em 2021 e encontra-se disponível para escuta e compra no Bandcamp. A masterização é de João Rodrigues e a capa tem assinatura de João Frederico.


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A black ambient folk dos NOÊTA ganha novo capítulo em abril

A black ambient folk dos NOÊTA ganha novo capítulo em abril


Quatro anos depois da estreia com Beyond Life And Death (2017) os suecos NOÊTA regressam às edições com Elm, disco que esculpe com maior detalhe a sonoridade sombria, melancólica e profundamente celestial explorada no antecessor trabalho. Composto por oito temas inéditos, Elm é um disco liricamente influenciado pelas emoções ligadas ao poema homónimo da celebrada escritora americana Sylvia Plath fazendo-se acompanhar por uma beleza etérea inerente, explorada na voz lúcida de Êlea. O foco nos vocais hipnotizantes ganha ainda mais destaque pela uma instrumentação subtil de personalidade folk assinada por Andris que torna este Elm um produto de consumo bastante aguardado. Prova disso encontra-se no contagiante "Dawn Falls", o primeiro tema de avanço do novo trabalho já disponível para audição na íntegra abaixo.

Descrevendo a sua sonoridade de "black ambient folk", os NOÊTA chamam a atenção pelo som maravilhosamente evasivo que emanam e que soa tão fascinante quanto atraente. "Dawn Falls" veste-se de ambientes profundamente negros no videoclip que o acompanha, mas é indiscutivelmente uma música de texturas puras onde a inocência vigora. Naquela que já é a sua edição mais comercialmente estimulante, os NOÊTA começam a chamar a atenção para o grande público que aguarda conhecê-los e que certamente andará a rodar na playlist nomes como Chelsea Wolfe, Emma Ruth Rundle ou Darkher.


Elm tem data de lançamento agendada para 23 de abril no formato digital, CD e vinil pelo selo alemão Prophecy. Podem fazer a pre-order do registo aqui.


Elm Tracklist:

01. Dawn Falls 
02. As I Fall Silent 
03. Disillusion 
04. Above And Below 
05. Fade 
06. As We Are Gone 
07. Elm 
08. Elm (II)

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STREAM: QUAL - Tenebris In Lux

QUAL TENEBRIS IN LUX STREAM


Em Tenebris In Lux QUAL apresenta uma envergadura sonora ainda mais negra que nos anteriores trabalhos fundindo-se nas tendências estéticas da EBM e da eletrónica de vestes industriais, como um todo. O sucessor de Cyber Care EP (2019, Avant Records) vê William Maybelline apostar com força em novas artimanhas, onde ganha destaque maior a voz de camadas experimentais a que recorre em grande parte dos temas e, ainda, os ritmos de desenvolvimento lento não tão explorados até então. Com uma vibe psicologicamente densa em presença constante, o novo trabalho do produtor captura em pleno a atmosfera estranha de pavor distópico que sentiu no período pandémico, naquela que se apresenta uma viagem de destruição cataclísmica.

Composto por nove temas, de onde já nos tinham sido apresentados os aperitivos de entrada "Inside The Outside" e "VR Slaves", Tenebris In Lux reflete na harmonia a decadência sentida com os constantes confinamentos e a sensação ilusória de liberdade. Se tão depressa nos oferece malhas de uma ansiedade iminente (como é o caso de "Technoid Bloodlust" ou "Life In The Mirror") também muito rapidamente nos coloca perante um cenário de vazio existecial (como se denota em "Rot I Will Not" ou "Pissing Into The Void"). Desde a abertura mecanizada com "Don't Forget Your Smartphone", progredindo para um drone experimental fervoroso em "Equinox Of Death", até às observações plenas do retrato cadavérico da existência - vivenciadas em temas como "My Body Is A Temple" - uma coisa torna-se certa: QUAL não tem limites na sua produção negra. Tenebris In Lux prova-o na essência e o resultado pode assimilar-se agora abaixo.

Tenebris In Lux foi lançado oficialmente no passado dia 1 de março em formato digital, CD e cassete pelo selo Le Disque Noir Records e ainda em vinil. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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NOS Primavera Sound adiado para 2022

©Ana Carvalho dos Santos



Por motivos de força maior, a nona edição do NOS Primavera Sound fica adiada para os dias 9, 10, 11 e 12 de junho de 2022. O anúncio do adiamento foi avançado pela organização minutos depois de o congénere catalão ter anunciado que também só se realizará em 2022.

"Tomámos esta tão dolorosa decisão devido às incertezas que rodeiam a realização de grandes espectáculos nas datas originais do NOS Primavera Sound - 10 a 12 de junho -, que adicionadas às restrições que existem actualmente, fazem com que não seja possível trabalhar com normalidade na preparação do festival nem assegurar a sua celebração", explica a organização em comunicado. 

Os bilhetes adquiridos para as edições de 2020 e 2021 são válidos para a edição 2022, mas pode ser pedida a devolução do seu valor a partir de 1 de Janeiro de 2022. 

O cartaz da edição de 2021 incluía nomes como Pavement, Tame Impala, Gorillaz ou Tyler, the Creator. O novo alinhamento deverá ser anunciado até dia 5 de junho.

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Cinco Discos, Cinco Críticas #65

Cinco Discos Cinco Críticas 65



Com março a brotar começam a surgir também bons frutos para a colheita do ano. Na 65ª edição do Cinco Discos, Cinco Críticas destaque maior para o disco de estreia dos ingleses Black Country, New Road, intitulado For The First Time (Ninja Tune, 2021) que espera-se marcar com vinco este 2021. Não obstante do sucesso encontramos também a estreia do norueguês Sturle Dagsland,com o homónimo Sturle Dagsland (edição de autor, 2021) e o incrível reinventar do produtor francês Sonic Area, com o incrível sétimo disco de carreira. Ki (ant-zen, 2021). Já por terras nacionais destaque para o EP La Langue de l'Ophiolite (Trás-os-Montes Records, 2021) do compositor Filipe Felizardo em colaboração com Yann Gourdon. Já na dmensão de discos longe do fama encontra-se Medicine at Midnight (RCA Records, 2021) dos Foo Fighters.

As mencionadas edições seguem acompanhadas por um texto crítico e podem escutar-se na íntegra, abaixo do mesmo.



Sturle Dagsland | edição de autor | fevereiro de 2021

8.0/10

O artista norueguês Sturle Dagsland lançou no início do mês o seu registo de estreia homónimo. Produzido em conjunto com o seu irmão Sjur, o disco compila onze excertos sonoros de curta duração, altamente expressivos, numa constante mutação entre o etéreo, o selvagem, o abrasivo, pontilhados por vezes por alguma escuridão. 
As realidades que figuram neste disco são proporcionadas pela diversa gama de instrumentos utilizados - guzheng (instrumento chinês depenado), mbira (harpa de dedo do Zimbábue), chifre de bode norueguês, duduk arménio, autoharpa, kalimba africana, marxofone (cítara sem trastes) e nyckelharpa (violino sueco) - instrumentos esses relativamente desconhecidos do público em geral, mas que conferem um caráter global a este trabalho. As raízes norueguesas e o lado mais ancestral deste povo surgem aqui também como parte das inspirações melódicas de Sturle Dagsland.  No que diz respeito às componentes vocais dinâmicas e peculiares de Sturlend, é inevitável não ouvirmos a influência de Björk ao longo do disco, assim como a intensidade indomável dos WU LYF, incorporada no lado mais primitivo da obra do artista. 
Falando nos destaques de Sturle Dagsland, "Dreaming" assume-se como a verdadeira pérola do disco, explorando a deriva ambiental tão familiar em conjuntos como os Sigur Rós. Por sua vez, "Blót", termo utilizado para rituais de sacrifícios de sangue no paganismo nórdico, mostra-se como o tema mais negro e denso deste trabalho, pautado por riffs pesados e gritos, em que o artista entoa recitação nórdica. 
O produto final de Sturle Dagsland apresenta-nos um disco muito intenso, orgânico, revestido de sensibilidades pop angelicais, perceções ritualistas de grande distorção e peso, e ambiências que invocam o lado mais belo da natureza.
Rui Gameiro






La Langue de l'Ophiolite | Trás-os-Montes Records | fevereiro de 2021

7.6/10

La Langue de l'Ophiolite é o resultado da colaboração entre Filipe Felizardo, na guitarra, e Yann Gourdon, na sanfona (instrumento de cordas também apelidado de hurdy-gurdy ou vielle à roue). O álbum é composto por um longo improviso dividido em duas partes, correspondentes aos dois lados de um vinil, formato no qual foi editado pela Trás-os-Montes Records
Gourdon toca no seu instrumento drones densos e hipnotizantes que nos transportam para um local algures entre a realidade e a fantasia. Acordes ininterruptos criam uma atmosfera poderosa que acumula tensão até se tornar algo sombria e tenebrosa, como uma sirene que serve de alarme. Por cima desta base, Filipe Felizardo controla as dinâmicas da música e acrescenta alguma estranheza e diversas melodias com a sua guitarra. As notas são normalmente espaçadas e lentas. Há sempre tempo para respirar, mas também vão ocorrendo pequenos aumentos de intensidade. As vibrações das cordas e a leve distorção são parte integral das texturas sonoras criadas. 
La Langue de l'Ophiolite é uma boa dose de música ambiente que pode ser apreciada como música de fundo, mas recompensa audições mais atentas com uma progressão contínua, em constante mutação.
Rui Santos




Ki | ant-zen | fevereiro de 2021

8.0/10

Ao sétimo trabalho de estúdio Sonic Area chega ao radar com dístico de qualidade e excelência, numa produção marcante de dimensões zen. Intitulado Ki, o novo longa duração do produtor francês argumenta a necessidade do desacelerar de ritmo ao colocar o ouvinte num pano textural minimalista influenciado por estéticas multiculturais. O ki é definido por Koichi Tohei como uma parte integrante da vida a partir do qual o ser humano é gerado. Se o seu corpo estiver repleto de ki e este fluir com abundância, ele será vigoroso e cheio de coragem. É esta sensação que Sonic Area embalsama no novo longa-duração: uma força misteriosa num sopro cósmico que homenageia a cultura japonesa, a arte zen e a filosofia taoista asiática por forma a criar uma paz interior profunda. 
Desde 1997 que o produtor francês também conhecido por Arco Trauma tem trabalhado com vigor numa eletrónica híbrida de texturas experimentais, contudo é neste Ki que propaga mais longe as suas ondas sonoras. O disco, cuja edição física esgotou um dia após o seu lançamento oficial, (aclamado feito nos dias que correm) continua a expandir a sua mensagem numa bivalência sedutora onde todos os elementos sonoros coabitam em harmonia. 
Desde os mares mais calmos de "the praying mantis" às paisagens desafiantes de "gardens feat. hint", passando pela onda hipnotizante de "lotus" ou "wata", Ki apresenta-se uma força sonora teatral, meditativa, purificadora e altamente dinâmica que coloca Sonic Area nos nomes de vanguarda do panorama de música eletrónica atual.
Sónia Felizardo






For the First Time | Ninja Tune | fevereiro de 2021

8.5/10

Trocaram as voltas a tudo e todos. Retiraram versos, adicionaram outros, acrescentaram novos arranjos e untaram tudo numa produção mais limpa e polida. Chamam-se Black Country, New Road, são o septeto londrino mais falado do momento e o seu primeiro álbum, For The First Time, é já uma das revelações deste ano. 
Filhos da mesma new weird britain que pariu Black Midi, Squid ou HMLTD  e que tem no Windmills e na editora Speedy Wunderground os seus berços de eleição –, os Black Country, New Road mantêm os pés bem assentes na tradição britânica do post-punk, mas os seus olhos apontam para outras latitudes: para as caves bolorentas de Nova Iorque (DNA, The Contortions), para as paisagens pacatas do Iowa (Arthur Russell), para as garagens dos bairros de Kentucky (Slint, June of 44). Mas há mais geografias. O klezmer, estilo de música secular judaica, está presente nos temas que abrem e encerram este disco, servindo de cartão de visita para um grupo que, mais que ninguém, conhece a arte de baralhar e voltar a dar. 
Dos seis temas que compõem For the first time, quatro já tinham sido revelados, e dois – "Athens, France" e "Sunglasses" – sofreram alterações consideráveis a nível da estrutura, desde a mudança de algumas letras (que levaram à inevitável regravação destas canções) à notória contenção por parte de Isaac Wood nas funções que desempenha enquanto voraz vocalista do grupo. Há uma nova lavagem a nível de mistura e masterização, mas o que se perde em força abrasiva ganha-se em maturidade e requinte. 
Em 2019, quando haviam lançado apenas dois singles, a publicação online The Quietus apelidava-os de "melhor banda do mundo". O seu primeiro álbum pode muito bem ser o melhor de 2021.
Filipe Costa




Medicine at Midnight | RCA Records | fevereiro de 2021

5.2/10

Medicine at Midnight é o décimo álbum da lendária banda Foo Fighters. Nele, podemos ver os rapazes originários de Seattle a mergulhar numa onda mais alegre e virada para um pop rock, com umas pitadas de rock alternativo ou hard rock. Todavia, a esmagadora maioria da obra acaba por se tornar genérica e até mesmo aborrecida, parecendo mais um álbum dos 5 Seconds of Summer com Dave Grohl a assumir os vocais do que propriamente um disco de Foo Fighters. Apesar de não ser algo mau e intolerável de todo, a falta de criatividade acaba por fazer com que o álbum em si se torne indiferente e esquecível, com quase todas as faixas (exceto "Shame Shame" e possivelmente "No Son of Mine") a entrar por um ouvido e a sair do outro.
João Pedro Antunes

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segunda-feira, 1 de março de 2021

iLana estreiam-se pela Panama Papers com AnalOg


AnalOg é a mais recente empreitada da editora portuguesa Panama Papers. O EP dos italianos iLana data já de 2015, ano em que Martino Gallo, Daniele Sciolla e Alessandro Brignone gravaram e masterizaram o disco, mas foi só em 2021, em plena pandemia, que o lançamento viu a merecida luz do dia.   

AnalOg é uma “explosão de vibrações sintetizadas”, explica a Panama em comunicado, um concílio de “máquinas-deuses” em três faixas que transbordam energia e incitam “movimentos pélvicos e coreografias clubescas”.   

O EP encontra-se disponível desde o dia 26 de fevereiro, em formato exclusivamente digital, e assinala o sexto lançamento da Panama Papers em 2021, dando sucessão aos trabalhos de Tempura the Purple Boy, George Silver, STHIL in LoveBarata Cósmica ou o mais recente Somos todos pó de Estrelas, de DBÉR.   

Encontrem-no no Bandcamp.


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