sábado, 13 de março de 2021

“Noyalain” antecipa novo álbum de Lisa Gerrard e Jules Maxwell


“Noyalain” é o primeiro avanço de Burn, o novo álbum de Lisa Gerrard e Jules Maxwell. Agendado para sair no próximo dia 7 de maio, o álbum que junta a vocalista dos Dead Can Dance ao compositor britânico, que também desempenha funções de teclista na banda australiana, começou a ser gravado em Gippsland, em 2015, enquanto a dupla escrevia canções para O Mistério das Vozes Búlgaras (Le Mystère des Voix Bulgares).

“É com grande prazer que partilho esta colaboração com Jules Maxwell”, explica Gerrard em comunicado citado pela imprensa. "Jules e eu começamos a nossa jornada criativa com os Dead Can Dance. Percebemos que poderíamos conectar-nos através da improvisação e que a exploração musical continua a evoluir com este trabalho."

Burn assinala a estreia da dupla pela Atlantic Curve, editora formada em 2020 por Daryl Bamonte e que integra o grupo Schubert Music Europe, um dos maiores grupos mundiais de editoras independentes. O seu primeiro avanço, “Noyalain”, vem acompanhado de um vídeo (realizado por Jacob Chelkowski) e já pode ser conferido em baixo.

Brendan Perry, que ao lado de Gerrard forma o núcleo dos Dead Can Dance, lançou o seu mais recente álbum solo, Songs of Disenchantment, em novembro.




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Matalascallando lança novo vídeo para "Cough Cough"

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Matalascallando - projeto a solo do cantautor de origem peruana Bruno Angulo - lançou um novo single chamado "Cough Cough" em conjunto com um videoclip bastante intenso. 

O tema da faixa, que tem uma veia flagrantemente lo-fi, revolve ao redor dos tempos tensos que se vivem resultantes da pandemia do COVID-19 e assume-se como uma fervente crítica à desinformação levada a cabo pelos negacionistas e pelos teoristas da conspiração.

Poderão aceder ao resto da discografia do projeto pelo bandcamp do artista, em baixo.




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sexta-feira, 12 de março de 2021

Giugno estreia-se pela Eastern Nurseries com 'Every Morning, Again'


Depois de contribuir com uma faixa para a compilação do primeiro aniversário da Eastern Nurseries, Giugno estreia-se pela editora portuguesa com Every Morning, Again, disponível a partir desta sexta-feira em cassete e digital.  

O terceiro lançamento da editora de Rui Andrade em 2021, Every Morning, Again sucede os anteriores Sundowning, de Volunteer Coroner, e "Untitled (Live From Nowhere)” Remixes, que oferece uma nova visão sobre as canções que fizeram parte do primeiro longa-duração de Otro.  

Segundo notas disponíveis no Bandcamp, o novo álbum de Giugno “retira-se do seu axioma de música club moderna para entregar um mergulho íntimo na emoção humana e desejos passageiros”. São oito temas de baixos esmagadores e arpejos cintilantes gravados em Richmond, Virgínia  e que contam com a participação de Christian Filardo, que contribui com vozes na primeira e última faixa do disco.

A masterização é de John Hannon e a capa recebe a assinatura de Aniana Seara.   


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himalion demonstra as cores do seu "Kaleidoscope"

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O cantautor Diogo Sarabando, mais conhecido por himalion, lança o seu terceiro cartão-de-visita para aquele que será o seu próximo registo BLOOMING, sucessor do EGRESS que foi lançado em janeiro do ano passado. Esta canção é lançada em seguimento das faixas previamente reveladas "On the Morrow" e "Make It Rain".

himalion continua assim a sua sequência de divulgação de duas faixas por mês que pertencerão ao alinhamento final de BLOOMING.

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Herbáceas é o novo disco de Opus Pistorum

Chegou no passado dia 8 de março o mais recente esforço de Opus Pistorum, produtor oriundo do Barreiro. Herbáceas, é assim o título do quinto lançamento do artista, o qual conta já na sua obra com dois EPs e dois álbuns, todos com o selo da Linha Amarela- Produções, label fundada pelo próprio

Gravado na primeira metade de 2020, recorrendo a uma filosofia francamente DIY, com um teclado Casio, field recordings e plugins gratuitos, Herbáceas reúne oito temas, que nos transportam pelo lado mais sedativo e reflexivo da música ambiente, e “exploram a ligação com a natureza e com os organismos vegetais, como ponto de partida para uma reconfiguração revolucionária das relações sociais”, como explica o músico. Cada tema deste disco, com excepção de “Seara” e “Cousteau's Theme”, está associado a uma planta autóctone em solo português. 

Além de retratar o lado verde do mundo em que vivemos, Herbáceas tem também como pano de fundo o elogio à condição do ser humano, que se tem unido para enfrentar a crise social resultante da epidemia de COVID-19.

“Seara” foi o primeiro tema extraído de Herbáceas, exibindo-se como uma cascata sonora embebida em tons sintéticos, adornada pelo saudosismo da guitarra de João Pedroso. Outras faixas merecedoras de destaque neste disco são “Arenaria Montana”, com os seus ritmos de microhouse, e “Cousteau's Theme”, faixa mergulhada na sonoridade da tambura, instrumento indiano.

Herbáceas está já disponível em formato físico (CD) e digital, através do bandcamp da Linha Amarela- Produções. Podem escutá-lo aqui:

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quinta-feira, 11 de março de 2021

Hooligan's Heart é o álbum de estreia dos David From Scotland

Hooligan's Heart é o álbum de estreia dos David From Scotland

David From Scotland é um projeto iniciado em 2016 por David Félix (ex-O Abominável /  Malibu Gas Station), ao qual Diogo Barbosa se juntou em 2018. Com uma enorme vertente electrónica, o projecto alimenta a sua própria criação entre as fortes influências pela nostalgia dos anos 80, pelos ritmos dançantes, e pela melancolia do post-punk e do synthwave

Hooligan's Heart, lançado no passado dia 5 de março, é o primeiro longa-duração da dupla. O álbum conta com doze faixas, entre as quais uma série de colaborações e remisturas. Os singles "futurewillbebetter" e "fromdusktilldawn" contam com a presença de EVAYA e Gil Jerónimo, respetivamente. Flame Robin, ena b., Monday, Rita Maomenos, Dupplo, LIQUID, Sh33p e Vic são os outros artistas que colaboraram no disco.

Produzido, misturado e masterizado por Miguel Moura, Hooligan's Heart já pode ser ouvido no Bandcamp, Spotify e Youtube. O álbum está disponível para download gratuito na primeira destas plataformas.

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quarta-feira, 10 de março de 2021

Dais Records reedita primeiros trabalhos de Drab Majesty


A Dais Records vai disponibilizar, pela primeira vez em vinil, todo o material dos americanos Drab Majesty compreendido entre 2012 e 2015. 

Unarian Dances, o primeiro trabalho do grupo lançado em 2012, e o single Unknown to the I, que assinalou a estreia dos californianos pela Dais, em 2015, recebem a sua primeira impressão em cera – depois de terem sido originalmente editados em cassete – no próximo dia 21 de maio.  

Limitado a 100 cópias aquando da sua primeira edição, os temas que compõem o EP Unarian Dances acabariam por integrar posteriormente a coletânia Completely Careless, reúnida num compreensivo CD em 2016. Agora, com a reedição do maxi-single Unknown to the I, todo o material que levou à fundação do LP de estreia do grupo, em 2015, passa a estar disponível no formato vinil.

Drab Majesty é o projeto de Deb DeMure, alter ego andrógino de Andrew Clinco e da parceira Mona D. Apelidado de “tragic wave” e “mid-fi” por DeMure, o grupo combina ritmos reminescentes da new wave de 80 com as guitarras etéreas do período dourado da histórica 4AD. Modern Mirror, o terceiro e mais recente álbum do grupo, saiu em julho de 2019, novamente sob a cinta da Dais Records.  

Com masterização de Josh Bonati e embalagem de Nathaniel Young, Unarian Dances / Unknown to the I encontram-se disponíveis para compra antecipada no sítio oficial da Dais.


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terça-feira, 9 de março de 2021

STREAM: Petrolio - Club Atletico

STREAM - Petrolio - Club Atletico


A eletrónica de ambiências drone e clima ambient é visitada em pleno no novo curta-duração de Petrolio, projeto experimental a solo de Enrico Cerrato (InfectionCodeGabbiainferno, Moksa) cuja génese remonta a 2015. O novo trabalho vem dar sucessão a EL MUNDO CERRADO 03 2020 e é o resultado de uma pesquisa íntima do artista no campo do encarceramento. Inspirado nos filmes de Marco Bechis sobre a ditadura argentina, Club Atletico traduz a tragédia da Guerra Suja para a perspetiva sonora. O curta-duração vai buscar o nome a um dos centros de detenção estabelecidos pelo regime ditatorial argentino para torturar dissidentes políticos e mostra no seu ambiente sonoro toda a miscelânea de emoções negativas advindas do supracitado regime político.

Anunciado no início do mês de fevereiro, foi apenas no dia 22 que chegou às plataformas o primeiro single de avanço, "El Silencio". A faixa 100% instrumental (à semelhança das outras três faixas que integram o alinhamento do disco) colocava o ouvinte num pano de som bruto construído entre camadas de desenvolvimento lento e repetição. Essa técnica voltaria a denotar-se na audição integral de Club Atletico desde a psicologicamente densa "Agua Y Terra" - tema que inicia o EP - à moribunda "2403" que nos coloca perante um cenário de profundo vazio existencial nos minutos finais do EP. Club Atletico é um disco imune de voz, ainda assim rico em mensagens. Destaque maior para "Y Nadie Queria Saber", talvez a faixa com maior vigor, definitivamente a mais imersiva. A acompanhar o trabalho sonoro, menção ainda para o trabalho artístico assinado por Cristiano Baricelli que representa visualmente os horizontes que o som alcança.

Club Atletico foi editado na passada sexta-feira (5 de março) em formato digital pelo selo Depths Records. Podem fazer comprar o disco aqui.



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Gabriel Pepe estreia-se "Pela Terra a Navegar"

Fotografia de Anaïs Thinon


"O que eu faço não é nada de original; escrevo canções, como sempre se fez", conta serenamente Gabriel Pepe à Threshold Magazine, a propósito do seu EP de estreia Pela Terra a Navegar, disponível no Youtube desde dia 4. Em cinco faixas de folk, canta "a união da carne com o espírito", almejando "realçar o lado espiritual do mundano e o lado mundano do espiritual".

Cantor-compositor e multi-instrumentista, Gabriel Pepe é natural de Lisboa e teve já algum contacto com o mundo da música. "Costumava tocar em bandas como guitarrista solo e estava mais dentro do rock psicadélico e progressivo", relembra, nomeando as bandas Odyssey, Os Argonautas e The Blue Drones, que integrava também como flautista.

"A certo ponto, comecei a compôr originais para The Blue Drones (escritos em inglês)" e assim nasceu o gosto pela composição. "Mas, para minha tristeza, a banda acabou", refere. E o que surgiu depois foi "um Gabriel muito novo, cheio de ideias e criatividade mas sem um projeto para se poder expressar", motivo pelo qual imerge agora num projeto a solo.

Embora a paixão pela música portuguesa fosse já de longa-data, "tinha uma simplicidade" com a qual não se identificava. O gatilho foi acionado assim que se deparou com Fausto, o seu "derradeiro vício da música portuguesa", porém, "a verdadeira transformação" deu-se quando descobriu Tom Jobim.

"[Nesse momento] a minha mente expandiu de uma forma radical e, do nada, foi como se soubesse perfeitamente o que queria fazer", explica o artista. Mas a verdade é que Gabriel Pepe nunca pensou "fazer este tipo de música" e "muito menos cantar".

No baú das inspirações guarda também as vozes de Chico Buarque e Caetano Veloso, além de, entre várias outras, José Mário Branco, Zeca Afonso e Quinteto Tati. Recentemente, tem-se debruçado sobre o universo sónico de Manel Cruz mas, quando se fala de influências, uma coisa é certa. "Sem dúvida que as maiores influências que tenho são os meus amigos", avança.

Menciona Vasco Ribeiro & Os Clandestinos, que há cerca de um ano lançaram Mais Um Dia, disco no qual participa com vocais e flauta, e ainda A Criatura, para quem fez coro junto com o Coro dos Anjos, além de Javisol, ainda sem estreia, e Orfélia. "[São] todos excelentes artistas, o que me faz sentir em muito boa companhia", sublinha.

Sendo "uma pessoa que dá bastante importância tanto ao lado espiritual da vida quanto ao lado terreno", quer conjugar na sua lírica ambos os mundos. Entre os acordes, Gabriel Pepe cultiva uma paisagem sonora na qual paira livremente entre o existencialismo e o onírico.

Com ilustração de Daniel Arthur, fotografia e design de Sara Baga e masterização de João Carvalho, o disco está disponível para compra desde dezembro. Agora, já podes navegar pela terra a partir do Youtube ou Bandcamp. 

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segunda-feira, 8 de março de 2021

Jonathan Saldanha junta-se a Biga Yut em novo EP, Vamparina


Jonathan Saldanha é DJ Lithium em Vamparina, EP que junta o cérebro criativo dos Macumbas ao ugandês Biga Yut. O disco recebe o selo da Hakuna Kulala e está agendado para sair na próxima sexta-feira. O seu primeiro avanço, "Cash Boss", já pode ser conferido em baixo.

Criado no gueto de Gaba, junto aos estúdios da imparável Nyege Nyege Tapes, Biga Yut começou por dar cartas em Tuli Banyo, o EP de estreia do conterrâneo Ecko Bazz, antes de se lançar a solo com o EP Wallah

"Cash Boss" é a primeira colaboração do MC com Saldanha, que sob o seu novo apelido "acende as brasas do dancehall, reggaeton e funk do Reino Unido". Com o "futurismo cyberfunk" como pano de fundo, a dupla apresenta um híbrido pop aglotinador, alternando flows inesgotáveis e distopias club num discurso contagiante tingido a tons de neon. 

Em setembro de 2020, Jonathan Saldanha editou Lithium Blast, o primeiro álbum de HHY & The Kampala Unit. O projeto, que juntou o produtor à trompetista Florence Lugemwa e ao percussionista Omutaba, foi gravado durante o primeiro confinamento em Kampala, no Uganda, e recebeu o selo da Nyege Nyege Tapes, que já havia editado o mais recente álbum do ensemble HHY & The MacumbasCamouflage Vector: Edits From Live Actions 2017-2019.


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domingo, 7 de março de 2021

Disintegration Loops: William Basinski em destaque em novo documentário


William Basinski é o tema de um novo documentário. Realizado por David Wexler, Disintegration Loops foca-se na seminal tetralogia que o compositor nova-iorquino lançou entre 2002 e 2003, e será exibido no festival SXSW a 16 de março.

Dividido em quatro volumes de gravações ambientais, The Disintegration Loops foi feito a partir de loops de fita em avançado estado de decomposição. A coleção foi criada em torno das ocorrências do 11 de Setembro de 2001 e é considerada por muitos uma obra-prima da música ambiental. Neste documentário, feito durante a pandemia de 2020, Basinski analisa o legado das suas peças em jeito de antecipação do vigésimo aniversário do atentado terrorista ao World Trade Center.

O último álbum de Basinski, Lamentations, saiu em 2020 e foi criado a partir de mais de quatro décadas de arquivos de aúdio pessoais. Nesse mesmo ano, o músico juntou-se a Preston Wendel para um álbum colaborativo enquanto Sparkle Division.

O festival SXSW, ou, por extenso, South by Southwest, regressa este mês com um alinhamento totalmente virtual. Entre os destaques da programação está também o documentário Alone Together, de Charli XCX, que estreia a 19 de março.


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