segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

HYSTERIA: um ciclo de residências para ver a criação de perto


Arranca em Março o primeiro momento de contacto da Hysteria. A ter lugar entre 3 a 6 de Março, no ACE Teatro do Bolhão, o encontro promoverá o diálogo entre os trabalhos que Ana Deus e Heloise Tunstall-Behrens. De um lado, a abordagem singular de uma voz que marca a história da música nacional dos últimos 20 anos, dooutro a exploração dos potencialidades da música coral, enquanto mimetização de problemáticas entre a relação do indivíduo e das estruturas colectivas que o rodeiam. A encerrar o ciclo de trabalho, a dupla de artistas realizará uma sessão aberta ao público, onde apresentará o resultado do ciclo de trabalho. O formato desta sessão, dedicada à partilha com o público, será definido por ambas no decurso da residência. 

Estruturada em quatro tempo, a Hysteria irá ainda colocar em contexto de trabalho comum, Marlene Ribeiro e Valentina Magaletti (Maio, na Sonoscopia), Natalie Sharp e Marta Ângela (Julho, no ACE Teatro do Bolhão); e Adriana Sá e Anna Homler (Outubro, na Sonoscopia). Tendo por base a ideia de que a criação cultural se enriquece pela troca de conhecimentos e o cruzamento de ideias, o projecto pretende criar um espaço de discussão entre as artistas envolvidas, num primeiro plano, e entre estas e o público. Para tal todos os momentos de contacto serão acompanhados e habitados por um grupo de artistas e curiosos que, através da candidatura, mostraram a vontade de contribuir e observar o processo de criação. Os participantes terão, assim, a oportunidade de ver de perto os detalhes com que as artistas em residência moldam o objecto final e de compreenderem as estratégias utilizadas para estabelecerem um diálogo criativo.

A par da criação de um espaço de contacto entre o criador e o público, a Hysteria propõe um olhar sobre a produção e criação feminina no universo musical de hoje, em quatro eixos fundamentais, da interpretação à criação.

+

domingo, 17 de fevereiro de 2019

O Elétrico desvenda os seus primeiros nomes para 2019


O Elétrico anunciou sob a forma de um vídeo na sua página de facebook os primeiros nomes do seu alinhamento de 2019. Desde já confirmados estão o trio Apollonia os Inner City em formato live, Janus Rasmussen, que corresponde a metade dos Kiasmos, em formato live a apresentar temas da dupla, Matthew Herbert, Maayan Nidam em formato live, Moodymann e o repetente Rui Vargas. 

Desde já, o óbvio destaque vão para os Inner City, o projecto de Kevin Saunderson e de Paris Grey. Formados em 1987 em Detroit, ficaram conhecidos pela sua sonoridade dançável que mistura jazz, downtempo e techno. Do alinhamento original sobra apenas Kevin Saunderson, um dos pais do movimento techno e actualmente, o núcleo dos Inner City consiste em Kevin e o seu filho, Dantiez. Para esta digressão — intitulada "The Good Life Tour" — conta-se que os Inner City se façam acompanhar da vocalista Steffanie Christi'an e que o set deles consista num revisitar aos bons velhos clássicos, já que o seu output mais recente foi o single "Good Luck", lançado em 2017.


A par disto, destaca-se também o regresso de Matthew Herbert, que visitou o Porto pela última vez em 2012 para um concerto na Casa da Música em 2012 e que tem agora em mãos o projecto audiovisual The Brexit Big Band, o qual irá lançar disco no dia 29 de março, o dia de saída do Reino Unido da U.E., assim como o regresso de Moodymann, um dos Grandes do techno contemporâneo de Detroit que nos tem visitado mais ou menos regularmente desde 2012, quando se estreou em Portugal no NEOPOP.
O Elétrico realiza-se entre os dias 26 e 28 de julho, no Parque da Pasteleira, no Porto. À data desta publicação ainda não existe informação disponível relativamente aos bilhetes do festival.

+

Robert Foster leva-nos ao Inferno a 1 de março


Inferno é o primeiro disco a solo dos últimos 4 anos do aclamado australiano Robert Forster, o segundo disco dos últimos 11 anos. Nos últimos 4 anos, Forster tem andado ocupado. Trabalhou na histórica edição da Domino Records Anthology Volume 1 1978-1984 da sua antiga banda The Go-Betweens. O livro de memórias Grant & I foi eleito pela Mojo e pela Uncut como Livro do Ano. O artista continua a escrever sobre música, dar concertos e nunca pára de escrever bonitas canções, editando os seus discos apenas quando sente que tem as músicas – em Inferno tem 9 músicas nas quais acredita genuinamente.

Elas vão desde a emocionante pop “Inferno (Brisbane In Summer)”, ao groove de “Life Has Turned A Page”, à “Remain” com inspirações no New York Strut de 1977, para acabar duma forma concisa, brilhante e dramática como só um disco inteligente pode acabar, com o grande épico “One Bird In The Sky”.

Inferno foi gravado em Berlim em 2018, durante o verão mais quente das últimas décadas na Alemanha. Victor Van Vugt (PJ Harvey, Stories From The City, Stories From The Sea) gravou o disco; foi a primeira vez que ele e Forster trabalharam juntos após o seu disco de estreia a solo, Danger In The Past de 1990. Este disco é uma mistura perfeita do familiar e do novo. Também a trabalhar de novo com Forster, os multi-instrumentalistas Scott Bromley e Karin Bãumler de Songs To Play (2015), enquanto novas colaborações acontecem com o baterista Earl Havin (Tidersticks, Mary J. Blige) e o teclista Michael Muhlhaus (Blumfeld, Kante)

+

Cais do Sodré recebe o MIL de 27 a 29 de março


A 3ª edição do MIL - Lisbon International Music Network acontece de 27 a 29 de Março, em vários espaços do Cais do Sodré. Confirmados estão mais de 70 dos melhores novos artistas nacionais e de expressão lusófona como é o caso de Blaya, Cave Story, Rubel, Conan Osiris, Conjunto Corona, Filho da Mãe, Ghost Hunt, PAUS, Scúru Fitchádu, Bateu Matou, Fogo Fogo, Melquiades, Môrus, a ex-vocalista dos Buraka Som Sistema Pongo, Pedro Mafama, entre muitos outros.

O espectáculo de abertura da 3ª edição reúne as actuações de Letrux e Lula Pena, terminando com a festa Noite Bacaneza. O espectáculo acontece no dia 27 de Março no B’Leza e dá início à programação artística do festival, que se prolonga até 29 de Março.

O Programa PRO, dirigido a profissionais e estudantes do sector da música, conta com mais de 30 debates, keynotes, masterclasses e diversas oportunidades de formação e networking. Os destaques são deste ano vão para a presença de Simon Reynolds, conceituado crítico de música desde os anos 80 (Melody Maker, The Guardian, Mojo, Uncut, etc), Pete Kember (Sonic Boom), produtor e músico britânico, conhecido pelo seu grupo Spacemen 3, Pena Schmidt, figura incontornável na indústria da música brasileira, Fabiana Batistela, directora do festival SIM São Paulo, Christopher Abric, fundador do La Blogothèque; Christine Nitsch, VP Strategy & Analytics do Soundcloud.

Consultar programa completo do festival em millisboa.com/mil/artistas.

Consultar programa completo da convenção em millisboa.com/mil/oradores.

+

[Review] Montanhas Azuis - Ilha de Plástico

Ilha de Plástico | Revolve | fevereiro de 2019
9.0/10

A Revolve, editora e promotora portuguesa, serviu de casa a algumas das colaborações mais interessantes dos últimos tempos da música portuguesa - é impossível esquecer projectos como Filho da Mãe & Ricardo Martins, PAPAYA (Bráulio Amado, Óscar Silva e Ricardo Martins) ou Chinaskee & Os Camponeses serão os nomes que mais rapidamente nos saltam à cabeça. No dia 15 de fevereiro, chegou um novo supergrupo à Revolve. Montanhas Azuis, a combinação hipnagónica de Norberto Lobo, Marco Franco e Bruno Pernadas, tem como primeira manifestação Ilha de Plástico, um álbum que existe entre o sonho, a pop experimental e o jazz.

Há algo de perfeitamente natural no aparecimento de Montanhas Azuis: Norberto Lobo afirmou-se primeiro como um dos primeiros proponentes de uma nova vaga de primitivismo americano em Portugal e tornou-se mais tarde numa figura incontornável do jazz português, Bruno Pernadas sempre se caracterizou na interface da indie e de grandes produções de jazz, enquanto Marco Franco sempre habitou os campos do jazz, tendo trabalhado no passado com artistas como Rodrigo Amado e até mesmo com Norberto Lobo em Estrela, editado em 2018 pela editora suíça three:four records. O terreno que esta cordilheira encontra em comum, um pop-jazz sem semblante, é maioritariamente composto por Marco Franco, baterista do projecto, e dificilmente se aproxima de alguma coisa em concreto - talvez haja alguns elementos de pop espacial e electrónica progressiva à la Mort Garson, talvez um pouco de easy-listening interacalado com jazz modal, talvez guitarras reminescentes dos 70s ou de uma ilha tropical perdida no pacífico - o que importa verdadeiramente é que, por muito que se decomponha a Ilha de Plástico, ela continua a existir como um elemento único no arquipélago de edições de qualquer um dos artistas.

© Vera Marmelo 
O tema que abre o disco, "Ilha de Plástico", é a entrada subtil que as Montanhas Azuis oferecem nesta meia hora de fantasia composta quase exclusivamente por Marco Franco - um improviso modal de uma guitarra distorcida, encharcada, irreconhecível, sobre uma sequência repetitiva de acordes cria a letargia que acompanha todo o álbum. Depois desta "A Lotus On Irish Streams" da idade espacial, "Faz Faz" abre uma nova fase do sonho e intromete-se com uma dream pop orelhuda que, de alguma maneira mágica, cria o prelúdio ideal para a profunda calma da guitarra e sintetizadores de "Flor de Montanha" existirem. 

"Dezanove Acordes" consegue mais uma vez mudar o panorama do álbum como um tema pop forasteiro e jingão, não impedindo que "Nuvem Porcelana", uma ode à música progressiva electrónica subitamente transite para um ímpeto em vocoders contagiante e arpejos hipnotizantes. "Sururu", a única faixa composta por Norberto Lobo, segue-se e pede emprestados os vocoders que se destacaram na música anterior, em mais uma demonstração de uma sensibilidade pop admirável. 

"Duas Ilhas" vê o piano a surgir como um elemento considerável, enquanto uma guitarra deslizante e um sintetizador ominoso contagiam os espaços vazios. "Coral de Recife" revela uma vez mais uma estrutura fortemente assentada em algo profundamente orelhudo e contagiante, deixando os improvisos de teclado criarem a agradável estranheza que acompanha todo o álbum. Em jeito de despedida, "Marianas", tema gravado no MagaFest de 2018, é o único que junta os três músicos na composição e na sua simplicidade deixa pena por simbolizar o fim daquele que é um disco tremendo. Montanhas Azuis fecham assim Ilhas de Plástico, numa sobreposição lenta entre erguer e adormecer, reforçando a hipnagogia que marca todo o álbum.

É difícil tecer comentários gerais sobre o álbum que não sejam puramente qualitativos - Ilha de Plástico é um álbum tão hipnotizante como brilhante, tão inovador como estranhamente familiar. Num disco onde tudo parece ter razão para existir, só se torna difícil ouvir o silêncio que os poucos segundos finais protagonizam - esta viagem cujo destino não importava, este sono do qual não queríamos acordar, inevitavelmente acaba. E não há nada a fazer a não ser reouvir esta Ilha de Plástico e viajar pelos mares que a rodeiam.

+

IC3PEAK e Daisy Mortem em mais um episódio relâmpago do FadeInFestival 2019


Os russos IC3PEAK - dupla que junta Nastya Kreslina a Nick Kostylev na produção de uma sonoridade que envolve elementos da witch house, vaporwave, trap e hip-hop - vão passar pelo país em abril na apresentação do seu mais recente disco de estúdio CKA3KA (2018) para um concerto inserido em mais um episódio-relâmpago do FadeInFestival. A banda que tem visto o seu trabalho ser alvo de censura e grande polémica pelo governo do seu país, chega a Portugal em abril para apresentar a sua música de cariz DIY. Se não conhecem e são fãs de nomes como Die Antwoord, este é um concerto ao qual não devem falhar.



Além dos IC3PEAK, no mesmo dia (20 de abril) tocam também em Leiria os Daisy Mortem, trio francês que marcou presença no país o ano passado como convidados da digressão de Signor Benedick the Moor. A banda, cuja sonoridade vai do death-rock ao electro-pop, apresentará em Leiria o seu mais recente EP de estúdio, La vie c'est mort (2018), além do novo single incendiário "Arêtes".


Os bilhetes para este episódio duplo do FadeInFestival 2019, agendado para o próximo dia 20 de abril na Stereogun em Leiria, têm o custo de 15€ (+ o consumo obrigatório de uma bebida) e podem ser adquiridos aqui. Informações adicionais podem ser encontradas aqui.


+

STREAM: FTR - Manners


Os franceses FTR (ex-FUTURE) estão de regresso aos trabalhos longa-duração com Manners, o seu segundo LP longa-duração que apresenta uma fase mais obscura, direta e violenta, com direito a ambientes noise e de distorção, altamente apelativos aos fãs de bandas como A Place To Bury Strangers, The Lost Rivers, KVB, entre outros. Desde a estreia em 2013 com o EP Abyss que os FTR evoluiram de uma atmosfera fuzzy e atmosférica para um lado sensual mais barulhento, sombrio e de influências pop que exploram agora de forma submersiva em Manners.

Deste novo disco já tinham sido apresentadas anteriormente as faixas "Collision" (que teve direito a um trabalho audiovisual disponível aqui) e ainda "Sunrise". Além destas recomendam-se a audição de temas como "Black Sand", "Chances", "Right Track" e "10327".

Manners foi editado na passada sexta-feira (15 de fevereiro) pelo selo Third Coming Records. Podem ouvi-lo na íntegra abaixo e comprá-lo aqui.


+

STREAM: Helium Horse Fly - Hollowed


Foi editado há cerca de um mês mas não deixa por isso de merecer um destaque pela sua rica conjugação e exploração entre géneros musicais que integram o rock, a música noise, clássica e ainda o progressive hardcore barroque, num cenário musical caótico e liderado pela beleza e fragilidade da voz de Marie BillyHollowed, o quarto disco de estúdio do quarteto belga sediado em Liège, representa um universo surreal e grotesco, onde a música questiona o ouvinte sobre os confins que definem a nossa humanidade. 

Ao longo de seis poderosos temas é perceptível que os cenários sonoros dos Hellium Horse Fly - que estimulam ambientes calmos - são, no fundo, enganosos e apresentam uma loucura latente. O disco desenvolve-se essencialmente à volta de camadas densas, que se vão tornando poderosas, envolventes, mas acima de tudo, imprevisíveis.

Hollowed foi editado no passado dia 18 de janeiro pelo selo Dipole Experiment Records e pode ser comprado aqui.

+

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Nova malha de Perturbator mete o industrial na calha


Perturbator está de regresso aos trabalhos de estúdio e lançou no final desta semana o tema de apresentação do novo registo de estúdio que vem dar sucessão ao último disco de estúdio New Model (2017). Ao contrário dos anteriores trabalhos, onde a synthwave e a retrowave serviam de base para a criação de ambientes e estruturas sonoras, em "Excess" o produtor francês aposta na nova vaga que está a colocar a música gótica no auge: o industrial, electro-goth e uma pitada de influências post-punk. Podem ouvir o resultado ali abaixo.

O novo disco de Perturbator, que será o quinto na discografia do produtor, segue ainda sem  título e data de lançamento anunciada. O disco conta com o selo da prolífica Blood Music.


+

A beleza poética nas cordas de ZKHR


Desde maio do ano passado que o projeto ZKHR, moniker do músico e multi-instrumentalista russo Захар Зайцев, tem lançado as suas composições no violoncelo, disponibilizando-as em versão digital, para download gratuito através da plataforma Bandcamp. Para os fãs da música clássica, ZKHR é daqueles nomes que devem ser mantidos no posto de escuta pela sua criatividade musical, além da sua exímia competência para a criação de uma poesia em forma auditiva. 2018 foi o ano de exploração para o músico começar a gravar as suas primeiras demos de forma independente e desse ano surgiram os primeiros singles "Eternal Summer", "After The Rain" e "Number 333".


Em 2019 inicia-se um novo período de composição e o surgimento do primeiro disco longa-duração de carreira. Intitulado de Ride e editado no início do mês de janeiro, neste novo registo composto por um total de oito faixas ZKHR faz ecoar uma beleza poética através de músicas puramente instrumentais. É através da conjugação entre melodias lentas e monocórdicas e ritmos curtos mas abrasivos (notórios em temas como "Ahead of Ourselves") que ZKHR desenvolve camadas sonoras que se tornam a passos lentos em paisagens ora fustigantes ora de uma tranquilidade ímpar. Ao longo das audições repetitivas de Ride, a sensação final é a de que mesmo que tenhamos sido confrontados com uma notícia que se apresente inicialmente como um choque, este disco consegue funcionar como uma terapia, ou um próprio afagamento à depressão.



Para este ano ZKHR já tem pelo menos mais dois temas na calha, "Dark Time" e "Uncompleted Portrait", dois temas em colaboração com Your Schizophrenia cuja edição está prevista para maio deste ano. Apesar disso ambos os temas já podem ser escutados e comprados em formato digital através da página de Bandcamp do músico, onde poderão encontrar todo o seu trabalho. Podendo, é ouvir.



+

Os quatro diálogos fora do campo de The Star Pillow


O projeto de drone-ambient do guitarrista italiano Paolo Monti, The Star Pillow, regressou este ano às edições de estúdio com Quattro Dialoghi Fuori Campo, um novo EP que se baseia na exploração do som como um espaço para a abrangência de expressões e emoções humanas. O disco explora vagarosamente diferentes camadas de som que são abrangidas num espaço sonoro que projeta o mundo da música ambiente a qual o trabalho de Paolo Monti tem sido visto associado.

Deste novo trabalho, baseado no conceito da música improvisada, recomenda-se a audição de temas como "Ultimo Ballo", "Pena" e o tema de encerramento, "Spaccanapoli". O disco pode ser reproduzido na íntegra abaixo.

Quattro Dialoghi Fuori Campo foi editado no passado dia 26 de janeiro pelo selo Delete Recordings. Podem comprar o disco, em formato cassete, aqui.


+

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

STREAM: Saor - Forgotten Paths


Andy Marshall está de volta com o quarto disco do seu projeto Saor, anteriormente conhecido por Àrsaidh. Forgotten Paths chega três anos após Guardians, e o escocês parece não querer alterar em demasia a sua fórmula de atmospheric black metal com fortes influências celtas, mas conseguindo manter as composições frescas e coesas o suficiente.


Andy volta também a ter companhia de luxo, com Neige (Alcest) a participar na épica faixa de abertura, Sophie Rogers e Kevin Murphy na divinal "Bròn", e Mirko Albanese e Glorya Lyr na mais acústica "Exile". De notar também o excelente trabalho de Carlos Vivas (bateria) e Lambert Segura (violino) em todo o disco.
A curta duração e a ausência de um último tema mais longo e épico, quando comparando com os álbuns anteriores, poderão ser criticados por alguns fãs, mas a enorme qualidade dos quase quarenta minutos de Forgotten Paths deverão fazer esquecer tais pormenores.
            


Forgotten Paths, com soberba artwork de Atterigner e Anaïs Chareyre, pode ser adquirido no Bandcamp do projecto ou pela Avantgarde Music, e podem também escutá-lo na íntegra abaixo. 


+