sábado, 20 de abril de 2019

Melantant é o mais recente disco de Feverdreamt


Feveredreamt é mais um dos projetos do camaleónico Alexander Leonard Donat (Blackjack Illuminist Records, WHOLE, Vlimmer) onde mesmo nos seus momentos mais sombrios, se apresenta como um conto romântico. Quatro anos depois da edição de Terban Te Ban (2015), o artista regressa com um novo disco, Melantant, um trabalho de dez temas que intercala misteriosas melodias orientais, sintetizadores ora puxados e destemidos, loops, riffs e muito witch house pelo meio.

Melantant foi editado no passado dia 12 de abril pelo selo Blackjack Illuminist RecordsDo disco recomenda-se a audição de temas como "Saije Daije", toda a toada experimental de "Parsque" - o tema mais longo deste trabalho - e a exploração rítmica da faixa de encerramento, "Fon Teyn La". O disco pode ouvir-se na íntegra abaixo.


+

Os Pree Tone servem-vos um pouco de noise e neo psych


Sediados em Kiev, na Ucrânia, os Pree Tone editaram o ano passado o primeiro disco de carreira desde a mudança de line-up - Kiddy - um conjunto de seis canções a juntarem num mesmo tacho neopsychedelia, shoegaze, noise rock, stoner. A banda, que se formou em 2014 após a revolução ucraniana vivida em Kiev, para não enlouquecer começou a ensaiar como um trio, numa pequena garagem no centro da capital. Desse primeiro esforço é editado o primeiro disco de estúdio, Brights (2014), que antecede quase uma mão cheia de edições posteriores - os EP's Wild Highs (2014) e Slimmer (2014) e os álbuns D-A (2017) e L'Illustré (2017) - até chegarmos a Kiddy, o mais recente.

Kiddy contém um total de seis histórias, de audição fácil e descritas por forma a que até as crianças as consigam ver e imaginar. Através de uma veia maioritariamente instrumental, com vocalizações espontâneas e imersivas, os Pree Tone conseguem conduzir-nos e projetar-nos perante os ambientes de caos e confusão que os fizeram emergir como banda. Deste mais recente disco recomenda-se essencialmente a audição de temas como "Maze of 60 Ticks", o math-rock e os ritmos fuzzy de "Token" e a experimentação potente e sonora presente na faixa de encerramento, "Bricks".

Kiddy foi editado a 19 de agosto de 2018 em formato CD pela [addicted label]. Podem comprar o disco aqui.


+

O primeiro álbum dos Sômbre é para os saudosistas dos anos 80


Os Sômbre formaram-se em 2011 e são atualmente compostos pelo vocalista Cédric Manine e o produtor e multi-instrumentalista Axel Wursthorn. Influenciados pelo post-punk e pela coldwave dos anos 80 (Joy Division, Killing Joke, The Chameleons, Dead Can Dance) os Sômbre misturam uma vasta gama de sonoridades que se posicionam dentro do panorama da música gótica. Este ano e, depois de uma pausa de seis anos após a edição do EP Half Light (Str8line Records, 2012), os Sômbre apresentam o primeiro longa-duração de carreira: Linsay.

O novo trabalho inclui, entre outros, um dueto com Regina Sosinski (Mira) e uma cover muito pessoal de "Kids in America", originalmente interpretada por Kim WildeDe Linsay recomenda-se a audição de temas como "Black Skin Twins", os meio industrial-electro "New Creatures" e "ALF"; o dançável "False Illusions" e ainda "Outro". Um disco para os saudosistas dos anos 80, disponível para escuta integral abaixo.

Linsay foi editado no passado dia 1 de março em edição digital e CD pela Uproar For Veneration Records. Podem comprar o disco aqui.


+

STREAM: Elva - Winter Sun


Elizabeth Morris (Allo Darlin) e Ola Innset (Making Marks e Sunturns) juntaram-se em 2017 e formaram o projeto Elva, que significa "rio" em norueguês. Elva inspira-se no mundo natural, na beleza do verão escandinavo e na dureza do inverno. Desta união surgiu Winter Sun, álbum gravado no outono de 2018, numa escola antiga na floresta sueca, durante a época de caça aos alces. 

O palato sonoro deste disco é detalhado e delicado, com uma mistura de guitarras acústicas e distorcidas, teclados vintage, cordas e harmonias vocais intrincadas, recordando a gentileza e ruído de bandas indie americanas como Yo La Tengo, e o coração partido de Linda Ronstadt ou Laura Veirs.



Winter Sun conta com a colaboração de vários músicos que trabalharam em Allo Darlin - Dan Mayfield no violino, Ofelia Østrem Ossum no violoncelo. A produção deste disco ficou a cargo de Michael Collins, que tocou bateria em Allo Darlin. Diego Ivars no baixo e Jørgen Nordby na bateria completam a banda.

Winter Sun foi editado esta sexta-feira (19 de abril) pelo selo Tapete Records. Podem ouvir o disco na íntegra abaixo.

+

sexta-feira, 19 de abril de 2019

STREAM: Sólveig Matthildur - Constantly In Love


Sólveig Matthildur regressou este mês às edições longa-duração com o segundo disco de estúdio intitulado Constantly In Love, a sua mais recente criação poética e emocional com foco nos sintetizadores. A chegar às prateleiras três anos depois de Unexplained miseries & the acceptance of sorrow (Artoffact Records, 2016) e canaliza influências tão variadas como trip-hop, post-punk, darkwave e downtempo. Além de Deb Demure, dos Drab Majesty (no tema "Dystopian Boy"), Constantly in Love contou ainda com a participação de Some Ember ("I'm Ok") e a versão digital do álbum inclui uma faixa bónus,"Your Desperation", com remix assinado por Hante..

O novo esforço da teclista e voz secundária das Kælan Mikla é um conjunto de onze temas que funcionam como um convite a uma pista de dança soturna, vanguardista e numa outra prespetiva bastante filosófica. Poesia islandesa para consumir com precaução. Do disco, além dos já referidos temas, recomenda-se ainda a audição de "Tómas", "My Father Taught Me How to Cry" ou "Utopian Girl".

Constantly In Love foi editado esta sexta-feira (19 de abril) pelo selo Artoffact Records. Podem comprar o disco aqui.


+

A primeira mixtape da sentimental é um registo ao novo cenário musical belga


Queriam saber a vaga de novos artistas underground da Bélgica mas não sabiam onde procurar? A sentimental fez o trabalho por vocês e reuniu todo o trabalho de treze novos artistas numa mixtape com uma edição super limitada a 150 cópias. Nascida do desejo da editora em reunir a música que ama, esta compilação apresenta uma mescla de artistas que ousam examinar as fronteiras sem nunca se comprometer com um único género. E o mais incrível é que a maioria das canções são altamente cativantes.

Este registo de treze faixas, todas criadas em diferentes contextos, apresenta uma mistura de temas e artistas que podem ou não conhecer-se mas que partilham algo em comum: o amor pela música e a nacionalidade. Do disco recomenda-se a audição de nomes como Slumberland, Ohio Mark, Paper HatsPublic Psyche, El Yunque, Fornet ou Vaal.

A sentimental Mixtape #1 foi editado esta sexta-feira (19 de abril) em formato cassete e digital pelo selo belga sentimental.


+

A teoria musical dos dTHEd chega às prateleiras em maio


Os dTHEd - o trio que interliga Fabio Ricci (vonneumann, routine), Simone Lanari (Ask The White, Ant Lion, Walden Waltz, Sycamore Age) e Isobel Blank (Ask The White, Ant Lion, Isobi, Vestfalia) aos esquemas mecânicos das máquinas - vão estrear-se este ano nas edições longa-duração com hyperbeatz vol​.​1. O universo musical dos dTHEd é suportado pelo livro Hyperobjects de Timothy Morton, pelo processamento sensorial alternativo e pelo conceito da "neurodiversidade". O resultado é um conjunto de malhas que implementam uma ampla gama de técnicas eletrónicas para criar uma hiper-música de estética pós-humana. 

Composto por um total de oito temas este primeiro disco de carreira do trio italiano é agora apresentado através do tema "ⱴŁηə3", onde as batidas criadas e a ambiência sonora circundante pretendem ir além das possibilidades humanas. A esta estética pós-humana, baseada na atual era da assimetria e na diversidade de padrões os dTHEd definem como hyperbeatz. Aproveitem para ouvir o primeiro resultado deste processo teórico de composição musical ali dentro.


hyperbeatz vol​.​1 tem edição agendada para o próximo dia 10 de maio pelo selo italiano Boring Machines. Podem fazer pre-order do disco aqui.

hyperbeatz vol​.​1 Tracklist:

01. 1. ДnβĦ 
02. ⱴŁηə3 
03. ŞmpŁø-π 
04. ªcçr_mщ 
05. Đæⱶūň 
06. křpp.o|×į 
07. 5ẘrƓn^ 
08. Ƨiănƕηm]đʉ

+

O cinema e a música unem-se pela causa LGBT no Mercado Negro

cinema-musica-unem-se-causa-lgbt-mercado-negro

Este Sábado, a cidade dos canais recebe a data final da tournée de Maria Beraldo, mais recente fenómeno da MBP – Música Popular Brasileira – de passagem em Portugal com actuações no Festival Tremor (Ponta Delgada), Musicbox (Lisboa), Maus Hábitos (Porto) e Teatro Gil Vicente (Barcelos).






Conhecida como clarinetista de “monstros” da música brasileira – como Arrigo Barnabé ou Elza SoaresMaria Beraldo estreou-se a solo com Cavala no final de 2018 com um disco que tem dado cartas em 2019. Entre canções curtas mas atrevidas, o álbum da compositora renova os pergaminhos da musica popular com rasgos de pop e experimentalismo ‘sexy’, abusando do léxico emancipador que define a sua obra enquanto mulher homossexual.

Depois da estreia na Europa através do nosso país Maria Beraldo prepara o regresso ao Brasil, mas não sem antes encantar o auditório do Mercado Negro numa co-produção com o Porto Femme – Festival Internacional de Cinema que transforma o serão numa verdadeira ode LGBT.




Antes do concerto, desligam-se as luzes e ergue-se a tele com duas curtas-metragens com espaço para debate e reflexão, com Calamity (Maxime Feyers, 2017) e (Judith Westermann, 2018), LGBT. Em Calamity – obra que esteve presente no festival Queer Lisboa – France recebe a namorada trans do filho, num jantar que não teve o enredo esperado.



Também em Celebrate Eileen, o foco prende-se na discriminação vã a que os transexuais estão sujeitos, mesmo nos círculos mais próximos. Aqui, Judith Westermann conta-nos a história de Ailine, rapariga que nasceu num corpo masculino e que prepara uma festa de despedida para assumir a sua real sexualidade no dia seguinte.

As sessões de cinema começam pelas 22:00 (entrada livre), antecedendo o concerto de Maria Beraldo, cujo valor de entrada varia entre os 5€ (com reserva) e os 6€ (na bilheteira). Mais info no evento.

+

Nova-iorquinos Paris Monster estreiam-se em Portugal


O duo nova-iorquino paris_monster (Josh Dion - Bateria, teclas e voz; Geoff Kraly - Baixo e sintetizador modular) apresenta-se pela primeira vez em Portugal no dia 3 de Maio no Auditório CCOP no Porto, para dar a conhecer o seu primeiro álbum LamplightDe raiz funk e soul mas com um som contemporâneo e ambiente electrónico experimental, os paris_monster apresentam-nos um disco glitchy, ruidoso e orgânico. Os bilhetes já se encontram à venda em www.bol.pt.

No dia seguinte dão um workshop integrado no Festival de Percussão e Bateria de Lavra, onde Josh Dion, acompanhado pelo Geoff Kraly, vai demonstrar algumas das suas técnicas de percussão e voz.

+

Give Up To Failure sintetizam atmosferas sombrias no novo "Ties"

© Aleksandra Bogacz 

Give Up To Failure - o projeto que começou a ser desenhado a solo por Mark Magick (Aviaries) - regressou esta semana às edições com o single "Ties". Este é o primeiro tema que marca a história de Give Up To Failure como uma banda completa (agora coposta por Mark Magick, Krzysztof Mlynczak, Wojtek Witkowski, Rafal Wekiera e Michal Szczypek), e vem dar seguimento aos já anteriormente editados "Dog" (março, 2018) e "Turn Out The Light" (maio, 2018). Uma mescla de post-punk com post-rock, um q.b. de shoegaze e muita vontade de experimentar ambiências para definir um caminho a seguir.

É agora em "Ties" que os Give Up To Failure começam a seguir uma linha mais estável e bastante coerente como produto final. Os tecidos sonoros iniciais deste novo tema facilmente projetam o ouvinte para um ambiente situado entre o post-punk e as ambiências da revolta pessoal (a trazer aquela toada punk do primeiro disco dos Autobahn à memória, até pela própria voz de Mark Magick que tem um timbre vocal bastante próximo de Craig Johnson). É no entanto, no final da faixa, que os Give Up To Failure mostram onde o seu som se destaca: nas atmosferas altamente imersivas, dentro do campo do post-rock e algum darkgaze. A ouvir abaixo.


"Ties" foi editado no passado dia 17 de abril pelo selo polaco Sound Mine. Podem fazer o download da faixa através da modalidade "name your own price", ali em cima.

+

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Burnt Friedman em órbita até ao Gare



Orbits e Gare juntam-se novamente para mais uma noite dedicada ao melhor da música eletrónica de dança, desta feita para uma sessão encabeçada pelo músico e artista pluridisciplinar alemão Burnt Friedman.

Colaborador frequente de Jaki Liebezeit (Can), o currículo do alemão (invejável, diga-se) conta ainda parcerias com David Sylvian em Nine Horses, Uwe Schmidt enquanto Flanger, ou Mohammad Reza Mortazavi, com quem Friedman tocou na última atuação em Portugal, aquando da 15ª edição do Out.Fest. Peça fundamental da vanguarda sónica dos últimos 20 anos, o corpo de trabalho do músico extende-se ainda a diversas explorações a solo, com discos dos mais variados quadrantes da música eletrónica a serem editados por selos tão reputados como a francesa Latency ou a sua Nonplace Records. Musical Traditions in Central Europe: Explorer Series Vol. 4 é a mais recente aventura discográfica de Friedman, que nos chega já no próximo dia 4 de maio.

A acompanhá-lo estarão Jacopo, fundador da Midgar Records, e Amulador, residente do espaço portuense.

O evento acontece esta sexta, dia 19 de abril, no Gare e os bilhetes já se encontram disponíveis em pré-venda ao preço de 10 euros.




+

Já é conhecido o cartaz completo do Waking Life


Foi hoje divulgado o cartaz completo da edição de 2019 do Waking Life. Foram anunciados nomes como Adiel, Alpha Steppa, Amor Records takeover, Circle of Live, Deepchord, DeWalta, Francisco Oliveira, Hailu Mergia, Lakuti, Raresh, Rhadoo, Terrence Dixon ou Tommy Guerrero.

A terceira edição do Waking Life decorre de 14 a 19 de agosto de 2019 perto da aldeia de Crato. Um lugar mítico onde as fronteiras do tempo e do espaço são ilimitadas. Um lugar com realidades ocultas à espera de ser revelado, na água que entretém e cura, nos grandes espaços abertos no meio da natureza. O festival oferece uma alta qualidade e mistura diversificada de música, performances imersivas e instalações estimulantes, trazidas à vida por artistas e performers cuidadosamente selecionados. A ecologia também é um dos principais pilares do festival. Ao tomar várias medidas concretas, como utilizar a energia solar, sistemas de purificação de água e uma gestão completa de viagens e resíduos, o Waking Life tenta reduzir o impacto ambiental o máximo possível. 

Depois de esgotar a primeira, a segunda e a terceira ronda de bilhetes, a quarta ronda já se encontra disponível com o preço de 125€.





+