terça-feira, 25 de junho de 2019

Belle and Sebastian em Portugal em novembro


Os Belle and Sebastien estão de regresso a Portugal. A banda de Stuart Murdoch apresenta-se na Aula Magna, em Lisboa, para uma data única no país a 6 de novembro. Este marca o primeiro concerto dos escoceses em Lisboa em 13 anos, e o primeiro em Portugal desde 2015, ano em que atuaram no festival NOS Primavera Sound, no Porto.

How to Solve Our Human Problems, coletânea de três EPs lançados entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2018 (mais tarde compilada no disco com o mesmo nome), é o mote para a apresentação ao vivo dos Belle and Sebastien. 

Os bilhetes para o concerto já se encontram disponíveis e podem ser adquiridos via blueticket a partir de 24 euros.


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Isolated Youth estreiam-se em Portugal em agosto


Os Isolated Youth, uma das maiores bandas revelação dentro do revivalismo do post-punk, vai fazer a sua estreia em território nacional já no próximo mês de agosto. O quarteto sueco, que este ano lançou o seu primeiro EP de carreira, Warfare, uma das mais bonitas obras de arte que o post-punk contemporâneo se pode orgulhado de ter recebido nas últimas décadas, atuará nas cidades Porto e Lisboa na abertura dos concertos dos canadianos Actors, agendados para 30 e 31 de agosto.

Os Isolated Youth nasceram no primeiro dia de março de 2017 como um projeto colaborativo entre os irmãos William Mårdberg (guitarra) e Axel Mårdberg (voz) aos quais se juntaram Egon Westberg Larsson (baixo) e Andreas Geidemark (bateria). Cerca de dois anos depois do início, a banda sueca começou a crescer não só pelas suas performances intensas e de beleza singular, mas essencialmente pelos seus temas suaves e cativantes enriquecidos em elementos estruturais, rítmicos e líricos. Todos estes elementos, que ao longo dos últimos meses têm destacado os Isolated Youth na parada dos melhores trabalhos do ano, vão agora ser experienciados de perto no nosso pequeno Portugal.

Os bilhetes para estes concertos já se encontram à venda nos locais habituais por um preço de 12€ As informações adicionais para o concerto no Porto podem ser consultadas aqui e, para o concerto em Lisboa, aqui.



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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Os dez anos da Clan Destine Records celembram-se em LIFE IST KRIEG


Para comemorar o seu 10º aniversário, a Clan Destine Records reuniu numa compilação um total de 42 dos seus artistas preferidos no momento à qual decidiu chamar LIFE IST KRIEG. Disponível em formato cassete dupla e digital com capa de álbum assinada pelo artista WarheadLIFE IST KRIEG apresenta uma coletânea que se desenvolve num espaço temporal superior a três horas e inclui desde os sons mais sombrios, aos mais vivos, vis, belos e emocionantes. Podem integrar essa viagem alucinante ali abaixo.

Incluindo nomes desde os mais clássicos no catálogo da editora ao sangue novo, em LIFE IST KRIEG podemos encontrar novos temas de Autumns, TWINS, Penelopes Fiance, DJ LOSER, Da Goblinn, JT Whitfield, Bergsonist, Punky Jones, Tara In Tibet, Supahuman & Nattymari, Pull Rank, Ritualz, Mater Suspiria Vision, DJ Speedsick, CBN, Verset Zero, Burnt Hair, Bestial Mouths, Marshall Applewhite, Child Of Night, LFDM, Huren, Curt Crackarach, Anton Maiovvi, Sean Pirece, NRVVS, Ian Hicks, Baglover, Bogdan Drazic, Burial Hex, Ludgate Squatter, DJ Sludge, Mchy I Prorosty, Striborg, Morah, Deflector, Madrelarva, Dionysian Rituals, Opium Grave, Private Service, DJ Ghettoscraper ou SA Bruxa.

LIFE IST KRIEG foi editado em formato digital este domingo (23 de junho) e está ainda disponível em formato cassete pela Clan Destine Records. Podem comprar o disco aqui.


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Esta semana: Zanias + Buzz Kull na Stereogun

© Carol Bonarde
É já no próximo domingo, dia 30 de junho, que Zanias, o projeto a solo de Alison Lewis (ex-Keluar; ex-Linea Aspera) se junta a Marc Dwyer, mentor do projeto Buzz Kull, para fazerem a sua estreia na Stereogun, em Leiria, em mais um episódio relâmpago do FadeInFestival 2019, marcado para as 17h00.

A matiné de domingo é iniciada pela performance do australiano Marc Dwyer que a Portugal vem apresentar o seu muito aclamado segundo disco de estúdio, New Kind Of Cross (2018, Avant! Records). Numa discografia que começou a ser desenvolvida em 2010 foi, 7 anos mais tarde com a edição de Chroma (2017), que Buzz Kull se tornou um nome regular nas playlists da música de toada dark e industrial, com o tema "Dreams" a tornar-se num dos hits de carreira e das pistas de dança. Em Leiria, num concerto que promete fazer dançar quem se atrever a marcar presença, a pista de dança da Stereogun promete ferver.


Zanias vem até Leiria apresentar o seu mais recente disco longa-duração de estreia Into The All (2018, Candela Rising), que sucede o bastante bem recebido EP To The Core (2016, Noiztank) e que mostra que Zanias é uma artista multidisciplinar e em constante inovação. Into The All recorre a gravações de campo como os sons de pássaros, macacos e insetos da Malásia e Austrália, além de instrumentos da Indonésia, Arménia, antiga Noruega e Suméria, que se juntam aos tradicionais sintetizadores e baterias eletrónicas, que na Stereogun se farão ouvir bem emersivas.


Os bilhetes para este evento já se encontram à venda e têm o preço de 15€ + o consumo de uma bebida. Todas as informações adicionais relativas a este evento podem ser encontradas aqui.

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Talk To Her in interview "our goal is to say something through the music we play"


On May 25th, we got to know a little bit more about Talk To Her, the band that is starting to shake Italy's underground music scene and just booked their first show ever outside of their hometown. We managed to have a little chat in their very first "live" interview in English to talk about the beginning, the concept behind the band, their future objectives, the story of HOME, among other things. 

It was really warmful to meet these Italian darlings before their blasting show at MONITOR 2019, in Leiria. If you got mesmerized with their sonority you should learn more about Talk To Her through our interview down below.

Threshold Magazine (TM) – I would like to know how did you start this project and what is the main concept involved if there is one? 

Talk To Her (TTH) – The project started more or less 4 years ago. We started playing together as friends just to create a feeling, a mesh and to understand what we would like to play, because everyone was listening to the same music and the same bands (like Interpol and Foals). So we started just to play music, to stay together and understand what we liked to do, in essence to create our concept. 

Some of us already had a band before this one. Talk To Her was a new project build from zero and it was really important for us. After one year, we started to create our music and we decided to create the band, with a name and some original songs. "Forest" is one of the very first songs we made, and it's cool because we decided to use it in our first EP (HOME). It was like a starting point to create our sound and what we wanted to do with music. We think that our goal is to say something through the music we play. Our name, Talk To Her, could have a different meaning: often it's difficult to say something to someone and so we try to say it through the music we play, the lyrics we write and the atmosphere we create on the stage. This is our purpose.

We followed a concept for making the EP, HOME, and it was a really structured path that closed itself. Now we are recording our debut LP that will be probably out at the end of this year and it keeps following a concept, more or less. We already know that in the future we have to change because what we wanted to say was done with the EP and now with the LP. 

TM - What's the story behind the name Talk To Her? 

TTH – It is a funny story: the starting point of the name was due to different girls. Everyone was in the same sentimental situation, everyone has the same problems. We think this was the beginning of Talk To Her: to create music for someone in particular. Then our feelings have evolved over the years and now it's not someone in particular, but everyone. Because everyone can use our music to say something. We think music is the way which we can put the best of us into one single element – a sound, a track - and it’s also a chance we have to be friends together. 

TM - Have you known each other for a long time? 

TTHRiccardo and Stefano met first in this project, but we already have known each other because we played together when we were younger, in different projects or cover bands. Cover bands are a good way to start and understand music, but if you want to be someone, you have to create your own music. Every one of us puts something in the music we are doing, and our process of creation of music is easy: we go to our rehearsal room and we start to play. There isn’t any type of writing before. 

We are a democratic band and we have the same state of consciousness. When we started, at the beginning, we chose the people before the musicians and this is the key for everything that goes around a part of a musical project. We do things all together, all of us has responsibilities, there is not a person who does everything. 



TM – Did you have a musical education? 

TTH – Everyone of us had a musical education before, but not a classical one. Some of us have played other instruments before this project, like Andrea: he started as a bassist and now he sings and plays the synthesizers. We are always evolving because our purpose is to make music that we love. We love to play our songs and we want to do more and more, to understand where our limit is and try to go on beyond this limit. 

TM – You were saying that "Forest" was your first single. In the HOME EP, is there an interpretation from the order of the songs? Do they communicate something from the first single to the last one? 

TTH – Yes, absolutely. It started with "Forest", but HOME is a path: it starts with the frustration in your home (that is "Zodiac") and then goes on with "Nightfall" which talks about people that follow their desires, as an illusion to escape from reality. Afterward, in "Forest" we talk about what happens when you get lost in your illusions, in your desires. The final, "Burning", is talking about the return at home. If the first track depicts a desire to escape from your home, the last one express the will to return home. As when you go to a club, to dance, for example, after the night it’s morning and you want to return home, the place that you left at the beginning but where you can escape from the outside world. In this way, HOME is a circle path: it’s what we live in our lives and that’s common. 


TM – How long did it take to find a label? How was the process evolving the HOME EP? 

TTH – For the EP it took us one year, more or less, to write, to record and then publish it. We started that process in March 2017 and then we published the album in March 2018. We got contacted by Shyrec (our label). They have seen some of our live concerts and then they invited us to play at a festival they organized. There we started to talk about our work which then we published with them. Now we are recording our first LP that we'll publish with Shyrec probably before the end of the current year. We already recorded a part of it and it will be released both in vinyl and CD. 

TM – How would you describe the Italian underground music scene and how do you think that Talk To Her is integrating into this panorama (if you consider it that way)? 

TTH – When we wrote our music we did not focus on the underground scene, we just did our music the best way as we can. Then we found a beautiful dark scene in Italy, not so large but strong and consolidated. Honestly, we don’t think that there are many projects going on that music scene, nowadays. In Italy, we are living a strange time now, in the last two years. 

TM – What do you mean by "a strange time"? 

TTH – Live music is not so common. If you want to enjoy a Friday or Saturday night with your friends, often you don’t go to see or listen to a live band, for example. It is not in the culture of young people to consume music. For adults is different. Recently there is a lack of sacrifice to reach something; there is no desire to reach something through the effort. Discover something is a sacrifice. You have to move, you have to be patient, you have to listen; but now, everyone wants to have everything immediately, without any effort. 

This feeling reflects in part also in the music that people do and listen to: currently, in Italy, the more popular musical genres are trap music and pop music; this, for us, is a reflection of the situation. Maybe because you can reach this more easily; if you have a full band that requires time, effort and money. 

Another funny thing about Italian music now is this: there is a lot of music in Italian and the projects in English are fewer than 5 years ago. When we started to play as Talk To Her many people told us "Ah, you are good! But why don’t you sing in Italian?". That is strange because every year more and more people can talk and understand English, so why is music going in the opposite direction? Probably for the same reason we mentioned before: the speed of nowadays life and the lack of efforts, because music is a consumer good. 

TM – You were saying that in the future you’ll have to change. Will that change already be reflected in this awaited debut album? What can we expect from the future of Talk To Her? 

TTH – We’ll change because we are always oriented to do something different and new. Moreover, our lives changed a lot since when we started, and are still changing now: this reflects in the music we write and play. In addition, society and our background are constantly changing, as well as the music of other bands that we listen to, and this has an important effect and influence on our music and us. 

We’ve seen it in the writing of our LP: there’s a strong change in the new album we’re recording as compared to the work done for our first EP; this was due to everything mentioned before and also to our growing experience. That is what we wanted to do and what we hope our fans and listeners will perceive. For the future it will be the same, we don’t know how, but we’ll change, because it’s a necessity to continue to write new and different music and don't get stuck.

TM - Thank you!



Check all the photos from Talk To Her performance at MONITOR, here.

Interview by: Sónia Felizardo
Photos by: Miguel Silva

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Estes são os nomes que figuram o cartaz do Amphi Festival - Dia 2

© Yves Christelsohn

Estamos a menos de um mês para a 19ª edição do Amphi Festival, que este ano volta a apostar num cartaz bastante apelativo para os entusiastas da música de toada negra. Ao longo de dois dias será revisitado o trabalho dos artistas mais lendários, nomeadamente Nitzer Ebb, Das Ich, The Beauty Of GeminaProject PitchforkPink Turns Blue ou The Cassandra Complex; aos dos mais contemporâneos como Agent Side Grinder, HOLYGRAM ou Ash Code. Num cenário tingido por um ambiente tendencialmente sombrio, mas extremamente acolhedor, o Amphi volta a arrojar a cidade de Köln.

Depois de uma apresentação geral dos artistas que farão parte do inaugural primeiro dia do Amphi 2019 (que pode ser consultada aqui), neste artigo focamo-nos nos artistas que sobem a placo no último dia do festival em Tanzbrunnen, a 21 de julho de 2019.


COMA ALLIANCE

Coma Alliance é o projeto de electro/dark wave que junta Adrian Hates (Diary of Dreams) a Torben Wendt (Diorama). A dupla, que durante os últimos anos viu os seus caminhos cruzados em tours ou produções musicais, acabou por formar o início da história dos Coma Alliance em 2016, ano em que deram os seus primeiros concertos oficiais, sob este moniker
Ao Amphi a banda traz na bagagem o seu disco de estreia, Weapon Of Choice, editado o ano passado. 
Podem juntar-se à “aliança” no próximo dia 21 de julho, em Köln. 





CRYO

A EBM clássica e melódica vai fazer escutar-se bem forte no Amphi com a presença da dupla CRYO. O projeto sueco que ganhou destaque com a edição de Retropia (Progress Productions, 2014) ao adquirir uma sólida base de fãs por toda a Europa, pisa o palco do Amphi no segundo dia do festival para hipnotizar e fazer dançar quem se atrever a ir vê-los ao vivo. 
Na bagagem Martin Rudefelt e Torny Gottberg trazem o seu mais recente disco de estúdio, The Fall Of Man (Progress Productions, 2019). 





DAS ICH 

Os icónicos Das Ich são uma das bandas em amplo destaque nesta 19ª edição do Amphi Festival. A banda alemã formada em 1989, que se tornou um dos nomes maiores no movimento musical New German Death Art, sobe a palco no último dia de festival para apresentar a sua conceituada carreira da qual fazem parte edições clássicas como Satanische Verse (1990), Die Propheten (1991) ou o mais recente, Anti'Christ (2002). 
O último álbum da banda data de 2006, ano em que lançaram CabaretNo Amphi deverão ouvir-se ainda novos temas.





FADERHEAD 

Com projeto formado em 2016, o alemão Sami Mark Yahya -  aka Faderhead - que se destacou nos últimos anos com a sua electro darkwave aterra em Köln para nos apresentar sucessos das pistas de danças internacionais como "TZDV", "The Way To Fuck God", ou "Fistful Of Fuck You". Faderhead trará uma setlist com foco na EBM, futurepop e synthpunk, onde se deverão escutar temas de trabalhos como FH-X (2016), Night Physics (2017) e, provavelmente, temas a integrar uma futura edição. 
Uma performance que se espera abrasiva. 





FEUERSCHWANZ 

Os Feuerschwanz são a contribuição mais incomum da Alemanha para o rock: um projeto que combina humor, história, clima de comemoração, performance e rock medieval altamente energético. Formados em 2004, a banda canta sobre vários tópicos que não se focam apenas em profissões e costumes medievais, mas também na reinterpretação de contos de fadas clássicos. 
Esta "comédia folclórica medieval", será apresentada no festival Amphi com recurso a temas de trabalhos como o mais recente Methämmer (2018) ou ainda Life! (2014). 





FïX8:SëD8

O projeto performativo de Martin Sane, Fïx8:Sëd8 – cujo foco sonoro se contextualiza entre géneros como a música eletrónica e industrial – promete apresentar no Amphi uma das mais marcantes performances ao vivo. Fortemente influenciado por grupos como Velvet Acid Christ e Skinny Puppy, o som de Fïx8:Sëd8 é caracterizado pela sua voz distinta e carregada e pelo uso excessivo de variadas samples, complementadas por texturas ricas, sequências complexas e ritmos nervosos. Ao Amphi, Martin Sane traz o seu mais recente trabalho de estúdio, Warning Signs (2019). 





HELL BOULEVARD 

Os suíços Hell Boulevard renasceram das cinzas de Violent Diva, em 2014, para se focarem na produção de um som situado entre as paisagens sonoras do rock, metal e da música gótica, enriquecido por vocais de toada negra, ao qual chamam de goth'n'roll
Ao palco do Amphi a banda tocará temas de discos como In Black We Trust (2018, NoCut Entertainment GbR) e Inferno (2016, Thexoomo). 





HOLYGRAM 

Os HOLYGRAM são definitivamente um dos novos nomes no panorama musical do post-punk e synthwave contemporâneo. Os meninos alemães lançaram-se com força no mercado underground com o seu muito aclamado EP de estreia HOLYGRAM (2016) e consolidaram o seu estatuto de profissionalismo dois anos mais tarde com a edição do LP de estreia Modern Cults
Ao Amphi, com um currículo que contempla passagens por incontáveis festivais de renome internacional, a banda promete um concerto onde o nevoeiro será o principal foco. 





IN EXTREMO 

A intersecção entre o folk, o metal e a música medieval - no último dia do Amphi - será representado em força pelos alemães In Extremo. A banda formada em 1995 em Berlim - que apresenta um foco nos ritmos e na percussão recorrendo a uma instrumentação muito ampla de origem medieval – ganhou maior destaque após a edição do seu quarto disco de estúdio, Verehrt und Angespien (1999) que os levou a um crescendo na carreira até à edição do disco 7 (2003). 
Ao Amphi, além dos mais conhecidos temas a banda traz ainda o reportório de Quid Pro Quo (2016). 





JÄGER 90 

Os Jäger 90 tocam uma EBM crua e feita à mão que, no seu último disco de estúdio Fleisch macht böse (2011), por exemplo, apresenta críticas sociais ao fetiche, amor e assuntos interpessoais através de batidas impiedosas. Música eletrónica honesta que promete estimular as pernas, o cérebro e os músculos. 
O projeto que é liderado por Thoralf Dietrich, e se encontra no ativo desde 2005, promete um concerto com foco na bateria, uma voz imperativa e uma energia brutal. 





JANUS

Formados em 1995, a dupla alemã Janus consolida quase 25 anos de carreira em mais uma edição do Amphi Festival, onde apresentará as suas músicas que, de uma forma ou de outra, se focam na temática das pessoas que perdem a cabeça. 
No último dia do festival, Tobias Hahn e Dirk Riegert trazem a Köln o seu último lançamento Ein Schwacher Trost (2017) e um concerto com base numa textura sonora altamente melancólica, profunda e altamente sensível. 





NACHTMAHR 

Nachtmahr, o projeto de música industrial formado em 2007 pelo austríaco Thomas Rainer (L'Âme Immortelle), apresenta-se no Amphi no último dia do festival para fazer ecoar a sua música poderosa que mistura o hardcore techno ao industrial e aggrotech
Um concerto que promete ser brutal e onde se farão escutar os temas de discos como Antithese (2019), Kampfbereit (2016) e ainda os hits de Feuer Frei (2008) ou Alle Lust Will Ewigkeit (2009). 





OST+FRONT 

Os alemães OST+FRONT ostentam uma sonoridade compacta que equilibra as rajadas melódicas da música até à sua agressão, diversão e brutalidade implacável. Sem convenções líricas ou musicais, os berlinenses recorrem a incontáveis géneros aos quais juntam o seu gene Neue Deutsche Härte, coros sinfónicos e tons orquestrais. 
Ao Amphi a banda traz na mala uma dose incomensurável de energia e o seu mais recente disco de estúdio, Adrenalin (2018). 





PROJECT PITCHFORK 

Outro dos grandiosos nomes que fará parte do certame do último dia festival são os Project Pitchfork, o prolífico grupo de darkwave e electro-industrial que se dedica à mecânica quântica maquinal. Através de sonoridades que sintetizam uma viagem imbatível no passado, presente e futuro, a eletrónica dark que caracteriza o trabalho da banda elevará o público do Amphi a um ambiente superior, visionário e muito fascinante. 
A Köln os Project Pitchfork trazem na setlist, além dos grandes êxitos, os temas de álbuns como Akkretion (2018) e Fragment (2018). 





RABIA SORDA 

Formados em 2003 como o projeto a solo de Erk Aicrag, os Rabia Sorda são atualmente um trio com membros de origem alemã e mexicana. A banda apresenta uma sonoridade energética que experiencia a transformação, destruição e criação do mundo ao redor. Num concerto que tem foco no que os próprios definem como "Rock-Body-Metal-Punk Rock", os Rabia Sorda apresentarão no último dia de festival a sua vibe agressiva, mas igualmente cativante. 
O último disco da banda data de 2018 sob o desígnio The World Ends Today





SCHATTENMANN 

Os Schattenmann prometem apresentar no último dia do Amphi uma nova dimensão dentro do revivalismo da Neuen Deutschen Härte, através da combinação estoicamente inexorável entre as caixas de ritmos e as componentes avançadas das máquinas. 
A banda alemã, que se formou em 2016 traz, ao palco do Amphi, o seu disco de estreia Licht Na (Drakkar Entertainment GmbH, 2018) e temas que rodeiam o que muitas vezes permanece silencioso e vive em segredo – desde o desejo humano à natureza destrutiva. 





SEADRAKE 

A história dos Seadrake - um super grupo de synthpop composto por Hilton Theissen (Akanoid, Dark Millennium), Mathias Thürk (ex-Minerve) e Rickard Gunnarsson (Lowe, StateMachine) – começa a ser documentada a partir de 2012, após o caminho dos membros se ter cruzado várias vezes em tours e/ou colaborações. 
Oriundos de diferentes países, os Seadrake encontraram um ponto comum na sua dark electropop, na qual têm vindo a trabalhar para conceder um primeiro produto longa-duração intitulado Isola (2018), que é agora explorado em detalhe no Amphi Festival 2019





SPARK! 

Spark! é o nome escolhido para designar o projeto de EBM moderno que os suecos Mattias Ziessow e Stefan Brorsson formaram em 2007. A banda - que começou a prender as primeiras atenções após a edição do álbum de estreia 65 Ton Steel (2008) - viria a assinar contrato com a Progress Productions, editora pela qual editaria em 2012 Hela din verden
Ao Amphi e, numa comunicação verbal feita na língua sueca, os Spark! trazem-nos o seu última longa-duração de carreira, Maskiner (2016) e o mais recente Två Mot En EP (2018). 





THE BEAUTY OF GEMINA 

Bastante conhecidos dentro do cenário da eletrónica dark de cariz alternativo e q.b. melancólico os suíços The Beauty of Gemina apresentam no Amphi um concerto que incorpora treze anos de carreira e cerca de dez edições longa-duração que consolidam uma música pronta para elevar os espíritos ao mesmo tempo que celebra a estética das trevas, evitando interferências emocionais perturbadoras. 
Em Köln, além dos hits de carreira, os The Beauty Of Gemina trazem os mais recentes temas Flying With The Owl (2018), a descobrir, no último dia. 





WELLE:ERDBALL 

O propósito dos Welle:Erdball, segundo os próprios, começa onde nomes como Kraftwerk, Profil, DAF e/ou Ideal infelizmente estagnaram. No ativo desde 1990 os Welle:Erdball apresentam uma sonoridade que engloba elementos da britpop, synthpop e música eletrónica e uma discografia que compreende 14 álbuns, cujos temas prometem deixar a temperatura bem quente durante a sua performance no Amphi
Texturas electropop e tons analógicos que farão, certamente, hipnotizar o público que se atrever a marcar presença neste concerto. 





WHITE LIES 

Os ingleses White Lies apresentam-se no palco do Amphi como uma das bandas mais deslocadas do panorama underground, ainda assim inseridos dentro do espírito a que o Amphi se vê incluído. A banda que veio dar sucessão aos Fear of Flying e se formou em 2007 rapidamente viu a sua sonoridade de traços negros ser comparada a nomes como Editors, Interpol ou The Killers
Com um grande hype já ciado antes da edição de To Lose My Life... (2009), o sucesso dos White Lies fará ouvir-se no palco do Amphi, mas com os novos temas de Five (2019) a fazerem escutar-se alto. 



A edição de 2019 do Amphi Festival decorre nos dias 20 e 21 de julho em Tanzbrunnen, Köln, na Alemanha. Os passes para os dois dias têm um preço de 87€ e os bilhetes individuais têm um preço de 62€, podendo ser adquiridos aqui. Todas as informações adicionais relativas ao festival podem ser encontradas aqui.




Comma Alliance Photo © Silke Jochum
Faderhead Photo © N. Skulli 
Holygram Photo © Andy Deane 
Jäger 90 Photo © Marco Luptscho 
Janus Photo © Nuno Campos 
Rabia Sorda Photo © Sascha Pace 
The Beauty of Gemina Photo © Frida Gothik

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sábado, 22 de junho de 2019

STREAM: The Devil & The Universe - :ENDGAME 69:


Os The Devil & The Universe regressaram esta semana às edições longa-duração com o novo disco de estúdio :ENDGAME 69:, trabalho que chega às prateleiras dois anos após Folk Horror (2017). Num álbum que pretende combinar a iconografia de 1969 com vários géneros musicais para "recriar" a névoa febril atribuída à vibe do ano de 1969, os The Devil & The Universe apresentam-nos um disco altamente dinâmico e pronto para hipnotizar o ouvinte. 1969 faz este ano meio século, mas a turbulência daqueles tempos pode-se definitivamente refletir nos climas políticos e sociais contemporâneos. É, então com recurso a sons eletrónicos, guitarras fortes, tambores que evocam o transe e estilos vocais indianos, que neste :ENGAME 69: os The Devil & Universe nos submergem numa viagem aos "quatro cantos" do mundo, por volta de 1969, com direito a experiências alucinantes e caóticas pelo meio.

Ashley Dayour, David Pfister e Stefan Elsbacher viajaram pelos continentes para captar sons disponíveis além dos limites de um estúdio clássico e o resultado pode ouvir-se agora na íntegra abaixo. De :ENGAME 69: já tinham anteriormente sido divulgados os temas "Kali's Tongue" - single enriquecido pelas paisagens sonoras orientais que ganhou um novo trabalho audiovisual esta sexta-feira, disponível aqui - e ainda o industrial-inspired  e altamente aditivo "Satanic (Don't) Panic". Além destas faixas recomenda-se ainda a reprodução de "Turn Off, Tune Out, Drop Dead", "1969" e "Revelation 69".

:ENDGAME 69: foi editado na passada sexta-feira (21 de junho) pelo selo aufnahme + wiedergabe. Podem comprar o disco aqui.


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