domingo, 20 de setembro de 2020

Griffit Vigo antecipa o futuro do gqom em 'I Am Gqom'



I Am Gqom é o aguardado álbum de estreia do jovem produtor sul-africano Griffit Vigo. Composto por oito temas inéditos e uma remasterização do hino global "Rees Vibe", o álbum promete trazer a autoproclamda "lenda do Gqom" – expressão frenética vinda dos subúrbios de Durban – de volta à vanguarda da música club contemporânea.

Descrito pela sul-africana Gqom Oh! – que carimba este lançamento – como "uma viagem pela herança ancestral de Griffit Vigo e sua visão para o futuro da música Gqom", o álbum sucede o EP Gqom Will Never Die, lançado em maio deste ano, e o anterior single "DJ", de 2018. Em 2019, o produtor integrou o alinhamento da cantora-produtora americana Laurel Halo no seu mix para a série DJ-Kicks.

O conceito visual e a jornada auditiva de I Am Gqom inspiram-se na cultura Zulu antiga e nos compostos conhecidos como kraals, utilizados como locais de adoração ritualística. Assim, Vigo visa criar um kraal metafórico através da sua música – para si, para o ouvinte e a para a nova geração de artistas gqom.

O álbum encontra-se disponível em todas as plataformas digitais a partir do dia 20 de outubro, sendo que podem escutar já um pequeno preview no Soundcloud da Gqom Oh!.


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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Mão Morta na Casa da Música


Para assinalar o final do verão, a Casa da Música inclui na agenda de setembro, música de vários tempos e lugares, desde a clássica até ao rock, ao pop e à música brasileira, passando pelo palco da Sala Suggia nomes como The Legendary Tigerman, Mão Morta, Bárbara Tinoco ou Best Youth

No dia 26, a noite será dos Mão Morta, banda de culto que ao "longo das três ultimas décadas dividiram opiniões, criaram hinos geracionais, editaram 15 álbuns de originais e tornaram-se uma referência no rock nacional". Com No Fim Era o Frio, o último trabalho de longa duração (Rastilho Records, 2019) que segundo Adolfo Luxúria Canibal "apresenta-se como uma narrativa distópica onde conceitos como aquecimento global ou subida das águas do mar servem de cenário para um questionar e decompor de diferentes paradigmas do quotidiano" a banda levou ao rubro várias salas do país, em 2019 e inicio de 2020. 

Espera-se que o cardápio musical da noite (22:00h) seja preenchido pelo que foi considerado pela critica como o "melhor disco de 2019", juntamente com os hits de sempre, que se tronaram memoráveis para os fãs desta banda.

Os bilhetes (sem lugar marcado, apenas com a indicação da fila) têm o preço de 7,5 euros e podem ser adquiridos na bilheteira on-line.

      LAV, 2019

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SALEM regressam com "Starfall", o primeiro tema em quase 10 anos



O infame grupo de witch house SALEM está de regresso com o seu primeiro tema original em quase uma década, "Starfall". A acompanhar a faixa está o vídeo de Tommy Malekoff, que capta imagens de uma excursão que a dupla composta por Jack Donoghue and John Holland fez com um grupo de rastreadores de tempestades durante a temporada de tornados.

O último lançamento original do grupo como banda aconteceu em 2011, por alturas do EP I’m Still in the Night, que se seguiu ao seminal álbum King Night que, em 2010, definiu os moldes do movimento que ficou conhecido por witch house. Os americanos mantiveram-se em hiato criativo desde então, quebrando o silêncio em 2016 com a remistura do tema "Make It Up as You Go Along", do artista audiovisual alemão Wolfgang Tilmans.

No início desta semana, os SALEM partilharam a transmissão oficial de STAY DOWN, mix originalmente transmitido na rádio NTS em maio deste ano e que inclui mais uma faixa inédita, “CAPULETS (LEAK)”.



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STREAM: Carne Doce - Interior


Saiu hoje o novo trabalho dos Carne Doce, o seu quarto álbum de estúdio. Após conquistar relevância nacional com três álbuns fundamentais para a nova música brasileira, a banda exalta o interior – geográfico e da alma – com o seu novo trabalho, intitulado Interior

Sucessor do elogiado Tônus, o introspectivo e doloroso álbum de 2018, Interior é aberto e solar, mesmo em faixas mais íntimas, e demonstra a universalidade do grupo originado de Goiânia, Goiás. As 12 faixas existentes revelam a versatilidade estética e rítmica da banda, que pela primeira vez une-se com estilos como samba, dub, reggae e até trap, tudo costurado com guitarras marcantes e a sempre profunda poesia das letras.

Na estrada há seis anos, os Carne Doce ganharam a simpatia de público e crítica com fortes canções e apresentações ao vivo. Com estilo único, Salma Jô (vocalista e letrista) se transformou em um dos grandes talentos da safra contemporânea de cantoras brasileiras.

Os dois últimos discos do grupo, Tônus (2018) e Princesa (2016), chegaram aos primeiros lugares das listas de melhores do ano e renderam ao quinteto concertos por todo país, com alguns deles esgotados. Em 2019, o grupo fez a primeira digressão internacional, com passagem por prestigiadas salas e teatros de Portugal.





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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

jelly the astronaut - "Papers" (video) [Threshold Premiere]


Many are the sounds that populate the modern listening landscape, but jelly the astronaut refuses to blend in with the crowd. Even though their previous works were best characterised as minimal and abrasive electronica, this did not stop the mysterious Italian artist from reinventing himself with a new, fluctuating and catchy sound. Somewhere between the Radiohead melancholy and AIR's ambient pop, Papers is a work whose only sin is not lasting for a whole album.

With Lorenzo Di Carlantonio on the drums and with the aid of Cesare di Flaviano on vocal composition, there is a sort of nostalgic melancholy that settles in as soon as the videoclip starts. In it, we are taken through a series of long shots that, dynamically, inspect a photographic mural, meddling into the memories that it recursively evokes. The unsaturated black and white helps in creating this universe that is hard to place in present time, where somehow everything that is experienced in the moment has already past, in constant camera motion.

You can watch the jelly the astronaut videoclip for Papers below.


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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

eRikm apresenta espetáculo a solo na Associação de Moradores da Bouça

 © Mizuki Nakeshu

No próximo sábado, dia 19 de setembro, o improvisador, compositor e artista visual eRikm passará pela Associação de Moradores da Bouça, no Porto, para um concerto a solo inserido na programação da sétima edição do Cultura em Expansão.

Nascido em Mulhouse, França, e sediado em Marselha, eRikm é dos um dos mais significativos nomes da sua geração, tendo assinado obras por selos tão respeitados como a americana Earstwhile ou a portuguesa Sirr, de Paulo Raposo. O seu trabalho centra-se na exploração do gira-discos enquanto instrumento musical, que manipula para criar admiráveis mundos de percussão e ruído concreto. O seu primeiro disco, L'art de la fuite, data de 1995 e pelo seu vasto currículo contam-se colaborações com notáveis da música exploratória como Luc Ferrari, Christian Fennesz, Thurston Moore ou Otomo Yoshihide, com quem forma o grupo Les Sculpteurs de vinyl.

O artista francês junta-se a Mary Ocher, JP Simões e Atlas de Instrumentos Utópicos no ciclo de concertos promovido pela Associação Cultural Sonoscopia, que se associa pela primeira vez ao Cultura em Expansão no acompanhamento artístico do programa a ter lugar na Associação de Moradores do Bairro da Bouça. 

O espetáculo acontece pelas 21:30 e terá lotação limitada, pelo que é obrigatório o levantamento de bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) no local, a partir de 2 horas antes do seu início.






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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Molchat Doma anunciam novo álbum, Monument



Os Molchat Dolma vão lançar novo álbum em novembro. Monument é o aguardado terceiro álbum da banda sensação bielorussa e chega dois anos depois do anterior longa-duração Etazhi, que projetou o grupo para um imprevisível falatório a nível global.  

Segundo a editora norte-americana Sacred Bones, que sela este novo lançamento, Monument “expande a grandeza minimalista” dos anteriores S Krysh Nashikh Domov e Etazhi para dar lugar a uma "visão mais realizada e maximalista do seu som post-punk cristalino”.   

Escrito e gravado enquanto a banda se encontrava em quarentena, em Minsk, o novo disco dos Molchat Doma apresenta uma atenção redobrada a nível de composição e fidelidade, num trabalho que compreende o ainda curto mas surpreendente percurso do grupo como perfeitos desconhecidos até ícones do underground e mais recente sensação viral do Tik Tok (podemos escutar “Sudno” em milhares de vídeos da plataforma).  

Monument encontra-se disponível em CD, vinil e digital no dia 13 de novembro e o seu primeiro avanço, “Ne Smeshno”, já pode ser escutado em baixo.


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Os Enclave renascem o punk no novo tema "Crossfire"

© Joshua Ross

O punk está de volta, num formato mais gótico mas com uma energia brutal e frívola pronta para se fazer ouvir em tons de revolta enquanto as pistas de dança não voltam a ser as mesmas. Os líderes deste novo renascimento são os Enclave, a banda liderada pelo vocalista Pat McCarthy (ex City Rose) que coloca cá para fora esta terça-feira (15 de setembro) o novo alucinogénio "Crossfire".  

A banda oriunda da Austrália já chama as atenções pela Europa desde que em junho lançou "Gesture Of Fear", uma amálgama de art-rock distorcido e algures matemático já a colocar na berra a capacidade abrasiva de poder que os Enclave são capazes de emanar. No mote da revolta está claro uma poderosa voz revolucionária contra os sistemas que perpetuam o trauma, a opressão e desumanização numa era contemporânea. No núcleo, uma banda experiente que tem tudo para construir um futuro brilhante.

"Crossfire" é a bomba imersiva que todos precisam de ouvir para tomar a atitude de um agente ativo na mudança. Sistemas opressivos deveriam jamais ser suportados e os Enclave colocam esse sentimento bem vívido na música crua, rude e vigorosa que expurgam através dos instrumentos que os rodeiam. Profundamente brutos, mas honestamente certos, os Enclave prometem deixar uma marca nos novos anos 20. Com "Crossfire" no posto de escuta aparentam estar no bom caminho. 

"break the chains for the ones you love"


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7 ao mês com Offermose


Se estão à procura de um sound designer para as vossas soundtracks este artigo foi feito a pensar em vocês. Offermose, o produtor dinamarquês que está a assolar as playlists underground com o seu dungeon synth de camadas negras, lança novo disco no próximo mês e mostra-nos agora as peças sonoras que têm repercutido uma influência sentida no seu trabalho. Nunca alheias aos grandes achados encontramos as editoras que dão a cara ao novo lançamento: a lendária Third Coming Records - que numa altura em que a música se encontra num período deprimido tem-se mostrado imparável -; e a Pomperipossa – que mais desvanecida no meio é dirigida por um dos maiores nomes da cena da vanguarda, Anna Von Hausswolf

Stilhedens Tårn está quase a chegar ao mercado num formato de exímia criatividade onde as primeiras 100 cópias (já obviamente esgotadas) incluíam o jogo de tabuleiro "Tower of Silence" impresso e projetado exclusivamente para o lançamento deste álbum. Em período de antecipação deste marco achámos pertinente conhecer as raízes que influenciaram não só a produção artística, mas a própria identidade de Offermose, ao convidá-lo para a edição do 7 ao mês de setembro. 

Abaixo, uma pequena apresentação de algumas das soundtracks mais psicologicamente densas dos últimos 50 anos. 


Klaus Schulze - Body Love Vol. 2 (1977) 

Começamos com um clássico absoluto. Em 1978, o famoso pornógrafo Lasse Braun lançou um dos únicos filmes porno a ser exibido no festival de cinema de Cannes. Mas o que realmente se destaca neste filme é a banda sonora transcendente do famoso mago da Escola de Berlim, Klaus Schulze. O que é ainda mais interessante é quando Klaus Schulze lança a segunda parte da partitura, Body Love Vol.2. Perfeito para todos os amantes do corpo, da Kosmishce musik e LSD. 
Schulze continuaria a criar uma outra trilha sonora clássica para o filme inovador Angst (1983). 



V.A. - Manhunter (1986) 

Por falar em Klaus Schulze e Angst, houve um filme que acabou por pedir emprestado a mesma partitura sonora. O clássico thriller noir dos anos 80 de Michael Mann, Manhunter. Este filme é uma verdadeira obra de arte e alinha-se com outros filmes de Mann, como Thief (1981), To Live and Die in LA (1985), Miami Vice (1984) e Made in LA (1989) / Heat (1995). Esta soundtrack acrescentou ainda o trabalho de Kitaro para uma melhor abordagem. Para aproveitar totalmente esta partitura, é preciso escutar a versão estendida com a contribuição completa do Kitaro. Esta é também uma ótima introdução ao trabalho dos Shriekback. E a faixa "Graham's Theme" do Michel Rubini é simplesmente de tirar o fôlego. 



Sinoia Caves - Beyond The Black Rainbow (2001) 

Um belo filme do Panos Cosmatos que mais tarde dirigiu Mandy (2018). Mas, para mim, a verdadeira estrela deste filme é a banda sonora. Absolutamente perfeita. 



Bo Hansson - Lord of the Rings (1970) 

Vamos falar sobre este clássico dos anos 70 concebido pelo sábio dos órgãos, o sueco Bo Hansson. Inspirado no livro, Hansson criou uma bela interpretação do Universo de Tolkien, ainda incomparável até hoje. A partitura foi gravada por ele mesmo no seu estúdio de gravação particular nas florestas da Suécia. Também gostaria de recomendar o documentário sobre Bo Hansson, I Trollkarlens Hatt (2015) e Jakten på Bo Hansson (1977), ambos os filmes fornecem uma grande visão da mente e do mundo de um verdadeiro génio. Seu espírito vive nas obras de Erik Malmberg, nos seus trabalhos a solo e no seu projeto Sagor & Swing.



Bobby Beausoleil - Lucifer Rising (1972) 

Outra abordagem aos estúdios de gravação caseiros são as gravações de Bobby Beausoleil e da The Freedom Orchestra para Lucifer Rising (1972) de Kenneth Anger, gravado na Tracy Prison. Lembro-me de ser apresentado a Kenneth Anger e aos seus filmes, quando eu morava com um coletivo em Copenhaga. Transformámos o sótão da nossa casa degradada num cinema. Então passámos muitas noites a assistir a filmes obscuros como este. A casa chamava-se De Døde Børns Hus / A Casa das Crianças Mortas. Há inclusive uma história de que ossos de crianças foram encontrados no sótão antes de nos mudarmos. Para apreciar plenamente a música, recomendo encontrar o The Lucifer Rising Suite, com todas as sessões. 



Daktari Lorenz, Hermann Kopp & John Boy Walton - Nekromantik (1987) & Der Todesking (1990) 

Esta escolha é uma espécie de batota, uma vez que estou a colocar dois filmes juntos. O Nekromantik II (1991) e o Schramm (1993) também devem estar aqui. As soundtracks destes filmes encaixam-se realmente bem. Lembro-me de assistir a todos os filmes fantásticos de Jörg Buttgereit no nosso cinema mausoléu do sótão.



Michael Z. Land - The Dig (1995) 

Um grande jogo de aventuras atmosféricas, com um enredo de dimensões cósmicas. De forma semelhante aos temas de aventura anteriores da LucasArts, este disco também apresenta uma banda sonora brilhante. Mais uma vez, recomendo procurar pela versão estendida, pois é uma experiência totalmente diferente da versão normal. 



Se quiserem saber mais sobre o trabalho do Offermose aproveitem para o seguir através do Facebook ou pela página do Bandcamp, onde podem ficar a par da sua discografia.



------------ ENGLISH VERSION ------------


If you are looking for a sound designer for your soundtracks then this article was made for you. Offermose, the Danish producer who is plaguing underground playlists with his black layered synth dungeon, launches a new album next month and is now showing us the pieces that have reverberated a felt influence on his work. Never unaware of the promising acts, we find the labels that give a face to this new release, the legendary Third Coming Records - which at a time when music is in a depressed period has proved itself unstoppable - and Pomperipossa - more faded in the middle but owned by one of the biggest names in the avant-garde scene, Anna Von Hausswolf

Stilhedens Tårn is about to hit the shelves in a format of unique creativity where the first 100 copies (already obviously sold out) included the board game "Tower of Silence" printed and designed exclusively for the release of this album. In anticipation of this milestone, we found it pertinent to know the roots that influenced not only artistic production but also Offermose's own identity, by inviting him to the new edition of our "7 ao mês". 

Below you can find a short presentation of some of the most mind-altering Soundtracks of the past 50 years. 


Klaus Schulze - Body Love Vol. 2 (1977) 

We start things off with an absolute classic. In 1978 the famous Pornographer Lasse Braun released one of the only Porn films to ever to be screened at the Cannes film festival. But what really makes this film stand out is the transcendent score from the famous Berlin School wizard, Klaus Schulze. What is even more interesting is when Klaus Schulze released the second part of the score, Body Love Vol.2. Perfect for all lovers of the body, Kosmishce musik, and LSD. Schulze would go on to create another classic score for the groundbreaking film Angst (1983).



V.A. - Manhunter (1986) 

Speaking of Klaus Schulze and Angst, there was a film that went on to borrow from that score. Michael Mann's classic 80's noir thriller, Manhunter. This film is a true work of art and falls in line with other Mann films such as Thief (1981), To Live and Die in L.A. (1985), Miami Vice (1984) and Made in L.A. (1989) / Heat (1995). It even added in some Kitaro for good measure. To fully enjoy this score you need the extended version with the full Kitaro contribution. This is also a great introduction to Shriekback. And "Grahams Theme" by Michel Rubini is just breathtaking. 



Sinoia Caves - Beyond The Black Rainbow (2001) 

A beautiful film by Panos Cosmatos who would later go on to direct Mandy (2018). But to me, the true star of this film is the score. Absolutely perfect. 



Bo Hansson - Lord of the Rings (1970) 

Let's talk about this 70's classic By Swedish organ savant, Bo Hansson. Inspired by the book, Hansson created a beautiful interpretation of the Tolkien Universe, still unrivaled to this day. Recorded by himself in his private recording studio deep in the forests of Sweden. I would also like to recommend the documentary about Bo Hansson, I Trollkarlens Hatt (2015) and Jakten på Bo Hansson (1977) both films give a great insight in the mind and world of a true genius. His spirit lives on in the works of Erik Malmberg, in his solo works and his Sagor & Swing project. 



Bobby Beausoleil - Lucifer Rising (1972) 

Another take on home recording studios is Bobby Beausoleil and The Freedom Orchestra's recordings for Kenneth Anger's Lucifer Rising (1972) recorded in Tracy Prison. I remember being introduced to Kenneth Anger and his films when I was living in a collective in Copenhagen. We transformed the attic of our run-down house into a cinema. We spent many nights watching obscure films such as this one. The house was called De Døde Børns Hus / The House of the Dead Children. There was a story that child bones where found in the attic before we moved in. To fully appreciate the music I recommend finding The Lucifer Rising Suite, featuring all the sessions. 



Daktari Lorenz, Hermann Kopp & John Boy Walton - Nekromantik (1987) & Der Todesking (1990) 

This one is kind of cheating since I am putting two films together. Nekromantik II (1991) and Schramm (1993) should also be on here. These soundtracks really sit well together. I remember watching all the fantastic films of Jörg Buttgereit in our attic mausoleum cinema. 



Michael Z. Land - The Dig (1995) 

A great atmospheric adventure game, with a storyline of cosmic dimensions. Like the previous adventure titles from Lucas Arts, this one also features a brilliant score. Again, I recommend finding the extended version of this one, since it's a whole other experience than the regular version. 



If you want to know more about Offermose’s work you can follow him on Facebook or through its Bandcamp page, where all the discography is listed.

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Fall Shock estreia-se nas edições com 'Interior'


Os sintetizadores de bpm's acelerados são ponto de foco em Interior, o disco de estreia de Fall Shock que chega às prateleiras já no final do mês, na alçada francesa Manic Depression Records. Ao longo dos nove temas que compõem o disco, sobressaiem as camadas atmosféricas negras, uma atitude de certa forma punk, de certo modo celestial e uma tonalidade densa que se mantém como fórmula aditiva do primeiro ao último minuto. O projeto do italiano Francesco Kay surgiu em 2018 , mas foi até conhecer o guitarrista de death metal Markus O. que a sua sonoridade ganhou as tendências dark-synth que agora se mostram sólidas.

A música de Fall Shock caracteriza-se entre uma conjugação de som de urgência e moderação, que envolve vozes angustiadas, sintetizadores retro e guitarras hipnotizantes e, mais que isso, o próprio ouvinteJuntamente com os pormenores do novo disco Fall Shock revelou esta segunda-feira (14 de setembro) o primeiro tema de avanço de Interior, "Feels Eternal" através de um trabalho audiovisual que pode reproduzir-se na íntegra abaixo. Bastante influenciado pelas tonalidades da eletrónica new-wave que pautaram os anos 80, em "Feels Eternal" Fall Shock começa por assinar uma linha promissora nas novas inclinações estéticas da darkwave. Agora resta mesmo só esperar pelo disco.


Interior tem data de lançamento prevista para 25 de setembro na casa Manic Depression Records em formato CD e digital. Podem fazer a pre-order do disco aqui.

Interior Tracklist:

01 - Exterior 
02 - Feels Eternal 
03 - Synthetica  
04 - Illusion
05 - Retouch
06 - Nude Grace 
07 - Wall of Try 
08 - The Holy Rage 
09 - Marion Valerie

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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

STREAM: Give Up To Failure - Burden


Depois de terem anunciado em agosto a estreia nos registos longa-duração, chegou finalmente a altura de Burden ver a luz do dia.  Give Up To Failure, o projeto que começou por ser desenhado a solo em 2018 com Mark Magick (Aviaries) a assumir todas as decisões e responsabilidades, estende-se agora ao formato banda completa num álbum que assume uma profunda maturação face aos caminhos sonoros inicialmente percorridos. Mais denso e camaleónico do que o expectável, Burden envolve-se de um poder iminente e contagiante que ecoa do jogo entre guitarras arrastadas, uma percussão abrasiva e vocais dominadores. Entre um ambiente caótico, mas de aura controladas, os Give Up To Failure conseguem dar corpo a um disco coeso e amplamente imersivo da primeira à última faixa.

O disco que começou por ser apresentado pelo darkgaze "All I Wanted", ganhou uma nova interpretação quando os polacos colocaram cá para fora a balada deprimida "After The Fall" um retrato sonoro triste, ainda assim a contrastar a beleza inerte e frágil do piano com a autoridade das guitarras. No entanto Burden é mais do que um álbum que incorpora elementos do post-rock com os ritmos exuberados do post-punk ou as camadas arrastadas do shoegaze, como os primeiros singles de avanço poderiam fazer crer. É sim uma bela descoberta entre as entrelinhas do ruído nórdico, uma produção sensitiva e uma força amplamente imperativa que se pode assimilar em temas como "Within", "Sleepless Hole" ou "Burial Ground". O disco pode agora reproduzir-se na íntegra abaixo.

Burden é editado esta segunda-feira (14 de setembro) em formato CD e digital pelo selo Requiem Records. Podem comprar a vossa cópia física aqui.


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sábado, 12 de setembro de 2020

STREAM: Uniform - Shame


Os Uniform regressaram este mês às edições com Shame, o novo longa-duração na alçada da Sacred Bones Records que veio dar sucessão a The Long Walk (2018) e marca um novo percurso na história do projeto, com a mudança de line-up. Agora em formato trio - Michael Berdan (vocais), Ben Greenberg (guitarra, produção) e Mike Sharp (bateria) - agarram num mundo de sons industrializados, eletrónica distorcida e uma percussão frívola e crua com a característica voz das trevas para dar luz a um disco bruto e extremamente poderoso. O álbum, que se centra no tema do romance clássico, foca-se nas forças de um anti-herói no seu estado estático, enquanto medita sobre a sua vida no intervalo entre os principais eventos que ocorrem no mundo. Este conceito é desenvolvido ao longo dos oito temas que integram o álbum, num vigor imersivo e amplamente contagiante.

Numa temática que resultou da exploração dos livros de Raymond Chandler, James Ellroy e Dashiell Hammet, os Uniform apresentam em Shame um disco envolto pelo misticismo lírico num trabalho negro e recheado em guitarras abrasivas de camadas vulcânicas e sensações de exorcismo. Este resultado advém não só do facto de Mike Sharp ter assumido a bateria, mas também pelo facto dos Uniform terem aperfeiçoado os limites entre digital e analógico, eletrónico e acústico como outrora haviam feito. Do disco recomenda-se fortemente a audição de faixas como "Delco", "Life In Remission", o ruidoso "All We've Ever Wanted" e o psicologicamente denso "This Won't End Well".

Shame foi editado esta sexta-feira (11 de setembro) em formato vinil, CD e digital pelo selo Sacred Bones Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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