domingo, 16 de dezembro de 2018

[Review] Dear Deer - Chew-Chew


Chew-Chew // Manic Depression Records / Swiss Dark Nights // outubro de 2018
8.0/10

Dois anos após a estreia com Oh my… (2016) a dupla francesa Dear Deer regressou este ano às edições com Chew-Chew, um daqueles discos bomba relógio perfeitos para fazer explodir as pistas de dança. Formados em 2015 por Federico Iovino e Claudine Sabatel, a sonoridade dos Dear Deer tem-se tornado marcante dentro do novo panorama da música underground ao conjugar elementos do post-punk, noise, no-wave e algum charme da música disco, o que lhes garante uma aura marcante além de sensual. O novo disco, anunciado no final de agosto deste ano, chegou às prateleiras a 11 de outubro, pela Swiss Dark Nights e Manic Depression Records, permanecendo ainda como uma das edições mais potentes do ano. 

Através de sintetizadores e caixas de ritmos desorientadas, um baixo rítmico e uma guitarra abrasiva os Dear Deer abrem este Chew-Chew com a faixa "Nadia Comaneci", um tema com cerca de três minutos de duração que prepara o ouvinte para os territórios explorativos e inovadores da sua música monocromática e igualmente reluzente. Se existe algo que se torna óbvio após as reproduções consecutivas deste Chew-Chew é o facto dos Dear Deer agarrarem em compassos simples e os apetrecharem de elementos que destilam o melhor da música industrial, noise e post-punk em faixas rítmicas, de aura vibrante e extremamente divertidas. A amostra disso deu-se logo antes do lançamento álbum, quando a banda natural de Lille lançou os temas "Disco-Discord" – a projetar-nos para os territórios sonoros de bandas como Alien Sex Fiend e Sex Gang Children - e "Stracilla" – a apresentar a sensualidade da música disco cantada na língua polaca. 




Se ouvirmos, por exemplo, temas como "Jog, chat, work & gula-gula" (single que a dupla apresentou em Portugal, em 2017 no último Entremuralhas), "Deadline" ou até mesmo "Ozozooz" torna-se evidente que a sonoridade da dupla francesa é um convite inegável para uma dança coordenada ao ritmo da eletrónica contemporânea inspirada por elementos que contemplam várias décadas da música mais negra e propelente. O disco conta ainda com a participação de Loto Ball na faixa "Earworm" que se encontra mais focada no experimentalismo noise e industrial. 




Mas nem só de música se faz o novo disco dos Dear Deer. Toda a estética envolvente caracteriza-se pela imagética provocativa que Federico Iovino e Claudine Sabatel têm deixado implícita desde o primeiro registo. Nesta nova edição as purpurinas vermelhas ganham o plano de foco na capa e, no formato CD, os Dear Deer apresentam ainda um livrete com uma fotografia de um homem e mulher perante o fogo (elemento inerente à sua sonoridade) que, aberto, apresenta as letras das nove músicas que compõem este novo trabalho. Além disso há ainda uma imagem provocante quando se retira o CD da caixa, o que permite enraizar melhor o conceito visual, antes de ser explorada a sua música. 



Se já em Oh my… os Dear Deer tinham ganho destaque pela sua mistura bombástica de música eletrónica completamente fustigante com rasgos dos anos 80, neste Chew-Chew a dupla francesa aumenta a qualidade de produção e equaciona uma fórmula viciante que conjuga diversos elementos na concretização de uma sonoridade singular. Ao esticar as sonoridades que chamaram a atenção no primeiro disco (e que pudemos ouvir em faixas como "Statement", "Claudine in Berlin", "Clamsa" ou "Czekaj na nas") para um terreno ainda mais seu, os Dear Deer continuam a crescer no panorama underground e a surpreender os ouvintes a cada minuto. Mais uma edição altamente aditiva.



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sábado, 15 de dezembro de 2018

7 ao mês com Morte Psíquica


Para a última edição do ano do 7 ao mês do ano convidámos a Morte Psíquica a escolher sete artistas que estarão para sempre enraizados na sua história. A banda originária de Évora, agora estabelecida em Montreal, Canadá, como o projeto a solo de Sérgio Pereira (até uma próxima reunião) lançou no passado mês de novembro, Maneirismos um EP bastante consolidado e enriquecido por uma lírica poética, refletido num conjunto de quatro belíssimas faixas. Formados em 1993, foi depois de um período de hibernação que, em 2014, os Morte Psíquica se reergueram das cinzas tendo, mais tarde, lançado o disco de estreia Fados do Além (2016). 

A comemorar 25 anos desde a sua formação e, com novas edições previstas para 2019, pedimos ao Sérgio Pereira (voz e guitarra) para escolher sete artistas/bandas ou álbuns que se apresentam como uma influência não só no seu trabalho com a Morte Psíquica, mas também como pessoa. As sete escolhas do projeto que conjuga a respiração do post-punk dos anos 80 à dimensão depressiva da sociedade atual, podem ouvir-se abaixo.


The Cure – Standing on a Beach (1986) 

É o álbum - na realidade uma coletânea - mais importante de todos, pois foi através desta K7 pirata que a minha identidade musical acabou por ser construída, ali pela segunda metade dos 80's. O ar exótico do som em geral, e de temas como "Killing an Arab" prenderam-me logo a atenção e de que maneira! Comparado com isto, tudo o resto parecia tão banal. A partir daí só queria conhecer mais temas, mais álbuns e finalmente todas as outras bandas que faziam parte da família post-punk, entre as quais se encontram algumas das próximas escolhas. E pensar que em 2019 estes tios já têm mais uma série de concertos na agenda! 




Bauhaus – 1979-1983 (1985) 

Outra coletânea que qualquer pessoa, com ou sem ouvidos, devia ter em casa. Foi outra K7 cheia de música que me veio parar às mãos e me deixou siderado. Clássicos atrás de clássicos. Ao lado destes sons, os The Cure até praticavam um som relativamente ortodoxo! Com Bauhaus tudo era novo, aquela guitarra sempre a rasgar, e o baixo sem trastes, negro como breu, sempre a bombar! É uma daquelas bandas só com super-heróis. E depois, aqueles VHS com Bauhaus ao vivo (sabem do que falo) faziam-me sonhar ... até 1998 quando se voltaram a reunir e os vi 2 vezes em 2 dias (com o Tiago, baixista fundador da Morte)! Umas rapsódias de Bauhaus constavam sempre dos ensaios da Morte.




Joy Division – Unknown Pleasures (1979) 

Para muitos os Joy Division são "a banda". É difícil ficar indiferente a Joy Division, por experiência própria. Tocar baixo à maneira do Peter Hook tornou-se um objetivo de muito boa gente, bem como cantar à Ian Curtis. O som e ambiente deles fez escola, ou não fosse aquele equilíbrio entre o punk e o som novo que criaram, uma delícia. É evidente que todos os álbuns deles são seminais, não apenas o Unknown Pleasures. Anda para aí um par de covers deles, costuradas com enorme prazer pela Morte Psíquica, e quantas vezes não tocámos o "Shadowplay" nos saudosos ensaios. 




Siouxsie and the Banshees – Tinderbox (1986) 

Há dias em que os Banshees são a minha banda favorita e, nesses dias, um dos álbuns que sai da prateleira é o Tinderbox. Tenho impressão que estão um bocado esquecidos, e este álbum ainda mais. São a única banda a ter como companheiros de viagem, um de cada vez, guitarristas tão interessantes como desconhecidos: John Mc Geoch e John Carruthers, para além de um tal R. Smith. Este Tinderbox de 1986 é, na minha opinião, um tratado de criatividade nas cordas. Um álbum de rock barroco, criativo, que se vai entranhando aos poucos até se colar aos ossos. Há sempre arranjos novos e melodias a descobrir, harmonias bem sacadas e a voz da dita cuja em grande forma. Sempre me ficou a impressão que a produção não favorece este álbum; podia ter, talvez, mais espessura, digo eu. Além deste Tinderbox nem vale a pena recordar que os Banshees já traziam no portfólio trabalhos como Kaleidoscope, Juju, A Kiss in the Dreamhouse ou Hyæna. Tê-los visto ao vivo no Coliseu do Porto foi outro sonho musical realizado.




Cocteau Twins – Treasure (1984) 

Uma referência para tanta gente, um álbum maravilhoso, com temas maravilhosos, timbres originais e aquela voz que mais ninguém tem ou quis sequer tentar imitar. E não podemos esquecer todos aqueles EP's que lançaram, e o Garlands, e aquele saudoso concerto no Coliseu do Porto... 




The Mission – God's Own Medicine (1986) 

Não há rock como isto. Rock gótico épico, criativo, orelhudo e cheio de brilho. Com este disco, as guitarras atingem um nível pouco visto em criatividade e energia. Nota máxima para o Wayne Hussey, pese embora o seu mau feitio. Ainda melhor do que já tinha feito com o First and Last and Always dos Sisters of Mercy (que não coube nestas 7 curtas escolhas). Na realidade, foi um concerto dos Mission, em 2011, que despoletou a vontade de voltar a tocar e a juntar a Morte Psíquica – que estava em quasihibernação há quase duas décadas.




The Chameleons – Script of the Bridge (1983) 

É um lugar comum dizer-se que os Chameleons são a banda mais subestimada do post-punk. Não são os únicos, mas as lendas também são feitas disso. Conheci-os já tarde, com 20 e tal anos, precisamente com o Script of the Bridge. Grande primeiro álbum, carregado de clássicos. Quem conhece, sabe do que falo, quem não conhece vai sempre a tempo. O concerto deles na CEO em 2015 foi qualquer coisa... 



Clan of Xymox – Medusa (1986) 

É um álbum de eleição do princípio ao fim e reconhecido como um dos mais importantes do rock gótico. Excelentes e cativantes composições de uma banda que é efetivamente desconhecida fora do circuito underground, mas que tanta gente tem em conta como uma referência. Tal como todos os anteriores álbuns desta escolha, rodou vezes sem fim lá em casa, até gastar a fita.




Para saberem mais sobre a Morte Psíquica aproveitem para a seguir através do Facebook ou pelo Bandcamp, onde podem comprar o seu trabalho.



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STREAM: LOBBY - Fragrance


Os LOBBY são os novos miúdos da geração post-punk revival e comprovam-no em pleno através do novíssimo Fragrance, o LP de estreia que apesar da tenra idade reflete uma banda cheia de potencial e um daqueles nomes que têm mesmo de deixar registados na vossa lista de álbuns a ouvir antes do ano acabar. A banda nascida na cidade de Pessac traz um objetivo simples: sintetizar o rock dos anos 2000 - que os acompanha no ensino médio - com as sonoridades marcantes dos anos 80, que eles descobriram no ensino secundário. O resultado é um disco que reflete a melancolia de uma era que a banda não viveu, mas que ainda assim idealiza.

Fragrance é um disco que salta às boas graças logo nas primeiras audições pela sua estética melancólica, sonhadora, poderosa e com uma produção bastante aliciante para um quarteto bastante jovem que reflete uma maturidade sonora muito abrangente. Além das baladas, tão bem colocadas no alinhamento do trabalho é nos ritmos mais poderosos que os LOBBY prosperam território e se afirmam como uma banda da nova geração a tomar de assalto o panorama underground. O disco de estreia chega às prateleiras na próxima segunda mas já pode ser reproduzido na íntegra abaixo. Recomendado a fãs de nomes como The Jesus And Mary Chain, The CureThe Strokes, DIIV, Holygram ou Numb.er.

Fragrance é editado a 17 de dezembro em formato CD e vinil pelo selo Solange Endormie Records. Podem comprar o disco aqui.


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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

STREAM: HUMAN - Human


Os franceses HUMAN estreiam-se na próxima semana com o disco homónimo Human, um conjunto de nove músicas que conduz o ouvinte a um universo ancorado em paisagens sensíveis, sensoriais, perturbadoras e tocantes. A base deste efeito resulta da combinação peculiar de elementos do post-punk, rock gótico, coldwave, entre outros, e de uma lírica focada na natureza humana. A banda foi criada em 2017, inicialmente como o projeto a solo de Franck Ligaube e é atualmente composta por cinco elementos.

Deste disco de estreia já tinham sido mostradas anteriormente as faixas "Last exit before the crash", "Feeding the ocean" e "Breakin'up the shackles". Além destes temas recomenda-se ainda a audição de "Quai des étroits" e "Hypnophobia". O disco pode ser reproduzido na íntegra, abaixo.

Human tem data de lançamento prevista para 20 de dezembro, nos formatos vinil e CD, pelo novo selo francês Icy Cold Records.


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Spiritualized confirmado no festival Paredes de Coura

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Jason Pierce, mais conhecido pelo seu projeto Spiritualized, acaba de ser confirmado como parte integrante do cartaz da próxima edição do Vodafone Paredes de Coura, onde irá expressar a sua mescla de rock alternativo de cariz espacial com uma miríade de influências no dia 16 de agosto. Como pretexto, o ex-membro dos seminais Spacemen 3 irá certamente trazer não só o seu mais recente álbum And Nothing Hurt, mas também outros pontos marcantes da carreira dos Spiritualized, tais como Lazer Guided Memories e o marcante Ladies and Gentlemen, We Are Floating In Space.




Os passes gerais podem ser adquiridos em bol.pt, ticketea e locais habituais (FNAC, CTT, El Corte Inglés,...) pelo preço de 90€. O Fã Pack FNAC Vodafone Paredes de Coura, que inclui o passe geral para o festival e uma t-shirt exclusiva, está também disponível por 90€ nas lojas FNAC e em fnac.pt.

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Helium Horse Fly - "Hapiness" (single) [Threshold Premiere]


Helium Horse Fly is getting close to release Hollowedtheir new album through Dipole Experiment Records. Hollowed will be available in CD, LP and digital formats in January and as far as we can tell from their new single, "Happiness", we are in for yet another formidable release.

The last few years have been great for music. In particular, we have seen the curious and long-awaited revival of an old-school breed of noise rock that merges post-hardcore and no-wave - it would be impossible to not mention Daughter's hyper-hyped You Won't Get What You WantKEN Mode's Loved or The Armed's masterpiece Only Love. On that same note of powerful dissonant bands, Helium Horse Fly, a Belgian group that is incredibly hard to define - imagine combining a demented (the good kind of demented) opera with a full-fronted assault of beautiful heavy riff magic - will soon be releasing Hollowed and we can already tell that we will be hearing about them. 

Threshold Magazine brings a Portugal exclusive debut with their new single, "Happiness", released on December 14th, which should be enough to get a lot of noise rock fans hyped for their album. Hollowed was recorded by Xavier Dromard, produced by Stéphane Dupont and Xavier Dromard and mastered by Brian Lucey, whose past work features names such as Ghost, David Lynch and Marilyn Manson. You can preorder Hollowed here.



Hollowed is out due January, 18th through Dipole Experiment Records.


Hollowed Tracklist:

01. Happiness 
02. In A Deathless Spell 
03. Algeny 
04. Progeny 
05. Monochrome 
06. Shelter

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Reportagem: Conjunto Corona [Musicbox, Lisboa]


Foi no dia 1 de dezembro que fomos até ao Musicbox Lisboa para assistir à apresentação de Santa Rita Lifestyle, o novo álbum dos portuenses Conjunto Corona. Mesmo com o pesado legado de Cimo de Vila Velvet Cantina atrás das costas, este novo disco não desapontou nada aos dedicados fãs da “banda sem Gondomarenses mais Gondomarense da História de Gondomar”, muito pelo contrário. A noite do concerto estava friorenta como se tem estado nos últimos tempos, nada de impressionante, e por isso as pessoas que chegavam ao Cais do Sodré não demoravam muito a entrar e aconchegarem-se um bocado no Musicbox. A casa estava completamente esgotada (os bilhetes já tinham acabado há uns dias), as pessoas iam falando e convivendo umas com as outras alegremente, até que houve uma explosão de aplausos quando DB, Logos, Kron Silva e obviamente o lendário Homem do Robe entraram em palco para dar início a esta festa. 



“187 No Bloco” foi a malha que abriu este esperado concerto, a energia e o estilo que eles emanavam do palco fazia as pessoas dançar freneticamente, e cantar bem alto ao som das magníficas letras que saiam daquelas abençoadas almas. “Perdido na Variante” foi a música que se seguiu na setlist, seguindo o alinhamento do álbum, com DB a fazer a parte que PZ cantou na faixa editada. O público estava completamente em êxtase, uma casa bem à altura da experiência do que é ver Conjunto Corona ao vivo e a cores. O amor que os presentes tinham por aquele quarteto em palco era simplesmente demasiado para viverem o concerto encostados a um canto, a energia era demasiada, todos estavam a cantar e a dançar. A festa foi seguindo assim, com o Homem do Robe a fumar pavões enquanto tirava fotos com os seus fãs, passando pelo famoso e celebrado ritual Corona que é distribuir shots de hidromel pelo público. Nunca foi tirado o pé do acelerador. Depois de acabarem de tocar as músicas de Santa Rita Lifestyle, o quarteto passou por algumas das suas músicas mais antigas, como por exemplo "Chino no Olho", "Mafiando Bairro Adentro" e “Pontapé nas Costas”, esta última que originou um grande moshpit. 



No final, depois de aplausos, crowdsurf e tudo mais, viam-se as caras repletas de satisfação a sair para a noite lisboeta. O veredito que se tira deste enorme concerto é o que um amigo meu me disse na semana passada, “mesmo quem não gosta de hip hop tem de experenciar um concerto de Conjunto Corona pelo menos uma vez na vida”.

Texto: Tiago Farinha
Fotografia: Ana Viotti (retiradas do blog Musicbox)

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Primeiros nomes do Waking Life anunciados


A terceira edição do Waking Life decorre de 14 a 19 de agosto de 2019 perto da aldeia de Crato. Um lugar mítico onde as fronteiras do tempo e do espaço são ilimitadas. Um lugar com realidades ocultas à espera de ser revelado, na água que entretém e cura, nos grandes espaços abertos no meio da natureza. 

As primeiras confirmações já foram anunciadas: Aleksi Perälä (live), Barbara Preisinger, Digby, Edward, Eli Verveine, Map.ache (live), Maayan Nidam, Masayoshi Fujita, Mike Stellar, Molly, Mountain People, Nikita Zabelin, Powder, Roman Flügel, Schatrax, Skudge (live), Takaaki Itoh, Tobias. (live), Vlada e Yussef Dayes

© Alexandru Ponoran
O Waking Life oferece uma alta qualidade e mistura diversificada de música, performances imersivas e instalações estimulantes, trazidas à vida por artistas e performers cuidadosamente selecionados. A ecologia também é um dos principais pilares do festival. Ao tomar várias medidas concretas, como utilizar a energia solar, sistemas de purificação de água e uma gestão completa de viagens e resíduos, o Waking Life tenta reduzir o impacto ambiental o máximo possível. 

Depois de esgotar a primeira ronda de bilhetes, a segunda ronda já se encontra disponível com o preço de 105 €.

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Mitski confirmada no Vodafone Paredes de Coura


Mitski é a mais recente confirmação para a 27.ª edição do Vodafone Paredes de Coura. Conhecida pelas suas letras sinceras sob uma versão cativante e volátil do indie rock, Mitski nasceu no Japão e cresceu entre treze países antes de se instalar na cidade de Nova Iorque para estudar cinema. Os seus dois primeiros álbuns, Lush (2012) e Retired from Sad, New Career in Business (2013), surgiram como um projecto escolar, mas traduziram-se na sua primeira experiência no universo musical. Num registo mais impulsivo e já de guitarra ao peito, afastando-se assim das linhas mais clássicas que identificaram os primeiros discos, surge Bury Me at Makeout Creek (2014).

No final de 2015, Mitski assinou com a editora independente Dead Oceans e em Junho de 2016 lançou Puberty 2, que foi amplamente aclamado pela crítica e considerado um dos melhores álbuns do ano pelas revistas Rolling Stone, SPIN e Entertainment Weekly. Be the Cowboy, editado no presente ano, explora a história de uma domesticada personagem feminina através de uma abordagem íntima e turbulenta, valendo-lhe o galardão de melhor álbum do ano para o reputado site norte-americano Pitchfork.



Mitski sobe ao palco do Vodafone Paredes de Coura no dia 17 de Agosto.   Os passes gerais podem ser adquiridos em bol.pt, ticketea e locais habituais (FNAC, CTT, El Corte Inglés,...) pelo preço de 90€. O Fã Pack FNAC Vodafone Paredes de Coura, que inclui o passe geral para o festival e uma t-shirt exclusiva, está também disponível por 90€ nas lojas FNAC e em fnac.pt.

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Holy Motors passam em janeiro por Portugal e em data dupla

© Kertin Vasser

Porto e Lisboa preparem-se para os primeiros concertos do ano de 2019. É já nos próximos dias 9 e 10 de janeiro que o quinteto da Estónia Holy Motors passará por Portugal em dose dupla para apresentar o seu disco de estreia Slow Sundown, um álbum que tem como recurso uma paleta sónica que varia desde a pop psicadélica nostálgica à música ocidental limitada pelo shoegaze e muito reverb. A banda atua no dia 9 de janeiro no Hard Club, Porto e no dia seguinte, a 10 de janeiro no Sabotage Club, em Lisboa.

Slow Sundown vem dar sucessão aos EP's Heavenly Creatures (2016) e Sleeprydr (2017) e foi produzido por Carson Cox (Merchandise). A banda, cujo nome se inspirou no filme homónimo de Leos Carax, promete um concerto que encherá as medidas aos fãs de artistas como Best Coast, Beach House, Slowdive e Alvvays.


O concerto dos Holy Motors no Porto conta com o selo da promotora Mr. November e abertura assegurada pelos portugueses Balter Youth. Os bilhetes para o concerto no Porto têm um custo de 20€ e podem ser adquiridos aqui. Ainda não são conhecidas as informações adicionais para o concerto em Lisboa.



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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Страшно é o novo tema dos Shortparis


O quinteto baseado em St. Petersburg, na Rússia, Shortparis, editou esta quarta-feira o novo single "Страшно", faixa que chega nove meses depois de "Стыд" (o tema que fez o Extramuralhas em Leiria estremecer com a sua magnífica performance) e um ano e picos após a edição do disco ПАСХА (2017). Neste novo tema os russos exploram os territórios eletrónicos de bandas como os SUUNS, aliando-os com as sonoridades únicas dos instrumentos analógicos e a eletrónica de ritmos dominantes e imersivos, a qual nos têm apresentado ao longo dos últimos lançamentos. 

"Страшно" foi editado esta quarta-feira (12 de dezembro) em formato digital.


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STREAM: ZGAXDEL - Directrizes e Métodos de Transcendência


Z G A e DEL são José Guilherme Almeida e João Coelho. Conheceram-se em Coimbra e  desde 2017 que colaboram enquanto ZGAXDEL, um coletivo de rap psicadélico. Nesse ano, lançaram a sua primeira faixa, "Ensaio de Autoparasitologia", e desde então estão envolvidos com vários artistas diferentes, juntando-se a alguns deles na formação do colectivo Meurónios Bosque, que atualmente centraliza uma grande parte da produção criativa de vários artistas nacionais. 

Chega agora o primeiro álbum de longa duração do projeto, Directrizes e Métodos de Transcendência, que pretende explorar e extender as fronteiras do experimentalismo no hip hop e do psicadelismo na cultura urbana. Com 12 faixas e possivelmente um igual número de géneros, rapidamente se tornou difícil de definir com um só termo - liricamente, se Aesop Rock está para William Shakespeare, ZGAXDEL está para James Joyce. Instrumentalmente, qualquer que seja o género que liga hip hop industrial a trip-hop, é onde Directrizes e Métodos de Transcendência se encaixaria mais facilmente.

Todas as faixas no álbum são exclusivas, com a exceção de "Ensaio de Autoparasitologia" e "Solipsismo a Dois", que servem como um demo para Directrizes e Métodos de Transcendência. Depois do seu lançamento, os próximos 12 dias irão ser dedicados ao lançamento de um vídeo por dia, cada um correspondendo a uma faixa e criando um mini-calendário do advento de experiências audiovisuais. Todos os vídeos foram produzidos por TΩDΩ-PΩDEλΩSΩ e são uma combinação de gravações pessoais com crate digging por arquivos de livre acesso.

Directrizes e Métodos de Transcendência foi editado esta quarta-feira (12 de dezembro) pelo selo Meurónios Bosque.

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