sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Blanck Mass regressa com In Ferneaux


Saiu hoje o novo trabalho de Blanck Mass, In Ferneaux, editado pela label Sacred Bones Records. Este disco sucede ao aclamado Animated Violence Mild, editado em 2019 e cuja tour passou pelo Understage do Teatro Rivoli em fevereiro do ano passado.

Através de um arquivo de field recordings de uma década de viagens um pouco por todo, o isolamento deu a Benjamin John Power (Blanck Mass) a oportunidade de fazer conexões num momento em que é impossível estarmos juntos. In Ferneaux é dividido em duas músicas que reúnem as memórias de estar com outras pessoas agora distantes por meio da composição de um nostálgico diário de viagens. As viagens vividas neste álbum são assombradas por vestígios de vozes, lugares e sensações. Estas cenas vão alterando com a acumulação e libertação de uma grande tensão auditiva, com uma intensidade que emerge do trauma de um processo de luto pessoal que talvez tenha abraçado o seu momento de raiva.

Um encontro com uma figura profética nas ruas de São Francisco apresentou a questão de “como lidar com a miséria no caminho para a bênção”. Este é o dilema do impasse em que todos nos encontramos neste momento, presos nas nossas pequenas cavernas, lutando com o mal-estar do eu em repouso - sem movimento, sem a agenda consumista de “novas experiências”. A possibilidade de crescimento, sempre definida pelas nossas ligações com os outros, mantida no limbo. Sartre disse que “o inferno são as outras pessoas”, mas talvez este seja o Inferno do presente: o espaço de sentar-se consigo mesmo.

Uma bênção é frequentemente considerada uma recompensa futura, acima e além do plano material. Com In Ferneaux, Blanck Mass discute os materiais imanentes do aqui-e-agora para construir um senso de transcendência. Aqui, o estranho hino angelical fica confortavelmente ao lado do canto fúnebre. A miséria e a bênção são uma.

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"Almost A Mother" é o segundo avanço do novo EP de Bernardo


Sonia Bernardo, vocalista, guitarrista e produtora de jazz alternativo de Londres, apresenta este ano o seu segundo EP, Wasn't There, Someone Told Me. Tirando um tempo dos concertos, trabalhando com Phil Manzanera (Roxy Music) e abrindo para Jools Holland, Bernardo recrutou algumas das mentes musicais mais requisitadas de Londres, incluindo Skinny Pelembe, Dave Maclean (Django Django), Luke Wynter (Nubyan Twist / Roller Trio) e Oscar Robertson (Sunglasses For Jaws), para o seu novo EP de quatro faixas, editado pela Seloki Records.

Neste segundo single do EP, sucessor de "All You Leave is Love", Sonia Bernardo transforma palavras maldosas em música - colocando-nos sentados numa montanha-russa. Sonia uniu-se com o produtor Dave Maclean (Django Django) para produzir e editar ela mesma um videoclipe que sai na primeira semana de março.

O seu primeiro EP Panic Prayers, lançado em cassete e digitalmente em 2019, foi uma jóia pop sensual da música de guitarra underground e confirmou o lugar de Bernardo como um dos novos talentos mais emocionantes de Londres. Mostrando profundo amor pelo poder da melodia, o novo EP Wasn't There, Someone Told Me atravessa o dream pop, o característico pós-punk dub londrino e o soul psicodélico inspirado na bossa nova e explora temas de pertencimento, identidade e auto-avaliação.

Nascida em Londres e filha de portugueses, mudou-se para uma pequena aldeia no interior de Portugal antes de criar laços londrinos. Bernardo começou a escrever música aos 10 anos, imitando grandes nomes do fado. Quando a onda indie atingiu o Reino Unido, a adolescente voltou para Londres, onde começou a aprimorar seu ofício como produtora e guitarrista.

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Novo disco dos Glaare chega em abril

Novo disco dos Glaare chega em abril


O ano passado, em meados de abril, os norte-americanos Glaare voltaram ao radar para quebrar o silêncio deixado desde a aclamada estreia com To Deaf And Day (2017, Weyrd Son Records), com a primeira extração do seu sucessor: a camaleónica "Mirrors". O novo tema trazia também uma nova mudança no núcleo da banda, que deixou de ser um trio para se enquadrar no formato quarteto, mantendo Brandon e Rachael Pierce como mentores do projeto e adquirindo o talento da baixista Marisa Prietto e do guitarrista Rex Elle. O segundo longa-duração que, então se esperava ver nascer no final do verão de 2020, acabou por ser sucessivamente adiado até adquirir um ambiente mais propenso à sua expansão, que acontecerá no último dia do vindouro mês de abril.

Intitulado Your Hellbound Heart, o segundo longa-duração dos Glaare volta a apostar numa eletrónica sonhadora que ganha força no ritmo energético que aporta e, maior vigor na presença vocal espelhada por Rachael Pierce. Os Glaare iluminam essencialmente pelas camadas tão densas como etéreas e celestiais, criando um dinamismo progressivo entre sintetizadores perspicazes, baterias obscuras e guitarras cintilantes. No novo Your Hellbound Heart os Glaare voltam a deixar o processo de criação à mercê de um disco que descrevem como "a personificação do prazer concedido a alguém após um período de extrema tortura". Se em To Deaf and Day retratavam a sensação do partir do coração, neste Your Hellbound Heart criam a sua interpretação da quebra da mente. Para abrir o apetite chega "Young Hell", o novo tema com direito a novo vídeo, abaixo.


Your Hellbound Heart tem data de lançamento prevista para 30 de abril em formato vinil, CD e digital pelo selo Weyrd Son Records. Podem fazer a pre-order do disco aqui.


Your Hellbound Heart Tracklist:

01. Young Hell 
02. For Sale 
03. Terminator 2 
04. Buyer's Remorse 
05. Divine Excess 
06. Mirrors 
07. 2 Cents 
08. Your Hellbound Heart

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pä estreiam-se pela Combustão Lenta com La Demeure Phréatique


Depois de um ano marcado pelas restrições impostas pela pandemia, a Combustão Lenta arranca 2021 com o lançamento de La Demeure Phréatique, o mais recente trabalho da dupla de Paulo da Fonseca e Filipa Campos, que responde pelo nome .

"Ao longo de seis meses", explica a dupla em comunicado, "gravámos, com recurso a microfones de contacto, uma bomba de água composta por seis tubos que emanam de um motor central. Cada um destes tubos emite uma frequência e um timbre específicos, e respectivas séries harmónicas em transições cíclicas irregulares". 

A peça resultante – mais montagem que mistura – foca-se na "definição progressiva de natureza tonal de cada um dos componentes" e no "esbatimento espectral da função diatónica do acorde", aproximando a vibração do aparato à de um registo "que evoca o som reverberado de um aerofone".

La Demeure Phréatique sucede o anterior Melpoménē, editado de forma independente em janeiro deste ano, e assinala a estreia dos pä pela Combustão Lenta. Gravado e misturado pela dupla entre os meses de junho e novembro de 2020, em Lagoa de Óbidos, La Demeure Phréatique encontra-se disponível no Bandcamp em formato físico, limitado a 25 cópias em CD-R, e digital. A capa é de Filipa Mendes e a fotografia recebe a assinatura de Gualdino Crisóstomo.



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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

A Criatura cria uma viagem ultra eclética em 'Bem Bonda'

A Criatura cria uma viagem ultra eclética em 'Bem Bonda'

Cinco anos depois de editar Aurora (2016) a Criatura resgata a ancestralidade linguística beiroa, numa expressão mutável a que chama de Bem Bonda. O coletivo de músicos, artistas e gente que se dedica a revisitar a memória popular do território que habita aposta agora numa edição "onde o ímpeto da intervenção cultural, espiritual e social surge tanto através da palavra, como através do som, ou no incentivo à ação" para criar um álbum que, embora longe dos standards do grande público se apresenta como uma grande edição de vanguarda no panorama da música portuguesa atual. Numa amálgama de sons amplamente cacofónica que inclui toda uma viagem singular a centenas de ambiências sonoras, Acácio Barbosa (guitarra portuguesa), Alexandre Bernardo (bandolim, guitarra acústica, cavaquinho), Cláudio Gomes (trompete), Edgar Valente (voz, piano, teclados e adufe), Fábio Cantinho (bateria), Gil Dionísio (voz e violino), Iúri Oliveira (percussões e Mbira), João Aguiar (guitarra elétrica), Paulo Lourenço (baixo elétrico) e Ricardo Coelho (gaita de foles, flauta transversal, ocarina e palheta) criam um universo apoteótico em sensações, num disco musicalmente rico e surpreendente de audição obrigatória.

Gravado entre Março 2019 e Outubro de 2020 nos estúdios Namouche, Haus e Camaleão, Bem Bonda começa logo de forma surpreendente em "Anunciação", canção de raízes tribais que vai ganhando veias teatrais e vestes medievais com o desenvolvimento do homónimo "Bem Bonda". Segue-se-lhe "Lobbysómem", música de arranque ténue que aporta uma beleza inerte numa viagem entre ambientes etéreos, sonhos clássicos e um final completamente imprevisível, a trazer à memória a sonoridade brusca dos franceses Pryapisme. Mais mexida e perfeita para o "drink de fim de tarde" encontramos "A Festa do Medo do Gaiteiro". Em terras de nobres contemporâneos e portugueses prosseguimos viagem com "A Praxe" e toda uma sucessão de música de intervenção e devaneios como é o caso de "O Namoro". Em alto mar colocam-nos perante "A Noiva", tema de guitarras dedilhadas a lembrar os icónicos And Also The Trees e com uma voz quase de tributo a Zeca Afonso. Já quase em fim de linha, absorve-se "O Encanto" - tema que surpreende pelos sintetizadores finais - e, por fim, em ambientes camuflados no fado português, a despedida estrondosa com "À Mãe". Bem Bonda é mais um disco que reafirma a qualidade da Criatura como coletivo artístico, numa obra conterrânea que funciona como uma boa síntese de introdução a vários mundos sonoros.

Para assinalar o lançamento do disco o coletivo apostou numa plataforma - "O Bando" - onde pretende criar uma relação mais próxima e real com o público. Aqui, serão não só carregados novos conteúdos de áudio, vídeo e imagem exclusivos da Criatura, como também haverão descontos para as futuras edições físicas, merchandising ou bilhetes de concertos. 

Bem Bonda foi editada no passado dia 5 de fevereiro pelo selo Omnichord Records. O disco deverá contar com uma edição em duplo vinil em breve. Até lá podem ouvi-lo nas vossas plataformas preferidas, clicando aqui.



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Fat Possum reedita quatro primeiros álbuns de Spiritualized

A banda britânica Spiritualized, mais propriamente Jason Pierce, vai reeditar os seus primeiros 4 registos discográficos via Fat Possum, inseridos no denominado The Spacemen Reissue Program. Esta instalação artística, curada pelo próprio J. Spacemen, promete lançar as edições definitivas de Lazer Guided Melodies (1992), Pure Phase (1995), Ladies And Gentleman We Are Floating In Space (1997) e Let It Come Down (2001), remasterizados pela Alchemy Mastering para dar o espectro auditivo completo às gravações originais e dar o tratamento físico que mereciam desde 1992.

A primeira fase deste programa irá já arrancar no dia 23 de abril, com o lançamento da edição definitiva de Lazer Guided Melodies, o álbum de estreia de Spiritualized cujo processo criativo começou logo após o fim dos Spacemen 3. Acerca desta transição de projetos, Jason Pierce disse: "Olhando agora para o último álbum, sinto que ficou aquém das expectativas para mim. Quando eu o volto a ouvir parece que alguém está a tentar encontrar o seu caminho. Existiam bastantes ideias mas não havia hipótese de as colocar todas num espaço que as fizesse funcionar. Então, houve uma enorme liberdade depois do último álbum de Spacemen 3, e quando formei Spiritualized pensei 'OK é tudo teu. Força'...".

Lazer Guided Melodies vai ser reeditado em vinil duplo preto e em vinil duplo branco de edição limitada, com a arte retrabalhada por Mark Farrow. Merchandise relacionada com os designs originais do disco vai estar disponível no próprio site da banda por tempo limitado (disponível aqui).


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Marva Von Theo apresentam uma nova dose de synth pop com Afterglow

 Marva Von Theo apresentam uma nova dose de synth pop com Afterglow

Formado em 2017 por Marva Voulgari e Theo Foinidis, o duo Marva Von Theo tem desenvolvido e apresentado um synth pop dançável e sombrio. A banda editou o seu álbum de estreia, Dream Within a Dream, em 2018, de forma independente. Em 2019, o disco teve direito a um lançamento em vinil via Shadows of Sound/Wave Records

Amanhã, dia 26 de fevereiro, editam o seu segundo álbum, Afterglow, pela mesma editora. Enquanto este não fica disponível na sua totalidade, podem ser ouvidos os quatro singles divulgados previamente, "Love", "Forever", "Ruins" e "Embrace this Madness". O disco estará disponível para streaming e encomenda em CD ou vinil no seguinte Bandcamp:

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"Running Wild Again" é o novo single de Meta


Saiu hoje "Running Wild Again", novo single de Meta que vem marcar uma nova era sónica e quebrar barreiras linguísticas do seu percurso até agora. Com uma sonoridade orgânica e eletrónica, Meta demonstra a sua honestidade sobre o amor e a liberdade interligados como um só. Pela primeira vez, Meta colabora com FOQUE na produção e com o trompetista Pedro Jerónimo numa composição original sua.

Como artista multidisciplinar, salienta a importância da expressão visual como continuação da música através da colaboração com a ilustradora e animadora Amargo (Margarida Ferreira) no novo videoclipe. Com uma estética distinta, o som ganha forma e cor, num imaginário surrealista que se desdobra em novos caminhos. Mais uma vez, Meta traz-nos de volta à terra com a sua honestidade crua e eleva-nos com o seu som etéreo.

Meta lançou o EP Mónada em outubro 2019 e desde 2018 que tem vindo a tocar em festivais/concertos como Bons Sons, Um ao Molhe assim como no Festival da Canção 2019, do qual foi finalista com composição/interpretação própria. Em 2020, Meta realizou a sua primeira tour europeia em colaboração com a Chau e apoio da Fundação GDA e ganhou o prémio “Melhor Projeto Musical” no Festival Emergente, com o qual gravará o seu novo álbum em 2021.

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Nick Cave edita novo álbum, Carnage, de surpesa


Já chegou às platafromas digitais Carnage, o novo álbum de Nick Cave. Gravado durante o confinamento com o parceiro de longa data Warren Ellis, o LP de oito canções é o primeiro álbum de estúdio da dupla australiana, depois de anos a compôr bandas-sonoras para filmes de Andrew Dominik ou John Hillcoat. A edição física, em CD e vinil, está agendada para sair no dia 28 de maio. 

De acordo com Nick Cave, Carnage é um disco "brutal mas muito belo, cravado numa catástrofe coletiva". Warren Ellis, que também desempenha funções nos Bad Seeds, acrescenta que o álbum não foi planeado e que a sua gravação obedeceu a um processo de "intensa criatividade".

O álbum foi gravado durante semanas no estúdio Soundtree, em Londres, e conta com a participação de um quarteto de cordas em “Shattered Ground”, e um coro de cinco cantores nos restantes temas. Thomas Wydler, baterista de longa data dos Bad Seeds, assina créditos em "Old Time", enquanto Luis Almau, que gravou o disco, tocou bateria e guitarra em "White Elephant".

O último álbum de Nick Cave & the Bad Seeds, Ghosteen, foi lançado em 2019. No ano passado, durante o primeiro confinamento, Cave transmitiu um concerto intimista para voz e piano. A performance foi registada no filme-concerto Idiot Prayer: Nick Cave Alone at Alexandra Palace.


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A eletrónica ainda mais obscura e densa do novo disco de Kara Konchar


Kara Konchar está de volta com um novo longa-duração. O projeto liderado por Miguel Béco de Almeida, produtor portuense que antigamente respondia sob o alter ego de ATILA, apresenta agora Goth Partisan como o sucessor do frenético Dungeon Rave (Capital Decay, 2019). Neste novo trabalho o artista reúne sete temas que se canalizam “algures no cruzamento entre a música industrial e de pista”.

O lado imersivo das paisagens sonoras do registo anterior dá lugar a “composições movimentadas, mecânicas e soturnas”, que se estendem desde o dub infernal ao breakbeat marcial, atuando particularmente no domínio do transe e do visceral, um pouco ao jeito da sonoridade pós-industrial de Prurient. As batidas rítmicas e dilacerantes presentes em Goth Partisan são acompanhadas por vozes voláteis, e por uma constante batalha entre texturas sintéticas, obscuras e alucinantes.

Goth Partisan foi hoje (24 de fevereiro) editado nos formatos CD e digital pelo selo lisboeta Rotten \ Fresh. O artwork e design gráfico é da responsabilidade de Filipa Pinto Machado e do próprio Miguel Béco de Almeida. Aproveitem para escutar o disco na íntegra em baixo.

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Sacred Bones edita álbum perdido de Alan Vega


A editora americana
Sacred Bones anunciou o lançamento de um álbum perdido de Alan Vega. Mutator – um álbum de material gravado em Nova York entre 1996 e 1998 com a esposa e colaboradora frequente Liz Lamere – é o primeiro de uma série de lançamentos de arquivos inéditos do falecido vocalista dos Suicide, e está agendado para sair no próximo dia 23 de abril. O primeiro single, “Nike Soldier”, estreou esta quarta-feira com um videoclipe realizado por Jacqueline Castel. Confiram-no em baixo. 

“Em todas as suas expressões artísticas, Alan tinha a capacidade única de extrair uma mistura eclética de referências culturais e transformá-las de cabeça para baixo”, disse Lamere em comunicado. “Se lhe pedíssemos para nos dar uma citação sobre ‘Nike Soldier’, ele diria “faça-o apenas.”.

Alan Vega nasceu em Nova Iorque a 23 de junho de 1938. Iconoclasta por natureza, Vega foi cantor, compositor e agente provocador do duo synth-punk Suicide, que formou com Martin Rev em 1970. Morreu a 16 de julho de 2016, ano em que editou o seu último álbum a solo, it.


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Satomimagae estreia-se pela RVNG Intl. em abril


Hanazono vai levar a artista japonesa Satomimagae ao catálogo da americana RVNG Intl. pela primeira vez. O álbum, lançado juntamente com a Gurugurubrain, está agendado para sair no próximo dia 23 de abril e traz uma mistura de folk, eletrónica e práticas vocais distribuídas ao longo de 13 faixas. O seu primeiro avanço, "Numa", já se encontra disponível nas várias plataformas de streaming.

Com base em Kanagawa, no Japão, Satomimagae escreve deliciosos tratados em homenagem ao misticismo quotidiano da natureza. Cada uma das canções que compõem Hanazono, o seu quarto longa-duração de carreira, é dedicada a um tema, objeto ou imagem diferentes, a partir dos quais elabora melodias descomplicadas feitas de textura, gravações de natureza e passagens ocasionais de guitarra elétrica, cortesia do engenheiro de som Hideki Urawa (Kikagaku Moyo, Boris) que também se encarregou da mistura de Hanazono.

A acompanhar o anúncio do álbum, disponível para compra antecipada no Bandcamp, está a estreia do vídeo que acompanha "Numa", que recebe a assinatura de Soh Ideuchi. Confiram-no em baixo.




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