sábado, 9 de novembro de 2019

STREAM: 10 00 Russos - Kompromat


Chegou às prateleiras esta semana o terceiro disco de estúdio dos portuenses 10 000 RussosKompromat, que dá sucessão a Distress Distress (2017) e que os volta a projetar no cenário europeu como um dos atos relevantes na cena do kraut-rock e música psicadélica. Ao longo de cinco faixas, onde o ritmo aparenta ser palavra de ordem, os 10 000 Russos sugerem uma revolução dupla no panorama sócio-político e no próprio estado subconsciente do humano. Ao contrário do que foi assimilado no seu antecessor, este Kompromat emana uma sensação de libertação, apesar do sentimento opressivo que lhe corre nas veias.

De Kompromat já tinha sido divulgado o primeiro tema de avanço, "Runnin' Escapin'", com foco nas linhas de baixo constantes, ritmos imersivos e ambientes onde a guitarra conduz à hipnose. Além da referida faixa recomenda-se ainda a audição de "The People, na onda de uns Neu!, poderoso melancólico "Quite a Charade" e ainda o tema de encerramento "The Wheel", a mostrar um lado mais industrial nos lançamentos da banda. Kompromat pode ouvir-se na íntegra abaixo.

Kompromat foi editado esta sexta-feira (8 de novembro) pelo selo Fuzz Club Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Festival Paredes de Coura Sobe à Vila


Como é habitual, o Vodafone Paredes de Coura vai ter concertos gratuitos na vila nos dias anteriores à abertura do recinto. Este ano o cartaz inclui nomes como 10 000 Russos, The Black Wizards, The Lemon Lovers e Deixem o Pimba Em Paz.

O cartaz para o recinto conta com artistas como Arcade FireSlowdiveKing Gizzard & the Lizard WizardFrankie CosmosFleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros, enquanto que os diários custam 50 euros.

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Super Nova leva 10 000 Russos, Throes + The Shine e Whales pelo país fora


Em 2018 há mais Super Nova. O festival itinerante que parte do Maus Hábitos, no Porto, para o resto do país arranca com segunda leva de concertos até março. Desta vez o cartaz conta com nomes como Throes & The Shine, 10 000 Russos e Whales, que tocarão em Torres Vedras, Aveiro, Vila Real, Viseu e Cacilhas.

São já doze sessões que compõem o historial do evento que pretende criar um circuito de espetáculos ao vivo juntando bandas saídas da nova fornada da música nacional e clubes de Norte a Sul do País. A unir os concertos, a vontade de criar uma rota de relações entre diferentes salas de concertos que permita a criação de um circuito aberto a tours nacionais e a circulação de bandas de novas bandas.

O bilhete para cada sessão custa três euros e dá direito a duas cervejas. Consultem a programação completa do festival em baixo

13 Janeiro | Bang Venue – Torres Vedras
20 Janeiro | GreTUA – Aveiro
3 Fevereiro | Club de Vila Real - Vila Real
17 Fevereiro | Carmo 81– Viseu
3 Março | Ginjal Terrasse – Cacilhas

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Os melhores álbuns nacionais de 2017


Em 2017 assistimos a um ecletismo musical a invadir os nossos ouvidos. O panorama musical nacional não fugiu à regra com as experimentações eletrónicas de Surma e Ermo, o ruído e distorção psicadélicos de 10 000 Russos e o afrobeat de Nídia e DJ Lycox. Chegou a altura de publicar os vinte cinco melhores álbuns nacionais que mais se destacaram no ano passado. 



25. 800 Gondomar - Linhas de Baixo


24. Império Pacífico - Império Pacífico


23. Éme - Domingo à Tarde


22. Stone Dead - Good Boys


21. Jasmim - Oitavo Mar


20. Pás de Probleme - Silence Is Gold


19. Lula Pena - Archivo Pitoresco


18. Ulnar - Dreaming of Sailing Further West


17. Cat Soup - Cat Soup


16. Hitchpop - Hitchpop


15. Berlau & AM Ramos - Monte da Lua


14. Grandfather's House - Diving


13. Dear Telephone - Cut 


12. Gonçalo - Boavista


11. Marco Franco - Mudra


10. Iguana Garcia - Cabaret Aleatório


9. ATILA - body


8. PZ - Império Auto-Mano


7. Luís Severo - Luís Severo 


6. Pega Monstro - Casa de Cima


5. DJ Lycox - Sonhos & Pesadelos


A fervilhante cena musical luso-africana da lisboeta Príncipe já não passa despercebida a ninguém, e a crítica internacional que o diga. Nomes como DJ Marfox, DJ Firmeza e Nídia (que lançou em junho o fabuloso Nídia é má, Nídia é fudida) encontram-se na dianteira de um dos movimentos culturais mais progressistas e refrescantes do momento, aliando música de dança a sonoridades influenciadas pela cultura africana que vão do kuduro à tarraxinha. A juntar-se a estes está também DJ Lycox, que nos surpreendeu este ano com o viciante Sonhos & Pesadelos. Na sua estreia nos longas-duração, DJ Lycox traz um descomplexado disco rico em melodias contagiantes e ecléticas que peca apenas pela curta duração das suas faixas (à exceção de “Solteiro”, nenhum dos temas ultrapassa os 4 minutos). São 27 minutos (33 na versão digital) de um disco que desejamos que nunca acabe.

4. Nídia - Nídia É Má, Nídia É Fudida


Nídia (ex-Nídia Minaj) não é um nome novo no panorama nacional. Já conhecida bem antes de entrar para a Príncipe, com o EP Danger, a artista cabo-verdiana continua a surpreender. Com o mais recente disco Nídia é Má, Nídia é Fodida, Nídia prova que é um dos nomes importantes a ser seguidos no paradigma da música eletrónica portuguesa. O seu afro-house influenciado pelo kuduro, tarraxinha e batida (sem nunca perder a sua identidade própria) tem vindo a ser bem aceite tanto no nosso país como lá fora, como se provou ao ser convidada para estar presente no festival Linecheck, em Milão, ao pé de nomes como Thundercat, Perfume Genius, Freddie Gibbs, entre muitos outros. Apesar da tenra idade, Nídia demonstra que este último trabalho é um dos grandes álbuns de 2017.  

3. 10 000 Russos - Distress Distress


Muito pode ser dito acerca do mais recente trabalho da banda portuense 10 000 Russos, mas é muito mais fácil explicar ao simplesmente entregar uns headphones ao leitor e colocá-lo numa sala escura enquanto ouve o álbum de inicio ao fim. Esta mistura de rock psicadélico, industrial e krautrock resulta num drone que abre um bizarro apetite para mover o corpo, ora num discreto a bater o pé ou numa dança pouco ortodoxa. Muito se pode louvar pelo trabalho dos músicos, desde o baixo de André Couto que oscila entre os ritmos mais mecânicos e repetitivos, à guitarra de Pedro Pestana carregada de deliciosos e minuciosas distorções e a batida contínua de João Pimenta que nos acompanha ao longo desta viagem. Os arranjos vocais soturnos e carregados de reverb são colocados de forma estratégica na construção das músicas de forma a criar um contraste com o instrumental e proporcionar um ambiente mais sinistro. Distress Distress é mais do que um álbum. É uma viagem, uma experiência, um ritual. A vontade de fechar os olhos e ouvir a música é muito, mas vontade de dormir nem vê-la.

2. Ermo - Lo-fi Moda


Lo-Fi Moda traz um novo e revolucionário capítulo ao duo bracarense Ermo, que confronta a vaidade e a presunção dos portugueses através de uma atitude de crítica presente numa lírica consciente e bem aguçada. A voz abafada por boas doses de auto-tune e os instrumentais essencialmente digitais contribuem para um organismo alienígena e viciante desprovido de humanidade, executado de modo magistral ao longo dos seus nove temas. Ao segundo disco, os Ermo viram costas ao passado e superam-se com um dos discos mais viscerais do ano, uma obra do presente com olhos postos no futuro e que se demonstra mais vital e necessário do que nunca.

1. Surma - Antwerpen


A jovem Débora Umbelino, mais conhecida por Surma, deu os seus primeiros passos a sério nestas andanças há apenas um par de anos, com o lançamento do single “Maasai”, e desde então tem feito por reivindicar o seu destaque por direito na cena musical nacional, reivindicação essa que ganhou outro argumento de peso com o lançamento do álbum de estreia Antwerpen. Surma é uma aventureira sonora, a entrar em demandas espaciais e agridoces que passam por vários géneros musicais. Ela é pop, é electrónica noisy, é post-rock, é o que lhe dá na real gana, e é essa mesma gana que culmina numa identidade própria peculiar como poucas no panorama nacional. Com músicas como “Plass”, “Hemma” e “Voyager”, o ouvinte consegue captar o imaginário devaneador e contemplativo que Surma lhe transmite através das suas experimentações e da sua voz gentilmente áspera. Esperemos ansiosamente o próximo capítulo desse imaginário.

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Este sábado há The Fall no Porto. Podendo é ir


Os britânicos The Fall estão de regresso a Portugal em data única para aquele que será provavelmente o último concerto da banda em território nacional. Com 41 anos de carreira na bagagem, uma discografia tamanha e apresentando-se como um dos grupos mais prolíficos e duradouros da geração post-punk dos anos 70/80, os The Fall tocarão ao vivo o mais recente disco New Facts Emerge, que chegou às prateleiras em julho, bem como os temas dos mais recentes discos. O concerto está agendado para o próximo sábado, dia 18 de novembro na sala 2 do Hard Club, Porto.


Os portugueses 10 000 Russos são os responsáveis pela abertura do concerto e trazem na mala o seu segundo longa duração, Distress Distress, editado também este ano pela londrina Fuzz Club Records. Os bilhetes custam 22€ e podem ser adquiridos no Hard Club, Piranha e Bunkerstore. As portas abrem às 21h00. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui. Podendo é ir.



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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Transmission cruza cinema e música no Porto/Post/Doc

© Renato Cruz Santos
O Porto/Post/Doc - festival de cinema do real - está de regresso à Invicta entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro, voltando em mais uma edição a presentear os amantes da música com o programa Transmission - destinado exclusivamente à projeção de documentários sobre música e festas noturnas. O festival vai ocupar quatro espaços do Porto: Teatro Municipal do Porto - Rivoli, Cinema Passos Manuel, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e Maus Hábitos

Também incluído no programa Transmission estão agendados dois concertos, em parceria com a Lovers & Lollypops, que trazem até ao Porto dois nomes em estreia nacional - a 29 de novembro, nos Maus Hábitos, apresentam-se os Sundays & Cybele, uma banda japonesa de psych-rock que recupera uma tradição do mesmo género das décadas de 60 e 70 no Japão. 



Já na sexta, 1 de dezembro, no Understage do Rivoli, sobe a palco o trio Love Theme, a nova encarnação do músico Alex Zhang Hungtai, que se arrisca nos terrenos do desconforto sónico, com uma ascendente às ondas de efeitos do seu saudoso Dirty Beaches. Informações adicionais aqui.



Na edição de 2017, o Transmission exibirá filmes com destaque para músicos, bandas ou movimentos que marcaram a história da música. Já anunciados estão, B-Movie: Lust & Sound in West-Berlin 1979-1989 - um filme de colagem com imagens de arquivo em que acompanhamos Mark Reeder numa Berlim em que tudo parecia possível, da liberdade de viver à liberdade de criar música; Jorge Mautner: O Filho do Holocausto - um documentário sobre o músico brasileiro Jorge Mautner, um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira; e ainda a estreia mundial de Não Consegues Criar o Mundo Duas Vezes, de Francisco Noronha e Catarina David - que aborda o nascimento da cultura hip-hop na cidade do Porto, fazendo recurso de materiais inéditos e de uma galeria impressionante de atores dessa história. Depois da sessão do B-Movie: Lust & Sound in West-Berlin 1979-1989, o próprio Mark Reeder animará, como DJ, uma das festas Transmission.


Acompanhem todas as informações adicionais aqui.

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terça-feira, 19 de setembro de 2017

10 000 Russos em entrevista: "Não sei se gastamos mais em café do que em portagens"


Os portuenses 10 000 Russos estão em mais uma digressão pela Europa, a segunda este ano, a qual teve início no passado dia 8 de setembro, no Reverence Festival. Ao todo são 52 concertos em países como Portugal, Espanha, França, Itália, Croácia, Suíça, Alemanha, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Polónia e Escócia. A tour de apresentação de Distress Distress, segundo álbum de estúdio do trio que editado em abril pela Fuzz Club, termina a 18 de novembro com a banda a fazer a primeira parte do concerto dos The Fall no Hard Club.

Estivemos à conversa com o Pedro Pestana, guitarrista da banda. 


Threshold Magazine (TM) - Como é que chegaram ao número 10 000?

Pedro Pestana (PP) - É uma piada com o Demis Rousos, basicamente. Soa bem.

TM - Foi rápido chegar a essa ideia?

PP - O pessoal estava na tanga numa noite de copos e esse nome surgiu.

TM - Quais é que são as maiores diferenças entre este disco novo, Distress Distress, editado em abril, e o álbum homónimo editado em 2015?

PP - Por um lado, está mais limpo mas está mais sujo. Já pareço o Martin Hannett a falar. Eu nem sequer sei se o gajo disse isso mas pode ser daquelas anedotas que contam sobre o pessoal, tipo histórias verídicas. O gajo virou-se para o baterista dos Joy Division e disse: "Toca mais depressa mas mais devagar". 
No Distress Distress as malhas estão diferentes, mas os princípios são mais ou menos os mesmos. É mais equilibrado, com a gravação ao vivo, todos ao mesmo tempo, e com a gravação à vez, às pistas. Houve malhas que construímos no estúdio. 

TM - É a forma clássica que costuma ser gravada.

PP - Prefiro gravar com toda a gente ao mesmo tempo.

TM - Fica um resultado diferente. Têm um som mais "ao vivo" em estúdio.

PP - Com uma sala boa e bons micros, consegues reduzir esse bleed ao mínimo. Também ao volume que a malta toca, só podes eventualmente ter problemas com a bateria, com os bombos, mas não é nada que não se resolva. Ficas é com o que interessa, a pica de não seguir o metrónomo, de estar a malta ao mesmo tempo.

TM - Ficam também com alguma preparação para tocar ao vivo. Ao vivo necessitam ter outros elementos diferentes de estúdio, para uma pessoa não pensar que está em estúdio.

PP - Nós ao vivo não tocamos as coisas da mesma forma, muito menos as que foram feitas em estúdio. Há cenas que não dá mesmo.



TM - Como é que se sentem por fazerem parte de uma editora tão conceituada como Fuzz Club Records?

PP - Foi um ótimo convite da parte deles. Eles viram um concerto nosso no Reverence 2014 e gostaram. Eu achava que estás estórias só haviam nos anos 90. Foi um bom momento.

TM - Vão começar a vossa tour europeia no Reverence e acabaram uma há pouco tempo, em junho. Como é que conseguem arranjar tanta energia para duas tours europeias assim quase seguidas?

PP - Não sei se gastamos mais em café do que em portagens, agora que falas nisso (risos).

TM - Alguma vez tiveram medo de tocar nalgum país?

PP - (Risos) Nunca fomos a nenhum sítio em estado de guerra. Já fomos a sítios com códigos estranhos.

TM - E receio de por terem "russo" no vosso nome?

PP - Só por ser russo, quer dizer que é mais giro?

TM - Imagina que tocavam nos USA, como é que era? 

PP - Nos U.S.A. não, isso é outro empreendimento. A malta às vezes pergunta por causa do nome e nós vamos dando respostas da tanga.

TM - Já tocaram na Rússia?

PP - Não mas faz parte dos objetivos. Uma coisa de cada vez.

TM - E que reações é que esperam se lá atuarem?

PP - Que nos atirem pedras (risos).

TM - "Épa, estes gajos chamam-se russos e não cantam em russo sequer".

TM - Gostavam de atuar em mais festivais em Portugal? Eu frequento vários festivais e nunca vos apanhei. Espero agora apanhar-vos a abrir para The Fall, mas não é festival.

PP - Depende. Às vezes é uma questão de calendário e outras vezes é uma questão de circunstância.

TM - Vocês têm uma história que envolve a ETA. Queres contar?

PP - Acho que isso é um mito. Não sei se o desmistifique ou aprofunde. 
Nós tocámos num festival no país basco. Era para apoio aos presos da ETA, de certa forma. O governo espanhol tem os presos da ETA na Andaluzia, e as famílias e os próprios presos queixam-se que não é fácil viajar em Espanha, são muitas horas de carro, por isso não vêem as famílias, etc. São considerados presos terroristas, segundo o governo espanhol. Isto é os bascos a reinvindicarem alguns direitos para os presos. Desmistificando, é só isto (risos). Fomos a única banda estrangeira a tocar nesse festival, o que teve piada.



TM - Como é que se sentem a abrir para The Fall no Hard Club, a 18 de novembro?

PP - É fixe, é uma banda que a gente curte e temos encontrado na estrada montes de gente cuja música ouvimos em casa. The Fall ouvimos desde a adolescência, o que torna a coisa com piada. Não estamos à espera de grandes festas. Já é fixe ver o concerto, espero que seja dos bons.

TM - Estás à espera de fazer parte de The Fall?

PP - Achas que sim?! Não sou maluco, meu! (risos). Acho fixe a banda mas não tenho essas cenas adolescentes.

TM - Olha que o Mark E. Smith diz que basta ser ele e a tua avó para ser The Fall.

PP - Aquilo é uma banda de malucos. Tens de ler um livro sobre os membros dos The Fall,  The Fallen: Life In and Out of Britain's Most Insane Group. Em 30 e tal anos, os The Fall tiveram uns 50 ou 60 membros. Só o Mark E. Smith é que ficou a tocar, aquilo é o projeto dele. Mete sempre a namorada a tocar, teve um baixista a tocar durante muitos anos, o Steve Hanley. Recruta pessoal no pub que não sabe tocar e que não conhece a cena dele. Ele não está numa de aturar gente normal. O gajo não quer fãs, é fixe isso.

O manager dos Chemical Brothers é que já tocou nos The Fall. Deu um concerto com a banda porque o gajo tinha despedido o baterista nesse dia. Então andaram no festival a procurar alguém para tocar bateria. Esse manager disse que era ganda fã, e perguntou que músicas é que queriam que ele tocasse, ao que o Mark E. Smith respondeu: Não te preocupes, o material é todo novo. Toca um beat.

TM - O que tens andado a ouvir nestas últimas semanas?

PP - Tenho andado em misturas, por isso não tenho ouvido muita música, para ver se poupo os ouvidos. Estou a misturar o disco dos dreamweapon, vai ser pela Fuzz Club também para o ano ou ainda este ano. Tenho também de misturar um disco ao vivo nosso. Vamos lançar um agora, um concerto em Dusseldorf. 



 As datas completas da digressão europeia podem ser consultadas abaixo.


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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Reverence Santarém: parar é morrer

© Vera Marmelo | Fat White Family - Reverence 2016
  

Nick Allport é, desde 2014, o principal rosto da marca Reverence, em Portugal. O nome, que já havia sido utilizado por Allport num outro festival que organizou em Londres, voltou a ser recuperado na primeira edição do Reverence Valada e é agora aplicado, à quarta edição, sob a designação Reverence Santarém, resultado da mudança na localização do festival. Reduzida a dois dias - 8 e 9 de setembro - a nova edição do Reverence  reúne este ano, um total de 42 bandas, no Parque da Ribeira, em Santarém.

  
Desde o seu nascimento em Portugal, o Reverence tornou-se um dos maiores eventos dedicados à música stoner e psicadélica. Podemos comprovar isso nos nomes de peso que tem trazido até à data em Portugal como os lendários Hawkwind, The Damned, The Systers of Mercy, A Place To Bury Strangers, Spectres, The Brian Johnston Massacre, The Horrors, Samsara Blues Experiment, entre vários outros de renome, e pelas menções que tem ganho pela imprensa.

Este ano muda de casa, mas não é por isso que diminui na relevância e qualidade do mix de artistas apresentado (afinal, parar é morrer). A título de exemplo cite-se o histórico concerto dos Gang of Four que trazem 40 anos de experiência a palco e o post-punk reminiscente dos anos 80. É sem dúvida o concerto imperdível do Reverence Santarém e promete ser um dos grandes concertos do ano, a julgar pelas setlists dos últimos concertos ao vivo. Singles como "(Love Like) Anthrax", "Not Great Men", "Natural's Not In It", "At Home He's A Tourist" e "Damage Goods", do clássico e eterno Entertainment! (1979), não deverão faltar em Santarém. 


Fora os britânicos, nas principais atrações deste ano encontram-se ainda os japoneses MONO,  que conhecidos pela densidade e a intensidade das suas músicas, estão de regresso ao país para apresentar o disco Requiem For Hell (2016); os ingleses Esben and The Witch (igualmente de regresso a Portugal) para apresentar Old Terrors (2016); os (também) japoneses Bo Ningen que trazem III (2014) e novas canções a palco e ainda os suecos Träd, Gräs och Stenar.

Além disso, destaque especial este ano para as bandas da Fuzz Club - The Underground Youth, 10 000 Russos, Dead Rabbits, NONN, Throw Down Bones, The Janitors e The Gluts - e a série de concertos promovidos pelo pessoal da Amplificasom - Amenra, OathbreakerLÖBO, Névoa, SINISTRO e Gossamers - que prometem encher os corações de quem ainda não os viu, ou marcará presença para os rever.


Inicialmente pensado para se estrear em Santarém, o Reverence acabou por se fixar em Valada. À quarta edição, além da mudança no espaço, oferece melhores condições a todos os festivaleiros, nomeadamente a corrente elétrica e o acesso às redes móveis, além de uma localização a cinco minutos a pé da estação ferroviária. Apesar da concorrência elevada no mercado dos festivais de música em Portugal, o Reverence volta novamente em peso no fim-de-semana de 8 e 9 de setembro no Parque da Ribeira de Santarém, localizado nas margens do Rio Tejo. Parar é morrer e o Reverence quer-se vivo. Todas as informações adicionais podem encontrar-se aqui.

Preço dos bilhetes

Passe para os 2 dias:
55 até 31.08.2017
65 de 01.09.2017 até 09.09.2017
Bilhetes diários:
35 até 31.08.2017
40 de 01.09.2017 até 09.09.2017
Residentes nos Concelhos de Santarém e do Cartaxo:
Passe de 2 dias: 35€
Bilhete diário: 25€

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