sexta-feira, 24 de maio de 2019

O Elétrico desvendou o alinhamento diário da sua edição de 2019


Elétrico desvendou esta semana o seu alinhamento diário. 

O festival acontece entre os dias 26 e 28 de julho, no Parque da Pasteleira, 

Tendo já revelado previamente o alinhamento completo, sabemos agora que teremos a oportunidade de ver os míticos Inner City – o projecto que Kevin Saunderson e Paris Grey formaram em 1987  – no mesmo dia  (26 de julho) que Janus Rasmussen – produtor que também é metade dos Kiasmos e que se irá apresentar em formato live, Kerri Chandler e a israelita Maayan Nidam no dia 27 de julho e  Moodyman e Theo Parrish – dois dos Grandes do techno contemporâneo, ambos radicados em Detroit – juntos no dia 28 de julho, o mesmo dia  em que Matthew Herbert também sobe à cabine do ElétricoO preço dos bilhetes gerais para a edição deste ano do Elétrico está fixado nos 45€, e os mesmos podem ser adquiridos AQUI. Os passes diários podem ser adquiridos AQUI a um preço promocional de 20€ até às 16h de amanhã, dia 25 de maio.

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quinta-feira, 9 de maio de 2019

O Elétrico desvendou o cartaz completo da edição de 2019

© STEVE STILLS

Foi no final da semana passada que o Elétrico desvendou o seu cartaz completo. Ao nomes já anunciados acrescem D'Julz, Helena Guedes, Kerri Chandler, João Dinis, Leo Cruz, Levon Vincent, Maria Gambina, Marcel Dettmann, Magazino, Petre Inspirescu, Theo Parrish, Tiago Carvalho, João TenreiroVasco Valente e Diana Oliveira. Nesta segunda fornada, o destaque vai para Theo Parrish – um dos Grandes da cena do techno de Detroit – e Kerri Chandler – nome maior do House/Deep House. 

O Elétrico acontece entre os dias 26 e 28 de julho, no Parque da Pasteleira. Para além da música, estão também já na agenda do certame manifestações de arte urbana, instalações, feira de arte e exposição de mupis, bem como o regresso da zona designada para meditação, Lu Jong e prática do Budismo Tibetano. À data da publicação deste texto, o preço dos bilhetes gerais para a edição deste ano do Elétrico está fixado nos 45€, e os mesmos podem ser adquiridos AQUI

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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Reportagem: Circuit des Yeux + Matchess [Auditório de Espinho - Academia]


Nada previa que a noite de 28 de abril se tornasse tão bonita e perfeita depois de termos feito a escolha de ir ver o primeiro dos dois concertos que Haley Fohr, mentora do projeto Circuit des Yeux, tinha agendado em Portugal. A artista regressou ao nosso país para apresentar Reaching For Indigo, o seu terceiro disco de estúdio, o qual tem sido mencionado como a obra-prima na carreira de Fohr. Tê-lo ouvido ao vivo, no passado dia 28 de abril no Auditório de Espinho – Academia e ainda por cima acompanhada de músicos tão exímios como os que marcaram presença no palco naquele sábado, certamente que fez todos os presentes perceberem a importância de uma obra deste calibre. 


Previsto para as 21h30, com abertura de Matchess - projeto a solo de Whitney Johnson, violista de Circuit de Yeux - o primeiro concerto da noite teve arranque pelas 21h36 numa sala praticamente ausente de luz com Whitney Johnson a acender uma vela antes do início da performance musical. Matchess nasceu em 2013 e o seu discurso baseia-se na reprodução de sons e significados através de vários processos históricos e materiais, como a repetição de fita bobina-a-bobina, samples através de cassetes e gravações de campo.  O seu concerto teve, se não estou em erro, um total de quatro músicas que foram tocadas sem pausas e sem espaço para aplausos durante a sua execução. Whitney Johnson ia criando uma fusão entre elementos da música clássica contemporânea com a música eletrónico-experimental, enriquecendo-os com um certo misticismo. Entre pausas, numa voz embutida em efeitos, Matchess cantava em plena simbiose com a sua viola, tendo sido uma abertura honrosa para o suprassumo que viria a ser Circuit des Yeux

Depois do intervalo de 20 minutos entre o primeiro e segundo espetáculo, o projeto da norte-americana Haley Fohr subiu a palco, em formato quarteto, pelas 22h28, para uma performance que faria mais que jus a todas as críticas excelentes que o mais recente disco de estúdio, Reaching For Indigo, tem arrecadado. Esta obra peculiar passeia entre uma folk vanguardista e barroca, tendo marcado a estreia de Fohr nas edições pela Drag City, daí que se perceba a referência de Haley Fohr em concerto, enquanto afinava a guitarra, ao facto de que durante dez anos ninguém quis saber dela, mas que agora as coisas são diferentes. 


A abrir concerto com "Brainshift", que logo nos primeiros segundos fez o público encantar-se com as tonalidades tipicamente graves e obscuras que Haley Fohr consegue atingir, foi em "Black Fly" que Circuit des Yeux e companhia surpreenderam toda a plateia do Auditório de Espinho. Todas as sobreposições e desenvolvimentos estabelecidos entre a guitarra de doze cordas (de qual Haley Fohr agora se apoderava), viola, contrabaixo e bateria foram exímios e a vontade do público era certamente de se levantar para libertar todas aquelas sensações lindas que os Circuit des Yeux emanavam do palco. O resultado, incontáveis e entusiastas aplausos vindos de um público de sorriso esboçado ao findar de cada canção. Entre os hits do novo álbum pudemos ainda ouvir "Paper Bag", mais um dos temas inaugurais da noite que satisfez quaisquer dúvidas (se é que ainda as havia) sobre Haley Fohr ser um camaleão ao nível da voz (por vezes a lembrar os tons clássicos de Diamanda Gálas e a voz operática de Laure Le Prunenec, a.k.a. Rïcïnn). 

Nas pausas entre as canções Haley Fohr aproveitou ainda para apresentar a banda, dizer uns simpáticos "thank you" e ainda introduzir a última música do concerto dizendo "Thank you very much (…) In America we don’t really do encores because no one wants to hear you (…), so this is going to be our last song, but if you clap then we will play a few more songs". E obviamente que o público aplaudiu com uma força estrondosa para que voltassem, afinal Circuit des Yeux estava a ser uma experiência incrível. Nem tenho como descrever o que se sentiu naquela bela noite de sábado. 

A artista regressou a palco para um encore de três músicas, sendo que a última foi uma cover da Lucinda Williams e contou apenas com a presença de Haley Fohr como pano de fundo (além das projeções e luzes que finalmente lhe iluminavam a cara). Este foi e será, definitivamente, um dos grandes concertos de 2018. 

Circuit des Yeux [Auditório de Espinho]

Texto: Sónia Felizardo
Fotografia: Eduardo Silva

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domingo, 22 de abril de 2018

Uma semana para o regresso de Circuit Des Yeux a Portugal


Circuit Des Yeux será talvez a mais conhecida faceta do output criativo da prolífica Haley Fohr. E é já esta semana que a compositora regressa ao nosso país depois de nos ter visitado no ano de 2015. Com a presente digressão teremos a oportunidade de escutar ao vivo Reaching For Indigo, o mais recente disco de Circuit Des Yeux, o qual foi editado no ano transacto

Os concertos decorrem dias 28 e 29 de abril no Auditório de Espinho e na galeria Zé dos Bois, respetivamente, custando os ingressos 7 euros para o concerto em Espinho e 8 para o concerto em Lisboa.

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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Reportagem: She Past Away [Hard Club, Porto]


Volkan Caner e Doruk Öztürkcan são, atualmente, os She Past Away. Depois da sua estreia no Entremuralhas do ano passado, os turcos regressaram a Portugal numa tour com duas datas: 29 de setembro em Lisboa e 28 de setembro no Porto. Foi no Porto, num concerto com o toque da MIMO que a Threshold assistiu ao concerto da dupla.



Apesar da recente alteração de alinhamento da banda — dada a saída do baixista e membro fundador da banda İdris Akbulut, os She Past Away ficaram reduzidos ao formato duo — a banda não perdeu o seu traço sonoro. O tom monocórdico da voz de Caner perdura. A parte instrumental continua a invocar os melhores tempos de uns anos 80 vividos à base de copiosas audições dos trabalhos dos CureJoy Division, New Order e Bauhaus. A título de curiosidade, poderíamos dizer que Caner se assemelha a um Robert Smith nos seus anos de juventude (o seu cabelo eriçado e cara maquilhada ajudam a manter essa ilusão) e que Öztürkcan poderia passar por um dos membros dos Kraftwerk dado o seu uniforme de palco (camisa e calças pretas) e predileção pela ocupação parte eletrónica da instrumentação dos She Past SwayÖztürkcan é também o produtor dos álbuns dos She Past Away.



Por todos os motivos acima enunciados, um crítico poderia argumentar que os She Past Away não passam de um pastiche de todas estas influências, não acrescentando nada de novo ao género do Post-punk/Goth-wave. E, na verdade. assim é. 
Nada do que possam ouvir editado pelos She Past Away vos soará a novo. Mas digam-me, porque é que isso é mau? 
Será que os She Past Away ou qualquer banda precisam necessariamente de acrescentar alguma coisa ao seu género musical? Não era o outro dizia que os maus imitam e que os grandes roubam?


É um facto que os She Past Away nada acrescentam ao Post-punk nem ao Goth-wave. Mas também é um facto de que a dupla é, atualmente, das bandas que melhor mesclam ambos os géneros. Os seus álbuns são repletos de memórias sonoras dos anos 80 — essa época dourada para o Post-punk e Goth-wave em que todas as grandes bandas que dão nome a ambos os movimentos existiram —e as suas performances ao vivo não desiludem. 



Apesar das alterações no colectivo e perda de um dos membros fundadores — Akbulut — os She Past Away enquanto banda estão no ativo desde 2006 e lançaram este ano o seu mais recente LP, Narin Yalnızlık. O novo álbum foi o leitmotiv desta digressão.


Com o Narin Yalnızlık ainda fresco, escutaram-se mesmo assim malhas antigas como a "Sanrı" e a "Rituel". O calor português comoveu os turcos, que não arredaram pé do palco sem um triplo encore e um agradecimento pela oportunidade de, mais uma vez, mostrarem o que valem em território nacional.

A primeira parte do certame esteve a cargo do Homem em Catarse, esse portento do folk nacional que esteve também a apresentar o seu mais recente trabalho, o Guarda-Rios.

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