terça-feira, 14 de abril de 2020

Amnesia Scanner anunciam novo álbum, Tearless



Os Amnesia Scanner, dupla composta por Ville Haimala and Martti Kalliala, anunciaram hoje o lançamento do seu aguardado segundo álbum de originais. Tearless tem data de lançamento prevista para o dia 5 de junho, quase dois anos depois do demolidor Another Life, de 2018, e volta a receber o selo da ediora berlinense PAN.

A dupla, que passou pela última edição do festival Mucho Flow, descreve o novo trabalho como "um álbum de rutura com o planeta", propondo uma reflexão sónica de como é "experimentar a Terra num momento em que o colapso está a emergir como a narrativa predominante". Apesar de ter sido pensado e produzido antes da pandemia do novo coronovírus, o disco surgiu como resposta a outras ameaças de ordem vária, nomeadamente as pressões ambientais sentidas na sua terra-natal na Finlândia. 

O anúncio do disco vem ainda acompanhado de um novo tema, "AS Going", que recebe a participação da DJ e produtora brasileira LYZZA e sucede o anterior avanço "AS Acá", lançado em novembro de 2019 e que juntou os finlandeses à cantora peruana Lalita

O vídeo febril de "AS Going", dirigido por Marc Elsner, já se encontra disponível e pode ser conferido em baixo, juntamente com a capa e a respetiva tracklist de Tearless.






Tracklist:  

01. AS Enter
02. AS Tearless (feat. Lalita)  
03. AS Flat’ (feat. Code Orange)  04. AS Trouble  
05. AS Acá’ (feat. Lalita)  
06. Call Of The Center (interlude)  
07. AS Too Late 
08. AS Going’ (feat. LYZZA)  
09. AS Labyrinth  
10. AS U Will Be Fine

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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Mucho Flow: Um festival eclético que celebra o melhor da música contemporânea


A 7ª edição do Mucho Flow decorreu em 2 dias, ocupou 3 espaços diferentes e contou com atuações de 21 artistas. O festival organizado pela Revolve, promotora que comemorou este ano o seu 10º aniversário, é marcado por um enorme ecleticismo. Nomes de campos diferentes da música contemporânea reuniram-se em Guimarães nos dias 1 e 2 de novembro num cartaz para todos os gostos. Três dos nomes presentes (CTM, Croatian Amor e Damien Dubrovnik) integram a editora Posh Isolation, que também celebrou os seus 10 anos.

O CIAJG (Centro Internacional das Artes José de Guimarães) recebeu os primeiros concertos de cada dia, divididos entre uma sala do museu, onde os artistas e a audiência se encontravam rodeados pelas obras lá expostas, e a blackbox do mesmo edifício. Foi no museu que tocaram o pianista Marco Franco e a cantautora CTM. Esta apresentou o seu pop experimental a solo, servindo-se de um sintetizador e um computador. Juntou sons acústicos e eletrónicos muito limpos de forma imprevisível, criando uma atmosfera fria e serena. Foi uma pena quase todos os instrumentos terem sido reproduzidos em faixas pré-gravadas.

Na blackbox ouviu-se o goregrind dos Holocausto Canibal e o sintetizador modular de Hiro Kone. O seu concerto foi um dos mais dinâmicos do festival, havendo espaço para ambientes calmos e envolventes, mas também para momentos dançáveis de grande intensidade. A artista, impossível de enquadrar numa só caixa, levou o público numa fascinante viagem pelo mundo abrangente da música eletrónica, com passagens pelo IDM, o industrial e o techno. No dia seguinte, o quarteto português brindou um público pouco energético, mas bastante recetivo à sua música extrema, com uma grande dose de faixas de toda a sua discografia. Fizeram-se acompanhar de imagens sexuais ou violentas de diversos filmes e demonstraram um bom sentido de humor perante a falta de atividade e mosh pits. “Esta roda está espetacular”, comentou o vocalista a certa altura.



Foi num antigo edifício dos CTT que tocaram vários dos artistas mais esperados do festival. O rés-do-chão do espaço funcionou como uma pequena zona de restauração, com os concertos a realizar-se numa sala espaçosa alguns andares acima. Loke Rahbek, mais conhecido por Croatian Amor, foi o primeiro a subir ao palco. O co-fundador da Posh Isolation apresentou o seu mais recente álbum, Isa, cuja sonoridade pós-industrial incorpora sintetizadores etéreos e vozes robóticas. De seguida, subiram ao palco os Heavy Lungs, jovem banda britânica de pós-punk que lançou dois EP’s este ano. Num concerto especialmente intenso e energético, onde o vocalista chegou a cantar fora do palco e a guitarra passou pelas mãos das primeiras filas, o quarteto britânico deu tudo o que tinha e conquistou o público com singles como “Blood Brother” e "(A Bit of A) Birthday". Os Heavy Lungs não têm a criatividade e presença em palco dos seus amigos Idles, mas são uma banda em emergência que promete crescer nos próximos anos. Tocaram depois os muito ansiados Iceage, perante uma sala preenchida e umas primeiras filas especialmente entusiasmadas. A banda focou-se principalmente no seu último disco, Beyondless, e deu um concerto competente, marcado por alguns problemas de som. Destacaram-se as canções “The Lord’s Favorite” e “Catch It”, duas das melhores amostras do som atual da banda, sempre à volta do pós-punk e do punk rock.

No segundo dia foi no mesmo palco que se ouviu Chinaskee, BbyMutha e o trio Montanhas Azuis, composto por Norberto Lobo, Bruno Pernadas e Marco Franco. As composições da banda são tocadas em três sintetizadores ou dois deles e uma guitarra. A bateria eletrónica utilizada ocasionalmente e os sons dos sintetizadores são bastante retro, fazendo lembrar em certos momentos as bandas sonoras dos videojogos 16-bit. A atuação da banda foi calma e suave, repleta de improvisações por parte dos três membros. Por vezes parecia que as canções perdiam o seu rumo, com melodias intermináveis a estendê-las mais do que seria necessário, e um dos sintetizadores esteve exageradamente alto em comparação com os restantes instrumentos, mas o concerto foi uma boa amostra dos talentos deste supergrupo da Revolve.


As noites terminaram no Centro de Artes e Espetáculos São Mamede, onde ocorreram as performances mais tardias, a maior parte delas DJ sets. Foi aqui que tocaram os Damien Dubrovnik, dos quais é membro Loke Rahbek, neste caso também no papel de vocalista. Com os seus gritos poderosos e distorcidos a transmitir uma sensação de angústia, acompanhados por instrumentais densos e desorientadores que reforçaram esta ansiedade, o concerto foi ruidoso e intenso. Um dos mais surpreendentes do festival.

No entanto, o melhor ficou para o fim. Foi na reta final do segundo dia de festival que subiram ao palco os Amnesia Scanner. Autores de verdadeiros bangers como “AS Too Wrong” e “AS Chaos”, estão entre os artistas mais criativos e marcantes da música eletrónica atual e a sua atuação foi impressionante. Escondido por luzes fortes e acompanhado por dois pequenos ecrãs com visuais distorcidos e saturados, o duo finlandês criou um ambiente espetacular onde tanto os visuais como a música foram excessivos. Ouviu-se variações do seu trabalho de estúdio, com a incorporação recorrente do que pareceram ser samples de voz em português muito distorcidos. É nesses sons que se nota um dos maiores talentos do grupo, a desfiguração de samples e sintetizadores até estes se tornarem caóticos e ruidosos, criando timbres futuristas e ásperos que utilizam em composições dançáveis onde até podem ser incorporados ritmos de reggaeton.

O Mucho Flow 2019 contou com um cartaz multifacetado que é muito pertinente nos dias de hoje. As barreiras entre géneros musicais são ultrapassadas por muitos artistas contemporâneos e pelos seus ouvintes, fazendo todo o sentido existir um festival com tamanha variedade de sonoridades. Esperamos repetir a experiência em 2020.


Texto: Rui Santos
Fotografia: Ana Carvalho dos Santos

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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Anunciada programação diária do Mucho Flow



O Mucho Flow 2019 vai acontecer nos dias 1 e 2 de novembro, em Guimarães. O cartaz do festival conta com artistas como Iceage, Amnesia Scanner, Croatian Amor e Heavy Lungs.

Os concertos vão decorrer em três espaços distintos: o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, o antigo edifício dos CTT e o Centro de Artes e Espectáculos São Mamede.

Hoje foi anunciada a distribuição dos artistas pelos dois dias e começou a venda dos bilhetes diários, por 20€, e os bilhetes de acesso ao clubbing de cada dia, por 10€. Os passes gerais custam 25€ até às 18h de hoje, hora a partir do qual o valor sobe para 30€.

Podem ver a programação diária aqui:



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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Mucho Flow com cartaz fechado



Foi hoje revelado o programa completo da próxima edição do Mucho Flow, o festival dedicado à divulgação das novas tendências da música contemporânea que este ano se estende, pela primeira vez, a dois dias. Em jeito de celebração, o festival vimaranense comemora os dez anos de atividade da editora e promotora Revolve, que organiza o evento desde 2013, e traz mais um cartaz de matriz surpeendentemente eclética. CIAJG (Plataforma das Artes de Guimarães)Edifício dos CTT e São Mamede CAE são os espaços que acolhem o festival durante os dias 1 e 2 de novembro.

Os dinamarqueses Iceage, que também cumprem uma década de existência este ano, são o grande destaque do certame, juntando-se assim ao já confirmado duo finlandês Amnesia Scanner e ao grupo rock britânico Heavy Lungs, assim como os portugueses Dada Garbeck, Chinaskee e o supergrupo Montanhas Azuis, composto por Norberto Lobo, Marco Franco (que também vai tocar a solo) e Bruno Pernadas. A banda de Elias Bender-Ronnefelt regressa a Portugal depois de duas atuações de apresentação do mais recente disco Beyondless em 2018, no Porto e em Lisboa.





A nova música dinamarquesa é ainda representada por um showcase especial da editora escandinava Posh Isolation, também ela a celebrar dez anos em 2019, com a tripleta Damien Dubrovnik, composto pelos fundadores do selo Christian Stadsgaard e Loke Rahbek, que também atua a solo enquanto Croatian Amor, e a cantora-compositora CTM a servir como amostra para uma das mais preciosas labels da década.

De Nova Iorque chega-nos Hiro Kone, que ao lado da produtora espanhola Jasss, também presente no cartaz, e do britânico Mun Sing, membro dos demolidores Giant Swan, prometem trazer a faceta mais fabril da música eletrónica a Guimarães. A germânica Born In Flamez e a MC americana Bbymutha estreiam-se em Portugal no festival, e os portugueses Holocausto Canibal alargam os horizontes do festival à música mais extrema. Djrum, Gabriel Ferrandini, Tendency e Dj Lynce completam o certame.

Os passes gerais encontram disponíveis online ao preço promocional de 25 euros até 25 de Outubro.




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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Mucho Flow 2019 anuncia primeiras confirmações



O Mucho Flow está de regresso a Guimarães no próximo mês de novembro. A sétima edição do festival que antecipa o futuro da música contemporânea marca também o décimo aniversário da editora e promotora vimaranense Revolve, que organiza o festival desde 2103, e extende-se, pela primeira vez, a dois dias. O evento, que tinha o Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura (CAAA) como berço, expande-se agora para vários salas da cidade e acontece nos dias 1 e 2 de novembro.

As primeiras confirmações já são conhecidas, e a matriz do festival continua a mesma - a da aposta em nomes que vão dar que falar no futuro. Foi assim com  Nadia Tehran, Sega Bodega ou Black Midi, todos eles a assinarem as primeiras atuações em Portugal neste evento.

Este ano, o Mucho Flow celebra a emergência com os finlandeses Amnesia Scanner. A dupla composta por Ville Haimala e Martti Kalliala (ex-Renaissance Man) é uma das mais entusiasmantes apostas da nova música club, e as suas composições aliam uma amálgama polirrítmica de batidas quebradas à mais evoluída tecnologia (ou não fossem eles os criadores de Oracle, voz gerada através de inteligência artifical que complementa boa parte dos seus temas). Another Life, o primeiro longa-duração do duo, é uma epopeia de extremos onde o maximalismo dita a ordem (ou desordem) do cada vez mais apocalítico mundo digital, e mereceu edição pela respeitada editora germânica PANDepois de integrarem o cartaz da última edição do festival Madeiradig, em 2018, os Amnesia Scanner estreiam-se finalmente no continente com uma performance única em Guimarães.

Já os Heavy Lung, que também integram o primeiro leque de confirmações, vêm de Bristol e trazem post-punk com brilho e gravilha. São reflexo de uma nova uma linhagem rock britânica que tem nos Black Midi, Idles e Fontaines D.C. os seus porta-vozes, e contam apenas dois EPs. O seu som é dotado de uma energia invejável, e o seu vocalista é nada mais, nada menos que Danny Nedelko, o imigrante ucraniano que é estrela no teledisco de "Danny Nedelko", dos comparsas Idles. A estreia dos britânicos em Portugal faz-se, também ela, no Mucho Flow.

Os bilhetes encontram-se disponíveis por um número limitado de passes gerais a 20 euros, e podem ser adquiridos aqui.





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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Os dez melhores álbuns do ano para cada elemento da redação


É difícil fazer um top que represente da melhor maneira os gostos musicais de todos os membros da redação da Threshold Magazine. É por isso que decidimos compilar as dez preferências de cada um num só artigo. Vejam aqui as escolhas de cada um de nós para os melhores álbuns editados em 2018.


David Madeira


1. Daughters – You Won’t Get What You Want
2. Anna von Hausswolff – Dead Magic
3. Anguish – Anguish
4. Bosse-de-Nage – Further Still
5. Mount Eerie – Now Only
6. Jon Hopkins – Singularity
7. Deafheaven – Ordinary Corrupt Human Love
8. Thou – Magus
9. KEN Mode – Loved
10. HHY & The Macumbas – Beheaded Totem



Duarte Fortuna



1. Yves Tumor – Safe In The Hands of Love
2. Dedekind Cut – Tahoe
3. Earl Sweatshirt – Some Rap Songs
4. Skee Mask – Compro
5. Dean Blunt – Soul on Fire
6.  Spiritualized – And Nothing Hurt
7. Kamaal Williams – The Return
8. HHY & The Macumbas – Beheaded Totem
9. Julia Holter – Aviary
10. Nils Frahm – All Melody



Edu Silva



1. Ovlov – TRU
2. John Coltrane – Both Directions at Once: The Lost Album
3. Conduit – Drowning World
4. HHY & The Macumbas – Beheaded Totem
5. Earl Sweatshirt – Some Rap Songs 
6. IDLES – Joy as an Act of Resistance 
7. Vile Gash – Nightmare in a Damaged Brain
8. Shame – Songs of Praise
9. Camarão – The Imaginary Soundtrack to a Brazilian Western Movie
10. Fire! – The Hands



Filipe Costa



1. Amnesia Scanner – AS Another Life
2. Yves Tumor – Safe In The Hands of Love
3. SOPHIE – OIL OF EVERY PEARL’S UN-INSIDES
4. Vessel – Queen of Golden Dogs
5. Tim Hecker – Konoyo
6. Gazelle Twin – Pastoral
7. Varg – Crush
8. Julia Holter – Aviary
9. Daughters – You Won´t Get What You Want
10. Bad Gyal – Worldwide Angel



Francisco Lobo de Ávila



1. Daughters – You Won't Get What You Want
2. Lotic – Power
3. A Perfect Circle – Eat The Elephant
4. Zeal & Ardor – Stranger Fruit
5. Spiritualized – And Nothing Hurt 
6. Oshun – bittersweet vol. 1 
7. Tommy Cash – ¥€$
8. Preoccupations – New Material
9. David Byrne – American Utopia 
10. Superorganism – Superorganism



Hugo Geada



1. Sleep – The Sciences
2. Spiritualized – And Nothing Hurt
3. Earthless – Black Heaven
4. IDLES – Joy as an Act Of Resistance
5. YOB – Our Raw Heart
6. Superorganism – Superorganism
7. Daughters – You Won’t Get What You Want
8. Mythic Sunship – Another Shape of Psychadelic Music
9. Kikagaku Moyo – Masana Temples
10. Confidence Man – Confidence Music for Confidence People



João Barata



1. MGMT – Little Dark Age
2. IDLES – Joy as an Act of Resistance
3. Anna von Hausswolff – Dead Magic
4. Wiegedood – De Doden Hebben Het Goed III
5. A.A.L. (Against All Logic) – 2012-2017
6. Conjurer – Mire
7. The Beths – Future Me Hates Me
8. Deafheaven – Ordinary Corrupt Human Love
9. Sleep – The Sciences
10. YOB – Our Raw Heart



José Guilherme Almeida



1. Julia Holter  Aviary
2. serpentwithfeet  soil
3. Anna Calvi  Hunter
4. Black Dresses  WASTEISOLATION
5. Marie Davidson  Working Class Woman
6. Elza Soares  Deus é mulher
7. Anguish  Anguish
8. Kelly Moran  Ultraviolet 
9. Félix Blume  Death in Haiti: Funeral Brass Bands & Sounds From Port au Prince
10. Gazelle Twin  Pastoral



Ruben Leite



1. Julia Holter – Aviary
2. The Armed – Only Love
3. Haru Nemuri – Haru to Shura
4. Earl Sweatshirt – Some Rap Songs
5. Yamantaka // Sonic Titan – Dirt
6. Spiritualized – And Nothing Hurt
7. Daughters – You Won’t Get What You Want
8. Avantdale Bowling Club – Avantdale Bowling Club
9. IDLES – Joy as an Act of Resistance
10. Elza Soares – Deus é Mulher



Rui Gameiro



1. Anna von Hausswolff – Dead Magic
2. Ovlov – TRU
3. HHY & The Macumbas – Beheaded Totem
4. Julia Holter – Aviary
5. Laurel Halo – Raw Silk Uncut Wood
6. Dedekind Cut – Tahoe
7. Mount Eerie – Now Only
8. Haley Henderickx – I Need to Start a Garden
9. Earl Sweatshirt – Some Rap Songs
10. Alex Zhang Hungtai – Divine Weight



Rui Santos



1. Julia Holter – Aviary
2. Kero Kero Bonito – Time 'n' Place
3. Mitski – Be the Cowboy
4. Daughters – You Won't Get What You Want
5. IDLES – Joy as an Act of Resistance
6. The Garden – Mirror Might Steal Your Charm
7. Ichiko Aoba – qp
8. MGMT – Little Dark Age
9. SOPHIE – OIL OF EVERY PEARL’S UN-INSIDES
10. Laurel Halo – Raw Silk Uncut Wood



Sónia Felizardo



1. the body – I Have Fought Against It, But I Can't Any Longer.
2. Them Are Us Too – Amends
3. TWINS – That Which Is Not Said
4. Anna Von Hausswolf – Dead Magic
5. SUIR – SOMA
6. LOBBY – Fragrance
7. QUAL – The Ultimate Climax
8. Hollywood Burns – Invaders
9. Lebanon Hanover – Let Them Be Allien
10. Rendez-Vous – Superior State

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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

MadeiraDig regressa esta semana com Amnesia Scanner, Damien Dubrovnik e muito mais


Encontrámo-nos a dias do MadeiraDig, o festival madeirense dedicado à melhor produção artística digital, que regressa este sábado para quatro dias recheados de música e novidades. Realizado desde 2004, todos os anos na primeira semana de dezembro, o festival tem o seu epicentro no Centro das Artes/Casa das Mudas, na Calheta, por onde passaram alguns dos mais respeitados nomes da música exploratória (Cluster, Oval, Fennesz, Grouper, William Basinski, Tim Hecker, Ben Frost, etc.).

Na sua 15ª edição, o Madeiradig volta a apostar num cartaz forte e emergente, dos quais se destaca a estreia nacional do duo sensação finlandês Amnesia Scanner. Sediado em Berlim, este entusiasmante projeto composto por Ville Haimala e Martti Kalliala (ex-Renaissance Man) tem vindo a produzir alguns dos temas mais arrojadas da nova cena musical de club, desconstruíndo qualquer norma estabelecida ao implementar uma gama variada de estilos e texturas fora da caixa. Depois de uma série de EPs pela Young Turks, o duo estreia-se no formato longa-duração com o aguardado Another Life, uma epopeia pelo apocalítico mundo digital que recebe a sua primeira edição pela editora germânica PAN.



Para além dos finlandeses, o Madeiradig contará ainda com uma apresentação exclusiva dos Damien Dubrovnik, duo dinamarquês composto por Loke Rhabek (Croatian Amor, Body Sculptures) e  Christian Stadsgaard (Vanity Productions). Co-fundadores da Posh Isolation, esta dupla de produtores prolíficos juntou-se pela primeira vez em 2009, tendo vindo a editar seis portentosos discos de longa-duração. Great Many Arrows, editado no ano transacto, pode ser descrito como poesia eletrónica no seu estado mais puro, onde o drama e o romance se juntam às composições frias de um pós-industrialismo cru mas apaixonante.

A representar a canadiana Constellation Records estarão Jessica Moss e Eric Chenaux. A primeira integra o alinhamento dos A Silver Mt. Zion, onde é violinista, e prepara-se para uma mini digressão de três datas pelo país (Braga, Lisboa e Madeira). Entanglement, o segundo álbum da canadiana editado em outubro, é o mote da apresentação. Eric Chenaux é mais um dos nomes fortes da editora, sendo fiel à mesma desde a sua primeira edição, em 2008. Slowly Paradise, editado em março deste ano, deverá ser apresentado na sua passagem pelo festival.

Maja Osojnik, Ana da Silva (The Raincoats) & Phew, Resina, e os madeirenses Rui P. Andrade e Aires completam a restante programação. O Madeiradig decorre de 30 de novembro a 3 de dezembro e os bilhetes encontram-se disponíveis a preços que variam entre os 12€ e os 65€.






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