quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Os Mutantes vêm a Portugal



Os Mutantes, um dos mais antigos bastiões da música psicadélica brasileira — e internacional — voltam ao nosso país. Os paulistas têm duas datas agendadas: 30 de novembro no Armazém F e 1 de dezembro no Hard Club.


+

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Dustin Wong apoia a digressão nacional dos Beach House


Dustin Wong é um virtuoso da guitarra e hábil paisagista sonoro inscrito nas fileiras da prestigiada Thrill Jockey. Wong irá acompanhar os Beach House na sua vindoura digressão europeia, sendo que a primeira parte dos certames do Armazém F (23 de novembro) e do Sá da Bandeira (24 de novembro) estará a seu cargo. 

+

Os Beach House anunciaram um novo LP

Ainda o Depression Cherry mal assentou poeira e os Beach House já anunciaram através do Twitter um novo trabalho, com data de lançamento prevista ainda para este ano.


O vindouro LP chama-se Thank Your Lucky Stars, tem data de lançamento prevista para o dia 16 de outubro, e ao que tudo indica, vai ser um álbum mais experimental do que seus antecessores.
Seja como for, Thank Your Lucky Stars chegará mesmo a tempo de o ouvirmos — e ao também recente Depression Cherry — na vindoura digressão dos Beach House, que vai passar por Portugal, mais especificamente pelo Armazém F (23 de novembro) e pelo Sá da Bandeira (24 de novembro).


À falta de mais pormenores acerca de Thank Your Lucky Stars, fiquem com o Depression Cherry.

+

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Kurt Vile & The Violators em novembro no Armazém F com novo álbum


Kurt Vile está de regresso a Portugal ao lado dos The Violators para um concerto único, depois de no passado ter actuado no Festival Paredes de Coura. A actuação de dia 24 de Novembro no Armazém F irá passar em revista o aclamado Wakin On A Pretty Daze e levantar a ponta do véu do próximo álbum de originais a ser lançado no final do ano. 
"b'lieve i'm goin down..." é o primeiro avanço do novo álbum que está previsto para o outono.


A primeira parte do concerto fica a cargo de Waxahatchee, projecto indie de Katie Crutchfield que traz na bagagem o recente Ivy Tripp. Editado pela Merge Records, com arranjos instrumentais mais cuidados e apurados, este terceiro álbum de originais confirma em definitivo o raro talento de Crutchfield em transformar o medo e a dor em canções repletas de sinceridade e alegria desprendida. 

Os bilhetes para o concerto de dia 24 de Novembro no Armazém F em Lisboa estão disponíveis a partir de quinta-feira, dia 18, e podem ser adquiridos pelo preço de 20€ em BilheteiraOnline e nos locais habituais (Fnac, CTT, El Corte Inglès, Worten,…). 

+

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Reportagem: God Is An Astronaut - Armazém F. [Lisboa]


A segunda-feira é o dia mais triste da semana, não há como negá-lo. Certo é que esta (a de dia 04 de Maio) foi bastante mais fácil de se ultrapassar do que as outras 16 já passadas. Os God Is An Astronaut foram a nossa luz ao fundo túnel, a salvação perante o início da rotina e da monotonia de mais uma semana de trabalho, sendo este forçado ou não. 
Uma sala à beira rio foi o suficiente para uma noite (ou fim de tarde, visto os dias serem mais longos) bem passada na companhia de algumas das melhores planícies sonoras feitas dentro e fora de portas. Às 21h em ponto sobem ao palco os Katabatic que já estão habituados a estas andanças. Depois de abrirem para os Caspian, estes pós-roqueiros regressam às grandes salas, contando já com alguma notoriedade dentro do género, em Portugal. 
O público, não muito numeroso, que se encontrava no Armazém F. agitava a cabeça e gesticulava ao ritmo da música proporcionada por João, José e Tiago. Este power trio endiabrado, e pouco comunicativo, cumpriu muito bem a sua função de aquecer os presentes, e mesmo aqueles que pouco se importavam com a banda de abertura não saíram dali desiludidos. Foram 40 minutos de headbang intensivo ao som de uma bass line potente capaz de fazer inveja a muita banda de metal que por aí anda. 

Ainda antes das estrelas do dia entrarem em cena, vemos um astronauta, vestido a rigor (com símbolos da Nasa e tudo) a ser barrado à entrada do Armazém. Dizem os seguranças que o capacete punha em risco a integridade física dos espectadores. Depois de muita insistência, o descendente português de Yuri Gagarin lá conseguiu entrar para tirar umas fotos com a pessoa do bar que, entretanto, desaparecera no meio do fumo. Eram os God Is An Astronaut a aterrar em Lisboa. 
“The End Of The Beggining” retirada do seu primeiro álbum com o mesmo nome, foi a primeira música ouvida neste concerto lisboeta, mostrando, logo de início, um Jamie Dean descontraído e bastante comunicativo proferindo, logo após a sua interpretação, um valente “Obrigado”. “Fragile” foi tocada de seguida e, após a anunciação de “Echoes”, ouvimos uma grande ovação por parte dos fãs, uma das músicas mais aplaudidas da noite. Já com o público bem aquecido, a banda atira-se a a novos caminhos antecipando músicas que estarão presentes no seu futuro disco Helios/Erebus, com data de lançamento a 21 de Junho. O público reagiu bastante bem e até cantou algumas partes das novas músicas, a pedido de Jamie Dean. O músico saltou para o meio da plateia, de guitarra ao ombro, agitando os seus longos cabelos à medida que a “Worlds In Collision” chegava ao seu clímax. Pelo meio, aproveitou para tirar algumas selfies com o público e, posteriormente, do público, com a câmara de uma fã situada na primeira fila. 
“Fire Flies And Empty Skies” e “Forever Lost”, ambas de All Is Violent, All Is Bright, o álbum mais conceituado da banda, foram guardadas para o final, mantendo sempre o espírito bem aceso, sem deixar resfriar os ânimos. A última das duas encerrou o suposto alinhamento, porém , a banda confessou que não faz encores porque não gosta de mentir aos seus fãs, virando-se de costas para o público e pedindo a estes que reajam da mesma forma como se eles tivessem saído e voltado ao palco. O público reagiu ainda mais euforicamente, rindo desta brincadeira feita pelos Irlandeses. “Suicide By Star” seria mesmo a faixa que punha termo a este concerto, cerca de um ano e meio depois da sua última vinda a terras lusas. 
Passado pouco tempo, a banda regressaria ao palco, não para tocar mas sim para falar com os seus admiradores e assinar alguns discos e bilhetes. Uma boa atitude de uma banda já algo consagrada, mostrando que nem todo o “rock” (ou o que lhe quiserem chamar) é feito de vedetices. Aproveitámos a deixa e decidimos perguntar aos irmãos Torsten e Niels Kinsella, membros fundadores, para quando é que estava agendada a digressão de promoção deste Helios|Erebus, ao que responderam que lá para o final de 2016 e/ou inícios de 2017 poderíamos contar com eles de regresso ao nosso país. Esperemos que a promessa se cumpra e até lá ficamos com as boas recordações deste concerto guardadas na nossa cabeça, enquanto ouvimos “Exit Dream” e nos lembramos de tudo o que aconteceu na não-tão-má segunda-feira passada.


Fotografia e Reportagem: Diogo Oliveira

+