O enigmático William Maybelline regressou esta sexta-feira às edições de estúdio com o seu mais recente curta-duração sob o moniker QUAL, Cyber Care, o EP que vem dar sucessão ao bastante aclamado The Ultimate Climax e do qual já tinha sido anteriormente mostrada a poderosa faixa "Cyber Care", tema a explorar géneros como a EBM, música industrial, techno e dark electronics que têm sido o novo ponto de foco de William, como tão bem mostrou em The Ultimate Climax. No novo EP, composto por um total de quatro faixas torna-se óbvia a evolução progressiva que William Maybelline se encontra a trabalhar. Sem nunca cair no precipício da monotonia e aliado às novas tendências que a música gótica está a sofrer no panorama atual, QUAL mostra um EP cheio de power pronto para incendiar as pistas de dança. Além do já lançado tema homónimo recomenda-se ainda a audição de "Inject Your Mind" e "I Have To Return Some Video Tapes".
Cyber Care foi editado esta sexta-feira (15 de fevereiro) pelo selo Avant! Records. Podem comprar o disco aqui.
QUAL, o projeto a solo do enigmático William Maybelline (Lebanon Hanover) regressa este ano às edições com Cyber Care, um EP de quatro faixas que vem dar sucessão a The Ultimate Climax que chega às prateleiras já no próximo mês. Cyber Care explora a fase sempre sombria presente nos trabalhos antecessores, mas apresenta uma veia que vai beber influências a géneros como a EBM, música industrial, techno e dark electronics que têm sido o novo ponto de foco de William, como tão bem mostrou em The Ultimate Climax.
Deste novo Cyber Care foi apresentada esta quarta-feira (23 de janeiro) a primeira faixa de avanço do disco, "Cyber Care", uma malha que chega mesmo no auge do novo movimento de ressurreição da música gótica e que explora as novas tendências da música eletrónica nas sonoridades de tonalidades monocromáticas. Ora oiçam:
Cyber Care tem data de lançamento prevista para 15 de fevereiro pelo selo Avant! Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.
Buzz Kull, alter-ego do produtor australiano Marc Dwyer, editou na passada sexta-feira o seu segundo disco longa-duração de estúdio, New Kind Of Cross, trabalho que vem dar sucessão a Chroma (2017) e do qual já se tinham escutado anteriormente temas como "Avoiding The Light" e o homónimo "New Kind Of Cross". Neste novo disco, que surge depois de "Dreams" se ter tornado no eventual hit de carreira, Buzz Kull mostra uma consistência artística, apresentando temas que ficam facilmente memorizados nas primeiras audições.
Em New Kind Of Cross o produtor vai ainda mais além que no seu antecessor explorando alguns elementos da retrowave e da dream popem temas como "Crime Lights"e "Flowers Hold No Meaning", respetivamente, contudo sem nunca descurar os ritmos minimais e a sua eletrónica colorida e negra, como se pode ouvir em singles como "Destination", "Existence" e "Time". O disco pode agora ser reproduzido na íntegra abaixo.
New Kind Of Cross foi editado na passada sexta-feira (16 de novembro) pelo selo Avant! Records (EU), Burning Rose Records (AUS) e Funeral Party (USA).
Ainda no início da semana pudemos ouvir "Bodies", o novo tema de Buzz Kull em colaboração com o produtor Kill Shelter, mas enquanto New Kind Of Cross não chega às prateleiras o produtor australiano continua imparável, tendo avançado esta quinta-feira (8 de novembro) com uma nova amostra do aguardado segundo disco de estúdio. O homónimo, "New Kind Of Cross" chega a uma semana do lançamento do novo disco e afirma cada vez mais Marc Dwyer como um dos grandes produtores do panorama da darkwave.
"New Kind Of Cross" vem dar sucessão ao já apresentado tema "Avoiding The Light" e apresenta uma vibe mais techno e industrial com sintetizadores monocromáticos sobrepostos, pontualmente, por uma voz imperativa. O novo single pode reproduzir-se abaixo.
New Kind Of Cross tem data de lançamento prevista para 16 de novembro pelo selo Avant! Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.
A Avant-Records! acaba de anunciar mais um dos discos que vai lançar antes do término de 2018. Trata-se do novo LP de Marc Dwyer, o mentor do projeto Buzz Kull, que é editado dentro de um mês sob o nome New Kind Of Cross. Com o anúncio da nova edição, Buzz Kull lança também o primeiro tema de avanço, "Avoiding The Light", uma daquelas malhas da darkwave que chega para arrasar as pistas de dança mais soturnas do mundo.
Além dos pormenores adicionais de New Kind Of Cross e do tema de avanço "Avoiding The Light", Marc Dwyer revelou também a tour europeia de apresentação do novo disco (disponível no final do artigo), cujas datas não contemplam Portugal.
New Kind Of Cross tem data de lançamento prevista para 16 de novembro pelo selo Avant! Records.
HØRD, o projeto a solo do produtor Sebastien Carl que desde 2014 nos tem conduzido às atmosferas mais negras da synthwave está de regresso às edições de estúdio com Parallels, o seu segundo disco longa-duração e o primeiro pelo selo italiano Avant!, um dos grandes no que toca às sonoridades da vanguarda. Parallels apresenta oito novas composições que nos levam a viajar por entre passagens abstratas, batidas analógicas profundas e vocais arrastados que nos conduzem ao universo de artistas como Hante. ou Peine Perdue.
De Parallels tinham já sido anteriormente divulgados os temas "Get Into It" e "Lrn" (cujo vídeo oficial pode ser visualizado aqui), sendo que as restantes faixas podem ser escutadas na íntegra abaixo.
Parallels foi editado esta sexta-feira (14 de setembro) pelo selo Avant! Records.
The Ultimate Climax // Avant! Records // fevereiro de 2018
8.5/10
The Ultimate Climax é a segunda marca do enigmático projeto (QUAL) de William Maybelline dos Lebanon Hanover, disponível ao público desde 28 de fevereiro sobre a mão da Avant! Records. A mesma que tem ganhado uma enorme influência nas sonoridades vanguardistas como diz bem o seu moto "Record Label for the Last Vanguard” e a responsável por outras gemas, como: H ø R D, Semiotics Department of Heteronyms, Rendez-Vous entre outros.
Ao contrário de Lebanon Hanover neste registo temos o privilégio de conhecer, na minha opinião, a verdadeira parte obscura de William que o mesmo faz questão de nos mostrar em músicas como "Above Thee Below Thee" ou até "How Many Graves", mostrando que a sua crueldade sonora e sua catatónica emocional veio até nós para deixar a pista de dança em ruínas, na forma de New Age Brutalism, como o mesmo, autointitula.
QUAL começa de um jeito ritualista com "Black Crown", como eu esperaria de William. Neste prelúdio, um cântico omino preenche o silêncio e o vazio, com uma evocação ou talvez, eu diria, uma ode, às profundezas de um ser. "Sea of Agony" narra a tortura existencial humana e é, no meio desta batida monocromática sem ideias de ir a algum lado, que sentimos o lado confuso e talvez desolado de William, que se revela em sequências rítmicas estranhas e naufrágios emocionais, num mar agoniante. Mas, depois da tempestade vem a bonança. Reminiscente de batidas de 80's, New Wave, chega a prece "Take Me Higher". Nesta malha, um senso de descontração, invade o clima, com uma linha de baixo bem slick e um ritmo contagiante, que tem o poder para puxar até mesmo as velhas guardas.
Depois de "Disease X", o lado mais experimental desta viagem. Seguem-se "How Many Graves" e "Above Thee Below Thee". Em "How Many Graves" - um hino obrigatório das mentes mais necromânticas - William deixa o seu existencialismo tomar parte da cena, insurgindo-se nesta tempestade sonora, onde elementos EBM, Industrial e Eletrónica convergem num só. QUAL mantém assim a tocha acesa de projetos tais como: Skinny Puppy, Das Ich e até SPK. Em "Above Thee Below Thee", o Homem sentimental que conhecemos de William é totalmente assimilado pelo seu alter ego, pelo seu animal interior. E é segurando carne crua, adagas e um grande senso de humor e sarcasmo que o mesmo deixa a sua máscara da sanidade cair. Aqui William dá tenebrosidade à sua voz com distorção e efeitos na voz. Rugindo como um demónio, finalmente solto.
Para terminar "On My Death Bed" e "Existential Nihilism". Na primeira conseguimos sentir ainda a vibe de um espírito de rave que desvanece lentamente, sendo substituída por uma vontade de desaparecer, notada pelos seus suspiros e lamentos. Existe um provérbio antigo que fala bem desta situação "Na cama que farás, nela te deitarás". Concluindo com "Existenctial Nihilism", despedimo-nos desta viagem que é The Ultimate Climax, com desdém que vai desde experimentalismo com filtros, com loops, samples vocais da poesia da autoria de William. Dar uma amostra desta última música, seria fugir totalmente da visão niilista que o mesmo quer projetar, seria limitar a nossa visão e abandonar a minha e a vossa liberdade de interpretar por vocês mesmos.
Quase duma forma pagã, William fecha o seu set, distorcendo a experiência completa...
Texto: Milton
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The Ultimate Climax // Avant! Records // February 2018
8.5/10
The Ultimate Climax is the second release from the enigmatic project (QUAL) from Lebanon Hannover member William Maybelline, available since February, 28th under the label Avant! Records. That same label has garnered a lot of influence when it comes to avant-garde sounds, just like its motto says - "Record Label for the Last Vanguard” - and it’s also responsible for other gems, such as: H ø R D, Semiotics Department of Heteronyms, Rendez-Vous, among others.
Unlike the case of Lebanon Hanover, in this record we have the privilege of getting to know, in my opinion, the true obscure side of William, and that same side reveals itself in tracks such as "Above Thee Below Thee" or even "How Many Graves", proving that his sonic cruelty and his emotional catatonia came to us to turn the dancefloor in ruins, in the form of New Age Brutalism, as the same entitles.
QUAL begins performing in a ritualistic way with "Black Crown", as I would have expected from William. In this prelude, an ominous chant fills the silence and the void, with an evocation, or dare I say, an ode, to the depths of a being. "Sea of Agony" narrates the human existential torture and is, in the middle of this monochromatic beat with no intentions of going anywhere, that we feel the confused, maybe even desolate side of William, which reveals itself in weird rhythmical sequences and emotional wrecks, in an agonizing sea. However, soon enough the storm eventually fades. Next up, reminiscent of the sounds from New Wave and 80’s, comes "Take Me Higher". In this wonder of a track, a sense of relaxation invades the climate, with a pretty slick bassline and a contagious rhythm, that even has the power to pull the old-school crowd.
After "Disease X", the most experimental side of this journey kicks in. Next up, there’s "How Many Graves" and "Above Thee Below Thee". In "How Many Graves" - a mandatory hymn for the necromantic minds - William lets his existentialism take part of the scene, rebelling in this sonorous storm, where elements from EBM, Industrial and Electronic converge into a single entity. QUAL keeps the torch previously lighted by projects such as Skinny Puppy, Das Ich and even SPK. In "Above Thee Below Thee", the sentimental Man that we know as William is totally assimilated by his alter ego, by his inner beast. And it is by holding raw meat, daggers and a great sense of humor and sarcasm that said Man lets his mask of sanity fall down. Here, William gives tenebrosity to his voice with distortion and voice effects. Roaring as a demon, finally let loose.
To top it off "On My Death Bed" and "Existential Nihilism". In the former, we can still feel the vibe of a rave spirit that slowly faints, being replaced by a will to disappear, noted by his sighs and laments. There is an ancient saying that quite fits this situation: "You reap what you sow". Lastly, this journey that is The Ultimate Climax concludes with "Existential Nihilism", that shows disdain in the form of experimentalism with filters, loops, vocal samples of poetry written by William himself. Giving a sample of this last song would be to run away totally from the nihilistic vision that he wants to project, limiting your vision and abandoning my freedom of interpreting it, as well as yours.
In an almost paganistic way, William closes his set, distorting the whole experience...
O projeto de sintetizadores de Andrea P. Latorre e Sergi Algiz, SDH- sigla para Semiotics Department Of Heteronyms - está de regresso às edições desta vez com o LP de estreia homónimo que vem dar sucessão ao EP de três faixas Tell Them, editado em março deste ano pela italiana Avant! Records. A dupla faz parte de bandas como Cønjuntø Vacíø e os post-punkers Wind Atlas, revelando em SDH um novo ato, mais orientado para a música pop e espacial e fortemente recomendado a fãs de artistas como Keluar, Zanias e Linea Aspera.
O disco de estreia, Semiotics Department Of Heteronyms é a prova disso mesmo: um total de oito canções que exploram essencialmente a synth-pop, polvilhada com os beats da EBM e do techno em tonalidades misteriosas, obtusas e sugestivas. Do disco, que já pode ser ouvido na íntegra abaixo, recomendam-se essencialmente a audição de temas como "The Scent", "Guilty And Gifted" e "She Uncovers Before Me".
Semiotics Department Of Heteronyms é editado esta quarta-feira (6 de junho) pelo selo Avant! Records.