quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

WEARETHESHADOW - “Disappearing into autumn’s clear breadths”


Noites Urbanas (23 de novembro) no Barracuda (Clube de Roque) foram marcadas pelas sonoridades atmosféricas, densas e envolventes dos IAMTHESHADOW, uma das poucas bandas que em “Portugal mantém ativa a cultura darkwave underground”.

Este Projeto, criado em 2015 por Pedro Code (voz, synths e guitarra) ao qual se juntou, em 2016, Vitor J. Moreira (synths) e Rui Geada - Herr G (baixo e guitarra), é fortemente inspirado pelas sonoridades profundas e penetrantes dos anos 80. Como os próprios o descrevem, o seu trabalho assume-se como “um romance sombrio, onde a melodia e as palavras tocam profundamente, perpetuando o desejo que transpõe e supera, sem medo”.

Foi com alguma expectativa e curiosidade que entrámos no Barracuda, espaço alternativo e acolhedor, um dos poucos clubes de rock do Porto (e muito provavelmente do país, o que nos leva a pensar que são “uma espécie em vias de extinção”). A escolha do local pareceu-nos perfeita, já que o Clube se situa numa das ruas que ladeia a Estação de São Bento, considerada uma das zonas mais underground da cidade. O interior em formato de “túnel”, com teto baixo, causou-me alguma apreensão claustrofóbica, sentimento que se foi desvanecendo ao ver-me rodeada por rostos sorridentes, muitos deles bem familiares, desaparecendo, por completo, com a entrada em palco dos IAMTHESHADOW.

Ao longo de mais de uma hora a banda proporcionou-nos uma ambiência melódica consolidada numa eletrónica bem vincada, com intensos laivos de darkwave, revisitando temas dos seus três álbuns: Everything in This is Nothing (2016), All our Demons (2017) e Embracing the Fall (2018).

Foi com uma música do último álbum, “feito para vangloriar a beleza do outono e abraçar a chegada dos meses mais frios do ano”, que deram início ao espectáculo, ouvindo-se “Into Your Eyes”. Prosseguem com “Ashes”, “This Violence”, “Draw A Line” (que é acompanhada pelos presentes, a convite de Pedro, com palmas ritmadas), “All I know”, seguida da mais introspetiva “Fall A Part” e “Everything In This Is Nothingness”.


Tivemos ainda direito a “A View From a Hill” (tocada ao vivo pela primeira vez), cover dos The Chameleons que integra “A Tribute To The Chameleons: Soul In Isolation” (label Z22), “There Is Nothing More To See” (recebida por fortes aplausos), enganosamente, porque faltavam ainda “Flowers Come Winter” e a derradeira “Embracing The Fall”


Ao longo de todo o concerto foi visível a cumplicidade em placo, entre os três músicos, e a empatia com a audiência num ambiente familiar. Nesta noite os IAMTHESHADOW presentearam-nos com “melodias altamente cativantes e bonitas, pintadas num cenário tipicamente negro, onde a dança” foi também “palavra de ordem”. O serão continuou, animado pela dupla de DJ’s Hollow (Manuel Santos) & Thormentor (Armando Marques).

Aguardemos agora o já anunciado novo álbum, Pithblack (label Cold Transmission), para continuarmos a “Sonhar, ouvir e sentir” como o fizeram de forma sublime, numa noite onde todos se reuniram, para pintar a tela We Are The Shadow!


Texto: Armandina Heleno
Fotografias e Vídeos: Virgílio Santos

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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

IAMTHESHADOW numa das noites suburbanas do Barracuda


Os portugueses IAMTHESHADOW, um dos nomes responsáveis por manter a cultura da darkwave underground ativa em Portugal, vão passar pelo Porto a 23 de novembro para um concerto inserido nas noite suburbanas do clube BarracudaO projeto criado em 2015 por Pedro Code (voz, sintetizador e guitarra) tornou-se num trio no final de 2016, com a adição de Vitor Moreira (sintetizadores) e Herr G (baixo e guitarra). Fortemente inspirados pelas sonoridades profundas e penetrantes dos anos 80, os IAMTHESHADOW apresentam melodias altamente cativantes e bonitas, pintadas num cenário tipicamente negro, onde a dança parece ser a palavra de ordem.

Ao Porto a banda traz o seu mais recente e terceiro disco de estúdio, Embracing The Fall (2018, North Shadow Records), um álbum feito para vangloriar a beleza do Outono e abraçar a chegada dos meses mais frios do ano.


Além dos IAMTHESHADOW, a nova edição das Noites Suburbanas inclui ainda DJ set que estará a cargo da dupla de DJ's Manuel Santos e Armando Marques que prometem um serão de personalidade vincadamente alternativa. Os bilhetes para este evento já se encontram em pré-venda e custam 8€. No dia do evento, à porta têm um custo de 10€. Todas as informações adicionais podem encontrar-se aqui.


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quinta-feira, 28 de março de 2019

Reportagem: The Zeros + Dumbowax [Barracuda - Clube de Roque, Porto]


Na passada quarta-feira, dia 20 de março, fomos ao Barracuda - Clube de Roque para assistir ao concerto dos The Zeros, uma das bandas pioneiras do punk da Costa Oeste dos Estados Unidos, que, apesar da sua longa carreira, faziam a sua estreia em Portugal.

Os Dumbowax, banda do Porto e ainda sem nenhum trabalho editado, aqueceram o público e prepararam o mesmo para o concerto tão esperado que se seguiria. Durante cerca de meia hora e para uma sala ainda muito vazia, o duo composto por um baixista/vocalista e um baterista oscilou entre o punk e o stoner rock num concerto bastante competente.

Apresentando-se em formato trio e com o guitarrista e o baterista originais (Javier Escovedo e Baba Chenelle), cerca de 15 minutos após o final do concerto dos Dumbowax, os The Zeros subiram ao palco iniciando o concerto com um tema instrumental que demonstrou, rapidamente, a sua experiência em palco, contrastando totalmente com a atuação anterior. Sem grandes conversas (até porque sempre que a banda tentava comunicar membros do público quase que o impediam pedindo mais sendo “are you here to talk or to sing?” a citação mais memorável) o concerto durou cerca de um hora e ouviram-se clássicos como "Wimp", "Main Street Brat", "Don't Push Me Around" (música presente na eclética banda sonora do jogo Grand Theft Auto V) e a bastante pedida "Wild Weekend".

A banda apresentou “Spotlight” como sendo uma canção nova e ainda houve tempo para uma “punk love song”, “She's Just A Girl On The Block”. Perto do final do concerto Javier Escovedo revelou ao público os seus 3 maiores "Guitar Heroes" sendo o primeiro Jeff Beck (The Yardbirds), o segundo Mick Ronson (The Spiders from Mars) e o terceiro Johnny Thunders (The New York Dolls) terminando a atuação com uma cover de “Chatterbox” deste último

Infelizmente, a sala não estava completa, como um concerto deste calibre mereceria, ficando a lotação apenas pela meia sala. Porém, contrariamente às expetativas os The Zeros conservam a energia de outrora à qual adiciona a experiência e maturidade fazendo com que o resultado final ao vivo seja provavelmente um dos melhores concertos que verei em 2019. O punk não envelheceu, amadureceu!


Texto: Francisco Lobo de Ávila 
Fotografia: Eduardo Silva

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domingo, 17 de março de 2019

Os Zeros estreiam-se em Portugal esta semana

© Ruby Ray

Os Zeros formaram-se em Chula Vista nos meados dos anos 70 e são umas das bandas que ajudaram a consolidar o movimento punk da costa oeste dos EUA, lado a lado com os Germs, os Agent Orange, os Vandals, os Dead Kennedys, os Descendents (etc …).
 

Muitas vezes apelidados dos “Ramones Mexicanos”, a música dos Zeros é — como todo o punk o deveria ser — marcada pela sua faceta activista e "anti-gabacho", promovendo a integração e a defesa das comunidades latinas a viver nos EUA. 

A dissolução dos Zeros aconteceu no ano de 1981, cinco anos após a sua formação. Durante esse período, partilharam palcos com Grandes tais como os Black Flag e os X e devido à sua curta mas sólida discografia (a qual é composta maioritariamente por singles) angariaram para si mesmos uma extensa lista de fãs na qual podemos encontrar o Tom Waits e a Patti Smith, deixando dessa forma uma marca indelével na história do punk rock californiano dos meados dos anos 70 — um milieu que pariu um número tão elevado de bandas relevantes ainda nos dias de hoje que para nos darmos ao luxo de fazer uma leitura pormenorizada, teríamos que dedicar a essa resenha um artigo próprio. 

Desde a sua separação, os Zeros têm-se reunido esporadicamente para interpretar ao vivo os seus hits (não lançam material novo desde a década de 90). Actualmente, a banda actua em formato trio, preservando dois membros do seu alinhamento original: Javier Escovedo e Baba Chenelle (contando ainda com Victor Penalosa no baixo). E finalmente, em 2019, estes pioneiros do punk visitam o nosso país pela primeira vez. No dia 20 de março tocam no Porto — mais precisamente no Barracuda - Clube de Roque (bilhetes a 10€ com direito a aquecimento por conta dos portuenses Dumbowax) — e no dia seguinte descem até Lisboa para um concerto no Sabotage Club (bilhetes 12€ pré-venda / 15€ no dia).


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terça-feira, 17 de julho de 2018

Os Pretty Lightning regressam a Portugal

Photo by Daniel Fuchs

Os Pretty Lightning regressam a Portugal ainda este verão depois da sua passagem pela edição do ano passado do Reverence Valada. Com o LP The Rhythm of Ooze ainda fresco, a dupla irá andar de norte ao centro do nosso país. No dia 13 de setembro, os alemães tocam no Jardim das Portas do Sol em Santarém, numa Cartaxo Session que será partilhada com o Matt Hollywood & The Bad Feelings. No dia seguinte (14 de setembro) os Pretty Lightning tocam no Barracuda - Clube de Roque. No dia 15 de setembro, a dupla desce até Lisboa para tocar no Sabotage Club, noite em que dividem as honras do palco com os Asteroid No.4.

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