terça-feira, 8 de outubro de 2019

Foreign Poetry em entrevista: "O processo para este disco foi muito espontâneo"



Os Foreign Poetry são Danny Geffin e Moritz Kerschbaumer. Danny é inglês, Moritz austríaco e ambos tocam vários instrumentos e escrevem canções. Conheceram-se em Londres, durante o verão de 2011, quando tocavam em projetos diferentes mas cruzaram -se na mesma noite no The Ritzy, em Brixton - Moritz com Luís Nunes, mais conhecido por (Walter) Benjamin e Danny como metade dos Geffin Brothers.
Grace and Error on the Edge of Now é o nome do segundo disco dos Foreign Poetry, editado no dia 20 de setembro via Pataca Discos. Um disco com sonoridade a lembrar rock-psicadélico sem rock nem psicadelia - mais próximo de folk ou anti-pop. Com referências como Arthur Russell, The National, Lambchop e Future Islands, há diferentes estilos ao longo do álbum, assim como diferentes universos temáticos, somando-se numa meditação sobre a conexão espiritual.

A Threshold Magazine esteve à conversa com o duo multi-nacional sobre as suas influências musicais, o novo álbum e o processo criativo por detrás de Foreing Poetry.


De onde veio o nome Foreign Poetry? Qual é a história por trás do projeto?

Foreign Poetry - Nós conhecemo-nos há muito tempo e tocámos noutras bandas juntos. A música surgiu através da escrita em conjunto sem planos, cresceu e está a crescer naturalmente. O nome surgiu enquanto estávamos em Portugal, tínhamos uma lista de nomes e esse destacou-se para nós.

Em relação à composição, podem-nos dizer como funciona o vosso processo de gravação? O que vos inspira na sala de ensaios?

Foreign Poetry - O processo para este disco foi muito espontâneo, o Moritz felizmente tem o seu próprio estúdio, o que nos permitiu passar lá um tempo sem ter que olhar para o relógio. Escrevemos e a gravámos quase em simultâneo, o Danny às vezes gravava os vocais na casa dele em Brighton, então era uma mistura entre estar no estúdio a escrever juntos e a trabalhar nas músicas individualmente. Quando viemos a Portugal, usámos o Studio 15A durante uma semana, onde gravámos principalmente bateria com o António Dias, Luís e o Danny e também algumas guitarras, teclas e percussões.

Grace and Error On the Edge of Now é o vosso álbum de estreia como Foreign Poetry. Sobre o que fala e quais são as suas principais influências?

Foreign PoetryGrace and Error On the Edge of Now foi feito numa época em que vivíamos em extremos, um dos quais era focar muita atenção no processo criativo. Conversávamos muito até altas horas da noite sobre o que sentíamos ser importante para nós e como encarávamos assuntos como política, amizades, amor e todas as coisas que estavam nas nossas cabeças. Foi um momento em que nos conhecemos melhor e estamos ansiosos para mostrar isso no próximo álbum, que provavelmente será um processo muito diferente, já que as nossas vidas mudaram tanto desde então. O título descreve esse momento da nossa vida. Os extremos, a alegria e os erros.


Porquê a longa espera entre os singles "Sparks" e "MHL" (2018) e o lançamento de Grace and Error On the Edge of Now (20 de setembro de 2019)?

Foreign Poetry - Tivemos um início muito rápido e estávamos extremamente empolgados e entusiasmados. Mesmo que nada disso tenha morrido, fizemos umas jogadas erradas e tivemos que adiar as coisas. Foi difícil ficar com um disco finalizado por tanto tempo, mas às vezes as coisas boas demoram mais e a aprendizagem para nós foi enorme.

Como foi trabalhar com Luis Nunes (Benjamin)?

Foreign Poetry - Conhecemos o Luís há 10 anos e trabalhámos com ele desde então em várias coisas. Para este disco, ele veio ter connosco um dia quando estávamos em Lisboa para tocar bateria em algumas músicas, e fomos ao 'submarino' dele em constante evolução por alguns dias, para dar mais um tratamento de mixagem e obter um par extra de orelhas no disco.

Que lembranças têm da vossa estadia no Alentejo?

Foreign Poetry - O Danny nunca esteve no Alentejo e o Moritz foi para lá de férias uma vez e gostou bastante.


Voces são um projeto oriundo de Londres, no entanto, decidiram lançar um álbum pela editora portuguesa Pataca Discos. Como isso aconteceu? Vocês são admiradores de outros projetos e bandas da Pataca?

Foreign Poetry - A ligação Pataca veio através do Luís, quando ele se apresentava como Walter Benjamin, o Moritz tocou teclas para ele e chegou a ir a Portugal para dar uns concertos, onde conheceu o JP, o proprietário da gravadora. Mostramos-lhe em agosto no que estávamos a trabalhar e ele adorou. Nós admiramos muito Bruno Pernadas, Tape Junk, Benjamim, YCWCB e todos os outros projetos que giram na família Pataca.

Como foi tocar no NOS Primavera Sound em 2018?

Foreign Poetry - Foi uma sensação incrível. Recebemos uma receção calorosa da equipa e do público do festival.

Que músicas têm ouvido repetidamente nas últimas semanas?

Foreign Poetry - Spiritualized - "I Think I’m In Love"; His Golden Messenger - "Devotion"; Jonwayne - "Jumpshot"; Jonathan Wilson - "Ballad of the Pines".



Entrevista: Rui Gameiro e Tiago Farinha

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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O Vai-m'à Banda regressa no final do mês para a sua terceira edição


Gratuito e itinerante, o Vai-m'à Banda é uma celebração da música e destes locais de tão forte tradição na cidade. Num diálogo que pretende contribuir para a preservação das tascas e seus costumes, a música aparece como a melhor desculpa para reunir pessoas onde os cabeças de cartaz são, por um dia, o vinho de malga, o bolo com sardinhas e o caldo verde.

Na terceira edição, o Vai-m’à Banda expande-se e inclui duas novas tascas. Os Amigos da Penha e a Adega dos Caquinhos juntam-se assim às já conhecidas Adega do Ermitão, Tio Júlio, Taberna do Trovador, e Tasca Expresso. A música, essa desculpa perfeita para experenciar todos estes espaços, fica a cargo de Omar Souleyman, Sunflowers, Luís Severo, Benjamim, Calcutá, Chinaskee e DJ Fitz.

Omar Souleyman é já conhecido do público português. Com presenças em grandes festivais mundiais, o sírio traz animação, boa disposição e torna todos os corpos dançantes. O último concerto do dia promete ser um dos pontos altos desta edição. Depois de um 2018 com mais de 100 concertos, os Sunflowers voltam a Guimarães num 2019 menos atribulado, mas não menos enérgico. Conhecidos pelo som vibrante e vigoroso, trazem ao Largo do Trovador Castle Spell enquanto preparam o próximo longa duração. Benjamim encherá com certeza o cimo da montanha da Penha com canções pop carregada de metáforas e melodias. Mostrará o aclamado 1986, fruto de uma parceria com o britânico Barnaby Keen, assim como anteriores registos. Em 2017, Luís Severo fez o arranque da então primeira edição do Vai-m’à Banda num belíssimo concerto na Tasca Expresso. Este ano sobe à Penha (não confundir com Penha de França) e traz consigo O Sol Voltou, lançado em maio deste ano pela Cuca Monga, o seu disco mais “pessoal e confessional”. Chinaskee volta a Guimarães, desta vez a solo e com uma roupagem diferente do habitual. Sem os habituais colegas, traz consigo o teclado e a guitarra, onde vai mostrar trabalhos anteriores e o alguns dos temas do próximo disco BochechasCalcutá é o projeto a solo de Teresa Castro, ex guitarrista de Mighty Sands e baterista de Savage Ohms. Lançou o EP Over Night em 2017 e está agora a gravar o seu primeiro longa duração. Trará à Adega dos Caquinhos a memória e a magia das paisagens desertas da América em que se inspira. O fim da noite ficará nas mãos de DJ Fitz, que  ficará encarregue de fechar esta edição do Vai-m’à Banda.

O evento tem início às 15h de sábado na Tasca Expresso, onde serão distribuídas gratuitamente pulseiras que darão acesso à viagem de teleférico para a Penha a um preço reduzido. O número de pulseiras é limitado pelo que é recomendada pontualidade.

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sábado, 23 de março de 2019

7 ao mês com Tape Junk


Nesta edição do 7 ao mês vamos até à capital portuguesa conhecer melhor as bandas e os artistas que que inspiraram Tape Junk, projeto a solo de João Correia, músico que fundou os Julie & The Carjackers e os They’re Heading West, sendo também baterista de Benjamim e Bruno Pernadas.

Fundados em 2012, os Tape Junk editaram no início do mês o seu terceiro disco de originais, Couch Pop, em formato cassete e em todas as plataformas digitais, com o selo da Pataca Disco. Couch Pop foi escrito sem pressas, fora do ambiente urbano e as músicas estiveram em constante mutação mesmo até ao dia do começo das misturas.

As sete escolhas de Tape Junk revelam bem a matriz do seu rock contador de estórias e podem ser lidas e escutadas abaixo.


Minta & The Brook Trout - Holy Trinity

É dificil escrever letras boas em Português. Também é difícil escrever letras boas em Inglês. A Francisca Cortesão é das minhas letristas preferidas.




Harry Nilsson - Me and My Arrow

A primeira música que conheci do Harry Nilsson. Foi amor à primeira vista.



Paul Simon - I'd Do It For Your Love

Um exemplo de songwriting perfeito.



The Beatles - I Want You (She's So Heavy)

Sempre que pego no baixo para gravar as minhas canções imagino que sou o Paul McCartney. Se ainda gravar canções quando tiver 70 anos vou continuar a imaginar que sou o Paul McCartney.



Pavement - Gold Soundz

Quando estou farto de música ouço Pavement e volta a ficar tudo bem.



Bruno Pernadas - L. A.

Trabalho com o Bruno há mais de uma década e ele nunca deixou de me surpreender. Tem sido uma influência enorme para mim.



dEUS - My Sister = My Clock

O que os dEUS fizeram entre 1994 e 1996 inspirou-me muito. Na altura comprei um 4 pistas e comecei a gravar coisas sozinho em casa. Os dEUS mudaram muito, eu continuo a fazer mais ou menos a mesma coisa.





Se quiserem conhecer melhor Tape Junk aproveitem para segui-los através do Facebook ou pelo Bandcamp, onde podem comprar o seu trabalho. Há concerto de apresentação de Couch Pop já no próximo dia 11 de abril no Musicbox.

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Clap Your Hands Say F3st! está de regresso em 2018

Ermo
Clap Your Hands Say F3st! está de volta para a sua segunda edição. O novo festival invadiu este ano a cidade de Leiria nos meses de janeiro, fevereiro e março, sendo o resultado da cooperação entre três entidades leirienses já bem conhecidas a nível nacional - Fade In - Associação de Acção Cultural (organizadora do Entremuralhas), Omnichord Records e Rastilho Records. O evento que conta também com o apoio da Câmara Municipal de Leiria, decorrerá no Teatro Miguel Franco.

De 5 de janeiro até 23 de março vão atuar neste espaço algumas das bandas emergentes portuguesas que mais se destacaram neste último ano.

5 janeiro - O Gajo, Jerónimo
12 janeiro - Whales, Wipeout Beat
26 janeiro - She Pleasures Herself, The Rooms
2 fevereiro - Mike El Nite, António Cova
9 fevereiro - Ermo, Obaa Sima
23 fevereiro - Eden Synthetic Corps, Fugly
2 março - Nerve, Escumalha
9 março - Luís Severo, Rua Direita
23 março - Benjamim, Rodrigo Cavalheiro

Sempre às sexta-feiras, com início às 21h30, os concerto têm o preço fixo de 5 euros por cada sessão. O cartaz está disponível na em baixo.

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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Em Cada Esquina Um Amigo: Homenagem a José Afonso


A Produções Incêndio vai organizar no próximo dia 29 de abril um evento que pretende explorar as variantes musicais e poéticas de José Afonso e, acima de tudo, a sua intemporalidade. Em Cada Esquina Um Amigo vai decorrer no Salão d'A Voz do Operário, com começo marcado para as 21H30 e encerramento às 02H00.

Esta homenagem, que será no ano do 30º aniversário da sua morte e numa data tão próxima do 25 de Abril, conta com um variado leque de artistas e performers cujas influências e inspiração têm algum vínculo ou associação mais ou menos visível com o seu legado. O cartaz do evento conta com nomes como B FachadaJP SimõesAllen HalloweenBenjamimÉmePrimeira Dama, entre outros.

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domingo, 11 de dezembro de 2016

They're Heading West anfitriões do Sarau de Reis da Pataca Discos


Depois do sucesso do Sarau de Natal 2015, a Pataca Discos volta a reunir toda a família para mais uma grande noite musical em Xabregas. Desta vez o dia, o local e o programa são diferentes: não será um Sarau de Natal mas um Sarau de Reis, sexta-feira, 6 de Janeiro (22h.) E em vez do Ateneu da Madre de Deus, o palco será o da maravilhosa sala do Teatro Ibérico.

Os They're Heading West que, em 2015 não puderam estar presentes, serão os anfitriões do sarau deste ano. A lista de bandas/artistas que já se lhes juntaram em palco é uma espécie de best-of da música portuguesa (Ana Bacalhau, JP Simões, Ana Moura, Nuno Prata, Dead Combo e muitos mais). 

Nesta noite será toda a família Pataca que irá passar pelo palco. Além dos próprios They’re Heading West, vamos ter Benjamim, Bruno Pernadas, Julie & The Carjackers, Minta & The Brook Trout, Real Combo Lisbonense, Tape Junk e You Can’t Win, Charlie Brown.

Os bilhetes custam 10€, à venda nos locais habituais e no próprio dia na bilheteira do teatro. Não se aceitam reservas.



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terça-feira, 28 de junho de 2016

Playlist: 22º Super Bock Super Rock


Estamos cada vez mais perto da 22ª edição do Super Bock Super Rock, que decorre de 14 a 16 de julho no Parque das Nações, e a ansiedade começa a apertar. O cartaz deste ano apresenta uma enorme variedade de estilos e uma grande qualidade, do qual destacamos alguns artistas, reunidos nesta playlist recomendada a quem quiser fazer um aquecimento caseiro para o festival ou passar a conhecê-lo melhor.

1- Disclosure - F For You ft. Mary J. Blige



2- The National - Afraid of Everyone



3- Temper Trap - Love Lost



4- Benjamim - Os teus passos



5- Surma - Maasai



6- Rhye - The Fall



7- Moullinex - Sunflare



8- Orelha Negra - O Segredo



9- Iggy Pop - Sunday



10 - Samuel Úria - Dou-me Corda



11- GNR - Bellevue



12- Jamie XX - Sleep Sound



13- Villagers - Courage



14- Massive Attack & Young Fathers - Voodoo In My Blood



15- Basset Hounds - Swallow Bliss


16- Bomba Estéreo - Amanecer




17- DJ Shadow - mutual slump



18- Kendrick Lamar - Swimming Pools (drank)



19- Kurt Vile - Life Like This



20- Bloc Party - Helicopter



21- De La Soul - Me, Myself And I



22- FIDLAR - Cocaine



23- Mac DeMarco - Another One



24- Petite Noir - Noirse



25- Glockenwise - Heat

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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Luísa Sobral, They’re Heading West e Benjamim no Mini NOS Primavera Sound 2016


O Mini NOS Primavera Sound está de regresso ao Parque da Cidade, no dia 29 de Maio, domingo, e vai contar com concertos de Luísa Sobral, They’re Heading West com convidados e Benjamim. Para além das actuações, os projectos Noiserv nas tuas Mãos, Crassh Babies, Os jornais do Gepeto, Kids Jam Sessions e OVIS marcarão presença com workshops e experiências que vão tornar o dia memorável. O evento começa às 14h e a entrada é livre.

Foram 10 mil as pessoas que se deslocaram até ao Parque da Cidade para assistir à primeira edição do Mini NOS Primavera Sound que procura celebrar o espírito da Primavera em família 

A pensar na bem-estar das famílias, o Mini NOS Primavera Sound volta a contar com o Espaço Conforto, uma tenda onde pais e filhos podem descansar e conviver abrigados do sol. 

NOTA: A realização deste evento está condicionada consoante as condições meteorológicas.

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domingo, 24 de abril de 2016

Mark Kozelek vem até ao Musicbox em nome próprio a 8 de julho


Em mais um evento de celebração do décimo aniversário do Musicbox, desta vez anunciamos o concerto em nome próprio de Mark Kozelek, artista que construíu a sua carreira em torno da impressionante capacidade de escrever canções e contar histórias melancólicas.

Líder dos extintos Red House Painters, com quem editou os clássicos Down Colorfull Hill (1992) e Red House Painters [Rollercoaster] (1993), e dos Sun Kil Moon, projeto que tem ocupado os últimos tempo do cantautor e que foi responsável por um dos melhores álbuns de 2014 - Benji -, Mark Kozelek visita a capital a 8 de julho, trazendo consigo Mark Kozelek Sings Favorites.

Trata-se do sétimo disco de estúdio em nome próprio, com edição agendada para o próxima dia 27 de maio via Caldo Verde. Neste trabalho, o cantautor volta a interpretar algumas dos seus temas favoritas de outros artistas, como David Bowie, Modest Mouse, Bob Seger, Waylon Jennings, 10CC, entre outros. No rol de convidados podemos encontrar Mike Patton, no tema "Win" de Bowie, Mimi Parker (Low), Will Oldam (Bonnie Prince Billy).



A primeira parte do evento é da responsabilidade de Luís Nune aka Benjamim, que traz na bagagem o seu Auto Rádio, editado em 2015. Os bilhetes custam 15€ e estão à venda em ww.bol.pt, Musicbox e locais habituais.

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domingo, 6 de dezembro de 2015

Há Sarau de Natal da Pataca Discos no dia 11 de Dezembro


No próximo dia 11 de Dezembro, pelas 22h, no Ateneu da Madre Deus, em Lisboa, irá decorrer o Sarau de Natal Pataca Discos. Podem contar com atuações de vários projetos representados pela editora como Benjamim, Tape Junk, Bruno Pernadas, Real Combo Lisbonense, Julie and The Carjackers e You Can't Win, Charlie Brown.


Haverá também animação musical extra a cargo de Quem És Tu, Laura Santos?, Top Off The Flops e Rui Toscano.

Os bilhetes custam 10€ (bilhete simples) e 15€ (entrada + compra de 1 cd).

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Cinco Discos, Cinco Críticas #9

Harmlessness // Epitaph // setembro de 2015
8.6/10

Os The World Is A Beautiful Place & I Am No Longer Afraid To Die, uma das mais importantes bandas do novo movimento revivalista emo, lançaram recentemente o seu terceiro álbum de estúdio Harmlessness. O grupo, formado por nove membros, lançou aquele que é provavelmente o seu melhor trabalho até à data, após o sucesso do álbum de estreia Whenever, If Ever(2013), onde a banda americana fundia elementos post-rock às suas melodias frequentemente rotuladas como emo. Em Harmlessness, as músicas estão mais aperfeiçoadas. Já não existem os berros constantes, e o papel dos vocalistas trocou, focando-se principalmente na voz de David Bello, ao invés de Thomas Diaz. As músicas são mais refletidas, assim como as letras. "I Can Be Afraid Of Nothing" é o momento alto do álbum e é, sem dúvida, um dos melhores singles do ano. A malha de mais de sete minutos traz-nos de volta ao tempo de uns Brand New, com um instrumental épico e acelerado, que aborda a temática da depressão, funcionando não como uma música depressiva, mas sim como uma música que pretende dar a volta à situação, onde tudo correrá bem no fim. Harmlessness é um álbum que pretende levar-nos a um novo rumo, é um álbum com uma mensagem muito positiva e que não pretende fechar os olhos aos problemas mas sim contorná-los. Os instrumentais estão soberbos e são capazes de converter alguns fãs da música post-rock a este tipo de música. Num álbum bastante consistente de principio ao fim, onde nenhuma faixa está a mais, os TWIABP conseguiram aquele que será um dos melhores álbuns do ano, mostrando que a música emo está de volta e de boa saúde.
Filipe Costa

Sexwitch // Echo/BMG // setembro de 2015
7.5/10

Sexwitch é o novo projeto paralelo de Bat For Lashes, que junta o produtor Dan Carey e membros da banda londrina TOY. Sexwitch, homónimo, marca a estreia da banda nos discos e reúne seis composições que resultam de uma reinterpretação de músicas do mundo, de origem folk e psicadélica, dos anos 70 oriundas de Marrocos, Tailândia, Irão e Estados Unidos da América.  "Ha Howa Ha Howa", original de Cheikha Hanna Ouakki, cantora marroquina, assinala a abertura deste LP e apresenta logo a base do que se ouvirá nos singles que o sucedem: loops vocais de uma Natasha Kan descontrolada. Através de "Helelyos"(Irão), single de apresentação do presente longa-duração, os Sexwitch mostraram esta tendência, embora a  partir de tonalidades vocais menos arriscadas. No entanto, o seu instrumental também apresenta uns Sexwitch a apostarem nas guitarras do movimento psicadélico, característico dos TOY sobre uma produção incrível e uma viagem garantida às diferentes culturas do mundo. Amostra disso é mesmo "War In Peace", um dos grandes momentos do álbum, que explora a excelente conjugação das capacidades musicais dos artistas envolvidos e que encerra o álbum de forma inteligente. A falhar fica "Lam Plearn Kiew Bao", um single completamente dispensável.  
Sónia Felizardo

Auto Rádio // Pataca Discos // setembro de 2015
7.1/10


Depois de alguns anos viver em Londres e a representar Walter Benjamin, Luis Nunes regressou a Portugal em 2013, instalando-se no Alvito, Alentejo. Esta mudança na sua vida revolucionou a sua maneira de olhar o mundo e, associada a uma necessidade de escrever na sua própria língua, levou à criação de 12 músicas reunidas no primeiro álbum do artista sob o nome de Benjamim. Auto Rádio é um disco que fala sobre as viagens de carro a ouvir rádio, sobre as vivências daqueles que fizeram parte do Portugal colonial, sobre a crise, do amor, entre outros. Entre as várias influências encontram-se o Duo Ouro Negro, Lena d'Água, Chico Buarque, Zeca Afonso, Bob Dylan, Beatles e Beach Boys. Os grandes destaques vão para o single de apresentação “Os Teus Passos”, música de verão gingona que consegue pôr toda a gente a dançar, como é visível no videoclip, a instrumental “Sintoniza”, em que a guitarra, o xilofone e os sintetizadores combinam de forma exímia, a fazer lembrar a sonoridade do amigo Bruno Pernadas mas mais dançável. O tema “Volkswagen”, que fala sobre o Volkswagen Golf de 96 que Benjamim usou para a sua tour nacional em que deu 33 concertos em 33 dias seguidos, é outro dos destaques e simboliza o fiel companheiro de viagem que nos faz chegar muita da música que ouvimos. Por fim, o tema título revela-se como o melhor dos temas apresentados, misturando um registo inicial de quase bossa nova, a recordar-nos Julie & The Carjacker, com a sonoridade de um teremim e de guitarras num registo mais rock. Em suma, Auto Rádio é um disco em que Luís Nunes tenta reencontrar a sua identidade após vários anos vividos o norte da Europa e em que a pop e a escrita de canções andam lado a lado.
Rui Gameiro

S/T // Born Bad Records // setembro de 2015
7.7/10

Três longos anos depois do último álbum, Faraway Land, os J.C.Satàn voltaram as edições com S/T, álbum editado pela editora Born Bad Records, a 21 de setembro, estando já disponível para audição no Bandcamp. A banda francesa, que já passou pelo Lux Frágil em Lisboa, na companhia de Ty Segall, surpreende-nos aqui com este álbum explosivo, mas que também não é perfeito, existindo algumas falhas pelo meio. Esta característica explosiva do álbum afirma-se logo na primeira música, “Satan II”, onde a distorção e o ritmo acelerado, da guitarra de Arthur (guitarrista dos J.C.Satàn), iniciam o álbum da forma mais enérgica possível. Destaque também para “Dialog with Mars”, protagonizada por uma poderosa linha de baixo, que toma conta dos últimos minutos desta música de uma maneira incrivelmente sentida. “Don’t joke with the people you don’t know”, e “Ti amo Davvero”, é onde os J.C.Satàn parecem falhar na sonoridade deste álbum, em que a língua italiana, nesta última música, parece amolecer a energia da banda francesa, deixando-nos com um sentimento de indiferença, mas o que apenas se sentiu por poucos minutos de álbum. No final, isto tudo não chegou para influenciar o bom trabalho dos J.C.Satàn, que ainda assim conseguiram surpreender-nos com malhas explosivas, neste novo registo, e que nos deixam a esperar por uma passagem em Portugal nos próximos tempos. 

Tiago Farinha

Hermits On Holiday // Heavenly/Birth // agosto de 2015
8.5/10
Depois de uma excelente colaboração com Ty Segall que resultou em Hair, editado em 2012, em Hermits On Holiday Tim Presley, mais conhecido por White Fence, volta a mostrar que não há pai para ele no que toca a colaborações. Desta vez, acompanhado por Cate Le Bon, que já o acompanha há algum tempo como parte da sua banda ao vivo, o californiano formou os Drinks. E este primeiro álbum dos Drinks é, sem dúvida, um dos melhores registos dos dois músicos. Temas como os primeiros singles "Laying Down Rock" e "Hermits On Holiday" são daquelas músicas que ficam na cabeça à primeira escuta, e por outro lado, "She Walks So Fast" faz lembrar o período experimental dos Pink Floyd, da época em que eram liderados por Syd Barrett. "Tim Do Like That Dog" também demonstra bem o lado mais psicadélico do dueto: um jam de mais de seis minutos por cima do qual Cate Le Bon vai repetindo a frase que dá o título ao tema.
Hélder Lemos

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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Petite Noir entre as novas confirmações do Vodafone Mexefest


Como já é costume, aqui está mais um trio de confirmações para o festival que ocorre na Avenida da Liberdade a 27 e 28 de Novembro.

O africano Petite Noir, nascido Yannick Ilunga, estreou-se com o longa duração La Vie Est Belle / Life Is Beautiful. Numa fusão moderna e estilisticamente criativa de géneros, Petite Noir junta a eletrónica ao R&B, com arranjos Pop e, claro, temperados pelo sabor de áfrica.



Márcia  volta ao Mexefest depois da sua presença em 2013. Ela é uma das melhores vozes da música pop portuguesa. Depois de (2010) e de Casulo (2013), a autora e intérprete voltou este ano com Quarto Crescente. Gravado entre Lisboa e o Rio de Janeiro, o magnífico Quarto Crescente conta com colaborações de luxo como Criolo, Vinicius Cantuária, entre outros. O registo é de uma beleza infalível, imenso de palavras que se arrumam em melodias pensadas e tratadas ao pormenor, variado de ritmos e que, com toda a certeza, figurará nas listas dos melhores do ano.



Luís Nunes não é mais, nas coisas da música, Walter Benjamin. Agora, para dar nome às suas criações cantadas em português, temos Benjamim. Auto Rádio, o disco saído no passado dia 18 de Setembro, é já um sucesso pop com reconhecimento radiofónico e que soa com extraordinário entusiasmo nos muitos palcos por onde tem passado. 


Para já estes são os confirmados, esperando-se novidades para breve:

Akua Naru; Anna B Savage; Ariel Pink; Benjamim; Benjamin Clementine; BLOCO: Tropkillaz, Karol Conka, Mahmundi; Bully; Chairlift; Da Chick; Do Amor; Ducktails; Georgia; Márcia; Patrick Watson; Peaches; Petite Noir; Selma Uamusse; Seven Davis Jr; They’re Heading West, The Parrots; Titus Andronicus; Villagers

O bilhete único para os dois dias do festival está já à venda nos locais habituais, a 40€ até ao dia 30 de setembro, passando a 45€ a partir de 1 de outubro e a 50€ nos dias do Festival.

Já disponível na App Store e Google Play está também a app do Vodafone Mexefest. Os clientes Vodafone podem adquirir o bilhete único do festival com 5€ de desconto.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Reportagem: Festival Bons Sons - Cem Soldos [Tomar]




O Festival Bons Sons regressou para mais uma edição, desta vez, num formato anual trazendo cerca de 35.000 pessoas à aldeia.


Dia 0
Após uma grande viagem até Tomar, fomos muito bem recebidos pelo animado motorista do transfer que nos ia levar até Cem Soldos. Este ia contando historias ou piadas enquanto nos transportava, dando, assim, as melhores boas vindas possíveis. Já na aldeia foi-nos cedido um kit de imprensa que incluía um CD com temas de bandas presentes na edição de 2012, um pin, uma caneca de metal(a preferida de todos e impossível não ver durante o festival) e alguns papeis informativos sobre Tomar e sobre o Bons Sons.

Chegados ao campismo apressámo-nos a escolher um lugar para montar as tendas (todos eram maus pois eram muito inclinados) e depois de uma grande luta com as mesmas conseguimos ter tudo pronto para ver os DJs preparados para a "recepção ao campista". Como os DJs não eram do nosso agrado decidimos começar a viver a aldeia que se encontrava a cerca de 1 Km do campismo.

Na aldeia fomos a um café onde passamos a noite e apreciamos o pouco movimento que a aldeia tinha naquele dia. Regressados ao campismo os DJs continuavam e a inclinação do terreno do parque de campismo não nos deixava dormir causando, assim, uma noite em branco. Tivemos oportunidade, já de dia, para encontrar uma aldeia completamente vazia mas a ansiar o inicio do Bons Sons.

Dia 1
Assistimos à aldeia a acordar, aproveitamos para ir à press room para carregar o telemóvel e, entretanto, abriu o café onde tínhamos estado o dia anterior mas os preços de tudo estavam muito mais elevados, "preços de festival", foi aí que descobrimos o café, fora da aldeia, onde passamos mais tempo durante o festival, "Sabores ao Rubro", não havia os tais "preços de festival" e havia muito menos movimento.

Decidimos visitar a primeira sessão de "música para crianças". Todos os dias estas sessões eram divididas em duas partes, uma historia musicada e uma mais dedicada à música portuguesa (à qual não tivemos oportunidade de assistir). Na primeira parte (historia musicada), havia um pequeno conjunto de instrumentos de sopro e cordas e todas as crianças se juntavam no centro. Os responsáveis por este momento incentivavam à dança e ao gosto pela música, usando panos de várias cores e vários movimentos que deveriam ser imitados. Nesta sessão estava presente um rapazinho francês e foi bom ver os esforço para o fazer perceber e acompanhar o que se passava.


Depois do almoço, finalmente, começaram os concertos sendo o primeiro dos Sampladélicos. Como já tínhamos referido nos artigos de preparação para o festival este é um dos projectos mais interessantes que estiveram no festival. Tocaram no palco MPAGDP, palco que se encontrava mesmo dentro da igreja, algo bastante invulgar. Infelizmente foi dos concertos do palco MPAGDP que teve menos adesão. Decidimos voltar ao auditório para ouvir algumas experiências sobre as quais o Manel Cruz nos queria falar, ficamos a conhecer um bocado melhor este colosso da música portuguesa. Seguimos para o concerto de Éme que foi um concerto como são muitos concertos à tarde, o publico a aproveitar para descansar sentado no chão a conversar enquanto ouve a banda que está a tocar.  A estrear o palco coreto estava Benjamim que fazia a sua 31ª paragem na tour de apresentação do Auto-Radio, o seu disco de estreia. Mostrou-nos todo o seu novo álbum que contem muitos temas interessantes mas, infelizmente, "Volkswagen" foi o que agradou a menos pessoas sendo, na nossa opinião, o mais fraco apresentado. 



Seguiu-se Penicos de Prata e não sabíamos o que esperar. Poesia erótica e satírica portuguesa musica esperava-nos e deixou-nos espantados com a sua qualidade, para além de ser algo com bastante piada todos os instrumentos eram tocados na perfeição e todas as vozes eram muito agradáveis. A forte adesão do público deixou-os repletos de felicidade e deram o concerto que foi, facilmente, o melhor deste festival. Foram tocados todas as canções do álbum Música E Poesia Erótica Satírica Portuguesa, sendo todas excelentes, todas interpretadas de uma maneira eximia que deixou impossível de causar indiferença.  Todos pediram "só mais uma" e o pedido foi aceite, tocaram "Balofas Carnes" de António Botto e, como já tinha sido tocado, o público acompanhou com o refrão.


Setlist Penicos de Prata:

Ar Reticulado - Ernesto Manuel de Melo e Castro
Balofas Carnes - António Botto
3 Curtos Poemas - Adília Lopes
Não Lamentes - José Anselmo Correia Henriques e João Vicente Pimentel Maldonado
Falas da Africana Jasminá - Ana-Abél Paul
Menstruação - Liberto Cruz
Dá a Surpresa de Ser - Fernando Pessoa
A Partida do Leitão - Carlos Queirós 
A António Botto - Francisco Eugénio dos Santos Tavares
Nunca Te Foram - António Botto
Resposta da Quinteira - António Maria Eusébio
Encore:

Balofas Carnes - António Botto

Após este concerto regressamos ao café onde tínhamos estado de manhã. Voltamos a tempo de apanhar o Júlio Resende que nos mostrou a sua mestria no piano e a quem o público aplaudiu efusivamente. Aproveitamos para ir jantar e regressamos a tempo de Riding Pânico, a banda de Makoto Yagyu e Fábio Javelim membros da banda PAUS, que deram um bom concerto apesar da ausência de momentos de destaque.



Apesar de todos os concertos a que assistimos o que mais atraía era o de Manel Cruz. Manel apresentou-se em palco com a sua banda do costume (Nico Tricot, Eduardo Silva e António Serginho). O concerto começa com "Algures Perto do Mar", uma música nova que tem sido tocada durante todo este momento de "Estação de Serviço". Todas as músicas novas e antigas que foram tocadas foram muito bem recebidas e, apesar de muitas pessoas lá estarem para ouvir as suas músicas preferidas dos Ornatos Violeta, não foi desta que tiveram essa sorte. Após a música "O Maluco", também nova e, na nossa opinião, excelente e dos melhores temas apresentados, houve um curto intervalo. No regresso tivemos a oportunidade de ouvir "OVO", uma das mais aplaudidas e mais poderosas canções no alinhamento da noite e, para finalizar o concerto, "Canção da Canção da Lua". Apesar de não ter sido o melhor concerto a que assistimos, nesta tour de Manel Cruz, foi um concerto excelente.

Setlist Manel Cruz:

Algures Perto do Mar
Entre as Pedras
Um Tempo Sem Mentira
Outra Libelinha
O Meu Livro
Estou Pronto
Noções Para Viver Sem Ti
Insónia 
A Cisma
Sexo Mono
Reboque
Diz-me se Aprovas
Algo Teu
Esquecer o Que
Anedota
Ainda Pode Descer
Não Aldrabes
Canção da Canção Triste
Do Buraco
O Maluco
Encore:

Onde Estou Eu
Reencontro
A Lenda Da Verdade
A Dor de Ter de Errar
Ovo
Canção da Canção da Lua

Xinobi começou com "Mom and Dad" mas nós, cheios de cansaço, tivemos de regressar à tenda. No campismo ainda se ouviu "Let It Happen" dos Tame Impala e "Real Fake".

Dia 2
Começamos o dia com Bicho Do Mato, uma banda cujas músicas falam todas sobre um animal em especifico. Foi um bom concerto mas não chegamos a vê-lo na sua totalidade pois fomos almoçar. No regresso ainda tivemos tempo para espreitar Eduardo Raon que partilhou connosco toda a sua mestria da harpa, hipnotizando, assim, todos os presentes no auditório. Decidimos assistir à sessão de "Curtas em Flagrante", um projecto que tem como objectivo trazer curtas metragens de língua oficial portuguesa aos visitantes do Festival Bons Sons. Infelizmente, apenas tivemos oportunidade de assistir a uma pequena parte do concerto de Minta & Brook Trout



Antes do concerto de Minta & Brook Trout acabar, já muitos se encontravam junto ao palco Giacometti (coreto) para assistir ao concerto de Sequin. O concerto começou com "Meth Monster", na nossa opinião, um dos melhores temas do album de estreia, Penelope. Apesar de poucos saberem as letras das canções todos dançavam e saltavam com o pop electrónico de Sequin. "Flamingo", single que passa incessantemente na Vodafone.fm, e "Naive" foram os momentos que mais agradaram ao público, sendo incessantes os aplausos. O concerto acaba com "Peony" mas todos querem mais e assim o pedem, como já todos os temas de Sequin tinham sido tocados Ana Miró perguntou qual a canção que queriam que fosse tocada de novo e a resposta, quase unânime, foi "Flamingo".

Setlist Sequin:

Meth Monster
Hikaru Garden
Mercurio
Beijing
SVU
Heart To Feed
Crimson
Origami Boy
Douglas
Flamingo
Naive
Peony
Encore:

Flamingo

Apressámo-nos a ir para Hitchpop, um projecto que, como já tínhamos dito nos artigos que precederam o festival, nos interessou bastante. As expectativas eram muito altas e, infelizmente, o concerto não esteve a par delas. Talvez o concerto tivesse tido outro impacto umas horas mais cedo e noutro palco, sentimos que talvez o palco Outonalidades albergaria melhor esta banda que, após algumas músicas não conseguiu prender a atenção do público. Seguiu-se OCO que deram um concerto bastante competente. 



Voltamos ao recinto para Carlão mais conhecido como Pacman, este, talvez, o nome que nos agradava menos e de quem menos esperávamos. O concerto começou com o tema de introdução do seu álbum, álbum esse que comemora o 40º aniversário de Carlão e que explora alguns temas do seu dia a dia. São tocados alguns temas conhecidos do publico e passados algum samples de, por exemplo, Eminem e Kendrick Lamar. Foi também tocada uma canção de 5-30, banda que Carlão integra. Apesar de não nos identificarmos totalmente com as músicas tocadas consideramos que foi um bom concerto.

Continuamos no palco Eira à espera de Salto. Pouco depois do inicio do concerto Gui afirma que Luis faz anos e que é nosso dever dar-lhe uma enorme festa de anos. Tivemos oportunidade de ouvir alguns temas novos e até um cover da "Inspector Norse" de Todd Terje. O público demonstrou uma fraca adesão aos temas recentes ficando até um pouco desiludido com a ausência de "Deixar Cair". Regressamos ao campismo mas, do DJset de Salto, ainda tivemos oportunidade de ouvir Kendrick Lamar e, mais uma vez, Todd Terje.



Dia 3
Decidimos começar este dia com Timespine no auditório. Foi, sem dúvida, dos melhores concertos e uma grande surpresa para o público em geral pois na segunda sessão muitos não chegaram a ter lugar, ficando à porta pessoas suficientes para encher um segundo e quase um terceiro auditório igual. O concerto foi uma "viagem" de 45 minutos, foram tocados os temas do álbum homónimo de maneira eximia que deixou qualquer um totalmente rendido. Seguimos para Tranglomango que conseguiram encher a igreja, tocaram versões rock de temas tradicionais portugueses, sendo a maioria da Beira Baixa e também nos mostraram dois originais cuja inspiração para a sua criação proveio de historias reais.




Voltamos ao coreto (o palco que mais nos agradou) para ver Duquesa. Apresenta-se com uma banda completa, fazendo parte desta Rafael Ferreira, um dos integrantes de The Glockenwise, um outro projecto de Duquesa(Nuno Rodrigues). Eterno romântico começa com "Lust For Love" da banda de Cristopher Owens, Girls, e mostra-nos os temas do seu EP inicial editado o ano passado. Encanta o público e este canta o refrão da "Times" com ele, "I'm happy if you're happy". Tem ainda tempo para nos mostrar alguns temas novos. Apesar não ser muito conhecido pelo público consegue um grande numero de aplausos e é bastante provável que tenha conseguido alguns novos fãs.





Fomos para o café até começar o concerto dos D'Alva. Este foi um dos melhores concertos a que assistimos, todos dançaram e aplaudiram. Um dos primeiros temas tocados foi "3 Tempos" tendo, tal como "Homologação", origem no projecto a solo de Alex D'Alva Teixeira, anterior aos D'Alva. O concerto foca-se muito no público, em conseguir causar-lhe uma impressão positiva e divertimento. São tocadas "Barulho I" e "Barulho II" fazendo todos berrar e gritar o máximo possível de modo a mostrar o seu contentamento. No fim do concerto, apesar de cansado, o público pedia mais mas já todas as músicas tinham sido tocadas foi então que a banda volta a subir ao palco e anuncia ter um tema novo, nunca antes tocado ao vivo. Fazem prometer que todos dançariam o mais possível e começam a tocar "Só Se Quiseres", um tema que entra em linha com o álbum de estreia e que daria um bom single.


Assistimos ao concerto de Bruno Pernadas que, como é habitual, começou com "Ahhhhhh". Foi um concerto bastante agradável ao qual o público aderiu bem. Tivemos oportunidade de ouvir How Can We Be Joyful In A World Full Of Knowledge, o nosso album nacional preferido do último ano, na integra e ainda "Galaxy", uma música nova a integrar um próximo álbum. Tivemos oportunidade de espreitar Nice Weather For Ducks, que tinham uma audiência bastante composta. Infelizmente não ficamos muito tempo no concerto pois fomos entrevistar o Bruno Pernadas, entrevista que poderá ser lida em breve. Após a entrevista vimos um bocado de Ana Moura que fazia um esforço para interagir com o público, por exemplo, na canção "Leva-me Aos Fados".


Dia 4
O dia final e o dia em que o palco MPAGDP(Igreja) estava mais forte. Fomos ver Janeiro mas, infelizmente, não conseguimos assistir a todo o concerto. A igreja encontrava-se cheia para ouvir este cantautor a mostrar o seu EP inicial. Pouco depois voltamos ao mesmo palco para ouvir Tio Rex, que deu um concerto excelente. Foi o concerto do palco MPAGDP com mais audiência, tivemos de entrar pela porta lateral pois era impossível ir à parte de cima ou entrar pela porta principal. Depois do tema "You're My Machine and So Much More", um dos mais aplaudidos, juntam-se a Tio Rex as Golden Slumbers para tocar "A Travessia" e "Fadding Away", a música mais conhecida do EP de estreia das mesmas. O concerto acaba com Tio Rex a pedir desculpa ao senhor padre pela canção que vai tocar e começa "O Que o Tempo Destrói", a canção que mais gostámos de ouvir em todo o festival. Após este concerto entrevistamos Luís Fernandes e José Figueiredo, dos Peixe:Avião, mais uma entrevista que estará disponível brevemente.



Seguimos para o palco Giacometti para ver Tó Trips. Tó Trips vinha acompanhado com João Doce dos WrayGunn e juntos iam apresentar-nos Guitarra Makaka: Danças A Um Deus Desconhecido. O concerto foi muito bom, a mestria com que Tó Trips toca guitarra deixa qualquer um deslumbrado enquanto João Doce incentiva o publico a bater palmas e torna o concerto mais interactivo. Após uma pequena pausa houve um encore que consistiu em "Cartagena Suite" e "Pinacoolata", de Guitarra 66.


Setlist Tó Trips:

First God
#
Danças
Baía das Negras
Cuca
Makumba das Foncas
Makaka
Pedra Lume
Migratória
Até Cair
Encore:

Cartagena Suite
Pinacoolata

O último concerto a que assistimos foi o de Peixe:Avião que deram um óptimo concerto muito bem recebido pelo público. A música "Avesso" foi uma das mais aplaudidas.


Bons Sons 2015

Fotografias: João Sanches

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