terça-feira, 12 de novembro de 2019

STREAM: Black Bombaim & João Pais Filipe - Dragonflies with Birds and Snake


Em 2018, Black Bombaim e João Pais Filipe juntaram-se para um trabalho conjunto em torno do filme Dragonflies with Birds and Snake do realizador alemão Wolfgang Lehmann, na sequência de um desafio lançado pelo Curtas de Vila do Conde. O inebriante resultado, é agora editado em disco pela Lovers & Lollypops.

O trabalho será apresentado, ao vivo, ainda este mês em Guimarães, CCVF (22 de novembro), Lisboa, ZDB (23 de novembro) e no Porto, Auditório de Serralves (24 de novembro). Caso não consigam ir a qualquer data, é possível ouvir o disco na sua íntegra abaixo.


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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Black Bombaim e João Pais Filipe lançam disco conjunto em novembro


Nasce do desafio do Curtas de Vila do Conde a mais recente adição ao catálogo de discos da Lovers & Lollypops para o ano de 2019. Black Bombaim & João Pais Filipe - Dragonflies with Birds and Snake é editado a dia 12 de novembro e tem já datas de apresentação em Guimarães, CCVF (22 de novembro), Lisboa, ZDB (23 de novembro) e Porto. O LP regista assim o trabalho desenvolvido para o filme-concerto que, em 2018, juntou o trio barcelense e o percussionista para um espectáculo original em torno do filme homónimo, do realizador alemão Wolfgang Lehmann. O tema de avanço já pode ser ouvido no bandcamp da editora.

Já confirmada está também a estreia de "Black Bombaim", o documentário que registou o processo de trabalho para a criação de Black Bombaim w/ Luís Fernandes, Jonathan Saldanha e Pedro Augusto. Com realização de Miguel Figueiras e argumento de Manuel Neto, o filme regista a criação musical e a sua relação com a paisagem enquanto espaço de criação de mitologias e de somatização de fantasmas. Esta operação fílmica e sonora organiza-se numa trilogia, que é também a trilogia musical composta pela banda em processo de trabalho com três compositores distintos: Pedro Augusto, Luís Fernandes e Jonathan Saldanha. Estreia no Porto/Post/Doc em novembro.

Após o lançamento disco de remisturas para o seu LP de estreia, João Pais Filipe prepara-se para uma tour Asiática que passará pela Tailândia, Macau, Hong Kong, Taiwan e Japão. Em Outubro, o percussionista viaja, ainda, para o Perú onde fará uma residência com o mestre percussionista Manongo Mujica, que culminará com uma apresentação no Museu de Arte Contemporânea de Lima.

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terça-feira, 24 de setembro de 2019

[Review] Black Bombaim - Black Bombaim


Black Bombaim | Lovers & Lollipops com Cardinal Fuzz | março de 2019
8.0/10

Na música electrónica, o foco que era dedicado à composição e experimentação foi roubado pela produção - cada vez mais existem sons-tipo para cada produtor, altamente derivados de material e diferentes técnicas. No rock, contudo, esta luta dissipou-se - em grande parte substituída por uma sede de intensidade (um fenómeno fundamental para grande parte da música hoje produzida que ficou conhecido como loudness wars), a produção teve cada vez mais um papel menos relevante, levando a uma homogeneização do género e ofuscando as contribuições que nomes enormes como Todd Rundgren e Brian Eno tinham criado.

É por isto que Black Bombaim, o último álbum de estúdio dos barcelenses Black Bombaim é tão importante. Não só é assinado por um dos grupos mais notórios e relevantes da música psicadélica portuguesa como serve de exercício de experimentação e comparação para diferentes estilos de produção no rock: o sexto álbum de estúdio do trio nortenho combina seis faixas gravadas em três locais distintos (um auditório velho, uma sala vazia num posto de correios abandonado e uma sala de reverberação numa universidade de engenharia) e produzidas por três nomes incontornáveis da música portuguesa atual - Pedro Augusto, a figura por detrás de Live Low, um dos projectos mais interessantes em solo nacional da última década, Luís Fernandes, mais conhecido pelo seu papel em peixe:avião mas com colaborações ambiciosas no mundo da música clássica contemporânea com nomes como Joana Gama Rodrigo Leão e Jonathan Uliel Saldanha, o mentor dos HHY & The Macumbas, um projecto que continua, desde a sua concepção, a desafiar os limites da música. Um conceito ambicioso - raras são as vezes em que a coesão de um álbum não é factor decisivo na sua apreciação - mas com resultados que compensam largamente esta aventura na qual os Black Bombaim e três produtores nacionais embarcaram.

É claro que, não obstante ao interesse imediato que estas colaborações suscitam, Black Bombaim continua, intuitivamente, a tratar-se de um álbum de Black Bombaim - o psicadelismo capaz de conjurar montanhas continua lá, a expansividade que colocou Barcelos no mapa do rock nacional está ao virar de cada transição. Entre temas agorafóbicos como "Zone of Resonant Bodies", cuja dimensão e dinâmica deixam o ouvinte desolado numa paisagem sónica eterna, peças mais quintessençais dentro do género psicadélico como "20171216", com a inegável marca da intemporalidade das reverberações e repetições, ou a ginga clássica do rock psicadélico a rasgar de "20180224", Black Bombaim é um disco que existe confortavelmente dentro daquilo a que os barcelenses nos habituaram, mas também cria a vontade inegável de ver estas colaborações únicas concretizadas cada uma no seu próprio álbum. É difícil ter de ficar só pela imaginação de até onde é que o krautrock electrónico de "20180415" podia ir, mas por agora as bençãos ficam-se contidas nestas seis faixas.

Em completa verdade, é impossível, não importa a extensão, cobrir tudo aquilo que Black Bombaim pode representar e aquilo que é - apesar de ter escutado o álbum incontáveis vezes desde que saiu, em parte concentrado naquilo que podia dizer sobre ele, continuo sem conseguir particularmente concretizar em palavras o que acho sobre o álbum, daí ter escolhido a brevidade. Black Bombaim neste disco apresentam-se tão refinados como crus, criativos como sempre e tão indesculpavelmente iguais a si próprios como nunca. Ao convidarem três novos produtores para a sua casa, abriram alas a um tornado refrescante num género que, quer queiramos quer não, já foi batido e recaldado vezes sem conta. Para o futuro fica a esperança de que mais deste género se faça, que mais se experimente. Para já, contudo, fica a marca e o corpo cansado deixados por Black Bombaim.

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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Dälek, Black Bombaim e Michal Turtle na segunda edição do ciclo Musicadoria



O ciclo Musicadoria está de regresso para a segunda parte da intervenção das promotoras de Guimarães no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor. Iniciada no primeiro quadrimestre do ano, o segundo capítulo da iniciativa é retomado pela Revolve no dia 4 de outubro, que traz para o palco os norte-americanos Dälek

Composto atualmente por DJ rEK, o guitarrista e produtor Mike Mare e o MC, produtor e autor máximo Dälek, o grupo natural de New Jersey marca assim a segunda data em Portugal este ano, depois de em junho terem sido confirmados para a 16ª edição do OUT.FEST - Festival Internacional de Música Exploratória do BarreiroEndangered Philosophies é o mais recente disco do grupo, e o oitavo de uma carreira com mais de 20 anos a explorar as interseções entre o hip hop e a música industrial.

O ciclo prossegue a 22 de novembro, pela mão dos Banhos Velhos, com os Black Bombaim, power trio natural de Barcelos que carrega peso e psicadelismo no ADN. São um dos mais importantes grupos da música instrumental portuguesa, e contam com um leque notável de colaborações – trabalharam com Steve Mackay, lendário saxofonista dos The Stooges, em 2012, e elaboraram um dos mais admiráveis discos de 2016 com o saxofonista alemão Peter Brötzmann. O mais recente disco do trio, editado em março último pela Lovers & Lollypops, juntou-os a três respeitados músicos e compositores portugueses: Jonathan Saldanha, Luís Fernandes e Pedro Augusto.

O ciclo fecha com uma sugestão da Capivara Azul Associação Cultural, que traz pela primeira vez a Portugal o músico e compositor britânico Michal Turtle a 14 de dezembro. A sua música, que percorre os terrenos mais minimalistas da música de sintetizador, foi recentemente descoberta pela editora holandesa Music From Memory, meca essencial para a redescoberta de obras perdidas no tempo que lançou dois discos de arquivo do músico sediado na Suíça   – Phantoms of Dreamland, de 2016, e Return to Jeka, lançado em 2018.

Os concertos começam às 23 horas e têm o custo de 5€.




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terça-feira, 16 de abril de 2019

Esta semana: Black Bombaim e HHY & The Macumbas no gnration



Em véspera de feriado, dois expoentes da música instrumental psicadélica dentro e fora de portas encontram-se em Braga para uma noite que se adivinha memorável. Falámos de Black Bombaim, o power trio natural de Barcelos que se junta ao ensemble portuense HHY & The Macumbas para uma noite a ter lugar no gnration, dia 18 de abril. 

Os primeiros conquistaram rapidamente a atenção global com o longa-duração Saturdays & Space Travels (Lovers & Lollypops, 2010). Dois anos mais tarde e inúmeros concertos depois, voltariam a surpreender com Titans, disco que conta com diversos convidados, entre eles Steve Mackay (The Stooges), Noel Von Harmonson (Comets On Fire) e Isaiah Mitchell (Earthless), este último que juntar-se-ia novamente ao grupo para um concerto imortalizado em disco. A completar a respeitável discografia dos Black Bombaim encontram-se ainda discos com os conterrâneos La La La Ressonance e o mago saxofonista alemão Peter Brötzmann. Em março deste ano, o trio editou um disco elaborado ao longo de várias sessões, reúnindo-se para isso da ajuda de alguns dos maiores cérebros da música exploratória portuguesa - Pedro Augusto (Ghuna-X, Live Low), Luís Fernandes (peixe:avião) e Jonathan Uliel Saldanha (HHY & The Macumbas, Fujako).  


A armada tribal liderada por Jonathan Uliel Saldanha completa o outro lado da noite. Beheaded Totem (House of Mythology, 2018), o novo disco dos HHY & The Macumbas, é o mote para o regresso do ensemble a Braga. Donos de uma linguagem cada vez mais própria, este “laboratório de ritmo” é pautado por uma fusão idiossincrática de música eletrónica, percussão, metais e instrumentos de sopro. João Pais Filipe, Brendan Hemsworth, Filipe Silva e Frankão, André Rocha e Álvaro Almeida completam o septeto liderado por Saldanha, que conduz a banda a partir da mesa de mistura. Dez anos após a sua formação e quatro após a estreia com o aclamado Throat Permission Cut (Silo Rumor, 2014), é com Beheaded Totem que o grupo sediado no Porto se afirma como um dos mais interessantes projetos a surgir em Portugal nos últimos anos, algo que tratarão de reafirmar nesta noite de titãs.


Os bilhetes possuem o custo de 7 euros e podem ser adquiridos através da bilheteira online, balcão gnration e locais habituais.

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sábado, 2 de março de 2019

Sarah Davachi, Black Bombaim e Josephine Foster na programação de março do Salão Brazil


Em março, o Salão Brazil oferece uma programação com 15 concertos. Black BombaimSarah DavachiJosephine Foster são alguns dos muitos destaques que irão passar pelo sala coimbrense, mas há mais.

O mês abre com João Só, músico e compositor prestes a comemorar 10 anos de carreira. No dia seguinte, dia 2, Wojtek Justyna TreeOh! trazem jazz-funk e ritmos da música africana ao Salão. O quarteto liderado por Wojtek Justyna traz consigo o baixista austríaco Daniel Lottesberger, o baterista alemão Alex Bernath e o baterista português Diogo Carvalho.

A 6 de março, os ¡GOLPE!, duo composto por Gonçalo Marques (trompete) e João Pereira (bateria), trazem consigo um convidado muito especial: o reconhecido pianista nova-iorquino Jacob Sacks. No dia seguinte, é a vez de Janeiro, que traz consigo JP Simões Golden Slumbers para o último na série de três concertos intimistas. Os Black Bombaim seguem-se a 8 de março para a estreia no Salão. O trio de Barcelos conta passagens por alguns dos festivais mais importantes do circuito europeu e colaborações com luminários como Peter Brotzmann ou SteveMackay, e prepara-se para lançar novo álbum em março, fruto de uma residência com Jonathan Saldanha, Pedro Augusto e Luís Fernandes. A semana termina com a quarta sessão da “Porta-Jazz no Salão Brazil”, dia 9 de março, com a apresentação de Lento, do guitarrista AP.

Na terça, dia 12 de março, o Salão acolhe um dos mais aguardados concertos deste mês. No palco estará a canadiana Sarah Davachi, figura abençoada da composição moderna que se se tem vindo a destacar nas linguagens eletrónicas de vanguarda. A canadiana desce até Lisboa, no dia seguinte, para uma performance na Galeria Zé dos Bois.


No dia 15 de março, é a vez de Luca Argel apresentar o seu novíssimo disco. Conversa de Fila é o sucessor de Bandeira, disco que notabilizou o brasileiro residente no Porto conhecido, sobretudo, pelas suas colaborações com a Orquestra Bamba Sociale Samba Sem Fronteiras. No dia seguinte o Salão enche-se com a Orquestra de Jazz de Espinho que, neste concerto, tem como convidado especial o trompetista Ricardo Formoso

No dia 21 de março, os Salto regressam ao Salão para apresentar o seu novo trabalho, intitulado Férias em Família. O projeto de Luís Montenegro, Gui Tomé Ribeiro, Tito Romão e Filipe Louro regressa aos discos depois do homónimo e Passeio das Virtudes, e mostra aqui um lado mais introspetivo, ricos em texturas orgânicase camadas detalhadas de percussão, sintetizador e arranjos de cordas. O dia seguinte é marcado por Shifting the Geography of Reason, uma conferência proferida por Lewis Gordon, filósofo afro-judeu, pensador político, educador e músico, que nasceu na Jamaica e cresceu no Bronx, em Nova Iorque. A conferência é finalizada por um concerto dos 3Gs, grupo composto Elijah Gordon, na voz, baixo e piano, Gregory Doukas na voz e guitarra e o próprio Lewis Gordon  também nas vozes, bateria e piano. Na noite de 22 de março, o Salão recebe um dos músicos que tem tocado repetidamente no Salão: o guitarrista Norberto Lobo. Numa fase em que prepara o seu próximo trabalho em residência artística na Galeria Zé dos Bois, Norberto deixará algumas pistas do trabalho vindouro.

A semana termina com o concerto de ThE SpiLL, grupo de Sara Badalo, André Fernandes, Óscar Graça, Nuno Lucas, Ruca Lacerda e Marcos Cavaleiro. Pretty Face é o novo trabalho da banda e conta com a produção de Alain Johannes (Queens of the Stone AgePJ Harvey). Dia 23 de março. No derradeiro fim de semana do mês, Frankie Chavez Peixe juntam-se para uma da sprimeiras apresentações de Miramar, o mais recente projeto colaborativo entre os dois guitarristas. Finalmente, a 31 de março, regresso de Josephine Foster para apresentar o seu Faithful Fairy Harmony, nono disco na carreira de uma artista carvou o seu lugar na história da folk contemporânea.


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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Colin Stetson, Fennesz ou The Necks: eis o próximo trimestre do gnration



O gnration revelou hoje a programação musical do próximo trimestre do creative hub bracarense. Colin Stetson, Fennesz (na foto), The Necks, Falaises, Ricardo Dias Gomes, Black Bombaim e HHY & The Macumbas juntam-se ao já anunciado concerto da japonesa Eiko Ishibashi e ao programa do gnration open day para integrar o programa de música do trimestre abril-junho. Mas há mais.

Colin Stetson, saxofonista norte-americano cujo currículo conta colaborações com Tom Waits, Lou Reed, Laurie Anderson ou Bon Iver, passará pelo gnration na sua visita a Portugal, que conta ainda passagem por Lisboa e São Miguel (inserido no festival Tremor). All This I Do for Glory, quinto álbum de estúdio do multifacetado artista, editado em 2017, será apresentado em Braga a 7 de abril.



Em parceria com a BoCA – Biennial of Contemporary Arts, que na edição deste tem Braga como cidade convidada, o gnration receberá a exibição de The Congo Tribunal, filme do encenador suíço Milo Rau. O filme será exibido a 4 de abril. A 13 de abril, fruto também desta parceria, a coreógrafa e performer portuguesa Mariana Tengner Barros apresentará a performance intitulada Séance – mediação de mensagens. Ainda ao abrigo da bienal de arte contemporânea, a artista visual e compositora Diana Policarpo apresentará Total Eclipse, uma instalação sonora e performance audiovisual criada com base na partitura original e incompleta de Status Quo/Music of the Spheres, de Johanna Magdalena Beyer. A instalação estará patente para visita entre 13 abril e 15 de junho.

A 18 de abril, o gnration juntará na mesma noite dois expoentes máximos da música psicadélica produzida em Portugal. O power trio barcelence Black Bombaim e o ensemble portuenses HHY & The Macumbas, que editaram em 2018 o magnífico Beheaded Totem, encontram-se em Braga para uma noite de proporções titánicas.

A 27 de abril, o gnration volta a celebrar o seu aniversário com as portas abertas e um conjunto de atividades para todos os gostos. Com entrada livre, o gnration open day apresentará concertos de Ammar 808, Algobabez, Sensible Soccers, Graham Dunning, João Pais Filipe, Quadra, Escola do Rock  e ainda um dj-set com assinatura DJ K-Sets

A 8 de maio, o Binário, ciclo de performance audiovisual que mostra as mais entusiasmantes performances a que é possível assistir, receberá Falaises, projeto audiovisual que junta Alexis Langevin-Tétrault, Guillaume Côté e Dave Gagnon 8 de maio. 

O jazz lendário dos australianos The Necks dirige-se a Braga para uma imperdível atuação no gnration, dia 15 de maio. Formados em 1987, o trio composto por Chris Abrahams, Tony Buck e Lloyd Swanton dá a conhecer Body, o vigésimo disco de uma carreira dedicada aos campos mais libertários e vanguardistas da música jazz.   



Em concerto já anunciado, a compositora e multi-instrumentista japonesa Eiko Ishibashi, apadrinhada pelo mago Jim O'Rourke, levará a Braga um espetáculo focado nos trabalhos lançados ao longo dos últimos anos, dia 17 de maio. Na mesma noite, e agora como novidade, juntar-se-á o multi-instrumentista brasileiro Ricardo Dias Gomes, membro da banda de Caetano Veloso. O músico brasileiro apresentará o novo disco, Aa, que conta com a colaboração da lenda norte-americana Arto Lindsay

Em resposta ao aparecimento de um conjunto de jovens compositores nos últimos anos em Braga e como antecipação do seu futuro artístico, o gnration apresenta agora Radiografia, uma perspetiva sobre os novos compositores na cidade. Ancorados no vasto domínio da música contemporânea, os trabalhos dos diferentes autores apontam para diferentes coordenadas, da música operática à acusmática, e a diferentes tipologias de interpretação, de solos a ensembles de larga escala. João Carlos Pinto, Jorge Ramos, Pedro Lima e Sara Marita integram o primeiro volume de apresentações, dia 15 de junho.

O trimestre abril-junho encerrará com um concerto do compositor e guitarrista Fennesz. Em data única em Portugal, o austríaco apresentará o mais recente disco Agora, o primeiro longa-duração a solo e em nome próprio após cinco anos de ausência discográfica e o sétimo disco da sua carreira. O concerto acontece a 19 de junho. 



Já a pensar no trimestre seguinte, o gnration torna público alguns dos nomes que farão parte do programa de música. A juntar à já anunciada presença da saxofonista britânica Nubya Garcia, que estará em concerto no ciclo Julho é de Jazz a 12 de julho, surge agora o nome de Kevin Morby. Inserido no ciclo gnration@, o músico e compositor norte-americano apresenta-se a solo no no Museu D. Diogo de Sousa, dia 8 de julho, para apresentar os temas que integram Oh My God, o regresso de Morby às edições discográficas pela Dead Oceans.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Black Bombaim avançam detalhes do novo álbum


Em março, há novo disco de Black Bombaim. O próximo trabalho do power trio natural de Barcelos volta a receber o selo da Lovers & Lollypops, e resulta do ciclo de residências artísticas que a banda fez na reta final de 2017/início de 2018 com três produtores nacionais - Jonathan Saldanha (Fujako, HHY & The Macumbas), Pedro Augusto (Ghuna-X, Live Low) e Luís Fernandes (pexie:avião) - através do qual o colectivo pretendeu desconstruir o seu processo de criação, abrindo-o à influência de três figuras importantes da música exploratória nacional. "w/ Jonathan Saldanha - 20180415" é a primeira amostra do disco, um tema curto em duração mas grande na força e músculo que o trio imprime em comunhão com as explorações ritualistas de Saldanha


O último disco dos Black Bombaim, editado em 2016, juntou o trio ao notável saxofonista alemão Peter Brötzmann, com quem atuaram mais do que uma vez, valendo-lhes um merecido apoio por parte de alguns dos meios especializados internacionais, incluindo uma menção na lista dos 10 melhores álbuns jazz do ano para a Stereogum. Em baixo, fiquem com a capa e a respetiva tracklist de w/ Jonathan Saldanha, Luís Fernandes & Pedro Augusto, disponível dia 8 de março.



Tracklist:

1. w/ Jonathan Saldanha - Zone of Resonant Bodies 
2. w/ Pedro Augusto - Three Axes 
3. w/ Luís Fernandes - Refraction 
4. w/ Luís Fernandes - 20180224 
5. w/ Pedro Augusto - 20171216 
6. w/ Jonathan Saldanha - 20180415 

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Downtown Boys, Giant Swan e Black Bombaim juntam-se à programação da Galeria Zé dos Bois


A programação da Galeria Zé dos Bois encontra-se cada vez mais recheada. O espaço cultural lisboeta promete agitar o Bairro Alto com alguma da melhor oferta musical praticada de momento, e anunciou esta semana mais um apanhado de nomes a não perder. O primeiro grande destaque desta nova senda de confirmações vai para os norte-americanos Downtown Boys, a armada punk natural de Providence, Rhode Island, que se apresentará pela primeira vez em solo nacional no dia 8 de março. A banda de Victoria Ruiz, Joey La Neve DeFrancesco, Mary Regalado, Joe DeGeorge traz ao aquário da Zé dos Bois o mais recente disco Cost of Living, editado em 2017 sob a cinta da Sub Pop e que dá seguimento ao espírito livre e paritário de um dos projetos mais inspiradores do universo punk e hardcore moderno. Rodrigo Vaiapraia estará encarregue de aquecer a noite, aqui sem a companhia das suas Rainhas do Baile.



Os Black Bombaim são mais um dos nomes que marcam a programação vindoura da Zé dos Bois. O power-trio natural de Barcelos apresenta-se mais uma vez no aquário sob a premissa de demonstrar algum do material novo que têm vindo a explorar ao longo dos últimos meses, assim como os temas que marcaram o percurso de um dos mais entusiasmantes projetos da música de peso portuguesa.

O dia 16 de março ficará a cargo dos britânicos Giant Swan. A dupla composta por Robin Stewart e Harry Wright regressa a Portugal depois terem atuado pela última vez em Coimbra, aquando da primeira edição do festival Les Siestes Électroniques em Portugal. O afinco com que os naturais de Bristol se apresentam perante um género tão rígido como o techno faz destes um dos mais entusiasmantes projetos a surgir da esfera leftfield  do género. Os sets pujantes do duo são dotados de uma visceralidade inigualável e prometem fazer suar a sala lisboeta. Antes, o produtor português trash CAN apresenta-se para um set de eletrónica desconstruída e livre de rótulos. A produtora suíça Bonaventure, que conta no seu repertório afiliações a selos tão importantes como a NON, Discwoman e Planet Mu (por onde editou o excelente e mais recente EP Mentor), tratará de animar o espaço até horas mais tardias.


A programação da ZDB fica completa com  as apresentações de  B Fachada e Benjamim, Primeira Dama, Odete, e muitos outros na primeira Noite Xita do ano, dia 25 de janeiro, a estreia nacional de Coucou Chloe e Shygirl, bastiões da emergente editora NUXXE, no dia 1 de fevereiro (primeira parte de Menino da Mãe), o guitarrista português Norberto Lobo (que se encontrará em reseidência artística a partir do dia 31 de janeiro), dia 2 de fevereiro, Moor Mother e os seus Irreversible Entanglements, dia 5 de fevereiro, Jasmim em jeito de lançamento do disco Culto da Brisa, dia 8 de fevereiro, o regresso dos Wrekmeister Harmonies, dia 14 de fevereiro, João Pais Filipe para mais uma edição 'Bola de Cristal', dia 15 de fevereiro, Noite Príncipe com DJ Marfox, DJ Nervoso, DJ Maboku, Blacksea Não Maya e BLEID, dia 23 de fevereiro, Sallim em apresentação do mais recente disco A ver o que acontece, dia 28 de fevereiro, a estreia em nome próprio de Frankie Cosmos em Portugal, com Ian Sweet na primeira parte (dia 14 de abril), e ainda a apresentação do portentoso saxofonista Colin Stetson na Igreja St. George, dia 8 de abril.


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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

OUT.RA celebra 10 anos com concerto de Black Bombaim


No dia 19 de janeiro, pelas 22h, a ADAOAssociação Desenvolvimento Artes & Ofícios   recebe a próxima programação da OUT.RA – Associação Cultural, com um concerto de celebração do décimo aniversário da associação barreirense responsável pela realização do OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro.

Em palco estarão os barcelenses Black Bombaim, exímios praticantes de um rock psicadélico portentoso e expansivo cujo percurso tem contado com a colaboração de vários músicos de referência, desde os saxofonistas Peter Brotzmann e Rodrigo Amado ao vocalista Adolfo Luxúria Canibal ou o compositor Jonathan Uliel SaldanhaPara este regresso ao Barreiro, onde actuaram pela última vez em 2012, trazem como convidado especial o saxofonista lisboeta Pedro Sousa.

A noite conta ainda com DJ sets do jovem colectivo barreirense Linha Amarela Produções e do próprio staff da associação, enquanto OUT.RA SoundsystemOs bilhetes têm o preço de 5€, sendo que o público até aos 25 anos de idade paga metade desse valor.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Super Nova regressa em Janeiro com Black Bombaim, The Twist Connection e Moon Preachers


O ano de 2019 começa com boas notícias do Super Nova, festival itinerante que percorre o país de uma ponta à outra, tendo ido do Minho aos Açores. É já a 11 de Janeiro que os Black Bombaim, Moon Preachers e The Twist Connection inicam a quinta edição do Super Nova. A Promessa certa de rock vai passar pelo Porto (Maus Hábitos), Barcelos (CCOB), Évora (SHE), Leiria (Stereogun), Torres Vedras (Bang Venue) e Aveiro (GrETUA). As entradas dão direito a duas Super Bock, à exceção do Maus Hábitos, onde o acesso é livre. 


O pontapé de arranque para este Super Nova #5 contará, como de costume, com mais uma edição das conversas de bastidores. Dia 11 de Janeiro passam pelo Maus Hábitos Nelson Ferreira (SBSR Fm), José Roberto Gomes (Killimanjaro), António Pedro Lopes (Tremor), Mariana Duarte (Ípsilon/Time Out) e Raquel Serra (Maternidade).

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Souto Rock anuncia cartaz da próxima edição


O Souto Rock 2018, que irá decorrer nos dias 5 a 7 de julho em Barcelos, já revelou o seu cartaz. 

A primeira noite realiza-se no Largo do Apoio, em pleno centro histórico da cidade, com a actuação da banda Hüll e o dj set de SpeedyBosxhNa sexta-feira, o festival regressa ao “Largo do Souto”, em Roriz. Há concertos de This Penguin Can Fly, Baleia Baleia Baleia, Paraguaii e Black Bombaim. No sábado tocam O Gringo Sou Eu (este durante a tarde), El Señor, 800 Gondomar, Doutor Assério e os franceses J.C. SàtanAs noites de sexta-feira e sábado contam animação da Lovers & Lollypops Soundsystem.

O Souto Rock acontece desde 2005 e é uma iniciativa da Associação Cultural e Recreativa de Roriz. A entrada e o campismo são gratuitos.

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Já saiu o cartaz do NOS Primavera Sound


Aí está o cartaz do NOS Primavera Sound. Depois dos já nomes já conhecidos, juntam-se agora outros nomes como Lorde, Tyler, The Creator, The War on Drugs, Arca, Father John Misty, Vince StaplesUnknown Mortal Orchestra, Fever Ray, Mogwai, Nils Frahm, Shellac (não podia faltar), A$AP ROCKY, entre muitos outros.

No cartaz existe ainda a já normal presença portuguesa, contando com alguns nomes bem conhecidos como Black Bombaim, Luís Severo, Dj Lycox, Solar Corona, Fogo Fogo, Moullinex, Tiago e Caroline Lethô.

Os passes gerais estão agora à venda por 105 euros e os passes diários custam 55 euros. O NOS Primavera Sound acontece de 7 a 9 de junho no Parque da Cidade, Porto.





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sábado, 25 de novembro de 2017

Black Bombaim preparam novo álbum em três residências artísticas

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Os barcelenses Black Bombaim já estão a preparar o seu novo álbum e desta vez farão as coisa de maneira diferente. O processo criativo tem início já neste mês de dezembro e contará com o contributo de Pedro Augusto, Jonathan Saldanha e Luís Fernandese. A edição está prevista para o segundo semestre de 2018, com o selo da Lovers & Lollypops, um ano após a edição do longa duração colaborativo com Peter Brötzmann.

De maneira a poder reinventar o processo criativo da banda, o trio decidiu juntar-se a três músicos e produtores nacionais num ciclo de residências artísticas. São eles Jonathan Saldanha (HHY & The Macumbas), Pedro Augusto (Ghuna X e Live Low) e Luís Fernandes (Peixe:Avião). O objetivo é a composição musical ficar a cargo das três figuras da música exploratória portuguesa, desconstruindo o habitual processo de criação, algo que já não é estranho a Jonathan Saldanha e Pedro Augusto, que participaram na composição de Titans (2012).



A composição a três tempos arranca já em Dezembro, com o encontro entre os Black Bombaim e o universo de Pedro Augusto, onde os timbres adquirem tonalidades e formas novas assim revelando novas perspectivas em motivos dadaísta e texturas estimulantes. Músico e compositor nos projectos Ghuna X e Live Low, Pedro Augusto tem também conduzido um largo percurso na composição de bandas sonoras nas áreas de dança contemporânea, teatro e cinema, colaborando com nomes como Ana Rocha, André Gil Mata, Ana Borralho, João Galante, entre outros. Esta residência culminará com uma apresentação pública do trabalho, em formato ensaio aberto, a 16 de Dezembro no Círculo Católico e Operário do Porto (CCOP). A entrada será livre. As sessões com Jonathan Saldanha e Luís Fernandes terão lugar em Janeiro e Fevereiro, respectivamente, e ocuparão outros espaços icónicos da cidade Invicta. 

O projecto será documentado por um filme-ensaio sobre a criação musical e a sua relação com a paisagem enquanto espaço de criação de mitologias e de somatização de fantasmas.  Esta operação fílmica e sonora, realizada por Miguel Filgueiras com argumento de Manuel Neto, responderá à forma de uma trilogia, que será também a trilogia musical composta pela banda Black Bombaim em processo de trabalho com três compositores distintos: Ruína e Memória | Espaço Sideral | Mundo.

O projecto conta com o financiamento do Criatório, uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto destinada ao apoio à criação artística contemporânea.

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Reportagem: Black Bombaim & Peter Brötzmann [Passos Manuel, Porto]



Na passada quinta-feira assistimos àquela que poderá ter sido a última atuação do power trio Black Bombaim com o génio do free jazz europeu Peter Brötzmann. O encontro entre estas duas forças tão díspares fez-se pela primeira vez em 2016, aquando do festival Rescaldo na Culturgest, no Porto, seguido de um concerto no Hard Club no dia a seguir. Black Bombaim & Peter Brötzmann surgiria uns meses depois, editado nos estúdios Sá da Bandeira, reforçando assim o histórico e a experiência jazzística no som da banda natural de Barcelos, que em 2012 trabalhou com o malogrado saxofonista Steve Mackay, esse turbilhão desenfreado que nos surge do modo mais inesperado em Funhouse dos The Stooges, e que viria contribuir com uma faixa para o disco Titans. A convivência feliz entre as sonoridades pesadas e riffs tipicamente rotulados como stoner rock do trio com a esfera jazz de cariz mais experimental não se ficaria por aqui, contando ainda com a colaboração dos saxofonistas portugueses Pedro Sousa e Rodrigo Amado.

Este ano, Black Bombaim e Peter Brötzmann juntaram-se novamente para os derradeiros confrontos com duas performances - a primeira a decorrer no Musicbox, em Lisboa, inserido nas sessões do Jameson Urban Routes, e uma última atuação no auditório do Passos Manuel, no Porto. A ocasião era de grande expectativa, portanto, e a sala portuense rapidamente se apresentou bem composta. Seguindo um registo semelhante ao do disco, o concerto iniciou-se com o poderoso sopro do saxofone tenor de Brötzmann, numa espécie de monólogo bizarro e absurdo que viria a completar-se com o som dos portugueses a surgir discreto e em crescendo. Já com a artilharia toda preparada, o monólogo transforma-se de imediato num diálogo entre gigantes, uma luta que não procura uma oposição mas sim uma comunhão de respeito e sintonia. E se a força bruta do trio português ofuscava, por vezes, a magia do saxofonista alemão, de imediato nos apercebíamos da falta e do vazio que se sentia na sala assim que este terminava o seu sopro inigualável. As suas capacidades exímias como saxofonista preenchem o espaço de tal modo que se tornam parte essencial da performance, ora de modo subtil e discreto, ora através de sopros vorazes, secos e rasgados sacados a todos os pulmões. E não esquecer que já lá vão 76 anos de vida e uma carreira incontestável cheia de marcos como Machine Gun, que em 1968 o juntou a Evan Parker para um dos discos mais desafiantes e influentes do género. 



É de louvar a coragem e a ousadia dos Black Bombaim em colaborar com nomes grandes como este, colocando-nos a nós, redatores, sob o risco de ocultar a força das suas atuações perante o encanto que é assistir a um dos cânones do free jazz como é Brötzmann, mas a verdade é que o trio possui capacidades acima da média e uma força inegável e explosiva, onde o músculo reina e nos remete para paisagens saídas de um deserto escaldante. A convivência tanto em disco como ao vivo é extremamente fortuita e bem sucedida, uma demonstração de profundo respeito por parte de ambos sem olhar para diferenças geracionais ou passado histórico. Aqui assistimos a uma prova viva de humildade, longe de preceitos e convenções onde o objetivo é a procura por novas sonoridades e experiências e, acima de tudo, evolução e crescimento. Foi sob esta premissa que tudo isto se tornou realidade, e só assim foi possível assistir ao encontro entre estas duas identidades tão diferentes, culminando assim uma bonita e improvável relação que ficará para sempre guardada na nossa memória.

Antes, os Paisiel encarregaram-se da primeira parte com um set competente que serviu como o aquecimento ideal para o que viria a seguir-se. A dupla composta por João Pais Filipe e o alemão Julius Gabriel apresentou um diálogo interessante entre saxofone, bateria e gongo, num concerto curto mas rico em melodias introspetivas e imersivas.


Reportagem fotográfica completa aqui.

Texto: Filipe Costa
Fotografia: Eduardo Silva





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