segunda-feira, 15 de junho de 2020

Pedro Augusto apresenta esta semana o seu EP de estreia a solo


Foi há cerca de uma semana que saiu "girl2tone", o tema de avanço para Duas Vozes, o EP de estreia em nome próprio do artista e compositor Pedro Augusto (Ghuna X, Live Low). A ser editado no dia 19 de junho, via Lovers & Lollypops, o álbum foi escrito a partir de duas sequências monofónicas de um sintetizador modular e assume como propósito a vontade de construir um programa musical que pudesse ser apresentada ao vivo sem programações. Seis temas de carácter visual vão compor este vídeo-álbum-viagem em que a música de Pedro Augusto se deposita sobre as imagens criadas por Rafael Gonçalves.

Pedro Augusto, sediado no Porto desde 2001, trabalha como artista e compositor musical para artes performativas e cinema. Tem vasto percurso editorial a título individual e como produtor em diversos álbuns de música portuguesa da última década. É responsável pelo arquivo Found Tapes Porto e pelo projecto musical Live Low, tendo até 2014 assinado com o alter ego de Ghuna X.

concerto de apresentação realiza-se no próximo dia 18 de junho, pelas 19h, no âmbito do Clube Lovers & Lollypops numa parceria com o Círculo Católico de Operários do Porto. A entrada custa 5 € e os bilhetes já estão à venda na Bilheteira Online. A distribuição de lugares será feita aquando da validação do bilhete, onde será atribuído um lugar marcado, de acordo com as recomendações da DGS. Uso de máscara obrigatório por parte do público. O concerto será ainda transmitido online, em directo.

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terça-feira, 5 de maio de 2020

New Ceremony é o single de antecipação para o novo disco dos Ghost Hunt

Pedro Medeiros

"New Ceremony" é o tema de avanço para II, o segundo disco de originais do duo de electrónica de Pedro Chau e Pedro Oliveira. O longa duração dos Ghost Hunt é editado a 28 de maio via Lovers & Lollypops, em formato digital. 

Os Ghost Hunt não andam à caça de fantasmas, nem querem assustar ninguém, mas a música que fazem podia ser a banda sonora de um filme de ficção científica ou de uma festa numa casa assombrada. Pedro Chau, dos The Parkinsons, sempre esteve mais ligado ao punk; e Pedro Oliveira, ex-membro de Monomoy, andou sempre mais perto do universo indie. Hoje, já mais velhos, formam a dupla electrónica Ghost Hunt, através da qual nos fazem chegar, em maio, o segundo disco de originais, II.

O disco será apresentado ao vivo, online, a 5 de junho, no âmbito da parceria que a Lovers & Lollypops estabeleceu com Circulo Católico de Operários do Porto.

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

White Haus apresenta Body Electric no Auditório CCOP


Após ter sido considerado um dos melhores discos do ano pela crítica especializada, Body Electric chega amanhã  à cidade do Porto. Depois do sucesso do espetáculo no Teatro Aveirense no início deste ano, White Haus apresenta agora o seu mais recente disco no Auditório CCOP.

White Haus, projeto musical de João Vieira (X­-Wife, DJ Kitten) editou recentemente o novo disco, Body Electric, que é agora apresentado ao vivo pela primeira vez. Há duas coisas que são imediatamente evidentes quando se ouve Body Electric, o terceiro álbum de originais de White Haus. A primeira é que estamos perante um melómano insaciável, com uma noção histórica exemplar. A segunda é que a sua música, embora canalize toda essa paixão, fá-lo de uma forma que é, cada vez mais, só sua. Tendo já percorrido o país em vários espectáculos e com presença em todos os principais festivais de Verão ­- o projeto apresenta­-se ao vivo neste novo disco como uma banda de 5 elementos.

Os bilhete estão disponíveis pelo preço promocional de 8€ e encontram-se à venda em bol.pt e locais habituais.

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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Fotogaleria: Taina Fest [CCOP, Porto]


No passado domingo, em vésperas do arranque do calendário escolar e já com as férias de sol volvidas, o ringue do Circulo Católico de Operários do Porto cumpriu com os seus deveres pagãos e foi casa da segunda edição do Taina Fest deste ano. Nesse dia que foi um autêntico arraial de verão, foi possível ver actuações de José Pinhal Post Mortem Experience, Jetro Tuga, Conferência InfernoDjs da Casa e Karaoke ao Desafio: Canções de Lena D'Água e António Variações apresentadas por Emanuel Botelho. 

Nós marcámos presença e deixamos aqui o registo fotográfico desse dia.


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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Reportagem: Hania Rani - CCOP [Porto]

"Como se setembro fosse música"


Em vésperas do equinócio de outono, Hania Rani, uma jovem pianista e compositora de origem polaca, regressou a Portugal, pelas mãos do Gig Club, para dois concertos. O primeiro teve lugar em Lisboa, no dia 4 de setembro no MusicBox e o segundo no Porto, no dia 5 de setembro no Círculo Católico de Operários do Porto (CCOP), onde apresentou peças de “Esja”, o seu disco de estreia (editado em abril), mas também vários temas inéditos, que muito provavelmente veremos compilados num próximo disco. 

Embora tenha por base um ensino de música clássica, Hania cria as suas próprias composições e projetos há vários anos. No seu trabalho, tenta cruzar as fronteiras de estilos e géneros musicais, misturando instrumentos acústicos com sons mais modernos e eletrónicos. Em 2015, lançou o seu álbum de estreia, intitulado "White Flag", gravado em dueto com o violoncelista Dobrawa Czocher

Foi com uma timidez e simplicidade emocionante que a vimos entrar em palco, no CCOP. Esperava-a, num ambiente simples, mas intimista, uma plateia expectante que tinha como “pano de fundo” o som do chilrear de aves, de quedas de água e do bailado das folhas secas que se vão desprendendo das árvores. 


Hania foi desconstruindo as complexidades melódicas, deslizando suavemente as suas mãos delicadas sobre as teclas do piano e os pés descalços sobre o sustain, numa interpretação perfeita, em que a sonoridade e a doçura da sua voz nos transportaram para um ambiente carregado de magia e de candura bucólica. 

Ao longo da sua atuação, presenteou-nos com o seu talento, em tendências da música clássica moderna, com uma ligeira incursão pelo jazz. A sua jovialidade e talento extravasaram num diálogo visceral com o piano, onde as afinidades harmónicas e rítmicas se aliaram para nos cantar estórias de "tonalidades sépia", hipnotizando quem a ouvia quando atingia o clímax clássico, onde todas as camadas melódicas se entrelaçavam. 


Durante a sua atuação, apesar da timidez que deixava transparecer, Hania foi interagindo com o público, explicando como tinha composto as várias peças que ia interpretando, indubitavelmente marcadas pela inspiração suscitada pelos sons e pela beleza da natureza dos lugares mais selvagens e isolados das montanhas da Polónia e da Islândia. 

A noite foi de emoção, tanto para o público como para Hania. Afinal era o dia do seu aniversário (deixou-o escapar baixinho, numa das poucas pausas que fez entre peças); um dia especial para a jovem pianista, mas também para todos os que a ouviram e se deixaram seduzir pelo som do piano e da voz desta menina prodígio que se desmarca de uma sonoridade rígida e dura, abraçando tendências da música clássica moderna. 

Esta noite de encantamento foi coroada por um "parabéns a você" por muitos daqueles que permaneceram na sala, depois do encore


Com toda a certeza muito ainda ouviremos falar de Hania Rani. Aguardemos por novos projetos e por um regresso a Portugal!

Texto: Armandina Heleno
Fotografias: Armandina Heleno

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terça-feira, 3 de setembro de 2019

O Amplifier Worship regressa para um segundo capítulo


Depois de uma primeira edição que incluiu concertos de Monkey Flag e Vomit-Self, o Amplifier Worship regressa para um segundo capítulo. O que previamente era apenas um dia de concertos é agora dois dias de festival, curados para trazer a melhor música extrema, experimental e psicadélica ao Porto semi-regularmente.

No dia 26 de outubro irá ser possível ver os concertos de Bong, Gnaw Their Tongues, O A K e Redemptus. Quase dois meses depois, no dia 14 de dezembro, irão ocorrer os concertos de ALTARAGE, N.K.R.T., NU e Talea Jacta.

O Amplifier Worship II acontece no Auditório CCOP, no Porto, nos dias 26 e 14 de dezembro. Os ingressos diários e combo já estão disponíveis por 20 e 35 euros, respectivamente.


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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O Taina Fest regressa ao ringue do CCOP para comemorar o final de verão


Dia 15 de Setembro é a data a reservar no calendário do final de verão de 2019. Em vésperas do arranque do calendário escolar e já com as férias de sol volvidas, o ringue do Circulo Católico de Operários do Porto vai cumprir com os seus deveres pagãos e ser casa para a segunda edição do Taina Fest deste ano. Alinhadas para o dia que se quer de arraial, as actuações de José Pinhal Post Mortem Experience, Jetro Tuga, Conferência Inferno e Dj da Casa. E porque não há arraial que se faça sem padroeiros, nem festa que se faça sem cantoria, o palco vai estar aberto também ao talento dos amadores, com um Karaoke ao Desafio: Canções de Lena D'Água e António Variações apresentadas por Emanuel Botelho

Comecemos pelo fim. José Pinhal era um cantor praticamente desconhecido até ao dia em que um grupo de embaixadores, motivados pela descoberta de duas cassetes (José Pinhal Vol. 1 e 2) num antigo gabinete do agente do músico, assume a função informal de disseminar o material num grupo restrito de amigos. Conta a história que as cassetes originais se haveriam de perder, mas que em 2016, Joaquim Gomes (outro ilustre desconhecido) haveria de revelar no YouTube o Vol. 3 do trabalho do cantor romântico nortenho. Os temas assumiram-se como a novidade viral da música portuguesa, espalharam-se pelos computadores de Norte a Sul do país para encontrarem na Favela Discos no Porto uma espécie de casa da ressurreição. José Pinhal Post Mortem Experience mais do que uma banda é uma homenagem a José Pinhal, feita pelas mãos de músicos da Favela Discos e dos Equations, e que recria, com especial destreza e músculo, o repertório do cantor.

Único e em português. Os Conferência Inferno arriscam-se a ser uma das mais interessantes novas bandas da safra que tem ocupado os tops nacionais com temas de ADN claramente português. Forjado em excursões entre as cidades de Aveiro, Porto e Vila Real, Bazar Esotérico, o EP de estreia deste power duo, experimenta-se pela electrónica de cariz dançável, com aditivos kraut, darkwave e punk. 

Sejamos claros aqui. Jetro Tuga é música portuguesa que põe a malta a dançar, a saltar e a gritar. O nome profético-aportuguesado serve de introdução ao projecto a solo de Jonas Gonçalves, guitarrista dos Stone Dead, que aqui assume os comandos dos pratos para uma peregrinação à história do rock português, onde não faltam jeans coçadas, sapatilhas rotas e batidas rápidas. A fechar as contas à festa, actuação do Dj da Casa

Nesta reviravolta ao baú da música portuguesa, o Taina Fest de Setembro lança ainda o desafio da fama aos seus visitantes. Com apresentação de Emanuel Botelho, o último arraial do Verão arrancará com um Karaoke ao Desafio, deixando o palco à disposição dos fãs de uma boa desgarrada. À escolha estarão músicas de Lena d'Água e António Variações e um armário carregado de acessórios para que os talentos mais destemidos possam apresentar-se caracterizados a rigor. A inscrição e dinâmica de participação neste alegre despique será revelada nos próximos dias nas redes sociais da promotora Lovers & Lollypops

O Taina Fest está de regresso no dia 15 de setembro e promete ainda um cardápio de comes e bebes à altura da exigências gastronómicas do Porto. Os bilhetes estão à venda na Bilheteira Online, CCOP, Louie Louie, Matéria Prima, Bunker e BOP pelo valor de 6 €. No dia, passam a custar 8 €. A entrada de crianças até aos 12 anos é gratuita.

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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Cass McCombs regressa a Portugal em Novembro


Já há datas para a apresentação nacional de Tip of the Spheres, o mais recente disco de Cass McCombs, editado mundialmente em Fevereiro deste ano. O californiano passa pelo Porto a 7 de Novembro, no auditório do CCOP, pela mão da Lovers & Lollypops, e a 8 no gnration em Braga. Os bilhetes já podem ser adquiridos na bilheteira online e locais habituais.

Considerado um dos mais fascinantes cantautores da sua geração, Cass McCombs tem conquistado, disco após disco, um lugar especial na crítica da especialidade. Com Mangy Love, editado em 2016, foi nomeado como o maior cantautor do seu tempo pelo New York Times, trilhou a lista de melhores do ano da Pitchfork e a tabela de melhor música do Washington Post. Com Tip of The Spheres experimenta-se num novo formato de gravação, mais curto e conciso, adicionando um sentido de urgência e uma solidez às onze canções que o compõem. Aqui, o rock é mais fervoroso, as baladas ainda mais bonitas e as explorações mais confiantes, num desenho sónico que destaca as influências jazz e latinas na sua composição e que continua a rejeitar definições fáceis. Um disco que aprofunda o caminho que McCombs tem vindo a percorrer no cruzamento entre a palavra e a música e que apresenta um novo conjunto de histórias sobre a vida do homem comum. Produzido por Sam Owens (Sam Evian), Tip of the Sphere conta com a participação da banda de suporte que o acompanha: Dan Horne, Otto Hauser e Frank LoCrasto, entre diversas presenças especiais.

Os bilhetes já estão à venda e têm o preço de 15 € para ambas as datas, sendo que no CCOP o preço passa para 20 € no dia do concerto.

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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Falta menos de um mês para o regresso de Hania Rani a Portugal


É já no próximo mês que Hania Rani, pianista e compositora de origem polaca, regressa Portugal para nos mostrar Esja, o seu disco de estreia, editado no passado dia 4 de abril. Os concertos serão em Lisboa (MusicBox) e Porto (CCOP), e acontecem a 4 e 5 de setembro, respetivamente.

O seu álbum de estreia foi recentemente editado com o selo da Gondwana Records, casa de artistas como GoGo Penguin e Portico Quartet, onde as composições de piano representam uma fatia grande do catálogo. Hania Rani destaca-se pela sua interpretação sensível da música, com cada nota sendo cuidadosamente colocada sobre acordes assombrosos, fazendo de Esja uma peça profundamente complexa de música clássica.

Hania Rani regressa ao nosso país pelas mãos da Gig Club e os bilhetes custam 10 € para membros e 15 € para não-membros.

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Reportagem: Taina Fest [CCOP, Porto]


No passado dia 20 de junho, a Lovers & Lollypops trouxe ao ringue do Circulo Católico de Operários do Porto mais uma edição do Taina Fest, com Mdou MoctarThe Mauskovic Dance Band e DJ Fitz. A tarde começou com muito sol e com DJ Fitz a abrir as hostilidades. O "irlandês mais cool" do bairro das Fontainhas tratou de animar os tempos mortos com ritmos bem quentes, ideais para aquela solarenga tarde de quinta-feira. 


Seguiu-se The Mauskovic Dance Band, a aventura musical de Nicola Mauskovic, baterista de Jacco Gardner. Depois da sua estreia em terras lusas em 2017, com posterior passagem pelos festivais Tremor e Milhões de Festa, regressaram mais uma vez ao nosso país para apresentar seu primeiro álbum homónimo (link para o álbum aqui), acabado de sair pela Soundway Records. As influências afrocaribenhas e de cumbia foram bem visíveis, sendo que foi impossível não bailar ao som dos holandeses, que ainda tocaram algumas músicas do seu EP lançado o ano passado, Down in the Basement


Dos Países Baixos seguimos depois para o Níger, numa viagem patrocinada pela música do virtuoso da guitarra Mdou Moctar e da sua banda. Depois de nos ter visitado ainda neste ano transacto, Moctar regressou a Portugal este mês para apresentar ao vivo o seu mais recente trabalho, o LP Ilana: The Creator, lançado esta primavera (link para o álbum aqui). Gravados nos EUA, o músico do Niger mais uma vez funde a música tuareg com o rock, sendo que Moctar já foi mais do que uma vez apelidado do "Jimi Hendrix do deserto do Saara" e encarnou em Rain the Color of Blue with A Little Red In It um guitarrista nómada largamente inspirado em Prince (podem encontrar o trailer da película aqui). Marco maior de toda uma geração de músicos nigerinos, Moctar e a sua banda fecharam com chave de ouro a parte instrumental do certame.

Seguiu-se mais uma mostra da curadoria musical de DJ Fitz, que esteve também a cargo da banda sonora da despedida de mais uma tarde bem passada no ringue do CCOP, organizado pela Lovers & Lollipops.


Texto e Fotografia: David Madeira e Edu Silva

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