quinta-feira, 16 de abril de 2020

15 anos de All is Violent, All is Bright celebrados em Portugal


Celebra-se neste ano de 2020 o 15º aniversário da edição do seminal disco All is Violent, All is Bright dos God is an Astronaut. Um disco que se tornou um marco da cultura post-rock feita na Europa (tal como Young Team dos Mogwai, por exemplo) e, que gerou toda uma nova fase na vida irlandeses.

All is Violent, All is Bright foi apresentado pela primeira vez no nosso país em janeiro de 2006, aquando da primeira tour dos God is an Astronaut por cá (acompanhados pelos ainda pouco conhecidos Linda Martini). 

Depois de de uma mão cheia de regressos a Portugal entretanto, por salas e festivais, os God is an Astronaut regressam novamente para tocarem na íntegra All is Violent, All is Bright. Depois de alterações nas datas originais devido à pandemia atual, os irlandeses têm previsto o seu regresso ao nosso país nos dias 12 (Casa da Música) e 13 de outubro (Estúdio Time Out Lisboa). O preço dos bilhetes de ambos os concertos é de 22 €.

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Walking In The Opposite Direction, In2TheSound: Na direção certa rumo ao coração de Adrian Borland


Os The Sound foram para muitos uma referência da música indie post-punk que surgiu no Reino Unido na década de 80, o clássico disco From The Lions Mouth cimenta bem aquilo que foi (e, é) a música dos The Sound, e falar de The Sound é falar de Adrian Borland. Walking In The Opposite Direction é inteiramente dedicado a Adrian Borland, e falar de ascensão e queda não é de maneira nenhuma um resumo apropriado, mas é assim um pouco este o retrato a que assistimos no Estúdio Time Out, decorado com as sombras dos espectadores sentados em modo compenetrado assistindo ao documentário da curta mas prolífera vida do cantor dos The Sound

A seguir, assistimos a um concerto dos In2TheSound, que com graça e agilidade tomaram de assalto o espaçoso palco da sala, composta de um público venerador e suficiente para celebrar as quase vinte canções que Mike Dudley, o baterista original dos The Sound e restantes músicos liderados pela presença de Carlo Van Putten com a sua voz a planar pela mesma oitava de Adrian Borland, com magníficas interpretações de canções como "Barrea Alta”, “Winter", "Winning”, "New Dark Age”, e claro "I Can't Escape Myself” (de entre muitas outras), ainda assim, a perfilharem os diamantes desta performance, numa actuação entusiasmada e entusiasmante para um público adorador dos The Sound


E a audiência esteve à altura do que se esperava, participou a viva voz quando lhe era chegada a vez de entoar refrões dos sucessos mais conhecidos dos The Sound, e respondeu em coro com fortes aplausos e sorrisos transversais em toda a plateia face à escolha do alinhamento interpretado por estes músicos. O claro clima de amizade e cumplicidade entre eles que partilham outras aventuras de estúdio com os seus projectos em comum, estiveram unidos neste palco pelo amor e respeito pela música dos The Sound, transpareceram neste evento com os olhares cúmplices trocados entre JoJo Brandt (guitarra), Carsten Lienke (baixo), Stefan Bornhorst (teclados), a adornarem a voz capaz em certas canções épicas de emoção de Carlo Van Putten e a bateria fortemente marcada de Mike Dudley

E fizeram dois encores e terminaram quase tão depressa como pontualmente começaram (o tempo voa nos bons concertos), e despediram-se com o poderoso “Heartland”. E pouco mais há a dizer  nestas ocasiões, numa noite tão original e fora do vulgar e onde se fez uma viagem ao passado. Nostálgica, é certo, com uma clara vontade de trazer à vida em palco estas canções únicas e tão singulares -, um alinhamento perfeito. Foi assim uma noite inesquecível para os fans dos The Sound, e uma genuína celebração da vida de Adrian Borland que certamente estará a sorrir no céu reservado aos músicos com alma.



Texto: Lucinda Sebastião
Fotografia: Virgílio Santos

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quinta-feira, 21 de março de 2019

Fotogaleria: TOY [Estúdio Time Out, Lisboa]


No passado dia 17 de março fomos até ao Estúdio Time Out, Lisboa, para assistir ao concerto dos TOY. A banda londrina que nos visitou pela última vez em 2017, veio apresentar o seu quarto álbum de estúdio, Happy in the Hollow, editado em janeiro do presente ano. A atuação dos TOY ficou envolta num universo de paisagens neo-psicadélicas, frequentemente invadidas pelo krautrock e pelo shoegaze.

Podem recordar a noite com as fotografias de Virgílio Santos, que se encontram na fotogaleria abaixo.


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