A Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (AEFMUP) organiza este ano mais uma edição do FMUP Music Fest, estando a sua oitava edição agendada para o dia 9 de outubro, com entrada gratuita. A atividade tem como objetivo proporcionar aos estudantes uma noite de espetáculos de música ao vivo, sendo o seu programa constituído pela final do concurso de bandas doVIII FMUP Music Fest e pela atuação de duas bandas convidadas, que vêm acrescentar maior visibilidade e interesse ao evento.
Acompanhando o crescimento exponencial que a atividade tem tido, envolvendo cada vez mais o público da cidade do Porto, o FMUP Music Fest volta este ano ao palco do Hard Club, na companhia dos QUADRA e dos FUGLY. Com as inscrições no concurso de bandas ao rubro, as 3 bandas finalistas (Phase Transition, Like I Can’t Go e Rumours) poderão ainda ser premiadas com a atuação no conceituado festival Walk and Dance, bem como com a gravação de um single num estúdio de qualidade profissional.
Não se restringindo a concorrentes estudantes da FMUP, permite hoje também que pequenas bandas de garagem possam tocar em excelentes palcos e ao lado de bandas de renome da música nacional, das quais se destacam das edições anteriores Killimanjaro, Prana, First Breath After Coma, Madrepaz, The Flying Cages e Zanibar Aliens. Funcionando como o que se pode chamar de uma rampa de lançamento de jovens artistas, os participantes de anteriores edições receberam já como prémio descontos em instrumentos e material de som, gravações de EP’s e atuações em festivais, sendo este o caso dos Daniel’s Dead Bird e dos Zebra Libra. Aquilo que começou por ser apenas um concurso de bandas de garagem realizado no Salão de Alunos da AEFMUP, tendo também já passado por palcos como o do Plano B e do Hard Club, teve no ano passado uma edição histórica ao realizar-se no Coreto dos Jardins da Cordoaria.
Em Abril de 2013 José Maria Sousa, Ana Paula Flores e Carlos Costa, decidiram contornar as dificuldades da queda do mercado discográfico realizando um sonho - o da abertura de um club de música ao vivo, equipado com um excelente PA, onde artistas nacionais e internacionais pudessem ter as melhores condições para apresentar ao público a sua música.
A vontade de continuar a ser parte activa na divulgação de novos projectos, levou à criação do Sabotage Club, um club que veio preencher uma lacuna em Lisboa: a da não existência de um espaço com uma programação semanal e regular de musica ao vivo, no espirito dos míticos Rock Rendez-Vous, Johnny Guitar, Hacienda, Max´s Kansas City e CGBG, há até quem diga “Quando se quer ter uma experiência a la New York, vai-se ao Sabotage” – Victor Rua.
O clube oferece ao público a possibilidade de experienciar concertos num espaço intimista, onde se pode sentir a proximidade da e com a música. Projectos como Mão Morta, Pop Dell´Arte, Toy, Motorama, Mutantes, Legendary Tigerman, The Parkinsons, Reporter Estrábico, Cave Story, Emma Rutth Rundle, TAU, Paulo Bragança, Telectu, Lydia Lunch, Spindrift, King Khan, Cosmic Dead, Dean Wareham, Kid Congo, The Mystery Lights, The Coathangers, The Pretty Things, Archie and the Bunkers, Scott Kelly e King Dude foram alguns dos nomes que passaram pelo palco desta sala ao longo destes 6 anos.
O 6º aniversário do clube será celebrado em 3 dias. No primeiro dia (2 de maio) temos o regresso aos palcos dos LÖBO e a apresentação do novo disco de Jibóia. No segundo dia (3 de maio) preparem-se para uma explosão caótica de loucura com os The Parkinsons e os tão ansiados Biznaga de Madrid. A terminar em grande, uma noite (4 de maio) com o calor e agitação de Sunflowers, Fugly e Moon Preachers.
A porta abre todos os dias às 22:30, começando os primeiros concertos às 23:00. Excepto o primeiro dia (02 de Maio) que encerra às 04:00, nos restantes dias, a casa fechará pelas 06:00. Os bilhetes têm o custo de 10€ por dia e 25€ para quem queira vir aos 3 dias.
É muito provável que muitos de vós tenham só pensado na lamechice do dia dos namorados e se tenham esquecido do que realmente interessa, ou seja, fazer planos para o fim de semana. Nós temos algumas sugestões para seguirem em direção a Barcelos porque nos próximos dias vai estar incrível.
É já esta sexta à noite, pelas 22:00h, que os Wrekmeister Harmonies se apresentam pela primeira vez em Barcelos, através do triciclo, para apresentarem o último e fantástico álbum, The Alone Rush, e assim inaugurarem o novo espaço “blackbox” do Teatro Gil Vicente. O concerto pretende-se intimista e por isso está limitado a 100 lugares, por isso é melhor mexerem-se. Ah, e é gratuito.
No sábado, também pelas 22:00h, mas no emblemático Círculo Católico de Operários de Barcelos (CCOB), acontece mais uma edição do Club Souto. A entrada é de 5€, mas há três concertos para todos os gostos. Podem contar com o duo francês TURFU, formado por bateria e acordeão que volta a Portugal e até lançam o álbum de estreia um dia antes do concerto, os FUGLY, com o seu garage rock que já percorreu esses festivais que vocês todos gostam e as Decibélicas, com o punk que puxa os decibéis como se de um projétil se tratasse. Como a festa não pode acabar cedo, ainda podem quinar no fim da noite ao som de El Rabat DJ set no bar do Quina Roque, que é o sítio oficial do after.
O festival mais itinerante de Portugal vai para a sua quarta edição, contando com três dos nomes mais interessantes da nova geração de bandas rock nacionais. Entre Setembro e Dezembro, Cave Story, Fugly e Baleia Baleia Baleia tocam em seis salas nacionais, no primeiro circuito a cruzar atlântico rumo aos Açores.
O arranque, como é hábito, será dado no Maus Hábitos, já a 28 deste mês, com um programa que integra ainda conversas em torno dos temas mais actuais da indústria da música. Seguem-se, o Arco 8 em Ponta Delgada, o Club de Vila Real, o Carmo 81 em Viseu, o Salão Brazil em Coimbra e o Stereogun em Leiria. Os bilhetes, esses, custam 3 euros com oferta duas Super Bock, à excepção do Maus Hábitos, onde a entrada é livre.
Consultem em baixo o programa completo:
28 de Setembro, Maus Hábitos, Porto
-18h00 - Conversas de Bastidores com Tiago Castro (SBSR.FM), Henrique Amaro (Antena 3), Luís Fernandes (GNRation), Afonso Lima (ZigurFest) e Luís Masquete (Killimanjaro, GrETUA)
O segundo dia do festival contou com a primeira sessão Vozes
na Escrita e os primeiros concertos no palco Jazz na Relva, localizado perto do
rio e do campismo. A sessão de leitura esteve a cargo de António Zambujo,
Manuela Azevedo e Sara Carinhas, enquanto que os concertos foram do duo
viseense Galo Cant’às Duas e de S. Pedro. Todos eles contribuíram para uma
agradável tarde soalheira.
Algum tempo depois, o recinto abriu e o primeiro concerto
esteve a cargo dos portuenses Fugly. A banda levou ao palco secundário do festival
as suas malhas garage e punk rock e o público já presente começou a dar tudo
logo de tarde, chegando a haver um pequeno mosh pit e crowdsurfing. A banda,
bem disposta e feliz por ter passado do lado do público para cima do palco,
esteve em boa forma, mas desapontou-me com uma setlist na qual a maior parte
das músicas eram bastante esquecíveis. Não os conhecia muito bem e não fiquei
muito curioso em ouvir mais, apesar de terem acabado em grande com "Inside My Head". Foram prejudicados por um som de baixo muito mau, que tornava muito difícil
perceber as notas que estavam a ser tocadas.
The Mystery Lights
Vi durante poucos minutos os também portugueses X-Wife antes
de regressar ao palco secundário para o concerto de The Mystery Lights. Mais
problemas, desta vez não com o som do baixo especificamente, fizeram o concerto
começar mais de 10 minutos atrasado, mas este acabou por correr bem, tirando
uma curta interrupção após as primeiras duas músicas devido aos referidos
problemas técnicos. Foi mais uma dose de garage rock energético, desta vez com
psicadelismos à mistura, com a banda a puxar pelo público e um som melhor
equilibrado do que em Fugly. A banda americana tocou músicas novas e convidou a
subir ao palco um boneco de um sapo de um membro do público, para o qual
tocaram uma canção.
Shame
Ouviu-se depois o pós-punk dos britânicos Shame. Os autores
de “Concrete” e “One Rizla” apresentaram estas e outras boas músicas do seu
álbum de estreia Songs of Praise, para além de “Human for a Minute”, música
nova que não desapontou. A banda elogiou Portugal e referiu a sua vinda ao
Milhões de Festa, que caracterizaram como uma “pool party”. O vocalista fez
crowdsurfing, a banda enganou-se um par de vezes e os fãs cantaram no que foi o
primeiro concerto a destacar do dia.
De volta ao palco secundário, assisti ao concerto de
Japanese Breakfast, o projeto da coreana Michelle Zauner. Os seus álbuns são
preenchidos por um dream pop pouco original que nunca me cativou muito, mas fiquei
surpreendido pela positiva com a sua atuação, que me entreteve mais do que
esperava. Entre as melhores músicas estiveram “Till Death”, após a qual
Michelle agradeceu ao público por “um perfeito primeiro concerto em Portugal”,
“Dreams” (original dos Cranberries), e, a fechar o concerto, “Machinist”, com
uma sonoridade synth pop que a diferenciou das canções anteriores.Pelo meio algumas músicas foram
melhores e outras demasiado iguais entre elas, criando alguns momentos mais chatos.
Houve tempo também para um bom momento onde Michelle falou sobre os seus poucos
conhecimentos sobre a língua portuguesa. Aprendeu apenas três palavras,
“batata” e outras duas que não chegaram a ser referidas. Certamente nenhuma
delas tão importante como a que foi nomeada.
Surma
Já não tenho paciência para The Legendary Tigerman, portanto
garanti que o seu concerto coincidia com a hora de jantar, após a qual foi
possível ver um pouco da atuação de Surma. Foram poucas as músicas que pude
ouvir, mas fiquei com pena porque os bonitos sintetizadores e voz da artista
portuguesa, sozinha em palco e muito feliz e nervosa por estar a tocar em Paredes
de Coura, conquistaram-me rapidamente. Não estava com grandes expetativas, mas
saí do concerto com vontade de ver e ouvir mais, muito mais impressionado do
que quando assisti a um concerto dela em 2016. Foi uma bonita sessão de pop
eletrónico calmo e descontraído.
O melhor do dia (e do festival) chegou logo a seguir. Os
Fleet Foxes subiram ao palco principal do festival e deram um concerto
imaculado que nem os problemas de som conseguiram estragar. O som dos
instrumentos estava muito melhor do que na maior parte dos outros concertos, no
entanto o volume estava estranhamente baixo, algo que deve ter sido chato para
quem estava nas filas mais atrás. O microfone de Robin Pecknold não pareceu ser
o mais adequado ao timbre da sua voz, mas após duas músicas já estava habituado
à sua sonoridade. Para além disso, o som falhou durante fracções de um segundo em
duas ocasiões, mas após estes incidentes não houve novos problemas e o volume
do som foi aumentado. A performance da banda foi excelente, a setlist igualmente
boa. Foi um dos concertos mais bonitos que tive oportunidade de assistir neste festival
e foi simplesmente incrível ouvir canções como “Ragged Wood”, "White
Winter Hymnal", "Third of May / Ōdaigahara" e “Helplessness
Blues”, esta última a marcar um grande final de concerto. A banda passou pelos
seus vários discos e deu, na minha opinião, o melhor concerto do festival.
Jungle
Não é nada fácil suceder um concerto como o dos Fleet Foxes,
mas os Jungle surpreenderam-me e fizeram um bom trabalho. Com um som muito bom,
músicas dançáveis cheias de groove e um público conquistado pela sua sonoridade,
a banda tocou “Time”, “Busy Earnin’” e outras canções bastante catchy de Jungle
e For Ever (álbum que irá sair em setembro) numa atuação divertida e muito
competente. Por vezes houve uma repetição exagerada entre a sonoridade e
estrutura das canções, mas isso não impediu o concerto de ser bastante bom e
uma excelente aposta para encerrar o palco principal neste segundo dia de
festival. No entanto, para quem não foi embora após este concerto, o melhor do
género ainda estava para vir.
Confidence Man
Os Jungle puseram muita gente a dançar, mas não me
conquistaram da mesma forma que os Confidence Man. Deram sem dúvida o concerto
mais divertido do festival. Ouviram-se inúmeras malhas de alternative dance e
nu-disco sem interrupções, todas elas marcadas pelo excelente trabalho do
baterista Clarence McGuffie, acompanhado por Reggie Goodchild nos
sintetizadores. No entanto, as estrelas foram Janet Planet e Sugar Bones, o duo
que cantou e dançou durante a maior parte do concerto e que não deixou o
público parar. Com uma atitude espetacular, coreografias muito engraçadas,
várias mudanças de vestuário, champagne e imensa energia, fizeram da sua
performance a melhor num after deste festival. "Don't You Know I'm In a
Band", "Boyfriend (Repeat)", "C.O.O.L. Party",
"Bubblegum”, todas estas músicas são boas em estúdio, mas ao vivo não
podiam resultar melhor. Um dos concertos mais marcantes a que assisti este ano,
quem me dera que todas as noites acabassem assim.
Quando falta pouco mais de um mês para celebrarmos o casamento do campo com a música em Ruílhe, Braga, o Rodellus anunciou os últimos oito nomes que irão compor o cartaz da sua edição de 2018. O festival de música urbana em cenário campestre, que se realiza este ano entre 19 e 21 de julho, confirmou a presença de Filho da Mãe, guitarrista que editou em maio o novo álbum Água Má, os alemães do stoner e psicadelismo Mother Engine e os jovens do garage nacional FUGLY. As restantes confirmações são Tresor&Bosxh, D/F/S, Funkdilla (Funkamente b2b DJ Quesadilla), EL SEÑOR e de Turquoise.
A estes nomes juntam-se os franceses SLIFT,os escoceses The Cosmic Dead,os neozelandeses The Cavemen e os espanhóis Kings Of The Beach. No contingente nacional há Grandfather's House, Baleia Baleia Baleia, The Lazy Faithful, Ecstatic Vision, Omie Wise, O Gringo Sou EU, Sunhui, Imploding Stars, , Astrodome e os Madrepaz.
Os passes para o Rodellus têm neste momento e até 30 de junho o preço de 15€. A partir de 1 de julhoe até ao dia do evento os passes custarão 20€.
Todos os anos se realiza em Monção a Festa da Coca (no Minho, a palavra coca pode ser sinónimo de raiva ou ódio / coca é também uma máscara que se faz com a casca de uma abóbora (que no Minho designada por coco)). Esta é uma das mais importantes festas da região e é no embalo dessas festividades que o Festival Coca'in Festa se integra. Afirmando-se cada vez mais enquanto uma iniciativa dinamizadora município de Monção, o Festival Coca'in Festa (que este ano completará a sua quarta edição) atribui a estas festas solenes uma nova dimensão – mais informal e contemporânea – oferecendo aos seus espectadores uma montra de música nacional contemporânea. Entre o reputado Xinobi e os emergentes Fugly, todos irão atuar na Rua da Independência, no Centro Histórico de Monção, no dia 2 de junho.
O festival A Porta, que irá decorrer em Leiria nos dias 16 a 24 de junho, adicionou novos nomes ao seu cartaz. As últimas confirmações são FUGLY, Filho da Mãe, Marco Franco, Lovers & Lollypops Soundsystem e A Portinha, uma secção de workshops, actividades e experiências para público de todas as idades.
Os outros nomes que já integram o cartaz do festival são Dead Combo, Bonga, Conan Osiris, The Parkinsons, Memória de Peixe, Emperor X,Nice Weather for Ducks, Primeira Dama, Urso Bardo e Blue Crime.
No passado dia 21 de abril fomos até à Oliva Creative Factory, em S. João da Madeira, assistir à sexta edição do Party Sleep Repeat, por onde passaram projetos como Manel Cruz, Stone Dead, Solar Corona, Zulu Zulu, FUGLY, El Senõr, Throes + The Shine, entre outros.
A foto-reportagem do evento, na lente de Pedro Campos Pereira, pode ser consultada aqui ou em baixo.
O cartaz conta também com artistas como Arcade Fire, Slowdive, King Gizzard & the Lizard Wizard, Frankie Cosmos, Fleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros.
OPARTY SLEEP REPEAT é um dos festivais com mais personalidade e boas intenções em Portugal. Nascido em 2013 como um tributo a Luís Lima, um jovem sanjoanense falecido em 2012 que, entre muitos atributos, tinha um grande interesse por música e enorme consciência social. De forma a honrar a sua memória, um grupo de amigos e os pais do Luís, juntamente com o apoio de parceiros locais, decidiram homenageá-lo através de um festival que pretende unir estas duas paixões.
Este ano o festival de São João da Madeira, considerado "a maior promessa cultural da cidade", celebra a sua sexta edição e ao longo dos anos podem orgulhar-se de já terem contado com bandas como Capitão Fausto, Paus, Legendary Tigerman ou Linda Martini. Este ano conta com um plantel não menos ambicioso e com alguns fortes da música portuguesa.
Poucas figuras da história da música portuguesa se aproximarão do emblemático Manel Cruz. Se lhe é atribuído o cunho de ser um dos mais naturais contadores de estórias, também detém a patente de fazer das tripas coração desde o início da sua carreira, já desde os tempos de Ornatos Violeta e de quando o seu nome saía naturalmente das bocas do Mundo. Depois de projetos como Foge Foge Bandido, Pluto ou Supernada, voltou aos concertos em 2017 em nome próprio, com uma formação que o inclui no ukulele, no banjo e nos teclados e a outros cúmplices já conhecidos como Nico Tricot (voz, flauta transversal, teclados, guitarra), Edú Silva (voz, baixo, teclados) e António Serginho (percussão, teclados). Está previsto para este mês o seu primeiro álbum desde 2012 (Nada é Possivel dos Supernada) em nome próprio.
Os Throes + The Shine englobam aventura e vitalidade. Usam cada grama da sua criatividade para originarem algo singular e que se concentra numa energia completamente efusiva em palco. Oriundos do Porto e de Luanda, a sua génese prendeu-se com a fusão do kuduro com o rock, mas que entretanto alargou os seus horizontes de forma a albergar uma multitude de culturas que podem ir de África à Europa ou da América do Sul aos Estados Unidos. Depois de lançarem dois álbuns e de criarem uma presença regular por essa Europa fora, editaram em Maio de 2016, Wanga, trabalho que contou com a produção de Moullinex e tem o selo da Discotexas.
Stone Dead
Os Stone Dead são uma banda de Alcobaça formada por João Branco, Bruno Monteiro, Jonas Gonçalves e Leonardo Batista. O seu estilo visita desde o rock n' roll, o rock clássico dos Beatles ou dos Beach Boys e até o som mais pesado do stoner rock. Depois dos EPs The Stone John Experience e Silver Ball, em 2017 lançaram o seu primeiro álbum de longa duração, Good Boys, que proporcionou uma maior popularidade à banda e uma maior onda mediática. O seu rock irá ser sem duvida um dos concertos mais eletrizantes e um dos pontos altos da noite.
Zulu Zulu é um projeto que nasceu em 2015 em Maiorca do qual fazem parte os músicos Miquel Mesquida, Miquel Perelló e Pep Toni Ferrer. A sua música baseia-se em sons africanos e é cantada por uma língua inventada pelos mesmos. No ano passado lançaram o seu primeiro álbum, Defensa Zebra (Foehn Records, 2017), um álbum repleto de ritmos energéticos e de influencias psicadélicas.
FUGLY
Dois anos depois do primeiro EP Morning After, após muito sangue, suor e lágrimas, os FUGLY seguem o seu percurso em busca do caos e da excentricidade frenética do noise e do garage, bem como a cura para a ressaca, com o novo Millennial Shit, a ser lançado pela editora independente O Cão da Garagem. O álbum, completamente produzido e gravado pela banda no Adega Studios, arranca a todo o gás com "Hit the Wall, Ciao (You’re Dead)", "Millennial Shit", "Take You Home Tonight" e "Yey". Todas elas com um registo harmónico e melódico muito simples, directo ao assunto.
Solar Corona é uma banda de rock psicadélico, formada em 2012 e reformada em 2016 como um trio composto por Rodrigo Carvalho (guitarra e sintetizador), o principal condutor deste veículo espacial, José Roberto Gomes (baixo) e Peter Carvalho (bateria). O som da banda é uma autentica viagem alucinatória que prometo os ouvintes viajarem por inúmeras estações de serviço ao longo da via láctea.
Estas e outras bandas (El Señor e GO'EL) vão estar presentes na sexta edição do Party Sleep Repeat na Oliva Creative Factory, no dia 21 de Abril, assim como os DJs Adão, Le Cirque De Freak e Cosmonauta17. À semelhança do que se sucedeu nos anos anteriores, a receita da bilheteira reverte para projetos de investigação da Liga Portuguesa Contra o Cancro e para o projeto Apadrinhe esta Ideia, angariando donativos para famílias carenciadas.
A mais recente confirmação do festival de São João da Madeira, PARTY SLEEP REPEAT, são a banda de rock kuduro Throes + The Shine. A banda cujos membros são proveniente de Luanda e do Porto juntam-se a Manel Cruz, que irá encabeçar o festival, FUGLY, Stone Dead e Solar Corona.
O PARTY SLEEP REPEAT é um festival de música solidário que nasceu em 2013 como um tributo a Luís Lima, um jovem sanjoanense falecido em 2012 que tinha um grande interesse por música e enorme consciência social. Desde a primeira edição, em 2013, que o PSR se distingue pela vertente solidária, angariando através da receita de bilheteira, donativos para famílias carenciadas e, desde a 4ª edição, apoia a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
O festival irá decorrer no dia 21 de abril na Oliva Creative Factory e os bilhetes já podem ser adquiridos na bilheteira online. A pré-venda está fixada em 9€ (campanha limitada ao stock existente), sendo que no dia podem ser adquirido por 12€ no local do evento.
A promotora de Fafe, Malfeito, está prestes a celebrar um ano de atividade e para celebrar esta data irá organizar o fest Um Ano Malfeito nos dias 9 e 10 de março, que irá contar com bandas como Sunflowers, Psychtrus, Fuglye Kings of the Beach. O grande destaque da primeira noite são os Sunflowers, onde vão ter oportunidade de mostrar algumas malhas do seu segundo disco Castle Spell, estreado em fevereiro.
Os Psychtrus, jovem banda de Santo Tirso, estarão encarregues de abrir a noite e de com algumas das suas malhas garage psych que lançaram no ano passado no seu álbum homónimo.
A encerrar a noite podemos contar com os DJ sets da Pointlist, produtora e agenciador de concertos, responsável pelo festival Black Bass - Évora Fest. A segunda e ultima noite do festival, irá ver subir para cima de palco os FUGLY que irão aproveitar, tal como os Sunflowers, para apresentar o seu álbum de estreia lançado em janeiro, Millenial Shit.
Antes de FUGLY, a banda galega Kings of the Beach irá apresentar algumas das suas músicas rápidas e selvagens que constam no álbum Super Awkward, Fucking Awesomelançado em fevereiro deste ano.
O after ficará entregue a Paulinho e a Nuno Biónico, homem por trás da promotora Dedos Biónicos. O festival irá decorrer no Café Avenida sendo que o bilhete diário custará 5€ e o geral 8€.
Os FUGLY lançaram hoje (19 de janeiro) o sucessor de Morning After EP (2016), onde procuram o caos e a excêntricidade frenética do noise e do garage, bem como a cura para a ressaca. Este novo trabalho, composto por um total de dez músicas vai buscar inspiração no nome à geração Y e gira à volta do romance jovem, das noites loucas em que tudo de mau e bom acontece. O disco está disponível para audição na íntegra e o trio anunciou também as datas da tour de apresentação do trabalho. O álbum, completamente produzido e gravado pela banda no Adega Studios, apresenta músicas rápidas, com pouco tempo e que em poucos versos, introduzem a história: a decadência emocional de quem acabou de ficar sozinho, perdido no meio de copos e tal, em que nem os amigos conseguem fazer nada para mudar, apenas uma epifania causada por muito desgaste psicológico. Do disco já eram conhecidas as faixas "Hit the Wall" e "Take You Home Tonight".
Millenial Shit foi editado esta sexta-feira (19 de janeiro) pelo selo O Cão da Garagem.
Millennial Shit Tour 2018 9 de fevereiro - Maus Hábitos, Porto 10 de fevereiro - Damas, Lisboa 16 de fevereiro - Quina das Beatas, Portalegre 17 de fevereiro - SHE, Évora 22 de fevereiro - Tabacaria Teatrão, Coimbra 23 de fevereiro - Clap Your Hands and Say Fest, Leiria 24 de fevereiro - Boreal Festival de Inverno, Vila Real 2 de março - El Corzo, Santiago de Compostela 3 de março - Porta Onze, Monção 9 de março - Sé Lá Vie, Braga 10 de março - Café Avenida, Fafe 13 de março - Madrid (Espanha) 14 de março - Bilbao (Espanha) 15 de março - Toulouse (França) 16 de março - Saint-Jean-de-Laur (França) 17 de março - Limoges (França) 18 de março - Antuérpia (Bélgica) 20 de março - Eindhoven (Holanda) 23 de março - Chemnitz (Alemanha) 24 de março - Hannover (Alemanha) 25 de março - Berlim (Alemanha) 29 de março - Viacenca (Itália) 30 de março - Bolonha (Itália) 31 de março - Roma (Itália) 1 de abril - Perpignan (França) 4 de abril - Oviedo (Espanha) 5 de abril - Lugo (Espanha)
Depois de terem andado 2 anos na estrada com o EP Morning After na bagagem, os nortenhos Fugly preparam-se finalmente para editar o seu disco de estreia, Millennial Shit, no dia 19 de janeiro via O Cão da Garagem, nas plataformas digitais e em CD. Em baixo podem ler a nossa conversa com Pedro Feio (guitarra e voz) e Rafael Silver (baixo), que aconteceu num final de tarde chuvosa no Teatro São Jorge. Threshold Magazine (TM): De certeza que vocês já ouviram esta pergunta mais vezes, mas qual é a origem do vosso nome? Tem algo a ver com o teu apelido (Pedro Feio), não é? Pedro Feio (Pedro)- Sim sim, o nome veio de eu me chamar Pedro Feio, traduzimos para Ugly e depois eu creio que foi o Gil que atirou para o ar "Ah, Fugly!". Na altura não gostei nada da ideia mas depois ficou. Um gajo feio como a merda, "fucking ugly". TM - Como é que os vossos amigos d'O Cão da Garagem vos ajudaram a arrancar com este projecto? Pedro- Eles tinham começado a editora mesmo há pouco tempo, tinham lançado só uma cassete dos 800 Gondomar e uma dos Sunflowers, e disseram "Epá, estamos a pensar fazer uma editora, uma cena nossa, lançar projectos e o caraças". Como nós também estávamos na Pointlist, fazia sentido por causa da proximidade. Dissemos então "Siga, vamos para isso". Na altura nem sequer tínhamos ideia de como é que íamos fazer uma edição física do EP nem nada. Pensámos em pôr na net, aí no Spotify. Ou mesmo no YouTube já era fixe. Mas eles disseram "Não pá, nós conhecemos aí uma fábrica que faz cassetes, querem fazer umas cassetes?". Nós concordámos com a ideia e correu mesmo bem, foi fixe. Houve bué malta que ficou muito curiosa com a cena da cassete, porque não é um formato normal. TM - Sim a cassete "explodiu" nos últimos anos. Pedro - Sim, e foi uma surpresa. Agora para este novo álbum também estamos com eles e estamos confiantes. Gostamos muito do trabalho do Carlos e da Carolina (Sunflowers). TM - Nós já ouvimos o vosso álbum e nota-se claramente uma evolução do EP para aqui. Houve algumas diferenças no processo de gravação e composição dos dois registos? Pedro - Houve. Na captação houve muitas diferenças, tentámos explorar um bocadinho mais outras formas de gravar os instrumentos, com captações diferentes de microfones. Até as guitarras do Nuno ficaram com dois amplificadores, gravámos com dois amplificadores e depois fizemos a mistura de acordo com isso. Alias o Rafael é que fez a mistura (risos). E mesmo na parte composicional, deixámos de ter músicas mais baseadas em riffs como tínhamos no EP e começámos a introduzir mais a voz, até mais formato de canção. Tentámos ser um bocadinho mais curto e grosso em algumas músicas, principalmente no início do disco. Rafael - Sim, a segunda metade do disco já é um bocadinho voltar às raízes. Pedro - Exacto, a puxar um bocado para trás. TM - Porquê dar o nome Millennial Shit ao álbum? Qual é o conceito? Pedro - Epá, somos todos uma merda (risos). Tem os dois lados. É dizer que somos uma geração que está um bocado na merda e que somos uma merda de geração. E depois também dizer que nós é que somos a cena, nós é que somos a "shit". Rafael - We are the millenial shit (risos). Pedro - No fundo é porque o disco todo fala desse tema, intrinsecamente. Dos problemas da nossa geração, dos problemas juvenis da revista Bravo. Será que o Brad Pitt gosta de mim? (risos).
TM - Na "Take You Home Tonight" vocês falam de saudades por uma pessoa. Quem é ela? Pedro - Epá saudades... não é especificamente saudades. TM - "I don't miss you, I miss you again". Pedro - No fundo acho que toda a gente da nossa geração já passou por essa fase da negação, da não-negação, do não-saber. Depois estou bêbado e não sei o que é que decidi. Rafael - Dos amores espontâneos. Pedro - E depois ligar às 5 da manhã a dizer "Olha queres voltar?", e responder "Não, não dá" (risos). Pronto essas merdas que constantemente acontecem nas nossas saídas, na nossa maluqueira toda. Por isso acho que é dirigido a toda a gente que passa por uma fase destas, basicamente.
TM - Tenho muitos amigos que já vos viram e dizem que vocês "partem a loiça toda" em palco.
Pedro - Por acaso nós nunca trouxemos loiça para o palco, é uma coisa que temos de começar a fazer (risos). Eu acho que se arranja um Vista Alegre ou alguma coisa assim.
TM - Os Black Lips também levam papel higiénico para o palco, vocês podem podiam levar loiça para partir.
Pedro - Olha loiça era fixe (risos). Epá obrigado, nós tentamos sempre dar tudo no máximo. Às vezes temos dias em que estamos mesmo todos rotos, mas tem mesmo que ser. Temos que tentar extrair a nossa energia ao máximo.
Rafael - Tocar como se fosse o último concerto.
TM - Têm alguma banda que viram ao vivo (ou em video) que vos inspirou para dar concertos assim?
Pedro - Muitas muitas, tantas bandas... Desde os Clash nos anos 70 tinham concertos que eram uma loucura.
Rafael - Os MC5.
Pedro - Sim os MC5 tinham cenas mesmo de loucos. Cenas mais recentes também, tipo Ty Segall, FIDLAR e merdas assim.
TM - Oh Sees talvez.
Pedro - Oh Sees também claro, essa malta toda nesta onda de agora.
TM - Há uma frase que eu digo muito com os meus amigos na brincadeira, que é "O garage está morto". O que vocês têm a dizer sobre isto?
Pedro - Eu acho que o garage já não é o garage que era o garage no inicio do garage. Percebes? Grande volta que eu dei (risos). Acho que já evoluiu para outro estatuto, já não é bem...
Rafael - ...uma moda vá.
Pedro - É uma coisa que ainda vive nas ruas e nas garagens de Portugal e do mundo inteiro (risos).
Rafael - É um nicho.
Pedro - Sim, no fundo é um nicho.
TM - Uma coisa que começou na garagem mas agora já é uma coisa mais profissional.
Pedro - Sim, agora já não é tão na garagem. Apesar de mantermos ainda aquela estética do Do It Yourself. Nós temos que arranjar os nossos microfones, os nossos cabos e as nossas merdas para ligar e gravar. Por isso acho que o garage é um bocado esse espírito, é tentares fazer por ti próprio.
Rafael - O espírito não está morto.
Pedro - Sim, acho que o espírito está lá, é isso.
TM - E como é que acham que as bandas portuguesas se podem expandir no mercado internacional?
Pedro - Pagas a alguém e esperas pelo melhor (risos). Existem muitas plataformas da União Europeia que estão a tentar fazer com que a música portuguesa seja exportada, nomeadamente festivais como o Eurosonic. Hoje em dia também há aquela cena de haver muitos eventos como esse, simplesmente corporativos, profissionais, para tentar extrapolar a música e mandá-la para todos os lados. Temos também uma facilidade enorme de entrar em contacto com pessoas de todo o mundo. Acho que facilmente se consegue fazer uma ponte de ligação com outro país e tentar marcar um concerto.
Rafael - Acho que há uma fase inicial numa banda que é um investimento, é como se estivesses a começar uma empresa. Não podes esperar fazer fortunas, tens que arriscar um bocadinho e se calhar uma vez ou outra ficar a perder.
TM - É que há pessoas que dizem "Ah e tal se tiverem talento depois as coisas vêm naturalmente" mas não é bem assim.
Pedro - Não funciona bem assim, isso é o que era bom (risos).
TM - Num mundo perfeito...
Rafael - Depende do espectro musical que estás a abranger.
Pedro - Era o que seria justo, mas não é bem assim que funciona.
Rafael - É conseguir ter essa paciência e insistir.
Pedro - É ter perseverança acima de tudo e trabalhar muito, é por aí.
TM - Se pudessem escolher um artista qualquer à vossa escolha para participar no vosso álbum quem seria?
Pedro - Qualquer um que esteja morto (risos). É verdade. Um gajo que esteja vivo que eu queira que participasse... não sei. Gostava muito que fosse o John Lennon ou o Jimi Hendrix. O John Bonham, gostava que ele estivesse no nosso projecto. Temos muitas influencias de coisas muito antigas, e infelizmente já não está cá muita dessa malta.
Rafael - Joe Strummer.
Pedro - Mas se fosse um de agora, deixa-me pensar...
Rafael - Epá, eu gostava de trabalhar com os King Gizzard and the Lizard Wizard. Podia ser uma coisa nova, fazer um novo projecto. Mas gostava de trabalhar com essa malta.
Pedro - Epa não sei... Fernando Madureira.
TM - Um dos grandes.
Pedro - Era divertido. Já viste o que era a claque dos Super Dragões a cantar as nossas músicas?
TM - Acho que é uma boa escolha o Fernando Madureira.
Pedro - Ele impõe respeito, tu até tens medo de lhe cumprimentar ou dizer olá porque o gajo até parece que te vai virar ao contrário ou qualquer merda (risos).
TM - E para terminar, quais são os vossos planos para o futuro?
Pedro - Temos concertos variados, um sortido de concertos. Temos Porto e Lisboa. Porto no Maus Hábitos dia 9 de fevereiro e dia 10 de fevereiro no Damas aqui.
Rafael - Será o lançamento oficial do disco.
Pedro - Exactamente. E depois vamos andar por aí. Évora, Braga, Coimbra, Leiria... Depois vamos ter uma tourzita de 3 semanas com os Whales, que são uma banda da Omnichord de Leiria.
Rafael - 3 semanitas a partir de 15 de março?
Pedro - 14 de março a 7 de abril acho eu, são para aí 18 concertos pela Europa fora. Vamos ver o que é que acontece.