sábado, 9 de novembro de 2019

STREAM: 10 00 Russos - Kompromat


Chegou às prateleiras esta semana o terceiro disco de estúdio dos portuenses 10 000 RussosKompromat, que dá sucessão a Distress Distress (2017) e que os volta a projetar no cenário europeu como um dos atos relevantes na cena do kraut-rock e música psicadélica. Ao longo de cinco faixas, onde o ritmo aparenta ser palavra de ordem, os 10 000 Russos sugerem uma revolução dupla no panorama sócio-político e no próprio estado subconsciente do humano. Ao contrário do que foi assimilado no seu antecessor, este Kompromat emana uma sensação de libertação, apesar do sentimento opressivo que lhe corre nas veias.

De Kompromat já tinha sido divulgado o primeiro tema de avanço, "Runnin' Escapin'", com foco nas linhas de baixo constantes, ritmos imersivos e ambientes onde a guitarra conduz à hipnose. Além da referida faixa recomenda-se ainda a audição de "The People, na onda de uns Neu!, poderoso melancólico "Quite a Charade" e ainda o tema de encerramento "The Wheel", a mostrar um lado mais industrial nos lançamentos da banda. Kompromat pode ouvir-se na íntegra abaixo.

Kompromat foi editado esta sexta-feira (8 de novembro) pelo selo Fuzz Club Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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sábado, 19 de outubro de 2019

10 000 Russos anunciam álbum e partilham novo single


Os portuenses 10 000 Russos anunciaram o seu terceiro álbum, Kompromat, com data de lançamento marcada para 8 de novembro. A primeira amostra do disco é o single "Runnin' Escapin'". Com uma linha de baixo constante, um ritmo dançável e ambientes de guitarra hipnotizantes, a música não esconde influências como Neu! e Faust, mas transmite a sonoridade própria da banda portuguesa.

O trio tem marcado o panorama internacional da música psicadélica e está atualmente em digressão. Hoje irão finalizar a sua longa visita ao México, mas nos próximos dias 25, 26 e 27 de outubro já estarão a atuar em Portugal, em Leiria (Stereogun), Lisboa (Sabotage) e Beja (Pracinha).

Kompromat será lançado via Fuzz Club Records. Ouçam "Runnin' Escapin'" aqui:

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sábado, 16 de março de 2019

The Underground Youth lançam novo disco no final do mês


Os britânicos The Underground Youth regressam às edições de estúdio já no final do mês com Montage Images Of Lust & Fear, aquele que será o nono disco longa-duração da banda e que chega dois anos depois de What Kind Of Dystopian Hellhole Is This?. Craig Dyer, o vocalista e mentor da banda, explica o conceito do álbum anvançando que: "Montage Images of Lust & Fear é inspirado na sucessão de experiências a que somos cada vez mais obrigados a lidar pelos media. Sexo, violência, amor, suspeita, desejo, angústia, etc. O álbum funciona como uma montagem em si, o tema de cada música lida com um aspecto de luxúria ou medo. Como folhear os canais de uma televisão. Até que no final você seja superado pelo ruído branco. Estático."

Deste nono trabalho de carreira - que é também o primeiro onde todos os membros da banda participaram ativamente no processo de composição das músicas - os The Underground Youth já mostraram antecipadamente "Last Exit To Nowhere" e "The Death Of The Author", temas que podem ser escutados abaixo.


Montage Images Of Lust & Fear tem data de lançamento previsto para o próximo dia 29 de março pelo selo Fuzz Club Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Montage Images Of Lust & Fear Tracklist:

01. Sins 
02. Last Exit To Nowhere 
03. The Death Of The Author 
04. This Is But A Dream 
05. Too Innocent To Be True 
06. Blind 
07. Blind II 
08. I Can't Resist 
09. This Anaesthetised

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

STREAM: NONN - XVII


Christian Eldefors juntou-se ao seu irmão Alexander Eldefors e a Hannes Nyling para formar uma banda completa sob o epíteto NONN naquele que vem a ser o segundo disco longa-duração do projeto e onde é explorado um som mais refinado, completo e minimalista. Intitulado de XVII, neste novo disco on NONN optam por peças de eletrónica industrial, EBM e synth-punk com uma percussão rítmica e sombria, inspirada nas paisagens dos anos 80.

Do disco já tinham anteriormente sido apresentadas as faixas "Clear" e "Believe", a mostraram o seu lado darkwave influenciado pelas veias post-punk e o novo registo, composto por um total de nove faixas, pode agora ser reproduzido na íntegra abaixo. Além das mencionadas recomenda-se ainda a audição de "When", "Reach" e "Beyond".

XVII foi editado esta sexta-feira (7 de dezembro) pelo selo Fuzz Club Records.


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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

NONN lançam novo disco em dezembro


Depois de fazer uma tour pela Europa e ter recrutado uma banda completa, NONN, que começou por ser o projeto a solo de coldwave e synth music do sueco Christian Eldefors é agora um trio que se prepara para lançar o segundo disco de estúdio, XVII, já no próximo mês. Este novo disco chega um ano após a edição do disco de estreia homónimo e lida em um som mais completo, refinado e cada vez mais obscuro, com direito a uma percussão mais industrializada entre outros ritmos a situarem-se nos campos da darkwave.

O novo disco foi anunciado a semana passada e juntamente com a notícia foi também apresentado o primeiro tema de avanço "Clear", que segue com direito a um trabalho audiovisual disponível abaixo.  


XVII tem data de lançamento prevista para 7 de dezembro pelo selo Fuzz Club. Podem fazer pre-order do disco aqui.

XVII Tracklist:

01. Pray 
02. Clear 
03. Home 
04. Believe 
05. When 
06. Hide 
07. Reach 
08. Beyond 
09. Past

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sexta-feira, 22 de junho de 2018

STREAM: Lumerians - Call Of The Void


Nos seus doze anos de carreira os Lumerians tornaram-se uma força prodigiosa nos reinos extra-terrestres da música rock experimental. Desde sua formação em São Francisco em 2006, a banda percorreu vários géneros diferentes - oferecendo aventuras alucinantes desde o space-rock, kraut, noise, zamrock, free jazz, drone e dub. A partir de uma gama de influências, tanto familiares quanto esotéricas, do passado e do presente, os Lumerians evocam sons de longe no futuro. Agora a banda da Califórnia regressa com o novo Call Of The Void, disco eclético e multifacetado que volta a mostrar a sua diversidade na exploração de diversas paisagen sonoras. 

Nas palavras do vocalista Jason Miller "Call of the Void é uma exploração penetrante da Terra através de um olhar alienígena e nativo - o peso da gravidade, a acumulação de poluição e sedimentos, experiências de folia extática e tragédia." Do disco já tinham anteriormente sido divugados os temas "Silver Trash" e "Space Curse". Recomendam-se ainda a audição de temas como  "Masters Call" e "Clock Spell".

Call Of The Void é editado esta sexta-feira pelo selo Fuzz Club Records.


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terça-feira, 3 de abril de 2018

Os dreamweapon anunciaram uma tour europeia


Os dreamweapon fazem parte da prata da casa da Fuzz Club, a label que se tornou o porto de abrigo de todas as bandas que exploram o ruído e o psicadelismo. A banda que atualmente está baseada no Porto lançou este ano o LP SOL, o qual irá apresentar ao vivo por essa Europa fora. A tour europeia dos dreamweapon começa no Porto, data na qual terão o apoio dos Summer of Hate.

Abaixo deixamos o tema "Monte da Virgem", single de avanço de SOL.

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

STREAM: Dreamweapon - SOL


Dois anos depois do disco de estreia homónimo, editado em 2015 pela Lovers & Lollypops, os Dreamweapon regressam agora com SOL, o novo disco na casa londrina Fuzz Club Records, que apresenta quatro composições improvisadas, gravadas num take único, com duração aproximada a dez minutos cada. Neste novo disco, a banda do Porto cria uma masterclass totalmente hipnótica, através da sua sonoridade krautrock minimalista em conjugação com feedback, ruído, sintetizadores oscilantes e guitarras em cascata. 

Formados por André Couto (10.000 Russos), João Campos Costa e Edgar Moreira, os Dreamweapon surgiram em 2009 e desde então lançaram um EP, o disco de estreia homónimo e um punhado de singles. Deste segundo disco já tinha sido divulgada anteriormente a faixa "Monte da Virgem". SOL pode  agora ser ouvido na íntegra abaixo.

SOL é editado esta sexta-feira (16 de novembro) pelo selo Fuzz Club Records.



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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Dreamweapon anunciam novo disco, 'SOL', pela Fuzz Club


Os portugues Dreamweapon vão regressar aos discos este ano com SOL que vem dar sucessão ao disco homónimo editado em 2015 pela Lovers & Lollypops. Agora na casa londrina Fuzz Club a banda do Porto apresenta a primeira faixa deste segundo registo de estúdio, "Monte da Virgem", um hypnotic-psych-drone que segue com direito a vídeo, disponível abaixo.

Formados por André Couto (10.000 Russos), João Campos Costa e Edgar Moreira, os Dreamweapon surgiram em 2009 e desde então lançaram um EP, o disco de estreia homónimo e um punhado de singles. O novo disco é composto por quatro canções de composição improvisada, gravadas num take único, que apresentam feedback e ruído, acumulando-se ao redor sintetizadores oscilantes e guitarras em cascata, sendo o incessante ritmo krautrock e o minimalismo quase proto-punk. Nas palavras de André Couto: "SOL - the Latin name for sun - marks the beginning of our ‘solar’ cycle. The next record, which is already in the works, will be a much more dark, lunar affair".


SOL tem data de edição prevista para 16 de fevereiro pelo selo Fuzz Club Records.

SOL Tracklist: 

1 - Mashinne 
2 - Blauekirshe 
3 - Qram 
4 - Monte da Virgem

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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Oiçam aqui o post-punk refrescante dos SEKEL

© Gianluca La Bruna
Os suecos SEKEL prometem ser a próxima nova cena no mercado da música post-punk de traços noise e do krautrock, e a prova está em "Next To Nothing", o primeiro tema de avanço do disco de estreia, Sekel. Se até à data a banda tinha editado apenas os singles "Selasi" e "Fred's Wave", que mostravam uma sonoridade mais dentro da onda de bandas como Motorama e DIIV, neste "Next To Nothing" a evolução do seu post-punk é claramente para os caminhos do noise-rock, fazendo lembrar uns Preoccupations, na altura de Viet Cong e uns Spectres.

O título da canção é inspirado num poema de Paul Bowles e segundo a banda, é um single que "Começou a partir da escrita automática, mas acabou por se tornar em algo como um cenário de ida e volta de uma morte próxima, (...) de uma narrativa estranha, nervosa e infernal. Um fluxo constante de ansiedade e libertação, ao mesmo tempo, como um sonho surreal da febre da limitação existencial". "Next To Nothing" pode ser escutado abaixo.


Sekel tem data de lançamento prevista para 15 de dezembro pelo selo Fuzz Club Records

Sekel Tracklist:

1 - Bergamot
2 - Crayons
3 - Heliopolis
4 - Detektiv
5 - Ivery Fix
6 - Next To Nothing
7 - Spirit Gum
8 - Vortex
9 - Stick
10 - No Star

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terça-feira, 19 de setembro de 2017

10 000 Russos em entrevista: "Não sei se gastamos mais em café do que em portagens"


Os portuenses 10 000 Russos estão em mais uma digressão pela Europa, a segunda este ano, a qual teve início no passado dia 8 de setembro, no Reverence Festival. Ao todo são 52 concertos em países como Portugal, Espanha, França, Itália, Croácia, Suíça, Alemanha, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Polónia e Escócia. A tour de apresentação de Distress Distress, segundo álbum de estúdio do trio que editado em abril pela Fuzz Club, termina a 18 de novembro com a banda a fazer a primeira parte do concerto dos The Fall no Hard Club.

Estivemos à conversa com o Pedro Pestana, guitarrista da banda. 


Threshold Magazine (TM) - Como é que chegaram ao número 10 000?

Pedro Pestana (PP) - É uma piada com o Demis Rousos, basicamente. Soa bem.

TM - Foi rápido chegar a essa ideia?

PP - O pessoal estava na tanga numa noite de copos e esse nome surgiu.

TM - Quais é que são as maiores diferenças entre este disco novo, Distress Distress, editado em abril, e o álbum homónimo editado em 2015?

PP - Por um lado, está mais limpo mas está mais sujo. Já pareço o Martin Hannett a falar. Eu nem sequer sei se o gajo disse isso mas pode ser daquelas anedotas que contam sobre o pessoal, tipo histórias verídicas. O gajo virou-se para o baterista dos Joy Division e disse: "Toca mais depressa mas mais devagar". 
No Distress Distress as malhas estão diferentes, mas os princípios são mais ou menos os mesmos. É mais equilibrado, com a gravação ao vivo, todos ao mesmo tempo, e com a gravação à vez, às pistas. Houve malhas que construímos no estúdio. 

TM - É a forma clássica que costuma ser gravada.

PP - Prefiro gravar com toda a gente ao mesmo tempo.

TM - Fica um resultado diferente. Têm um som mais "ao vivo" em estúdio.

PP - Com uma sala boa e bons micros, consegues reduzir esse bleed ao mínimo. Também ao volume que a malta toca, só podes eventualmente ter problemas com a bateria, com os bombos, mas não é nada que não se resolva. Ficas é com o que interessa, a pica de não seguir o metrónomo, de estar a malta ao mesmo tempo.

TM - Ficam também com alguma preparação para tocar ao vivo. Ao vivo necessitam ter outros elementos diferentes de estúdio, para uma pessoa não pensar que está em estúdio.

PP - Nós ao vivo não tocamos as coisas da mesma forma, muito menos as que foram feitas em estúdio. Há cenas que não dá mesmo.



TM - Como é que se sentem por fazerem parte de uma editora tão conceituada como Fuzz Club Records?

PP - Foi um ótimo convite da parte deles. Eles viram um concerto nosso no Reverence 2014 e gostaram. Eu achava que estás estórias só haviam nos anos 90. Foi um bom momento.

TM - Vão começar a vossa tour europeia no Reverence e acabaram uma há pouco tempo, em junho. Como é que conseguem arranjar tanta energia para duas tours europeias assim quase seguidas?

PP - Não sei se gastamos mais em café do que em portagens, agora que falas nisso (risos).

TM - Alguma vez tiveram medo de tocar nalgum país?

PP - (Risos) Nunca fomos a nenhum sítio em estado de guerra. Já fomos a sítios com códigos estranhos.

TM - E receio de por terem "russo" no vosso nome?

PP - Só por ser russo, quer dizer que é mais giro?

TM - Imagina que tocavam nos USA, como é que era? 

PP - Nos U.S.A. não, isso é outro empreendimento. A malta às vezes pergunta por causa do nome e nós vamos dando respostas da tanga.

TM - Já tocaram na Rússia?

PP - Não mas faz parte dos objetivos. Uma coisa de cada vez.

TM - E que reações é que esperam se lá atuarem?

PP - Que nos atirem pedras (risos).

TM - "Épa, estes gajos chamam-se russos e não cantam em russo sequer".

TM - Gostavam de atuar em mais festivais em Portugal? Eu frequento vários festivais e nunca vos apanhei. Espero agora apanhar-vos a abrir para The Fall, mas não é festival.

PP - Depende. Às vezes é uma questão de calendário e outras vezes é uma questão de circunstância.

TM - Vocês têm uma história que envolve a ETA. Queres contar?

PP - Acho que isso é um mito. Não sei se o desmistifique ou aprofunde. 
Nós tocámos num festival no país basco. Era para apoio aos presos da ETA, de certa forma. O governo espanhol tem os presos da ETA na Andaluzia, e as famílias e os próprios presos queixam-se que não é fácil viajar em Espanha, são muitas horas de carro, por isso não vêem as famílias, etc. São considerados presos terroristas, segundo o governo espanhol. Isto é os bascos a reinvindicarem alguns direitos para os presos. Desmistificando, é só isto (risos). Fomos a única banda estrangeira a tocar nesse festival, o que teve piada.



TM - Como é que se sentem a abrir para The Fall no Hard Club, a 18 de novembro?

PP - É fixe, é uma banda que a gente curte e temos encontrado na estrada montes de gente cuja música ouvimos em casa. The Fall ouvimos desde a adolescência, o que torna a coisa com piada. Não estamos à espera de grandes festas. Já é fixe ver o concerto, espero que seja dos bons.

TM - Estás à espera de fazer parte de The Fall?

PP - Achas que sim?! Não sou maluco, meu! (risos). Acho fixe a banda mas não tenho essas cenas adolescentes.

TM - Olha que o Mark E. Smith diz que basta ser ele e a tua avó para ser The Fall.

PP - Aquilo é uma banda de malucos. Tens de ler um livro sobre os membros dos The Fall,  The Fallen: Life In and Out of Britain's Most Insane Group. Em 30 e tal anos, os The Fall tiveram uns 50 ou 60 membros. Só o Mark E. Smith é que ficou a tocar, aquilo é o projeto dele. Mete sempre a namorada a tocar, teve um baixista a tocar durante muitos anos, o Steve Hanley. Recruta pessoal no pub que não sabe tocar e que não conhece a cena dele. Ele não está numa de aturar gente normal. O gajo não quer fãs, é fixe isso.

O manager dos Chemical Brothers é que já tocou nos The Fall. Deu um concerto com a banda porque o gajo tinha despedido o baterista nesse dia. Então andaram no festival a procurar alguém para tocar bateria. Esse manager disse que era ganda fã, e perguntou que músicas é que queriam que ele tocasse, ao que o Mark E. Smith respondeu: Não te preocupes, o material é todo novo. Toca um beat.

TM - O que tens andado a ouvir nestas últimas semanas?

PP - Tenho andado em misturas, por isso não tenho ouvido muita música, para ver se poupo os ouvidos. Estou a misturar o disco dos dreamweapon, vai ser pela Fuzz Club também para o ano ou ainda este ano. Tenho também de misturar um disco ao vivo nosso. Vamos lançar um agora, um concerto em Dusseldorf. 



 As datas completas da digressão europeia podem ser consultadas abaixo.


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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Reverence Santarém: parar é morrer

© Vera Marmelo | Fat White Family - Reverence 2016
  

Nick Allport é, desde 2014, o principal rosto da marca Reverence, em Portugal. O nome, que já havia sido utilizado por Allport num outro festival que organizou em Londres, voltou a ser recuperado na primeira edição do Reverence Valada e é agora aplicado, à quarta edição, sob a designação Reverence Santarém, resultado da mudança na localização do festival. Reduzida a dois dias - 8 e 9 de setembro - a nova edição do Reverence  reúne este ano, um total de 42 bandas, no Parque da Ribeira, em Santarém.

  
Desde o seu nascimento em Portugal, o Reverence tornou-se um dos maiores eventos dedicados à música stoner e psicadélica. Podemos comprovar isso nos nomes de peso que tem trazido até à data em Portugal como os lendários Hawkwind, The Damned, The Systers of Mercy, A Place To Bury Strangers, Spectres, The Brian Johnston Massacre, The Horrors, Samsara Blues Experiment, entre vários outros de renome, e pelas menções que tem ganho pela imprensa.

Este ano muda de casa, mas não é por isso que diminui na relevância e qualidade do mix de artistas apresentado (afinal, parar é morrer). A título de exemplo cite-se o histórico concerto dos Gang of Four que trazem 40 anos de experiência a palco e o post-punk reminiscente dos anos 80. É sem dúvida o concerto imperdível do Reverence Santarém e promete ser um dos grandes concertos do ano, a julgar pelas setlists dos últimos concertos ao vivo. Singles como "(Love Like) Anthrax", "Not Great Men", "Natural's Not In It", "At Home He's A Tourist" e "Damage Goods", do clássico e eterno Entertainment! (1979), não deverão faltar em Santarém. 


Fora os britânicos, nas principais atrações deste ano encontram-se ainda os japoneses MONO,  que conhecidos pela densidade e a intensidade das suas músicas, estão de regresso ao país para apresentar o disco Requiem For Hell (2016); os ingleses Esben and The Witch (igualmente de regresso a Portugal) para apresentar Old Terrors (2016); os (também) japoneses Bo Ningen que trazem III (2014) e novas canções a palco e ainda os suecos Träd, Gräs och Stenar.

Além disso, destaque especial este ano para as bandas da Fuzz Club - The Underground Youth, 10 000 Russos, Dead Rabbits, NONN, Throw Down Bones, The Janitors e The Gluts - e a série de concertos promovidos pelo pessoal da Amplificasom - Amenra, OathbreakerLÖBO, Névoa, SINISTRO e Gossamers - que prometem encher os corações de quem ainda não os viu, ou marcará presença para os rever.


Inicialmente pensado para se estrear em Santarém, o Reverence acabou por se fixar em Valada. À quarta edição, além da mudança no espaço, oferece melhores condições a todos os festivaleiros, nomeadamente a corrente elétrica e o acesso às redes móveis, além de uma localização a cinco minutos a pé da estação ferroviária. Apesar da concorrência elevada no mercado dos festivais de música em Portugal, o Reverence volta novamente em peso no fim-de-semana de 8 e 9 de setembro no Parque da Ribeira de Santarém, localizado nas margens do Rio Tejo. Parar é morrer e o Reverence quer-se vivo. Todas as informações adicionais podem encontrar-se aqui.

Preço dos bilhetes

Passe para os 2 dias:
55 até 31.08.2017
65 de 01.09.2017 até 09.09.2017
Bilhetes diários:
35 até 31.08.2017
40 de 01.09.2017 até 09.09.2017
Residentes nos Concelhos de Santarém e do Cartaxo:
Passe de 2 dias: 35€
Bilhete diário: 25€

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Primeira fornada de nomes para Reverence Santarém 2017




A nova cara do festival Reverence Valada, o Reverence Santarém, acabou de anunciar, tal como tinha prometido os primeiros nomes da edição de 2017, que conta com bandas como Träd Gräs och Stenar, Hills, Desert Mountain Tribe e The Underground Youth.



A nível internacional, podemos ainda contar com os ingleses Is Bliss, Dr. Space dos Øresund Space Collective e dos espanhóis Quentin Gas & Los Zingaros.
Uma das novidades desta quarta edição é a residência Fuzz Club, uma das principais editoras de rock psicadélico da europa, que está a comemorar o seu quinto aniversário. Estes vão trazer, não só os acima mencionados The Underground Youth, mas ainda Throw Down Bones, Nonn, The Gluts e os nacionais 10 000 russos.



Como é costume, o festival conta também com um enorme arsenal de bandas nacionais sendo que este ano podemos contar com Löbo, Névoa, Wildnorthe, Conjunto!Evite, Cows Caos, Pás De Problème, Zarco, Asimov & The Hidden Circus, Gossamers, Chinaskee & Os Camponeses, The Melancholic Youth Of Jesus, Cut, Tren Go! Sound System, Royal Bermuda, Two Pirates And A Dead Ship, I Am The Ghost Of Mars, Iguana, Groal e Frrugem.



O festival decorre de 8 a 9 de setembro no Parque da Ribeira de Santarém e já tem disponível para venda os bilhetes para esta edição, sendo que o passe geral está já à venda por 45€. Contudo, depois do dia 16 de junho passa para 55€ e depois de 1 de setembro fica marcado em 65€. Os bilhetes diários até 15 de junho estão disponíveis por 30€, uma vez que a partir de 16 de junho custam 35€ e depois do 1 de setembro passam a ser 40€.

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sexta-feira, 26 de maio de 2017

STREAM: NONN - NONN


NONN é o projeto a solo de coldwave e synth music do sueco Christian Eldefors que assinou recentemente com a editora londrina Fuzz Club Records para a edição do seu primeiro disco longa-duração, o homónimo NONN. Christian passou o inverno de 2016 a viver num armazém transformado em sala de ensaios, num canto underground da cidade de Estocolmo e esse ambiente sombrio e gelado inevitavelmente se tornou uma enorme influência nas gravações deste primeiro disco. Os temas do disco são influenciads por grandes nomes dos anos 80 como Kraftwerk, New Order e Suicide, e vestidos de roupagens modernas como as visíveis nas sonoridades de The Underground Youth, Soft Moon e Throw Down Bones.

NONN LP é editado oficialmente hoje, 26 de maio pelo selo Fuzz Club Records e pode ser escutado na íntegra abaixo.


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terça-feira, 28 de março de 2017

The Gluts aunciam novo disco na casa Fuzz Club


Os punkers The Gluts anunciaram recentemente a edição do seu segundo disco de estúdio, intitulado Estasi, e que contará com o selo da editora londrina Fuzz Club Records. O novo disco dá sucessão a Warsaw(2014) e já tem revelado o primeiro single de avanço, "Squirrel", que pode ser escutado abaixo.

Estasi é um álbum conduzido por uma secção rítmica incansável, feita de guitarras noisy com tonalidades góticas, e uma construção musical à base da distorção sonora. Composto por um total de 11 canções, o novo disco dos The Gluts traz à cabeça nomes referência como Drive Like Jehu, Metz e Bahaus

Estasi tem data de lançamento prevista para 5 de maio pelo selo Fuzz Club Records.


Estasi Tracklist:
1 - Colline Bianche
 2 - Controller
3 - That's Me
 4 - Squirrel
5 - I Realize That I'm Not So Dumb
6 - Usiku Mweva
7 - Come To Fire
8 - Ponytail
9 - Ash
10 - Richard
11 - Home

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terça-feira, 21 de março de 2017

[Review] The Undergound Youth - What Kind Of Dystopian Hellhole Is This?


What Kind Of Dystopian Hellhole Is This? // Fuzz Club Records // fevereiro de 2017
7.5/10

Fãs assumidos dos Velvet Underground e dos Sonic Youth, os The Underground Youth estão de regresso às edições de estúdio com What Kind Of Dystopian Hellhole Is This?, o oitavo disco da banda inglesa que sucede Haunted LP (2015). Formados em 2008, em Manchester, como o projeto a solo do já conceituado músico da cena underground, Craig Dyer, os The Underground Youth são atualmente uma banda completa (com Max James, Olya Dyer e Mark Vernon), que explora uma mistura de dark-psych aliado aos elementos cinematográficos compreendidos entre os anos 60/70. Os primeiros álbuns da banda foram editados exclusivamente em edições físicas e só com o LP Mademoiselle os The Underground Youth se converteram às plataformas digitais. Em 2012 a banda assinou contrato com a editora londrina Fuzz Club Records, selo pelo qual tem vindo a editar os seus mais recentes trabalhos e onde se inclui este What Kind Of Dystopian Hellhole Is This?.




O disco, composto por dez canções, apresenta traços característicos dos movimentos pos-punk e dream-pop envolvidos por um psicadelismo negro e denota-se como um trabalho relevante nas edições deste ano. Apresentado inicialmente pelo tema "Alice", single embebido numa aura nostálgica, What Kind Of Dystopian Hellhole Is This? mantém as estruturas da composição dos trabalhos anteriores e aborda essencialmente temas como o clima político e social, vivido em 2016, e as mudanças que isso tem vindo a repercutir atualmente. Esta preocupação é essencialmente sentida nos singles como "Amerika" e "Beast (Anti-War Song)", a par do já mencionado "Alice".

Além dos temas referidos, um dos grandes destaques deste álbum vai para  "The Outsider", que numa crítica pessoal, funciona na perfeição para muitas das situações do quotidiano, nomeadamente as mudanças sociais e políticas que assistimos e experienciamos e que nos fazem muitas vezes sentir como estranhos do ponto de vista da comunidade. Este foco nos problemas contemporâneos acresce um valor ao novo disco e mostra que além da música os The Underground Youth também se preocupam na construção de um mundo melhor.




What Kind Of Dystopian Hellhole Is This?, foi escrito no início de 2016 quando Craig Dyer se mudou para Berlim, tendo sido gravado no espaço de poucas semanas. Em suma, o oitavo trabalho de estúdio dos The Underground Youth é o retrato de uma sociedade extremamente evoluída tecnologicamente, mas incapaz de alterar os seus comportamentos e atitudes pessoais, em função de um bem maior. "Incapable of Love", em formato balada, é assim o tema escolhido para encerrar o álbum e que reflete estes conflitos que se fazem sentir entre a humanidade no século XXI. Como últimas palavras, Dyer pronuncia "the fuck are you incapable of love".



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