quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Cinco nomes a não perder no Amplifest 2019


Já falta menos de um mês para todos os caminhos irem dar ao Hard Club. O Amplifest regressa nos dias 12 e 13 de outubro e já se encontra esgotadíssimo, depois dos últimos bilhetes diários terem voado numa manhã.

Assim que se abrirem as portas do próxima edição do Amplifest, terão passado pouco mais de três anos desde a última edição. Mais do que um festival, o Amplifest é o evento que reune toda a filosofia da Amplificasom num fim-de-semana que se pretende único e irrepetível; onde é assumido um compromisso inquebrável com a arte e com o enriquecimento cultural, sendo todo o alinhamento seleccionado nesse sentido: eliminando o que é supérfluo e exaltando o ecletismo, a vanguarda e o talento num fim-de-semana onde todos são cabeças-de-cartaz.

Em jeito de antevisão e apesar de considerarmos que todos os concertos desta edição são imperdíveis, iremos falar sobre cinco nomes que vão ajudar a tornar esta edição do Amplifest um dos melhores eventos do ano.


Amenra

Os belgas Amenra já são bem conhecidos para quem segue o Amplifest desde a sua origem. Depois de terem participado nas edições de 2012 e 2015, eis que a banda de Colin H. van Eeckhout, Mathieu Vandekerckhove, Bjorn Lebon, Lennart Bossu e Levy Seynaeve regressa uma vez mais para nos trazer a sua missa, onde a liturgia é acompanhada por um sludge/doom inigualável, caracterizado por atmosferas sombrias e intensidade espiritual. Fundadores do colectivo Church of Ra (onde também se incluem os Oathbreaker ou os The Black Heart Rebellion, bandas conhecidas pelos seguidores do festival), os Amenra são liderados por Colin H. van Eeckhout (que também já passou pelo Amplifest com o seu projeto a solo - CHVE) que, juntamente com as projeções e os sons em seu redor, criam uma experiência de uma intensidade imensurável, enfiando os seus tentáculos na alma de quem presenceia, quase forçando um qualquer tipo de emoção coletiva e incapacidade de desviar o olhar do desespero no palco. 

Um ponto importante para a banda foi o seu ingresso na Neurot Records, uma editora fundada por membros de Neurosis, onde lançaram o seu álbum Mass V. Agora, celebrando os vinte anos como banda e apresentando pela primeira vez em Portugal o aclamado Mass VI, os Amenra têm regresso marcado ao Amplifest, o seu lar espiritual no nosso país, no dia 12 de outubro.




Deafheaven

Os americanos Deafheaven foram, nesta década, a banda mais popular do blackgaze. Misturando elementos de black metal com as texturas etéreas do shoegaze e do pós-rock, alcançaram uma grande popularidade dentro dos fãs de música alternativa com o seu segundo álbum, Sunbather. Foram e ainda são alvo de alguma controvérsia por não abraçarem completamente o metal, mas ao mesmo tempo é isso que atrai os seus fãs.

A banda tem vindo a desenvolver a sua sonoridade ao longo dos anos e o álbum mais recente, Ordinary Corrupt Human Love, é aquele em que mais se afastam das convenções do black metal. A voz continua agressiva e a bateria rápida e explosiva, mas são integrados melodias e solos de guitarra que parecem saídos do rock alternativo dos anos 90. Surge uma mistura de géneros musicais surpreendente, mas eficaz, como se pode notar nos singles “Honeycomb” e “Canary Yellow”. Em contrapartida, o seu lançamento mais recente, o single “Black Brick”, é provavelmente a música mais pesada e direta da sua discografia. Uma faixa de black metal opressivo e brutal que revela uma nova faceta da banda.

Os Deafheaven vão tocar pela terceira vez no Hard Club no dia 13 de outubro. Será a sua segunda passagem pelo Amplifest, após a estreia na edição de 2013.



Touché Amoré

Oriundos da sempre diversa cena de Los Angeles, California, a banda Touché Amoré, acarinhada pelos fãs das sonoridades post-hardcore e screamo, não é estranha do público português. Com um culto intenso ao redor da banda desde a estreia da banda, e depois de há dois anos terem vindo em conjunto com outro nome grande desta mais recente vaga americana de sonoridades agressivas, Code Orange, ao RCA Club em Lisboa e ao Hard Club no Porto, os Touché Amoré regressam para se juntarem aos flancos da mais recente edição do Amplifest, trazendo a sua sonoridade sempre emergente de riffs dissonantes, vocais emocionais e ritmos angulares. 

Na mala, trazem motivos de celebração, devido ao primeiro álbum de estúdio ...To the Beat a Dead Horse contar dez anos de existência em 2019 e servir de mote para a regravação do mesmo com nova roupagem e uma produção mais atual (apropriadamente chamado Dead Horse X), mas certamente também se pode esperar a presença do resto da discografia no alinhamento. Os Touché Amoré marcarão presença no Hard Club no dia 13 de outubro.



Bliss Signal

Bliss Signal é o resultado da comunhão entre James Kelly e Jack Adams. O primeiro, figura conhecida nas lides da música de extrema com os saudosos Altar of Plagues, é também um agitador das tendências electrónicas enquanto WIFE, o seu projeto a solo com um foco nos subs e nas batidas. Já o segundo assina produções enquanto Mumdance, que ao lado do conterrâneo Logos se assume como nome charneira do weightless, estilo musical desenvolvido durante o início da presente década que interseta as batidas viperinas do grime com as texturas envolventes da música ambiente. Juntos, ladeiam uma cúmplice relação de companheirismo, conciliando peso e atmosfera em igual medida. Drift, primeiro, e o álbum de estreia homónimo, logo depois, marcaram os primeiros trabalhos dos britânicos enquanto duo, forjando um interessante meio termo entre o shoegaze o black metal. Os elementos estão todos lá: paredes opulentas de som implacável, ambientes cintilantes e riffs crus de baixa fidelidade, tudo envolto numa nuvem de texturas atmosféricas. As suas composições são ruídosas, mas a progressão dos acordes é leve e inspiradora, balançando entre o lúgubre e o eufórico, o caos e o assombro.

A estreia em Portugal acontece no dia 12 de outubro, esperando-se um espetáculo intenso, cáustico e inebriante por parte desta dupla imporvável. 



Daughters

Oito anos após o seu último lançamento, os experimentalistas post-hardcore Daughters regressaram com um novo disco, You Won’t Get What You Want (considerado pela equipa da Threshold Magazine como o melhor álbum do ano passado), que desconstrói o seu próprio som e o reanima num novo “monstro” sonoro. Partindo do seu autointitulado álbum de 2010, o quarteto liderado por Alexis S.F. Marshall expande e escurece a tonalidade, utilizando efeitos de guitarra e teclados que soam ainda mais esquizofrénicos do que antes.
O ritmo desenfreado continua a ser um elemento comum, conseguindo mesmo assim obter alguns ritmos mais moderados, uma instrumentação industrial minimalista e um trabalho de bateria inigualável. Os sons que o guitarrista Nicholas Andrew Sadler tira dos seus instrumentos são incomparáveis, e o seu estilo frenético tem poucos contemporâneos. 


Os americanos ainda se mantêm difíceis de definir, mas com You Won’t Get What You Want reinventaram-se e passaram para algo mais inquietante e catártico, porém mais arrebatador e brilhante que nunca. Para a sua muito aguardada estreia em Portugal, a banda promete trazer o seu caos controlado ao Amplifest no dia 12 de outubro.


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Britânicos ParkHotel no Hard Club dia 19


No dia 19 de setembro, pelas 21.30h, a sala 2 do Hard Club irá receber os britânicos ParkHotel. A primeira parte será preenchida pelos portuenses de pop eletrónica Lineless.

A dupla londrina é formada por Tim Abbey e Rebecca Marcos-Rosa. “Gone As A Friend” foi a sua apresentação, ainda em 2017 e, já no início deste ano, lançaram Nothing to Lose, um EP que teve a sua apresentação pública em 28 de Fevereiro na esgotadíssima sala londrina Lexington. Um som fresco com uma linha dançante funky que tem deixado rendida a imprensa discográfica e musical. 

O New Musical Express incluiu-os na lista das mais promissoras bandas dos últimos anos: “belíssimas melodias dançantes e riffs hipnóticos conjugam-se para um cocktail funky”. O conhecido site Clash considerou 'Make It Happen', retirada de Nothing to Lose como uma “canção pop explosiva” definindo o som da banda como “uma fusão entre o glamour disco dos Chic com a melhor pop contemporânea”. Já a própria “Nothing to Lose” foi considerada “uma faixa, uma peça de música deslumbrante e contagiante que parece incrivelmente segura para um projeto tão jovem.” Já o site DIY vê nos ParkHotel “algumas inspirações vindas dos LCD Soundsystem e dos Talking Heads no sentido do desenvolvimento da banda, sempre direcionada para a pista de dança”.

Os bilhetes para o evento tem o preço de 20€ / Sub25 - 10€ , já estão à venda e podem ser comprados aqui.

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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Nitzer Ebb regressam a Portugal em dezembro


O grupo britânico Nitzer Ebb regressa ainda este ano a Portugal. A banda de Bon Harris e Douglas McCarthy, que atuou na última edição do festival Vilar de Mouros, está de volta em dezembro para dois concertos em sala e em nome próprio. 

Lisboa e Porto são as cidades escolhidas para acolher os autores de That Total Age, o aclamado segundo disco do grupo que, juntamente com os Deutsch Amerikanische Freundschaft, Front Line Assembly e Front 242, tomou as rédeas do movimento EBM (Electronic Body Music), variante dançável da música industrial que alia o músculo da última aos ritmos fabris da música de dança de 80. Assim, os Nitzer Ebb produziram algumas das obras primordiais dessa mesma década. A Mute, por exemplo, acolheu grande parte da sua discografia, juntando-os a um catálogo de luxo que integra obras de grupos como Depeche Mode, Throbbing Gristle ou Einstürzende Neubauten.

Depois de uma interrupção em meados da década de 1990, o grupo regressou aos palcos em 2007 e, em 2010, editou o sétimo e último disco de originais, Industrial Complex, perpetuando o seu legado enquanto revolucionários da pista de dança.

O regresso aos palcos portugueses acontece no dia 11 de dezembro com um concerto no LAV, em Lisboa, seguindo-se um concerto no dia 12 no Hard Club, no Porto. Os bilhetes já se encontram à venda em bol.pt e possuem o custo único de 23€.


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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Devendra Banhart em Portugal em fevereiro



O cantor-compositor norte-americano Devendra Banhart regressa a Portugal no próximo mês de abril. Porto e Lisboa voltam a acolher o músico de descendência venezualana para dois concertos de apresentação do seu próximo álbum, Ma, que deverá ser editado no próximo dia 13 de setembro.

O anúncio foi feito nas redes sociais de Banhart, que revelou as datas da sua próxima digressão europeia onde constam duas datas em Portugal - primeiro no Hard Club, no Porto, a 15 de fevereiro, e depois no Capitólio, em Lisboa, a 16 de fevereiro. Ainda não se conhecem informações relativas aos bilhtes dos espetáculos.

Do novo disco conhecem-se já “Kantori Ongaku”, “Memorial” e “Abre Las Manos”, temas de avanço de um disco que promete uma renovada abordagem à folk peculiar de Banhart. O primeiro tema, que poderão escutar em baixo, é um claro aceno ao músico e compositor japonês Haruomi Hosono.


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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Primal Scream no Porto em novembro



Os Primal Scream atuam no Porto em novembro. Depois de uma atuação no festival Vilar de Mouros, em 2017, e de uma última passagem pelo país na edição deste ano do NOS Alive, a banda de Bobby Gillespie regressa ainda este ano a Portugal para uma data única na Invicta.

Maximum Rock 'n' Roll - The Singles é o mote para a celebração ao vivo das mais de três décadas de carreira dos escoceses, documentadas agora num compêndio de 31 temas. Em retrospetiva estão algumas das canções icónicas da banda, desde a pop psicadélica e açucarada dos primeiros discos ao hedonismo acid dos essenciais Screamadelica (1991) e XTRMNTR (2000), não esquecendo os últimos esforços do grupo que continua a dar cartas em trabalhos como More Light (2013) ou o mais recente Chaosmosis (2016).

O Hard Club é o palco escolhido para acolher o concerto, dia 6 de novembro. Os bilhetes já se encontram disponíveis pelo preço único de 35€ e podem ser adquiridos em bol.pt e locais habituais.




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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Os bracarenses Mão Morta apresentam novo álbum no Porto e em Lisboa


No Fim Era o Frio é o novo álbum dos bracarenses Mão Morta, a ser lançado dia 27 de setembro de 2019 pela editora independente Rastilho Records. Para o comemorar, a banda apresenta-se dia 28 de Setembro no Hard Club (Porto) e dia 11 de Outubro no LAV (Lisboa).

O disco No Fim Era o Frio apresenta-se como uma narrativa distópica onde conceitos como aquecimento global ou subida das águas do mar servem de ponto de partida e cenário para um questionar e decompor de diferentes paradigmas do quotidiano. São paradigmas que nos rodeiam e com os quais nos relacionamos e que todos os dias replicamos – criando com eles uma familiaridade tal que nos impede, muitas vezes, de deles tomar verdadeira consciência –, desviados para um outro enquadramento onde a familiaridade ganha a estranheza que permite a sua percepção.

Mas esta é uma percepção demencial, num horizonte ficcional que nunca sabemos se é real ou delirante e onde as composições criadas com os padrões deslocalizados da sua primitiva função dão novas vidas e leituras ao frio cosmológico e à solidão humana, aqui ecos de uma mesma inadaptação existencial e vazio afectivo.

Ao vivo, na apresentação do disco, os Mão Morta recriam a distopia, dando espaço para o palco funcionar como terreiro dessa demanda de calor humano, um terreiro devastado pelo fim da civilização e pelo níveo alvor de um novo recomeço, sem outro programa para além do mantra hipnótico tecido pela música.

No Fim Era o Frio também será apresentado no Cineteatro Louletano (Loulé), a 31 de outubro e a 9 de novembro chega a terras internacionais com um concerto no Kulturfabrik na Cidade do Luxemburgo. Os bilhetes para os concertos já estão disponíveis, incluindo versões acompanhadas com digipack ou com vinyl.



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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Passatempo: Ganha bilhetes para Glassjaw no Hard Club


Os Glassjaw, uma das bandas que mais marcou e influenciou o género post-hardcore no início de 2000, farão a sua estreia em Portugal já neste mês de junho. Nesta primeira visita a Lisboa (LAV - Lisboa ao Vivo) e Porto (Hard Club), Daryl Palumbo e Justin Beck convidam quatro emergentes bandas nacionais para tratar da primeira parte dos concertos.

No Porto, os Pledge e os Redemptus são as bandas escolhidas para "aquecer" os fãs da banda nova-iorquina. Em Lisboa tocam Ash Is A Robot e Algumacena (o novo projecto de Alex D'Alva Teixeira e Ricardo Martins) antes da tão aguardada subida a palco dos autores de "Ape Dos Mil", "Cosmopolitan Blood Loss", "Siberian Kiss" e tantos outros temas que apaixonaram uma geração fanática por bandas como Tool e Deftones, no início do milénio.

Em parceria com o Amazing Events, estamos a oferecer cinco bilhetes duplos para o concerto de Glassjaw no Hard Club, que se realiza do próximo dia 22 de junho. Se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1. Seguir a Threshold Magazine no facebook.


2. Partilhar este passatempo no facebook em MODO PÚBLICO e identificar pelos menos 2 amigos.


3. Preencher o seguinte formulário:

O passatempo termina no dia 21 de junho às 20h00, e os bilhetes serão sorteados de forma aleatória através da plataforma www.random.orgBoa sorte!


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Os vencedores do passatempo são:
Rui Andrade
Luis Bastos
João Cláudio Fonseca Nunes
Gustavo Caetano
Ricardo Dias

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terça-feira, 21 de maio de 2019

Reportagem: Kamasi Washington [Hard Club, Porto]


Foi no passado dia 10 de maio que Kamasi Washington marcou a sua passagem pelo Porto com um esplêndido espetáculo no Hard Club, pela mão da Gig Club. O músico esteve acompanhado de grandes nomes como Brandon Coleman, Miles Mosley, Ryan Porter, Ronald Bruner Jr, Tony Austin e ainda pelo seu pai, Rickey Washington, que entrou em palco em "Vi Lua Vi Sol". Kamasi Washington teve casa cheia, chegando a um público bastante diversificado, abrangendo várias gerações e estilos. Uma causa comum unia centenas de pessoas naquela noite: o interesse por um dos propulsores do jazz moderno.

Em 2016, Kamasi Washington passou pelo Porto (Casa da Música) para apresentar o disco The Epic, que veio revitalizar o jazz com a sua africanidade e trazendo até ao século XXI o formato big band que ditou o arranque do género. Agora Kamasi voltou a terras lusas para a encher o coração dos portugueses com a apresentação de Heaven and Earth. O saxofonista natural de Los Angeles passou por Porto e Lisboa (LAV - Lisboa ao Vivo) num concerto com duração de hora e meia que contou ainda com o tema "Truth" do álbum Harmony of Difference e o original "Abraham" do contrabaixista Miles Mosley.





O álbum Heaven and Earth foi lançado em junho de 2018, conta com uma avaliação no metacritic de 86/100 e tem vindo a ser alvo de grandes críticas. ”No álbum Heaven and Earth há um equilíbrio entre o conceptualismo de duas obras: A primeira, Earth destina-se a representar preocupações mundanas, enquanto o segundo, Heaven, explora o pensamento utópico e a realidade trabalhista da colaboração. As duas obras não variam significativamente em termos de som, pelo contrário, são um testemunho do sólido relacionamento do conjunto de Washington” – The New York Times.

Depois da receção em extâse pelo publico português, culminada num mar de aplausos, Kamasi Washington prometeu voltar em breve. Para já, segue em digressão pela Europa nos próximos meses, voltando para espetáculos nos Estados Unidos em julho. Por cá, já contamos os dias para o seu regresso ao nosso país.



Texto: Bruna Tavares
Fotografia: David Madeira

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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Kamasi Washington regressa a Portugal esta semana


Esta semana marca o regresso de Kamasi Washington a terras lusas, pela mão da Gig Club. O compositor/produtor/saxofonista passa pelo Porto (Hard Club) no dia 10 de maio e Lisboa (LAV - Lisboa ao Vivo) no dia seguinte.

Kamasi Washington não é só um dos nomes fundamentais do selo Brainfeeder, editora de Flying Lotus e casa para artistas do calibre de Thundercat, The Gaslamp Killer, Jon Hopkins e do próprio Flylo, é também o frontman responsável por revitalizar o jazz, a sua africanidade e por trazer até ao século XXI o formato big band que ditou o arranque do género. The Epic marcou o início do percurso do músico como compositor singular, algo que fica firmado para a história no mais recente e não menos aclamado Heaven and Hell. Na memória de quem teve o privilégio de ver Washington em concerto ficou não apenas o seu virtuosismo, mas também o de quem o acompanha, compondo uma das bandas mais impressionantes que se pode ver actualmente.

Os bilhetes já estão à venda, sendo o preço para os subscritores da Gig Club de 30€ e para o público geral de 35€.

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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Mark Lanegan visita Porto e Lisboa em Outubro


Mark Lanegan está de volta. O cantautor norte-americano, adorado pelo público português, volta a terras nacionais, desta vez para dois concertos a solo em Lisboa e no Porto. Depois de fazer companhia aos Dead Combo, no Coliseu de Lisboa, e de uma atuação em 2017 no NOS Alive, o americano visita agora o Lisboa ao Vivo, dia 30 de Outubro, e o Hard Club no dia 31 de Outubro.

Ex-vocalista dos Screaming Trees, Mark Lanegan participou em vários álbuns dos icónicos Queens of The Stone Age, juntou-se a Isobel Campbell, ex-vocalista dos Belle & Sebastian para um projecto único e pelo meio ainda teve tempo de, desde 1990, editar 9 álbuns e um EP, a solo.

2019 traz novidades. Motivo mais do que suficiente para uma visita a Lisboa e Porto. Somebody's Knocking, que não tem ainda data de lançamento marcada, é um disco de alguém que se nota ser verdadeiramente obcecado com música. Gravado em Los Angeles, numa sessão de estúdio que durou 11 dias, Somebody´s Knocking tem as suas principais influências na Europa. Passeando entre a eletrónica e o rock de nomes como New Order ou Depeche Mode, Mark Lanegan cria a sua sonoridade única que visitará mais uma vez terras lusas.


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quarta-feira, 17 de abril de 2019

Os Kamelot passam pelo Porto em data única


A banda de heavy-metal Kamelot está de regresso a Portugal em 2019, para um concerto de data única, no Hard Club, no dia 16 de junho. Os norte-americanos estiveram o ano passado no Vagos Metal Fest onde foram cabeças-de-cartaz. A organizadora Amazing Events avança ainda que este será o último concerto de warm-up rumo à 4ª edição do festival metaleiro, que se realiza este ano de 8 a 11 de Agosto, na Quinta do Ega (Vagos, Aveiro).

Formados em 1991, na Flórida, o grupo de Thomas Youngblood acrescentou recentemente um novo elemento à sua formação - o baterista Alex Landenburg - e estará em digressão pela Europa e nos EUA ao longo do Verão. Embora caminhem para a 3ª década de carreira, os Kamelot são uma das mais conhecidas bandas de power/symphonic metal da actualidade. A sua constante capacidade de re-invenção a nível musical e o fulgor que apresentam em palco diferencia-os e ajudou a banda a construir uma sólida fanbase um pouco por todo o Mundo composta por amantes de metal de todas as idades, pelo que não é de estranhar ver fãs "dos 8 aos 80" na plateia dos seus concertos.

O preços dos bilhetes varia entre os 20€ (pré-venda) e 25€ (no dia) e já estão disponíveis nos locais habituais.

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terça-feira, 2 de abril de 2019

Fotogaleria: Um ao Molhe [Hard Club, Porto]


No passado dia 28 de março, o Um ao Molhe passou pelo Hard Club para nos dar um ar da sua graça. Dos 18 artistas convidados para a edição de 2019 do festival itinerante, quatro participaram neste evento: Mr. Gallini, Joana Guerra, Francisco Oliveira e Acid AcidInfelizmente não conseguimos assistir ao concerto de Mr. Gallini, que decorreu durante a tarde. 

Por volta das 22h, Joana Guerra, cantautora e violoncelista, abriu a noite com as suas composições experimentais que integram usos menos convencionais do violoncelo, loops e diferentes pedais de efeitos. Seguiu-se Francisco Oliveira, que se estreia a solo com o muito elogiado On The Act Of Reminding, o seu primeiro registo em nome próprio, onde foi possivel ver o músico e produtor sediado no Porto a enveredar pelos caminhos de um minimalismo puro e bucólico que serve como carta de amor ao tempo e às memórias, suas e dos seus antepassados. Por fim, Acid Acid entrou no palco para encerrar a noite com a sua parafernália de instrumentos. Num ambiente mais mexido e enérgico, parte do público não resistiu a dançar perante os sintetizadores e guitarras espaciais de Tiago Castro. 

Tratou-se de um belo e dinâmico evento o que conjugou diferentes géneros musicais, apresentando vários talentos do panorama atual da música alternativa a solo portuguesa. Não esquecer que o Um ao Molhe está um pouco por todo o país até dia 13 de abril. 

As fotografias dos concertos podem ser vistas aqui ou na fotogaleria em abaixo.



Texto e Fotografia: David Madeira e Rui Santos

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