domingo, 1 de dezembro de 2019

Porto: Atmosfera SMOG


Nunca o título de um filme Tão Longe, Tão Perto (Faraway, So Close!) de Wim Wenders, poderia descrever cinematicamente o que se viveu no Hard Club, no dia 25 de novembro, onde os HOLYGRAM deram o concerto de “aquecimento” para o Post Punk Strikes Back Again 3, com o carimbo de quem, há muito, nos “anda a dar” boa música, a At The Rollercoaster.  

A ampla gama de influências dos cinco componentes da banda alemã é inconfundível. Misturam habilmente o post-punk e a new wave com elementos de krautrock e shoegaze, alcançando um tributo sem rodeios e absolutamente contemporâneo ao som dos anos 80, no qual, incluem também um olhar determinado no futuro, numa sonoridade que descrevem como "turbulenta, sombria, mas cheia de momentos cativantes e contagiantes".  

Modern Cults (álbum editado em 2018 e mote da presente tour) é o retrato da banda sonora de uma cidade que parece ameaçadora, mergulhada na penumbra. Música para os perdidos... é assim que a banda de Colónia define a sua estrutura musical. Numa atmosfera que oscila entre os sons industriais das grandes cidades e a fragilidade das pessoas que nelas se perdem, os Holygram transmitiram-nos em palco “o vírus” de que padecem as grandes metrópoles, embrenhando-nos em densas camadas de nevoeiro (fumo), neblina e iluminação fria.  

Em palco, revisitaram um alinhamento quase que fiel ao álbum, de onde se destacaram temas como “Modern Cults”, “Signals”, “Hideaway”, “Still There”, “A Faction” e no encore, um único tema: “She’s like the Sun”! 

Desta noite há a destacar que estivemos perante excelentes músicos, nomeadamente o baixista e o guitarrista. Uma máquina musical muito bem oleada, que reproduziu sem mácula os temas que lhes conferiram o estatuto de banda de primeira linha da música moderna. Há, no entanto, a referir que a voz de Patrick Blümel estava demasiado nivelada pelos restantes instrumentos, o que causou alguma dificuldade na perceção das letras das músicas.  

Apesar de ter sido um bom concerto, o espectáculo foi curto, deixando a audiência desejosa de mais. Mas o post punk continua na Invicta!  

É já no próximo sábado que poderão ver mais 6 bandas (Esben and the Witch, Nerves, Ist Ist, Okandi, Bragolin e Hotel Lux) que estão a criar grande expectativa junto de quem já garantiu a sua presença. Deixamos aqui o convite, aos amantes de música alternativa, para a 3ª edição do Post Punk Strikes Back Again 3. Os bilhetes podem ser adquiridos na BOL online, FNAC, CTT, Worten, El Corte Ingles.


Texto: Armandina Heleno 
Fotografias: Virgílio Santos

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terça-feira, 19 de novembro de 2019

HOLYGRAM - Porto "Calling"


FESTIVAL POST PUNK STRIKES BACK AGAIN 3 

É já na próxima segunda-feira, 25 de novembro, que poderão assistir ao concerto exclusivo dos Holygram. A banda de post-punk/synthwave alemã regressa a Portugal, ao Hard Club, desta vez como mote do festival POST PUNK STRIKES BACK AGAIN 3, evento que conta com a assinatura da At The Rollercoaster, já conhecida pela excelência das suas escolhas musicais. 

De Patrick Blümel (voz), Sebastian Heer (bateria), Marius Lansing (guitarras), Pilo Lenger (sintetizadores) e Bennett Reimann (baixo), detentores de uma sonoridade que descrevem como "condutora e sombria, mas enriquecida por momentos cativantes", espera-se que revelem, uma vez mais, o talento que lhes é reconhecido. 

O acesso a este evento é gratuito e só é possível para os detentores de bilhetes para o POST PUNK STRIKES BACK AGAIN 3 (Hard Club, 7 de dezembro). Este Festival traz ao Porto, para além dos Holygram, um conjunto de 6 bandas "imperdíveis", já que encabeçam o que de melhor se faz no atual cenário do post-punk europeu. 


Assim se quiserem ver Holygram (25 de novembro), Esben and the Witch, Nerves, Ist Ist, Okandi, Bragolin e Hotel Lux (7 de dezembro) ainda vão a tempo de adquirir bilhetes (30 euros) na Bol online, FNAC, CTT, Worten e El Corte Inglês. Além destes podem comprar os bilhetes físicos na Tubitek, Bunker Store, Piranha e Hard Club (onde estarão igualmente disponíveis no do dia do concerto).

Texto: Armandina Heleno

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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Holygram regressam ao Porto como warm-up do festival Post-Punk Strikes Back Again 3


A banda de post-punk/synthwave Holygram tocará de novo em Portugal, dois anos após a sua primeira incursão por terras lusas, desta vez como warm-up do festival Post-Punk Strikes Back Again 3. O Porto, que integra também a Modern Cults Tour 2019, é assim a cidade contemplada com este concerto exclusivo, no dia 25 de novembro, no icónico Hard Club, com a chancela da prestigiada At The Rollercoaster

A ampla gama de influências dos cinco componentes da banda (que se reuniram no vibrante panorama musical de Colónia em 2015) é inconfundível. Os Holygram misturam habilmente o post-punk e a new wave com elementos de krautrock e shoegaze, alcançando um tributo sem rodeios e absolutamente contemporâneo ao som dos anos 80, no qual, além disso, incluem um olhar determinado no futuro, numa sonoridade que descrevem como "turbulenta, sombria, mas repleta de momentos cativantes e contagiantes". 

No final de 2018, os Holygram "embarcaram" numa tour, como banda de abertura dos VNV Nation, com os quais viajaram pela Europa e Estados Unidos para apresentar o seu primeiro album Modern Cults (com o selo Cleopatra Records, produtora independente, sediada em Los Angels). Nas onze músicas deste álbum ("Into The Void", "Modern Cults", "A Faction", "Signals", "Dead Channel Skies", "Hideaway", "Still There", "Odd Neighbourhood", "She's Like The Sun", "Distant Light" e "1997") os elementos autobiográficos misturam-se com a ficção, o passado funde-se com o presente e todos formam uma visão opressiva e esperançosa da (co)existência humana. 


É toda esta amálgama de elementos que esperamos ver, sentir e "inalar" auditivamente neste warm-up do festival; deixar que nos contagie e se "entranhe" numa sala que se espera cheia e acolhedora, e onde os Holygram serão protagonistas em palco. As expectativas são altas: espera-se que Patrick Blümel (voz), Sebastian Heer (bateria), Marius Lansing (guitarras), Pilo Lenger (sintetizadores) e Bennett Reimann (baixo) nos mostrem, uma vez mais, todo o talento e o potencial que lhes é reconhecido. 

O acesso a este evento é gratuito para os detentores dos ingressos do festival Post-Punk Strikes Back Again 3 (Porto, Hard Club, 7 de dezembro). Os bilhetes para o Festival encontram-se disponíveis na Bol online, FNAC, CTT, Worten e El Corte Inglês.

Texto: Armandina Heleno

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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Estes são os nomes que figuram o cartaz do Amphi Festival - Dia 2

© Yves Christelsohn

Estamos a menos de um mês para a 15ª edição do Amphi Festival, que este ano volta a apostar num cartaz bastante apelativo para os entusiastas da música de toada negra. Ao longo de dois dias será revisitado o trabalho dos artistas mais lendários, nomeadamente Nitzer Ebb, Das Ich, The Beauty Of GeminaProject PitchforkPink Turns Blue ou The Cassandra Complex; aos dos mais contemporâneos como Agent Side Grinder, HOLYGRAM ou Ash Code. Num cenário tingido por um ambiente tendencialmente sombrio, mas extremamente acolhedor, o Amphi volta a arrojar a cidade de Köln.

Depois de uma apresentação geral dos artistas que farão parte do inaugural primeiro dia do Amphi 2019 (que pode ser consultada aqui), neste artigo focamo-nos nos artistas que sobem a placo no último dia do festival em Tanzbrunnen, a 21 de julho de 2019.


COMA ALLIANCE

Coma Alliance é o projeto de electro/dark wave que junta Adrian Hates (Diary of Dreams) a Torben Wendt (Diorama). A dupla, que durante os últimos anos viu os seus caminhos cruzados em tours ou produções musicais, acabou por formar o início da história dos Coma Alliance em 2016, ano em que deram os seus primeiros concertos oficiais, sob este moniker
Ao Amphi a banda traz na bagagem o seu disco de estreia, Weapon Of Choice, editado o ano passado. 
Podem juntar-se à “aliança” no próximo dia 21 de julho, em Köln. 





CRYO

A EBM clássica e melódica vai fazer escutar-se bem forte no Amphi com a presença da dupla CRYO. O projeto sueco que ganhou destaque com a edição de Retropia (Progress Productions, 2014) ao adquirir uma sólida base de fãs por toda a Europa, pisa o palco do Amphi no segundo dia do festival para hipnotizar e fazer dançar quem se atrever a ir vê-los ao vivo. 
Na bagagem Martin Rudefelt e Torny Gottberg trazem o seu mais recente disco de estúdio, The Fall Of Man (Progress Productions, 2019). 





DAS ICH 

Os icónicos Das Ich são uma das bandas em amplo destaque nesta 15ª edição do Amphi Festival. A banda alemã formada em 1989, que se tornou um dos nomes maiores no movimento musical New German Death Art, sobe a palco no último dia de festival para apresentar a sua conceituada carreira da qual fazem parte edições clássicas como Satanische Verse (1990), Die Propheten (1991) ou o mais recente, Anti'Christ (2002). 
O último álbum da banda data de 2006, ano em que lançaram CabaretNo Amphi deverão ouvir-se ainda novos temas.





FADERHEAD 

Com projeto formado em 2016, o alemão Sami Mark Yahya -  aka Faderhead - que se destacou nos últimos anos com a sua electro darkwave aterra em Köln para nos apresentar sucessos das pistas de danças internacionais como "TZDV", "The Way To Fuck God", ou "Fistful Of Fuck You". Faderhead trará uma setlist com foco na EBM, futurepop e synthpunk, onde se deverão escutar temas de trabalhos como FH-X (2016), Night Physics (2017) e, provavelmente, temas a integrar uma futura edição. 
Uma performance que se espera abrasiva. 





FEUERSCHWANZ 

Os Feuerschwanz são a contribuição mais incomum da Alemanha para o rock: um projeto que combina humor, história, clima de comemoração, performance e rock medieval altamente energético. Formados em 2004, a banda canta sobre vários tópicos que não se focam apenas em profissões e costumes medievais, mas também na reinterpretação de contos de fadas clássicos. 
Esta "comédia folclórica medieval", será apresentada no festival Amphi com recurso a temas de trabalhos como o mais recente Methämmer (2018) ou ainda Life! (2014). 





FïX8:SëD8

O projeto performativo de Martin Sane, Fïx8:Sëd8 – cujo foco sonoro se contextualiza entre géneros como a música eletrónica e industrial – promete apresentar no Amphi uma das mais marcantes performances ao vivo. Fortemente influenciado por grupos como Velvet Acid Christ e Skinny Puppy, o som de Fïx8:Sëd8 é caracterizado pela sua voz distinta e carregada e pelo uso excessivo de variadas samples, complementadas por texturas ricas, sequências complexas e ritmos nervosos. Ao Amphi, Martin Sane traz o seu mais recente trabalho de estúdio, Warning Signs (2019). 





HELL BOULEVARD 

Os suíços Hell Boulevard renasceram das cinzas de Violent Diva, em 2014, para se focarem na produção de um som situado entre as paisagens sonoras do rock, metal e da música gótica, enriquecido por vocais de toada negra, ao qual chamam de goth'n'roll
Ao palco do Amphi a banda tocará temas de discos como In Black We Trust (2018, NoCut Entertainment GbR) e Inferno (2016, Thexoomo). 





HOLYGRAM 

Os HOLYGRAM são definitivamente um dos novos nomes no panorama musical do post-punk e synthwave contemporâneo. Os meninos alemães lançaram-se com força no mercado underground com o seu muito aclamado EP de estreia HOLYGRAM (2016) e consolidaram o seu estatuto de profissionalismo dois anos mais tarde com a edição do LP de estreia Modern Cults
Ao Amphi, com um currículo que contempla passagens por incontáveis festivais de renome internacional, a banda promete um concerto onde o nevoeiro será o principal foco. 





IN EXTREMO 

A intersecção entre o folk, o metal e a música medieval - no último dia do Amphi - será representado em força pelos alemães In Extremo. A banda formada em 1995 em Berlim - que apresenta um foco nos ritmos e na percussão recorrendo a uma instrumentação muito ampla de origem medieval – ganhou maior destaque após a edição do seu quarto disco de estúdio, Verehrt und Angespien (1999) que os levou a um crescendo na carreira até à edição do disco 7 (2003). 
Ao Amphi, além dos mais conhecidos temas a banda traz ainda o reportório de Quid Pro Quo (2016). 





JÄGER 90 

Os Jäger 90 tocam uma EBM crua e feita à mão que, no seu último disco de estúdio Fleisch macht böse (2011), por exemplo, apresenta críticas sociais ao fetiche, amor e assuntos interpessoais através de batidas impiedosas. Música eletrónica honesta que promete estimular as pernas, o cérebro e os músculos. 
O projeto que é liderado por Thoralf Dietrich, e se encontra no ativo desde 2005, promete um concerto com foco na bateria, uma voz imperativa e uma energia brutal. 





JANUS

Formados em 1995, a dupla alemã Janus consolida quase 25 anos de carreira em mais uma edição do Amphi Festival, onde apresentará as suas músicas que, de uma forma ou de outra, se focam na temática das pessoas que perdem a cabeça. 
No último dia do festival, Tobias Hahn e Dirk Riegert trazem a Köln o seu último lançamento Ein Schwacher Trost (2017) e um concerto com base numa textura sonora altamente melancólica, profunda e altamente sensível. 





NACHTMAHR 

Nachtmahr, o projeto de música industrial formado em 2007 pelo austríaco Thomas Rainer (L'Âme Immortelle), apresenta-se no Amphi no último dia do festival para fazer ecoar a sua música poderosa que mistura o hardcore techno ao industrial e aggrotech
Um concerto que promete ser brutal e onde se farão escutar os temas de discos como Antithese (2019), Kampfbereit (2016) e ainda os hits de Feuer Frei (2008) ou Alle Lust Will Ewigkeit (2009). 





OST+FRONT 

Os alemães OST+FRONT ostentam uma sonoridade compacta que equilibra as rajadas melódicas da música até à sua agressão, diversão e brutalidade implacável. Sem convenções líricas ou musicais, os berlinenses recorrem a incontáveis géneros aos quais juntam o seu gene Neue Deutsche Härte, coros sinfónicos e tons orquestrais. 
Ao Amphi a banda traz na mala uma dose incomensurável de energia e o seu mais recente disco de estúdio, Adrenalin (2018). 





PROJECT PITCHFORK 

Outro dos grandiosos nomes que fará parte do certame do último dia festival são os Project Pitchfork, o prolífico grupo de darkwave e electro-industrial que se dedica à mecânica quântica maquinal. Através de sonoridades que sintetizam uma viagem imbatível no passado, presente e futuro, a eletrónica dark que caracteriza o trabalho da banda elevará o público do Amphi a um ambiente superior, visionário e muito fascinante. 
A Köln os Project Pitchfork trazem na setlist, além dos grandes êxitos, os temas de álbuns como Akkretion (2018) e Fragment (2018). 





RABIA SORDA 

Formados em 2003 como o projeto a solo de Erk Aicrag, os Rabia Sorda são atualmente um trio com membros de origem alemã e mexicana. A banda apresenta uma sonoridade energética que experiencia a transformação, destruição e criação do mundo ao redor. Num concerto que tem foco no que os próprios definem como "Rock-Body-Metal-Punk Rock", os Rabia Sorda apresentarão no último dia de festival a sua vibe agressiva, mas igualmente cativante. 
O último disco da banda data de 2018 sob o desígnio The World Ends Today





SCHATTENMANN 

Os Schattenmann prometem apresentar no último dia do Amphi uma nova dimensão dentro do revivalismo da Neuen Deutschen Härte, através da combinação estoicamente inexorável entre as caixas de ritmos e as componentes avançadas das máquinas. 
A banda alemã, que se formou em 2016 traz, ao palco do Amphi, o seu disco de estreia Licht Na (Drakkar Entertainment GmbH, 2018) e temas que rodeiam o que muitas vezes permanece silencioso e vive em segredo – desde o desejo humano à natureza destrutiva. 





SEADRAKE 

A história dos Seadrake - um super grupo de synthpop composto por Hilton Theissen (Akanoid, Dark Millennium), Mathias Thürk (ex-Minerve) e Rickard Gunnarsson (Lowe, StateMachine) – começa a ser documentada a partir de 2012, após o caminho dos membros se ter cruzado várias vezes em tours e/ou colaborações. 
Oriundos de diferentes países, os Seadrake encontraram um ponto comum na sua dark electropop, na qual têm vindo a trabalhar para conceder um primeiro produto longa-duração intitulado Isola (2018), que é agora explorado em detalhe no Amphi Festival 2019





SPARK! 

Spark! é o nome escolhido para designar o projeto de EBM moderno que os suecos Mattias Ziessow e Stefan Brorsson formaram em 2007. A banda - que começou a prender as primeiras atenções após a edição do álbum de estreia 65 Ton Steel (2008) - viria a assinar contrato com a Progress Productions, editora pela qual editaria em 2012 Hela din verden
Ao Amphi e, numa comunicação verbal feita na língua sueca, os Spark! trazem-nos o seu última longa-duração de carreira, Maskiner (2016) e o mais recente Två Mot En EP (2018). 





THE BEAUTY OF GEMINA 

Bastante conhecidos dentro do cenário da eletrónica dark de cariz alternativo e q.b. melancólico os suíços The Beauty of Gemina apresentam no Amphi um concerto que incorpora treze anos de carreira e cerca de dez edições longa-duração que consolidam uma música pronta para elevar os espíritos ao mesmo tempo que celebra a estética das trevas, evitando interferências emocionais perturbadoras. 
Em Köln, além dos hits de carreira, os The Beauty Of Gemina trazem os mais recentes temas Flying With The Owl (2018), a descobrir, no último dia. 





WELLE:ERDBALL 

O propósito dos Welle:Erdball, segundo os próprios, começa onde nomes como Kraftwerk, Profil, DAF e/ou Ideal infelizmente estagnaram. No ativo desde 1990 os Welle:Erdball apresentam uma sonoridade que engloba elementos da britpop, synthpop e música eletrónica e uma discografia que compreende 14 álbuns, cujos temas prometem deixar a temperatura bem quente durante a sua performance no Amphi
Texturas electropop e tons analógicos que farão, certamente, hipnotizar o público que se atrever a marcar presença neste concerto. 





WHITE LIES 

Os ingleses White Lies apresentam-se no palco do Amphi como uma das bandas mais deslocadas do panorama underground, ainda assim inseridos dentro do espírito a que o Amphi se vê incluído. A banda que veio dar sucessão aos Fear of Flying e se formou em 2007 rapidamente viu a sua sonoridade de traços negros ser comparada a nomes como Editors, Interpol ou The Killers
Com um grande hype já ciado antes da edição de To Lose My Life... (2009), o sucesso dos White Lies fará ouvir-se no palco do Amphi, mas com os novos temas de Five (2019) a fazerem escutar-se alto. 



A edição de 2019 do Amphi Festival decorre nos dias 20 e 21 de julho em Tanzbrunnen, Köln, na Alemanha. Os passes para os dois dias têm um preço de 87€ e os bilhetes individuais têm um preço de 62€, podendo ser adquiridos aqui. Todas as informações adicionais relativas ao festival podem ser encontradas aqui.




Comma Alliance Photo © Silke Jochum
Faderhead Photo © N. Skulli 
Holygram Photo © Andy Deane 
Jäger 90 Photo © Marco Luptscho 
Janus Photo © Nuno Campos 
Rabia Sorda Photo © Sascha Pace 
The Beauty of Gemina Photo © Frida Gothik

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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

STREAM: HOLYGRAM - Modern Cults


Os HOLYGRAM anunciaram no passado mês de agosto que iam lançar o seu muito esperado disco de estreia, Modern Cults. O disco vem dar seguimento ao aclamadíssimo EP de estreia HOLYGRAM (2016) - que os levou a abrir palcos para bandas como Orchestral Manoeuvres In The Dark (OMD) e, mais recentemente VNV Nation - e mostra no formato áudio a imagética que os HOLYGRAM transmitem em palco, envolvendo densas ondas de nevoeiro, neblina e iluminação fria.

Numa atmosfera que oscila entre os sons brutais das grandes ciedades e a fragilidade das pessoas que se perdem nela, o disco dos HOLYGRAM apresenta uma masterização cuidada que transmite esta ideia, através das diferentes camadas de som. Do disco já tinham anteriormente sido mostradas as faixas "Signals" e "A Faction". Aproveitem para ouvir as restantes faixas na íntegra, abaixo.

Modern Cults é editado esta sexta-feira (9 de novembro) pelos selos Synthetic Symphony/Oblivion da SPV GmbH (Europa) e Cleopatra Records (EUA).


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sábado, 8 de setembro de 2018

HOLYGRAM apresentam "Signals", primeiro avanço de Modern Cults

© Christian Keinstar

Depois de terem lançado um dos melhores EP's de post-punk em 2016, o quinteto alemão HOLYGRAM está de regresso às edições com o muito aguardado Modern Cults, o LP de estreia da banda alemã que chega às prateleiras no outono. O anúncio deste novo trabalho tinha já sido avançado no passado mês de agosto sendo que esta semana chegou o primeiro tema de apresentação do disco, intitulado "Signals" - tema que já estava a ser apresentado pela banda nos concertos ao vivo - e que segue abaixo em formato audiovisual.




Modern Cults tem data de lançamento prevista para 9 de novembro pelos selos Synthetic Symphony/Oblivion da SPV GmbH (Europa) e Cleopatra Records (EUA). Podem fazer pre-order do disco aqui.

Modern Cults Tracklist:

01. Into The Void 
02. Modern Cults 
03. A Faction 
04. Signals 
05. Dead Channel Skies 
06. Hideaway 
07. Still There 
08. Odd Neighbourhood 
09. She's Like The Sun 
10. Distant Light 
11. 1997

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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

HOLYGRAM anunciam disco de estreia


Depois do estrondoso concerto no Hard Club, da tour colaborativa com os Orchestral Manoeuvres In The Dark (OMD) e alguns concertos de abertura para os VNV Nation (com os quais vão embarcar numa tour extensiva no final do ano) os alemães HOLYGRAM anunciaram finalemente o tão aguardado disco de estreia. Intitulado de Modern Cults, o longa-duração cuja primeira faixa de avanço chega no dia 7 de setembro vem dar sucessão ao EP homónimo que os fez tornarem-se um êxito dentro da comunidade do post-punk contemporânea.

Embora ainda não tenham disponibilizado nenhuma faixa de avanço é esperado que temas como "Signals" e "She's Like The Sun" - que a banda tem vindo a tocar ao vivo nos últimos concertos - façam parte da tracklist do trabalho. A notícia foi dada pela banda através da sua página do Facebook.

Modern Cults tem data de lançamento prevista para 9 de novembro pelos selos SPV GmbH (Europa) e Cleopatra Records (América do Norte).


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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Reportagem: HOLYGRAM + The Woodentops [Hard Club, Porto]


No passado sábado (4 de novembro) a irreverente At The Rollercoaster voltou a proporcionar mais uma icónica noite aos fãs da música underground e de tonalidades obscuras no Hard Club, Porto. Como principal atração estava o regresso dos britânicos The Woodentops para um concerto único em Portugal, e igualmente histórico. As altas expectativas tendiam, contudo, para os alemães HOLYGRAM que se tornaram relevantes na cena post-punk com a edição do muito aclamado EP de estreia homónimo, editado o ano passado.

HOLYGRAM

HOLYGRAM

Com concerto previsto para as 22h00 os HOLYGRAM subiram a palco pelas 22h05 com "Hideaway" como pano de fundo e quatro, dos cinco elementos integrantes, prontos para surpreender o público com a sua música para os perdidos. A banda alemã rapidamente se tornou um fenómeno, mesmo apesar de jovens, após editar o primeiro trabalho curta duração em outubro do ano passado. Basta observar a quantidade de pessoas que suportaram o trabalho do quinteto no Bandcamp, as edições em cassete completamente esgotadas e fazer o streaming do EP para perceber que estamos perante uma banda com uma prospeção tamanha. A At The Rollercoaster estava atenta e soube trazê-los numa altura certeira, em estreia absoluta, para uma abertura de concerto que foi icónica (se fossem a banda principal ninguém desconfiava). "Daria", o segundo single apresentado, foi também o que começou a elevar os ânimos em sala, pela sua aura ritmada (não tem como não dançar) e aquele refrão que não sai da cabeça (não tem como não cantar).

Apesar das pausas um pouco prolongadas entre as canções – que serviram para trocar umas poucas palavras entre banda e público – os alemães tiveram uma prestação incrível e ainda trouxeram mais dois novos singles para mostrar ao público português. A primeira apresentada creio que se chama "Signals" (segundo este vídeo da mesma música apresentado na edição do Wave Gotik Treffen deste ano) e a segunda, "She’s Like The Sun", que para quem ainda não conhecia tornou-se super fácil de assimilar com a progressão da música especialmente pelo seu ritmo à la 80’s - a fazer lembrar um cruzamento entre bandas de luxo como The Sound e DIIV - e também pelo refrão simples "She’s Like The Sun, Far Away (x4)" (podem ouvir uma versão ao vivo aqui) e as melodias psicadélicas intrínsecas.

O ponto alto do concerto aconteceu com o mais parado "Accelaration", canção na qual o palco, lentamente, se foi enchendo por um fumo que se projetou para o público até a um ponto em que o vocalista já não se via e reconheciam-se apenas as silhuetas do baixista e guitarrista. Foi como ver HOLYGRAM no nevoeiro com toda aquela toada negra e obscura e um fundo azul, afinal a música é mesmo para os perdidos. Já na reta final a banda afirmou que já só faltavam duas músicas para se irem embora (para nosso infortúnio) tendo tocado o enorme e já muito aguardado hit "Still There" que colocou toda a gente a cantar. A finalizar "Distant Light", a música que também encerra o EP de estreia e que funcionou como uma malhão de fuzz para gastar de vez as energias. Que concerto enorme! Os HOLYGRAM são definitivamente um dos novos nomes no panorama musical a reter e o concerto que deram veio demarcar que a sua projeção tem uma qualidade indubitável tanto em álbum como ao vivo. Um dos grandes concertos de 2017.


The Woodentops

The Woodentops

A subir a palco pelas 23h05, os britânicos The Woodentops regressavam a Portugal seis anos depois de terem atuado no Teatro Municipal de Vila do Conde, com uma setlist recheada dos grandes êxitos do disco Giant (1986) e o alguns singles mais recente Granular Tales (2014). Com três membros da formação atual e sem a teclista Aine O’Keeffe, os Woodentops apresentaram-se em formato quarteto para apresentar 34 anos de carreira. Para dar início ao concerto ouviu-se "Get It On", um dos memoráveis singles do disco de estreia Giant editado pela conceituada Rough Trade. Embora com um jogo de luzes inferior ao dos HOLYGRAM, os Woodentops apresentaram-se cheios de energia em palco (também pudera, Rolo McGinty encontrava-se bastante embriagado) e prontos para colocar o público presente na sala - que ainda parecia estar em ressaca do concerto anterior - a dançar. 


Apesar da pouca comunicação do público com a banda, os aplausos, após o findar de cada canção mostravam-se fervorosos e os Woodentops certamente que encheram as medidas ao público que estava ali propositadamente para os ver, talvez não da forma mais memorável, mas eventualmente uma das mais divertidas (Que dava para rir com a performance do vocalista, dava). A setlist contemplou quase todas as canções de Giants e, embora Rolo McGinty não conseguisse ler as músicas da setlist, as falhas que ocorreram foram passando despercebidas com os constantes apelos de interação do vocalista com o público. 


Rolo McGinty quis uma noite marcante e teve-a, o espaço do palco parecia insuficiente para uma tamanha vontade de expressão, o que o levou a saltar para o meio do público várias vezes durante o volver do concerto. Além disso ainda durante a performance Rolo McGinty foi buscar umas baquetas junto ao baterista Paul Ashby para invadir a bateria dos HOLYGRAM na execução de "Good Thing". Houve ainda espaço para ouvir a "Why", música que no seu final colocou o vocalista a desatarraxar o microfone enquanto gritava "punishment" (ok isto não foi giro). Após uma breve apresentação dos músicos que o acompanhavam em palco, Rolo McGinty e banda tocaram "Stay Out Of The Light" para encerrar a despedida do território nacional.


Depois de um fim que não teve pedido de encore por parte do público, os The Woodentops abandonaram o palco agradecendo ao público. O que não era esperado era que cerca de três minutos depois voltassem a palco com vontade de tocar mais e a dizerem: "Actually we will play one more song". Bem lá animados estavam. De uma forma geral o concerto dos The Woodentops foi tipo o concerto dos The Replacements no palco principal do Nos Primavera Sound 2015, divertido mas pouco eficaz.

HOLYGRAM + The Woodentops [Hard Club, Porto]

Fotogaleria completa aqui.

Texto: Sónia Felizardo
Fotografias: Edu Silva

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