Homem em Catarse, o projeto a solo de Afonso Dorido, vai regressar este ano aos discos com uma edição especial gravada ao vivo na Porta 253, em Braga. Este novo trabalho - que chega à prateleiras na próxima semana - é lançado dois anos depois do bastante bem recebido, Viagem Interior (2017), onde o músico materializa musicalmente a beleza de um país despojado e esquecido, dando voz às suas gentes e aos seus lugares.
Dois anos depois desta viagem aos territórios interiores do país, a catarse de um homem volta a instaurar-se para se materializar em edição vinil num disco que começou por resultar como uma gravação ao vivo. Deste novo trabalho já é conhecido o primeiro tema de avanço "(não és) Açor", que pode agora ser ouvido na íntegra abaixo.
Ao vivo na Porta 253 tem data de lançamento agendada para o próximo dia 26 de abril pelo selo MEMOem claboração com a Porta 253. O disco é apresentado na Zet Gallery em Braga, às 22h00 no mesmo dia de lançamento. As informações relativas a este evento podem ser encontradas aqui.
Ao vivo na Porta 253 Tracklist: Lado A 1. Febre de Sábado à tarde 2. (Não és) Açor 3. Teremos sempre Paris 4. Portas do Ródão Lado B 1. Alqueva Beat 2. Tomar 3. Guarda-me
No próximo dia 20 de Julho vamos ter Tomara e Homem em Catarse no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garret (BMAG).
Tomara é a primeira obra em nome próprio de Filipe Monteiro, uma nova aventura sob um alter-ego. Favourite Ghost foi editado em Setembro de 2017 e inclui temas "Coffee and Toast" e "For No Reason".
Homem em Catarse (Afonso Dorido), inspirado pelo escritor José Luís Peixoto, viajou por 17 aldeias/vilas do interior de Portugal e o resultado disso chama-se Viagem Interior que saiu em Setembro de 2017. Tudo começou há uns anos atrás quando decidiu enfrentar as estradas e caminhos de Portugal munido da sua guitarra elétrica e dos seus inúmeros pedais de efeitos com um único sentido: colocar em música toda a beleza do nosso país dando a conhecer ao seu público pedaços de estórias e lugares que passam mais despercebidos. Os concertos começam às 21h30 e o preço é de 7 €.
Homem em Catarse, projeto a solo de Afonso Dorido, está de regresso aos trabalhos de estúdio e avançou este mês com o primeiro single, "Portalegre", retirado do anunciado novo disco, Viagem Interior, que vem dar sucessão ao conceituado Guarda-Rios(2015). Este novo disco conceptual visita 17 locais do interior de Portugal e a primeira homenagem vai para a cidade Portalegre. O novo single é apresentado em formato audiovisual e o resultado pode ser visto/ouvido, em baixo.
Segundo o músico, "Portalegre é um local de luz, a sul de onde o Tejo é selvagem, e porta de entrada de uma região icónica e símbolo primordial do interior e da ruralidade de Portugal, o Alentejo" e este novo single "aborda precisamente isso - um casal que larga a cidade no litoral, a correria, a azáfama e decide viver mais calmamente às portas de Portalegre numa casa típica e com espaço para as crianças que aí virão, poderem crescer. Uma mudança de vida, o início de algo, a busca reflexiva de que viver mais, é viver melhor".
Viagem Interior tem data de lançamento prevista para setembro.
A promotora portuense Muzik Is My Oyster (MIMO) tem uma programação de luxo até ao final do ano para os amantes da música mais obscura. Tendo sido a co-organizadora (juntamente com A Comissão) de um evento pioneiro, o mini festival Post-Punk Strikes Again, a MIMO tem garantida uma programação sumptuosa até ao fim de 2016 com Death In June, And Also The Trees e Covenant como atrações principais. Os concertos não acabam aqui e agenda completa segue detalhada abaixo.
Os Death In June tiveram a sua primeira formação em 1980 por Douglas Pierce (guitarra), Tony Wakeford (baixo) e Patrick Leagas (bateria), influenciados pela crise que o punk britânico atravessava, desde 1977. Os primeiros sigles dos Death In June tinham envolta uma aura post-punk com influências industriais que foi sendo posteriormente substituída por uma mistura de baladas acústicas e sombrias. Desde 1985 que Douglas Pierce é o único membro da banda. Os discos que devem ser ouvidos antes do concerto único por Portugal, a 3 de outubro, passam por The World That Summer(1986), Kapo! (1986), But, What Ends When The Symbols Shatter?(1992) e Peaceful Snow (2010).
A primeira parte fica a cargo de Homem em Catarse, projeto de Afonso Dorido, que teve início em 2012 nas margens do Rio Cávado. O músico vem apresentar o seu mais recente disco Guarda-Rios(2015).
Preço dos bilhetes: 18€ até 30 de setembro/ 20€ a partir de 1 de outubro
Os britânicos And Also The Trees aterram pela terceira vez em solo nacional a 7 de outubro no Sabotage Club, Lisboa e sobem, no dia seguinte a 8 de outubro, até à Invicta onde tocam no Hard Club. A banda formou-se em 1979 pelos irmãos Simon (voz) e Justin Jones (guitarra) juntamente com Steven Burrows (baixo) e Nick Havas (bateria). Ao verem que os The Cure estavam à procura de uma banda de suporte os And Also The Trees tiveram a sua grande oportunidade e enviaram uma demo (First Demo Cassette) à banda de Robert Smith. Acabaram por ser escolhidos e abriram para alguns concertos dos The Cure em 1981. Esta oportunidade deu-lhes a possibilidade de editar o primeiro disco na carreira, Shantell(1983). Ao Palco 2, do Hard Club, a banda traz na bagagem o seu mais recente disco, Born Into The Waves(2016).
A abertura do concerto é assegurada pelos Sweet Nico que trazem um espetáculo de dream pop e o mais recente disco, R Revival(2016).
Os australianos Flyying Colours têm concerto único agendado em Portugal, a acontecer a 16 de outubro no Hard Club, Porto na sala 2. O concerto, que marca a estreia da banda em território nacional, encontra-se inserido na tour de promoção do disco de estreia da banda, Mindfullness, editado a 23 de setembro. Os Flyying Colours são conhecidos pela sua sonoridade shoegaze e dream pop com fortes influências de My Bloody Valentine e Fleetwood Mac. O primeiro EP, homónimo, foi editado em 2013.
Os suecos Covenant têm concerto único em Portugal marcado para dia 18 de dezembro no Porto em função da The Blinding Dark Tour, em promoção do seu mais recente disco. A banda de synthpop formou-se em 1986 e lançou o primeiro single oficial em 1992 sob o nome de "The Replicant", que integraria dois anos mais tarde no álbum de estreia, Dreams of a Cryotank. Em 1996 lançaram talvez aquele que é o melhor disco da banda, Sequencer, e que os levou a projeções internacionais. A década de 90 marcou a exploração da banda no campo eletrónico. Após o álbum United States of Mind (2000) a banda passou a explorar, dentro da eletrónica, o synthpop. A banda regressa a Portugal, depois da passagem pelo Entremuralhas, em 2010, e traz na bagagem o disco The Binding Dark, editado este ano.
A primeira parte fica a cargo dos portuenses Hot Pink Abuse.
Peixe, Homem em Catarse e De Turquoise são os três músicos solistas que vão participar na primeira edição do Três a Solo no Garrett, um evento organizado pela MEMO - promotora local que tem como objetivo dinamizar e contribuir positivamente para a diversidade artística e cultural fora dos grandes centros urbanos.
Os três músicos tocam a 7 de outubro pelas 21h30 no Cine-Teatro Garrett, em Póvoa de Varzim, num concerto que se pretende intimista e de contacto com o público da cidade e da região. Os bilhetes têm um preço de 7,50€ (preço único para a plateia) e dão acesso a uma bebida gratuita no Rouge Pub. Todas as informações adicionais aqui.
Peixe
Peixe é o cabeça de cartaz do espetáculo. O ex-guitarrista dos Ornatos Violeta tem já uma extensa carreira em diversos projetos musicais (Pluto, Zelig, Orquestra de Guitarras e Baixos elétricos da Casa da Música) e, desde 2012, apresenta-se como artista a solo, com dois álbuns editados: Apneia (2012) e Motor (2015).
Homem em Catarse Antes, o palco é tomado de assalto pelo barcelense Homem em Catarse. Conhecido pela sua total entrega nos concertos, ruma à Póvoa de Varzim para apresentar o seu mais recente trabalho Guarda-Rios (2015).
De Turquoise A primeira parte deste espetáculo tripartido está a cargo de De Turquoise, a última forma assumida por André Júlio Teixeira, músico, performer e multi-instrumentista vila-condense.
Estas últimas confirmações - algumas delas resultantes do trabalho feito em parceria com o UM AO MOLHE, a Extended Records e o Desterro - encerram o alinhamento estelar para a edição deste ano do festival.
O alinhamento e horários dos concertos está disponível em baixo. Vale a pena lembrar que os concertos de dia 1 (gratuitos) decorrem em três espaços emblemáticos da cidade: Soldado Desconhecido, Coreto do Jardim da Câmara e a recém-construida Alameda do Castelo. Nos dias 2 e 3, o TRC ZigurFest regressa ao formato tradicional, com concertos no Teatro Ribeiro Conceição e na Rua da Olaria.
Chamamos ainda a atenção para a mudança de dia e local de actuação dos Torto, que por motivos de agenda terão que actuar no dia 1 de Setembro pelas 22h00. Com esta alteração, será Luís Severo e a sua banda o responsável por encerrar o Teatro Ribeiro Conceição no dia 2, sendo antecedido por actuações de Joana Guerra e Surma. Os Fazenda actuam na Rua da Olaria nessa mesma tarde.
No TRC ZigurFest há também espaço para a estreia de uma plataforma de arte contemporânea sediada em Lamego. Criada pelo artista plástico João Pedro Fonseca, a ZONA emergiu da necessidade de dinamizar e integrar no município lamecense as mais vertentes expressões artísticas contemporâneas. Para esta primeira edição, que tem o apoio da Câmara Municipal de Lamego e Teatro Ribeiro Conceição, foram convidados cinco artistas plásticos emergentes. André Costa, André D. Costa, Duarte Fonseca, Inês Apolinário e Rui M. Costa vão produzir uma ou mais peças inspiradas na imagética do festival, que serão depois apresentadas numa exposição colectiva nos dias 1, 2 e 3 de Setembro no Teatro Ribeiro Conceição.
Os bilhetes já estão à venda e valem 3 euros para um dia e 5 euros para os dois.
O Croka’s Rock está de volta nos dias 5 e 6 de Agosto, em Oliveira do Arda, Castelo de Paiva. Desde a sua 1ª edição em 2009, que o Croka´s tem um forte sentido empreendedor. Com entrada livre, não tem objetivos lucrativos, promovendo a dinâmica cultural da região e divulgando desde sempre vários géneros de música feita em Portugal. A tudo isto acresce a beleza natural do local, nas margens do Rio Arda, que não deixa ninguém indiferente.
Até ao momento foram confirmados a 6 de agosto os bracarenses Peixe:avião, autores de Peso Morto, um dos melhores discos do ano. A 5 de agosto haverá concertos de Homem em Catarse, Daniel Catarino e OroborO, tudo isto no Palco Arda.
Na próxima quinta-feira, 21 de abril, Grutera traz a essência do Alentejo até ao Porto sob a forma de um novo disco. Sur Lie é o terceiro álbum de Grutera e foi gravado em Junho de 2015, no Túnel das Barricas da Herdade do Esporão, com o apoio de Vasco Durão, responsável pelo projeto Guitarras ao Alto.
Inspirado pela arte vinícola e pela planície alentejana, o disco saiu para o mundo em Novembro, editado pela Fnac, chegando agora à Invicta, para encantar o Maus Hábitos, no dia 21 de Abril. O espectáculo vai contar ainda com Homem em Catarse na primeira parte e um convidado especial.
Para dar corpo e alma à festa, haverá Vinho Defesa do Esporão a acompanhar. Para além do Guitarras ao Alto e do Esporão, Grutera conta desta vez também com o apoio da Sofia Teixeira e do Bran Morrighan.
Volkan Caner e Doruk Öztürkcan são, atualmente, os She Past Away. Depois da sua estreia no Entremuralhas do ano passado, os turcos regressaram a Portugal numa tour com duas datas: 29 de setembro em Lisboa e 28 de setembro no Porto. Foi no Porto, num concerto com o toque da MIMO que a Threshold assistiu ao concerto da dupla.
Apesar da recente alteração de alinhamento da banda — dada a saída do baixista e membro fundador da banda İdris Akbulut, os She Past Away ficaram reduzidos ao formato duo — a banda não perdeu o seu traço sonoro. O tom monocórdico da voz de Caner perdura. A parte instrumental continua a invocar os melhores tempos de uns anos 80 vividos à base de copiosas audições dos trabalhos dos Cure, Joy Division, New Order e Bauhaus. A título de curiosidade, poderíamos dizer que Caner se assemelha a um Robert Smith nos seus anos de juventude (o seu cabelo eriçado e cara maquilhada ajudam a manter essa ilusão) e que Öztürkcan poderia passar por um dos membros dos Kraftwerk dado o seu uniforme de palco (camisa e calças pretas) e predileção pela ocupação parte eletrónica da instrumentação dos She Past Sway. Öztürkcan é também o produtor dos álbuns dos She Past Away.
Por todos os motivos acima enunciados, um crítico poderia argumentar que os She Past Away não passam de um pastiche de todas estas influências, não acrescentando nada de novo ao género do Post-punk/Goth-wave. E, na verdade. assim é.
Nada do que possam ouvir editado pelos She Past Away vos soará a novo. Mas digam-me, porque é que isso é mau?
Será que os She Past Away ou qualquer banda precisam necessariamente de acrescentar alguma coisa ao seu género musical? Não era o outro dizia que os maus imitam e que os grandes roubam?
É um facto que os She Past Away nada acrescentam ao Post-punk nem ao Goth-wave. Mas também é um facto de que a dupla é, atualmente, das bandas que melhor mesclam ambos os géneros. Os seus álbuns são repletos de memórias sonoras dos anos 80 — essa época dourada para o Post-punk e Goth-wave em que todas as grandes bandas que dão nome a ambos os movimentos existiram —e as suas performances ao vivo não desiludem.
Apesar das alterações no colectivo e perda de um dos membros fundadores — Akbulut — os She Past Away enquanto banda estão no ativo desde 2006 e lançaram este ano o seu mais recente LP, Narin Yalnızlık. O novo álbum foi o leitmotiv desta digressão.
Com o Narin Yalnızlık ainda fresco, escutaram-se mesmo assim malhas antigas como a "Sanrı" e a "Rituel". O calor português comoveu os turcos, que não arredaram pé do palco sem um triplo encore e um agradecimento pela oportunidade de, mais uma vez, mostrarem o que valem em território nacional.
A primeira parte do certame esteve a cargo do Homem em Catarse, esse portento do folk nacional que esteve também a apresentar o seu mais recente trabalho, o Guarda-Rios.
Homem em Catarse, projeto a solo de Afonso Dorido, de origem barcelense, e cujas sonoridades remetem para paisagens de bandas como os Durutti Column e Cocteau Twins, entre outros, é o responsável pela abertura do concerto dos turcos She Past Away, a acontecer na próxima segunda-feira, dia 28 de setembro, no Hard Club Porto. Guarda-Rios, o mais recente disco de Homem em Catarse, editado no presente ano, pela Honeysound, servirá de mote para o concerto de abertura e apresentação.
Os bilhetes têm um preço de 12€. As portas abrem às 21h30 e os concertos têm início às 22h00.