sexta-feira, 15 de novembro de 2019

7 ao mês com Josiah Konder


Desde que ouvimos Songs For The Stunned e, essencialmente agora, após a edição de Through The Stutter, os Josiah Konder tornaram-se a nova grande atração no panorama do rock alternativo através da sua sonoridade que é celestial e limpa, mas igualmente densa e profunda, sempre enriquecida por uma série de detalhes absolutamente hipnotizantes. Neste cenário de paixão, decidimos convidar o ensemble dinamarquês a participar na rubrica 7 ao mês, por forma a conhecer melhor os seus gostos musicais e principalmente os artistas/discos ou canções que inspiraram o seu trabalho e quem eles são.

Assim, para a edição de de novembro tivemos a oportunidade de conhecer um pouco melhor Julis Ernst (voz, guitarra, percussão), Anton Funck (baixo, percussão) e Albert Hertz (guitarra, percussão, outros instrumentos) através das suas escolhas musicais. Tirem alguns minutos e aproveitem para conhecer melhor os Josiah Konder através das suas próprias palavras.




JULIUS ERNST 


Jorge Ben - Fôrça Bruta (1970) & A Tábua de Esmeralda (1974)

Um nome gigante, é claro, mas eu provavelmente já ouvi estes dois álbuns milhares de vezes. Os temas dele têm uma qualidade brilhante e prima. A sua música aproxima as pessoas. É leve e divertida no seu som, mas profundamente enraizada e profunda. Estas qualidades como compositor e intérprete são extremamente raras para mim. A voz dele é honesta e instantaneamente cativa o ouvinte, é quente e curiosa. Ele vem de uma escola de música tão diferente da nossa e de um mundo tão diferente, mas tu sentes que é como se soubesses um pouco disso, através dele.








ANTON FUNCK 



Minais B - As the River At Its Source (2017) 


Fiquei completamente surpreendido em como uma obra experimental de música eletrónica poderia ter uma narrativa tão forte. Tudo neste disco se desenrola ao redor de uma sinergia espiritual, uma abordagem progressiva e inovadora dos sons eletrónicos, juntamente com um monólogo cativante que me atraiu a mim, o ouvinte, a um estado em que tudo o que eu podia fazer era escutar, paralisado, à espera que a próxima onda de som voltasse a atingir-me. Petrola80, a editora que lançou este disco, foi co-fundada pelo baterista dos Josiah Konder, Jens Konrad. O Jens costumava compartilhar histórias interessantes sobre a produção do disco, então senti que tinha uma conexão pessoal com ele. Então, quando finalmente tive o prazer de conhecer Minais B (também conhecido como Villads Klint) pessoalmente, percebi que - com base na minha incrível experiência com este disco - eu tinha muito medo de conhecê-lo. Eu estava simplesmente fascinado! 





Xenia Xamanek 


Fui vê-la (e à sua constelação ao vivo de 4 músicos) em concerto há alguns dias atrás em Copenhaga e fiquei simplesmente hipnotizado com a sua linda, penetrante e inspiradora criatividade e profundidade musical. Fez-me lembrar que a música está sempre à nossa volta o tempo todo e ela canalizou-a para a minha consciência com a sua própria visão precisa. Ela combina instrumentos como flauta, oboé e cordas com arranjos de voz, spoken word, paisagens sonoras sintetizadas e gravações de campo. Algo que se situa entre a eletrónica de vanguarda, os arranjos de voz e a performance artística e contemporânea.





John Frusciante - To Record Only Water For 10 Days (2001) 


Eu continuo a voltar a este álbum por uma série de razões. Em primeiro lugar, quando eu tinha 13 anos era obcecado pelo John Frusciante. Eu nunca fui um fã de Red Hot Chili Peppers, mas este álbum em particular é um dos que mexeu comigo a um nível espiritual. Do género, parecer um tipo de despertar musical. Tornei-me obcecado com a sua técnica de guitarra e disciplina na abordagem deste instrumento. Durante um certo período na minha vida eu passava mais de 8 horas por dia a tocar as suas músicas na guitarra. Em segundo lugar, sinto-me intrigado com o "som" deste disco. Foi gravado numa máquina digital de oito faixas com recurso à tecnologia antiga Minidisc e, posteriormente, transferido para cassete. Todas as guitarras e a maioria dos instrumentos foram gravados diretamente no dispositivo de mistura sem amplificação adicional, proporcionando à paisagem sonora uma espécie de sensação bruta de "volume máximo". Tudo, incluindo os vocais, ganha um formato de distorção, tornando-se fortemente comprimido durante as secções graves e transforma-se em algo mais quente e íntimo nas secções mais calmas. A produção, as músicas e as letras - tudo isto tem uma beleza crua e imperfeita também. 





ALBERT AAGAARD HERTZ 



Scott Walker – Scott 3 (1969) 


Scott Walker é um artista ao qual continuo a voltar e tem sido assim há muito tempo. Há algo realmente fascinante na maneira como ele equilibra uma tradição e a ideia dessa mesma tradição. Eu sinto que este movimento torna-se mais evidente nos seus trabalhos posteriores, mas também está presente nas coisas iniciais. Eu poderia ter escolhido qualquer um dos discos anteriores, mas decidi escolher este, pois acho que ele contém o melhor dos dois mundos. 





Ghédalia Tazartès ‎– Diasporas (1979) 


Há alguns anos atrás deparei-me com este magnífico viajador vocal e fiquei apaixonado desde então. Eu acredito que ele foi um tipo de introdução a exercícios de experimentação de voz, para mim, o que é algo que eu tenho apreciado bastante desde que soube da sua existência. Diasporas foi um dos seus primeiros trabalhos e é assustadoramente bonito e forte.




Se quiserem saber mais sobre os Josiah Konder aproveitem para os seguir através do Facebook ou através do Bandcamp onde podem comprar o seu trabalho.





---------------- ENGLISH VERSION ---------------- 


Ever since we listened to Songs For The Stunned and essentially now, after the release of Through The Stutter, Josiah Konder has become the new big attraction of the alternative rock scene through its heavenly and clean but equally dense and deep sonority, enriched by a series of absolutely mesmerizing details. In this passionate scenario, we decided to invite the Danish ensemble to participate in our rubric 7 ao mês in order to better understand their musical tastes and especially the artists/albums or songs that inspired their work and who they are. 

So for the November edition, we had the opportunity to get to know a little better Julis Ernst (voice, guitar, percussion), Anton Funck (bass, percussion) and Albert Hertz (guitar, percussion, other instruments) through their musical choices. Take some minutes off and get to know Josiah Konder in their own words.



JULIUS ERNST 


Jorge Ben - Fôrça Bruta (1970) & A Tábua de Esmeralda (1974) 


A giant of course, but I have probably listened to these two records thousands of times. His songs have a bright, primal quality. His music brings people together. It is weightless and playful in its sound yet deeply rooted and profound. These qualities as a composer and performer are extremely rare to me. His voice is honest and instantly brings you in, warm and curious. He comes from such a different school of music than us, and such a different world, but you feel like you know it a little, through him. 









ANTON FUNCK 



Minais B - As the River At Its Source (2017) 


It blew my mind how an experimental piece of electronic music could have such a strong narrative. Everything on this record plays out with a spiritual synergy, a progressive and innovative approach to electronic sounds along with a captivating monologue that lured me, the listener, into a state where all I could do was to listen, transfixed, waiting for the next wave of sound to come over me. Petrola80, the record label that released this record, was co-founded by Josiah Konder's drummer Jens Konrad. Jens would often share interesting anecdotes about the production of the record so I felt I had a personal connection to it. Then, when I finally had the pleasure of meeting Minais B (aka. Villads Klint) in person, I realized that -  based on my incredible experience with the record - I was quite afraid of meeting him. I was simply starstruck





Xenia Xamanek 


I went to see her (and her live constellation of 4 musicians) in concert a couple of days ago in Copenhagen and was simply mesmerized by her beautiful, sharp and inspiring creativity and musical depth. It reminded me that music is all around us at all times and she funneled that into my consciousness with her own, precise vision. She blends instruments such as flute, oboe, and strings with vocal arrangements, spoken voice, and synthesized/field soundscape. Perfectly caught on the floor between avant-garde electronic, voice arrangements and contemporary performance art. 





John Frusciante - To Record Only Water For 10 Days (2001) 

I keep coming back to this album for a number of reasons. Firstly, 13-year old me was obsessed with John Frusciante. I was never a fan of Red Hot Chili Peppers but this album, in particular, is one that resonated with me on a spiritual level. It felt like some sort of musical awakening. I became obsessed with his guitar technique and disciplined approach to his instrument, For a period of my life, I would spend well over 8 hours a day, tabbing all of his songs on guitar. Secondly, I'm intrigued by the "sound" of it. It was recorded on a digital 8-track using early Minidisc technology and then later transferred to analog tapes. All guitars and most other instruments were recorded directly into the mixer without further amplification providing the soundscape with a sort of raw, "Maxed-out-Volume" feel. Everything, including the vocals, distorts and becomes heavily compressed during loud sections and turns warm and intimate during the more quiet sections. The production, the songs, the lyrics - All of it has a raw, imperfect beauty too. 






ALBERT AAGAARD HERTZ 



Scott Walker – Scott 3 (1969) 


Scott Walker is an artist I continue to return to and has been so for a long time. There’s something truly mesmerizing in the way he is balancing on a tradition and the quotation of that very tradition. I feel this movement becomes more evident in his later works but is present in the very early stuff as well. I could’ve picked any of the earlier records but decided on this one as I feel it contains the best of both worlds. 






Ghédalia Tazartès ‎– Diasporas (1979) 


Some years ago I stumbled upon this magnificent voice traveler (voice jumper) and has been ever so in love since then. I guess he was some of an introduction to voice experiments for me, which is something I have enjoyed a lot since then. Diasporas was one of his very early works and it is hauntingly beautiful and strong.




If you want to know more about Josiah Konder make sure you follow them on Facebook or Bandcamp page where you can buy their work.



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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

[Review] Josiah Konder - Through The Stutter


Through The Stutter | Third Coming Records (LP) | setembro de 2019
9.0/10

Through the Stutter é um dos melhores discos do ano, só que as grandes publicações influentes de música ainda não o descobriram. Os dinamarqueses Josiah Konder emergem agora no nicho de mercado de música underground com uma das mais bonitas obras sonoras a aportar um romantismo ímpar e pronta para fazer as delícias dos ouvintes mais atentos. Esta (ainda) pequena história de "sucesso" começou a ser escrita em 2018 com o lançamento do primeiro LP de carreira, Songs For The Stunned que nos chegou aos ouvidos apenas este ano com a reedição em vinil pela audaz Third Coming Records, mas que foi suficiente para colocar os Josiah Konder no patamar dos melhores atos surgidos no último ano da década 10 do séc. XXI. 

O ensemble dinamarquês liderado pelo carismático vocalista e compositor Julius Ernst trabalha ao redor de uma narrativa sónica que viaja desde o sul da Europa para o mais frígido bosque da melancolia urbana com uma assinatura única, visceral e extremamente apaixonante. Os Josiah Konder conseguem criar uma atmosfera que engloba desde os mais simples e minimais sons às estruturas mais complexas e arrojadas dentro da estrutura do rock alternativo e art-rock. Um traço extremamente notório em ambos os dois trabalhos da banda editados até à data - além do carácter altamente romântico das canções - é igualmente o seu conteúdo melódico que é altamente imersivo e conquistador. A somar a isso Julius Ernst traz-nos uma lírica bastante metafórica e bela, que canta numa forma tão singular e emotiva. Acompanhado de forma exímia pelo restante trabalho da banda - extremamente profissional e maturo - surge então um disco pronto para fazer derreter corações. 

Depois da reedição em vinil do cativante Songs For The Stunned, que aconteceu em maio de 2019, foi preciso pouco mais de um mês para sabermos que os dinamarqueses iriam regressar à carga com novo disco. "Fall Away" foi o primeiro tema extraído de Through the Stutter. Mostrado no final de junho do presente ano e a aportar uma lírica com foco na inevitabilidade da solidão "Fall away // fall away // forever we’ll dive //into our own // all into our own" os Josiah Konder começavam por nos convidar, de uma forma mais ténue, a mergulhar no seu mundo de confronto com a realidade. 



No início de setembro saiu cá para fora o segundo tema de avanço, "Out Of The Hazard" música com uma abordagem mais desafiante, a mostrar tão bem a capacidade de multiperspetivação que existe nas construções musicais que os Josiah Konder nos oferecem. A 20 de setembro de 2019 a Third Coming Records lançava cá para fora Through the Stutter, marcando assim mais um dia histórico na carreira destes tão promissores músicos e mesmo na própria história do espírito neorromântico dentro geração post-punk

"Open your heart to me" é a primeira frase que ecoa assim que se se coloca Through the Stutter no posto de escuta, com "My Heart, My Hands" a fazer as honras de abertura. Uma escolha proporcional que começa logo por mostrar o dinamismo incrível que os Josiah Konder conseguem criar numa simples canção conjugado, com mestria, ritmos mais lentos com paisagens mais mexidas e entusiastas. Também nesta escala de construções entra "Bullet" que é definitivamente uma das melhores canções do lado 1 do vinil (curiosamente esta edição não está dividida no lado A e lado B, mas sim 1 e 2). Os Josiah Konder têm uma energia inesgotável e mostram-no bem claro neste single que traz uma evolução temporal absolutamente maravilhosa. A começar em tonalidades mais calmas e contemplativas rapidamente os Josiah Konder manipulam toda a atmosfera, criando um mundo apocalíptico e de desespero "there is no time // this love cannot end // do you understand me?", num ambiente sonoro que é altamente arrebatador. A encerrar a primeira parte, a balada "Nothing to Fear", mais uma faixa com uma intensidade emocional altamente tocante. Os Josiah Konder definitivamente sabem como deixar um ouvinte feliz.


A abrir a segunda parte com “Hold Me” os Josiah Konder voltam a apostar no trunfo, mostrando o quanto a sua melancolia e profundeza conseguem ainda assim metamorfosear-se numa energia que é poética, vil e claramente apaixonante ("my woman // these darkest days // make them all go away"). O neorromantismo está em força nesta edição e soa tão doce e belo nas composições destes meninos. Começar em sons mais badalados, como é o caso da sucessora "Entranced (Lascio Lo Scorrere)" e terminá-los com uma mensagem de esperança eminente e sincera, como não adorar? "Kissed In Dreams Yearning" vai um pouco ao encontro desse espectro quando Julius Ernst ecoa "there’s just too many scars // too much emotional bate // but one of these days // I’ll drive it all // I’ll drive it away". A fechar um final completamente sorumbático e decadentemente sublime a refletir as piores sensações de se ser humano e racional, na melhor desconstrução sonora que os Josiah Konder nos podiam oferecer. Que edição intensa! 

Through the Stutter é um disco que conjuga as mais diversas formas de arte em si. Desde a música, ao cinema, passando pela literatura todas as obras que de alguma forma marcaram a história parecem ser reencontradas ao longo das nove canções que integram o seu alinhamento. Fãs de Nick Cave ou dos And Also The Trees encontrarão aqui um refúgio para se sentirem amados e amarem. Definitivamente uma edição obrigatória na coleção de discos de qualquer prezado melómano.



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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

STREAM: Josiah Konder - Through The Stutter


Quatro meses após a re-edição de Songs For The Stunner em formato LP, pela Third Coming Records, os dinamarqueses Josiah Konder estão de regresso aos discos com Through The Stutter, o segundo disco que os coloca no patamar de uma das novas bandas com uma sonoridade cativante e uma veia promissora que certamente será do agrado de fãs de nomes como Nick Cave ou And Also The Trees.

Através de uma narrativa sonora que viaja do sul da Europa para o frígido bosque da melancolia urbana os Josiah Konder mostram toda um novo sentido de quebra de ritmos, construções frásicas altamente acolhedoras, e um sentido artístico claramente característico. De Through The Stutter já tinham anteriormente sido divulgados os temas "Fall Away" e "Out Of The Hazard". Além destes recomenda-se fortemente a audição de "Hold Me" (uma das grandes malhas do disco), "Bullet" e "Kissed In Dreams Yearning". Um disco com uma maturidade incrível que pode agora escutar-se na íntegra abaixo.

Through The Stutter foi editado esta sexta-feira (20 de setembro) em formato LP pelo selo Third Coming Records. Podem comprar o vosso disco aqui.




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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Josiah Konder lançam novo disco no final do mês


A banda dinamarquesa Josiah Konder chegou este ano aos holofotes da crítica internacional com a reedição em vinil daquele que assinalava a estreia do quarteto nos discos longa-duração, Songs for the Stunned. Agora, cerca de quatro meses após esse marco a banda está de regresso com o segundo disco de estúdio, Through the Stutter a chegar às prateleiras no final do mês. Composto por um total de nove músicas novas - essencialistas como um filme de Bresson - os Josiah Konder trazem um romantismo apaixonado no rock que caracteriza o seu trabalho.

Sonoramente a narrativa viaja do sul da Europa para o frígido bosque da melancolia urbana. A música é simultaneamente uma transgressão e uma homenagem à composição tradicional; conduzindo suavemente o tango por uma estrada complexa. Juntamente com o anúncio do novo disco - que aconteceu no passado mês de agosto - foi divulgado também o primeiro tema de avanço, "Fall Away". Esta sexta-feira (6 de setembro) é lançado o segundo tema oficial de avanço "Out Of The Hazard" que pode escutar-se abaixo.




Through the Stutter tem data de lançamento previsto para 20 de setembro pelo selo Third Coming Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.


Through the Stutter Tracklist:

01. My Heart, My Hands 
02. Fall Away 
03. Hold Me 
04. Nothing To Fear 
05. Bullet 
06. Entranced (Lascio Lo Scorrere) 
07. Kissed In Dreams Yearning 
08. Out Of The Hazard 
09. For What Faith

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sábado, 11 de maio de 2019

STREAM: Josiah Konder - Songs for the Stunned


Os dinamarqueses Josiah Konder reeditaram na passada quarta-feira em edição vinil o seu disco de estreia, Songs for the Stunned - um conjunto de doze canções altamente profundas, intensamente emocionais e ricas em ambiências que incluem o piano como o instrumento em grande pano de fundo. O disco, editado originalmente em junho de 2018, recebe agora uma edição apropriada em vinil que promete surpreender fãs de nomes como Nick Cave e And Also The Trees.

A decadência nostálgica dos Josiah Konder retrata a vida como um carrosel de prazer e dor. Das profundezas da depressão entorpecida à ironia da existência, Songs for the Stunned, explora uma camada de texturas - ora fúnebres ("Steady Hand*"; "One More Summer"; "More Than The Wind"), ora mais energéticas (ouvir "Running in Light"; "The Surface"; "The Calm of Your City") - que se tornam deliciosas com a audição repetida. Um disco incrivelmente belo feito para ser apreciado na sua edição mais fiel, o vinil.

Songs for the Stunned foi reeditado em vinil no passado dia 8 de maio pela Third Coming Records. Podem comprar o disco aqui.


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sexta-feira, 22 de março de 2019

Josiah Konder - "Back On Us" (video) [Threshold Premiere]


In June last year the Danish band Josiah Konder released their debut album, Songs For The Stunned, and is now joining forces with French-Danish label Third Coming Records to give it a proper release on vinyl. With a record that portrays profound and rich compositions, Josiah Konder shows us a music background that will seek influence in bands such as And Also The Trees and Nick Cave, and that puts a nostalgic decadence on the lines. Sung with deep thoughts and passion, covered by such a celestial and dark aura, Josiah Konder's music depicts life, like a merry-go-round of both pleasure and pain.

Josiah Konder is now promoting this new re-edition with a music video for the single "Back On Us" (feat. Jeppe Estrup String Quartet) - an intense and immersive song that starts by putting the listener on a suspense scenario; develops on a melodic and melancholic sonority and finishes the whole contemplative panorama with an anxious but wonderful ropes roping.  This piece of audiovisual content was directed by Julius Ernst and you can watch it right now in an exclusive premiere, below. 



Songs For The Stunned has a vinyl release date scheduled for April, 19th via Third Coming Records.

Songs For The Stunned Tracklist:

01. If It Shall Be 
02. The Bastard Within 
03. One More Summer
04. Running in Light 
05. Let the Night Come Seeping In
06. The Surface
07. More Than The Wind 
08. Combine
09. The Calm of Your City

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