sábado, 27 de abril de 2019

Sabotage Club celebra 6º Aniversário com LÖBO, The Parkinsons e Sunflowers


Em Abril de 2013 José Maria Sousa, Ana Paula Flores e Carlos Costa, decidiram contornar as dificuldades da queda do mercado discográfico realizando um sonho - o da abertura de um club de música ao vivo, equipado com um excelente PA, onde artistas nacionais e internacionais pudessem ter as melhores condições para apresentar ao público a sua música.

A vontade de continuar a ser parte activa na divulgação de novos projectos, levou à criação do Sabotage Club, um club que veio preencher uma lacuna em Lisboa: a da não existência de um espaço com uma programação semanal e regular de musica ao vivo, no espirito dos míticos Rock Rendez-Vous, Johnny Guitar, Hacienda, Max´s Kansas City e CGBG, há até quem diga “Quando se quer ter uma experiência a la New York, vai-se ao Sabotage” – Victor Rua.

O clube oferece ao público a possibilidade de experienciar concertos num espaço intimista, onde se pode sentir a proximidade da e com a música. Projectos como Mão Morta, Pop Dell´Arte, Toy, Motorama, Mutantes, Legendary Tigerman, The Parkinsons, Reporter Estrábico, Cave Story, Emma Rutth Rundle, TAU, Paulo Bragança, Telectu, Lydia Lunch, Spindrift, King Khan, Cosmic Dead, Dean Wareham, Kid Congo, The Mystery Lights, The Coathangers, The Pretty Things, Archie and the Bunkers, Scott Kelly e King Dude foram alguns dos nomes que passaram pelo palco desta sala ao longo destes 6 anos.


O 6º aniversário do clube será celebrado em 3 dias. No primeiro dia (2 de maio) temos o regresso aos palcos dos LÖBO e a apresentação do novo disco de Jibóia. No segundo dia (3 de maio) preparem-se para uma explosão caótica de loucura com os The Parkinsons e os tão ansiados Biznaga de Madrid. A terminar em grande, uma noite (4 de maio) com o calor e agitação de Sunflowers, Fugly e Moon Preachers.

A porta abre todos os dias às 22:30, começando os primeiros concertos às 23:00. Excepto o primeiro dia (02 de Maio) que encerra às 04:00, nos restantes dias, a casa fechará pelas 06:00. Os bilhetes têm o custo de 10€ por dia e 25€ para quem queira vir aos 3 dias.

+

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

João Vairinhos aventura-se a solo em 2019

© Pedro Roque

João Vairinhos é um nome bem conhecido no panorama nacional. Apaixonado pela bateria desde os 14 anos, acabou por se juntar a 3 amigos e fundou a banda punk/hardcore DAY OF THE DEAD, que acabou por fazer 5 tours internacionais. Nos dias que correm é baterista dos The Youths, dos LÖBO e colabora no projeto a solo do Ricardo Remédio (LÖBORA).

A convite do blog BranMorrighan, compôs a sua primeira música a solo com o título "Eternos São Os Corvos", disponibilizada no bandcamp da mixtape comemorativa do 10º aniversário do blog. A sua abordagem a solo é marcada pelo afastamento da utilização tradicional da bateria e é direccionada para a criação de ambientes electrónicos negros, aliados a elementos de percursão acústica e digital.

Está previsto o lançamento de um EP durante o ano de 2019, para já, através da Regulator Records e da Ring Leader.

+

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Road to Moledo #2

sonic-blast-moledo-2017-acid-king-colour-haze-lobo-orange-goblin-the-machine-kikagaku-moyo
Truckfighters no SonicBlast Moledo 2016

Já não falta muito tempo para o início de mais uma edição do SonicBlast Moledo, referência nacional para todos os fãs de stoner e de festivais com piscina que não ficam em Barcelos.

Esta será a sua sétima edição, o qual tem apresentado um impressionante crescimento desde a sua primeira edição, contando no ano passado com nomes impressionantes como Uncle Acid and the Deadbeats, Truckfighters, All Them Witches ou Stoned Jesus e, em passadas edições com nomes de peso dentro do género como os icónicos Pentagram, os japoneses Church of Misery ou My Sleeping Karma.

A edição de 2017 apresenta um cartaz mais diversificado, uma vez que se por um lado apresentam bandas pesadonas para os ouvidos como Monolord ou Acid King, assim como bandas que se afastam deste peso e compensam com uma dose extra de psicadelismo, como é o caso dos Kikagaku Moyo.

Neste artigo vou deixar algumas recomendações que espero que sirvam como guia para a ementa musical que vai ser servida na praia de Moledo.

Dia 2

Orange Goblin - Time Traveling Blues



Não é fácil escolher um álbum naquela que é a tão vasta discografia de Orange Goblin, por isso optei por um dos mais icónicos álbuns da banda inglesa. Esta banda de culto, que provavelmente vai receber uma das maiores audiências do festival, promete uma boa mistura de stoner doom, punk, southern metal e blues mergulhados em testosterona.

Um concerto ideal para beber um ou dois finos e partir para uma batalha épica no epicentro do mosh ao som de músicas como “Blue Snow” ou “The Man Who Invented Time”. Um bom álbum para começar a descoberta da discografia desta banda que, apesar de terem alterado as suas sonoridades ao longo do tempo, foi neste que adquiriram grande parte do estatuto que tem hoje.



Colour Haze - Tempel



O concerto deste trio alemão é um dos mais aguardados da edição 2017 do festival. Na sua estreia em palcos nacionais contam já com uma grande experiencia e legião de fãs. Apesar de trazerem um álbum novo editado este ano, In Her Garden, o que muitos aguardam ansiosamente por ouvir são as faixas do icónico álbum Tempel, onde exploram diversos elementos do planeta Terra, sejam estes materiais ou não, como é o caso de “Aquamaria”, faixa mais famosa da banda e, discutivelmente, uma das mais icónicas musicas deste género musical.

“Fire” ou “Mind” e as restantes musicas do álbum, apesar de não terem a mesma atenção que a anterior referenciada, são inquestionáveis na sua qualidade e um bom exemplo do quão eficazes estes homens conseguem ser sem recorrer a grandes artifícios.



Acid King - Busse Woods



Muitos músicos lendários já pisaram os palcos montados em Moledo e esta edição vai receber os Acid King, liderados pela enorme Lori S., uma das principais figuras femininas no movimento stoner.

O álbum que escolhi para apresentar a banda retira o nome de uma reserva florestal onde Lori e os seus amigos iam ouvir música e vender substâncias ilícitas, até ao dia em que foram apreendidos pela polícia. Este álbum é um tributo a esses tempos de glória.

Aqui podemos encontrar um conjunto de músicas que deixam os olhos injetados de sangue só com o seu peso, com faixas como “Electric Machine”, uma das mais louvadas dentro do mundo místico que é o Stoner Metal. “Drive Fast, Take Chances” deixa saudades de quando as pessoas ouviam “yolo” ou “carpe diem”, não reviravam os olhos e vomitavam as entranhas. Esta poderosa música sobre aproveitar a vida em cima de uma mota e violar os limites de velocidade transmite o som característico da banda, assim como “Silent Circle”, inspirada nos crimes do assassino Ricky Masso.




The Machine - Solar Corona



Esta escolha recai para todos aqueles que nas viagens de descobertas musicais pelas profundezas do YouTube nunca se depararam pelo álbum com riscas laranjas e pretas dos holandeses The MachineSe necessitarem de razões precisas e objetivas para comprarem um bilhete para este festival, percam aproximadamente 17 minutos das vossas vidas a ouvir “Moons of Neptune”, última faixa deste álbum.

Sintam os poderes que estes magos possuem quando utilizam os seus instrumentos musicais. Apesar de não serem a banda mais “mediática” do festival, possuem o estatuto de banda de culto, alcançado com este álbum e são sem dúvida um dos concertos que, pessoalmente, mais quero ver.




Löbo - Älma



Com o fim do hiato que durava desde 2012, após um último concerto no Amplifest, os fantásticos Löbo estão de regresso à estrada onde tem mostrado a nova vida do seu unico álbum de longa duração, Älma.

Desde momentos mais tensos até aos mais hipnotizantes, as sonoridades deste conjunto de Lisboa, que conta com Ricardo Remédio no sintetizador, Luís Pestana na guitarra e Renato Sousa no baixo, são essencialmente ecléticas oferecendo uma experiência instrumental que combina doom metal, post-rock, eletrónica progressiva e drone ambiental.

Com músicas como “Aqui em baixo a alma mede-se com mãos cheias de pedras” e “Matei os meus mestres – Silenciei os meus ídolos”, os Löbo pretendem fazer os seus ouvintes questionarem-se quanto é que pesa a sua alma na viagem sonora que são os seus concertos.




Texto por: Hugo Geada

+

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Löbo reedita Älma em fevereiro


Após o lançamento digital de Noïte em 2010, os Löbo estão de volta com Älma, desta vez em reedição formato físico, num disco que se  traduz numa pergunta bastante profunda: Quanto é que a alma pesa? De acordo com o downtempo atmosférico presente em Alma pesaria uma tonelada, devido às melodias onde os elementos eletrónicos podem co-existir e criar paisagens sonoras capazes de denegrir a alma e ainda levá-lo a encontrar a luz ao fim do túnel. 

Para os membros do Löbo, Älma provou ser uma peça muito influente de trabalho que preparou o caminho para vários novos atos e inúmeros projetos paralelos. Älma poderá ser experimentado ao vivo em performances selecionados. As edições físicas serão limitadas.

Älma tem data de reedição prevista para 13 de fevereiro via Signal Rex, em formato cassete. Em vinil de 12'', ficará disponível a 6 de abril.


Älma Tracklist: 
1. Aqui em baixo a alma mede-se com mãos cheias de pedras 
2. Por fim só. Livre 
3. Carne e sombra 
4. Matei os meus mestres - Silenciei os meus ídolos

+