segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Ceephax Acid Crew, CZN, Supa e Lynce tocam este mês no Pérola Negra


Segundo episódio do ano para a Em Bruto, a mensalidade da Lovers & Lollypops que, a cada dois meses, questiona os limites do clubbing no Pérola Negra. Propondo um olhar, em movimento, sobre os movimentos mais emergentes e subterrâneos da música electrónica, a sessão de dia 13 de dezembro traz Ceephax Acid Crew, CZN (João Pais Filipe e Valentina Magaletti) e as escolhas musicais de Supa e DJ Lynce, dois nomes obrigatórios das pistas de dança da cidade. 

Numa altura em que os produtores de música electrónica se habituaram a subir a palco apenas de computador em braços é, cada vez mais raro, encontrar quem, em defesa da criação do único, prefira trazer consigo todo um estúdio. Não é o caso de Andy Jenkinson, o alias artístico de Ceephax Acid Crew. Nome maior do acid techno, na senda de nomes como Squarepusher ou o incontornável Aphex Twin, o britânico insiste em ocupar o espaço de actuação com um imponente arsenal de armas analógicas, tocando, ao vivo, cada uma das trilhas que do alinhamento. Diálogo aberto prometido para a estreia nacional de um dos últimos grandes mestres D.I.Y. da cena electrónica. 

Começou em 2018 esta história de amor entre João Pais Filipe e Valentina Magaletti. Pela altura em que lançaram Golden Path, autêntica peça sonora composta com tambores e diferentes percussões. O reencontro da dupla, que está a preparar novo disco, está prometido para dezembro. A noite termina com as misturas sedutoramente obscuras e espontâneas da portuense Supa e o inconformismo e irreverência da figura incontornável que é hoje DJ Lynce.

Os bilhetes já se encontram à venda por 8 €, sendo que passam para 10 € no próprio dia.

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sábado, 30 de novembro de 2019

Fotogaleria: Sereias [Understage, Porto]


Ontem foi o dia em que o jazz-punk pós-aquático das Sereias finalmente invadiu o Understage do Rivoli. Uma casa bem composta esteve presente nesta noite onde foi apresentado o seu álbum de estreia, O País a Arder, lançado pela Lovers & Lollypops no passado dia 5 de novembro.

Nós marcámos presença neste concerto que aconteceu no âmbito do Porto/Post/Doc 2019 e que pode ser revisitado através da fotogaleria em baixo ou aqui.

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Blanck Mass regressa a Portugal em fevereiro


Blanck Mass, o projeto a solo de Benjamin John Power, cara-metade dos demolidores Fuck Buttons, está de regresso a Portugal com paragens confirmadas no Understage do Teatro Rivoli, no Porto, no dia 14 de fevereiro, e no dia seguinte em Lisboa, no Musicbox, para apresentar o mais recente álbum Animated Violence Mild

Lançado em agosto de 2019 via Sacred Bones, Animated Violence Mild é, nas palavras do músico e produtor britânico, o seu trabalho mais conciso, directo e honesto. Carregado de experimentação ousada, intensidade rítmica, melodias explosivas e ferocidade ardilosa, o álbum é uma amálgama de emoções extremas, que oscilam entre a expressão do medo existencial e a beleza próxima da transcendência. Disco de pesar, que nasce da reflexão em torno da perda, não só pessoal e mas também num sentido mais global, de todos nós, enquanto espécie, trata-se de um tratado anti-consumismo desenfreado, uma crítica declarada à queda autoinfligida da humanidade, à traição aos melhores instintos da nossa natureza e ao futuro do nosso próprio mundo. E tal como a tristeza que ali se comunica, as oito faixas que o compõem não são de todo lineares, surpreendendo o ouvinte a cada momento, por entre combinações estilísticas tão distintas e bem executadas que sem esforço vão bem além de todas as influências que descaradamente lhe reconhecemos, tornando-se num momento não tanto de exasperação, mas de pura catarse.

O concerto no Porto é uma co-produção com a Lovers & Lollypops e tem um custo de 7 €. Em Lisboa, os bilhetes custam 10€.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

As Sereias invadem o Understage na próxima semana


No próximo dia 29 de novembro, o palco do Understage/Rivoli servirá para apresentar o disco de estreia de Sereias, intitulado O País a Arder.

Enquanto o país arde de tédio, as Sereias mergulham uma vez mais com o seu jazz-punk pós-aquático nas águas turvas do junk-zapping pré-píxelástico de Francisco Laranjeira. Um concerto de Sereias promete um ambiente imersivo e sinestésico. Arquivos de filmes super 8, fitas VHS, ruído analógico, video-feedback e glitch, manipulados ao vivo através de instrumentos virtuais e software dedicado, interagem com a poesia mordaz de A. Pedro Ribeiro e seus mascadores sónicos de barba rija. Durante a performance serão usadas imagens dos filmes "Porto Abril 1975", "O 11 de Março de 1975" e "O 25 de Novembro depois…" de José Alves de Sousa, realizados nas ruas do Porto durante o PREC. 

O concerto, uma co-produção Rivoli/Lovers & Lollypops, acontece no âmbito do Porto/Post/Doc 2019 e o preço do seu bilhete é de 7 €.

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terça-feira, 5 de novembro de 2019

STREAM: Sereias - O País a Arder


Chega hoje às plataformas online O País a Arder, o disco de estreia dos Sereias. Com selo Lovers & Lollypops, o LP será apresentado ao vivo no Understage do Rivoli - Teatro Municipal do Porto, a 29 de novembro, no âmbito do Porto/Post/Doc, e em Lisboa a 5 de dezembro, no Sabotage

Os concertos serão acompanhados pelo vídeo de Francisco Laranjeira, que usará imagens dos filmes "Porto Abril 1975", "O 11 de Março de 1975" e "O 25 de Novembro depois…" de José Alves de Sousa, realizados nas ruas do Porto durante o PREC. Os discos físicos estarão disponíveis para compra em ambas as datas. 

Os Sereias são: António Pedro Ribeiro (voz), Arianna Casellas (voz), João Pires (bateria), Julius Gabriel (saxofone), Nils Meisel (sintetizadores), Sérgio Rocha (guitarra) e Tommy Luther Hughes (baixo), Celestino Monteiro (documentação) e Francisco Laranjeira (vídeo).

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sábado, 19 de outubro de 2019

Sote apresenta Parallel Persia em Serralves



Em novembro, o músico e compositor germânico Sote passa pelo grande auditório de Serralves, no Porto, para apresentar o seu mais recente álbum, Parallel Persia. Os portugueses Black Bombaim juntam-se ao percussionista João Pais Filipe para uma colaboração encomendada pelo festival Curtas de Vila Conde.

Sote é Ata Ebtekar, músico, compositor e intérprete sediado em Tehran, no Irão, figura central da música eletrónica no Médio Oriente e um dos mais entusiasmantes na prática e união entre o elétrico e o acústico. A sua música é ora delicada ora abrasiva, alterando as caraterísticas modais da música tradicional persa para criar um admirável mundo novo de paisagens sintéticas e vívidas. Parallel Persia é o seu mais recente projeto, editado em maio pela Diagonal Records e que continua a busca incessante de Sote por esta experiência persa sintética. Em palco, Sote apresenta-se ao lado de Arash Bolouri (santour) e Pouya Damadi (tar).

Em julho, o power trio de Barcelos Black Bombaim convidou João Pais Filipe, baterista/ percussionista do Porto, para colaborar na criação da banda sonora do filme Dragonflies with Birds and Snake, do realizador Wolfgang Lehmann, cujo som - originalmente silêncio - contém um elemento rítmico omnipresente causado pelo corte e edição. Tal como o filme, também a a performance será dividida em três partes: nascimento, sexo e morte – o ciclo da vida.

Os concertos acontecem dia 24 de novembro pelas 18h00.


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terça-feira, 8 de outubro de 2019

STREAM: Angélica Salvi - Phantone


A harpista Angélica V. Salvi lançou hoje Phantone, o seu longa duração de estreia que conta com a assinatura da Lovers & Lollypops. O disco foi anunciado no mês passado através dum teaser videográfico gravado por Frederico Lobo no Mosteiro de Rendufe no âmbito do Encontrarte de Amares – o qual contém parte do tema "Solidago" –  e foi já apresentado  no passado dia 5 no Out.FestBarreiro. No dia 24 deste mês, Salvi irá estrear-se na sessão 3 das Jameson Urban Routes que terão lugar no Musicbox em Lisboa – uma noite que irá partilhar com a norte-americana Kelsey Lu (bilhetes a 12€ e mais informações aqui) regressando no dia 30 ao Porto para uma sessão intimista na St. James Anglican Church que contará com honras de abertura da performer e investigadora Ece Canli (bilhetes a 6€ e mais informações aqui).

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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Sly & The Family Drone + Stef Ketteringham em Portugal


Depois de nos terem visitado na edição de 2017 do Milhões de Festa, os Sly & The Family Drone regressam a Portugal este mês para apresentarem Gentle Persuaders, o seu mais recente longa duração, lançado em abril deste ano. O colectivo londrino irá passar por Lisboa no dia 29 de outubro, no dia 30 por Leiria para um concerto no Texas Bar e no dia de Halloween, 31 de outubro, sobe até ao Maus Hábitos no Porto para mais uma Corpo de Santo, um evento com a assinatura da Lovers & Lollipops

Em todas as datas dos Sly & The Family Drone a primeira parte estará a cargo de Stef Ketteringham, membro dos extintos shield your eyes


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Black Bombaim e João Pais Filipe lançam disco conjunto em novembro


Nasce do desafio do Curtas de Vila do Conde a mais recente adição ao catálogo de discos da Lovers & Lollypops para o ano de 2019. Black Bombaim & João Pais Filipe - Dragonflies with Birds and Snake é editado a dia 12 de novembro e tem já datas de apresentação em Guimarães, CCVF (22 de novembro), Lisboa, ZDB (23 de novembro) e Porto. O LP regista assim o trabalho desenvolvido para o filme-concerto que, em 2018, juntou o trio barcelense e o percussionista para um espectáculo original em torno do filme homónimo, do realizador alemão Wolfgang Lehmann. O tema de avanço já pode ser ouvido no bandcamp da editora.

Já confirmada está também a estreia de "Black Bombaim", o documentário que registou o processo de trabalho para a criação de Black Bombaim w/ Luís Fernandes, Jonathan Saldanha e Pedro Augusto. Com realização de Miguel Figueiras e argumento de Manuel Neto, o filme regista a criação musical e a sua relação com a paisagem enquanto espaço de criação de mitologias e de somatização de fantasmas. Esta operação fílmica e sonora organiza-se numa trilogia, que é também a trilogia musical composta pela banda em processo de trabalho com três compositores distintos: Pedro Augusto, Luís Fernandes e Jonathan Saldanha. Estreia no Porto/Post/Doc em novembro.

Após o lançamento disco de remisturas para o seu LP de estreia, João Pais Filipe prepara-se para uma tour Asiática que passará pela Tailândia, Macau, Hong Kong, Taiwan e Japão. Em Outubro, o percussionista viaja, ainda, para o Perú onde fará uma residência com o mestre percussionista Manongo Mujica, que culminará com uma apresentação no Museu de Arte Contemporânea de Lima.

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terça-feira, 24 de setembro de 2019

[Review] Black Bombaim - Black Bombaim


Black Bombaim | Lovers & Lollipops com Cardinal Fuzz | março de 2019
8.0/10

Na música electrónica, o foco que era dedicado à composição e experimentação foi roubado pela produção - cada vez mais existem sons-tipo para cada produtor, altamente derivados de material e diferentes técnicas. No rock, contudo, esta luta dissipou-se - em grande parte substituída por uma sede de intensidade (um fenómeno fundamental para grande parte da música hoje produzida que ficou conhecido como loudness wars), a produção teve cada vez mais um papel menos relevante, levando a uma homogeneização do género e ofuscando as contribuições que nomes enormes como Todd Rundgren e Brian Eno tinham criado.

É por isto que Black Bombaim, o último álbum de estúdio dos barcelenses Black Bombaim é tão importante. Não só é assinado por um dos grupos mais notórios e relevantes da música psicadélica portuguesa como serve de exercício de experimentação e comparação para diferentes estilos de produção no rock: o sexto álbum de estúdio do trio nortenho combina seis faixas gravadas em três locais distintos (um auditório velho, uma sala vazia num posto de correios abandonado e uma sala de reverberação numa universidade de engenharia) e produzidas por três nomes incontornáveis da música portuguesa atual - Pedro Augusto, a figura por detrás de Live Low, um dos projectos mais interessantes em solo nacional da última década, Luís Fernandes, mais conhecido pelo seu papel em peixe:avião mas com colaborações ambiciosas no mundo da música clássica contemporânea com nomes como Joana Gama Rodrigo Leão e Jonathan Uliel Saldanha, o mentor dos HHY & The Macumbas, um projecto que continua, desde a sua concepção, a desafiar os limites da música. Um conceito ambicioso - raras são as vezes em que a coesão de um álbum não é factor decisivo na sua apreciação - mas com resultados que compensam largamente esta aventura na qual os Black Bombaim e três produtores nacionais embarcaram.

É claro que, não obstante ao interesse imediato que estas colaborações suscitam, Black Bombaim continua, intuitivamente, a tratar-se de um álbum de Black Bombaim - o psicadelismo capaz de conjurar montanhas continua lá, a expansividade que colocou Barcelos no mapa do rock nacional está ao virar de cada transição. Entre temas agorafóbicos como "Zone of Resonant Bodies", cuja dimensão e dinâmica deixam o ouvinte desolado numa paisagem sónica eterna, peças mais quintessençais dentro do género psicadélico como "20171216", com a inegável marca da intemporalidade das reverberações e repetições, ou a ginga clássica do rock psicadélico a rasgar de "20180224", Black Bombaim é um disco que existe confortavelmente dentro daquilo a que os barcelenses nos habituaram, mas também cria a vontade inegável de ver estas colaborações únicas concretizadas cada uma no seu próprio álbum. É difícil ter de ficar só pela imaginação de até onde é que o krautrock electrónico de "20180415" podia ir, mas por agora as bençãos ficam-se contidas nestas seis faixas.

Em completa verdade, é impossível, não importa a extensão, cobrir tudo aquilo que Black Bombaim pode representar e aquilo que é - apesar de ter escutado o álbum incontáveis vezes desde que saiu, em parte concentrado naquilo que podia dizer sobre ele, continuo sem conseguir particularmente concretizar em palavras o que acho sobre o álbum, daí ter escolhido a brevidade. Black Bombaim neste disco apresentam-se tão refinados como crus, criativos como sempre e tão indesculpavelmente iguais a si próprios como nunca. Ao convidarem três novos produtores para a sua casa, abriram alas a um tornado refrescante num género que, quer queiramos quer não, já foi batido e recaldado vezes sem conta. Para o futuro fica a esperança de que mais deste género se faça, que mais se experimente. Para já, contudo, fica a marca e o corpo cansado deixados por Black Bombaim.

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Angélica Salvi apresenta-se em Phantone


Harpista espanhola a residir no Porto há alguns anos, Angélica Salvi tem construído um currículo de trabalho dedicado à improvisação e música contemporânea. Em Phantone apresenta-se pela primeira vez a solo, depurando um discurso que é só seu e através do qual busca a liberdade dentro da estrutura. Desenhando ilusões sonoras, sombras, figuras, meditação e paisagens abstractas, a sua música explora os espaços auditivos imaginários e oníricos onde a ordem e o caos coexistem. O LP foi gravado no Mosteiro de Rendufe no âmbito do Encontrarte de Amares, tirando partido das justaposições de delays e reverberação da sala, e, com isso, adicionando profundidade às sete composições que o integram. 

Phantone é editado via Lovers & Lollypops a 8 de outubro e percorrerá o país num ciclo de concertos de apresentação. A 5 de outubro em pré-apresentação no Out.Fest no Barreiro, a 24 do mesmo mês no Jameson Urban Routes promovido pelo Musicbox em Lisboa e no Porto a 30, na St James Anglican Church

Angélica V. Salvi estudou com Maria Rosa Calvo-Manzano (Espanha), Carrol McLaughlin (EUA) e Ernestine Stoop (Holanda). Especializada em improvisação, música electroacústica e experimental, tem trabalhado, enquanto solista, com diversos compositores, orquestras e ensembles, assim como sido peça fundamental em inúmeros projectos nas áreas da música contemporânea, dança, artes visuais e teatro. Actualmente é professora de harpa do Conservatório de Música do Porto e a harpista do Vertixe Sonora Ensemble. Dirige o projecto Female Effects e faz parte de vários projectos multidisciplinares.


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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Fotogaleria: Taina Fest [CCOP, Porto]


No passado domingo, em vésperas do arranque do calendário escolar e já com as férias de sol volvidas, o ringue do Circulo Católico de Operários do Porto cumpriu com os seus deveres pagãos e foi casa da segunda edição do Taina Fest deste ano. Nesse dia que foi um autêntico arraial de verão, foi possível ver actuações de José Pinhal Post Mortem Experience, Jetro Tuga, Conferência InfernoDjs da Casa e Karaoke ao Desafio: Canções de Lena D'Água e António Variações apresentadas por Emanuel Botelho. 

Nós marcámos presença e deixamos aqui o registo fotográfico desse dia.


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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Em Bruto: uma residência que vai dar origem a um novo braço editorial da Lovers & Lollypops



Em Bruto, a residência da Lovers & Lollypops dedicada a expandir as fronteiras do clubbing, vai ter casa bimestral no Pérola Negra, no Porto. Com datas fechadas já para outubro e dezembro, dias 5 e 13, respectivamente, a noite vai ser também o ponto de partida para um novo braço editorial da editora e promotora portuense, que terá como primeira voz Odete.

Depois do arranque com Afrodeutsche, Croww e Aurora Pinho, no passado mês de março, a Em Bruto regressa ao Pérola Negra a 5 de outubro com actuação confirmada de MCZO & Duke, eles que estão também confirmados para a 16ª edição do OUT.FEST, um dia antes no Barreiro. São duas das vozes notáveis do movimento singeli, expressão musical frenética nascida nos bairros de Dar es Salaam, na Tanzânia, que tem na seminal Nyege Nyege Tapes a sua editora de eleição. É por este selo que o produtor Duke editou o seu disco de estreia, Uingizaji Hewa, um compêndio de nove composições de percussão rica e acelerada, ritmos quebrados e batimentos a rondar os 300 por minuto. A tudo isto junta-se MCZO, que ao vivo dá voz à euforia eletrónica do produtor. 

O alinhamento para este segundo Em Bruto fecha com a música e produtora britânica Proteus e com o portuense DJ Lynce

Em Dezembro, a Em Bruto contará com Ceephax Acid Crew, projeto do britânico Andrew Jenkinson que circula pelos terrenos mais hedonistas do acid technoUnited Acid Emirates é o seu último disco e recebeu edição pela Planet Mu, selo do genial Mike Paradinas (µ-Ziq) que tem vindo a servir como meca para a mais emergente produção eletrónica. O alinhamento completa-se com as atuações de CZN, que junta o percussionista português João Pais Filipe à também percussionista italiana Valentina MagalettiSupa e DJ Lynce


Os bilhetes para a noite de outubro custam 6 euros em pré-venda, e podem ser adquiridos em bol.pt, Fnac, CTT, Worten, Bop Café, Bunker, Louie Louie, Matéria Prima e locias habituais. Os bilhetes para a noite de dezembro podem ser encontrados nos mesmo locais e possuem o custo de 8 euros em pré-venda.




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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O Taina Fest regressa ao ringue do CCOP para comemorar o final de verão


Dia 15 de Setembro é a data a reservar no calendário do final de verão de 2019. Em vésperas do arranque do calendário escolar e já com as férias de sol volvidas, o ringue do Circulo Católico de Operários do Porto vai cumprir com os seus deveres pagãos e ser casa para a segunda edição do Taina Fest deste ano. Alinhadas para o dia que se quer de arraial, as actuações de José Pinhal Post Mortem Experience, Jetro Tuga, Conferência Inferno e Dj da Casa. E porque não há arraial que se faça sem padroeiros, nem festa que se faça sem cantoria, o palco vai estar aberto também ao talento dos amadores, com um Karaoke ao Desafio: Canções de Lena D'Água e António Variações apresentadas por Emanuel Botelho

Comecemos pelo fim. José Pinhal era um cantor praticamente desconhecido até ao dia em que um grupo de embaixadores, motivados pela descoberta de duas cassetes (José Pinhal Vol. 1 e 2) num antigo gabinete do agente do músico, assume a função informal de disseminar o material num grupo restrito de amigos. Conta a história que as cassetes originais se haveriam de perder, mas que em 2016, Joaquim Gomes (outro ilustre desconhecido) haveria de revelar no YouTube o Vol. 3 do trabalho do cantor romântico nortenho. Os temas assumiram-se como a novidade viral da música portuguesa, espalharam-se pelos computadores de Norte a Sul do país para encontrarem na Favela Discos no Porto uma espécie de casa da ressurreição. José Pinhal Post Mortem Experience mais do que uma banda é uma homenagem a José Pinhal, feita pelas mãos de músicos da Favela Discos e dos Equations, e que recria, com especial destreza e músculo, o repertório do cantor.

Único e em português. Os Conferência Inferno arriscam-se a ser uma das mais interessantes novas bandas da safra que tem ocupado os tops nacionais com temas de ADN claramente português. Forjado em excursões entre as cidades de Aveiro, Porto e Vila Real, Bazar Esotérico, o EP de estreia deste power duo, experimenta-se pela electrónica de cariz dançável, com aditivos kraut, darkwave e punk. 

Sejamos claros aqui. Jetro Tuga é música portuguesa que põe a malta a dançar, a saltar e a gritar. O nome profético-aportuguesado serve de introdução ao projecto a solo de Jonas Gonçalves, guitarrista dos Stone Dead, que aqui assume os comandos dos pratos para uma peregrinação à história do rock português, onde não faltam jeans coçadas, sapatilhas rotas e batidas rápidas. A fechar as contas à festa, actuação do Dj da Casa

Nesta reviravolta ao baú da música portuguesa, o Taina Fest de Setembro lança ainda o desafio da fama aos seus visitantes. Com apresentação de Emanuel Botelho, o último arraial do Verão arrancará com um Karaoke ao Desafio, deixando o palco à disposição dos fãs de uma boa desgarrada. À escolha estarão músicas de Lena d'Água e António Variações e um armário carregado de acessórios para que os talentos mais destemidos possam apresentar-se caracterizados a rigor. A inscrição e dinâmica de participação neste alegre despique será revelada nos próximos dias nas redes sociais da promotora Lovers & Lollypops

O Taina Fest está de regresso no dia 15 de setembro e promete ainda um cardápio de comes e bebes à altura da exigências gastronómicas do Porto. Os bilhetes estão à venda na Bilheteira Online, CCOP, Louie Louie, Matéria Prima, Bunker e BOP pelo valor de 6 €. No dia, passam a custar 8 €. A entrada de crianças até aos 12 anos é gratuita.

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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Cass McCombs regressa a Portugal em Novembro


Já há datas para a apresentação nacional de Tip of the Spheres, o mais recente disco de Cass McCombs, editado mundialmente em Fevereiro deste ano. O californiano passa pelo Porto a 7 de Novembro, no auditório do CCOP, pela mão da Lovers & Lollypops, e a 8 no gnration em Braga. Os bilhetes já podem ser adquiridos na bilheteira online e locais habituais.

Considerado um dos mais fascinantes cantautores da sua geração, Cass McCombs tem conquistado, disco após disco, um lugar especial na crítica da especialidade. Com Mangy Love, editado em 2016, foi nomeado como o maior cantautor do seu tempo pelo New York Times, trilhou a lista de melhores do ano da Pitchfork e a tabela de melhor música do Washington Post. Com Tip of The Spheres experimenta-se num novo formato de gravação, mais curto e conciso, adicionando um sentido de urgência e uma solidez às onze canções que o compõem. Aqui, o rock é mais fervoroso, as baladas ainda mais bonitas e as explorações mais confiantes, num desenho sónico que destaca as influências jazz e latinas na sua composição e que continua a rejeitar definições fáceis. Um disco que aprofunda o caminho que McCombs tem vindo a percorrer no cruzamento entre a palavra e a música e que apresenta um novo conjunto de histórias sobre a vida do homem comum. Produzido por Sam Owens (Sam Evian), Tip of the Sphere conta com a participação da banda de suporte que o acompanha: Dan Horne, Otto Hauser e Frank LoCrasto, entre diversas presenças especiais.

Os bilhetes já estão à venda e têm o preço de 15 € para ambas as datas, sendo que no CCOP o preço passa para 20 € no dia do concerto.

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terça-feira, 30 de julho de 2019

Angel Olsen, Carne Doce e Karol Conka entre as novidades para a rentrée da Lovers & Lollypops


Já há data para o regresso de Angel Olsen a Portugal. Em janeiro de 2020, a norte-americana passa por Lisboa e Porto para dois concertos que servem para apresentar All Mirrors, o terceiro disco de originais. O sucessor de My Woman tem edição marcada para outubro deste ano e, de acordo com a autora, explora a capacidade de cada um para fazer as pazes com os seus pensamentos e lados mais obscuros. Os concertos em Portugal acontecem a 23 e 24 de Janeiro, no Capitólio (via ZDB) e no Hard Club, respectivamente. Os bilhetes estarão à venda a partir desta esta sexta-feira. 

São uma das mais importantes bandas a sair da safra de novos criadores de Goiana no Brasil. Fundados em 2013 pelo casal Salma Jô e Macloys, a quem se juntaram João Victor Santana e Aderson Maia, os Carne Doce têm construído em seu torno a reputação de serem uma das mais explosivas e sensuais bandas a tocar ao vivo, hoje, no Brasil. Com Tônus, o terceiro disco de originais, solidificaram o lugar de destaque na cena autoral do país, adensando ainda mais a sua viagem pela intimidade, a vulnerabilidade humana e os jogos de poder. Estreiam-se em solo nacional com uma tour de concertos que passa por Coimbra, a 22 de Outubro, Lisboa, a 23 de Outubro, e Porto, a 24 de Outubro.

É já inegável o contributo que a música brasileira tem dado ao questionamento das identidades nos últimos anos. De Letrux a Linn da Quebrada, de Liniker a Maria Beraldo, há um filão de novos artistas que, dentro e fora do seu país, questionam a negritude, a pobreza, a identidade sexual e a heteronormatividade, transformando a música que fazem em intervenção e luta. É neste universo de música revolução que encontramos Karol Conka, mulher, negra, mãe, rapper. A Portugal traz Ambulante, o terceiro disco de estúdio, onde voltamos a encontrar a militância, frontalidade, conforto e superação que fazem dela uma das mais interessante vozes a defender e exaltar o lugar da mulher na sociedade. Toca em Portugal em Outubro: Lisboa a 26 (Jameson Urban Routes no Musicbox) e Porto a 27 (Hard Club). 

A rentrée da Lovers & Lollypops traz ainda a segunda edição 2019 do Taina Fest, a ter lugar no CCOP no Porto a 15 de Setembro, e as novas edições de Sereias (País a Arder), Angélica Salvi (Phantone), Black Bombaim & João Pais Filipe (Dragonflies with Birds and Snake) e Krypto (EYE18).



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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Reportagem: Taina Fest [CCOP, Porto]


No passado dia 20 de junho, a Lovers & Lollypops trouxe ao ringue do Circulo Católico de Operários do Porto mais uma edição do Taina Fest, com Mdou MoctarThe Mauskovic Dance Band e DJ Fitz. A tarde começou com muito sol e com DJ Fitz a abrir as hostilidades. O "irlandês mais cool" do bairro das Fontainhas tratou de animar os tempos mortos com ritmos bem quentes, ideais para aquela solarenga tarde de quinta-feira. 


Seguiu-se The Mauskovic Dance Band, a aventura musical de Nicola Mauskovic, baterista de Jacco Gardner. Depois da sua estreia em terras lusas em 2017, com posterior passagem pelos festivais Tremor e Milhões de Festa, regressaram mais uma vez ao nosso país para apresentar seu primeiro álbum homónimo (link para o álbum aqui), acabado de sair pela Soundway Records. As influências afrocaribenhas e de cumbia foram bem visíveis, sendo que foi impossível não bailar ao som dos holandeses, que ainda tocaram algumas músicas do seu EP lançado o ano passado, Down in the Basement


Dos Países Baixos seguimos depois para o Níger, numa viagem patrocinada pela música do virtuoso da guitarra Mdou Moctar e da sua banda. Depois de nos ter visitado ainda neste ano transacto, Moctar regressou a Portugal este mês para apresentar ao vivo o seu mais recente trabalho, o LP Ilana: The Creator, lançado esta primavera (link para o álbum aqui). Gravados nos EUA, o músico do Niger mais uma vez funde a música tuareg com o rock, sendo que Moctar já foi mais do que uma vez apelidado do "Jimi Hendrix do deserto do Saara" e encarnou em Rain the Color of Blue with A Little Red In It um guitarrista nómada largamente inspirado em Prince (podem encontrar o trailer da película aqui). Marco maior de toda uma geração de músicos nigerinos, Moctar e a sua banda fecharam com chave de ouro a parte instrumental do certame.

Seguiu-se mais uma mostra da curadoria musical de DJ Fitz, que esteve também a cargo da banda sonora da despedida de mais uma tarde bem passada no ringue do CCOP, organizado pela Lovers & Lollipops.


Texto e Fotografia: David Madeira e Edu Silva

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